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Quesito Fantasias decide o Carnaval 2019 do Grupo Especial do Rio

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    Vila Isabel Desfile2019 113Em sorteio realizado no início da tarde na sede da Liesa o quesito Fantasias foi definido como o primeiro do critério de desempate. A apuração começa às 16h30 e desde 14h você terá todas informações pela Rádio CARNAVALESCO ao vivo da Praça da Apoteose.

    Confira os demais quesitos na ordem da leitura das notas: evolução, harmonia, mestre-sala e porta-bandeira, alegorias e adereços, comissão de frente, samba-enredo, enredo, bateria e fantasia.

    Aydano: ‘Duelo de Brasis na ótima metade final do desfile aumenta importância do resultado oficial’

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      Por Aydano André Motta

      aydanoO Carnaval de 2019 desenha seu desfecho num duelo entre Brasis – o rico, que constrói com firmeza sua competência; e o pobre, que materializa com criatividade seu arrebatamento. Está, assim, polarizada a disputa dos bambas, que encontrará a conclusão na tarde da Quarta-Feira de Cinzas, com a consagração de uma face da História, apresentada na Sapucaí em versões opostas e excludentes.

      Vila e Mangueira (pela ordem) passaram com muitos méritos, e disputam o primeiro lugar pelo júri da Liesa. Mais do que o título, festejarão um jeito de enxergar o Brasil, fundamental, cada um a seu modo, para decifrar o país, seus pendores e mazelas. Portela e Tijuca credenciaram-se como alternativas, ainda que improváveis. Fora disso, tudo é surpresa – ou zebra.

      No segundo dia muito melhor do que o primeiro, a maior emoção veio com a Mangueira, em mais uma obra magistral de Leandro Vieira. Sua “História para ninar gente grande” reverenciou fatos e personagens omitidos nos compêndios oficiais e bateu com força em figuras repetidas nos livros.

      Valeu demais festejar Zumbi e Dandara dos Palmares; Chico da Matilde, o Dragão do Mar; Luísa Mahin e seu filho Luís Gama, abolicionista essencial; Zuzu Angel e sua luta pelo filho; os malês da revolta de Salvador; e, mais do que qualquer outro, Marielle Franco. Deu orgulho ver, enfim, a Princesa Isabel, os bandeirantes, Padre Anchieta, Duque de
      Caxias e, claro, a ditadura militar de 1964 na vala comum dos vilões, por seus pecados amenizados pela narrativa eurocêntrica.

      Uns e outros apresentados, em seus novos papéis, no ritmo de um dos grandes sambas de 2019, que passou empolgante pelo altar dos bambas. A Mangueira cantou feliz e, coisa rara, levou a plateia com ela, numa apresentação memorável.

      A construção do Carnaval verde e rosa serve também de homenagem às figuras celebradas. A falta de recursos da obrigou Leandro – ele próprio com alguns meses de salário atrasado – a encontrar soluções mágicas. A escola passou pequena e cometeu seus pecados. Inevitavelmente perderá décimos preciosos no júri da Liesa, sempre mais
      preocupado em punir pecados do que premiar qualidades.

      (Por falar em tropeços, a jornalista Flávia Oliveira observou importantes contradições políticas na Mangueira. Em cima das alegorias, a predominância de brancos saltava aos olhos. E a escola convidou apenas a viúva de Marielle Franco, e não os pais, a irmã e a filha da vereadora assassinada. Nada disso está na regra do jogo carnavalesco, mas são deslizes paradoxais, dentro da proposta do enredo.)

      A outra favorita ostentou a fantasia de rica para realizar apresentação quase impecável (ainda que conservadora). “Em nome do pai, do filho e dos santos, a Vila canta a
      cidade de Pedro” celebrou Petrópolis com a exaltação dos personagens da família imperial, especialmente a Princesa Isabel, no outro lado da moeda histórica. As maiores e mais
      bem-acabadas alegorias passaram pela avenida, lembrando, na opulência, o tempo áureo de Beija-Flor e Imperatriz. Os pais, a irmã e a filha de Marielle Franco saíram no carro mais progressista, o último, que criticava a escravidão.

      O público da Sapucaí reagiu de forma diversa à apresentação dos herdeiros de Noel. Adotou o modo plateia teatral, admirando a obra do carnavalesco Edson Pereira,
      do luxo que se espalhou também pelas alas, em fantasias muito bem realizadas. Mas a escola teve lá suas falhas – a maior, estourar o tempo na pista em um minuto, o que lhe
      custará um décimo pelo regulamento. Para compensar o atraso, os componentes correram e os farejadores de erros escalados pela Liesa sob o nome de jurados devem cumprir seu papel.

      No atual momento da vida nacional, ganha importância extra saber que Brasil será exaltado, no palco iluminado da folia. O resultado ultrapassará as fronteiras carnavalescas – para aumentar a importância da mais fundamental das festas.

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      Outro desfile da segunda está consagrado como campeão dos corações carnavalescos. A reedição atualizada (por Jorge Silveira) de “E o samba sambou” da São Clemente
      lavou a alma de quem vive a folia. Da virada de mesa no resultado do desfile aos escritórios de compositores, dos camarotes de música eletrônica – barbaridade que se
      repetiu em 2019, sob a risonha subserviência da Liesa – ao carro inacabado por falta de verba, das celebridades aventureiras ao afastamento do público que gosta de samba para dar lugar aos turistas, a escola de Botafogo produziu espetáculo delicioso. A melhor apresentação dos últimos anos.

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      Na mesma pegada crítica da Mangueira, a Tuiuti fez desfile cativante, a partir da história do bode votado para vereador em Fortaleza. “O salvador da pátria” consolidou o carnavalesco Jack Vasconcelos como um dos talentos emergentes da Sapucaí, além de oferecer samba e
      evolução excelentes. O carro do bode dando um coice num tanque de guerra e as coxinhas com armas de brinquedo estão nas imagens inesquecíveis de 2019. Show de bola.

      Em Cima da Hora presta homenagem ao locutor esportivo Orlando Baptista

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      Por Diogo Cesar Sampaio. Fotos: Allan Duffes

      em cima da hora desfile2019 77A Em Cima da Hora trouxe para seu desfile, em 2019, o enredo “Orlando Baptista, o menino e a bola”. Com a homenagem ao locutor esportivo, jornalista e radialista brasileiro, a agremiação do bairro de Cavalcanti fez um desfile mediano, com alguns altos e baixos em seus quesitos. A azul e branca foi a nona escola a se apresentar pela Estrada Intendente Magalhães, na terça-feira de carnaval, pela Série B, e encerrou seu desfile com 40 minutos.

      Comissão de frente

      em cima da hora desfile2019 13Desenvolvida pelo coreógrafo Arthur Rozas, a comissão de frente da Em Cima da Hora veio bem humorada e com movimentos bem marcados, conforme os versos do samba da agremiação. O que era cantado na letra, era visto na coreografia, mesmo que de forma simbólica.

      O figurino da comissão era predominantemente branco, com uma cabeça representando uma bola de futebol. A caracterização era também composta por uma maquiagem prateada no rosto dos integrantes.

      Mestre-sala e porta-bandeira

      em cima da hora desfile2019 18O casal David Sabiá e Jacke Gomes, fizeram a sua estreia na azul e branca de Cavalcanti. Ambos são donos de um currículo vasto, com passagens por escolas da Série A e do Grupo Especial.

      Na Em Cima da Hora a dupla manteve seu nível individual, e mostrou estarem bem entrosados, apesar do pouco tempo de trabalho juntos. O casal não cometeu erros em nenhuma cabine, mas pode vir a perder pontos devido a indumentária que apresentava falhas de acabamento.

      Evolução

      em cima da hora desfile2019 34A Em Cima da Hora passou com uma evolução apenas burocrática. A escola não abriu buracos e clarões, nem mesmo chegou a correr. Contudo, as alas desfilaram de maneira arrastada e sem empolgação.

      Harmonia

      A harmonia da Em Cima da Hora foi um dos pontos baixos da agremiação de Cavalcanti. Alas inteiras passaram caladas, sem ao menos mexer a boca. Poucos componentes cantaram, sendo a maioria só durante os refrões.

      Alegorias e adereços

      em cima da hora desfile2019 39As alegorias da Em Cima da Hora apresentaram um padrão estético acima da média do grupo. A única ressalva é ao acabamento da última alegoria, na parte traseira. A falha consiste a um grande rasgo no tecido que revestia essa parte traseira, e que depois de ser danificada, deixou a mostra os ferros da estrutura do carro alegórico.

      Fantasias

      em cima da hora desfile2019 54O conjunto de fantasias da Em Cima da Hora foi bastante irregular. O uso de materiais baratos e alternativos renderam boas e más soluções. Um exemplo positivo fica por conta de alas que representavam os quatro times grandes da cidade do Rio. Cada componente dessas alas traziam consigo um adereço de mão com bexigas nas cores dos times que simbolizavam.

      O exemplo negativo fica por conta da roupa das baianas. Além do material utilizado não ter surtido bom efeito, houve graves falhas no acabamento. Muitas senhoras desfilaram com peças e pedaços despencando ou simplesmente faltando.

      Enredo

      em cima da hora desfile2019 41O desenvolvimento proposto pelo carnavalesco Rodrigo Almeida foi cumprido no desfile da Em Cima da Hora. E apesar de algumas alas terem tido boa leitura na fantasia, no geral, a compreensão do enredo foi confusa.

      Samba-enredo

      A dupla de intérpretes Maderson Carvalho e Igor Pitta tiveram um desempenho regular com o microfone oficial da escola. A obra assinada por Serginho Rocco, André Kaballa e companhia teve bom desempenho apenas no refrão principal.

      em cima da hora desfile2019 32Bateria

      A bateria da Em Cima da Hora foi o grande ponto alto do desfile. O mestre de bateria Wanderson Ribeiro executou várias bossas e paradinhas que animaram o público presente na Intendente de Magalhães.

      Outros destaques

      Fazendo seu terceiro carnaval como rainha da bateria da Em Cima da Hora, Juliana Marinho chamou a atenção na apresentação da azul e branca de Cavalcanti. Com uma bela fantasia, predominante no tom prateado, ela mostrou ter samba no pé, e interagiu com ritmistas e espectadores.

      Vigário Geral mostra força em fantasias e carro de som, mas comissão de frente e evolução enfraquecem o desfile

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      Por André Coelho. Fotos: Allan Duffes

      vigario geral desfile202086Encerrando o carnaval da Série B, a Acadêmicos de Vigário Geral apresentou o enredo “Mwene Kongo – O reino europeu na África que se tornou folclore no Brasil” pretendendo contar a história do congado. Com belas fantasias e ótimo desempenho da ala musical, a escola terminou por falhar em evolução e pode perder décimos preciosos por erros da comissão de frente.

      Comissão de frente

      vigario geral desfile20206A abertura do desfile da Acadêmicos de Vigário Geral coube a 12 integrantes divididos em dois grupos de seis. Eles representavam a guerra entre cristãos, vestidos em prata e mouros, vestidos em dourado. Encenavam uma batalha e no momento em que o samba fala em congado e maracatu, quatro das integrantes do grupo de mouros trocam de saia, tiram os chapéus e dançam à frente dos demais, infelizmente a saia de uma delas caiu bem em frente à cabine. Na segunda cabine foi a vez de uma das espadas e optaram por não mais vir à frente pq a saia que caiu não foi recolocada. A dança foi bem executada e havia sincronia e criatividade, mas pequenos erros podem comprometer a avaliação.

      Mestre-Sala e Porta-bandeira

      vigario geral desfile202013Vestindo uma roupa com motivos afro, pedras e penas, a dela predominantemente bege, a dele azul representavam a África próspera com a chegada dos portugueses. Dançaram com entrosamento e graça, ficando evidente estarem bem ensaiados, pois executaram sem falhas as coreografias e a dança tradicional.

      Enredo

      vigario geral desfile202029A proposta era contar a história do congado regredindo o máximo possível até a origem desde as guerras entre cristãos e mouros e ficou a impressão de que era muita coisa a ser contada para tão pouco tempo. Talvez um recorte a partir de um determinado momento fosse mais apropriado, visto que o início foi plenamente compreensível, entretanto o prosseguimento com alguns saltos temporais dificultou o entendimento deixando algumas lacunas.

      Fantasias

      vigario geral desfile202034Primeiras alas com ótima leitura e roupas bem feitas o que se manteve ao longo do desfile. Contribuíram o tanto quanto possível para o bom entendimento do enredo e mostraram um colorido que agradou ao público. Havia nítido capricho e cuidado na confecção.

      Alegorias e adereços

      vigario geral desfile202067A escola apresentou duas alegorias e um tripé. A primeira alegoria trazia um tema afro, com muita palha, desenhos típicos do continente e enfeites dourados. Tripé de boa concepção, mas com alguns pequenos problemas de acabamento. Segunda alegoria em homenagem a Nossa Senhora com alguns defeitos aparentes e belas fantasias das composições, desempenho apenas regular no quesito.

      Samba-enredo

      vigario geral desfile202032Desempenho apenas razoável da boa obra da tricolor suburbana. A atuação do carro de som comandado por Marcelo Riva foi muito boa, porém, ainda assim, o samba teve dificuldades para se transformar numa boa trilha para os desfilantes, talvez por alguma complexidade em seus versos baseados na densa sinopse.

      Evolução

      vigario geral desfile202025A escola ficou excessivamente travada no início, mesmo considerando-se as apresentações de Comissão de frente e Casal de Mestre-Sala e Porta-bandeira, perdeu tempo demais, tanto que apressou-se para não estourar o tempo, o que causou alguns buracos e uma quase correria no final. Componentes brincaram bastante e tinham liberdade, mas no geral a escola não foi bem no quesito.

      Harmonia

      vigario geral desfile202047Um começo de desfile bastante satisfatório com as alas cantando em sintonia com o carro de som, o que se manteve ao longo do desfile com destaque para as alas 6 e 7 com o de os componentes brincaram e cantaram muito. Até o final da apresentação, mesmo sobre as alegorias, os desfilantes contribuíram para uma boa harmonia.

      Bateria

      vigario geral desfile202050A bateria Swing puro dos Mestres Fernando e Zumbi apresentou diversas bossas que mexeram com o já reduzido público da Intendente Magalhães. Espectadores esqueceram o cansaço e se deixaram levar pela bateria que fez valer o apelido mantendo o swing durante todo o desfile.

      vigario geral desfile202023Outros destaques

      A escola pareceu ter tido problemas para fechar a quantidade de componentes, pois algumas alas traziam poucas pessoas. A se destacar também a belíssima fantasia das passistas que com o movimento das dançarinas fazia um efeito contagiante.