Por Lucas Santos
A Viradouro ultrapassou o feito da Unidos da Tijuca em 2000, quando a escola do Borel veio do Acesso, e terminou em quinto. Dessa vez, a escola de Niterói, além de voltar no sábado das campeãs, terminou como vice-campeã do Grupo Especial.
Em entrevista ao site CARNAVALESCO, o presidente Marcelinho Calil afirmou que a expectativa era ganhar o título, mas que está feliz com a conquista.
“A gente estava com a enorme expectativa de ganhar o carnaval assim como todas as escolas que fizeram um grande desfile. Estou ainda digerindo um pouquinho esse vice-campeonato, mas entendendo o processo todo, a gente está feliz de voltar para Niterói com o simbolismo de que a escola volta a ser grande no carnaval do Rio de Janeiro”, disse o dirigente.
Segundo Marcelinho Calil, o vice-campeonato será muito saboreado por toda comunidade de Niterói.
“A gente já tinha esse conceito internamente, e agora foi materializado. Primeiro com um grande desfile no domingo e segundo com o vice-campeonato. Poderíamos ter conquistado o título, mas sabemos saborear essa colocação, que foi uma vitória para a gente.


O carnavalesco Leandro Vieira chegou no Grupo Especial em 2016 e foi campeão na homenagem para Maria Bethânia. Em 2019, o artista chegou ao bicampeão em um enredo forte e colocando o dedo na ferida da história brasileira. Após o título desse ano, Leandro enalteceu a força da nação mangueirense.
A rainha de bateria da Mangueira sempre muito atuante comemorou o vigésimo título da Verde e Rosa e aproveitou o momento para desabafar ainda na Praça da Apoteose.
Após o rebaixamento da Imperatriz Leopoldinense o presidente Luizinho Drumond conversou com o site CARNAVALESCO, ainda na Praça da Apoteose, e desabafou sobre a situação da escola.
A Estação Primeira de Mangueira tirou a poeira dos porões, colocou o dedo na ferida e conquistou o título do Grupo Especial no Carnaval 2019. O Império Serrano e a Imperatriz foram rebaixados para a Série A. É o segundo título do carnavalesco Leandro Vieira, que já tinha vencido em 2016 na homenagem para Maria Bethânia. É a vigésima conquista da história da Verde e Rosa que fica atrás somente da Portela que possui 22 conquistas.
Com o lugar de fala de quem carrega uma comunidade de milhares de pessoas, a Estação Primeira de Mangueira escreveu na madrugada de terça-feira de carnaval uma página fundamental na história dos desfiles de escola de samba e dela própria. Cumprindo o papel fundamental de gerar no público o senso crítico e contestador, a escola fez uma apresentação arrebatadora.
Para recontar a história do Brasil a Mangueira iniciou seu desfile com uma apresentação de comissão de frente que foi capaz de sintetizar o enredo e causar no público a reação desejada com esse desfile: a contestação. Em um primeiro momento os heróis consagrados das páginas oficiais de história apareciam dentro de um tripé, emoldurados. No chão índios e negros realizavam uma coreografia.