Bateria da São Clemente recebe elogios na gravação do CD do Grupo Especial
A São Clemente fechou na noite de segunda-feira, na Cidade do Samba, o primeiro dia de gravação dos sambas-enredo para o CD do Carnaval 2019. A escola da Zona Sul fez bonito e levou um grande número de componentes.
Destaque total para a bateria de mestre Caliquinho. Foram 52 ritmistas presentes. O andamento 144 BPM (batidas por minuto) e o tom do Fá Maior, o mesmo utilizado em 1990, quando a escola apresentou o samba que será reeditado ano que vem.
“Matamos rápido devido ao samba ser conhecido há quase 30 anos. Eu brinco dizendo que estamos ensaiando desde 1990, mas é claro que o carnaval mudou bastante de lá pra cá. Essa rapaziada vem ensaiando toda terça-feira e já sabe o que tem que ser feito. Sem minha diretoria eu não sou ninguém. O carro de som também ensaia com a gente, isso tudo facilitou muito. Ficou ótimo o resultado. Nossa bateria vai em busca de 60 pontos em 2019. Gravamos sem clique, no coração. Fizemos tudo dentro da métrica. Antes de eu ser mestre, era barrado pelo Laíla e hoje ouvir elogios dele é uma honra. Isso é resultado do estudo”, disse mestre Caliquinho.
A São Clemente terá em 2019 a dupla de cantores Leozinho Nunes e Bruno Ribas. O jovem elogiou o samba reeditado.
“Cantar esse samba que foi interpretado por Izaias de Paula e David do Pandeiro é uma honra. Formamos um carro de som que é um grande time. O maior desafio na minha visão é que o samba já foi gravado. Buscamos fazer a mesma gravação que eles fizeram, no mesmo tom”, explicou Leozinho.
“A satisfação não é somente estar no CD. É poder gravar um samba que escutei quando garoto. Vi ma Sapucaí esse desfile, um dos mais antológicos que já acompanhei. Eu acho que o carro de som precisa respeitar a originalidade do samba. Não preocupo em dar nova cara, nada disso. Vamos preservar as características desse samba incrível”, completou Bruno Ribas.
Marquinho Harmonia finalizou o trabalho elogiando os garotos da bateria. “Destaco a nossa bateria e o trabalho do Caliquinho. Esses meninos tem de ser valorizados, pois eles trabalham muito e estão toda terça lá na quadra. Espero que Deus abençoe esse desfile pois estamos trabalhando com um carinho muito grande para valorizar o verdadeiro artista de todo desfile, os sambistas”.
Império Serrano abre gravação do CD do Grupo Especial na segurança da bateria Sinfônica do Samba
O Império Serrano abriu na tarde desta segunda-feira, na Cidade do Samba, a fase de gravação dos sambas-enredo para o CD oficial do Grupo Especial Carnaval 2019. A escola da Serrinha vai apresentar no desfile do ano que vem a música “O que é, o que é?, imortalizada por Gonzaguinha.
O site CARNAVALESCO acompanhou todas etapas dessa primeira fase de gravação. Foram feitas as gravações da bateria e do coro da comunidade. Para o diretor de carnaval JL Escafura, o samba do Império para 2019 é uma obra clássica consagrada.
“A vantagem é que todo mundo já sabe cantar, pois é um clássico consagrado. É difícil quem não goste dessa música. É uma obra tida como MPB, mas quem nunca escutou ela no ritmo de samba? As pessoas perguntam como será, mas na minha visão todos já sabem pois já foi feito. A sinfônica é sem igual, é maravilhosa e a bateria tirou onda. Gostei muito do resultado”, disse o diretor de carnaval JL Escafura.
O Império Serrano terá uma dupla de cantores em 2019: Anderson Paz e Leléu. Paz está de volta para escola e elogia o novo parceiro.
“Estou feliz pois é gratificante poder voltar ao Império Serrano. Junto do Leléu que é um grande cantor e parceiro. Fui abraçado por todos os segmentos da escola. Poder fazer dessa música popular um grande samba-enredo é o grande diferencial do Império na avenida na minha visão. Tem diferença claro para o cantor, mas no meu ver é simplesmente cantar, cantar e cantar. Transmitir essa mensagem para o mundo”, contou o intérprete Anderson Paz.
Leléu fará sua estreia no Grupo Especial no ano que vem e ressalta a força do samba imperiano.
“Poder estrear no Grupo Especial é prazeroso pois é um sonho que persigo a muito tempo. E ser produzido por Laíla e Mário Jorge, com arranjo de Rafael Prates, é uma honra muito grande. O ensaio é fundamental para a adaptação dessa obra para avenida. Já encontramos o melhor andamento. Ter o prazer de executar um clássico da MPB na Sapucaí será uma sensação única, pois a avenida toda saberá cantar nosso samba”, garantiu o intérprete Leléu.
Comandante da Sinfônica do Samba, mestre Gilmar confia nos seus ritmistas e no andamento da bateria.
“Não podemos atrapalhar a melodia, por isso fiz algo para acrescentar. Eu gosto de bossas no contra-tempo, mas esse ano fiz tudo dentro da melodia para não fugir nada. Temos algumas coisas que serão mostradas no desfile, mas para o CD é um samba que o mundo inteiro vai escutar. O trabalho de gravação foi muito bom na minha visão. A bateria do Império é cadenciada, por isso vamos desfilar com muita tranquilidade. As bossas em alguns momentos da melodia praticamente são obrigatórias. Temos uma bossa na cabeça para o CD, mas na avenida teremos três. A bateria do Império é pioneira no carnaval”, afirmou mestre Gilmar.

Detalhes da gravação do samba do Império Serrano
O Império Serrano levou 52 ritmistas para Cidade do Samba. A bateria fechou sua gravação com segurança e utilizou no máximo 45 minutos. O andamento foi de 138 BPM (batidas por minuto). A escola utilizou o Dó Maior no tom.
Rafael Prates foi o arranjador da faixa. A primeira passada do samba foi gravada sem o ritmo mais pesado da bateria. Leléu e Anderson Paz criaram um alusivo onde perguntam “O que é o que?” e a bateria responde com ritmo. A maioria dos integrantes do coro foi formada por baianas e velha-guarda.
A rainha de bateria Quitéria Chagas voltou ao Brasil hoje só para participar da gravação. Monique Rizzeto, rainha da escola, também participou do coro.
Portela: ouça o samba para o Carnaval 2019 na voz de Gilsinho
Autores do samba-enredo: Jorge do Batuke, Valtinho Botafogo, Rogério Lobo, Beto Aquino, Claudinho Oliveira, José Carlos, Zé Miranda, D’Souza e Araguaci
Intérprete: Gilsinho
Axé… sou eu
Mestiça, morena de Angola, sou eu
No palco, no meio da rua, sou eu
Mineira, faceira, sereia a cantar, deixa serenar
Que o mar… de Oswaldo Cruz a Madureira
Mareia… a brasilidade do “Meu lugar”
Nos versos de um cantador
O canto das raças a me chamar
De pé descalço no templo do samba estou
É rosa, é renda, pra Águia se enfeitar
Folia, furdunço, ijexá
Na festa de Ogum Beira-mar
É ponto firmado pros meus orixás
Eparrei Oyá, Eparrei…
Sopra o vento, me faz sonhar
Deixa o povo se emocionar (refrão)
Sua filha voltou, minha mãe
Pra ver a Portela tão querida
E ficar feliz da vida
Quando a Velha Guarda passar
A negritude aguerrida em procissão
Mais uma vez deixei levar meu coração
A Paulo, meu professor
Natal, nosso guardião
Candeia que ilumina o meu caminhar
Voltei à Avenida saudosista,
Pro Azul e Branco modernista… eternizar
Voltei, fiz um pedido à Padroeira
Nas Cinzas desta Quarta-feira… comemorar
Nossas estrelas no céu estão em festa
Lá vem Portela com as bênçãos de Oxalá
No canto de um Sabiá (refrão)
Sambando até de manhã
Sou Clara Guerreira, a filha de Ogum com Iansã
Unidos da Tijuca escuta a voz que vem do Borel e consagra parceria de Marcio André vencedora para 2019
Por Geissa Evaristo e Matheus Emanuel. Fotos: Magaiver Fernandes
Nem os problemas com energia elétrica provocando completa escuridão na quadra por três vezes, o que acabou acarretando em uma pane no som da quadra durante uma hora, tiraram a alegria dos tijucanos e as forças das torcidas que lotaram a quadra da Unidos da Tijuca, na noite deste sábado, na escolha do hino da agremiação para o Carnaval 2019. Com quatro belas obras na grande final, a escola escutou a “voz que vem do Borel” e consagrou a parceria dos compositores Márcio André, Daniel Katar, Diego Moura, Channel, Maia, Renan Filho, Edson Carvalho e Junior Trindade campeã pela primeira vez.
“O samba tem uma narrativa feita pelo criador, através dos olhos do pavão, é uma resposta a todas as orações que nós seres humanos fazemos por dias melhores, por uma vida mais digna. É uma grande mensagem de esperança e amor. Que cada um vista sua fantasia e espalhe o bem, divida o pão e seja feliz. É um enredo de apelo emocional,com uma bela sinopse que proporcionou aos compositores, a liberdade na criação da obra e ao grande mestre Laíla que nos motiva e inspira a buscarmos a perfeição. Esses aspectos tiveram interferência na qualidade das obras. Somos uma parceria de amigos, e apaixonados por samba. Tivemos um palco muito bom, que foi com toda garra pra essa final. Acreditamos no samba, na magia que existe no carnaval e que faz tudo acontecer de forma plena”, explicou o compositor Junior Trindade, sem segurar as lágrimas.

Compositor campeão pela primeira vez na escola do Borel, Márcio Andre explicou a equipe do CARNAVALESCO que compôs o samba para a Unidos da Tijuca por acreditar no trabalho de carnaval da agremiação e por se sentir inspirado com o enredo.
“Vim para a Tijuca não só por acreditar no grande trabalho profissional de carnaval que a Tijuca apresenta, como acredito que muitas escolas ainda não se conscientizaram de que tem que ter projeto, tem que haver objetivo. Me apaixonei pelo enredo quando vi e falei pra mim mesmo que precisava escrever para a Unidos da Tijuca. Acredito muito que a escola brigará pelo título. Nosso samba foi diferente. O grande trunfo foi a narrativa de Deus conversando com o seu filho. Pra mim que vencemos aí”, discursou o compositor campeão.
A obra vencedora foi a segunda a se apresentar na noite, logo após a passagem da obra vencedora do último carnaval dos compositores Totonho e parceiros. Já na arrancada era possível perceber o favoritismo. Muito bem defendida pelo intérprete Nêgo, porém foi a cantora mirim Giovanna que arrancou atenção no início da apresentação. Vestida de anjo e carregada pela torcida, a menina cantava em forma de oração a primeira passagem do samba que seguiu durante os 20 minutos de apresentação entoada com força pela torcida com adesão de alguns segmentos, entre eles, a harmonia.
Após tantos anos na Beija-Flor, Laíla volta para Unidos da Tijuca e pensar em conquistar títulos e fazer história na escola do Borel.
“Escolhi a Tijuca pois sei que aqui eu tenho condições de realizar um grande trabalho, é uma grande escola, que inclusive já trabalhei em 80 e 81. Pra mim não tem diferença nenhuma ( Entre trabalhar na Tijuca e na Beija-Flor). Vou trabalhar da mesma forma. O samba não vai mudar, nós tivemos três meses de audição”, disse.
Em entrevista ao site CARNAVALESCO, o diretor de harmonia Fernando Costa falou sobre a chegada de Laíla e o desfile de 2019.
“A Tijuca terá apenas duas alas comerciais. Serão doadas para a comunidade cerca de 3.500 fantasias. Fui o primeiro a saber da contratação do Laíla. Se tínhamos o Pelé disponível, por que não termos o Pelé do nosso lado?”
Horta também comentou sobre a chegada de Laíla.
“O Laíla é uma personalidade do carnaval. É a pessoa que mais entende da festa. Tivemos a oportunidade da contratação e não podíamos dispensar, ele estava fora da co-irmã Beija-Flor. A Tijuca é uma grande escola e temos mais ou menos a mesma filosofia de trabalho. O trabalho que ele está fazendo é muito bom e espero que a escola tenha um sucesso maior com a chegada dele. A Unidos da Tijuca é uma escola pronta e ele é um reforço a mais para tentarmos sermos campeões”.
A festa na quadra da Unidos da Tijuca começou antes das 22h. Mesmo com a chuva que insistia em cair na noite de sábado, a quadra ficou lotada, tanto dentro, quanto na parte externa onde acontecia uma roda de samba. Representantes da Liesa, presidentes de agremiações do Rio de Janeiro e alguns do carnaval paulistano, entre eles, Mocidade Alegre, Tom Maior e Águia de Ouro estiveram presentes. Entre os ilustres, o presidente do Vasco da Gama, Alexandre Campello, que ficou no camarote do presidente Fernando Horta.

A agremiação preparou um show especial. Passistas se apresentaram em diferentes figurinos e até uma troca de roupa no estilo da comissão de frente mais famosa da agremiação durante a passagem do samba-enredo “É segredo” foi recordada. Wantuir cantou sambas antigos da agremiação que ficaram gravados na memória dos tijucanos em sua voz e até o inconfundível grito de guerra “Diretamente do Borel” emocionou o público presente.
Até mesmo os “apagões” ocorridos por problemas de energia serviram para empolgar ainda mais os tijucanos que passaram a cantar com mais força quando não era possível ouvir o carro de som da quadra. Apenas o atraso para iniciar a apresentação dos sambas concorrentes foi o ponto fraco. Isso porque houve uma pane no som oficial da quadra devido as quedas de energia. Foram 60 minutos aguardando a apresentação do primeiro samba da noite.
Novos nomes
Para o Carnaval 2019 a agremiação que está há dois anos afastada dos desfiles das campeãs do Grupo Especial terá alguns novos profissionais com a intenção de se reestruturar e voltar a ocupar o seu devido lugar. A chegada de Laíla é a maior delas. A agremiação também terá novo coreógrafo da comissão de frente, Jardel Lemos, que estreia no Grupo Especial, a nova primeira porta-bandeira, Raphaela Caboclo, o novo carnavalesco e integrante da comissão de carnaval, Fran Sérgio, além do retorno da voz inconfundível do intérprete Wantuir e da chegada da rainha de bateria Elaine Azevedo. A Unidos da Tijuca fechará os desfiles de domingo de carnaval com o enredo “Cada macaco no seu galho. Ó, meu pai, me dê o pão que eu não morro de fome”.
“A escola é maravilhosa, a equipe é fantástica e a gente se adaptou muito bem. Viemos para somar e ganhar o carnaval. Nosso serviço não é dividido, é multiplicado”, comentou Fran Sérgio.
De volta para casa, o intérprete Wantuir está radiante e poder cantar novamente na Tijuca
“É a realização de um sonho (retornar a Tijuca), tava programando isso dentro da minha cabeça, todo ano que eu vinha aqui, eu sentia muita falta dessa escola. Dessa tranquilidade que nos dá, pelo carinho, pelo respeito, pelo profissionalismo. Os anos em que eu cantei aqui foram sensacionais. Saí com a cabeça virada pra cá. O enredo é maravilhoso e nos proporcionou um grande samba”.
Casagrande é só elogios para Laíla
A bateria Pura Cadência segue sob comando de mestre Casagrande. Ele nem pensa em mudanças para 2019.
“A minha bateria em 2018 foi aquela bateria trabalhadora, que toca pra escola. É o primeiro ano em que eu vou chorar por três sambas desde que eu estou à frente da bateria da Tijuca. A chegada do Laíla só fortalece a escola, ele é um pai, um sabedor, uma entidade do samba, é um cara que sabe muito. O presidente Horta teve uma felicidade muito grande em trazer esse grande sambista pra Unidos da Tijuca”.
Para o desfile do ano que vem, a Tijuca terá um novo casal de mestre-sala e porta-bandeira. Alex Marcelino segue na agremiação e terá a companheira Raphaela Caboclo.
“Na verdade, eu acredito que tudo na vida acontece por causa de um propósito maior. Eu entreguei nas mãos de Deus, se fosse da vontade dele que eu desfilasse, eu desfilaria. Se fosse um ano pra eu ficar refletindo em casa, eu ficaria. Mas ele achou por bem eu desfilar e eu estou muito feliz com isso. Apesar de ter gerado uma expectativa por conta da gente ter dançado juntos, eu fiquei surpresa, pois já tinha passado bastante tempo. Tava até me programando para viajar no carnaval. O figurino está lindo, a gente não pode falar muita coisa, mas já podemos adiantar que está ótimo”, contou a porta-bandeira.
O mestre-sala elogiou muito sua nova parceira.
“A Rapha é 10. A gente já trabalhou junto há uns anos atrás e é uma pessoa maravilhosa. A Jack é minha amiga pessoal, já com pouco tempo de amizade, a gente criou uma afinidade incrível, eu não queria que acontecesse, mas aconteceu. Eu disse a ela que apoiaria qualquer decisão dela e foi isso, a amizade continua. Hoje a gente tem a Rapha pra continuar o trabalho”, frisou Alex Marcelino.
Como foram apresentações dos outros finalistas
Parceria de Totonho – Primeira a se apresentar na noite era impossível adentrar a quadra e não observar a “força” da parceria. Enormes cartazes foram espalhados por todos os locais e trechos da letra do samba decoravam as paredes. O comando do palco ficou com a dupla de cantores Leozinho Nunes e Tem Tem Jr. Parceria campeã do último carnaval sofreu com a pane no som da escola logo no início da sua apresentação. Após a arrancada e completarem a primeira passada do samba precisaram parar e aguardar resolver a pane do som. Mesmo com o longo tempo de espera (exatamente 1 hora), a torcida numerosa permaneceu no centro da quadra e desempenhou muito bem o seu papel. Fogos foram ouvidos no início das apresentações, no entanto, a quadra não correspondeu. Apenas alguns presentes de fora da torcida acompanhavam cantando a obra.
Parceria de Leandro Gaúcho – Obra defendida pelos intérpretes Igor Sorriso e Grazzi Brasil entrou na quadra “pesada” com muitas bolas e grande bandeiras. Foi mais uma parceira que teve torcida bastante numerosa. Em termos de torcida grande e com canto forte, aliás, nenhum dos quadro sambas finalistas deixou a desejar. Foi o samba mais “pra frente” ouvido entre os finalistas e dava a impressão de ser o ideal para o desfile da agremiação que será a última a desfilar no domingo de carnaval, no que tange a “empolgação”. Levantou o público que já demonstrava cansaço pela longa noite.
Parceria de Dudu Nobre – Quarto e último samba a se apresentar na noite foi recebido com muitos fogos. A torcida estava ensaiada e foi vestida com camisa própria do samba “10”. Defendida pelo próprio compositor, o cantor Dudu Nobre, teve apoio da voz forte de Victor Cunha, que também faz parte do carro de som oficial da escola. Com uma torcida mais “clean”, sem poucos adereços (apenas carregavam um lenço nas mãos com as cores da escola), era possível observar melhor como os componentes cantaram com força e se divertiram durante os 20 minutos de passagem da obra. No centro da quadra as ilustres torcidas do coreógrafo e da primeira porta-bandeira da Portela, Carlinhos de Jesus e Lucinha Nobre, respectivamente.

