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Júri do CARNAVALESCO: Santa Cruz tem o melhor samba-enredo da Série A para o Carnaval de 2019

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    festa cd seriea2019 93A Santa Cruz fez história. Pela primeira vez, a escola da Zona Oeste venceu o Júri do site CARNAVALESCO e teve seu samba-enredo eleito o melhor da Série A para o Carnaval de 2019. A obra que homenageia Ruth de Souza foi encomendada para o trio de compositores: Samir Trindade, Elson Ramires e Júnior Fionda.

    festa cd seriea2019 89Quatro integrantes formaram o júri do CARNAVALESCO. Foram eles: Rodrigo Godoi (editor-chefe do site SASP), Aloisio Villar (compositor), Darlan Alves (intérprete e compositor da X9 Paulistana) e Guilherme Ayupp (chefe de redação do CARNAVALESCO). A Santa Cruz só conheceu a nota dez. Terminou com 40 pontos. Renascer de Jacarepaguá e Cubango terminaram com 39,9 pontos.

    santacruz apresenta samba2019 4“É uma notícia maravilhosa. Primeiro pelo samba, em um ano que não obtivemos êxito em nossas escolas. E segundo por receber essa avaliação de um júri de um site tão conceituado. A Ruth é uma negra, batalhadora e vencedora. Como negro homenagear alguém da minha raça com uma obra linda. É um enredo muito relevante. Agradeço o convite da Santa Cruz e a escola tem tudo para fazer um desfile histórico. Se tiver talento, determinação e força de vontade, o negro pode ser o que quiser, como diz o nosso samba”, comemorou o compositor Samir Trindade.

    Classificação final do Júri do CARNAVALESCO

    Santa Cruz: 40
    Renascer e Cubango: 39,9
    Estácio: 39,8
    Inocentes e Unidos da Ponte: 39,7
    Unidos de Padre Miguel, Alegria da Zona Sul e Império da Tijuca: 39,6
    Porto da Pedra e Rocinha: 39,4
    Unidos de Bangu: 39,3
    Sossego: 39,2

    Notas e justificativas

    Rodrigo Godoi (Editor-chefe do site SASP)

    Porto da Pedra: 10
    Inocentes: 10
    Renascer: 10
    Santa Cruz: 10
    Unidos da Ponte: 10
    Unidos de Padre Miguel: 9,9 – A Unidos de Padre Miguel sempre vem com excelentes sambas e em 2019 segue com mais um bom samba. A letra do samba traduz bem o enredo, que fala sobre a obra de Dias Gomes, sendo bem fiel às histórias criadas pelo autor e seus personagens memoráveis. O samba vem com uma boa melodia, mas comum, não há nenhuma novidade nesse sentido. Esperava o refrão principal um pouco mais explosivo, mas isso não tira o brilhantismo da obra.
    Império da Tijuca: 9,9 – Gosto muito da obra que a Império da Tijuca para o Carnaval 2019. O vale do café tem uma história fantástica e os compositores conseguiram pôr no papel essa trajetória. Com uma letra muito poética e uma melodia boa de se ouvir, o samba tem apenas um ponto que não me agradou, que são as duas últimas estrofes, no qual palavra agronegócio destoa do restante da obra.
    Cubango: 9,9 – A escola de Niterói vem com um belo samba para seu desfile de 2019. Na primeira parte, entre o refrão principal e o refrão do meio, a melodia do samba é muito boa de se ouvir, feita com extrema qualidade pelos compositores. Já a segunda parte não vem com a mesma qualidade melódica, perdendo um pouco da força da obra em seu últimos versos.
    Estácio: 9,8 – O samba da Estácio de Sá é muito bem escrito pelos compositores e nele é possível entender o enredo da escola. Melodicamente, ele não apresenta nenhuma novidade, segue um padrão já conhecido de nós sambistas.
    Alegria da Zona Sul: 9,8 – A escola optou por uma samba com uma melodia muito alegre para 2019. Geralmente, os sambas de temas afros são mais densos, essa diferença me agradou bastante. Apesar de ser um bom samba, ele é comum em sua estrutura melódica e poética.
    Bangu: 9,8 – A melodia do samba da Bangu é muito boa de ouvir, com algumas nuances bem interessantes, me agradou bastante. Já a letra, é forte, mas para quem escuta o samba, não consegue identificar do que se retrata, isso pode ser um fator negativo para a interação com público em seu desfile.
    Sossego: 9,8 – A escola vem com um bom samba para seu desfile de 2019. Ele segue o padrão do ano passado de não ter verbos e nem rimas entre as estrofes, que é um ponto de muita dificuldade para os compositores na hora de escrever, mas eles se saíram muito bem. O ponto que não me agradou muito na obra é o refrão do meio, que melodicamente foi prejudicado pelo uso da palavra livre arbítrio, que quebrou a constância melódica.
    Rocinha: 9,7 – O samba da Acadêmicos da Rocinha foi muito bem interpretado no CD pelo Ciganerey, dando uma levantada na melodia em relação a gravação na versão dos compositores. A obra tem uma letra direta e de fácil entendimento do tema. Melodicamente, o samba é comum, sem nenhuma nova solução melódica.

    Darlan Alves (intérprete da X9 Paulistana)

    Unidos da Ponte: 10
    Alegria da Zona Sul: 10
    Rocinha: 9,9 – Tema forte letra muito bonita, mas sinto que no refrão de meio o excesso de palavras pode acabar dificultando seu desenvolvimento na avenida, mas é claro que sendo feito um grande trabalho no canto da escola com a garra de seus componentes isso será superado com certeza.
    Sossego: 9,9 – A mensagem que esse samba traz é realmente muito bonita e me chama atenção em sua forte letra é que no seu refrão do meio temos “livre arbítrio“. Não é uma critica é só uma preocupação no desenvolvimento do desfile, dependendo do andamento de sua bateria pode dificultar o canto da escola, mas tenho certeza que a harmonia da agremiação vai trabalhar para que isso não aconteça.
    Santa Cruz: 10
    Unidos de Padre Miguel: 9,9 – Mais um samba que traz em suas linhas um tema forte e atual. Um dos refrões mais agradáveis de ouvir nesse CD, melodia, levada e bossas muito equilibradas, mas sinto que o samba ficaria com um brilho maior se fosse gravado pelo menos meio tom acima. Acredito que valorizaria ainda mais a interpretação da obra.
    Inocentes: 10
    Unidos de Bangu: 10
    Renascer: 10
    Estácio: 10
    Porto da Pedra: 10
    Império da Tijuca: 10
    Cubango: 10

    Aloisio Villar (compositor)

    Ponte: 10
    Alegria da Zona Sul: 10
    Rocinha: 10
    Santa Cruz: 10
    Unidos de Padre Miguel: 10
    Inocentes: 9,8 – Samba acelerado em que alguns momentos a melodia não deixa respirar na primeira, na segunda isso melhora, letra comum.
    Sossego: 9,9 – Samba bonito, mas não sei se funciona na hora, samba pesado que pode atrapalhar um pouco o trabalho da harmonia.
    Bangu: 9,8 – Melodia bonita, letra tem altos e baixos caindo um pouco na segunda, refrão comum.
    Renascer: 9,9 – Melodia superior a letra que tem momentos inspirados e outros comuns. Bom samba, mas inferior aos que levaram 10 e os recentes da agremiação.
    Estácio de Sá: 10
    Porto da Pedra: 9,7 – Melodia previsível, sem grande variação, letra comum, descritiva com pouca poesia mesmo sendo na primeira pessoa, o que facilita para isso.
    Império da Tijuca: 9,8 – Bom samba, mas com refrão comum repleto de clichês, letra com altos e baixos com partes poéticas e outras claramente por exigência da sinopse como na segunda metade da segunda.
    Cubango: 10

    Guilherme Ayupp (chefe de redação do CARNAVALESCO)

    Unidos de Padre Miguel: 9,8 – Letra com boas soluções em cima do enredo proposto pelo carnavalesco, João Vitor. Passagens bastante inspirada, como o trecho que fala que na Vila Vintém se aprende a amar o samba. Ganhar ou perder faz parte também brinca com a própria dificuldade da agremiação em conquistar o sonhado título. Compositores evitaram o clichê de repetição de obras de Dias Gomes. A melodia acompanha o estilo dos recentes carnavais da escola, o que vem dando certo
    Porto da Pedra: 9,7 – Obra muito criticada no período da escolha mas que demonstrou um enorme crescimento na gravação do CD. Credito este fato a uma grande interpretação de Luizinho Andanças e um arranjo muito bem feito, o que certamente valorizou a composição. A letra entretanto não se mostra tão inspirada. O personagem Antônio Piranga é riquíssimo e poderia render uma obra mais poética. A primeira parte da composição é a mais inspirada. Melodia com as características históricas do Porto da Pedra.
    Inocentes: 9,9 – Novamente, a agremiação da Cidade do Amor opta por um samba encomendado e obtém êxito ao trazer mais um bom samba para a avenida. O intérprete Nino do Milênio mostra ter amadurecido após passagem pelo Tuiuti. Ele é um dos destaques da passagem da obra. Melodia com muitas nuances melódicas. Uma primeira mais em maior é uma segunda em menor. Refrões fortes. Boa sacada da letra com o trecho “inocente brasileiro”.
    Cubango: 10
    Estácio: 10
    Império da Tijuca: 9,9 – Em uma safra de elevadíssimo nível, como vem sendo uma marca da Série A, certamente o primeiro Império do Samba contribui de maneira decisiva. Como é tradição no Morro da Formiga, obra com uma melodia muito bem trabalhada. A letra também é muito inspirada e apenas perde um pouco ao citar o agronegócio.
    Alegria da Zona Sul: 9,8 – Repetindo o que vem ocorrendo desde 2016, mais um samba de qualidade da agremiação do Pavão, Pavãozinho e Cantagalo. Embora não fosse a melhor composição da safra de concorrentes, o samba tem valor e desempenhou um bom papel nessa gravação. Igor Viana demonstra que já passou a hora de uma oportunidade no Grupo Especial, sem qualquer desmerecimento à Alegria. O cantor da uma aula de interpretação na faixa. Grande entrosamento com a bateria. O refrão principal promete ser um dos mais cantados da Série A em 2019.
    Renascer: 10
    Santa Cruz: 10
    Rocinha: 9,8 – A borboleta encantada traz uma obra que foge um pouco às características históricas da escola, o que não é necessariamente ruim. O samba traz um importante recado contra o racismo com uma melodia bem bonita. “Quem deveria me chamar de irmão tem tanto desprezo na alma” é um recado duro a quem coloca seres-humanos em prateleiras. Entretanto, a obra na segunda do samba perde um pouco de qualidade de sua letra. O refrão principal também não acompanha a boa qualidade de outros trechos mais inspirados.
    Bangu: 9,7 – A obra da vermelha e branca demonstra a importância de uma produção bem feita. É uma das composições que mais cresceu na gravação. Tem-Tem Jr e Luís Oliveira estreiam com o pé direito. Vozes que se encaixam e se completam da dupla de jovens cantores. A letra entretanto se torna clichê em um enredo bastante confuso.
    Sossego: 9,6 – Um enredo necessário em tempos de intolerância. A parceria montada para desenvolver a obra, que obteve grande êxito nos últimos carnavais, principalmente em 2016 e 2017, não acertou nesse ano. Destaque para a dupla Juliana Pagung e Guto, outros que estreiam em um microfone oficial.
    Ponte: 9,7 – Reedições sempre oferecem um grande risco. Se por um lado a aposta em um samba consagrado pode render boas notas, por outra a comparação com a obra original é inevitável. A gravação cumpre um bom papel mas fica muito distante da expectativa criada com a escolha de uma obra deste tamanho.

    Lierj classifica novo corte de verba da Série A como inadmissível

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      festa cd seriea2019 13A Lierj recebeu com extrema indignação a notícia divulgada nesta quarta-feira, através de veículos de comunicação, dando conta de mais um corte na subvenção atribuída pela Prefeitura para a realização do Carnaval da Série A. A situação provoca ainda mais repulsa pelo fato de a Liga não ter recebido qualquer informação direta e oficial por parte do órgão público, tendo tomado conhecimento apenas através da imprensa.

      Além disso, não procede a informação atribuída ao secretário municipal da Casa Civil, Paulo Messina, em entrevista ao jornal O Dia, de que o valor de R$ 250 mil para cada escola atenderia a um pedido do grupo. Tal quantitativo, se confirmado, será o menor da história da Série A. Em documento entregue ao secretário em outubro, a Lierj reiterou que o dinheiro recebido para o Carnaval de 2018 já foi insuficiente para a produção dos desfiles, uma vez que a verba municipal corresponde a aproximadamente 80% da receita total de cada agremiação. Na ocasião, o valor, 50% menor do que no ano anterior, só foi repassado faltando aproximadamente 10 dias para as apresentações. Sendo assim, foi pedido, no mínimo, o restabelecimento do valor de R$ 8.623.460 recebido em 2015.

      Como vem sendo amplamente divulgado, não é de hoje que a Série A luta com todas as forças para superar as adversidades que vêm sendo provocadas por ações e decisões do poder público. Além dos sucessivos cortes de verba, que prejudicam diretamente milhares de artistas e trabalhadores humildes que dependem do ofício para colocar comida na mesa das famílias, outros problemas graves assolam aquele que deveria ser visto como um importante elemento de valorização cultural, de inserção social e até mesmo de investimento para o turismo da cidade, uma vez que, segundo estudo do Ministério da Cultura (Minc), em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Carnaval do Rio foi responsável pela movimentação de R$ 3 bilhões em 2018. Ainda assim, a cerca de dois meses para os desfiles, as escolas de samba estão sendo despejadas dos barracões, sem qualquer orientação ou apoio municipal para que um novo espaço seja destinado para uma produção digna das fantasias e alegorias.

      Vale ressaltar que, desde a criação da Série A da Lierj, em 2012, os desfiles do grupo foram valorizados em função dos trabalhos criativos e surpreendentes criados por talentosos profissionais dos mais variados setores, fazendo com que os desfiles de sexta-feira e de sábado de Carnaval, no Sambódromo, fossem aguardados com ansiedade por cariocas e turistas. Com ingressos sendo sempre vendidos a preços populares, cidadãos das mais variadas classes sociais passaram a poder ter um contato maior com o samba e com a cultura do Rio de Janeiro.

      A Lierj reitera que vem apoiando incondicionalmente as agremiações filiadas e que segue buscando alternativas para minimizar os consecutivos impactos que vêm sendo causados pelo poder público nos desfiles da Série A.

      Grito de Carnaval do Sambista! Quadra da Viradouro recebe festa dos sambas da Série A e Especial

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        deixa passarA quadra da Unidos do Viradouro, em Niterói, será palco do Grito de Carnaval do Sambista, no dia 12 de janeiro de 2019, com a festa popular dos sambas-enredo da Série A e Grupo Especial para o Carnaval 2019. Presenteando os sambistas, os artistas do maior espetáculo da terra, a entrada será franca.

        A proposta do evento criado pelo site CARNAVALESCO, em parceria com a Viradouro, é abrir o ano com muita alegria e festa, mostrando que o samba carrega a força das comunidades de todo o Rio de Janeiro, e que o carnaval é a celebração dessa cultura popular, representada pela nossa gente, sempre com muita emoção, união, e, acima de tudo, amor aos nossos pavilhões.

        viradouro finalsamba2019 116A Viradouro prepara uma grande confraternização para lavar a alma do povo do samba. A festa começa às 13h e terá feijoada (R$ 20 o prato – servido até 17h) e sorteios de brindes carnavalescos. De 15h às 18h vão se apresentar todas 13 escolas de samba que desfilarão pela Série A em 2019.

        Cada agremiação poderá levar seus segmentos para apresentação como intérpretes, casais de mestre-sala e porta-bandeira, passistas e etc. Será criado um espaço na quadra para evolução dos componentes que quiserem participar das exibições.

        A bateria da Unidos de Padre Miguel conduzirá o espetáculo da Série A e a Viradouro do Especial. Cada mestre terá a missão de comandar a apresentação de sua escola.

        viradouro finalsamba2019 65“A gente fica muito feliz. Vamos fazer uma festa de alegria, popular, com entrada franca. Será uma feijoada que vai conseguir demonstrar a união do samba do Rio de Janeiro. Cada escola vai mostrar um pouco do seu trabalho para o Carnaval 2019, mas muito mais que isso vão mostrar a força das comunidades, do nosso povo, o amor ao samba, e representar o nosso segmento como a identidade do Rio de Janeiro. Ter um evento dentro da nossa casa que represente tudo isso é um grande prazer. A gente pede que todas pessoas e escolas lotem a quadra da Viradouro para termos uma festa completa. Estamos preparando o evento com muito carinho”, disse Marcelinho Calil, presidente da Viradouro.

        Na abertura e nos intervalos, grupos de sambas vão animar o público. Às 19h, a Viradouro fará o show de abertura para o Grupo Especial. A partir das 20h, as 14 escolas de samba do Grupo Especial vão se apresentar na quadra.

        cantores especial rjDurante todo o evento, o site CARNAVALESCO e a Viradouro vão homenagear os compositores autores das obras da Série A e Grupo Especial para o Carnaval 2019.

        “É hora de resistir, ocupar os lugares e mostrar a força do nosso carnaval. Receber todas escolas de samba da Série A e Especial é reafirmar que somos fortes. Somos sambistas. A Viradouro promete um grande dia de festa. Abrir o ano de 2019 cantando forte e alto os nossos sambas-enredo. Trazendo o povo para festa. Abrindo portas e buscando semear em todos os corações o espírito do sambista que é apaixonado pelas escolas de samba”, disse Alberto João, responsável pelo site CARNAVALESCO.

        Beija-Flor é a única escola de samba entre os 9 palcos no Réveillon do Rio

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        beijaflor cd2019 73Sem contrato assinado com a Prefeitura do Rio, as escolas de samba não participarão da festa de Réveillon no Rio de Janeiro. Apenas a atual campeã do Grupo Especial, a Beija-Flor de Nilópolis estará na festa. A escola será uma atrações do palco montado na Praia de Copacabana.

        A maior festa de Réveillon do mundo a céu aberto ficou ainda mais especial este ano. O tema “Réveillon do Rio, Onde Ser Carioca É Natural”, faz uma homenagem a todos os cariocas, inclusive aqueles que não nasceram na cidade do Rio de Janeiro. Para celebrar a chegada de 2019, a festa em Copacabana terá queima de fogos de 14 minutos de espetáculo pirotécnico sincronizado a uma trilha sonora produzida pelo DJ João Brasil. A comemoração nas areias da praia de Copacabana espera receber mais de 2 milhões de pessoas para diversos shows ao longo da noite.

        Line up
        Shows acontecerão das 19h às 4h
        Banda de Ipanema
        Marco Vivian
        DJs Cat Dealers
        Baby do Brasil
        Gilberto Gil
        Queima de fogos
        Ludmilla
        DJ Dakid
        GRES Beija-Flor de Nilópolis
        DJ – Encerramento

        Festa em outros oito pontos do Rio

        Além de Copacabana, shows acontecerão em oito bairros do Rio, com nomes como Dudu Nobre, Xande de Pilares e Pique Novo. Historicamente, somados, os oito palcos reúnem cerca de 600 mil pessoas nas celebrações de Réveillon.

        Doze hotéis da região da Barra farão uma queima de fogos sincronizada com até 14 minutos de duração, em um show pirotécnico produzido pela ABIH-RJ (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio). A queima, estrategicamente distribuída, acontece em hotéis e condomínios da região do Riocentro e do Recreio, formando um espetáculo que poderá ser assistido tanto da orla quanto das varandas e janelas dos edifícios da região.

        Segundo levantamento prévio da taxa ocupação hoteleira para o Réveillon Rio 2019 feito pela ABIH-RJ, a média na cidade já atingiu os 85%, número superior aos 51% registrados na apuração do mesmo período no ano passado. Flamengo atingiu 91%, seguido por Ipanema e Leblon, com 89%. A região da Barra da Tijuca registra 87% de quartos reservados, e Copacabana tem 85%, seguido pelo Centro, com 79%.

        Confira a agenda completa dos oitos palcos do Réveillon do Rio 2019. Todos os palcos terão apresentações das 21h às 3h.

        Flamengo – Praia do Flamengo
        DJ
        Natália Boere
        Imaginasamba
        Dudu Nobre
        DJ

        Guaratiba – Rua Barros de Alarcão
        DJ
        Matheusinho
        Naldo Benny
        DJ

        Ilha do Governador – Praia da Bica
        DJ
        Grupo Samba Bom
        Grupo Clareou
        DJ

        llha de Paquetá – Praia da Moreninha
        DJ
        Grupo Intimistas
        Grupo Vou Zoar
        DJ

        IAPI da Penha
        DJ
        Michael Sullivan
        Vitinho
        DJ

        Parque Madureira
        DJ
        Grupo Bom Astral
        Xande de Pilares
        DJ

        Piscinão de Ramos
        DJ
        Grupo Pra Valer
        Pique Novo
        DJ

        Sepetiba – Praia do Recôncavo
        DJ
        Grupo Bem Mais
        Chininha e Príncipe
        DJ

        Secretário de Crivella sobre verba para o Grupo Especial: ‘Prefeitura não é babá de evento comercial’

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          messinaO clima segue pesado entre a Prefeitura do Rio e as escolas de samba. Em entrevista ao jornal O Dia, desta quarta-feira, o secretário da Casa Civil, Paulo Messina, homem forte do prefeito Marcelo Crivella, garantiu que a subvenção do Grupo Especial para 2019 será de R$ 500 mil para cada agremiação, com o corte de 50%, e nem cogita voltar ao valor de R$ 1 milhão, como esperam os dirigentes.

          “A prefeitura não é babá de evento comercial. Exceto o Grupo de Acesso e o Carnaval da Intendente, as escolas do Grupo Especial têm que se profissionalizar como qualquer grande evento comercial que vende ingressos, a exemplo do Rock in Rio e outros. A prioridade da prefeitura é usar dinheiro público para saúde e educação”, disse Messina ao jornal O Dia.

          Vale lembrar que as escolas do Grupo Especial ainda não assinaram o contrato referente aos 500 mil de subvenção para 2019. Elas aguardam uma nova reunião com o prefeito Crivella e o secretário Messina. O presidente da Riotur, Marcelo Alves, ficou de marcar o encontro ainda em 2018, mas pelas declarações do secretário é improvável que a verba volte ao valor de R$ 1 milhão.

          Na penúltima plenária do ano, o presidente da Liesa, Jorge Castanheira, desabafou sobre a relação da Prefeitura do Rio com os desfiles das escolas de samba.

          “A Prefeitura quer acabar com o carnaval do Rio? Uma fonte de cultura e geração de empregos para cidade. Não pode ser dessa maneira. Todo ano uma surpresa. Foi com muita surpresa que recebemos a informação do corte da subvenção. Em momento algum, nos foi dito que a verba seria diminuída. Causa muita estranheza agora às vésperas do carnaval a informação do corte”, disse Castanheira”.

          Prefeitura anuncia verba para Série A com corte de 50% e aporte para os desfiles na Intendente Magalhães

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            festa cd seriea2019 13O secretário da Casa Civil, Paulo Messina, anunciou ao jornal O Dia, desta quarta-feira, que a Prefeitura do Rio vai depositar no início de janeiro a subvenção das 13 escolas de samba da Série A e os recursos para os desfiles do Acesso na Intendente Magalhães. O secretário revelou que o valor para cada agremiação da Série A será de R$ 250 mil, ou seja, haverá um corte de 50% na subvenção, como aconteceu mais uma vez no Grupo Especial.

            “Pediram a metade do que as agremiações do Grupo Especial (da Liesa) vão receber, que serão R$ 500 mil”, afirmou Messina ao jornal O Dia.

            Sobre os barracões para escolas da Série A, a Riotur informou ao Dia que segue procurando locais para a Cidade do Samba 2.

            Júri do CARNAVALESCO aponta sambas da Gaviões e X9 Paulistana os melhores do Carnaval 2019 de SP

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            A X9 Paulistana e a Gaviões da Fiel empataram em 50 pontos (pontuação máxima) na primeira colocação na avaliação feita pelo júri do site CARNAVALESCO para os sambas do Grupo Especial de São Paulo para o Carnaval de 2019. Participaram do corpo de jurados os compositores Júlio Assis, Samir Trindade, Gustavinho Oliveira e Diego Nicolau e o jornalista Antonio Junior.

            * LEIA AQUI: LEITORES ESCOLHERAM O SAMBA DO TATUAPÉ

            A Gaviões da Fiel levará para Avenida em 2019 a reedição do samba-enredo “A saliva do santo e o veneno da serpente”, composto por Janos Tsukalas (Grego) e Vladimir Moura Leite (Magal), que foi apresentado pela primeira em 1994 e deu o vice-campeonato para a escola da Fiel.

            A X9 Paulistana vai homenagear Arlindo Cruz em 2019 com o enredo “Meu lugar é cercado de luta e suor, esperança num mundo melhor! O show tem que continuar!”. O samba-enredo foi composto por Arlindo Neto, André Diniz, Cláudio Russo, Márcio André Filho, Valência e Darlan Alves.

            Veja a classificação final do júri do CARNAVALESCO e as notas dos jurados

            1 – Gaviões da Fiel e X-9 Paulistana: 50 pontos
            3 – Vai-Vai: 49,9 pontos
            4 – Tatuapé: 49,8 pontos
            5 – Mocidade Alegre e Águia de Ouro: 49,7 pontos
            7 – Vila Maria e Colorado do Brás: 49,6 pontos
            9 – Império de Casa Verde e Mancha Verde: 49,5 pontos
            11 – Tom Maior: 49,3 pontos
            12 – Dragões da Real: 49,2 pontos
            13 – Tucuruvi: 49,1
            14 – Rosas de Ouro: 48,8 pontos

            Notas de Julio Assis (Compositor)

            Tatuapé: 10
            Mocidade Alegre: 9,9 (“Eu sou o Verdadeiro dono dessa terra” pode abrir dúvida para julgamento. Outra abordagem ao tema, seria menos arriscado)
            Mancha Verde: 10
            Tom Maior: 10
            Dragões da Real: 10
            Império de Casa Verde: 10
            Gaviões da Fiel: 10
            Rosas de Ouro: 9,8 (O caminho melódico escolhido não envolve o ouvinte, o que pode prejudicar em evolução)
            Vila Maria: 10
            Vai-Vai: 10
            X9 Paulistana: 10
            Águia de Ouro: 10
            Colorado do Brás: 10
            Tucuruvi: 9,9 (Alguns desencontros de métrica entre letra e melodia, principalmente, na segunda parte da música)

            Notas de Antonio Junior (Chefe de reportagem do site SASP)

            Colorado do Brás: 10
            Império de Casa Verde: 9,9 (O samba da Azul e Branca da Zona Norte teve uma crescente considerável desde sua escolha e conta com uma letra que contribui bastante para o entendimento da obra, e consequentemente, do enredo. Destaque bem positivo para a reta final da segunda parte do samba, replicando o “E a Casa Verde mais uma vez vem deslumbrar a passarela” característico da escola para a levada ao refrão principal)
            Mancha Verde: 9,9 (Com um dos sambas mais interessantes dessa safra, a Mancha Verde manteve o bom padrão de sambas-enredo desde que apareceu pela primeira vez no Grupo Especial em 2005. Com letra muito bonita e melodia igualmente de qualidade, a iniciativa da escola na gravação do CD e confirmada na festa de lançamento do álbum de acelerar o andamento acabou, na minha visão, dificultando levemente o desenvolvimento do samba)
            Acadêmicos do Tucuruvi: 9,7 (Certamente é a obra mais bem desenvolvida dos últimos anos no Zaca. Porém, o samba que é muito bem escrito, ainda tem dificuldades de “explosão”. Mas, certamente, é uma obra que até o carnaval tem tudo para crescer e fazer bonito neste belo tema apresentado pela agremiação)
            Acadêmicos do Tatuapé: 10
            X-9 Paulistana: 10
            Tom Maior: 9,8 (Mesmo com a dificuldade de um enredo mais abstrato, o que geralmente gera sambas contestáveis, a Tom Maior conseguiu encontrar uma solução criativa: trazer a identificação do componente junto aos versos do samba. Isso pode ser muito bem observado no trecho final da segunda do samba, com “Meu coração disparou/Em Tom Maior meu grande amor”. As mudanças de tonalidade da obra concorrente para a versão final resultou em uma melhora significativa da obra, que ainda pode ser melhor explorada visando o dia do desfile oficial)
            Águia de Ouro: 10
            Dragões da Real: 9,8 (A obra apresenta leve queda se comparada com os anos anteriores, talvez pela característica do enredo, com pegada menos popular que os anos anteriores. Destaque para a boa condução da obra por parte do intérprete Renê Sobral e para a segunda parte do samba, em especial, para os últimos versos, que sobem o tom e a pegada em comparação ao restante da obra. Mais uma obra que, até pela boa virtude de sua comunidade em cantar todos os sambas, pode ter um desempenho bastante satisfatório na Avenida)
            Mocidade Alegre: 10
            Vai-Vai: 9,9 (Contando com uma excelente interpretação de Grazzi Brasil, a obra não deixa em nada a desejar ao nível de excelência dos últimos dois anos, por exemplo. Porém, apesar da temática afro, o desenvolvimento do samba tem um leve fator dificultador – justamente o enredo proposto, de abordagem mais difícil que 2017 e 2018. Outro samba que no CD já demonstrou muita força e que com a característica de canto forte da comunidade do Bixiga pode render ainda mais à Alvinegra da Bela Vista)
            Rosas de Ouro: 9,8 (Diferente de 2018, quando foi praticamente aclamado como um dos melhores sambas da safra, o hino da Roseira em 2019 tem algumas características que diferem dessa condição. Bem trabalhada junto a comunidade, a obra pode ter, até pela capacidade da comunidade da Brasilândia, rendimento melhorado em relação às primeiras impressões. Com uma proposta de letra e melodia mais simplificada em comparação com 2018 e com algumas obras desta safra, se destaca a segunda parte do samba, em especial o trecho final, convocando a comunidade para o canto forte e a retomada ao refrão)
            Vila Maria: 9,9 (O samba da Vila Mais Famosa é aquele que, sem dúvidas, mais se difere do restante da safra por característica e proposta. E o resultado é bastante satisfatório. Apesar da diferença de tom da gravação dos compositores – ainda com Rapha SP – para Wander e a versão oficial, a obra manteve um nível superior ao de anos anteriores e certamente renderá boas notas à Verde, Azul e Branca da Zona Norte)
            Gaviões da Fiel: 10

            Notas de Samir Trindade (Compositor)

            Tatuapé: 10
            Mocidade Alegre: 9,9 (Igor Sorriso mostra toda sua categoria nessa faixa bonita da Mocidade Alegre. Meu único senão em relação a obra fica no refrão de cabeça. A repetição da palavra “AMAZONAS” se dá apenas pra preencher um espaço na melodia e a rima final “MEU AMOR” carece de criatividade, o restante da obra cumpre bem seu papel, sem sobressaltos. Um samba que com certeza vai crescer na avenida e facilitar o canto do componente aguerrido da Morada do samba)
            Mancha Verde: 9,7 (Com um dos enredos mais bonitos do ano, a Mancha Verde apresenta um bom samba, porém não consegue fugir de alguns clichês afros na letra de seu samba enredo. O samba já começa nas 4 primeiras frases com 2 exaltações soltas há 2 orixás. A letra transcorre com “MAREJOU O OLHAR”, outro clichê afro já usado várias vezes em enredos semelhantes. A melodia não tem a força dos sambas afros que estamos acostumados a ver, é comum , podendo servir a qualquer tema, embora o trecho “Palmares, vi um céu de luz e liberdade” seja uma das mais bonitas passagens melódicas do CD)
            Tom Maior: 9,8 (Na bonita faixa da Tom Maior Bruno Ribas prova mais uma vez que é um craque. O samba lembra um pouco às obras que a Unidos da Tijuca apresentava quando Paulo Barros era seu carnavalesco. Descreve a sinopse sem muita poesia, mas com uma melodia alegre que deve facilitar o canto do componente. Não sou muito fã de alguns exageros como: “É impossível viver sem meu pavilhão”, existem outras formas mais poéticas de puxar o brio do componente sem ser tão direto. Mas no geral o samba cumpre seu papel e tem tudo pra conseguir boas notas na apuração)
            Dragões da Real: 9,6 (A escola de samba que a cada ano apresenta um carnaval mais bonito e se aproxima cada vez mais do título do samba paulista esse ano traz uma música razoável. Porém pro meu gosto musical um samba comum, não destaco nenhum trecho na melodia e destaco negativamente alguns clichês na letra como a rima manjada “RAIZ/ FELIZ” no refrão central. Deve propiciar uma boa harmonia , pois o samba de certa forma é alegre)
            Império de Casa Verde: 9,9 (Sou suspeito pra falar de Carlos Junior grande intérprete. Enquanto os amigos estiverem dando show a gente tem que reverenciar e aplaudir. Mais uma linda interpretação. O samba conseguiu tirar leite de pedra, não que falar da sétima arte seja tarefa difícil, porém no meu modo de ver a sinopse entregue aos poetas do Tigre deixou muito a desejar este ano. Conseguiram excelentes soluções como “Imperiano, que a força esteja com você” ou ” Pode chover que eu vou cantar de alegria” , sacadas que fazem alusão a filmes e puxam o brio do componente com criatividade ao mesmo tempo. A melodia é típica do carnaval paulistano, parece que já ouvi alguns trechos similares em outras oportunidades por aquelas bandas, mas não chega a comprometer esta bonita obra)
            Gaviões da Fiel: 10
            Rosas de Ouro: 9,5 (O refrão central pede pra respeitar a nossa identidade. Pensei que fosse vir em seguida um samba versando sobre um tema afro, mas surgem versos como ” Viva, hayastan!”. O espectador que estará no Anhembi pra assistir o desfile não estará com a sinopse do enredo , dificilmente entenderá do que se trata. Melodia funcional, alegre, mas que não traz grandes momentos, falta conexão em alguns versos como por exemplo as 2 primeiras linhas do refrão central e as outras 2. Exaltam gratuitamente a escola e no final cita o enredo. Espero que cresça na avenida, mas não me chamou atenção)
            Vila Maria: 9,8 (Wander Pires é craque e ponto. Faz a diferença neste bonito samba da Vila Maria. O samba começa com um refrão que me agrada bastante principalmente na repetição “VOAR VOAR VOAR” ,a letra conta o enredo, sem muita poesia, de maneira didática. A melodia da meiuca do samba é o ponto fraco da obra, um espaçamento muito grande entre alguns versos tendem a cansar um pouco. Contudo, na safra é uma obra que consegue obter certo destaque)
            Vai-Vai: 10
            X9 Paulistana: 10
            Águia de Ouro: 9,9 (Laíla acerta mais uma vez numa junção de sambas, o resultado foi uma bonita obra pesada, densa, melodia em tom menor e riquíssima, como é característica das escolas por onde passa. Meu único senão é na linguagem abordada, como o samba é fruto de uma junção fica claro em alguns momentos propostas diferentes em relação ás obras que se juntaram. Essa impressão a meu ver não chega a comprometer o samba, que nesta análise não ganha a nota máximo pelo comparativo direto com às demais obras que conseguiram o 10. Falar de Tinga é chover no molhado. O número 1 da atualidade. Tem que respeitar. A águia tem um time de primeira grandeza pra buscar o título do carnaval de Sampa)
            Colorado do Brás: 9,8 (A escola foi a primeira a divulgar os sambas concorrentes pro carnaval 2019. O samba vencedor já havia me chamado atenção desde quando ouvi lá em meados de julho, destacou-se na safra e mereceu a vitória. Refrãos fortes, o de cabeça vai impulsionar a escola sem dúvida alguma. Meu único senão é em relação ao final do samba, quando no verso” A natureza se curvou ao rei” , foi usado um artifício que sempre é usado por esta parceria em outros sambas, é uma característica, mas o recurso já usado muitas vezes, e no verso seguinte há uma “alongada” na nota para encaixar a melodia (outro recurso já utilizado pela parceria), contudo é um samba muito bom e que tem tudo pra gabaritar na apuração, mas no meu comparativo não pode levar a mesma nota que outros sambas que a meu ver se destacam mais)
            Tucuruvi: 9,7 (Leonardo Bessa mais uma vez mostra que é um cantor de primeira grandeza. O samba cumpre bem o seu papel e conta o enredo de maneira linear mas sem grande destaque em letra e melodia. Alguns clichês como letras de músicas colocadas na letra , e um refrão central que lembra um lamento negro, mas sem brilho, parece uma meiuca do samba. O refrão central tbm repete o ” VAI ECOAR ” pra preencher um espaço na melodia somente. Ainda sim é um bom samba e superior a algumas outras obras da safra)

            Notas de Diego Nicolau (Compositor)

            Tatuapé: 10
            Mocidade Alegre: 10
            Mancha Verde: 9,9 (Do grande enredo da agremiação, confesso que não esperava um samba tão leve assim. O refrão me parece comum demais apesar de me parecer pronto pra dar certo. O samba segue sem muitas novidades mas redondo até um refrão central, este sim, com mais pegada do que se esperava. A partir dele o samba cresce muito melodicamente. O canto firme, afinado e competente do excelente Fredy Vianna ainda consegue dar à melodia, maior emoção)
            Tom Maior: 9,9 (O refrão traz recursos já bastante utilizados de letra mas que quase sempre funcionam pro componente. Na primeira do samba letra bem coerente ao enredo que não compromete. O refrão do meio é um bom momento do samba assim como a segunda metade da segunda parte que tem.bom desfecho. Bruno Ribas como sempre dá gosto de ouvir e dá um sentimento a mais à tudo que canta)
            Dragões da Real: 9,9 (O refrão traz sentimento logo em seu primeiro verso melódico, aliás todo o curto samba é muito redondo em sua melodia e tem letra bem resolvida e com bons momentos. Talvez esperasse algum momento que surpreendesse mas é um bom samba para os quesitos que defende e muito bem cantado pelo aguerrido Renê Sobral)
            Império de Casa Verde: 10
            Gaviões da Fiel: 10
            Rosas de Ouro: 9,9 (A fórmula do refrão não traz muitas novidades, e só na metade da primeira a melodia parece embalar e convencer. Mas é a segunda parte do samba, o melhor momento do samba da grande Roseira. E que beleza sempre ouvir o mestre Royce cantar, aula sempre)
            Vila Maria: 10
            Vai-Vai: 10
            X9 Paulistana: 10
            Águia de Ouro: 10
            Colorado do Brás: 9,9 (A alegria de África dá tom ao enredo e o samba valoriza isso. O refrão é diferente mas de qualidade. O samba segue coerente ao enredo apesar de poucas surpresas melódicas. Talvez faltem nuances melódicas como a do refrão durante o samba mas isso não compromete tanto. Destaque para a interpretação do excelente Chitão Martins que dá força à obra)
            Tucuruvi: 10

            Notas de Gustavinho Oliveira (compositor)

            Tatuapé: 9,8 (Celsinho voando. Porém, letra e melodia da primeira e do refrão do meio destoam um pouco da segunda. Mas sabemos que a comunidade vai cantar forte)
            Mocidade Alegre: 9,9 (Mais uma bela letra, mas melodia da primeira parte achei um pouco confusa)
            Tom Maior: 9,8 (Boa Interpretação do Bruno. Refrão forte , mas o restante da letra com muitos clichês. Melodia também não me arrebatou)
            Mancha Verde: 10
            Império de Casa Verde: 9,7 (Talvez, a sinopse ou o tema proposto não tenha ajudado tanto a letra dos compositores, melodia me leva a caminhos já explorados)
            Gaviões da Fiel: 10
            Dragões da Real: 9,9 (Melodia uniforme. Gostosa de ouvir, já a letra pouco inspirada)
            Rosas de Ouro: 9,8 (Mais uma letra pouco inspirada, talvez, o enredo não tenha ajudado. Melodia pouco cativante. Já ouvi em algum lugar)
            Vai-Vai: 10
            Vila Maria: 9,9 (Letra conta bem o enredo. Exemplifica a sinopse. Melodia boa, mas não vejo momentos de força, de explosão)
            Águia de Ouro: 9,9 (Letra bonita e de forte poesia. Me incomoda a entrega pro refrão principal na segunda parte. Um bis em minha opinião na parte “E o povo na rua, revestido de coragem, lava a alma de esperança pra acabar com a sacanagem” cairia perfeitamente. Faltou isso pro 10)
            Colorado do Brás: 9,9 (Letra conta toda a sinopse e a proposta do enredo. A melodia achei um pouco trepada em algumas partes. Talvez, o andamento muito acelerado possa atrapalhar)
            X-9 Paulistana: 10
            Tucuruvi: 9,8 (Letra muito bem construída, bem dentro do que a sinopse se propõe, porém o andamento acelerado pode atrapalhar. Melodia não me cativou)

            Presente de Natal: Milton Cunha apresenta poema para os sambistas

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                CARNAVALESCO e Projeto SAC reúnem sambistas e distribuem mais de 600 quentinhas em Ação de Natal no Centro do Rio

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                  Por Guilherme Ayupp. Fotos: Allan Duffes. Vídeo: Vinicius Vasconcelos

                  acao natal 2018 031O fim de ano marca a Ação de Natal do site CARNAVALESCO e do projeto SAC. Um gesto de amor e esperança aos moradores de rua que ficam na região central do Rio de Janeiro. Sambistas das escolas de samba do Grupo Especial e Série A estiveram reunidos para a distribuição de comida, bebidas e roupas. O projeto, idealizado pela rainha de bateria da Mangueira Evelyn Bastos e pelo rei momo Milton, acontece sempre no último domingo de cada mês ao longo de todo o ano, e em dezembro conta com a participação de sambistas a convite do site CARNAVALESCO.

                  acao natal 2018 040Mais uma vez, os sambistas de várias escolas demonstraram a união e solidariedade que marca o mundo do samba, contrariando as preconceituosas teses que taxam o carnaval de uma festa mundana e sem seriedade. Além da enorme geração de empregos em quadras e barracões, a solidariedade com quem necessita é a marca do samba carioca.

                  acao natal 2018 042

                  acao natal 2018 034Convidados a doarem o que pudessem e realizar a distribuição pelas ruas, os sambistas se reuniram na quadra da Mangueira. Antes da saída a tradicional roda de conversa e reza. O ex-carnavalesco e comentarista Milton Cunha enalteceu o caráter solidário do samba.

                  “É o quarto ano que participo e é sempre muito gratificante. Estamos todos aqui reunidos com muita alegria e amor no coração. O sambista é muito solidário. Não somos vagabundos, nem libertinos. Somos alegres, solidários. Que o nosso grande pai (e aí é o que você acredita) possa nos dar um grande Natal e um ano de 2019 cheio de prosperidade”, declarou o carnavalesco.

                  acao natal 2018 050

                  acao natal 2018 006Evelyn Bastos agradeceu a parceria com o CARNAVALESCO que está completando o quarto ano, lembrou do início do projeto e disse que quem ajuda os mais necessitados recebe mais.

                  “Quando iniciamos o projeto tínhamos no máximo dez quentinhas para distribuir e nós assim fizemos. Demos de comer a dez pessoas. E depois a 100. Nessa edição estamos saindo com 600, além de roupas, panetones, kits de higiene pessoal. Mas o principal é carinho, é amor. Encontramos nas ruas pessoas das mais diversas personalidades, até aquelas com uma casca tão grossa deixada pela vida dura, que nem agradecem. Outras choram, nos abraçam. Essas pessoas acham que estamos ajudando a elas. Não, são elas quem nos ajudam”, declara.

                  acao natal 2018 024

                  Reis no meio de uma gente tão modesta

                  acao natal 2018 019Um clássico samba da União da Ilha deixa uma importante mensagem: “será que eu serei o dono dessa festa? Um rei no meio de uma gente tão modesta?”. Durante a distribuição de quentinhas, cantores, casais de mestre-sala e porta-bandeira, e outras estrelas do carnaval calçam a sandália da solidariedade. Alguns são reconhecidos, mas todos defendem o mesmo pavilhão ali naquelas horas, o da caridade.

                  acao natal 2018 001

                  acao natal 2018 014“Parabenizo ao SAC e o CARNAVALESCO. É difícil descrever o que a gente vê. A gente passa por eles todos os dias e não percebe nada. A Renascer é muito grata de poder participar e com certeza é o primeiro de muitos que participarei”, afirma o intérprete Diego Nicolau, que enviou 100 quentinhas em nome da Renascer de Jacarepaguá.

                  acao natal 2018 029

                  acao natal 2018 017“É muito legal poder fazer isso, eu costuma fazer ao longo do ano. Dá uma sensação de orgulho poder ajudar alguém. As pessoas nos reconhecem. É preciso dar valor a um gesto de aperto de mão, de bom dia. Estou muito feliz de ter podido estar aqui”, destaca Dudu Azevedo, diretor de carnaval da União da Ilha.

                  acao natal 2018 011“Eu me arrepio e fico lutando para não deixar as lágrimas escorrer. Essas pessoas estão do nosso lado o tempo todo. Não podemos mais fingir que elas não existem. Eu já passei por uma situação financeira difícil e posso imaginar o que eles passam”, lembra o mestre-sala da Imperatriz, Thiago Mendonça.

                  “Essa é uma ação que nos gratifica muito. Fazer o bem a quem de fato necessita é muito bom. O Paraíso do Tuiuti estará sempre representado na corrente do bem e que ela seja perpetuada entre nós sambistas”, destaca Bruno, diretor de marketing do Tuiuti.

                  acao natal 2018 021“Eu me seguro para não chorar, pois fico muito emocionada. Se cada um fizer um pouquinho a vida de tanta gente melhora. Minha mãe é enfermeira e eu já trabalhei em abrigo de idosos. Agradeço a vocês por me deixarem fazer parte disso. Doamos mais que alimento, mas um pouco de energia boa, de afeto. A gente chega estão todos sentados, esperando. É muito poder sentir isso”, desabafa Bianca, rainha de bateria da Portela.

                  acao natal 2018 060

                  “Na verdade é hora de contribuir com quem é tão abandonado, esquecido. Damos um pouco de dignidade a essas pessoas, que é um prato de comida que seja. Pararmos um pouco nossa rotina e estender a mão para o outro. Eu pretendo participar sempre”, conclui o compositor salgueirense Dudu Botelho.