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Problemas com alegorias comprometem evolução e podem custar caro para a Imperatriz

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Por Antonio Junior. Fotos: Allan Duffes e Magaiver Fernandes

Imperatriz desfile2019 026Todo o pré-carnaval da Imperatriz, passando inclusive pelo ensaio técnico de alto nível que fez na Sapucaí, apresentava uma proposta diferente, de uma escola mais leve na Avenida. Porém, foi a Rainha de Ramos cruzar a faixa de início de desfile que o projeto ficou fortemente comprometido. A escola enfrentou problemas no processo de acoplamento de seu abre-alas, abriu um espaçamento de um setor e meio (entre a faixa inicial e a metade dos setores 3 e 4 da Sapucaí).

Imperatriz desfile2019 024O carro abre-alas passou pelo primeiro módulo de julgamento desacoplado, ultrapassando o limite de seis alegorias permitido pelas regras do carnaval 2019. Segundo o regulamento, a escola pode perder 0,5 ponto se considerar que desfilou com sete alegorias. Além disso, a escola ainda teve problemas para locomoção dos carros 3 e 4 ao longo da Avenida, o que gerou espaçamentos entre as alas e as alegorias. Por fim, a Imperatriz não apresentou o tripé “Terra Bra$ili$”, entre a musa Pâmela Gomes e a sexta ala da agremiação, que teve problemas na concentração, o que pode comprometer o quesito enredo da agremiação.

Imperatriz desfile2019 018Dentre os destaques positivos, a Imperatriz contou com apresentações bem próximas à perfeição do primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Thiaguinho e Rafaela Theodoro. A comissão de frente bem interativa da agremiação e o conjunto de fantasias da escola também merecem destaque.

Comissão de frente

Imperatriz desfile2019 094Coreografada por Fábio Batista, a comissão gresilense representou a lenda de Robin Hood, que tirava dos ricos e dava aos pobres. Utilizando uma estrutura no estilo grua e duas outras complementares, a teatralização rendeu uma interação bastante interessante entre o quesito e o público presente. Após a coreografia que durava pouco mais da metade da passada de samba da Imperatriz, Robin Hood foi às alturas, sustentado por cabos de aço na parte superior da grua, e lançou cédulas fakes para o público e pela pista da Sapucaí, levantando as arquibancadas.

Mestre-sala e Porta-bandeira

Imperatriz desfile2019 098O casal foi o maior destaque do desfile da Imperatriz. Thiaguinho e Rafaela Theodoro tiveram apresentações muito seguras nos quatro módulos de julgamento, mesmo em três deles enfrentando as dificuldades do considerável vento que passava pela madrugada na Sapucaí. A dupla executou muito bem os movimentos do bailado, com destaque especial para Rafaela. A porta-bandeira esbanjou simpatia e expressões faciais interpretativas de acordo com a letra do samba, o que deu um colorido mais especial às apresentações do casal.

Harmonia

Imperatriz desfile2019 103Diante de todos os problemas do desfile gresilense em Alegorias e Evolução, a comunidade parece ter sentido o baque e isso acabou refletindo no desempenho do canto da agremiação. O canto não foi tão forte e contínuo como, por exemplo, no ensaio técnico da agremiação há uma semana.

Enredo

Imperatriz desfile2019 104O enredo da Imperatriz foi desenvolvido bem na Avenida. Fantasias e alegorias, mesmo as que tiveram problemas, eram de leitura fácil. Mesmo assim, por conta da ausência do tripé programado para estar a frente da sexta ala, o quesito pode ser comprometido pela avaliação dos julgadores.

Evolução

Imperatriz desfile2019 117Quesito mais prejudicado no desfile da Imperatriz. O problema no acoplamento da primeira alegoria rendeu um espaçamento muito grande entre a ala que o sucedia e a alegoria. A escola custou a resolver o problema e a cabeça da escola acabou avançando. Outras duas alegorias também apresentaram problemas de locomoção na Avenida, o que acabou ocasionando mais espaçamentos ao longo do desfile. Além disso, a agremiação precisou apertar o passo para fechar o desfile no tempo. Os últimos dois setores do desfile gresilense passaram pelo segundo módulo em velocidade considerável e também podem ser penalizados no que diz respeito a oscilação do andamento.

Samba-enredo

Imperatriz desfile2019 065A obra foi bem interpretada por Arthur Franco e o time de canto da escola, mas teve rendimento comprometido justamente pelo impacto que a escola sofreu com os problemas no desfile. Mesmo com o louvável trabalho do intérprete oficial da agremiação, apenas o refrão principal pegou de fato e nos primeiros dois setores da agremiação. No restante da escola encontrou dificuldades de sustentação.

Fantasias

Imperatriz desfile2019 039Outro destaque positivo do desfile gresilense. O conjunto de fantasias da escola apresentou fácil leitura, diversidade de materiais utilizados e bom acabamento. Apenas a oitava ala (Quanto vale uma vida? Mercado de escravos) que apresentou problemas em algumas fantasias de desfilantes, com costeiros defeituosos. No mais, o quesito foi bem defendido e executado, no trabalho dos carnavalescos Kaka e Mário Monteiro.

Alegorias

Imperatriz desfile2019 140Quesito crítico do desfile da Imperatriz. O abre-alas que desacoplou, apresentou problemas de acabamento na parte traseira. A segunda alegoria também teve problemas de acabamento, com trechos descascados na parte dianteira direita do navio que era retratado. O carro 5 (Minha casa, Minha vida) apresentou concepção confusa e destoou do restante do apresentado pela agremiação. Destaque positivo para a última alegoria da escola, que não apresentou os mesmos problemas e mostrou-se muito bem feito. Porém, os problemas do quesito podem render perda de décimos consideráveis na classificação.

Imperatriz desfile2019 055Bateria

Comandada por Mestre Lolo, a Swing da Leopoldina buscou a todo o momento contribuir para o bom andamento do desfile e o bom rendimento do samba. O segmento abusou das bossas e fez o público presente nas arquibancadas da Sapucaí puxar aplausos na passagem dos ritmistas pela Avenida.

Tijuca 2019: galeria de fotos do desfile

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Alegoria da Imperatriz apresenta o caótico universo da bolsa de valores

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Por Karina Figueiredo

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Me dá um dinheiro aí! A Imperatriz Leopoldinense desfilou narrando a história do dinheiro. De uma forma bem-humorada e crítica, a escola de Ramos apresentou a relação do homem com o dinheiro e os diversos tipos de ambição. No Carro a “Bolsa de Valores”, foi encenado um movimento financeiro do sobe e desce das ações. A alegoria representou o caótico universo da bolsa de valores regido pelo comprador de almas e ilusões. Alex Felipe, diretor de alegorias, comentou sobre o carro.

“O carro fala sobre a bolsa de valores, ela vem justamente para falar da loucura que é a moeda virtual, Bitcoin. Sem contar com o valor da bolsa subindo e descendo para a loucura dos investidores. Na frente do carro vem as moedas, no meio do carro os computadores que é justamente o trabalho na bolsa de valores, atrás vem o diabo, representando a gana em gastar”, relatou.

Stephany Hansen, que desfila há sete anos na agremiação, contou ao site CARNAVALESCO como seria sua atuação na alegoria.

“A Bolsa de valores vai ser um carro bem performático, onde eu interpreto uma executiva que durante o expediente tem um colapso. E a crítica é sobre os preços das coisas. Os integrantes vão vir vestidos de moedas e temas como a valorização e desvalorização do dinheiro estarão presentes no carro”, adiantou Stephany, antes de passar pela Avenida.

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Gabriel Melo, que fez sua estreia na Imperatriz, pontuou a crítica apresentada pelo carro como bastante oportuna ao se basear na relação humana do homem com o dinheiro e fazer uma alusão ao filme “O Diário de All Street”.

“Aqueles que pensam que quanto mais trabalham mais ficarão ricos, esquecem que na verdade só serve para enriquecer o sistema”, conclui.

Tijuca leva carros imponentes para a Avenida, e componentes sonham com o título

Por Lucas Gomes

O Unidos da Tijuca encerrou os desfiles da primeira noite do Grupo Especial com alegorias grandiosas e bom acabamento. Já no início do desfile, era possível notar a alegria e emoção dos componentes na entrada da escola na concentração.

Tijuca desfile2019 023O primeiro carro trouxe o símbolo da Unidos da Tijuca, o pavão, dividindo o protagonismo com a imagem da Santa Ceia em que Jesus dividia o pão. Caprichado em seus detalhes, com as cores da escola e muito pão em cestas nas laterais, o abre-alas foi um ponto alto do desfile. Uma das baianas, Giselle de Andrade, desfilando pela sétima vez, ficou impressionada com as alegorias e citou o jejum da escola no Desfile das Campeãs.

“Eu espero que a Tijuca consiga esse título, porque estar há dois sem vir no Desfile das Campeãs é bem ruim. As alegorias estavam grandes, bonitas e impactantes. Impressionamos na Avenida”, comemorou Giselle.

O segundo carro, “Pão e Circo”, que trazia a política do Império Romano de distribuir pães em eventos públicos criados para entreter o povo, trouxe uma arena romana com uma grande escultura de um soldado romano maltratando um escravo.

Outro carro com grande apelo foi o terceiro: “Comendo o pão que o diabo amassou”. A alegoria retratava um navio negreiro, assim como a Imperatriz trouxe no desfile do ano passado, feito de madeira com a representação de teatral de um capitão agredindo escravos.

Um dos componentes do carro alegórico, Alex de Souza, que desfila na Tijuca desde 2001, teve a impressão que a escola veio maior que em outros anos.

” Os carros estão muito bonitos e acho que estão maiores. Para o público é bastante legal, impressiona. Espero que impressione os jurados também. Eu venho como escravo neste carro”.

A escola encerrou o desfile de forma emocionante em seus dois últimos carros. A quarta alegoria, “Multiplica o Sagrado Pão”, trouxe cores de palha na base, com várias nossas senhoras nas laterais, e anjos na parte frontal. Mas o que mais chamou a atenção foi a escultura enorme de Jesus repartindo o pão.

Dona Norma Pereira desfila desde 2009 na escola e disse que concorda com a imponência da agremiação e confia que o título pode vir esse ano.

“Olha, a Tijuca sempre foi irreverente, sempre foi surpresa. Na época do Paulo Barros eu vi vários carnavais na Tijuca e vitórias, e eu acho que a Tijuca é assim: dificilmente causa espanto ao público, porque sabem o tamanho dessa escola. Eu amo a Tijuca!”

A agremiação ainda encerrou o desfile com uma crítica social, dramatizando a situação dos necessitados e fazendo uma reverência à caridade de quem leva comida e alento para os que precisam. Uma escultura na parte frontal da alegoria estava dividido em anjo e demônio representando aqueles que se vestem de anjo, mas agem como demônio.

Imperatriz 2019: galeria de fotos do desfile

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Com cenário que remete ao sistema bancário, terceiro carro da Imperatriz faz crítica à ganância do ser humano

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Por Juliana Cardoso

Imperatriz desfile2019 049A Imperatriz Leopoldinense apresentou na madrugada desta segunda uma crítica sobre a relação do homem com a moeda de troca que rege todas as relações no mundo. O irreverente enredo “Me dá um dinheiro aí” narrou a história da “grana” e seu papel na sociedade, assim como os diversos tipos de ambição que cercam o ser humano. O terceiro carro da escola, “Sistema Bancário”, representou os processos que ocorrem dentro de bancos, exibindo um bom acabamento.

A alegoria reuniu símbolos do ambiente bancário, como os caixas-fortes, as taxas e os juros e as barras de ouro. A parte da frente do carro foi adornada com uma estampa de cédulas, enfeitadas com detalhes prateados. Nas laterais, o dourado predominou, remetendo ao ouro, e valores em forma de porcentagem também foram colocados nessa área. Na traseira, existia a parede de um banco quebrada, na qual ratos, simbolizando ladrões, tentavam acessar para roubar o dinheiro.

Imperatriz 2Elianai de Souza, que desfilou como destaque na terceira alegoria da escola, julga importante a crítica que a Imperatriz fez sobre ganância. No entanto, ele também acredita que a ganância é indissociável do ser humano.

“Acho que essa é uma característica inerente ao ser humano e deve ser bem aproveitada. Sabendo dosar, a ganância pode ser proveitosa e trazer benefícios. Tudo depende de como a usamos”, disse.

A crítica à ambição se estendeu por toda a escola. Alas representaram várias faces do tema e como o dinheiro é visto pela sociedade. Os componentes disseram ser importante esta abordagem.

Robson Paiva, integrante da escola, refletiu:

“Infelizmente o dinheiro é tudo, mas os erros que rodeiam a cega busca por ele não são justificáveis”.

A Imperatriz foi a sexta escola a desfilar no primeiro dia de desfiles do Grupo Especial.

Eugênio Leal analisa os desfiles da Imperatriz e Tijuca

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    Beija-Flor de Nilópolis leva fábula ‘A cigarra e a formiga’ para a Sapucaí

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    Por Larissa Rocha

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    Com o enredo “Quem não viu, vai ver… As fábulas do Beija-Flor”, a escola de Nilópolis foi a quinta a entrar na Avenida na noite deste domingo. A agremiação contou sua própria história por meio de seus próprios enredos, entre eles os históricos: “Ratos e Urubus larguem minha fantasia” e de 1989, “O povo conta a sua história: saco vazio não para em pé, a mão que faz a guerra faz a paz”, de 2003.

    O quarto carro da escola trouxe personalidades que foram enredos da Beija-Flor ao longo dos 70 anos de história. Nomeado de “A cigarra e a Formiga”, a alegoria faz um paralelo entre o trabalho das formigas da fábula com o ofício das personalidades homenageadas, que também construíram carreira dedicando-se ao trabalho.

    Com uma iluminação impecável, a alegoria lembrava uma floresta, e todos os destaques eram mulheres com fantasias de borboletas.

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    Vanuza Santiago, destaque do carro, mora no Japão há 28 anos e diz que é uma honra vir em uma alegoria como essa.

    “Eu desfilo na Beija-Flor há 20 anos e estar nesse carro tão importante, com esse enredo e com esse tema, significa muito para mim. Espero o ano inteiro por isso. Ver a escola, estar junto já é um sonho realizado anualmente”, conta.

     

    No meio da alegoria, um palco que traz a filha do presidente de honra Anísio David, Micaela David, e as amigas. Elas estavam representando as formigas da fábula e durante o desfile, apresentaram uma coreografia.

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    “Significa muito estar nesse carro que representa tantas pessoas importantes para mim e para a escola, é muito gratificante. Estou ensaiando a coreografia há muito tempo, é diferente do que eu sempre faço e espero que dê tudo certo”, disse a componente antes de pisar na Avenida.

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