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Solange Cruz enaltece gestões de Dragões e Tatuapé e revela que Mocidade Alegre prioriza o público

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mocidade alegre 3ET2019 49Solange Cruz, presidente da Mocidade Alegre, mudou o patamar da Morada do samba desde que assumiu a presidência da agremiação. Com ela no comando a vermelha e branca do bairro do Limão conquistou 6 de seus 10 campeonatos. A dirigente, entretanto, observa com atenção o crescimento de outras escolas que tem se destacado no Grupo Especial de São Paulo.

Em entrevista concedida à reportagem do CARNAVALESCO, a presidente da Mocidade Alegre faz questão de citar as gestões de Dragões da Real e Acadêmicos do Tatuapé como as mais bem sucedidas recentemente e declarou que o surgimento de mais escolas fortes engrandece o carnaval.

“As escolas de São Paulo se profissionalizaram e está tudo bastante equiparado. Eu acho a dragões por exemplo uma escola que já começou profissionalizada. A Tatuapé leva o carnaval com muita seriedade, eu tenho um profundo respeito pelo trabalho do Eduardo à frente da agremiação. Quem ganha com isso é o carnaval”, opina.

mocidade alegre 3ET2019 13Solange reconhece certa dificuldade para o carnaval deste ano, mas reitera que as soluções para um bonito espetáculo são desafios para os gestores das escolas de samba.

“Todo ano é difícil para o carnaval. Estamos vivendo um ano atípico com algumas coisas que embarreiraram. Fácil não está para ninguém. Mas damos um jeito, sempre visando o melhor para a escola”, considera.

Na gestão de Solange a Mocidade Alegre se acostumou a realizar grandes espetáculos para o público. Segundo a dirigente, sem abandonar a competição, a Morada do Samba sempre brindará o público.

“A Morada sempre vai fazer um espetáculo para brindar o público. Ele é o diretor do espetáculo. Seja em nossa quadra, eventos externos, ensaio técnico ou desfile, o público será sempre respeitado pela Mocidade Alegre. Ganhar ou perder faz parte”, conclui.

 

Por Dentro do Ritmo: Análise das baterias da Mocidade, Portela e Beija-Flor

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    Série Barracões: Unidos de Bangu quer provar que batata da samba

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    Por Diogo Cesar Sampaio

    batata bangu 8Pode ser doce, baroa ou inglesa, não importa o tipo ou a forma, ela é uma unanimidade. Um dos alimentos mais consumidos no mundo, mas nem sempre foi assim. Antes renegada, a batata reúne inúmeras histórias e curiosidades. E é justamente isso que a Unidos de Bangu irá levar para Marquês de Sapucaí em 2019. Dando continuidade à série de visitas aos barracões da Série A, a reportagem do site CARNAVALESCO entrevistou o carnavalesco da agremiação, Alex de Oliveira, sobre o enredo da vermelha e branca para 2019:

    batata bangu 6“Esse enredo surgiu de um jeito inusitado. Eu estava lendo o crescente sucesso da batata doce no mundo do fisiculturismo, quando me deu um start. Esse enredo já foi pensado há uns dois anos. E ao enveredar por esse caminho, o mais surpreendente foi descobrir as curiosidades por trás da história da batata. Durante a pesquisa, teve uma frase que foi fundamental para conceituar o desfile. O Deus Sol, que era o símbolo maior do povo Inca, antes de ter sua população dizimada pelos espanhóis, dizia que, pra ele, o bem mais precioso que tinha no solo dele era a batata. Pois, ela permitia ter esperança de viver, sonhar e de se alimentar. Os espanhóis invadiram para pegar ouro e prata, mas levaram também uma batata. Depois disso, a batata foi se espalhando pela Europa. Desse conceito a gente percebe que tal qual a batata, nós cariocas e brasileiros, sofremos resistência, fomos marginalizados, sofremos discriminação e conseguimos dar a volta por cima. É o terceiro alimento mais consumido do mudo, rico em uma série de nutrientes, além de ser capaz de se adequar a qualquer tipo de solo, temperatura, inclusive, no inverno e em Marte. Pois, desde 1995, há uma plantação da NASA fazendo testes com a batata”.

    Falando sobre a batata, Alex de Oliveira faz sua estreia na Unidos de Bangu. O convite para assinar o carnaval da agremiação surgiu por intermédio de uma indicação do, também carnavalesco, Edson Pereira a direção da escola. Em 2019, Edson assina a direção e coordenação artística da vermelha e branca da Zona Oeste.

    batata bangu 7“Quando a escola fez contato com o Edson pra vir para cá, ele já tinha acordado com a Unidos de Vila Isabel. Foi aí que ele me indicou, na condição de ele ser o coordenador artístico para me dar um suporte e a gente pensar juntos a narrativa do desfile. Quando decidimos por esse enredo foi porque, tanto eu, quanto o Edson, estamos saturados de alguns enredos que passam na Série A. Seja por conta de plástica, de material e/ou de identidade visual. Já deu! Já teve muita gente, muito santo e muito orixá homenageado”.

    Porém, não foi simples conseguir emplacar um enredo sobre a batata. Alex enfrentou uma série de resistências ao tema, desde por parte da direção da agremiação, até mesmo por parte dos torcedores e componentes da escola No entanto, ao longo do processo de confecção do desfile, o carnavalesco foi provando que a batata poderia sim virar samba.

    batata bangu 9“Muita gente torceu o nariz para esse enredo. E mesmo sendo um tema específico, não tínhamos e ainda não temos patrocínio. Quando foram apresentadas as fantasias, todos ficaram abismados. Até mesmo porque o povo achava que a ala 1 seria a batata chips, a ala 2 batata purê, a ala 3 batata palha….. E nós brincamos com isso. Apresentamos a história e perguntamos: onde está a batata? É uma surpresa que estamos armando, com a comissão de frente e no final do desfile”.

    Ao longo da entrevista concedida ao CARNAVALESCO, Alex de Oliveira acabou contando um pouco mais acerca das surpresas que prepara para o desfile. E ainda revelou qual o material mais inusitado que foi utilizado na parte plástica da Bangu para esse ano.

    batata bangu 5“Tem um material que o Márcio, chefe dos aderecistas, quase enfartou. Compramos um metro de vegetação pronta, e tínhamos de transformar em 100 metros lineares desta vegetação. Tivemos de juntar pedaço por pedaço, e ainda assim, não deu para decorar o carro todo. Teremos de comprar mais material para terminar. Temos algumas ideias e soluções alternativas ou inusitadas que são surpresas e que não podemos revelar. Eu gostaria que todo mundo prestasse atenção no trabalho do Luis Carlos e da Natasha Lima, que são os coreógrafos que estão fazendo nossa comissão de frente. Eles, junto comigo, com o Jeferson, com o Tiago e com o Marcelo Augusto, que trabalha com o Marcelo Misailidis na Beija-Flor. Estamos na expectativa de ser uma surpresa enorme nossa abertura de desfile”.

    Alex também revelou que a Unidos de Bangu utilizará de movimentação de esculturas em todas as suas alegorias. Ele ainda garantiu que toda estrutura é nova, e não reaproveitada.

    “Em todos os carros teremos efeitos da nossa equipe de Parintins. Além da parte hidráulica e elétrica com gerador. Tudo sendo construído do zero. Tudo novo. Eu vou ficar muito satisfeito e emocionado na hora de anunciar que vai começar o desfile. Esperamos a comunidade brilhar. A passarela é deles”.

    A crise e o atual modelo da festa

    Antes de fazer esse retorno ao carnaval pela Bangu, o último carnaval que tinha sido assinado por Alex era o da Rocinha em 2016, também pela Série A. Uma experiência que marcou negativamente o carnavalesco, e o fez começar a repensar sobre os rumos que a festa tomou nos últimos anos.

    batata bangu 4“Confesso que após aquele ano de 2016 eu disse que jamais faria carnaval novamente. Fiquei traumatizado. Era possível até voltar a ser Rei Momo. Mas, jamais voltar a trabalhar em barracão. As pessoas não tem noção. Acho que os desfiles das escolas estão fugindo do carnaval. Falta alegria, jocosidade, loucura, sarcasmo. Falta ter mais prazer de brincar, do que só se preocupar com campeonato e com problema. Se as escolas valorizassem mais o samba que fazem, em detrimento da plástica que elas gastam, até mesmo porque ninguém mais tem dinheiro, voltaríamos à essência das escolas. Que é uma agremiação para unir vários tipos de pessoas. Eu não sou dirigente e nem gestor de nada. Mas, por conta de ter sido rei momo por 10 anos, eu analisei essa situação. E todo ano, qualquer bloco de personalidade ou não, junta um monte de pessoas. Números como duzentos mil, um milhão, dois milhões de pessoas. As escolas, hoje em dia, não desfilam nem com cinco mil pessoas, até pelo tempo não permitir. E até as escolas que oferecem fantasias gratuitas, estão com dificuldades de ter componente. É preciso rever tudo isso. Esse carnaval atípico veio para ser um marco daqui pra frente”.

    E mesmo em meio a uma das maiores crises da história da festa do momo, Alex de Oliveira resolveu retornar aos barracões. Ele contou que redescobriu o prazer em se fazer carnaval esse ano, em meio a tantas dificuldades.

    “Nem que seja pra sofrer de prazer. Tem que ter, para conseguir fazer. Cada um aqui é parcela fundamental no processo. Eu dependo do rapaz que está ali emendando fio para fazer a solda, do eletricista que trabalha em obra comigo e que vem aqui ajudar a montar projeto de iluminação, dependo do presidente, do vice-presidente, da cozinheira, da faxineira… Carnaval é isso. Quando a agremiação foi fundada, há algumas décadas atrás, era para isso. Juntar um grupo de pessoas para ter prazer de brincar carnaval. Isso não pode se perder”.

    E a criatividade foi uma das ferramentas encontradas pelos carnavalescos para lidarem com a ausência de dinheiro e de material. Alex de Oliveira não foi exceção à regra. Ela foi fundamental para lidar com adversidades enfrentadas pela escola, como o despejo de seu antigo barracão.

    batata bangu 3“Sofremos um revés bem no início da nossa preparação, por conta da escola ter perdido o barracão que tinha. Tivemos de começar do zero. A obra do novo barracão começou em junho e só foi entregue praticamente no Natal. Só começamos a fazer as alegorias em janeiro. É aí que a criatividade se faz ainda mais fundamental, para enxergar a solução. Eu leciono uma disciplina na universidade que é inovação e criatividade. Eu me tornei coordenador de empreendedorismo. Então, o primeiro passo, é saber que não tem. Por exemplo, você só tem vinte copinhos de água que catou do lixo. Dá teu jeito, e faz virar dez quilos de batata. Falar de fora e reclamar, é fácil. Mas tem muita gente que aponta e não sabe o que é vivenciar o barracão, e todas as dificuldades que as escolas têm. Não adianta reclamar, bater o pé. Tem que fazer. Nós temos as noções da dificuldade, claro que queríamos um material mais sofisticado. Mas, o carnaval é um evento efêmero, para passar em 60 minutos. Temos de valorizar mais o samba no pé e menos dinheiro de ferro, madeira e estrutura”.

    batata bangu 2Alex também confidenciou que ao aceitar a missão de fazer o carnaval da Bangu em 2019, não encontraria um cenário apropriado. Por esse motivo visou, desde o início dos trabalhos, tomar medidas e precauções acerca do que poderia vir. Atitude que ajudou a amenizar um pouco o impacto da crise de verba e falta de apoio.

    “Nós já sabíamos que não podia contar com o dinheiro do governo municipal. Então, a própria diretoria foi tocando na medida do possível. O primeiro recurso que entrou foi para a construção do barracão da escola. Então, saímos do zero. Desde maio, eu como arquiteto, venho desenhando o projeto de retratação da quadra do Salgueiro. Então, o presidente atual de lá, André Vaz, nos cedeu uma alegoria que eles não vão usar. Que é o nosso carro 3, que é bem grande, com estrutura de Especial. Nele virão em torno de 100 pessoas. Terá até uma banda marcial que retratará o baile”.

    Solução em meio às dificuldades

    O carnavalesco Alex de Oliveira concilia seu trabalho no barracão da agremiação com sua outra ocupação, como professor universitário. E foi no meio acadêmico que o artista encontrou algumas das soluções para problemas que vivência devido à crise. Em parceria com a instituição onde trabalha, Alex criou um programa de estágio supervisionando, onde jovens que estão cursando a diversas áreas trabalham em várias etapas do carnaval da Bangu, colocando em prática teorias que aprendem em sala de aula.

    batata bangu 1“Eu não sei se felizmente ou não, eu não vivo da profissão de carnavalesco, pois eu sou professor universitário. E esse ano, isso está sendo um diferencial da Bangu. Eu convenci a direção da Veiga de Almeida, onde trabalho, a me dar a chancela de criar um convênio de estágio supervisionado pra todos os cursos de graduação da universidade. Ao invés de procurarmos materiais inusitados, estamos usando material clássico de carnaval e uso de uma mão de obra nova em carnaval. Muitos jovens jamais pensaram que teriam mercado de trabalho no carnaval. De engenheiro a profissional de letras, passando por direito e comunicação. Todo mundo que gosta de carnaval e que é aluno da graduação, teve essa oportunidade vir aqui enxergar isso. E como eu leciono na engenharia, tem mais aluno de engenharia e arquitetura. Eles não imaginavam que no carnaval, a engenharia civil pode ser um campo fértil de trabalho. Muitos acham que só podem apenas trabalharem em obra. Mas, quando olha um carro alegórico e identifica que ele é um edifício de uns 12 mastros, com 4 pavimentos e que precisa de um responsável técnico para assinar um documento, para que todas as pessoas que estão ali em cima não corram risco de vida, então percebemos que, cada vez mais, precisamos de profissionais qualificados. Esse é um diferencial que temos aqui na Bangu, e quem sabe um legado para o dia de amanhã. Espero que a diretoria mantenha essa metodologia. Pois, é gente jovem, que está com gás e vontade de mostrar trabalho. Tal qual a Bangu, que voltou a desfilar e agora está tentando retomar a trajetória de vitórias”.

    Entenda o desfile

    Com o enredo “Do ventre da terra, raízes para o mundo”, a Unidos de Bangu abrirá a segunda noite de desfiles da Série A, no sábado de carnaval. A escola desfilará com em torno de 1800 componentes, distribuídos em 15 alas e 4 alegorias, sendo o abre-alas da agremiação acoplado.

    Setor 1: “Vamos abrir com os Incas, que é o povo originário que plantava batata. Eles cultuavam a batata como se fosse uma divindade. Inclusive, nos dias atuais no Peru, tem o dia nacional da batata em seu calendário oficial. Será um setor mais folclórico e original, com indumentária típica desta população”.

    Setor 2: “O segundo setor é a chegada da batata e o primeiro contato dela na Europa, após ser levada pelos espanhóis. Temos algumas curiosidades que são verídicas. Primeiro: a batata era amaldiçoada, discriminada, demonizada e excluída. Como ela era tirada da terra, e não era citada no antigo testamento, as pessoas falavam que não se podia comer. Aí ela se tornou um alimento animal, era servida para porco, cavalo e outros animais. Até que temos um fato marcante: o papa Pio IV se curou com a papa da batata. Ele teve uma enfermidade, tipo pneumonia ou tuberculose, e conseguiram curá-lo com o uso deste medicamento quente por alguns dias, coisa que no interior do Brasil se usa até hoje. Tem gente que quando está com enxaqueca coloca batata na cabeça”.

    Setor 3: “Nessa transição, de alimento animal para alimento das pessoas, ela virou artigo de decoração. Vamos citar todos os países que, após a Espanha, tiveram o uso frequente da batata no seu cotidiano, como é o exemplo da Alemanha, Irlanda e até dos Estados Unidos. O próprio presidente Thomas Jefferson levou a batata para ser consumida numa solenidade. E fechamos o setor com o carro 3, a epopeia e o apogeu da batata com o baile do croquete de Luis XVI. Quando ele ascendeu ao trono, todo ano o povo esperava que ele apresentasse um herdeiro, e como ele tinha uma limitação física, ele não tinha condição de ter filhos. Ele contratou um famoso cozinheiro chamado Parmentier, para tentar fazer a batata ficar de um jeito comestível. Ele cria a estratégias de acomodar uma quantidade considerável de batata nos jardins do Palácio de Versalhes, sob uma escolta grande de soldados, que no final do dia, se afastavam deste armazenamento. As pessoas achavam que aquilo era muito caro porque estava protegido, e no fim da noite, aquilo era saqueado. Tudo isso era proposital para fazer as pessoas conhecerem a batata. Até que ele pensou numa outra estratégia, fazer um baile. Pois, se toda a corte começasse a usar a batata, a população iria imitar. Daí teve o baile oficial do croquete de Luis VXI, antes da queda da Bastilha. A população começou a brincar, pois ao invés de apresentar um filho, ele apresentou uma batata”.

    Setor 4: “No quarto setor, nós falamos de Brasil, Brasil celeiro do mundo. Pois, foi através de D. Pedro I e Leopoldina que a gente tem esse primeiro contato com a batata, até que chegarmos ao agronegócio. No nosso último carro, deixamos reforçada a mensagem de paz, que é aquela ideia inicial do Deus Sol Inca, em que devemos olhar e valorizar nossas próprias raízes e solo. Ali enxergamos a solução para nossos problemas. E a nossa própria Unidos de Bangu, olha para sua comunidade na Zona Oeste que sofre com uma série de mazelas o ano inteiro e se reestrutura. Teremos alguns convidados que são característicos da Zona Oeste e de Bangu, como a participação do time oficial do Bangu Atlético Clube. Apresentamos a batata como o novo símbolo da paz”.

    Grupo formado por intérpretes faz show recheado de clássicos da música brasileira e do carnaval

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      Por Lucas Santos

      IMG 20190220 220456141Já conhecidos do grande público por suas vozes inconfundíveis na Marquês de Sapucaí e no Anhembi, Bruno Ribas (São Clemente e Tom Maior), Evandro Mallandro (Grande Rio), Leonardo Bessa (Tucuruvi), Tinga (Vila Isabel e Águia de Ouro) e Wantuir (Unidos da Tijuca) mostraram um outro lado do talento ao interpretarem clássicos da música popular brasileira. Durante pouco mais de uma hora e meia, na noite desta quarta-feira, na Sala Municipal Baden Powell, em Copacabana, o grupo apresentou sambas, partido alto, pagodes “fundo de quintal”, e, claro, o que não poderia faltar, sambas-enredo. O quinteto, que vinha utilizando o nome Setor 1, revelou para a reportagem do CARNAVALESCO a decisão de mudar o nome para “Vozes da Avenida”, título dado ao show. O grupo entende que o nome tem uma relação mais direta com o trabalho que pretende realizar.

      IMG 20190220 214353737Parado há mais de um ano, o ainda Setor 1 viu, através de um convite da organização do projeto “Vem pro Carnaval na Casa da Bossa”, a oportunidade para dar continuidade ao trabalho. Para isso, nos últimos meses, os cantores mergulharam fundo em ensaios conciliando com as inúmeras obrigações que possuem nas escolas de samba. O mais experiente do grupo, Wantuir, falou da importância de se valorizar o trabalho da classe dos intérpretes no país.

      “Vocês não imaginam a nossa satisfação. Nós somos uma classe que não é tão grande, mas é muito representativa da cultura no Brasil. Falando de carnaval, a gente já sabe: o poder público não ajuda mesmo. Passou o carnaval e nós temos que continuar trabalhando. E mostrar a qualidade do sambista que é o ano inteiro”, desabafa o cantor.

      IMG 20190220 214021108O show começou com cada intérprete proferindo seu grito de guerra. Do “Entra em cena…”, de Bruno Ribas, passando pelo “Solta o bicho” do Tinga, e também pelos “tá bom a Bessa” e o “que beleza, que beleza…” de Evandro Mallandro até chegar ao “Que show, que show” de Wantuir que deu a senha para os primeiros acordes de “A voz do morro”, de Zé Kéti, música escolhida para abrir a noite. Depois, a primeira hora foi recheada de clássicos da música popular brasileira divididos por cada cantor contando sempre com os arranjos de voz dos outros integrantes. Entre os sucessos apresentados destacaram-se “O mundo é um moinho” de Cartola, “Lama das ruas” de Zeca Pagodinho, “Você abusou” de Toquinho, “Trem das onze” de Adoniran Barbosa, “Não deixa o samba morrer” de Alcione e as emocionantes homenagens para Dona Ivone Lara com a música “Acreditar” e a Neguinho da Beija-Flor com “Negra Ângela”, nestes momentos rendendo algumas palavras carinhosas de Bruno Ribas. Tinga explicou como se deu a escolha do repertório.

      “Cada um escolheu a música que se sente mais a vontade de cantar. Eu, por exemplo, gosto muito de cantar a “Lama das ruas”. A gente foi criando, foi se juntando e a ideia é realizar um “pot-pourri” de partidos altos, de sambas-enredo que a gente normalmente canta. Ficou muito fácil pra gente, pois cada um cantou aquilo que gosta”, confessa o intérprete da Vila Isabel.

      Todos os integrantes do grupo mostraram não só o já conhecido talento com a voz, mas também a aptidão para os instrumentos. Com Mallandro no banjo, Bessa no cavaco, Wantuir no pandeiro, e Bruno Ribas no tantã. A primeira parte do show foi com os cinco sentados em uma grande roda de samba. Leonardo Bessa falou sobre a relação com o instrumento e o domínio do cavaquinho apesar do grande número de compromissos com o carnaval.

      IMG 20190220 212657393“A verdade é que a gente não para. No começo da carreira eu já tocava cavaquinho, andava junto com o canto. O mais importante deste encontro é a gente ter a oportunidade de tocar e cantar o que a gente gosta sem a responsabilidade do samba que defende nas nossas escolas. E estar no palco e mostrar para o público outro lado do cantor para o povo ver que o intérprete de samba-enredo não faz só aquilo. Mostrar para o público que a gente vai muito além da Avenida”, explica Bessa.

      Para o final do show ficaram guardados os clássicos de carnaval que animaram e emocionaram o público. Entre eles, estavam “Peguei um Ita no Norte”, “É hoje”, “O Ti ti ti do Sapoti” e “Aquarela Brasileira” que encerrou o espetáculo. Do grupo iniciado em 2012, algumas mudanças foram realizadas. Nesta volta, a principal diferença foi a presença de Evandro Mallandro que fez sua estreia no agora quinteto. Para o futuro o grupo está analisando alguns convites recebidos para definir a data dos próximos compromissos. Bruno Ribas espera que o grupo possa romper a barreira dos artistas para além do carnaval.

      “Esse grupo aqui vai longe demais. Essa galera aqui a gente já convive muito tempo junto. A gente executa música junto. E poder caminhar junto para focar em um objetivo, a gente olhar um horizonte e buscar aquilo ali, ter o sonho realizado, é melhor que um achado. Acontecendo tudo muito bem, nós podemos furar um bloqueio (imposto aos intérpretes de carnaval, formando grupos para tocar música fora do universo dos sambas-enredo) que está aí uns 40 anos”, acredita o cantor da São Clemente.

      A produção musical do espetáculo foi organizada e dirigida por Vicente Felisberto e Odilon Sete Cordas, e conta com o apoio musical em outros instrumentos como violão, flauta, cavaquinho e surdo de amigos convidados pelos intérpretes.

      Alberto João: ‘Minha expectativa para o desfile da Mocidade em 2019’

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      Médicos liberam ida de Arlindo Cruz ao desfile da X-9 Paulistana

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      x9 ET1702 2019 28Segundo informações apuradas pela reportagem do site CARNAVALESCO, os médicos do Arlindo Cruz liberaram a ida do cantor para o desfile oficial da X-9 Paulistana na sexta-feira, dia 01 de março.

      O diretor de carnaval Pê Santana revelou que a ida do artista para São Paulo ainda depende de outros fatores.

      “Seria um grande acontecimento pro carnaval, mas tem muitas coisas envolvidas. Teria que vir muitos médicos e estamos analisando a possibilidade”.

      Quadra da Unidos da Tijuca é a nova casa da festa de premiação do Estrela do Carnaval 2019

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        estrela tijuca2019O prêmio Estrela do Carnaval, oferecido pelo site CARNAVALESCO aos melhores do carnaval, completa 12 edições em 2019 com grande novidade: um novo lar. A festa de premiação acontecerá na quadra da Unidos da Tijuca, Avenida Francisco Bicalho, 47, no Santo Cristo, e será no dia 14 de abril de 2019.

        O prêmio começou no Hotel Intercontinental, em São Conrado, na parceria com o site do jornalista Sidney Rezende, e, por sete edições consecutivas foi realizado na quadra do Salgueiro. Como o local estará em obras nos meses de março e abril não foi possível seguir a premiação na quadra salgueirense.

        Durante o anúncio oficial da nova sede da premiação do Estrela do Carnaval, o presidente da Unidos da Tijuca, Fernando Horta, frisou a importância de receber na quadra os melhores do Carnaval 2019, segundo os jurados escolhidos pelo site CARNAVALESCO.

        estrela carnaval“É muito importante para Unidos da Tijuca ter esse evento na nossa quadra. Agradeço ao site CARNAVALESCO ter escolhido nossa quadra. Sei que vocês estavam há anos na co-irmã Salgueiro, mas infelizmente eles não puderam fazer esse ano por motivo de obras, mas espero fazer não só esse ano como todos os próximos. Para escola é uma satisfação muito grande, porque é prêmio de grande importância e uma coisa muito séria no carnaval”, disse o presidente tijucano.

        O Editor-Executivo do site, o jornalista Alberto João, agradeceu ao presidente Fernando Horta e ressaltou que novidades vão ser divulgadas nos próximos dias. “A festa de premiação está marcada para o dia 14 de abril. Antes dos desfiles vamos divulgar os quesitos e os jurados. O resultado dos vencedores será divulgado na terça-feira de carnaval. Agradecemos o carinho da Unidos da Tijuca em abrir suas portas para nossa premiação e reafirmamos nosso respeito com que sempre fomos tratados e recebidos nessas sete edições do Estrela do Carnaval na quadra do Salgueiro”.

        Vídeo: samba de 2019 da Mangueira no show com Chico Buarque, Leci, Alcione e Maria Bethânia

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        Barracões: Leandro Vieira prepara Mangueira com seu ‘carnaval mais difícil e na plenitude artística’

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        Em ‘História para ninar gente grande’ o carnavalesco da Mangueira, Leandro Vieira, vai trazer para o maior espetáculo da terra heróis que não constam nos livros de história. A proposta do desfile da verde e rosa é despertar senso crítico em uma população ‘ninada’ por aspectos da história que coloca o povo à margem das lutas e decisões.

        O artista recebeu a reportagem do CARNAVALESCO no barracão da Mangueira e adianta que em seu desfile dois setores inteiros (de cinco) serão dedicados à história do índio no Brasil. (Fotos: Oscar Liberal)

        barracao mangueira2019 1“Esse é o meu carnaval mais difícil, mas ele também é artisticamente onde estou mais bem colocado. Estou na plenitude no sentido de fazer algo que acho preciso ser falado. Eu sou estudioso da cultura indígena. A história do índio no Brasil é uma das maiores perversidades da sociedade brasileira. O brasileiro não se reconhece indígena, com uma das maiores populações da América Latina. Aqui todo mundo é índio. Existe a construção de uma narrativa proposital, de associar o índio ao opositor do progresso. O cristianismo o associou a um ser sem alma. Propositalmente eu dedico dois setores inteiros à cultura e à resistência indígena. O mangueirense vai conhecer a história do negro herói e não escravo. A escola de samba precisa fazer as pessoas conhecerem Luiza Mahin, Danara, Luiza Garcia, Francisco José”, conta Leandro.

        Leandro Vieira, como se diz na gíria moderna, ‘chegou chegando’. O impacto gerado pelo seu desfile de estreia pela Caprichosos de Pilares o levou à Mangueira. Na verde e rosa foi campeão em seu ano de estreia. Colhendo os frutos de um artista politizado e com aguçado senso crítico, Leandro Vieira revela à nossa reportagem que a escolha do enredo da Mangueira é uma reação ao projeto Escola Sem Partido, que segundo ele busca gerar cidadãos ‘sonolentos’.

        barracao mangueira2019 6“Eu sou uma pessoa com senso crítico. Em 2018 fiz uma coisa que achei importante, ter o estalo do enredo a partir de uma antena ligada com o cenário moderno. Fiz um carnaval através da defesa do meu ponto de vista. O enredo de 2019 surge da discussão do aspecto da Escola Sem Partido. Quais os interesses de se produzir uma sociedade sem senso crítico, que não pensa, que não questiona a história? Pra mim é negar a representatividade e negar com uma população ninada. A partir daí passei a buscar a construção de uma narrativa da história crítica do Brasil, com um viés de representatividade popular. A Mangueira é formada por descendentes dessas minorias. O enredo é para ‘acordar’ gente grande. O Escola Sem Partido quer ninar gente grande. A história que quer dizer que quem concebeu a abolição foi um representante do estado e não a luta negra. Ora, quando a princesa assina a lei os escravos já viviam em uma condição diferente. Por que os heróis são os bandeirantes e não os índios? O monumento às bandeiras é um tributo ao genocídio indígena. Erguem-se essas bandeiras através de uma lógica elitista. Colocam o povo em uma condição de espera. Parece que precisam sempre de alguém para fazer história no seu lugar”, questiona Leandro.

        barracao mangueira2019 8‘Não veio do céu, nem das mãos de Isabel’. O verso do samba mangueirense para muitos indica que o enredo da Mangueira visa a desconstrução da Princesa Isabel, responsável por assinar a Lei Áurea, que tornou livres os escravos no Brasil em 1888. Mas não se trata disso. Leandro explica que a questão envolvendo a abolição que ninguém conta nos colégios é que quatro antes, no Ceará, já haviam negros libertos.

        “Minhas pesquisas começam antes da formatação de um enredo. Gosto bastante de ler. Isso vai acumulando uma determinada bagagem. Há muitos anos tomei conhecimento da história de Luiza Mahin. A partir disso passei a perceber que existiam personagens que precisavam ser contados. O mais surpreendente de tudo para mim foi o fato de a abolição no Ceará ter vindo antes do Brasil, quatro anos. Quem desencadeou esse processo foi um um mulato pobre. Isso é muito representativo. Alguém estudou isso no colégio? Através de uma revolta iniciada no porto do Ceará, despertou a consciência do povo negro. A quem interessa esconder isso?”.

        ‘Se não fosse carnavalesco seria professor de história’, diz Leandro Vieira

        Ao se propor a contar a história que a própria história não conta, Leandro Vieira pisa em terreno arenoso. Como reagirá o meio acadêmico, de professores e historiadores, a uma temática que se propõe a desconstruir os livros de história? Leandro Vieira garante que recebe diariamente elogios de professores de história e que se não tivesse seguido a carreira artística enveredaria para as salas de aula.

        “Eu tenho uma relação maravilhosa com meus professores de história. Aos 17 anos minha única opção era passar para uma universidade pública. Eu queria fazer Belas Artes e me inscrevi na UFRJ. Mas nas demais eu fiz história. Se eu não fosse artista seria professor de história. O Luiz Antônio Simas foi a primeira pessoa fora do meu convívio particular a tomar conhecimento do meu enredo. Recebo diariamente elogios da classe dos professores, repercussão boa. Já usaram o enredo em aulas e provas. Isso prova que minha narrativa é aceita pelo pensamento acadêmico. Eu não estou inventando uma história”, destaca.

        mangueira ensaiotecnico 2019 112Nos bastidores da Mangueira, Leandro Vieira deixou clara sua preferência pela obra que a verde e rosa vai levar para a Marquês de Sapucaí em 2019. Ele considera o samba 100% do sucesso de um desfile e admite que já teve composições de sua preferência derrotados na disputa.

        “O samba de qualidade pode representar 100% de um título, no sentido de contribuir para a conquista. Eu busco hiper valorizar o samba. Os outros quesitos são perfumaria. O meu trabalho é estar à altura da obra da escola. Aqui na Mangueira eu sempre tive liberdade para pensar e demonstrar. Nas reuniões declarei meu posicionamento, mas já perdi samba em 2016 e ganhei em 2017. Eu elegi desde o princípio esse samba mas não foi esse fato que o fez ganhar. A Mangueira possui um grupo de pessoas que decide”, explica.

        Ausência de Chiquinho não afeta construção do carnaval, segundo carnavalesco

        A Mangueira sofreu um duro golpe neste pré-carnaval. Além da crise que assola boa parte dos barracões da Cidade do Samba, o seu presidente foi preso em novembro do ano passado. Sem o mandatário, Leandro garante que o carnaval não sofreu qualquer abalo no aspecto do segmento do cronograma.

        barracao mangueira2019 5“No meu trabalho o impacto foi de zero. Não houve nenhum impacto. A Mangueira possui uma estrutura muito bem definida. Chiquinho delegava funções em cada setor e essas pessoas tocavam cada departamento. As duas pessoas de confiança dele para tocar o carnaval somos eu e Alvinho. Nesse sentido nada mudou. A crise não me afeta. Ela só atrapalha o cara que fez carnaval com grana. Eu desconheço o que é bom nesse aspecto. Fiz Caprichosos de Pilares em 2015, a Mangueira nunca nadou em dinheiro. Enfrentei ano passado um corte de verba de R$ 1 milhão. Talvez isso preocupe quem estava acomodado com uma condição de fartura”, afirma.

        Com cinco alegorias e 26 alas, Leandro Vieira é um carnavalesco que gosta de preservar o segredo do desfile e opta por não explicar os setores do desenvolvimento do enredo. Apurando com pessoas da escola e observando a sinopse fica entende-se que os setores abordarão aspectos históricos através de segmentações, como a história indígena (que estará em dois setores), a negra e a política. Sempre abordando como narradores da narrativa personagens que a história não conta.

        Liesa registra o crescimento de 10% nas vendas dos ingressos para os desfiles do Grupo Especial em 2019

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          heron liesaO Sambódromo da Marquês de Sapucaí deve estar quase todo lotado nos desfiles do Grupo Especial no domingo e segunda-feira de carnaval. A Liesa teve um crescimento de 10% nas vendas de ingressos em todos os setores de arquibancada, além de frisas e camarotes. Em entrevista concedida ao site CARNAVALESCO a informação foi confirmada pelo diretor geral da Central de Vendas da Liesa, Heron Schneider.

          “Crescemos em torno de 10% no geral. Ano passado atingimos 87% da avenida e estou com a expectativa de 95%. Isso é claro é uma estimativa, pode até atingir mais. Tem aquela quebra de 10% na venda do camarote individual”, disse.

          Heron explica que o maior crescimento nas vendas se deu justamente no ativo mais caro da avenida, os camarotes. Ele explica que, mesmo não atingindo a carga total, as vendas devem superar bastante aqueles espaços que foram comercializados no carnaval passado.

          sambodromo2“Vendemos 30% a mais em relação ao ano anterior. Apesar da crise a resposta foi boa e isso nos deixou bem animados. Não devemos atingir 100%, mas atingiremos 90%. No ano passado ficamos em 70%. A realidade é que hoje a passarela tem se caracterizado pela abertura de espaços embaixo dos super camarotes, com lounges. Se pensarmos em público físico, temos mais que nos anos anteriores. Deixamos de vender 30 camarotes. São 450 pessoas. Mas eu supero isso com os super camarotes. Em público vamos ter mais de 50% da capacidade se eu vendesse um a um. Fomos muito procurados por empresas e algumas já pediram reserva para o ano que vem”, explicou. (Fotos: Leo Queiroz)

          Outro aspecto positivo na vendagem de ingressos é com relação às frisas. A Liesa deve conseguir comercializar 100% dos espaços situados à margem da avenida, conforme afirma Heron.

          “As frisas na segunda-feira de carnaval só temos vagas nos setores 8 e 9. Sendo que o 9 é de responsabilidade da Associação Brasileira de Agências de Viagem (ABAV) e eles nos repassaram as sobras. Em ambos setores só temos fila D. No domingo temos 51 frisas apenas. Isso deve acabar até semana que vem. Em 2018 sobraram 190 frisas, algo em torno de 10% do total. Esse ano acredito que comercializemos 100% da capacidade”, afirma.

          Vendas de arquibancadas impulsionadas por ensaios técnicos

          Com relação às arquibancadas especiais, a expectativa de Heron é também a comercialização de 100% dos cerca de 75 mil lugares disponíveis em todos os setores, incluindo os populares.

          sambodromo“No tocante a arquibancadas, ano passado tivemos uma demanda retraída, pois precisamos lembrar que a cidade estava em uma crise muito grande. Funcionalismo sem receber salários. Esse ano, com a reação do Estado foi bem melhor. Estamos com expectativa de vender os 100%. Mas um detalhe a ser registrado é que em 2011 tínhamos 52 mil espectadores como capacidade e hoje 75 mil. É um aumento de 50%, indo na contramão de redução da maioria dos espetáculos. A oferta passou da demanda reprimida que tínhamos. Arquibancada, 90% a gente vende próximo ao desfile. A influência dos ensaios técnicos faz toda a diferença. Muita gente realiza a compra após estar na avenida nos ensaios. É um ativo importante”, destaca.

          Outro fator explicado por Heron é um antigo pleito de muita gente com relação ao parcelamento no pagamento das arquibancadas. Pela internet é possível pagar em até seis vezes, mas segundo o diretor o número de pessoas que opta por este formato de pagamento é irrisório.

          “Muitas vezes as pessoas não compreendem que o perfil do consumidor de carnaval é diferente. As vendas só aquecem após a virada do ano, é uma questão de cultura. Atendemos 7.800 pessoas com 14.000 ingressos até dezembro, e só 24 quiseram comprar em 5 parcelas. 85% compram em uma ou duas. O problema não é de parcelamento. O público do carnaval tem essa característica, que muita gente não sabe”, alerta.

          Super camarotes terão fiscalização para som não vazar para pista

          Heron Schneider também falou ao CARNAVALESCO sobre a venda de ingressos para os desfiles da Série A, na sexta e sábado de carnaval. As arquibancadas começaram a ser comercializadas esta semana e as frisas para a segunda noite de apresentações já estão esgotadas.

          sambodromo“Na Série A as frisas são um sucesso absoluto. Conversamos com o presidente Thor e decidimos manter esses valores. Sábado está esgotado há mais de dez dias e a sexta vai acabar esgotando também, o que jamais havia acontecido. Arquibancada ainda não temos como ter uma noção, pois começou essa semana”, afirmou.

          Heron explicou também que o som dos super camarotes será fiscalizado para não haver vazamento para a pista e desta forma incomodar o público das frisas e arquibancadas.

          “Existe a recomendação nossa deles fazerem um correto isolamento acústico. Quando nos é reclamado de ruído por parte do público nós mesmos vamos até lá e pedimos para baixar o som. E não há qualquer tipo de resistência aos donos dos camarotes. Geralmente,os próprios DJs se empolgam com o público curtindo e acabam subindo o volume. Mas estamos atentos e fiscalizando. A nossa intenção é atender o cliente da frisa da mesma forma que os camarotes”, finaliza.