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Unidos de Bangu lança samba para 2026 nesta sexta com show de Dudu Nobre e Vou Pro Sereno

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A Unidos de Bangu nesta sexta-feira o lançamento oficial do samba-enredo para o Carnaval 2026, do enredo “As coisas que mamãe me ensinou”, sobre a cantora Leci Brandão. O evento acontece na tradicional sede do Ceres Futebol Clube, em Bangu, e contará com entrada gratuita e atrações musicais de destaque. A noite será marcada por shows do Grupo Samba da Cabeça Branca, Dudu Nobre, Vou Pro Sereno e da Unidos de Bangu, além da participação especial das escolas Estácio de Sá e Unidos de Padre Miguel.

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Foto: Divulgação/Bangu

O samba que vai embalar o desfile tem as assinaturas de Dudu Nobre, Junior Fionda e o grupo Vou Pro Sereno, e será apresentado pela primeira vez ao público durante a festa, aberta à comunidade e aos amantes do carnaval.

O evento ainda contará com promoção de balde de cerveja (5 unidades por R$ 26,99 até as 20h).

Serviço
Evento: Lançamento oficial do samba-enredo da Unidos de Bangu para o Carnaval 2026
Data: 3 de outubro (sexta-feira)
Horário: A partir das 19h
Local: Quadra do Ceres Futebol Clube – Rua da Chita, 638, Bangu
Atrações: Grupo Samba da Cabeça Branca, Dudu Nobre, Vou Pro Sereno, elenco-show da Unidos de Bangu, Estácio de Sá e Unidos de Padre Miguel
Entrada franca

Diretamente da Tijuquinha do Borel! Unidos da Tijuca terá terceiro casal de mestre-sala e porta-bandeira mirim

No próximo carnaval a Unidos da Tijuca contará com uma novidade. Desde 2010 desfilando somente com dois casais de mestre-sala e porta-bandeira, para 2026 a agremiação exporta o primeiro casal da sua escola mirim Tijuquinha do Borel e o transforma em defensor do terceiro pavilhão. Brenno Rodrigues e Daphny Mirelly recebem agora a missão de levar para a avenida a bandeira sagrada da escola mãe, representando a juventude amarelo ouro e azul pavão da Unidos da Tijuca na Marquês de Sapucaí.

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Foto: Paloma Mouta/Divulgação Tijuca

Brenno Rodrigues, de 12 anos, carrega no samba a herança da família. Filho de passista e de cavaquinista, cresceu imerso no ambiente das escolas de samba e desde cedo despertou para a arte da dança. Com apenas 8 anos de idade, iniciou sua trajetória como mestre-sala, acumulando quatro anos de experiência na função. Seu talento e desenvoltura chamaram a atenção da comunidade, tornando-se uma jovem promessa do segmento. Em 2024, o novo terceiro mestre-sala chegou à Tijuquinha do Borel para formar par com a porta-bandeira Daphny Mirelly, assumindo a responsabilidade de compor o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da escola. Com disciplina, dedicação e paixão pelo samba, Brenno representa a nova geração que dá continuidade à tradição das escolas de samba, reforçando a importância da juventude na preservação e renovação da arte.

Daphny Mirelly, 15 anos, construiu sua trajetória no samba seguindo os passos da família: filha de ex-porta-bandeira e de ex-ritmista da Tijuquinha do Borel, cresceu envolvida com o universo das escolas de samba e consolidou sua carreira como porta-bandeira. Em 2022, ingressou na Tijuquinha do Borel, assumindo a função de segunda porta-bandeira. No ano seguinte foi promovida ao posto de primeira porta-bandeira, posição em que passou a defender oficialmente o pavilhão da escola. No carnaval de 2024, Daphny deu mais um passo em sua trajetória, formando, ao lado de Brenno, o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da Tijuquinha do Borel. A dupla levou à avenida a tradição e o orgulho da comunidade do Borel. Com nove anos de experiência como porta-bandeira, Daphny alia técnica, disciplina e amor pela arte, reforçando seu compromisso com a preservação e valorização do pavilhão da Tijuquinha do Borel.

A Unidos da Tijuca desfilará na Marquês de Sapucaí dia 16 de fevereiro de 2026, segunda-feira de carnaval com o enredo “Carolina Maria de Jesus”. O enredo é de autoria e desenvolvimento do carnavalesco Edson Pereira.

Salgueiro divulga gravação especial do samba na voz do intérprete Igor Sorriso

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Compositores: Rafa Hecht, Samir Trindade, Thiago Daniel, Clairton Fonseca, Fabrício Sena, Deiny Leite, Felipe Sena, Ricardo Castanheira, JP Figueira, Deco, Marcelo Motta, Dudu Nobre, Julio Alves, Manolo, Daniel Paixão, Jonathan Tenorio, Kadu Gomes, Zé Moraes, Jorge Arthur e Fadico

Eu viajei nos rococós da ilusão
Arte que me inspirou
Reencontrei, no mundo de imaginação
Memórias que você criou
Dos livros revi personagens
Barrocas imagens e nobres lembranças
Ao visitar meus sonhos de faz de conta
Me desenhei criança, voltei a ser feliz

Que ti-ti-ti é esse pelo mundo a me levar?
Naveguei sem sair do meu lugar
Aportei no dia 22 de abril
À sombra de um pau-brasil

Assim descobri meu país
Fauna e flora, pelo seu olhar
Os donos da terra brasilis…
Um jegue me fez balançar…
Nas prateleiras do lado de cá do Equador
Devorei a nação
Andar na Ouvidor virou caso de amor
Pro meu coração

Mestra, você me fez amar a festa
E eu virei carnavalesco
Sonhei ser Rosa, te faço enredo
Mestra, você me fez amar a festa
Tantos alunos por aqui
Segue o legado na Sapucaí!

O LELÊ! EIS A FLOR DOS AMANHÃS
A DÉCIMA ESTRELA BRILHA EM ROSA MAGALHÃES
ONDE O SAMBA É PRIMAVERA, QUE FLORESCE EM FEVEREIRO
NEM MELHOR, NEM PIOR… SALGUEIRO!

Com foco na ancestralidade e representatividade, Milton Cunha detalha concurso da Corte de 2026 renovado: ‘É a cara do carnaval do Rio’

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Em entrevista ao CARNAVALESCO, o comentarista Milton Cunha, responsável pela direção artística do concurso da Corte do Carnaval 2026 do Rio de Janeiro , revela o novo conceito baseado em homenagens a grandes mestres e explica os critérios de seleção que vão além da beleza física, buscando carisma e pertencimento ao mundo do samba. Chamado com antecedência este ano para dar uma “arrumada de cunho artístico” no concurso, Milton Cunha detalhou as mudanças conceituais que visam resgatar a essência e a representatividade do evento. Diferente do ano anterior, quando foi convidado apenas para a final, agora ele teve tempo para implementar uma visão clara, começando pela formação da equipe, que manteve nomes como Wilson Neto, Bianca Monteiro, Alex Coutinho e Mayara Lima, e trouxe o reforço de Fábio Batista, diretor artístico da Mangueira. O pilar da nova fase do concurso é a ancestralidade. Cada noite do evento será dedicada a homenagear mestres que ajudaram a construir a linguagem do carnaval e deixaram um legado inesquecível.

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Foto: Marcos Marinho/CARNAVALESCO

“É uma forma de dizer que ser rei, rainha, moça, princesa, vem lá de trás, que o concurso é tributário de quem abriu o caminho lá atrás. Esse é o conceito”, explicou Milton Cunha.

A lista de homenageados inclui Lygia Santos, Gilsinho, Maria Augusta, Rosa Magalhães, Preta Gil (na final LGBTQIA+), Arlindo e Bira. A lista, que contava com sete nomes, infelizmente, cresceu para oito com o recente falecimento de Gilsinho. Cada tributo contará com uma apresentação de fotos e aplausos, em uma cerimônia de cerca de 10 minutos para relembrar a importância de cada um.

Resgate da representatividade

Milton Cunha reconhece que o concurso passou por uma fase em que “perdeu a representatividade”, com a participação de pessoas sem vínculo com as escolas de samba e a comunidade. No entanto, ele celebra a mudança de rumo.

“Resgatou, resgatou com força. É de escola, passista, vários corpos, tipos, tudo pode. Eu acho que agora é bem representativo”, frisou.

Essa nova fase se reflete diretamente nos critérios de seleção dos candidatos. Para Milton Cunha, a beleza física é relativa e não é o fator principal. O que realmente importa é um conjunto de qualidades que definem a alma do carnaval.

“Eu acho que a seleção é assim: pertencer, ter história, ter a cara, sambar muito, ser bacana, explosivo, enlouquecido”, define.

Ele complementa, afirmando que sua busca é por algo mais profundo: “Eu vou mesmo é pelo carisma, pelo tranchan, por funcionar. Eu acho que a corte tem que funcionar em público, tem que funcionar de longe, tem que ser grande, tem que ser espalhafatosa. É a cara do carnaval do Rio”.

Voz do talento e da negritude

A importância da equipe de instrutores e apresentadores, como Mayara Lima e Alex Coutinho, também foi destacada por Milton Cunha. Para ele, eles representam “a voz da negritude, é o lugar de fala do talento”. Ele ressalta que são artistas que “sabem fazer, eles falam de dentro”, e o papel da direção artística é criar o cenário para que eles possam brilhar. Essa autenticidade é o que, segundo Milton, o público busca.

“O público quer verdade. O público quer saber que essas pessoas não desceram de uma nave espacial naquele palco. Elas são do coração, pertencentes à família do samba”, finaliza Milton Cunha, reforçando que a emoção genuína, como a que Bianca Monteiro certamente sentirá na homenagem a Gilsinho, é o que torna o espetáculo significativo e verdadeiro.

Netos de Martinho da Vila fazem show que celebra 50 anos do álbum ‘Canta Canta Minha Gente’

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A dupla Raoni e Dandara, formada pelos netos do cantor e compositor Martinho da Vila, apresenta no próximo sábado, dia 04 de outubro, às 19h30, no SESC Teresópolis, o show “50 Anos Canta Canta, Minha Gente”. O título é uma referência ao álbum homônimo de Martinho da Vila, primeiro trabalho conceitual do artista, lançado na década de 1970 com músicas que se tornaram antológicas. O espetáculo faz parte da temporada SESC RJ Pulsar 2025, da qual os irmãos participam com quatro shows em quatro unidades da Região Serrana e Sul Fluminense do estado.

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Foto: Bê Lima/Divulgação

Primeira porta-bandeira da Unidos de Vila Isabel, Dandara forma dupla com o irmão desde 2017, quando estrearam na carreira musical com a roda de samba batizada de ‘Canta, canta, minha gente’, projeto que ainda hoje percorre o Brasil com apresentações em palcos ou no formato de roda de partido alto. Em 2021, a dupla de sambistas lançou o primeiro EP, intitulado ‘Atravessando gerações’, com produção da tia Mart´nália e Thiago da Serrinha, pela Sony. Em 2023, os sambistas participaram do Sesc RJ Pulsar, com 14 apresentações do show de divulgação do primeiro EP.

No show “50 Anos Canta Canta, Minha Gente”, Raoni e Dandara levam ao público um roteiro repleto de afetividade, ritmos e memórias que unem gerações da mesma família e reafirmam a força da cultura popular brasileira. A base do repertório são os sucessos do disco lançado pelo avô Martinho em 1974 pela gravadora RCA, que em plena ditadura militar trazia temas como a valorização do negro, a questão indígena e a religiosidade de matriz africana. A faixa-título ‘Canta,canta, minha gente’ surgiu como símbolo de esperança para o povo que sofria no bolso o arrocho econômico do período, e virou símbolo da trajetória e do estilo do artista. “Renascer das Cinzas” nasceu como samba de quadra e hoje é um verdadeiro hino da Unidos de Vila Isabel, escola de Martinho e de toda a família.

“O espetáculo tem uma simbologia muito grande para mim e o Raoni, porque começamos nossa carreira com uma roda de samba também chamada ‘Canta, canta, minha gente’, em 2017; então é uma homenagem e um agradecimento ao nosso avô, levando ao palco o DNA da família em forma de música, dança e muita alegria. E este ano tem sido muito especial para mim, porque volto a ser primeira porta-bandeira em que nasci e desfilei desde criança, e onde fiz minha estreia como porta-bandeira. Depois de defender as bandeiras da União da Ilha e do Paraíso do Tuiuti, estou de volta à minha amada Vila Isabel”, conta Dandara, que faz par com o mestre-sala Raphael.

Roteiro de sucessos – Com novos arranjos e versões, estão no repertório do show sucessos como “Disritmia” – canção que na época chegou a ser questionada pela ditadura por ter a palavra “porre” na letra -, o samba-enredo “Tribo dos Carajás” – cuja pressão dos militares tirou a obra da disputa de sambas na escola do compositor -, além de “Nego vem cantar” e “Festa da umbanda”. Outras composições de Martinho, como “Mulheres” e “Casa de bamba”, e algumas autorais da dupla, como “Atravessando gerações” e “Que preta é essa”, também entram na roda.

“Nosso novo show é uma festa de celebração à música, ao samba e à família, que começou com nosso avô e segue viva nas novas gerações dos Ferreira; é uma homenagem não só ao Martinho avô, mas ao Martinho da Vila que é um grande mestre da Música Popular Brasileira, que construiu um legado musical e segue inspirando gerações de artistas e fãs”, resume Raoni, que é compositor e desfila na bateria da Unidos de Vila Isabel.

Primeiros netos de Martinho da Vila, Raoni e Dandara são filhos de Analimar, que assina a direção geral do show, além de tocar percussão e fazer backing vocal. O irmão caçula Guido também se apresenta na percussão. Já a tia Mart’nália aparece no roteiro musical, com alguns sucessos reinterpretados pela dupla. A direção musical é de Júlio Florindo.

SERVIÇO
Raoni & Dandara – 50 Anos de Canta, canta, minha gente
SESC Teresópolis
Av. Delfim Moreira, 749 – Várzea, Teresópolis – RJ
Dia: sábado, 04/10/2025
Horário: 19h30
Ingresso: R$ 15 (inteira); R$ 7,50 (meia); grátis para PCD
Classificação: Livre

‘Crias da Imperatriz’ realiza primeiro ensaio oficial e inicia concurso para corte do Carnaval 2026

De olho em sua estreia no Carnaval 2026, a ‘Crias da Imperatriz’, escola mirim da Imperatriz Leopoldinense, realizou na quadra da escola-mãe, em Ramos, Zona da Leopoldina do Rio, seu primeiro ensaio oficial. Com cerca de 350 crianças no ensaio, a escola também deu início a um concurso para definir sua corte na Marquês de Sapucaí. 32 candidatas fizeram parte desta primeira etapa e 17 seguem na competição, que terá sua segunda fase em outubro.

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Foto: Nelson Malfacini/Divulgação Imperatriz

O júri da primeira fase foi composto por nomes consagrados do Carnaval carioca. Belinha Delfim (Musa da Viradouro), Luciene Santinha (Musa da Grande Rio), Vick Campos (Musa da Portela), Mari Mola (Musa da Unidos de Padre Miguel), Dandara Vital (Assistente do Carnavalesco Leandro Vieira) e Mara Rosa (Presidente do Aprendizes do Salgueiro) prestigiaram o evento e analisaram todas as crianças com muito entusiasmo.

“É um momento muito especial esse início, pois era um sonho antigo da Imperatriz e também da nossa comunidade. Há meses planejávamos esse dia, então ver essa quadra lotada nos orgulha demais. A competição é simbólica, porque aqui na ‘Crias’ todas têm o seu valor igual e vão brilhar no nosso desfile. Só tenho a agradecer aos presidentes de honra Catia e João Drumond pela oportunidade de conduzir tantos sonhos e sorrisos, e a todos os envolvidos neste projeto lindo”, afirmou Rafaela Theodoro, presidente da escola mirim e defensora do pavilhão verde, branco e dourado há 15 anos.

O concurso contou com a apresentação de Marcio Dellawegah e Sabrina Sant’Ana, diretores artísticos da Rainha de Ramos. Mestre Lolo, vice-presidente da escola mirim, também esteve presente.

Em seu primeiro Carnaval, a ‘Crias da Imperatriz’ promete marcar os corações dos componentes e sambistas. O desfile terá como enredo uma grande homenagem à Rosa Magalhães, eterna carnavalesca da Imperatriz e maior vencedora da Era Sambódromo. Pelas mãos do carnavalesco Leandro Vieira, a escola mirim irá recriar o histórico desfile de 2005: “Uma Delirante Confusão Fabulística”.

A ‘Crias da Imperatriz’ desfilará na sexta-feira pós Carnaval, um dia antes do tradicional desfile das Campeãs.

Musas da Unidos de Vila Isabel recebem croquis das fantasias para o desfile de 2026

A Unidos de Vila Isabel entregou oficialmente às suas musas os croquis das fantasias que brilharão na Sapucaí durante o Carnaval de 2026. O grupo será formado por Gabi Martins, Luiza Caldi, Vivi Winkler, Dandara Oliveira, Monique Rizeto, Ainee Coutinho, Ray Figliuzzi, Juliana Moraes, Yasmin Lima e Ciça Ferreira. Entre as estreantes estão Ainee Coutinho e Ray Figliuzzi, além das três vencedoras do Concurso de Musa da Comunidade, Juliana Moraes, Yasmin Lima e Ciça Ferreira, realizado durante a disputa de samba da escola. Emocionada ao receber sua fantasia, Yasmin Lima relembrou sua trajetória:

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Foto: Divulgação/Vila Isabel

“Comecei na Vila Isabel como passista em 2022, mas sou ligada à escola desde sempre, por ser do bairro e pela influência da minha família. Representar a escola, o bairro e a comunidade é um dos melhores momentos da minha vida. Estou emocionada com o croqui da fantasia e animada para brilhar na avenida em 2026, ao lado desse time de musas maravilhoso.”

Ciça Ferreira, também eleita no concurso, destacou a importância simbólica do cargo:

“Chegar como passista e conquistar o cargo de musa foi um sonho realizado. Estou feliz em representar a Vila Isabel, contar um pouco do samba-enredo e participar de algo tão significativo para a história de Heitor dos Prazeres. A fantasia foi feita com muito carinho, e espero encantar a todos na avenida.”

Juliana Moraes, terceira vencedora, celebrou a oportunidade de representar a comunidade:

“Representar a Vila Isabel é muito especial para mim, porque a escola valoriza ancestralidade, negritude e identidade. Vir como uma musa da comunidade, pé no chão, reforçando esse pertencimento. Desfilo na Vila há cinco anos e, como mãe e pedagoga, acredito ser fundamental transmitir às crianças a importância de conhecerem suas raízes e valorizarem a própria cultura.”

Com o enredo “Macumbembê, Samborembá: Sonhei que um sambista sonhou a África”, a Vila Isabel se prepara para um desfile que celebrará a arte, a ancestralidade e o samba, inspirado na obra de Heitor dos Prazeres — artista plástico, compositor e um dos grandes nomes da cultura carioca.

Carlinhos Salgueiro reforça a União de Maricá como destaque performático para o Carnaval 2026

A União de Maricá segue reforçando sua equipe para o Carnaval 2026 e confirmou, nesta quinta-feira (2), a chegada do artista Carlinhos Salgueiro. Um dos nomes mais respeitados do samba, ele será destaque performático do desfile “Berenguendéns e Balangandãns” e levará para a Avenida a consagrada Ala do Maculelê, prometendo abrilhantar ainda mais a apresentação da escola na Série Ouro.

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Foto: Ney Junior/Divulgação Maricá

Carlinhos Salgueiro construiu uma carreira sólida no carnaval e no samba, com passagens marcantes no Brasil e no exterior. No último carnaval, venceu o Estandarte de Ouro de Melhor Ala de Passistas pela Academia do Samba, além de ter conquistado ao longo da trajetória prêmios como Samba Net, Prêmio Jorge Lafond, dentre outros.

Nascido na comunidade do Andaraí, no Rio de Janeiro, Carlinhos é diretor artístico do Salgueiro. Fora da Sapucaí, sua carreira internacional também é referência: foi coroado Rei da Folia em Londres, eleito Rei do Samba na Austrália, recebeu na Alemanha o título de Embaixador do Samba Internacional, além de já ter brilhado na Suíça, na Argentina e, mais recentemente, no Carnaval de Hollywood. Professor de dança, já ministrou workshops em 37 países e criou o método Samba Diva, utilizado por professores de samba no mundo inteiro. Ele comentou sobre a oportunidade de integrar a escola maricaense, refletindo também sobre como a arte transformou a sua vida:

“Nunca imaginei que o samba fosse me levar a conhecer o mundo e me transformar em referência. Era um sonho e hoje é realidade. Nasci no Andaraí e levo minhas raízes em tudo o que faço. Hoje, poder trabalhar com o Leandro Vieira é um presente, pois considero ele um gênio da nova geração. Quero agradecer à presidência da União de Maricá pela confiança e dizer que vem aí um grande projeto, que vai marcar o carnaval”, garantiu o sambista.

A chegada de Carlinhos se soma ao projeto da União de Maricá de valorizar as pessoas do carnaval. A escola já conta com a rainha de bateria Rayane Dumont, a musa da comunidade Aninha Estrela e a recém-convidada Thay Rodrigues como musa, reforçando a presença de nomes ligados ao samba em seu elenco.

Em 2026, a União de Maricá será a sexta escola a desfilar no dia 14 de fevereiro, na Marquês de Sapucaí, pela Série Ouro.

Sambistas se despedem de Gilsinho e exaltam legado do cantor

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Portela 4O falecimento do intérprete Gilsinho, uma das vozes mais marcantes da história da Portela e do carnaval carioca, gerou grande comoção. Em meio à despedida, sambistas e dirigentes prestaram homenagens, lembrando a trajetória e a importância do cantor para a escola e para o samba.

O diretor de carnaval da Portela, Junior Schall, destacou a energia e a presença insubstituível do intérprete, ressaltando a forma como ele conseguia transformar o ambiente ao seu redor.

“Um irmão que sai desse plano, mas continua com a gente. O Gilsinho era referência de vida e amor para o portelense. Sua presença é insubstituível, um cara com uma estrela fora do comum, que evocava o melhor de cada um de nós. Onde ele dedicava seu talento, algo de muito bom estava por vir”.

A rainha de bateria da Portela, Bianca Monteiro, lembrou da emoção que a voz de Gilsinho despertava na comunidade e em todos que o ouviam.

“O Gilsinho era a voz que arrepiava a gente, que fazia o coração bater mais forte. Era impossível não se emocionar quando ele puxava o samba. Ele tinha uma luz única, uma força que contagiava toda a escola. Vai ser muito difícil entrar na avenida sem ele. O que fica é a saudade e o orgulho de ter vivido tantos momentos lindos ao lado dessa voz que será eterna”.

A vice-presidente da escola, Nilce Fran, ressaltou a relação de origem e pertencimento do intérprete com a Portela, onde cresceu e se consolidou como um dos maiores nomes do carnaval.

Portela 5“Gilsinho era cria desse chão. Cresceu com pai, artista, músico, baluarte, e se tornou uma das maiores vozes do carnaval. Estamos sem saber para que lado ir. Perdemos a nossa voz. O desfile de 2026 será dedicado a ele, que completaria 20 anos de carreira”.

O carnavalesco da agremiação, André Rodrigues, reforçou a dimensão artística e pessoal do cantor, lembrando dele como símbolo de emoção e de amizade.

“O Gilsinho não era apenas a voz da Portela, ele era a alma que conduzia o nosso canto. Um intérprete diferenciado, capaz de transformar samba em emoção. Para mim, fica a lembrança de um parceiro generoso, amigo leal e profissional impecável. O carnaval perde um dos seus maiores intérpretes e a Portela perde a sua voz mais marcante”.

Entre os colegas de profissão, o intérprete da União de Maricá, Zé Paulo, lembrou da convivência recente com o cantor e do impacto repentino da notícia.

“É uma perda irreparável. Gilsinho era um super talento, uma voz única, multi-instrumentista. Há três meses estávamos juntos cantando. Foi tudo muito brusco e repentino. Peço muita luz na passagem dele. Fica o legado e a saudade. Está difícil processar”.

‘Um maestro vocal do carnaval carioca’, diz Eduardo Paes sobre Gilsinho

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PaesO prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, lamentou profundamente a morte de Gilsinho. Admirador declarado da tradição das escolas de samba e portelense, ele ressaltou a importância do intérprete não apenas para a Portela, mas para a própria identidade cultural da cidade.

“Um personagem do carnaval carioca. É uma espécie de maestro vocal, precisam de uma capacidade não apenas de cantar, mas de puxar as pessoas para aquela vibtração. A cultura carioca amanhece mais triste, especialmente para a Portela, é claro. Gilsinho está entre os grandes intérpretes do carnaval carioca. É uma gente muito especial. Uma grande perda, inesperada, repentina, dói mais por ser jovem”.

Segundo o prefeito, o papel do intérprete vai além da técnica ou da afinação. É uma missão de conduzir multidões, dar alma à melodia e transformar o desfile em um momento de comunhão coletiva. “Gilsinho tinha exatamente esse dom, de ser a voz que guia e envolve, de emocionar a quem estava na Sapucaí e a quem assistia pela televisão. O carnaval do Rio perde muito”, acrescentou Paes.

Paes ainda destacou que a trajetória do cantor será lembrada como parte indissociável da história cultural carioca. Para ele, cada samba entoado por Gilsinho reverberava a alma popular do Rio de Janeiro.