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Lierj diz que não desafiou Liesa e prega união entre escolas de samba

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    Lierj Nota

    A Lierj (Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro) vem a público ressaltar a importância da parceria com a Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba) para que o Carnaval do Rio de Janeiro possa se fortalecer cada dia mais. Em meio a tantos contratempos, não se pode causar intrigas e divisões entre as agremiações que fazem o Maior Espetáculo da Terra, nem mesmo entre as entidades que as representam.

    É importante frisar que a declaração do Vice-Presidente Fábio Montibelo a respeito da quantidade de escolas que deve subir e/ou descer, traduz uma grande preocupação de todos os presidentes das agremiações filiadas à Lierj, principalmente diante da falta de barracões por parte de algumas escolas, a exemplo da Santa Cruz e Vigário Geral que receberam ordem de despejo recentemente.

    “Não houve desafio algum. O acesso de duas escolas e descenso outras duas é um desejo antigo tanto dos presidentes, quanto das pessoas que acompanham o dia a dia do carnaval” – explicou Fábio Montibelo, Vice-Presidente da Lierj.

    Diante dos problemas, a Lierj salienta o profundo respeito ao presidente da Liesa, Jorge Castanheira, entendendo a importância da parceria e do diálogo, como melhor caminho para o Carnaval do Rio de Janeiro. Temos certeza que em 2020 o Grupo Especial e a Série A farão mais um grande carnaval, com as ligas e agremiações filiadas caminhando juntas em prol da nossa cultura.

    Marcelo Adnet pretende seguir compondo samba-enredo: ‘O samba é resistência’

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    Adnet 01Se depender do ator Marcelo Adnet o carnaval ganhou um novo compositor. O ator revelou à reportagem do site CARNAVALESCO que, embora o enredo crítico da São Clemente o tenha seduzido de maneira especial este ano, sua intenção é seguir compondo para a escola e entrar definitivamente na ala de compositores.

    “Foi um processo muito gostoso. Veio a calhar completamente ser a São Clemente, pois é a escola que eu torço, no bairro onde vivo. Nas apurações eu torcida muito. O enredo é irreverente, dá muito pano para manga ao humor. É um tema crítico e irreverente, bem ao meu estilo. Eu vou seguir compondo, já me viciei”, adianta.

    Adnet tem relação mais próxima do carnaval do que se pode supor. O ator revela à nossa reportagem que acompanha os desfiles desde criança e confidencia que sua primeira imitação foi de um intérprete de escola de samba.

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    “É uma coisa que faço desde criança. Sempre gostei de samba-enredo. Uma das minhas primeiras imitações era de um puxador, fazia voz grossa. Era algo que me apaixonava muito. Na faculdade fiz um samba para um trote. Inclusive um dos parceiros, o André carvalho, fez comigo. Voltamos a ter contato um ano atrás. Sempre tive essa vontade, mas sempre deixei para depois. O André encontrou o Gustavo Carvalho e eles montaram essa parceria e me chamaram”, conta Adnet.

    Reconhecido como um dos textos mais refinados e críticos da cena atual do humor, Adnet destaca que o carnaval pode seguir o caminho que achar necessário, mas que a veia crítica que está voltando, é o aspecto que mais o atrai na festa.

    “Eu acho que o grande barato do carnaval é ser o que quiser. Pode ser tradicional, clássico, galhofeiro. Não tem um caminho a se seguir. O samba desperta aquilo que tiver que despertar em cada um. A crítica é uma marca da São Clemente, que é corajosa e diferente. Eu pessoalmente gosto e acho muito importante. O samba é lugar de resistência afinal”.

    Gabriel Macedo e Mauro Tito se juntam a Burunga na Direção de Carnaval da Unidos da Ponte

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    Foto: Alex Sandro Gardel

    PonteEm busca de um desfile ainda melhor que o de 2019, a Unidos da Ponte reforçou a sua Direção de Carnaval para o próximo ano. O trio composto por Burunga, Gabriel Macedo e Mauro Tito terá a missão de atuar diretamente com a escola e seus segmentos para mais um desafio na Azul e Branca de São João de Meriti.

    Gabriel Macedo retorna à função que exerceu em 2016, além de ter sido vice-presidente em 2017 na escola. Ele também teve passagem pela coirmã Acadêmicos de Vigário Geral, onde atuou em 2018.

    Mauro está há 19 anos na Direção de Harmonia da Grande Rio e esteve por 3 anos na Leão de Nova Iguaçu na mesma função. Atuou na harmonia da Curicica, Unidos de Lucas, UPM e na logística de empurradores e dispersão da Imperatriz.

    Já Burunga é um velho conhecido da escola onde seguirá com o mesmo cargo. Para ele, a missão em trio será de muito proveito por já ter trabalhado com o Tito em outras oportunidades e conhecer o Gabriel. O diretor destacou que a o trabalho será forte voltado aos segmentos e comunidade.

    “Depois do desfile que subimos da Intendente, a comunidade voltou com mais garra a escola. O desfile de 2019 nos proporcionou uma grande visibilidade. Ficamos em 10º, mas sabemos que foi um desfile de posições maiores. A nossa missão para 2020 só aumenta, todos estão aguardando a Unidos da Ponte”, revelou Burunga.

    Com o enredo “Elos da Eternidade”, a Unidos da Ponte será a terceira escola a desfilar na sexta-feira de Carnaval na Sapucaí.

    Vila Isabel começa a recadastrar a sua comunidade

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    Vila Isabel Ensaio Tecnico 2019 117A Unidos de Vila Isabel inicia na próxima segunda-feira, dia 12 de agosto, o recadastramento de sua comunidade para o Carnaval 2020. A primeira semana será destinada somente a quem desfilou no último carnaval. Já a partir do dia 19 de agosto, os cadastros serão abertos ao público em geral. As inscrições são realizadas de segunda a sexta, de 17h às 20h, na quadra da escola. É necessário levar uma foto 3×4, xérox do comprovante de residência, xérox de um documento com foto(RG OU CNH) e pagar a taxa de R$ 50.

    Vale lembrar que os inscritos precisarão comparecer os ensaios para ter direito a fantasia. A azul e branca será a segunda escola a desfilar na segunda-feira de carnaval em 2020. A agremiação levará para a Avenida o enredo ‘’Gigante pela própria natureza: Jaçanã e um índio chamado Brasil’’, de autoria do carnavalesco Edson Pereira. A quadra da escola fica no Boulevard 28 de setembro, 382, em Vila Isabel.

    Império Serrano começa disputa de samba neste sábado

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    enredo imperioserrano2020No próximo sábado, dia 10, a partir das 18h, o Império Serrano dará a largada ao concorrido concurso de escolha de samba de enredo para o Carnaval 2020. O horário mais cedo que o habitual visa dar mais tranquilidade e segurança aos visitantes, que deverão sair de todas as partes da cidade, para curtir o primeiro ensaio da verde e branco. Como de costume, entretanto, a agremiação pede que todos vistam suas cores e, claro, levem muita vibração para sua quadra, em Madureira. Se assim for, a festa, pode ter certeza, será um grande sucesso.

    Afinal, estão mais do que confirmadas as participações das baianas, passistas, casais de mestre-sala e porta-bandeira, intérpretes, incluindo Silas Leleu, ritmistas da Sinfônica do Samba, sob o comando de Mestre Gilmar.

    E tem mais! Na ocasião, serão eliminadas 5 obras e a disputa prossegue no próximo dia 24, com as 10 obras classificadas. Vale salientar que no dia 17 não terá eliminatórias, pois a escola fará a sua tradicional feijoada Imperial com o show do Marquynhos Sensação.

    Os ingressos custam R$10 e os compositores terão direito a 50 (cinquenta) cortesias para a sua torcida. O ingresso para a torcida dará direito a gratuidade até ás 20h e deverão ser retirado na secretaria da escola na sexta, 09, das 18h ás 20h.

    O Império Serrano será a última agremiação a desfilar na sexta-feira, 21, de carnaval e levará para a avenida o enredo “Lugar de mulher é onde ela quiser!” e será desenvolvido pelo carnavalesco Junior Pernambucano.

    A quadra do glorioso Império Serrano fica na Avenida Ministro Edgard Romero, 114.

    Mais informações pelo tel. 3124-3745. Censura Livre.

    Filme produzido em projeto da Portela é premiado no Cine PE 2019

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    Portela RozziO filme “#Procuram-se Mulheres”, de Rozzi Brasil, foi premiado na categoria Melhor Edição de Som, na mostra competitiva de curta-metragens nacionais do Cine PE 2019. A lista dos vencedores da 23ª edição do tradicional festival foi anunciada no último domingo (4), no histórico Cinema São Luiz, no Recife.

    Fruto da oficina de audiovisual Por Telas, realizada pela produtora Canto de Sala e pela Portela em 2018, o filme exalta a força feminina no samba e a luta contra o preconceito. Jack Moraes, integrante do corpo docente da oficina, foi o responsável pela captação de som direto, mixagem e edição de som do curta premiado com o Calunga.

    Além de Rozzi Brasil, que foi aluna do projeto, “#Procuram-se Mulheres” destaca, entre outros nomes, a cantora e ativista LGBTSQ Elza Ribeiro, as compositoras Dayse do Banjo, Meri de Liz e Nana Batista, a percussionista Ju Procópio e a ex-vereadora e presidente da Unidos de Vila Isabel, Lícia Maria Caniné, a Ruça. A Bela BatuQada, bateria composta por mulheres, e a cantora Ana Quintas completam o elenco.

    Pioneiro no universo das escolas de samba, o projeto social Por Telas foi lançado em abril do ano passado, quando a Portela completou 95 anos. A primeira turma reuniu 22 moradores de Madureira e bairros vizinhos em aulas de cinema realizadas entre maio e agosto, duas vezes por semana, na quadra, sob o comando do cineasta André da Costa Pinto e idealização da produtora cultural Cecília Rabello.

    Outros dois curtas foram produzidos: “Um Craque Esquecido”, de Ygor Lioi; e “Do Samba ao Sample: Entre Duas Culturas”, de Ruan Lucena. Desde então os três filmes já foram exibidos em universidades, cineclubes, eventos na Portela e até no Museu de Arte do Rio (MAR). Outra grande vitória do projeto foi a seleção de “Um Craque Esquecido” para a mostra competitiva do CINEfoot 2018.

    Vice-presidente da Lierj, Fábio Montibelo desafia Liesa sobre acesso: ‘Se caírem duas, também sobem duas’

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      pp finalsamba2019 90O presidente da Porto da Pedra e também vice da Lierj, Fábio Montibelo, escancarou a crise entre a liga que administra a Série A (Lierj) e a Liesa. O dirigente declarou em entrevista concedida ao site CARNAVALESCO que não será a Liesa que determinará o número de escolas que irão subir, pois segundo ele quem tem a prerrogativa dessa determinação é a Lierj.

      “A Liesa legisla sobre o Grupo Especial. É igual futebol, você já viu caírem quatro na Série A e subirem 2 na Série B do Campeonato Brasileiro? Isso não existe. Eles não vão nos levar no bico, aqui não tem bobinho. Pode esperar que vai parar na justiça de novo. Se caírem duas escolas do Especial, também vão subir duas da Série A”, desafia Montibelo.

      A Liesa nunca escondeu sua predileção por 12 escolas no Especial. Desde 2008 a entidade decidiu reduzir para 12 e apenas uma escola rebaixada, com uma subindo do acesso. Com as recentes viradas de mesa, o Grupo Especial teve 14 escolas em 2019. Neste ano Imperatriz e Império Serrano foram rebaixadas e a Estácio de Sá subiu, voltando a 13 escolas em 2020. Para recuperar o número de 12 em 2021, novamente duas escolas precisarão cair em 2020 e apenas uma subir da Série A, o que o vice-presidente da Lierj discorda.

      São Clemente 2020 – samba da parceria de Leozinho Nunes

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      Compositores: Leozinho Nunes,Júlio Azevedo, Armandinho Do Cavaco, Hugo Bruno, Alexandre Moraes, Jorge Xavier, J.C. Serpes.,Vando Cardoso E Cesar Ricardo

      Intérpretes: Leozinho Nunes Emerson Dias E Maninho

      POR ONDE COMEÇOU A SANTA ENGANAÇÃO
      PILAR PRA SE DAR BEM A FÉ TORNOU REFEM
      PERDOA CONCEIÇÃO
      O CONTO DO VIGÁRIO
      NO ITINERARIO GUIADO POR DEUS
      LEVOU AO RELICÁRIO
      O BURRO PARTIDÁRIO DO PRIMEIRO É MEU
      QUEM NÃO CAIU AINDA LEVA A VANTAGEM
      A MALANDRAGEM NO BRASIL É SECULAR
      CHEGOU À LUA SE ESPALHOU NO PINDORAMA
      TROUXE INTRIGA GANHOU FAMA
      ATÉ PEGA PRA CAPAR
      SEGUE SEM RUMO SEM LEI COSTUME POPULAR
      VAI DO PLEBEU AO REI

      GLORIA A DEUS, GLORIA A DEUS ALELUIA SENHOR
      VAI PRA CUCUIA QUEM NÃO PAGA O PASTOR
      SE TRAZ EM TRÊS DIAS O RABO DE SAIA
      É MARACUTAIA, É MARACUTAIA

      SEGUE O VOTO DO ATRASO
      PROMESSAS A PRAZO NO BOLSO SÓ ILUSÃO
      O CANDIDATO ENCHE O POVO DE ESPERANÇA
      VENDE A MÃE, BEIJA A CRIANÇA PRA GANHAR A ELEIÇÃO
      BRASIL…..
      EU NÃO AGUENTO MAIS A VIGARICE
      SE CAI NA REDE É BAFAFÁ, DISSE ME DISSE
      TÔ CALEJADO SEU ZÉ MANÉ
      SOU CLEMENTIANO NÃO SOU UM QUALQUER

      LAIA LAIA MALANDRAGEM
      LAIA LAIA DEIXA MINHA ESCOLA PASSAR
      MEU OURO É PRETO E AMARELO HERANÇA PRA SEMPRE
      SÃO CLEMENTE

      Sinopse do enredo da Portela para o Carnaval 2020

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      GUAJUPIÁ, TERRA SEM MALES

      IRIN-MAGÉ, PAJÉ DO MEL, POVOADOR DA TERRA…

      Todas as bênçãos criadas por Monã (o Deus dos Tupinambás) trariam felicidade e contentamento a todos os seres aqui existentes, menos para o homem. Insurgentes, desprezaram tudo o que generosamente lhes fora dado.

      Então veio castigo. O fogo desceu do céu e destruiu tudo sobre a terra. Apenas um homem considerado digno, foi poupado desse castigo. Seu nome era Irin-Magé.

      Levado para o céu ele, aos prantos, diz à Monã, que seria difícil viver sem pares nesse imenso vazio. Comovido, Monã reverte a situação, e fez com que caísse um dilúvio sobre a terra. Dessa água surgiram os oceanos, os rios e tudo frutificou.

      Monã então deu a Irin-Magé uma mulher e o mandou de volta à terra para que ele a repovoasse de homens melhores. Dentre os muitos de seus filhos, nasce um em especial que se tornaria o grande guru, o grande karaíba, “o profeta transformador”, chamado Maíramûana.

      Familiar de Monã, Maíramûana aprendera a arte de transformar tudo o que quisesse de acordo com sua vontade nas mais diversas formas; de animais, pássaros, peixes e para punir os homens podia transformá-los também ao seu bel-prazer.

      É esse profeta-guru, dotado de poderes e conhecimentos “sobrenaturais” e misteriosos, quem ensinará todas as práticas sagradas, todos os costumes e regras da organização social das tribos tupinambás.

      BAÍA DA GUANABARA, NOSSO GUAJUPIÁ

      Na beleza do azul sobre o azul, da calma sobre a calma, um curso d’água serpenteia num vale de árvores verdes e frondosas. Em todas as direções a floresta é vívida. Há que se fiar no Sol, a luz é cultivada e tudo deve ser puro.

      O rio é o caminho, é sagrado, tem peixe, tem marisco. As aves voam livres, colorindo o céu. Temos tudo ao alcance das mãos, água de beber, de lavar e de se banhar. Vivemos a vida em profunda gratidão.

      Mas além de pescar e caçar, somos também bravos guerreiros. Só aqueles que enfrentam a morte, sem medo, conseguem encontrar o Guajupiá. Os tupinambás representavam esse paraíso como um lugar idílico, recoberto de flores e regado por um maravilhoso rio, em cujas margens viam-se enormes árvores.

      E nenhum lugar poderia ser tão igual ao imaginado Guajupiá eterno do que um Rio de Janeiro ainda virgem.

      NASCE UM KARIÓKA
      Chemembuira rakuritim, chemebuira rakuritim (eu já vou parir, eu já vou parir)

      Nasce um tupinambá. Ritos e tradições serão seguidos, para assegurar bons presságios. Unhas de onça e garras de águia, ornarão o berço-rede, para garantir que nada de mal lhe aconteça.

      Pai, mãe, filhos, avós, tios, tias, primos e primas, se juntam, está formada a maloca, a casa coletiva da tribo. Cercando o okara (grande quintal) se construía uma taba. Karióka, a lendária taba tupinambá, surge majestosa à esquerda da paradisíaca baía de kûánãpará.

      O homem roçava a terra, plantava, fabricava canoas, arcos, flechas, tacapes, adornos de penas multicoloridas. Eram eles os responsáveis pela segurança das tabas. E sua função primordial era a de ensinar a arte da guerra.

      Às mulheres eram imputadas as rígidas tradições e responsabilidades tribais, cuidavam da horta, participavam da pesca, fiavam algodão, teciam redes, fitas para amarrar nos cabelos e faixas para amarrar as crianças, trançavam cestos em junco e vime, manuseavam o barro para produzir panelas, vasilhas e potes, e mantinham acesos os dois fogos junto a rede do chefe da família. Eram o sustentáculo para o “esforço de guerra” tão cultivado pelo tupinambás.

      Aos mais velhos cabiam repassar oralmente as histórias, o saber, e as orientações do que deveriam fazer, aos ainda jovens, em cada fase de sua vida.

      Os tupinambás acreditavam que o homem tinha duas substâncias essenciais: uma eterna e outra transitória e ambas, o corpo e a alma, estavam ligadas.

      KAÛÍ, A BEBIDA “DOS DEUSES”

      Ó vinho, ó bom vinho! Jamais existiu outro igual!
      Ó vinho, ó bom vinho! Vamos beber à vontade.
      Ó vinho, ó bom vinho! Ó bebida que não dá preguiça!

      Peguem as canoas! Passem pelas tabas: Yabebira – a aldeia maracanã, a do Peixe Pirá, de Eiraiá – atual Irajá – e sigam em direção a Guirá Guaçu, a aldeia com nome de águia, porque a festa vai começar!

      Ao som dos marakás, chocalhos, flautas, tambores, pífanos e apitos, cantamos e dançamos. Tem que ter Kaûi ou Cauim, o licor sagrado que tanto adoramos.

      A bebida era feita de raízes e frutos. As propriedades inebriantes do cauim eram feitas pela mastigação, e esse processo era considerado místico. Só mulheres, as mais lindas e puras, podiam participar da fabricação do “vinho”. Os tupinambás eram beberrões respeitados e era difícil acompanhá-los. A festa poderia durar vários dias, enquanto houvesse bebida, porque disposição para consumi-la não faltaria.

      … E todas as bênçãos criadas por Monã (o Deus dos Tupinambás) trariam felicidade e contentamento a todos os seres aqui existentes, menos para o homem. Insurgentes desprezaram tudo o que generosamente lhes fora dado. Então veio castigo…

      Um Rio teve que acabar para que outro pudesse surgir. Como poderia ter sido se tivéssemos respeitado a diversidade étnico-cultural? Enterrados no esquecimento perdemos o elo com nossa ancestralidade primal, perderam eles, perdemos nós, absurdamente privados dessa experiência!

      GUAJUPIÁ, O QUE FIZEMOS DE TI?

      Essa coisa do azul sobre o azul
      Da calma sobre a calma
      Às vezes me cansa
      Às vezes me acalma
      Eu paro no sinal vermelho
      Uns pedem dinheiro
      Uns sacam o revólver
      Um outro expõe a própria dor
      Segue o asfalto
      Metálico fluxo
      Saudade é um retrovisor

      Há que se fiar no sol
      E cultivar a luz
      Purificar o pus
      Deus

      Assisto a vitória do bronco, do bruto
      Do sínico e da servidão
      Segue o espetáculo
      No estádio, na tela
      Parlamentam sobre a escrotidão
      Mas quando a tribo invadir a floresta
      Subindo até o Sumaré
      E deslinkar a torre, o Brasil
      Meu mano então como é que é?

      Há que se firmar na terra
      O teto, o viaduto
      Proliferar o fruto
      Deus
      (em memória – letra da música “Palas Superficiais”, de Marco Jabu)

      “Cavam em busca de uma coisa
      Que se sente estar profunda
      Mas que foge e se esquiva
      Quando chega à superfície
      Uma coisa que está ali
      Numa terra de mistério”.
      (Poema de Joaquim Cardozo)

      Autores: Renato Lage e Márcia Lage

      BIBLIOGRAFIA:

      – O RIO ANTES DO RIO
      Autor: Rafael Freitas da Silva
      Editora: Babilônia

      – O POVO BRASILEIRO
      Autor: Darcy Ribeiro
      Editora: Companhia de Bolso

      – DUAS VIAGENS AO BRASIL
      Autor: Hans Staden
      Editora: L&PM Pocket Descobertas

      – Documentário Guerras do Brasil.doc – episódio 1 (NETFLIX)
      Criação: Luiz Bolognesi

      Conheça a logo da Portela para o Carnaval 2020

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