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Leia a sinopse do enredo da Cubango para o Carnaval 2020

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Sinopse:

GRES ACADÊMICOS DO CUBANGO CARNAVAL 2020

A voz da liberdade

“Nasci na cidade de São Salvador, capital da província da Bahia, em um sobrado da Rua do Bângala, formando ângulo interno, em a quebrada, lado direito de quem parte do adro da Palma, na Freguesia de Sant’Ana, a 21 de Junho de 1830, pelas 7 horas da manhã, e fui batizado, 8 anos depois, na igreja matriz do Sacramento, da cidade de Itaparica.

Sou filho natural de uma negra, africana livre, da Costa Mina, (Nagô de Nação) de nome Luiza Mahin, pagã, que sempre recusou o batismo e a doutrina cristã.

Minha mãe era baixa de estatura, magra, bonita, a cor era de um preto retinto e sem lustro, tinha os dentes alvíssimos como a neve, era muito altiva, geniosa, insofrida e vingativa.

Dava-se ao comércio – era quitandeira, muito laboriosa, e mais de uma vez, na Bahia, foi presa como suspeita de envolver-se em planos de insurreições de escravos, que não tiveram efeito.

Era dotada de atividade. Em 1837, depois da Revolução do Dr. Sabino, na Bahia, veio ela ao Rio de Janeiro, e nunca mais voltou. Procurei-a em 1847, em 1856 e em 1861, na Corte, sem que a pudesse encontrar. Em 1862, soube, por uns pretos minas que conheciam-na e que deram-me sinais certos, que ela, acompanhada com malungos desordeiros, em uma “casa de dar fortuna”, em 1838, fora posta em prisão; e que tanto ela como os seus companheiros desapareceram. Era opinião dos meus informantes que esses “amotinados” fossem mandados pôr fora pelo governo, que, nesse tempo, tratava rigorosamente os africanos livres, tidos como provocadores. Nada mais pude alcançar a respeito dela…

Meu pai, não ouso afirmar que fosse branco, porque tais afirmativas neste país, constituem grave perigo perante a verdade, no que concerne à melindrosa presunção das cores humanas: era fidalgo; e pertencia a uma das principais famílias da Bahia, de origem portuguesa. Devo poupar à sua infeliz memória uma injúria dolorosa, e o faço ocultando o seu nome… Esbanjou uma boa herança e, reduzido à pobreza extrema, vendeu-me como escravo…”

(Trechos da carta de Luiz Gama a Lúcio de Mendonça, de 25/07/1880.)

Raízes Africanas

Luiz Gama assume de sua raiz materna – Luiza Mahin – o espírito revolucionário e insubmisso na luta contra a escravidão. Mulher negra e africana nasceu livre na Costa da Mina, onde pertencia à nação nagô, da tribo Mahin, originária do Golfo do Benin, noroeste africano, de onde proveio grande parte dos negros embarcados que eram vendidos para o trabalho escravo na Província da Bahia.

Filha de reis africanos, a princesa Luiza Mahin foi arrancada violentamente de sua tribo e transportada para o Brasil como escrava, onde foi um importante elemento nas conspirações de negros oprimidos pelo regime escravocrata.

As Insurreições dos escravos

As insurreições baianas fizeram parte do mundo de Luiz Gama, que passou a infância num ambiente rodeado de resistência de um povo que, bravamente, lutou por sua liberdade. Sua personalidade acentuada tomou forma e força naquelas circunstâncias, em que a criação de laços de solidariedade entre negros livres e escravos de diversas nações africanas eram os elementos ordenadores de convivência entre eles.

Durante as primeiras décadas do século XIX várias rebeliões de escravos explodiram na província da Bahia. A mais importante delas foi a Revolta dos Malês, ocorrida na cidade de Salvador em janeiro de 1835. Protagonizada por negros africanos em especial os Malês, termo originário da palavra Imalê, na língua iorubá, que significa mulçumanos de etnia nagô. Tinham o objetivo principal de libertar o povo negro de sua condição de escravos e acabar com a imposição do catolicismo. Além disso, queriam derrubar o governo imperial para estabelecer uma republica islâmica.

A revolta durou menos de um dia e entrou para a história da resistência do povo negro que escreveu com seu sangue essas paginas.

 Sua casa, na Bahia, tornou-se um dos fortes redutos de chefes da grande revolta de 1835. Ninguém sabe seu fim. Mas o seu nome permanece na história e na lenda como um grande símbolo do valor de mulher negra no Brasil.

 Mão de obra escrava

“Em nós, até a cor é um defeito.

Um imperdoável mal de nascença, estigma de um crime. Mas nossos críticos se esquecem que a cor é uma origem da riqueza de milhares de ladrões que nos Insultam; que esta cor convencional da escravidão, tão semelhante a terra, abriga, sob sua superfície escura, vulcões onde arde o fogo sagrado da liberdade…” (Luiz gama.)

Por muito tempo a cana de açúcar foi o principal produto de exportação da economia colonial do recôncavo baiano, gerando riquezas imensuráveis para os grandes senhores de engenho, uma elite branca consolidada da região que enriqueceu através do desumano trabalho escravo, mão de obra predominante dos grandes latifúndios.

Os escravizados eram utilizados nos mais diferenciados ofícios, como nas minas de ouro e diamantes, nas lavouras de algodão, nas fazendas de café, nos trabalhos domésticos e em trabalhos urbanos: escravos de ganho e escravos de aluguel; de forma geral, quanto mais especializado era considerado o ofício mais alto era o preço do trabalhador escravizado. Muitos eram alugados e outros trabalhavam para si, sendo obrigados a pagar uma jornada para seus senhores.

Havia negros livres que aqui nasceram e permaneceram livres, outros conseguiram comprar a própria liberdade com ganhos de seus trabalhos e alguns tiveram que provar na justiça que nasceram livres, mas foram escravizados indevidamente. Luiz Gama, paradoxalmente, viveu essas duras realidades.

A luta pela liberdade

Luiz Gama foi uma das mais emblemáticas figuras na luta abolicionista do Brasil. Conseguiu, com muito sacrifício, estudar e chegou a frequentar aulas de direito no Largo de São Francisco, em São Paulo; como rábula – um advogado que não concluiu o curso de direito – foi responsável pela liberdade de mais de 500 negros escravizados. Suas defesas jurídicas se baseavam nas próprias leis vigentes, que recorrentemente eram descumpridas e também em argumentos próprios para justificar suas causas judiciais: “O escravo que mata o seu senhor pratica um ato de legítima defesa”. (Luiz Gama)

Suas atuações nas causas abolicionistas não se basearam apenas no ramo do Direito. Foi jornalista, literário, orador e escritor, garantindo a ele o titulo de Patrono da Abolição da Escravatura do Brasil.

Poeta, Luiz Gama lançou, em 1859, o livro Primeiras Trovas Burlescas, que foi um conjunto de poemas líricos e de criticas políticas e sociais. Em um de seus poemas de titulo “Quem sou eu”, mais conhecido como Bodarrada, ele expôs o preconceito de cor na sociedade brasileira. Foi escrito em resposta ao apelido de bode que os intelectuais brancos da época tentaram impor aos negros: “Se negro sou, ou sou bode, Pouco importa. O que isto pode? Bodes há de toda casta, Pois que a espécie é muito vasta… Há cinzentos, há rajados,

Baios, pampas e malhados, Bodes negros, bodes brancos, E, sejamos todos francos, Uns plebeus e outros nobres, Bodes ricos, bodes pobres, Bodes sábios, importantes, E também alguns tratantes… Aqui, nesta boa terra, Marram todos, tudo berra; Nobres condes e duquesas,

Ricas damas e marquesas, Deputados, senadores, Gentis-homens, veadores;

Belas damas emproadas, De nobrezas empantufadas;… Frades, Bispos, Cardeais, Fanfarrões imperiais,

Gentes pobres, nobres gentes,… Em todos há meus parentes… Tudo marra; tudo berra…..” (Luiz Gama)

A partir da década de 1860, começou a carreira jornalística junto do caricaturista Ângelo Agostini, na capital paulista. Fundaram em 1864 o primeiro jornal ilustrado humorístico, satirizando impiedosamente os homens públicos, intitulado Diabo Coxo. A imprensa foi mais uma das ferramentas utilizadas por Gama em prol das causas abolicionista e republicana no Brasil. Foi um dos raros intelectuais negros do século XIX, o único autodidata a ter passado pela experiência do cativeiro; pautou sua vida na defesa da liberdade dos oprimidos e na conquista da República. A trajetória singular e de vínculo estreito com o Direito mereceu o reconhecimento da Ordem dos Advogados do Brasil e fez com que o conselho Federal e a Seccional Paulista da Ordem lhe conferissem o título póstumo de “Profissional da Advocacia”, mesmo 150 anos após sua brilhante atuação como rábula.

A GRES Acadêmicos do Cubango resgata na figura de Luiz Gama, a luta antirracista, a construção de um país melhor e uma sociedade igualitária cantando A VOZ DA LIBERDADE!

Referências Bibliográficas:

AZEVEDO. Elciene. A trajetória de Luiz Gama na Imperial cidade de São Paulo. Campinas: Unicamp, 1999.

CÂMARA. Nelson. O advogado dos escravos. São Paulo: Editora Lettera.doc, 

2010. GOES, F. Luiz Gama. Trovas burlescas e escritos em prosa. São Paulo: Edições Cultura, 1944.

LUNA, Luís. O negro na luta contra a escravidão. Rio de Janeiro: Editora Cátedra- MEC, 1976.

CHIAVENATO, Júlio José. O negro no Brasil: da senzala à abolição. São Paulo: Editora Moderna, 1999.

LOPES, Luiz. O negro na luta contra a escravidão. Rio de Janeiro: Editora Cátedra, MEC, 1968.

RODRIGUES, Nina. Os africanos no Brasil. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1932.

REIS, João José. Rebelião escrava no Brasil – A história do levante dos Malês em 1835. São Paulo: Cia da letras, 2003.

VERGER, Pierre. Fluxo e refluxo do tráfico de escravos entre o Golfo do Benin e a Bahia de todos os Santos. São Paulo: Editora Corrupio, 1987.

LOPES, Nei. Bantos, Malês e identidade negra. São Paulo: Editora Autentica, 2004. GAMA, Luiz. Primeiras Trovas Burlescas de Getulino. São Paulo: Tipografia Dois de

Dezembro, 1859.

BOSSI, Ecléa. Memória e sociedade – lembrança de velhos. São Paulo: Cia das Letras, 1994.

Raphael Torres e Alexandre Rangel

Carnavalescos

Raphael Torres e Alexandre Rangel

Pesquisa e desenvolvimento do enredo

Salgueiro Convida deste sábado com Tijuca e Viradouro

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A alegria do sambista está de volta neste sábado. O Salgueiro abre sua quadra para tradicional festa anual do salgueiro Convida e as escolas que vão visitar a Academia no primeiro dia são a Unidos da Tijuca e a Viradouro. A abertura da quadra na rua Silva Teles, 104, será às 20h30.

PROMOÇÃO ENCERRADA. ESTAMOS ANUNCIANDO O RESULTADO NO POST E NO FACEBOOK

Unidos da Tijuca promove Feijoada Nota 10 em clima de Festa Julina no próximo domingo

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Foto: Magaiver Fernandes

A Unidos da Tijuca promoverá a sua feijoada mensal em clima de festa julina neste mês. O evento começa às 13h na quadra da escola, domingo, dia 28. O show ficará por conta dos grupos Explode Coração, Quintal do Pagodinho e Bateria Pura Cadência.

Recebendo o público, a banda Swing Carioca abrirá a tarde. A feijoada poderá ser degustada por apenas R$ 20,00. Barraquinhas típicas estarão expostas na praça de alimentação do local. No encerramento, a bateria Pura Cadência finaliza o domingo.


Os ingressos custam R$ 10,00 (com direito a um copo oficial do evento). A mesa com 4 lugares e ingressos inclusos custa R$ 100,00. Camarotes inferiores com capacidade para 10 pessoas estão esgotados e os superiores saem por R$ 200,00. Ingressos antecipados poderão ser adquiridos nas Lojas South, online através do site https://www.ingressocerto.com/feijoada-nota-10-pagode-do-mestre-28-07 ou televendas pelos números (21) 98165-1753/ (21) 9441-2080.


A quadra da escola fica situada à rua Francisco Bicalho nº 47 – Leopoldina.

Serviço:

Feijoada Nota 10 da Unidos da Tijuca – Pagode do Mestre
Data: 28/07/2019
Horário: 13h
Endereço: Rua Francisco Bicalho nº 47 – Leopoldina
Ingressos: R$ 10,00 (com direito a um copo) / R$ 100 (mesa) / R$ 200,00 (camarote superior)
Classificação Livre

Comunidade da Imperatriz organiza manifesto para a permanência de Luisinho na presidência

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Imperatriz desfile2019 006Depois da renúncia de Luisinho Drumond da presidência da Imperatriz, alegando problemas de saúde, e a convocação de uma assembleia geral para a escolha de um novo mandatário dia 06/08, a comunidade da Imperatriz publicou um manifesto em apoio a Luisinho, pedindo que ele reveja a decisão. Na nota o grupo lembra as conquistas e a mudança de patamar da agremiação, oito vezes campeã do carnaval.

“Através deste, a comunidade do Grêmio Recreativo Escola de Samba Imperatriz Leopoldinense declara apoio ao patrono da agremiação – Luiz Pacheco Drumond. Entendemos os motivos apresentados pelo presidente. Compreendemos seus sentimentos. Luizinho Drumond é fundador da Liga Independente das Escolas de Samba e um dos responsáveis por elevar o patamar da folia carioca. Ao longo desses 40 anos, contribuiu para que o Carnaval Carioca se tornasse o maior espetáculo da Terra.
Antes de Luiz, a Imperatriz Leopoldinense era uma escola chamada de ‘ioiô’. Não tinha obtido grandes resultados até então. Em 1976, quando assumiu o cargo de presidente, o jogo mudou. Foram 8 campeonatos! Como se não bastasse, a escola se tornou a primeira tricampeã do Sambódromo e uma potência cultural. As conquistas não pararam por aí. A Imperatriz Leopoldinense levou para a Marquês de Sapucaí enredos históricos e presenteou a Música Popular Brasileira com sambas inesquecíveis.
Esta, portanto, é uma representação de gratidão. Reconhecimento a quem, por muitos anos, lutou e defendeu todos os pavilhões deste país.
Sim, o povo de Ramos está ferido. Mas acreditamos que, juntos, possamos voltar a vencer. Por esta razão, convocamos os torcedores e segmentos da escola para o movimento #FicaLuizinho, que acontecerá neste domingo (28), às 15h, na porta da quadra da Imperatriz, que fica na Rua Professor Lacê, 235, Ramos.
Vista a camisa da octacampeã do Carnaval e venha pra rua. A união entre os segmentos, direção, família Drumond, Luiz Pacheco Drumond e a comunidade da Leopoldina, colocará a Imperatriz Leopoldinense ao lugar que é dela de fato: o topo. E jamais se esqueçam:
‘A Imperatriz é um mar de fiéis’
Avante, G.R.E.S.I.L!”

A crise que culminou na renúncia do presidente teve início com o rebaixamento da Imperatriz no carnaval deste ano. A escola não descia de grupo desde 1978. Luizinho articulou uma virada de mesa na Liesa, mas após pressão da opinião pública e do Ministério Público a artimanha foi revogado. Enfraquecido, alegou problemas de saúde para se afastar definitivamente da escola que presidiu entre 1976 e 1983; 1986 e 1992 e 2007 a 2019.

Após renúncia de Luisinho, Imperatriz marca eleições para o dia 06 de agosto

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Imperatriz desfile2019 007A Imperatriz Lepoldinense marcou para o próximo dia 06 de agosto a data para escolha do seu novo presidente, depois da renúncia do presidente Luiz Pacheco Drumond, que presidia a agremiação desde 2007. A convocação para a Assembleia Geral foi publicada nesta quinta-feira.

 

Desde a renúncia de Luisinho, na terça-feira (22), o presidente do Conselho Deliberativo José Henrique Pinto assumiu as funções de presidente. Conforme rege o estatuto da agremiação, ele tem até 15 dias para convocar novas eleições. A escolha do novo presidente será na quadra, a partir das 19h.

Paralelo à isso uma corrente de sambistas e torcedores da escola busca demover Luisinho da ideia de renunciar à presidência da Imperatriz. Uma manifestação na porta da quadra na tarde deste domingo está marcada para tentar que Luisinho seja convencido a permanecer.

Imperatriz

Imperatriz pode ter samba encomendado para 2020, afirma diretor de carnaval

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Por Vinicius Vasconcelos

sorteio 2020 5 1Depois de meses no mais absoluto silêncio, a Imperatriz enfim deu indícios daquilo que pode acontecer na escola a partir dos próximos meses, na preparação para o desfile de 2020, quando a escola estará na Série A. Em entrevista concedida ao site CARNAVALESCO o diretor de carnaval Wagner Araújo disse que devido ao escasso tempo para a escolha do samba (as escolas da Lierj precisam definir até 09/09) a possibilidade de uma encomenda não está descartada.

“A Imperatriz sempre que fez mudança, esperava as coirmãs para contratar novos artistas se fosse o caso. Esse ano está demorando um pouco mais devido à decisão da Liga, e vamos cumprir o estabelecido. Demora um pouco mais, mas os profissionais disponíveis continuarão disponíveis. Não temos muita pressa. De uns anos pra cá tem se ouvido muito de samba encomendado, então, se tenho que mostrar um samba no dia 9 de Setembro, eu tenho essa possibilidade de ter um samba de parceria forte da própria escola. Tudo é possível em função da nossa necessidade. Nada que nos tire o sono nem nos incomode”, destacou.

sorteio 2020 13 1O dirigente marcou presença no sorteio da ordem dos desfiles para o Carnaval 2020 na sede da Lierj. Wagner destacou que a ordem sorteada foi positiva para a escola e também falou sobre a renúncia do presidente Luiz Pacheco Drumond, que desde 2007 presidia a escola.

“É uma ótima posição. Teoricamente desfilamos às duas da manhã. Concentração do lado dos Correios, está excelente. Ainda vamos demorar uns quinze dias para começarmos os devidos anúncios. Vamos convocar novas eleições porque o mandato precisa ser completado. Na Imperatriz são três anos, o primeiro carnaval foi 2019 e tem mais dois carnavais pra fazer. Precisamos eleger um novo presidente e novo vice-presidente”.

A Imperatriz Leopoldinense será a quinta escola a desfilar no sábado de carnaval da Série A na Marquês de Sapucaí. A verde e branca terminou na 13ª colocação no desfile de 2019 do Grupo Especial.

Inocentes vai encomendar o samba-enredo para homenagear Marta

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Por Vinicius Vasconcelos

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A Inocentes de Belford Roxo será a segunda escola a desfilar no sábado de carnaval pela Série A. Em entrevista ao site CARNAVALESCO, o vice-presidente Rodrigo Gomes falou sobre a posição de desfile.

“Estamos satisfeitos com o sorteio, não queríamos finalizar os desfiles. A gente acha importante estar no início da noite porque as pessoas vão chegando e não entram cansados na avenida. Vamos brigar pelo título mais uma vez. Acho que a segunda posição será muito boa para a Inocentes, que já vai está todo mundo assistindo na televisão vendo nossa escola brilhante lá e disputando mais um título”.

Rodrigo Gomes também falou sobre o enredo de 2020 que falará da jogadora de futebol Marta, eleita a melhor do mundo.

“O enredo sobre a Marta surgiu no ano passado, graças a pessoas amigas. Esse ano voltou mais forte, já era um desejo da escola e como voltou com mais força a gente conseguiu esse acesso através do empresário, e demos partida. É um momento bom, do poder feminino da gente falar de tudo que ela defende, o que ela representa para o país o mundo. Entramos nos eixos com empresários e nosso carnavalesco com tempo hábil para fazer um desfile bonito do tamanho que a Marta merece”.

O vice-presidente comentou sobre a produção do samba-enredo de 2020.

“Será encomenda de samba, haveria uma disputa, mas devido a troca de enredo, achamos que não teria tempo hábil, vamos encomendar”.

Quadra do Império da Tijuca é interditada

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00F6A48A 5452 4B46 91FF A09BBCC65ED7A Império da Tijuca realizará as eliminatórias e final do concurso de escolha do samba-enredo 2020, que iniciará dia 10 de agosto, na quadra da Alegria da Zona Sul. A quadra de ensaios da agremiação, situada no Morro da Formiga foi interditada por processo movido pelo condomínio vizinho pela Lei do Silêncio.

A escola promoverá na quadra da coirmã de 10 de agosto a 06 de setembro o concurso de samba-enredo a partir das 16 horas. A quadra da vermelha e branca fica situada em frente ao barracão de alegorias da Império da Tijuca, narua Frei Caneca 211-233 – Catumbi.

A quadra de ensaios da Império da Tijuca localizada na rua Medeiros Pássaro n° 84, Morro da Formiga está interditada por decisão judicial. O condomínio “Las Palmas”, localizado na rua da Cascata n° 67 moveu uma ação reclamando do barulho provocado pelos ensaios e pedindo interdição da quadra, o que foi acatado pela juíza responsável pelo caso. A agremiação tem 60 dias para realizar obra de acústica no local ou multa de R$ 2.000,00 por dia de descumprimento. A escola segue em busca de parceiros para viabilizar as obras e liberar o local.

Confira o calendário da disputa de samba-enredo

 04/08 – Inscrição e entrega dos sambas de 14:00 às 18:00 (na quadra da Formiga)

11/08 a 25/08 – Eliminatórias de sambas-enredo às 16 horas

31/08 – Semifinal às 16 horas

06/09  Grande final do concurso de sambas-enredo às 20 horas

A Império da Tijuca no Carnaval 2020 desfilará pela Série A da Lierj buscando a única vaga ao Grupo Especial no sábado de carnaval, sendo a 7ª escola e última a desfilar.

‘Pedra’ é o enredo da Estácio para o Carnaval 2020

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72B6DA1D 84A7 46F1 AB38 59CA987B46C1A Estácio de Sá  definiu o enredo para o carnaval 2020. “Pedra”, será o nome do tema que será desenvolvido pela carnavalesca campeoníssima Rosa Magalhães. 

A carnavalesca  dará uma coletiva de imprensa na quadra da escola para falar sobre o enredo na próxima quarta-feira, dia 31 de julho, a partir das 19h. Na oportunidade será entregue a sinopse.

A Estácio é a última a definir o seu enredo para o Carnaval 2020 do Grupo Especial. A vermelha e branca será a primeira a desfilar no domingo de carnaval.

Série A deve ter desfiles transmitidos pela TV Globo no Carnaval 2020

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    Fotos: Vinicius Vasconcelos

    sorteio 2020 1Os desfiles da Série A devem ser transmitidos pela TV Globo na sexta e no sábado de carnaval, como acontece desde 2013. A Lierj mantém avançadas conversas com a emissora, parceira do carnaval carioca. O presidente da Lierj, Wallace Palhares, informou à reportagem do CARNAVALESCO que mantém conversas avançadas e que os horários de inicio dos desfiles devem seguir os mesmos dos últimos anos.

    “Fomos a primeira liga a conversar com a Globo. Teremos mais um ano de contrato e a possibilidade de fechar mais 3 ou 4 anos. A Globo é uma grande parceira e estamos em conversas bastante adiantadas. As escolas dependem desta verba da TV para o pontapé inicial de seus projetos. As conversas estão muito interessantes. A princípio vamos manter o horário de início dos desfiles dos últimos anos, mas o martelo ainda não está batido”.

    O dirigente afirmou ainda que o regulamento ainda será discutido pelas escolas e apenas após a definição de quanto será a subvenção para 2020 que será definida a questão do rebaixamento e da redução ou não no número de alegorias. Wallace defende que as conversas entre os órgãos governamentais e a Lierj precisam se dar em um nível diferente da Liesa.

    sorteio 2020 7 1“A gente está vendo junto com órgãos governamentais o que vem de ajuda dos órgãos públicos. Sei que todos estão ansiosos pelo regulamento mas eu acho prematuro bater o martelo. A assembleia vai acontecer e as escolas irão decidir, mas enquanto não soubermos quanto de fato teremos de ajuda o regulamento vai aguardar. A gente tem conversado bastante com o secretário de cultura do estado. Precisamos entender o modelo de privatização proposto. Em dez dias vamos nos reunir novamente para compreender. Acho que o olhar com a Lierj precisa ser diferente. São conversas separadas. As escolas do acesso já recebem pouco e nem barracão tem”, opina.

    A produção do CD da Série A segue sob a responsabilidade de Leonardo Bessa, produtor que coordena este trabalho nos grupos de acesso há mais de 20 anos. Wallace destaca que não abre mão do intérprete da Renascer de Jacarepaguá e do Acadêmicos do Tucuruvi em São Paulo e que os trabalho para o CD de 2020 começam no fim de setembro.

    “Não abro mão do Leonardo Bessa. É um excelente produtor. As escolas tem até o dia 09 de setembro para entregar suas obras. No final de setembro teremos o início da produção do CD, que sairá pela Somlivre mais uma vez”.