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Compositores finalistas da Beija-Flor falam da ansiedade para grande final desta quinta

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A Beija-Flor define nesta quinta o hino oficial para o Carnaval 2020, quando a escola apresenta o enredo ‘Se essa rua fosse minha’, dos carnavalescos Alexandre Louzada e Cid Carvalho. A reportagem do CARNAVALESCO conversou com os grandes artistas da grande final, os compositores, sobre a expectativa pela memorável noite na quadra da azul e branca nilopolitana.

Júnior Trindade, um assíduo frequentador de finais na escola, elenca para o site os pontos de destaque do samba 05 e tece elogios ao enredo que a escola preparou para o desfile do ano que vem.

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“Nosso samba tem nome e sobrenome. Beija Flor de Nilópolis. Buscamos os sambas da escola como referência e fizemos uma obra com o DNA nilopolitano. É impossível ouvir nosso samba e não dizer, ‘isso é Beija-Flor’. Essa obra nos toca em vários trechos: ‘Lá vou eu nessa roda gigante, nilopolitano eterno aprendiz…’, é uma referência às voltas da vida, aos caminhos que nos levam a aprender sempre e tirar das cicatrizes, força pra novos objetivos. ‘Não esqueço meu passado nem por onde eu andei’, como esquecer o passado? As glórias? As lágrimas? É uma conexão com as lembranças. ‘Ogunhê, meu protetor na avenida até o fim, no asfalto pra vencer, Maior é o Beija Flor…’, maior é e sempre será o Beija Flor. O enredo que fala de caminhos. Nele é possível fazer uma viagem pelas ruas e veredas, aos caminhos feitos pela humanidade e os caminhos dos corações, em especial os nilopolitanos. Sem dúvida a magia vai se revelar e mais uma estrela vamos alcançar”.

Júlio Assis, um dos poetas do time do samba 01, esmiúça a parte predileta da composição de sua parceria e declara o seu amor pela escola através do samba que fizeram para essa disputa.

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“Compomos a poesia de um nilopolitano que vive, sonha e tem fé na vida que leva, passa pelos caminhos físicos e espirituais sem temer nada e ninguém, mas sempre respeitando a todos e no fim de tudo, tem orgulho de levar o beija-flor no peito. A nossa escola precisa de um samba aguerrido como o da nossa parceria. Entendemos que teremos o resultado tão esperado, com a nossa obra. ‘Me vejo em teu caminho, nessa imensidão azul do teu amor. E às vezes perdido, eu me encontro em suas asas Beija-Flor.’ Gostamos muito desse trecho, pois ele representa exatamente o tamanho do amor que nossa escola tem com cada componente da nossa comunidade e como esse amor é recíproco. Muitas vezes, mesmo com muitos problemas particulares, encontramos lá, em nossos ensaios, um acolhimento sem igual por parte da Beija-Flor. É sempre incrível estar lá. É um enredo belíssimo. Bem simples no título, mas muito complexo no seu desenvolvimento. É a especialidade da nossa escola, desenvolvimento de enredos complexos. Nesse em especial achamos que o diferencial será a forma de abordagem de todos os caminhos percorridos na vida. Esses caminhos, não são somente ruas e avenidas. A Beija-Flor vai surpreender, com toda certeza, ao abordar todos os caminhos q a vida nos leva”, esclarece.

Jorge Velloso, presidente da ala de compositores da Beija-Flor, encara mais uma decisão. Unido à parceria bicampeã pela escola, conta os pontos positivos de seu samba e do enredo da Beija-Flor.

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“É um samba completo com uma letra de fácil entendimento sobre o enredo, com uma melodia para cima, que vai nos ajudar muito principalmente por sermos a última escola a desfilar fechando o carnaval. Gosto do trecho ‘Quem Chega De Rumos A Fora, Se Achega À Gente Sambista, Aflora Um Festival De Prata Em Plena Pista’, esse trecho remete à Marquês De Sapucaí. Por aqui a cada ano quando chega o carnaval, chegam milhares de turistas, amantes da festa, componentes, espectadores pra ver, ouvir a Deusa da Passarela e se juntar a nós em um grande festival de prata em plena pista. Gosto muito desse trecho embora tenha outros que muito me emocionem. Nosso enredo é inédito, vai falar sobre as ruas mundo à fora. Acredito na proposta e no desenvolvimento do enredo pela escola. Estou muito confiante e feliz”, destacou.

Estudo da sinopse: Estácio de Sá 2020

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Estácio de Sá – Existência e temporalidade na experiência do ser Pedra

Nome do enredo: Pedra
Nome da carnavalesca: Rosa Magalhães

Para o carnaval de 2020, a pedra deixa sua posição de objeto e passa a ser a
protagonista da narrativa carnavalesca da comunidade do morro de São Carlos. O G.R.E.S.
Estácio de Sá apresenta o enredo “Pedra”, construído pela carnavalesca Rosa Magalhães, a
fim de discutir questões como a existência no tempo e como a vida – seja a da pedra, seja a humana – é constituída por embates e conflitos. Em sua sinopse, a carnavalesca nos apresenta alguns recortes da história do Brasil ligados à exploração de pedras, principalmente em serras; ao entendimento místico das pedras por nossos antepassados; e dados mais poéticos e subjetivos sobre as rochas, que atravessam os citados anteriormente.

A maior tensão observada nas pedras que o enredo da Estácio coloca em nosso
caminho é entre o existir e o desaparecer. Tensão essa que também pode ser percebida no
universo das escolas de samba e, sistematicamente, em nossos universos íntimos. Existir no Grupo Especial e não desaparecer do imaginário do sambista é um dos maiores objetivos de toda agremiação. Para isso, dão enfoque ao pertencimento às suas comunidades e edificam o afeto de seus componentes por meio de sambas que evocam essa relação, como por exemplo o próprio samba exaltação da escola do São Carlos: “O meu coração se abriu em flor / Tu és o pavilhão do amor!”. A Estácio, em seu retorno ao grupo especial, e no profundo desejo de permanecer, busca inspiração no que é ser pedra – existir em sua grandiosa experiência histórica e resistir nos embates contemporâneos. A perseverança diária pela continuidade do ser e do habitar norteia uma sinopse que, ao final, questiona a permanência do estado da nossa morada, a pedra que nos abriga – o planeta Terra.

O texto de Magalhães é um cristal que encontramos em nosso caminho e que precisa
ser tocado, percebido e mesmo quebrado, para revelar os mistérios que guarda em seu
interior. A narrativa é desenvolvida por recortes de lugares e de situações, é caracterizada por suas rupturas que não almejam um discurso linear ou canônico. A autora fragmenta a história oficial e escolhe aqueles cascalhos que melhor se encaixam em sua ficção para, enfim, criar um mostruário de pedras – poéticas e históricas. A sinopse, neste caso, cumpre sua função de apresentar o enredo que será desenvolvido na avenida e ao invés de deixar as respostas evidentes no texto, deixa apenas perguntas e incertezas. Magalhães nos mostra o caminho, nos mostra as pedras, mas deixa para nós a tarefa de sentar frente a frente com a pedra e conversar com ela, descobrir sua história, seus segredos e seus ensinamentos.

Penso que a frase da sinopse “A beleza sólida desse material é a essência de nosso
planeta” é uma ferramenta primordial no trabalho de entender a construção de Rosa Magalhães. Independente se preciosas ou não, as pedras guardam em si a história do lugar em que habitamos. Estar diante de uma pedra é testemunhar uma presença secular, um ser que existe em sua constante metamorfose há milhares de anos. É um gesto de muita prepotência do ser humano estar com uma pedra e não reconhecer nela a essência do habitar a Terra. É possível dizer que o desfile da Estácio de Sá apresentará a todo momento o diálogo entre a sensibilidade da pedra e o seu uso comercial, esgarçado pela exploração humana. A maneira como nos relacionamos com as pedras foi modificada devido às diferentes percepções que os indivíduos tiveram ao longo do tempo. Quando Magalhães fala sobre a Serra dos Carajás, essa alteração fica bem evidente. A princípio, o solo pedregoso era a fonte da vida humana, o lugar de onde vínhamos. Com a chegada da visão colonizadora, o solo passa a ser uma rica fonte de produtos a serem explorados no mercado financeiro. A pedra foi desencantada pela ganância.

Por outro lado, um dos grandes feitos do enredo de Magalhães é colocar a pedra como
sinônimo de permanência do tempo. Ela inicia a sinopse com essa proposta de representação e ao longo do texto podemos capturar esse conceito nos fatos narrados. As pedras são portadoras de memórias e têm muito a nos dizer. Assim como as que foram extraídas em Minas Gerais no século XVIII são a materialidade da devastação do nosso território, as pedras portuguesas que pisamos pelo Rio de Janeiro presenciam décadas de injustiças sociais. Além disso, é interessante pensar o enredo da Estácio de Sá como um disparador para reflexões sobre os pequenos detalhes da vida, para observar as marcas das miudezas e ouvir o que a mística da natureza tem para nos dizer. Os elementos são ressignificados de acordo com a perspectiva adotada para os observá-los. Rosa Magalhães nos apresenta, no mínimo, duas maneiras de se relacionar com as pedras e nos deixa a possibilidade de escolher como iremos nos comportar diante de uma, da próxima vez que tivermos a oportunidade. A carnavalesca não oferece resposta. Ela provoca, atiça e se retira. Deixa o leitor-sambista com suas próprias conclusões. Todo caminho é habitado por pedras e cada indivíduo escolhe se conectar ou não a elas.

O texto de Rosa Magalhães nos dá poucas certezas sobre elementos visuais (fantasias
e alegorias) que poderão ser vistos na avenida. Não dá para afirmar uma setorização, mas é possível esperar um setor que fale sobre a exploração mineral em Minas Gerais e outro que aborde o assunto na região da Serra dos Carajás. Também é possível arriscar que o desfile trará um setor que fale apenas sobre a atividade mineradora em Parauapebas e sobre como ela fomentou uma amálgama de pessoas vindas de todas as regiões do país. O setor de encerramento do desfile é uma incógnita que será respondida apenas no domingo de carnaval. Penso que Rosa traduzirá o recado das pedras em um final potente e incisivo.

O enredo apresentado por Rosa Magalhães é importante não só para o carnaval, mas
também para outros âmbitos de nossa sociedade. Quem dera se a percepção e o gesto afetivo de Rosa alcançasse ao menos boa parte da população brasileira e a fizesse refletir sobre a maneira como temos tratado as pedras. Mas, infelizmente, se não se tem dado atenção nem mesmo às pedras, quem dirá à poesia, à arte e ao outro que sofre ao nosso lado carente de um olhar atento e generoso. Vivemos em uma temporalidade integrada que não é percebida. Mas as pedras sentem. As pedras já presenciaram tanta coisa nesse pequeno fragmento do universo e continuarão aqui quando tudo – talvez – voltar ao que era antes. Nosso planeta é pedra – ele sente, registra e retribui.

À Estácio de Sá e à Rosa Magalhães fica o desejo de um ótimo carnaval permeado
pela sabedoria ancestral das pedras que constituem o caminho da folia. Espero que a
comunidade da agremiação possa existir em seu canto mais alto até quando somente as
pedras puderem ouvir.

Autor: Cleiton França de Almeida – [email protected]
Graduando em Artes Visuais – Escultura (EBA/UFRJ)
Coordenador Geral/OBCAR/UFRJ
Leitor orientador: Tiago Freitas
Doutorando em Linguística/UFRJ e
Doutorando em História da Arte/UERJ
Instagram: observatoriodecarnaval_ufrj

Portela 2020: veja apresentações dos sambas finalistas

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A Portela definiu os três sambas que estão classificados para a final para o Carnaval 2020. A decisão acontece na sexta-feira, dia 11 de outubro. Abaixo, você pode ouvir as três parcerias finalistas.

União da Ilha 2020: veja apresentações dos sambas finalistas

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A União da Ilha definiu os quatro sambas que estão classificados para a final para o Carnaval 2020. A decisão acontece no sábado, dia 12 de outubro. Abaixo, você pode ouvir as quatro parcerias finalistas.

 

Faixa da Pérola Negra do CD 2020 promete variações de ritmo e arranjos da bateria

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perolanegra gravacao samba2020 9Primeira escola a gravar no último sábado (6), a Pérola Negra foi a que mais sofreu com o sol e o calor na tenda. Mesmo com a adversidade, a escola desempenhou um ótimo papel e contagiou o clima da gravação.

A Bateria Swing da Mada ousou nas bossas durante o samba e alusivo. A batucada optou por paradinhas entre naipes e variação de arranjos de caixa na virada pra segunda estrofe. Em conversa ao CARNAVALESCO, o Mestre Fernando Neninho comentou sobre sensação ao gravar e revelou pressão dentro de casa com ausência de bossas. * VEJA AQUI AS FOTOS DA GRAVAÇÃO

“Terceiro ano consecutivo a bateria do Pérola gravando ao vivo. Nos primeiros anos tive que trazer o resultado pra escola, e conseguimos graças a Deus, até então que subimos. Agora o trabalho está ficando da forma que a gente sempre imaginou, num ambiente que a gente já estava acostumando. Gravamos da maneira que imaginamos e foi bem bacana. O andamento nosso é 144, e a nossa característica é paradinha e bossa. Se não fazer, eu tenho uma pressão dentro de casa, meu pai me cobra. Fizemos uma bossa em homenagem a povo cigano também e uma paradinha no final só pra gente mostrar nossa característica, trabalhada no contratempo, os naipes conversando”.

perolanegra gravacao samba2020 3O intérprete Daniel Collete esteve presente nas orientações ao coral, contribuindo para a animação dos componentes. O cantor contou como foi a impressão após o processo de gravação.

“Foi sensacional. A comunidade daquele jeito, a diretoria vem resgatando a comunidade do Pérola Negra. O pessoal se entregou muito, são 11 horas da manhã num sol pra cada um, mas todos cantaram com alegria, foi show de bola. O tom foi cantando em Sol menor”.

Conheça as fantasias da Vila Isabel para o Carnaval 2020

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Vila Isabel apresenta samba e fantasias com promessa de desfile com ainda mais impacto em 2020

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Por Allan Duffes e Geissa Evaristo

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A Unidos de Vila Isabel apresentou neste sábado os protótipos das fantasias para o carnaval de 2020. O evento, fechado para comunidade, convidados, e segmentos serviu também ainda de apresentação oficial para o samba-enredo do próximo carnaval. Em novo modelo de disputa, a obra assinada pelos compositores Cláudio Russo, Chico Alves e Júlio Alves irá contar o enredo “Gigante pela própria natureza: Jaçanã e um índio chamado Brasil”, de autoria do carnavalesco Edson Pereira.

No que depender do conjunto de fantasias, a Vila Isabel tem tudo para repetir o impacto causado em 2019. Produzidas pelo carnavalesco Edson Pereira, as roupas voltam a esbanjar opulência, requinte, grandiosidade e dessa vez ganhando também um ar um pouco mais simples em algumas alas. Não faltará no carnaval da Unidos de Vila Isabel: plumas, penas de pavão e também muita criatividade.

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As fantasias passearam por todas as regiões do Brasil. No primeiro setor predominou a temática indígena. Fantasiadas originalmente de bananas, as baianas da Unidos da Vila Isabel estarão logo no início do desfile. A pintura corporal também completará os figurinos desse setor.

Já no terceiro setor aparecem as cores da escola. A ala 9 “Gente Irmã Suada do Litoral” difere de estética apresentada e apresenta um figurino mais descontraído. Banhistas com isopor, boia, protetor solar e boia representam os cariocas.

Não faltará leitura nas fantasias criadas pelo carnavalesco. Muito colorido. Em outra ala até uma bacia plástica virou composição do figurino, mostrando que nem só de luxo, porém sempre com muito bom gosto.

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“A intenção era criar fantasias com o mesmo volume do ano passado, mas com custo menor. A gente sabe que estamos vivendo um momento muito difícil de crise não só no carnaval, mas no país inteiro, então acho importante ter essa consciência”, disse Edson Pereira, que também falou sobre a escolha do samba de 2020.

“A Vila vinha sofrendo alguns anos com sambas que não eram o que o povo esperava. Esse ano nós abrimos uma disputa diferente e o motivo foi somente porque o tempo não favorecia a uma disputa tradicional e mais longa. De 19 sambas vimos que 13 eram maravilhosos, mas esse apaixonou toda a diretoria”.

Em entrevista ao CARNAVALESCO, Wilsinho Alves, diretor de carnaval, revelou novidades da escola visando o desfile de 2020.

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“Os ensaios de quadra já iniciam no dia 17 de outubro e na última semana de novembro vamos pra rua. A Vila vai desfilar com cinco alegorias e o abre-alas terá três acoplamentos, gigantesco assim como no ano passado. Teremos um ou dois tripés”, disse Wilsinho, que também comentou sobre a obra escolhida.

“Foi uma unanimidade entre a diretoria e estou muito feliz. É um samba que tem tudo pra ser antológico e é um samba que com certeza vai funcionar na nossa comunidade”.

Um dos autores do samba da Vila Isabel para o Carnaval 2020, o compositor Cláudio Russo falou sobre a conquista e o modelo adotado pela escola.

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“Achei o modelo muito legal até porque nós não tivemos gastos excessivos. Trouxemos o Chico Alves que tem um nome no samba de raiz e tinha vontade de vir pro lado do samba-enredo e deu muito certo. Eu sou muito letrista, ele também é. Casamos muito bem com a ajuda do Júlio Alves. Ficou uma construção bem feita, sem lugar comum, sem clichê e uma melodia mais tradicional, respeitando as características da Vila”, explicou Russo.

Estreante em disputa de samba, o compositor Chico Alves vibrou com a vitória na Vila Isabel. “Não sou compositor de samba-enredo. Sou um compositor. A gente só acerta a forma de fazer. Minha estreia foi com o pé direito à convite e sedução do Cláudio Russo. Eu não sou desse universo do carnaval. Ver essa turma cantando inflamada a sua música é algo novo e bom demais”.

Fernando Fernandes, presidente da Vila Isabel, é um dos dirigentes mais conscientes na organização de um desfile. Ao CARNAVALESCO, ele falou do trabalho para o Carnaval 2020.

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“A Vila Isabel é uma escola organizada. A escola se preparou para essa crise, que era uma tragédia anunciada. O carnaval de 2020 será superior ao desse ano. Estamos bem estruturados e com um equipe bem forte, para desenvolver um grande trabalho. A Vila Isabel inovou e fez uma disputa com o menor custo para o compositor. Foi um atrativo para trazer mais compositores e, consequentemente, termos um grande samba”, comentou o presidente, que disse ser “conversa” a informação que a Vila Isabel receberia um apoio de R$ 5 milhões para falar de Brasília.

Revelação e sucesso comprovado em 2019, mestre Macaco Branco segue no comando da bateria da Vila. Ao CARNAVALESCO, ele analisou o desfile passado e revelou o que pode vir no futuro.

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“Foi um desfile fantástico e eu pude contribuir para a escola fazer um grande desfile. Foi um trabalho que a gente vinha fazendo a bastante tempo com a bateria: um trabalho de resgate, que, graças a Deus, a gente está conseguindo chegar próximo àquele ritmo de Vila Isabel. Eu sou muito feliz por ter essa bateria e ter uma média de 200 ritmistas por ensaio. Isso é sinal de que o nosso trabalho vem dando certo. Agora, é só a gente aprimorar e vamos para Avenida com 275 ritmistas”.

Em mais um ano juntos, o casal de mestre-sala e porta-bandeira, Raphael e Denadir, é garantia de nota 40 para Vila Isabel. Ao CARNAVALESCO, a dupla analisou o desfile de 2019 e contou novidades de 2020.

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“Foi um desfile maravilhoso, mas a gente sempre quer mais. Também queremos fazer um bom espetáculo para os jurados e para o público. Nós fizemos uma brincadeira com os guardiões. A nossa coreógrafa deu a ideia de brincar com a participação deles. E acabou sendo uma sacada muito legal e que deu certo. Já estamos trabalhando desde junho para que o desfile seja mais bonito que o desse ano”, citou a porta-bandeira.

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“É aquela história: tirar 40 é difícil, só que mais difícil ainda é manter. Resolvemos triplicar o nosso trabalho para tentarmos manter a nota. A gente já tem algumas coisas em mente para 2020, que agora, é só colocar dentro de samba e ver o que dá certo. Lemos a sinopse, começamos a estudar o enredo e agora, com o samba, a gente vai trabalhar para tudo dar certo”, completou o mestre-sala.

Salgueiro 2020: ouça os sambas finalistas

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O Salgueiro definiu os três sambas que estão classificados para a final para o Carnaval 2020. A decisão acontece na próxima sexta-feira, dia 11 de outubro. Abaixo, você pode ouvir as três parcerias finalistas.

* CLIQUE AQUI PARA OUVIR OS FINALISTAS

Império Serrano apresenta protótipos para 2020 e mostra que apostará na simplicidade, aliada com a emoção

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Por Diogo Sampaio

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O Império Serrano abriu sua quadra, na noite de sábado sábado, e apresentou para sua comunidade os protótipos das fantasias que levará para Marquês de Sapucaí, pela Série A. No carnaval de 2020, a escola defenderá o enredo “Lugar de mulher é onde ela quiser”, que irá marcar a estreia do carnavalesco Júnior Pernambucano na agremiação. Em conversa com a reportagem do site CARNAVALESCO, Júnior revelou sua preocupação em elaborar um trabalho dentro da realidade atual da escola e do grupo em que está. Uma solução encontrada pelo artista foi o uso dos chamados materiais alternativos:

“Tive muito cuidado em relação aos custos dos materiais, para não ficar tão caro. Tem alas bem criativas, com materiais alternativos, para baratear a fantasia. Usei etaflon, usei palha, usei juta… A maioria das alas tem um pouco de cada coisa assim. A minha principal preocupação foi não encarecer. Todos as alas têm essa preocupação financeira, no custo”.

A abertura do desfile do Império Serrano promete ser emocionante para qualquer torcedor da escola ou amante do carnaval. As tradicionais baianas da Serrinha serão a primeira ala a se apresentar. Com uma fantasia branca, com direito a plumas, as senhoras trarão em suas saias o símbolo maior da agremiação, a coroa.

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Na sequência, virá a velha guarda, que prestará homenagens a Tia Eulália, cuja residência foi palco para a fundação do Império. No entanto, quem esteve presente na quadra não pode conferir como será o figurino, já que a escola optou por guardar segredo até o dia do desfile. O mesmo aconteceu com a fantasia da ala seguinte, a ala 3, que tem como nome “Empoderadas Imperianas”.

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No segundo setor, o Reizinho de Madureira entra no aspecto histórico de seu enredo e dá voz para mulheres pouco representadas nos livros didáticos, mas que desempenharam grandes papeis. É o caso da índia potiguara Clara Camarão, que liderou um grupo de nativos armados contra invasores holandeses, fixados em terras hoje correspondentes as cidades de Recife e Olinda, no estado de Pernambuco.

A fantasia que representa Clara na ala 6 se destaca pelos tons de verde usados e a estampa que remete a cultura indígena. O trabalho com penas artificiais também chama atenção no figurino.

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Mulheres que revolucionarão em seus tempos e fizeram a diferença na sociedade. O terceiro setor da apresentação do Império Serrano trará nomes como o de Antonieta de
Barros, a primeira mulher negra eleita deputada no Brasil. Outra figura lembrada nessa parte do desfile é a bióloga Bertha Lutz, que liderou movimentos pelo sufrágio feminino.

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Nesse setor, há o predomínio de fantasias mais leves, que propiciam uma melhor evolução dos componentes. Há também forte presença das cores da escola, o verde e o
branco, nas bases dos figurinos. A cor amarela também se destaca.

A parte final da apresentação imperiana pretende reverenciar o empoderamento feminino nos mais diversos campos e aspectos da sociedade, como a ciência, a música, as artes e os esportes. Para representar, foram escolhidos nomes como os das cantoras Carmem Miranda e Chiquinha Gonzaga até o da jogadora de futebol feminino Marta, que curiosamente será enredo de uma coirmã da Série A, a Inocentes de Belford Roxo.

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Assim como as alas 2 e 3, a ala 25, intitulada de “Marcha das Margaridas”, não teve seu figurino apresentado ao público. Porém, a escola revela se tratar de uma de suas grandes apostas e promete surpreender.

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Ala 01 (Baianas): Mãe Imperiana Mãe!

Ala 02 (Velha Guarda): Sementes de Tia Eulália

Ala 03: Empoderadas Imperianas

Ala 04: O desabrochar do Jardim Imperiano

Ala 05: Florescer de um Poderoso Império

Ala 06: Empoderada Nativa – Clara Camarão

Ala 07: Guerreiras de Tejucupapo

Ala 08: Sacrossanta Liberdade – Madre Joana Angélica

Ala 09: Farroupilhas de Anita Garibaldi

Ala 10: Militar Pioneira – Maria Quitéria

Ala 11: Heroína da Independência – Maria Felipa

Ala 12: Rainha Quilombola – Teresa de Benguela

Ala 13 (Damas): Educar para Libertar – Nísia Floresta

Ala 14: Vossa excelência Antonieta – A Primeira Negra Deputada

Ala 15 (Passistas): Pagu – Revolucionária das Palavras

Ala 16 (Bateria): Nativos Doutorandos de Leonilda

Ala 17 (Guerreiras): Sacro Tentação – Rose Marie

Ala 18: Bertha Lutz – Votar é um Direito

Ala 19: Poderosas Operárias

Ala 20: Louca Arte – Nise da Silveira

Ala 21: Alô, Alô, Tai Carmem Miranda

Ala 22 (Compositores): Abram Alas para Chiquinha

Ala 23 (Crianças): Xô, Perereca! Dercy Gonçalves

Ala 24: Rainha dos Gramados – Marta

Ala 25: Marcha das Margaridas

Ala 26: Maria da Penha – Ter Direito é Ter Poder

Viralizou, nem viu! São Clemente consagra a parceria de Marcelo Adnet campeã de samba-enredo

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Por Guilherme Ayupp, Larissa Rocha e Thaise Lima. Fotos: Magaiver Fernandes

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A São Clemente definiu na madrugada de sábado para domingo o seu samba-enredo para o Carnaval 2020. A final foi realizada na quadra da preta e amarela, no Centro do Rio. O samba feito pelos compositores Marcelo Adnet, André Carvalho, Pedro Machado, Gustavo Albuquerque, Gabriel Machado, Camilo Jorge, Luiz Carlos França e Raphael Candela foi aclamado campeão e será o hino oficial da agremiação no Carnaval 2020. A escola do bairro de Botafogo vai abrir os desfiles da segunda-feira de carnaval do Grupo Especial com o enredo ‘O Conto Do Vigário’, de autoria do carnavalesco Jorge Silveira.

A parceria liderada pelo humorista, roteirista e compositor Marcelo Adnet foi a mais popular durante toda a disputa, não apenas por contar com uma personalidade da televisão entre os seus autores, mas pode ter construído um samba que carrega o DNA da São Clemente. Adnet, assumidamente torcedor da escola, vence sua primeira disputa de samba. Ele não é o único. Dos integrantes da parceria campeã, apenas Gustavo Albuquerque e Camilo Jorge, campeões em 2017, sabiam o que era vencer um samba pela São Clemente.

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Muito aguardado e apesar de ter encerrado sua participação aos gritos de campeão o samba teve uma apresentação irregular na quadra. Apontado como franco favorito ao título desde o início da disputa, o samba realizou uma apresentação boa, porém sem o aguardado sacode. A torcida estava animada mas poderia ter cantado mais. Apesar disso, a escola comprou o samba desde início da disputa. Um palco de peso, com Marquinhos Art’Samba e Emerson Dias conduziu a obra.

Marcelo Adnet falou ao site CARNAVALESCO após a vitória. Segundo ele, o samba se tornou tão popular por falar aos ouvidos do povo.

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“Eu gosto de samba desde que eu era criança, eu cantava de cor todos os sambas até que quando eu tinha 15 anos de idade. Aqui na disputa eu vim de coração aberto, eu esperava que o nosso samba chegasse longe, mas talvez não na final. Olha, eu considero que o samba possui uma série de qualidades, sem falsa modéstia. Mas na minha opinião a letra tem passagens muito interessantes, satíricas na medida correta. Eu acredito que viralizou justamente por falar de aspectos que tocam na realidade do nosso povo. Eu me dediquei com muita seriedade a esse projeto, embora, o samba e o enredo tenham muito humor”, declarou o vencedor.

“É a realização de um sonho, ganhar a disputa de um samba do Grupo Especial. Foi tudo muito improvável e inesperado. A ficha ainda não caiu. Esse samba é a cara da São Clemente, é irreverente, tem um tom de crítica, mas sem acidez”, afirmou o compositor Luiz Carlos França.

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Show dirigido por Júnior Scapin encanta na final

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A São Clemente preparou um grande show para o público presente na quadra. Dirigido pelo coreógrafo Júnior Scapin, os segmentos realizaram uma apresentação temática e um ator introduzia com declamações cada samba que seria cantado. A bateria se apresentou acompanhando com uma formação mais reduzida. Os casais de mestre-sala e porta-bandeira estavam fantasiados e a comissão de frente também relembrou o desfile deste ano no palco. Um show de respeito ao público.

Responsável pela criação e desenvolvimento do enredo da São Clemente, Jorge Silveira acredita que o ano de 2020 será de grande responsabilidade.

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““Esse é meu terceiro ano na escola. É um ano em que eu consigo entender melhor como a escola funciona, e isso me dá uma certa vantagem pra fazer as coisas acontecerem. Eu fico muito feliz pela escola ter me dado a oportunidade de apresentar um enredo autoral, o que me dá a possibilidade de poder encaixar a minha identidade com a da escola. Eu me sinto mais envolvido emocionalmente do que em qualquer trabalho”.

Jorge Silveira está ciente que fazer um desfile de escola de samba não é uma das tarefas das mais fáceis. O artista, como todos os seus outros colegas, vivem a indefinição se vão contar com alguma verba do poder público para 2020.

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“Se fosse em qualquer lugar do mundo o carnaval seria tratado com a relevância que merece. Esse dinheiro vai fazer alta, mas não vamos deixar a peteca cair. A gente sempre sonha dentro do limite. A liberdade existe, mas é sempre uma liberdade que está em alguns aspectos condicionada a várias situações diferentes, esse ano um limitador severo é o dinheiro, precisamos tomar cuidado pra não extrapolar a verba porque o corte é real, mas no campo das ideias nós vamos chutar o pau da barraca”.

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Novo diretor de carnaval Thiago Almeida se diz pronto para o cargo

A São Clemente vai apostar no jovem Thiago Almeida para o posto de diretor de carnaval, cargo que foi ocupado por muitos anos pelo ex-presidente Ricardo Almeida, morto em 2017. Thiago ressalta surpresa com o convite, mas afirma que já vinha acompanhando o tio nos últimos anos.

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“Fui pego de surpresa. Eu vinha aprendendo com meu tio Ricardo, que faleceu em 2017. Estou aqui desde 2008. Não tenho uma bagagem enorme, mas possuo um aprendizado já bastante elaborado”, confessa.

O dirigente admite preocupação com o planejamento para 2020, com incertezas na área econômica, já que não há previsão de subvenção para o carnaval do Grupo Especial.

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“Somos uma escola organizada. Temos credibilidade e conseguimos com os fornecedores uma certa vantagem. É complicado fazer sem subvenção, mas essa organização nos impede de ter dor de cabeça. Eu acho que o enredo tem a característica da escola e comunidade fica mais empolgada por isso”, disse.

Thiago Almeida revelou ao site CARNAVALESCO que a escola vai tentar ensaiar no Aterro do Flamengo, como fez na preparação para o Carnaval 2018. Ele adianta que no desfile a preta e amarela não vai desfilar com o número máximo de alegorias.

“Vamos com 5 carros, 25 alas, 3.300 componentes. Vamos iniciar em novembro os treinos da quadra. Por ser na Zona Sul é mais complicado fazer ensaio de rua, mas vamos sim tentar usar as pistas do Aterro, como fizemos recentemente”, conclui.

Renatinho dá liberdade a Jorge Silveira e explica contratação de Grazzi Brasil

Após o 12º lugar obtido em 2019, o presidente da São Clemente, Renatinho arregaça as mangas para repetir o bom desempenho na avenida no ano que vem. Para isso, ele considera importante a escolha de um samba com qualidade.

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“A parte mais importante de um bom desfile começou hoje. A escola ficou muito feliz com essa disputa. O clima foi parecido com o que vivemos em 1987, com Capitães do Asfalto”, relembra.

Depois de dois carnavais pelo Paraíso do Tuiuti, Grazzi Brasil irá defender a São Clemente em 2020. Renatinho explica a opção pela cantora. Ele considera importante também deixar o carnavalesco Jorge Silveira livre para criar.

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“Eu tinha três meninas no carro de som e elas tiveram de sair, assim como a Larissa Cruz. A Grazzi vem para substituir todas essas vozes. Ela será a única mulher no nosso carro de som nesse ano. A história do nosso enredo é muito interessante e rica. Eu deixo o Jorge muito livre. O carnaval vive um momento muito conturbado e é uma temática muito necessária”.

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Para o Carnaval 2020, a São Clemente terá um trio de cantores: Leozinho Nunes, Bruno Ribas e Grazzi Brasil. Ao CARNAVALESCO, Bruno falou dos parceiros.

““Felicidade máxima cantar com a Grazzi ao meu lado e o Léo. Trabalhar junto com eles é maravilhoso, é troca de energia, troca de conhecimento, talento, a gente
vai aprendendo a cada dia um com o outro”, disse o cantor, que também defende a Tom Maior em São Paulo.

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“Não vejo nenhuma diferença do Rio para São Paulo. O samba é o samba em qualquer lugar. Em questões de energia, isso independe de lugar. Você quem faz a energia. Não tem diferença, ambos são samba”.

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Leozinho aproveitou para elogiar seus parceiros e enalteceu a chegada de Grazzi. “É gratificante receber a Grazzi. Com todo respeito, existem outras cantoras, mas
hoje a Grazzi é a melhor cantora de samba-enredo do Brasil. São trê estilos totalmente diferentes. Bruno tem uma voz mais experiente, a Grazzi tem uma voz doce, mas com pegada e o Leozinho maluco, que adora fazer uma bagunça”.

Ao CARNAVALESCO, Grazzi respondeu sobre a chegada na São Clemente. “Estou de casa nova, com toda essa família que eu adoro. Acredito que novas estradas, novos caminhos fazem bem, espero que dê tudo certo. Eu me senti super acolhida aqui no Rio”.

Caliquinho promete boom nos jurados

Mestre Caliquinho carrega no comando da Fiel Bateria o amor pelo pavilhão clementiano e a experiência de carnavais trabalhados com sucesso. Ao site CARNAVALESCO, ele comentou o trabalho de 2019 e falou do futuro.

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“Mostramos tudo que tínhamos para mostrar na avenida, a bateria arrebentou. Para 2020, a Fiel Bateria está vindo aí com uma surpresa para levantar ainda mais o público da Sapucaí e dar um “boom” nos jurados. Vamos fazer umas coisas mirabolantes”, revelou o mestr, que terá 250 ritmistas em 2020.

Análise dos outros sambistas finalistas

PARCERIA THIAGO MARTINS – O samba com o melhor desempenho na final. Contando com o intérprete Leozinho Nunes entre os cantores no palco foi aquele que mais contagiou a quadra. Destaque para os refrões que levantaram a torcida, a mais aguerrida da final. Elevou o nível da final.

PARCERIA AMATUZZI – O samba teve a incumbência de abrir a final e se apresentou de forma irregular. Até começou bem mas ao longo da passagem de tempo a obra perdeu muito rendimento, ficando distante do sonho da vitória.