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Futuro em boas mãos: desfile mirim emociona e mostra a força das novas gerações do carnaval de São Paulo

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Sonhos de adolescentes e crianças são sempre virtuosos de serem ouvidos. Meninos e meninas dentro das escolas de samba já carregam a responsabilidade de ensinar os amigos, com o objetivo de transmitir as lições às próximas gerações. O desfile mirim, realizado na Fábrica do Samba no último domingo, reuniu tudo isso: diversas agremiações e crianças puderam mostrar o resultado dos projetos desenvolvidos por suas escolas. O fato é que ontem foi a prova de que o futuro do carnaval de São Paulo vive e está em boas mãos. O CARNAVALESCO ouviu alguns mestres e casais de mestre-sala e porta-bandeira mirins, que falaram sobre o sentimento de representar suas respectivas escolas e o que almejam para o futuro.

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Frio na barriga e suas inspirações

O mestre Davi, da Unidos de Vila Maria, falou sobre a responsabilidade de liderar a “Cadência da Vila” mirim no evento. De acordo com ele, a ansiedade foi grande, mas tudo passou quando o desfile começou.

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Fotos: Gustavo Lima/CARNAVALESCO

“É muito bom! Dá muito nervoso, mas, quando chega a hora, passa o frio na barriga, com aquela sensação de que vai dar tudo certo. Eu toco repique, é bem difícil, mas é um instrumento que, para quem aprende, facilita tocar os outros”, disse.

Planejando o futuro, o pequeno almeja ser mestre oficial da escola. “Eu sonho muito em ser mestre da Vila Maria um dia, e minhas maiores inspirações são o Felipe, que nos ensina na ‘Mulekada da Vila’, e o mestre Moleza”, afirmou.

Agradecimento aos envolvidos e um sonho a ser realizado

De forma sucinta, Juan Lucas (13 anos), mestre mirim da Rosas de Ouro, agradeceu a oportunidade de representar a escola no evento.

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“Foi muito bom! Legal demais ver a vontade das crianças em aprender. Fico muito feliz pelo Ricardo Tripa ter confiado em mim. Estou na escola desde os três anos de idade”, contou.

Matheus Henrique, responsável pela “Ritmo que Incendeia”, da Dragões da Real, agradeceu a todos os envolvidos no projeto Dragões do Futuro.

“É uma sensação incrível. Foi muito legal e emocionante. Gostei demais do projeto, quero agradecer a todos os envolvidos e à diretoria. A bateria, no começo, estava um pouco para baixo, mas foi evoluindo e, graças a Deus, deu tudo certo. Vamos pra cima!”, celebrou.

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Seguindo a linha dos amigos mirins, Matheus diz que seu sonho é se tornar mestre oficial e revelou suas inspirações.

“Meu desejo, futuramente, é ser mestre dentro de uma escola de samba, e minhas grandes inspirações são o nosso Klemen e o Sombrinha”, declarou.

Recepção carinhosa e o orgulho de representar o pavilhão

O mestre-sala Guilherme Atuy, de 13 anos, exaltou a satisfação de representar a bandeira maior da Estrela do Terceiro Milênio.

“Estou muito orgulhoso em desfilar por uma escola tão especial. É o meu primeiro ano aqui e é uma honra representar o pavilhão da Estrela do Terceiro Milênio no Desfile Mirim. Não tenho palavras para descrever”, declarou.

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Com 14 anos, a porta-bandeira Júlia Carvalho está na escola desde bebê. Segundo ela, o amor pela Milênio vem de berço, e é um orgulho carregar o pavilhão da agremiação.

“Eu frequento a Milênio desde bebê e lá tem várias crianças. Meu pai é presidente da torcida e minha mãe é chefe de ala. É uma escola com muita garra, força e alegria. Foi uma trajetória de muito trabalho e vários ensaios. É uma honra trabalhar com o Guilherme e representar a minha escola”, comentou.

Guilherme chegou recentemente à escola e contou como foi abraçado pela comunidade da “Coruja”.

“Foram muitos ensaios aos domingos lá no Grajaú. Todos os sábados também a gente se encontrava. Foi muito prazeroso esse processo de entrega pela escola. Cheguei sem conhecer ninguém, depois conheci a Júlia, a Lara, a Waleska e o Arthur. Lá tem muitas crianças que sonham em ser passistas, mestres-salas, porta-bandeiras, ritmistas, rainhas de bateria… Eles recebem com o coração”, destacou.

Amor pelo pavilhão e o desejo de ser reconhecido

Enaltecendo as muitas crianças do Grajaú, Júlia diz que é necessário mostrar todo esse projeto e revelou o sonho de ser porta-bandeira oficial. “A gente precisa mostrar o espaço que a nossa escola dá às crianças. Eu quero muito, um dia, representar oficialmente, lá no futuro. Hoje foi demais representar a minha escola”, completou.

A porta-bandeira Isabela Aleixo, de 15 anos, esbanjou seu amor pelo pavilhão corintiano. “É um sentimento de muita gratidão. Eu amo os Gaviões demais. Tenho um amor imenso pela escola. Representar o pavilhão é muito gratificante. Sinceramente, não tenho palavras para descrever o que é esse sentimento”, disse.

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Seguindo sua parceira, o mestre-sala Pedro Tavares, de 14 anos, afirmou que é prazeroso representar os Gaviões da Fiel.

“É a realização de um sonho. Cresci na quadra indo aos ensaios, e representar essa torcida maravilhosa e essa escola, que sempre encanta quando passa no Anhembi, é gratificante”, ressaltou.

O casal falou sobre o sonho que compartilham e o entrosamento que conquistaram em apenas três meses. “Estamos ensaiando há três meses e foi algo de conexão. A gente nunca tinha dançado juntos, mas, na primeira vez que dançamos, já deu liga e foi incrível. O maior sonho é ser reconhecida ainda mais e mostrar para as pessoas o amor que eu sinto pelos Gaviões da Fiel”, comentou Isabela.

“Fica fácil com uma parceira que se esforça todos os dias. Ela tem a mesma vontade, e a conexão foi muito rápida. Ainda mais porque eu comecei a dançar este ano. Acho que, de escola, a gente já chegou ao nosso sonho, mas também queremos conquistar reconhecimento do público. É a paixão por essa arte maravilhosa”, concluiu o mestre-sala.

 

Liga RJ inicia gravações do álbum da Série Ouro para o Carnaval 2026

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A Liga RJ deu início, na manhã desta segunda-feira, à produção do álbum dos sambas-enredo da Série Ouro para o Carnaval 2026. As gravações acontecem no M&C Studio, em Marechal Hermes, na Zona Norte do Rio de Janeiro, com a Estácio de Sá abrindo os trabalhos. Nesta primeira etapa, as escolas gravam as bases das faixas, que incluem a bateria e a voz guia, antes da adição dos instrumentos de harmonia, do coro e dos intérpretes.

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Fotos: Diego Mendes/Liga RJ/S1 Comunicação

Pelo quinto ano consecutivo, a produção musical do projeto está sob o comando de Macaco Branco. O produtor destacou que o objetivo é fazer de cada faixa uma experiência que vai além da audição, conectando o público à essência dos enredos e à memória afetiva de cada agremiação.

“Buscamos sempre uma imersão para que as pessoas possam entender os enredos que as escolas estão propondo, além daquela parte mais saudosista com a introdução com um samba histórico ou samba exaltação, trazendo aquela memória afetiva. A ideia do álbum é fazer com que as pessoas possam viajar em cada tema e ser uma verdadeira terapia musical para quem ouvir as faixas”, afirmou Macaco Branco.

O produtor também comentou sobre o processo técnico que dá forma ao álbum, ressaltando a importância de cada fase para o resultado final. Segundo ele, o cuidado com os detalhes é essencial para valorizar a sonoridade e a identidade, traduzindo nos arranjos e nas bossas o espírito de cada uma das 15 agremiações da Série Ouro.

“Nós falamos que essa primeira etapa é a gravação da base. Começamos pela bateria, a voz guia e o arranjador junto ao diretor musical fecham os arranjos, enquanto as bossas e paradinhas ficam por conta do mestre de bateria. Depois, gravamos os instrumentos de harmonia, que são violão, cavaquinho, cavaquinho com afinação de bandolim, algum instrumento à parte dependendo da temática e, num próximo dia, fazemos o coro e a voz do intérprete. No fim, fazemos a mixagem e masterização do álbum”, explicou.

O lançamento do álbum está previsto para o mês de novembro nas plataformas digitais. Em 2026, os desfiles da Série Ouro acontecerão nos dias 13 e 14 de fevereiro, na Marquês de Sapucaí.

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Liesa vende novo lote de arquibancadas e abre frisas para os desfiles do Grupo Especial no Carnaval 2026

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O público que ainda não comprou ingressos para o Rio Carnaval 2026 terá uma nova oportunidade no próximo domingo. A Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) vai recolocar à venda uma nova carga de ingressos de arquibancadas especiais, além de iniciar a comercialização das cadeiras individuais e das frisas.

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Foto: Divulgação/Rio Carnaval

Haverá disponibilidade para setores variados das arquibancadas, a partir das 9h, com ingressos que estão retornando após a primeira etapa de venda, por não terem sido concluídos, com preços a partir de R$ 200 (R$ 100 a meia). Além disso, serão vendidas as tradicionais cadeiras individuais do setor 12. Para realizar a compra, basta acessar o site www.riocarnaval.com.br/ingressos e acessar a plataforma oficial de vendas da Ticketmaster. As regras são as mesmas das etapas anteriores: até quatro ingressos por CPF por dia de desfile, sendo no máximo uma meia-entrada.

Venda de frisas

Nessa mesma data, no período entre 9h e 12h – ou até esgotarem -, acontece a venda de frisas. Cada pessoa física poderá solicitar um espaço, que contém seis lugares, por dia de desfile competitivo, ou dois para o Sábado das Campeãs. Para a compra, é necessário acessar o site oficial da Liesa – www.liesa.com.br – e clicar no banner que estará disponível no topo da página. Os valores variam entre R$ 1.800 e R$ 10.000.

Outras informações poderão ser obtidas na Central Liesa de Atendimento pelo telefone (21) 3190-2100.

Mauro Diniz grava áudio visual em comemoração aos 50 anos de carreira

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No dia 21 de outubro, a partir das 13h, o cantor e compositor Mauro Diniz irá gravar um audiovisual no Rio de Janeiro, em comemoração aos seus 50 anos de carreira, com as participações de João Diniz, Zeca Pagodinho, Roberta Sá, Liomar, Xande de Pilares, Péricles e Leandro Sapucahy. A produção do evento é da TJ Diniz Produções, com patrocínio da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria Municipal de Cultura. A gravação será restrita a convidados e acontecerá no Espaço Lajedo, localizado na Estrada Boca do Mato, 803, em Vargem Pequena, Zona Oeste do Rio de Janeiro.

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Foto: Juliana Ferrer/Divulgação

Filho de Monarco, Mauro herdou do pai a tradição musical. Nascido em Oswaldo Cruz, cercado por grandes sambistas, construiu uma trajetória sólida como cantor, compositor, arranjador, cavaquinista, professor de cavaquinho e um verdadeiro bamba de berço.

Diniz participou da batucada da Velha Guarda da Portela, fundou o grupo Sambrasil, integrou a banda de Beth Carvalho e frequentou as rodas do Cacique de Ramos, uma das mais tradicionais do samba carioca. Em 1985, fez parte do Raça Brasileira, ao lado de Zeca Pagodinho, Pedrinho da Flor, Elaine Machado e Jovelina Pérola Negra.

Mauro tem cerca de duzentos sambas gravados e cinco álbuns lançados. Sua contribuição ao gênero reflete-se em sambas atemporais, verdadeiros hinos que perpassam gerações e são indispensáveis nas rodas de samba. É autor e coautor de clássicos como “Meu Lugar”, “Te Gosto”, “Parabéns pra Você”, “Já Não Arde”, “O Sol e a Brisa”, “Cheiro de Saudade”, “Falando com os Astros”, “Hora da Partida”, “Loucuras de uma Paixão”, “Nova Esperança”, “O Dia se Zangou”, “Quando Se Perde um Grande Amor”, “Solidão de um Poeta”, “Sorriu pra Mim”, “Menor Abandonado”, “Realidade”, entre diversos outros sucessos que serão relembrados na celebração dos seus 50 anos de carreira e 73 anos de vida.

A contribuição do mestre Mauro Diniz para a música brasileira é gigantesca. São cinco décadas de tradição e legado em prol do samba. Nada mais justo do que festejar e registrar esse momento com pessoas que fazem parte da sua vida e história.

Será um dia memorável, uma oportunidade única para homenagear a obra e a trajetória de um dos maiores sambistas do Brasil.

Para mais informações, entre em contato pelo telefone (21) 99787-6387 ou pelo e-mail [email protected]

Rainha de bateria da Inocentes faz a festa da criançada em Belford Roxo

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Voltar a ser crianças e aproveitar uma tarde de brincadeiras, doces e distribuição de brinquedos, foi a proposta de Carolane Silva e Washington Paz para ritmistas e comunidade da Inocentes de Belford Roxo. A rainha e o mestre da Cadência da Baixada distribuíram cerca de 500 brinquedos e saquinhos de doces para os sambistas mirins, além de promover uma tarde de diversão e confraternização entre os integrantes da bateria.

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Foto: Gabriel Neves/Divulgação Inocentes

“Eu me sinto verdadeiramente acolhida pela comunidade e pela bateria. A gente se transformou em uma grande família e é maravilhoso poder se sentir assim. Não tem preço ver o sorriso das nossas crianças e eu só agradeço por isso”, diz a rainha de bateria que participou ativamente dos preparativos da festa e das brincadeiras.

A agitação começou ao longo da semana, quando a dupla escolheu o Mercadão de Madureira para as compras.

“Eu me jogo de cabeça , principalmente quando o assunto é criança. Sou mãe solo e sei como essas datas são importantes para eles. A gente fez tudo com muito carinho para que eles tivessem uma tarde inesquecível”, completou Carolane que já confirmou presença no primeiro ensaio de rua da escola, nesta quarta-feira, 15 de outubro.

Gkay recebe croqui de fantasia para o Carnaval de 2026 do Salgueiro

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A manhã desta segunda-feira foi marcada por muitas surpresas e emoção no barracão do Salgueiro. A Influencer e empresária Gkay, musa da agremiação em 2026, recebeu das mãos do carnavalesco Jorge Silveira o desenho de sua fantasia.

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“Estou muito emocionada e feliz por poder viver esse sonho pela primeira vez. Minha fantasia é linda e me surpreendeu de diversas formas”, conta a Influencer.

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Foto: Divulgação/Salgueiro

Gkay vai desfilar no sexto setor da escola com uma fantasia chamada ‘Antropofágica’, onde irá representar a construção da brasilidade na obra de Rosa Magalhães, influenciada pela antropofagia proposta pela Semana de Arte Moderna de 1922. O movimento, liderado por Oswald de Andrade, defendia a ideia de que o Brasil deveria “devorar” as influências culturais estrangeiras e transformá-las em algo genuinamente brasileiro.

Quando perguntada sobre a sua participação na escola, Gkay afirma que quer ser uma musa presente. “Estou conhecendo a história do Torrão e me apaixonando cada vez mais. Quero estar presente no máximo de compromissos possíveis com o Salgueiro”.

Em 2026, o Salgueiro será a última escola a desfilar na Marques da Sapucaí e levará para a avenida o enredo “A delirante jornada carnavalesca da professora que não tinha medo de bruxa, de bacalhau e nem do pirata da perna-de-pau”, uma homenagem à eterna carnavalesca Rosa Magalhães, a maior campeã da Sapucaí.

Salgueiro 2026: aprenda o samba-enredo com Igor Sorriso

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Unidos de Vila Isabel entrega mais de 600 brinquedos para crianças da comunidade

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A Unidos de Vila Isabel realizou, no último domingo, uma grande festa em celebração ao Dia das Crianças, levando diversão, música e solidariedade à sua comunidade. Mais de 600 crianças foram beneficiadas com a entrega de brinquedos, doces e lanches.

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Fotos: Divulgação/Vila Isabel

A ação foi promovida com o apoio dos Herdeiros da Vila e do Celeiro de Bamba, segmentos da escola mãe que se uniram para proporcionar um dia inesquecível aos pequenos. Além das doações, a festa contou com diversas atividades recreativas e apresentações que reforçaram o compromisso da Vila Isabel com o bem-estar e a inclusão social da sua comunidade.

Para a diretora de Harmonia da agremiação, Joelma Veiga, momentos como este fortalecem o vínculo entre a escola e seus moradores.

“Ver o brilho no olhar de cada criança é o que nos motiva. A Vila sempre foi mais do que uma escola de samba: é uma grande família que cuida do seu povo e mantém viva a alegria do nosso bairro”, afirmou.

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Alegria e infância: escolas mirins transformam a Fábrica do Samba em um grande parque do carnaval em São Paulo

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A Fábrica do Samba foi palco, no último domingo, do desfile das escolas de samba mirins do carnaval de São Paulo. Uma festa marcada por esculturas inspiradas em desenhos animados, brinquedos, muito samba e famílias que reuniram suas crianças para celebrar o Dia das Crianças. O evento, organizado pela Liga-SP, mostrou na prática a continuidade das raízes do samba paulistano. Ao CARNAVALESCO, pais e filhos relataram a alegria de participar dessa iniciativa que reforça a tradição do carnaval em São Paulo.

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Simone Costa, mãe da porta-bandeira mirim da Independente Tricolor, Kihara, celebrou o momento.

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Fotos: Naomi Prado/CARNAVALESCO

“É um evento muito importante porque vem de gerações. A Kihara faz parte de uma família que já vive o mundo do samba, assim como várias outras crianças de diferentes agremiações. Elas são o futuro das nossas escolas. Estou amando! Os desfiles estão fantásticos, as crianças estão se divertindo e tudo está maravilhoso. As escolas se organizaram muito bem. Parabéns a todas as agremiações e à Liga por este evento”, destacou.

Para Kihara, o evento foi além do desfile: “Amei desfilar, mas principalmente estar com meus amigos, cantar o samba da minha escola e ver todo mundo feliz. Foi muito divertido e espero voltar no ano que vem!”, disse.

Caike Silva, mestre-sala mirim da Independente Tricolor, comemorou sua estreia: “É uma experiência nova. É a minha primeira vez desfilando em São Paulo, e estrear já no desfile mirim é uma felicidade imensa”, contou.

A mãe de Caike, Valdelis Silva, ressaltou a importância das escolas de samba mirins: “É essencial incentivar as crianças a participarem da cultura, trazê-las para cá para que aprendam e vivam esse momento. É bom que saibam de onde o samba veio e para onde ele vai. Todo esse clima de alegria, com doces e brinquedos, é feito para elas. É um incentivo muito bonito das agremiações. Que São Paulo repita essa iniciativa mais vezes e que venham ainda mais crianças”, afirmou.

Em família

Maiara Oliveira, mãe do componente mirim da Acadêmicos do Tatuapé, Pedro, falou sobre a relação da sua família com o carnaval.

“Aqui vemos as raízes se formando, crianças que serão nosso futuro e o futuro da Tatuapé. Para mim, é especial porque minha família nasceu no carnaval. Conheci meu marido na Tatuapé e, a partir disso, formamos nossa família. Ver meus filhos vivenciando e participando desse universo deixa meu coração quentinho”, contou.

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Pedro também compartilhou sua alegria: “Foi muito legal desfilar! Gostei de estar com meus amigos e ver todo mundo batendo palma pra gente. Também adorei brincar aqui na Fábrica. Queria que tivesse todo fim de semana!”, disse.

Leonardo Cardoso, intérprete mirim da Rosas de Ouro, comemorou seu momento e destacou a importância de estar com a família: “Gostei mais de cantar e de estar no carro de som da minha escola. Quero fazer isso no futuro, mas estar com a minha família aqui me acompanhando também foi muito especial”, contou.

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Para Cristina Cardoso, mãe de Leonardo, o evento reforçou valores importantes: “É muito interessante colocar as crianças desde pequenas nesse ambiente, com suas famílias orientando. Também tivemos inclusão dos neurotípicos, o que é fundamental. É importante que as crianças conheçam o carnaval desde cedo por várias razões. Fico muito feliz com essa iniciativa”, afirmou.

Tom Maior apresenta Bruno Ribas em noite de homenagens para Gilsinho

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O mundo do carnaval ainda tenta superar o falecimento de Gilsinho, intérprete de muita história e títulos Brasil afora. Nas escolas que eram defendidas por ele, é claro, o sentimento é ainda mais intenso. Uma delas é a Tom Maior, que realizou um ensaio inteiro em homenagem ao cantor no último domingo e aproveitou para anunciar o substituto no microfone principal: Bruno Ribas, que retorna para a agremiação após cinco anos de hiato. Sempre presente em momentos importantes para as escolas de samba de São Paulo, o CARNAVALESCO esteve presente no ensaio da Tom Maior em razão do enredo “Chico Xavier — Nas entrelinhas da alma, as raízes do céu em Uberaba”, assinado por Flávio Campello.

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Fotos: Will Ferreira/CARNAVALESCO

Felicidade no retorno

O feriado de Nossa Senhora Aparecida (e, também, de Dia das Crianças) marcou o início da segunda passagem de Bruno Ribas pela Tom Maior. A primeira foi bastante qualifica: entre 2017 e 2020, a Tom Maior se estabilizou no Grupo Especial (e, aqui, convém lembrar que, em 2019, a agremiação foi campeã do Grupo de Acesso I) e teve o que é, para muitos, o melhor desfile da história da agremiação: “O Brasil de duas Imperatrizes: De Viena para o novo mundo, Carolina Josefa Leopoldina; De Ramos, Imperatriz Leopoldinense”, quarto lugar no concurso e que acabou sem perder décimos na apuração, perdendo o título nos critérios de desempate.

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Ao relembrar a primeira passagem pela Tom Maior, Bruno Ribas destacou o desfile citado: “Em 2018, eu estava cantando, estava no barracão… estava muito envolvido com esse carnaval da Tom Maior. Tem aqui dentro do peito um pelinho ainda guardado por não ter sido campeão. Mas o gosto daquele desfile foi de campeão, não tenha dúvida”, comentou, também falando da já citada pontuação na terça-feira de carnaval – data em que, tradicionalmente, acontece a apuração do carnaval de São Paulo.

O intérprete foi ainda mais claro logo na sequência: “Eu te digo que a gente volta para, de novo, se agrupar, juntar a equipe, brigar pelo campeonato e ser feliz de novo”, concluiu.

Motivos do retorno

Se mostrou muita felicidade por retornar à Tom Maior, os responsáveis diretos pela contratação frisaram o porquê de Bruno Ribas voltar a vestir vermelho e amarelo. Carlos Alves, o Carlão, presidente e mestre de bateria da Tom 30 (ala de ritmistas da agremiação), fez questão de destacar que tudo passa pela busca do melhor resultado possível: “É um profissional que eu acredito muito, atende às nossas necessidades técnicas, e nós o contratamos. Foi isso que aconteceu. O carnaval hoje em dia é muito concorrido e eu trato a Tom Maior como empresa, como algo sério. Eu quero o melhor para a escola na vida dela. Sempre vou defender o melhor para a minha escola”, ponderou.

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Erica Ferreira, diretora de Carnaval e de Harmonia da Tom Maior, foi exatamente na mesma linha que o presidente vermelho e amarelo: “Jogo é jogo e a gente está indo para disputar um campeonato – e, para isso, a gente precisa ter o melhor. Na atualidade, no mercado, o melhor era o Bruno Ribas. Nós tivemos algumas outras pessoas que não só nós fomos atrás também, mas muita gente entrou em contato com a gente. Muita gente fez sinal para a Tom Maior, mas a gente decidiu ser o Bruno Ribas. Conversamos com ele e, hoje, ele está aqui com a gente. Como eu falei, a gente está indo para uma disputa, o carnaval é um concurso e a gente precisa ir atrás do que tem de melhor no mercado”, comentou.

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Voz ativa da comunidade

Além de justificar a contratação do intérprete, Erica também fez questão de destacar que o nome do cantor era o preferido de quem frequenta a Tom Maior: “De fato o Bruno Ribas é uma recontratação para a escola, mas eu vou falar ‘contratação’ porque faz dois anos que eu estou na escola – então, na minha gestão, é uma contratação. O fato é que ele super já era da casa! Foi um nome que os ritmistas, os Harmonias e todo mundo ficava falando dele, o nome imediatamente foi super bem cotado. E, mais uma vez, nós escutamos a voz da nossa comunidade – assim como foi na escolha do samba-enredo. Quem escolheu foi a comunidade – ouvindo, fazendo as nossas enquetes e sempre em comunhão com a escola como um todo. A gente foi lá, conversou com ele e ele topou. Ele é profissional e topou estar aqui com a gente”, disse.

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Outros baluartes

Erica também fez questão de destacar outros nomes que fazem parte da antologia da Tom Maior: “Com o falecimento do Gilson, é claro que eu, como diretora de carnaval, tenho o Gilson aqui no coração eternamente. O Gilson é maravilhoso, é uma Ferrari que vai estar junto com Chico Xavier, com o Marko Antônio da Silva, com o Jura e tantos outros da nossa agremiação que se foram”, finalizou.

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Chico Xavier é o fio condutor do enredo da Tom Maior para 2026, Marko foi o presidente da agremiação entre 1978 e 2011; e Jura é Jurandir Motta Santos, histórico diretor de bateria e de Carnaval da agremiação.

Noite para Gilsinho

Em homenagem ao intérprete, boa parte dos componentes que estiveram na quadra da Tom Maior vestiram branco, muitos deles, por sinal, com os dizeres “É Tudo Nosso”, histórico grito de guerra do intérprete, na camiseta. Enquanto Bruno Ribas ainda não tinha sido apresentado oficialmente, a ala musical da agremiação executou o ponto de Xangô imortalizado por Gilsinho no esquenta do desfile “Um Defeito de Cor”, da Portela, em 2024.

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Enquanto “Uma nova Angola se abre para o mundo! Em nome da paz, Martinho da Vila canta a liberdade!”, samba de 2009 (e reeditado em 2025, com direito a título do Grupo de Acesso I e interpretado por Gilsinho) da agremiação, o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da vermelho e amarelo, Ruhanan Lucas e Ana Paula Sgarbi, defenderam um pavilhão com o rosto do intérprete – que foi entregue aos filhos do cantor, Duda Gomes e Vinícius Sumas.

Ao falar do intérprete que também se tornou amigo pessoal, Carlão precisou interromper o discurso por conta da emoção que o inundou. Coube a Erica anunciar que, tal qual aconteceu na Portela, o palco da quadra da Tom Maior também ganhou o nome do intérprete.

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