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Liga-SP divulga a programação dos ensaios técnicos no Anhembi para o Carnaval 2020

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ensaiostecnicos sp2020

A partir do dia 10 de janeiro, as 34 escolas de samba filiadas à LIGA-SP terão a chance de testar quesitos e rascunhar o desfile oficial no sambódromo do Anhembi. Os técnicos acontecerão aos finais de semana de janeiro e fevereiro, de quinta a domingo. Serão mais de 70 ensaios abertos ao público, com entrada gratuita. Veja as datas:

JANEIRO 2020

Sexta-feira 10/01
21h45 – ESTRELA DO TERCEIRO MILÊNIO
23h00 – CAMISA VERDE E BRANCO

Sábado 11/01
18h00 – LEANDRO DE ITAQUERA
19h15 – UIRAPURU DA MOOCA
20h30 – MOCIDADE ALEGRE
21h45 – UNIDOS DE VILA MARIA
23h00 – FLOR DE VILA DALILA

Domingo 12/01
19h15 – PÉROLA NEGRA
20h30 – INDEPENDENTE TRICOLOR

Quinta-feira 16/01
20h30 – TORCIDA JOVEM
21h45 – MORRO DA CASA VERDE

Sexta-feira 17/01
20h30 – DOM BOSCO DE ITAQUERA
21h45 – COLORADO DO BRÁS
23h00 – IMPERADOR DO IPIRANGA

Sábado 18/01
18h00 – CAMISA 12
19h15 – UNIDOS DO PERUCHE
20h30 – CAMISA VERDE E BRANCO
21h45 – NENÊ DE VILA MATILDE
23h00 – VAI-VAI

Domingo 19/01
18h00 – AMIZADE ZONA LESTE
19h15 – LEANDRO DE ITAQUERA
20h30 – ROSAS DE OURO
21h45 – GAVIÕES DA FIEL

Quinta-feira 23/01
21h45 – UNIDOS DE VILA MARIA

Sexta-feira 24/01
20h30 – MOCIDADE UNIDA DA MOOCA
21h45 – MOCIDADE ALEGRE
23h00 – INDEPENDENTE TRICOLOR

Sábado 25/01
18h00 – VAI-VAI
19h15 – MORRO DA CASA VERDE
20h30 – ESTRELA DO TERCEIRO MILÊNIO
21h45 – BARROCA ZONA SUL
23h00 – GAVIÕES DA FIEL

Domingo 26/01
18h00 – DOM BOSCO DE ITAQUERA
19h15 – DRAGÕES DA REAL
20h30 – ACADÊMICOS DO TATUAPÉ

Quinta-feira 30/01
20h30 – ACADÊMICOS DO TUCURUVI
21h45 – ROSAS DE OURO
23h00 – UNIDOS DO PERUCHE

Sexta-feira 31/01
20h30 – NENÊ DE VILA MATILDE
21h45 – TOM MAIOR
23h00 – BARROCA ZONA SUL

FEVEREIRO 2020

Sábado 01/02
18h00 – TORCIDA JOVEM
19h15 – X-9 PAULISTANA
20h30 – ÁGUIA DE OURO
21h45 – MANCHA VERDE
23h00 – IMPÉRIO DE CASA VERDE

Domingo 02/02
18h00 – TRADIÇÃO ALBERTINENSE
19h15 – UNIDOS DE SANTA BÁRBARA
20h30 – PRIMEIRA DA CIDADE LÍDER
21h45 – IMPERADOR DO IPIRANGA
23h00 – CAMISA 12

Quinta-feira 06/02
20h30 – LEANDRO DE ITAQUERA
21h45 – PÉROLA NEGRA

Sexta-feira 07/02
20h30 – VAI-VAI
21h45 – X-9 PAULISTANA
23h00 – DRAGÕES DA REAL

Sábado 08/02
18h00 – MOCIDADE UNIDA DA MOOCA
19h15 – COLORADO DO BRÁS
20h30 – UNIDOS DE VILA MARIA
21h45 – ROSAS DE OURO
23h00 – MOCIDADE ALEGRE

Domingo 09/02
18h00 – ACADÊMICOS DO TUCURUVI
19h15 – TOM MAIOR
20h30 – ACADÊMICOS DO TATUAPÉ
21h45 – INDEPENDENTE TRICOLOR

Quinta-feira 13/02
20h30 – CAMISA VERDE E BRANCO
21h45 – ACADÊMICOS DO TATUAPÉ
23h00 – GAVIÕES DA FIEL

Sexta-feira 14/02
20h30 – ÁGUIA DE OURO
21h45 – MANCHA VERDE
23h00 – IMPÉRIO DE CASA VERDE

Em 2020, as agremiações do grupo Especial desfilarão nos dias 21 e 22 de fevereiro, sexta e sábado. O grupo de Acesso passará pela Avenida no domingo, 23 de fevereiro. Na segunda-feira, 24 de fevereiro, será a vez das escolas do Acesso II.

Inocentes de Belford Roxo anuncia nova rainha de bateria

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rainha inocentes

A jornalista Amanda Andrade é a nova rainha de Bateria da Inocentes de Belford Roxo para o carnaval de 2020. O convite oficial aconteceu nesta semana e a beldade substituirá Thainá Oliveira.

“Fiquei surpresa e emocionada pelo convite. Sou foliã e sempre tive um sonho de ser rainha de bateria. A Cadência da Baixada de mestre Washington Paz já faz parte do meu coração. É um desafio e a expectativa é enorme por estar em um lugar em que estiveram mulheres maravilhosas. Estou feliz pelo tema da agremiação que é a jogadora da seleção, Marta da Silva, que fala sobre a luta e o empoderamento da mulher. É uma responsabilidade muito grande, vamos fazer um belo trabalho e abrilhantar a Sapucaí.”, disse a nova rainha da Inocentes.

Amanda também é modelo, atriz, cantora e realiza um trabalho voluntário nos hospitais como palhaça da alegria, junto a crianças, adolescentes e outros públicos em situação de vulnerabilidade e risco social em hospitais públicos e atua na luta contra os maus tratos e abandonos aos animais.

A coroação será dia 22 de setembro, às 14h, na casa de show Lalu Lounge, na Baixada Fluminense, quando também, haverá a apresentação do samba-enredo para o próximo carnaval, cujo o enredo é “Marta do Brasil – chorar no começo para sorrir no fim”, do carnavalesco Jorge Caribé.

A tricolor de Belford Roxo será a segunda agremiação a desfilar no Sábado de Carnaval, na Avenida Marquês de Sapucaí.

Estudo da sinopse: Sossego 2020

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    sossego2020

    Nome do enredo: Os Tambores de Olokun
    Nome do carnavalesco: Marco Antonio Falleiros

    Sossego canta os tambores da identidade e da religiosidade

    O enredo da Sossego para o ano de 2020 é uma celebração às origens sagradas
    do maracatu, manifestação cultural brasileira, nascida em Pernambuco. O maracatu teria
    se originado a partir das cerimônias onde xs africanxs angola-congoleses escravizados
    remontavam a coroação dos reis e rainhas do Congo. A eleição do rei e da rainha era
    feita na igreja de Nossa Senhora do Rosário e em seguida saiam às ruas desfilando o
    cortejo real, demonstrando, a princípio, características culturais. O rei e rainha
    escolhidos passariam a representar xs negrxs, sendo estes livres ou escravxs. No
    período de carnaval, xs escravxs podiam sair para manifestar em público suas tradições
    e sua fé, celebrando a coroação da corte. O maracatu é reconhecido como uma prática
    cultural de negrxs, relacionado às religiões de terreiros (candomblé, jurema e umbanda),
    pois xs escravxs colocavam no cortejo elementos religiosos.

    Pelo texto percebe-se que o enredo abordará a diáspora africana, para isso usa o
    oceano como elemento integrador. O oceano liga a África ao Brasil, traz ancestralidade.
    Foi por onde xs africanxs chegaram escravizadxs em terras brasileiras, trazendo
    sabedorias, culturas e religiosidades, como por exemplo o Osha-Ifá, religião que cultua
    o orixá Olokun, senhor dos oceanos. Na cerimônia do ‘Ilu-Olokun’, realizada para
    evocar o ancestral, o toque dos tambores reproduzia o estrondar das ondas nos rochedos.
    Olokun é considerado o orixá patrono da diáspora, foi o que abriu os caminhos para a
    travessia da calunga grande, o grande mar. E, ainda, recebeu os corpos de escravos
    jogados no oceano. A palavra calunga faz referência à morada dos mortos. Ao serem
    capturados como cativos ou verem corpos sendo jogados no mar, durante as viagens nos
    navios negreiros, xs africanxs passaram a enxergar o oceano como um grande cemitério.
    O caminho que levava à escravidão era como uma morte em vida. Era como se o mar
    levasse embora as crenças, os costumes, a família e a liberdade. E esse mesmo mar
    representa também a transformação, o renascimento aqui no Brasil, no sentido de
    resistir e reconstruir a vida.

    A interculturalidade também é um ponto abordado pelo enredo. O sincretismo
    das religiões africanas, a integração de elementos da cultura indígena e do branco, por
    parte do negro, floresceu em manifestações culturais brasileiras, como o maracatu.
    Assim, os tambores que louvavam Olokun e outros orixás, pedindo a proteção na
    travessia da calunga grande, quando chegaram ao Brasil se integraram a outras culturas
    e se transformaram em tambores que marcam a cultura dos povos negros.

    Com o passar do tempo a celebração foi sofrendo modificações e os tambores da
    resistência negra, da religiosidade, agora formam o maracatu, tal como é hoje, ‘folguedo
    que ecoa na poesia do cantador’. Manifestação que tem seu ápice no carnaval
    Pernambucano, onde negrxs saem em cortejo pelas ruas, como uma grande celebração
    de afirmação da identidade cultural afro-brasileira.

    O oceano é também elemento que liga Pernambuco ao Rio de Janeiro e ao grupo
    de maracatu Tambores de Olokun. No ir e vir das ondas do oceano essa cultura se
    espalhou e chegou ao Rio de Janeiro. Nesta cidade maravilhosa, onde ‘as águas
    continuaram a ir e vir beijando as areias’, surge um grupo de Maracatu que tem o senhor
    dos mares por patrono, ‘Tambores de Olokun’. Com a intenção de valorizar e propagar
    parte da cultura afro-brasileira, o grupo possui fundamentos e essência do som que vem
    do mar.

    Através da sinopse, espera-se que a Sossego mostre em seu carnaval os enlaces
    culturais que contribuíram à formação do maracatu; os elementos religiosos que
    marcam o cortejo, e também uma exaltação às culturas afro-brasileiras. É esperado
    também que a escola evoque a identidade da comunidade através do azul, azul do
    oceano, azul de Olokun, azul-sossego.

    Em um cenário complicado às expressões artísticas e culturais, de discussões
    sobre a história do país e em uma sociedade marcada pelo racismo e intolerâncias o
    enredo da Sossego vem mostrar a importância do maracatu na afirmação da cultura
    afro-brasileira e também como herança, memória e resistência para xs negrxs. Assim, a
    agremiação cumpre o seu papel social, quanto escola de samba, como divulgadora de
    cultura, conhecimento e da história do país.

    Que Olokun abra os caminhos para Sossego atravessar o mar, aportar na Sapucaí
    e fazer um brilhante carnaval!

    Autora: Vívian Caroline da Silva Pereira – [email protected]
    Especializanda em Educação e Divulgação Científica/IFRJ
    Membro efetivo do OBCAR
    Leitor orientador: Rennan Carmo/Graduando em História da Arte
    Instagram: @observatoriodecarnaval_ufrj

    Plenária na Liesa debate redução de cabines de jurados e tempo dos desfiles para o Carnaval de 2020

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      plenaria liesa

      Em reunião plenária na noite desta quarta-feira, na sede da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), os presidentes das escolas de samba do Grupo Especial debateram a redução da cabine de jurados e do tempo dos desfiles das escolas de samba. Após o encontro, o presidente da Liga, Jorge Castanheira, falou sobre o teor da reunião.

      “A Liga não recebeu pedido de redução de alegorias. A Globo pediu (há três anos) a redução de tempo de desfile. Mas não tem nada descartado. Poderia ter o mínimo de quatro e o máximo de seis alegorias e não de cinco a seis alegorias. Embora, o impacto seja mínimo em relação a isso. As escolas estão conscientes que precisam adaptar os desfiles para quem está vendo ao vivo e pela televisão. Empresários da área de eventos também já falaram isso. Estamos vendo a redução do tempo de desfile e de cabines de jurados como já fizemos em 2017 para atender a fluidez dos desfiles. Uma coisa é certa que não podemos ter sete escolas por dia. Para 2021, a gente voltará a ter doze escolas no Grupo Especial”.

      Jorge Castanheira revelou que as escolas do Grupo Especial já encaminharam a procuração para que seja o contrato assinado pela Liesa com a Riotur para cessão do Sambódromo. O presidente da Liesa falou também sobre a renovação com a TV Globo.

      “Já recebemos a minuta do termo de cessão do Sambódromo por parte da Riotur. Nós vamos renovar em conjunto com a Riotur e a TV Globo. Estamos discutindo. A proposta deles (TV Globo) chegou para gente hoje e pretendemos definir nos próximos dias”.

      Antes da plenária na Liesa, Jorge Castanheira esteve reunido com o secretário de Cultura do Estado, Ruan Lira, e contou o que foi falado no encontro.

      “O secretário de Cultura trouxe mensagem do governador dizendo que vai apoiar o desfile das escolas e que pretende fazer o entrosamento com o município para aprimorar os desfiles das escolas. Através da lei de incentivo, por meio do ICMS, ele vai buscar apoio para as escolas”.

      Gabriel David se posiciona sobre possível corte nos desfiles: ‘Carnaval não pode e não vai diminuir’

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      gabriel david

      Conselheiro da Beija-Flor e filho do patrono Anísio Abraão David, Gabriel David, se posicionou na tarde desta quarta-feira sobre o possível corte nos desfiles das escolas de samba. O primeiro motivo para mudança seria um pedido da TV Globo de redução do tempo de apresentação e o segundo está ligado a decisão da Prefeitura de não dar subvenção para o Grupo Especial em 2020.

      “O carnaval não pode e não vai diminuir. A necessidade de diminuição do tempo é uma questão técnica de adaptação ao mundo atual. Os desfiles das escolas de samba também deve passar por essa adptação e isso não quer dizer que os desfiles vão diminuir de tamanho e/ou qualidade. Será apenas uma diminuição de tempo”, frisou Gabriel David.

      O jovem afirmou que os desfiles precisam de verba pública e se não tiverem vão ser impactados. “Estaremos deteriorando um patrimônio cultural. O carnaval começa a se modernizar, mesmo que tardiamente, mas ainda há tempo. O apoio público é fundamental. Não desistam do carnaval, porque o carnaval nunca desistiu de vocês”, finalizou.

      Renata Santos abre o coração, fala da decisão de seguir no carnaval e o sim para desfilar no Salgueiro

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      ‘Estou muito feliz. Decidi seguir porque estou em uma escola que me recebeu com todo o carinho e me fez sentir vontade de continuar desfilando’. Essa foi a justificativa dada pela atriz Renata Santos após ter voltado atrás na decisão de se despedir da Sapucaí. A beldade, que acumula no currículo 20 carnavais, anunciou em 2019, que este seria seu último ano na Mangueira e na Avenida. Mas, a Academia do Samba tocou seu coração e agora a musa já faz planos, para quem sabe, interpretar um personagem em “O Rei Negro do Picadeiro”, enredo escolhido pela Vermelha e Branca para o carnaval 2020.

      Deixar a Verde e Rosa e dar adeus aos desfiles na Marquês de Sapucaí não é tarefa fácil. Há dois anos Renata amadurecia a ideia de se aposentar. O ano escolhido foi 2019, ocasião em que completaria 20 carnavais. O plano parecia perfeito; desfilar na Mangueira, com a fantasia mais ousada dos últimos 10 carnavais que passou na escola e, ainda uma participação especial na Acadêmicos de Santa Cruz, agremiação da Série A, a convite do carnavalesco e seu amigo Cahê Rodrigues. Mas, a ideia da aposentadoria foi deixada de escanteio após apelo de fãs, familiares e de um convite improvável durante uma festa de aniversário.

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      “Fui no aniversário da Viviane (Araújo rainha de bateria do Salgueiro) um mês depois do carnaval e lá o presidente do Salgueiro (André Vaz) me chamou para ser musa da escola. Na hora falei que não queria, já tinha parado… Mas ele questionou… ‘Vai parar por quê?’ Ainda na festa a assessora de imprensa da escola veio falar comigo também, que deveria aceitar. Fiquei o aniversário inteiro pensando e as pessoas vindo falar comigo, até que no final da festa, aceitei!, lembra Renata, que fez questão de contar primeiro para a amiga Vivi.

      “No final falei com a Vivi, ela ficou muito feliz, me mandou uma mensagem linda, que chorei tanto. Ela gosta muito de carnaval como eu e a gente não pode deixar algumas coisas fazerem você desistir de algo que gosta”, aponta a triz que não revela o motivo real de ter deixado a Estação Primeira.

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      “Parei porque via algumas coisas que não concordo, acho que as pessoas têm que ser respeitadas no samba. As pessoas se dedicam muito, gastam dinheiro. Eu, por exemplo, sempre paguei minha roupa. A Santa Cruz até me ajudava, na época. As escolas têm que respeitar o sambista, você se doa, então tem uma coisa que ninguém pode tolerar que é o desrespeito, como sambista, como pessoa, como apaixonada pelo carnaval… Então foi por isso que eu segui. Porque estou numa escola que me recebeu com todo carinho e me fez querer seguir”, revelou a musa que já foi rainha de bateria da Santa Cruz, Mangueira e coleciona passagens pela Caprichosos de Pilares, Porto da Pedra e Império Serrano.

      Foco em 2020

      Passada a euforia do convite para ser musa do Salgueiro, a atriz já faz planos para a segunda-feira de carnaval do ano que vem, data em que pisará na Avenida com a agremiação.

      convida270719 48

      “O enredo é lindo! No lançamento foi a primeira vez que vim ao Salgueiro. Mesmo sabendo há um mês que seria musa, não vinha. Vim nesse dia e foi tudo lindo, me emocionei muito, não conhecia essa história. Apesar de ter feito curso de teatro e faculdade não lembro de terem citado ele. Quando saí da quadra fui fazer uma pesquisa e descobri que é uma história linda, acho que vai dar um caldo maravilhoso, na Sapucaí”, acredita Renata que comemorou como um gol em Copa do Mundo a posição de desfile da agremiação para o Carnaval 2020.

      “Estou muito feliz em desfilar na segunda-feira de carnaval, que é geralmente o dia que sai a campeã. Estava torcendo para ser a terceira ou quarta de segunda e quase acertei! Acho que desfilando na segunda começamos com um pezinho à frente (risos). Vamos curtir vamos ser feliz, eu estou muito feliz aqui”.

      Leia a sinopse do enredo da Rocinha para o Carnaval 2020

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      B8AFF648 4CD4 45E1 961D C7011F44498CIntrodução

      A GUERREIRA NEGRA QUE DOMINOU OS DOIS MUNDOS

      O presente enredo busca evidenciar a cultura negra em um espaço de resistência, a história dos valentes heróis do Brasil Negro, dos quais muitos desconhecem, ou insistem em não reconhecer. Memoráveis por trajetórias de lutas, do sonho da liberdade e igualdade. Nessa ambiência, Maria da Conceição, a Maria Conga, que teve a vida norteada por tais ideais, apesar de todas as adversidades e sofrimentos, terá a história, baseada em fatos e livremente adaptada, alçada à luz.

      Nossa guerreira sofreu perseguições por causa da luta pelos direitos e ideais em nosso mundo. Fundou um Quilombo de resistência e acolhimento que, atualmente, e uma comunidade (Quilombo de Maria Conga) habitada por uma população majoritariamente negra, e foi a primeira comunidade quilombola reconhecida na Baixada Fluminense. Proclamada heroína da cidade de Magé, em 1988, no centenário da abolição da escravatura, Maria Conga, por volta de 1895, após seu falecimento, tornou-se um espírito de luz. Consagrada por Oxalá e coroada por Zambi, ela continua sua missão, seu legado, ao receber os que precisam.

      Por tudo isso, a guerreira negra que dominou os dois mundos, Maria Conga, terá a trajetória de vida, em nosso mundo, e sua importância no mundo espiritual, contada no maior espetáculo a céu aberto da Terra. O palco será a Marquês de Sapucaí, no festejo momesco da cidade do Rio de Janeiro, nossa Cidade Maravilhosa.

      Desenvolvimento

      Festa para a princesa congolesa

      No continente africano, na região do Congo, uma tribo congolesa está em noite de festa. É o nascimento da princesa da tribo. Festa, canto e dança, com muita fartura, para receber a princesa que nascia sob a luz do luar. Festejos que seriam repetidos sete anos depois para o batismo nominal da alteza. Ela seria apresentada sob a luz da grande lua cheia que, em um sopro do vento, traria seu nome, como reza a lenda dos costumes da tribo local.

      Erguida para ser banhada com a luz da grandiosa lua cheia, antes que o vento soprasse seu nome nos ouvidos de seu pai, toda alegria de uma noite farta e feliz foram brutalmente interrompidas, e todos ali foram agressivamente aprisionados e escravizados. Empilhados em centenas, em condições desumanas, e piores que as de outras mercadorias, onde pouco mais da metade das pessoas aprisionadas sobreviviam a bordo de um navio de incertezas, sofrimentos e muita dor, desde a Costa do Congo até o desembarque na Bahia de Todos os Santos.

      O Destino e o batismo, Maria da Conceição

      Em terras brasileiras, por volta de 1804, no Porto de Salvador, na Bahia, o destino da pequena princesa mudaria novamente.

      Separada da família, vendida para um senhor que a batizou de Maria da Conceição, a guerreira negra começa o novo caminho de luta, resistência e proteção aos seus pares. Viveu todas as agruras comuns aos escravos e fez da liberdade a causa da sua vida inteira. Com cerca de 18 anos de idade, chegou a Magé, vendida a um fazendeiro alemão, dono de uma fazenda de café. Ela se destacava pela liderança entre os escravos na senzala, na luta pelo fim da escravidão.

      Alforriada após anos de trabalho escravo, por volta de 1854, Maria não se dá por satisfeita, continua sua luta pela liberdade e também se depara com uma nova realidade: a falta de direitos dos alforriados, que, após serem libertos, eram jogados nas ruas e muitos voltavam ao trabalho escravo por falta de opção.

      O Quilombo de Maria Conga, luta, resistência e acolhimento

      Agora chamada de Maria Conga, como preferia, perseguida por sua luta, apesar de alforriada, fundou um Quilombo que servia de abrigo e dava proteção aos negros refugiados da guerra contra jagunços e capitães do mato.

      Magé/Guapimirim, onde morreu no final do século XIX. A brava lutadora não deixou descendentes e nunca reencontrou sua família novamente.

      Guiada por espíritos de luz ao reino das almas

      A guerreira Maria Conga deixa nosso mundo para ser guiada por espíritos de luz ao encontro da consagração feita por Oxalá e sua coroação por Zambi. Ao exemplo de toda sua luta, liderança e acolhimento na terra, recebe em sua consagração e coroação no Reino das Almas, a liderança da linha dos Pretos Velhos de Iemanjá, a mãe de todos. Tudo para dar continuidade a sua missão, ao seu legado, e também, receber os que precisam.

      A negra guerreira, líder, passou a maior parte da vida nas matas de Magé/Guapimirim, onde morreu no final do século XIX. A brava lutadora não deixou descendentes e nunca reencontrou sua família novamente.

      A Preta Velha Maria Conga se eterniza no plano espiritual com sua doçura e proteção nos calorosos abraços de vovó. Nos concede direcionamento através da luz em nossos caminhos, segurança com seus patuás, curas com suas ervas, benzeduras com suas rezas, e também, a força espiritual para continuarmos na batalha por direitos, justiça e igualdade.

      Quando, ainda hoje, na busca por condições mais justas, existem perseguições severas, com tentativas implacáveis de nos calar, ceifando nossas vidas com a moderna chibata de gatilho, pólvora e chumbo, que desfere centenas de chicotadas a bala. Mesmo assim, Maria Conga nos recebe em seu Quilombo de resistência no Reino das Almas e nos acaricia, nos acolhe. E, com um poder inexplicável, faz com que nossas vozes sejam ouvidas, mesmo com a vida ceifada, muito mais alto pelos quatro cantos do mundo, multiplicando a força da nossa resistência, timbrando nossa existência, sempre presente!

      “Capturaram meu corpo, mais minha alma seguirá livre pela eternidade.” Maria Conga

      Sinopse, Pesquisa e texto: Marcus Paulo

      Tarcísio Motta virá de Rei Momo no desfile da Vigário Geral

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      tarcisio vigario

      O desfile do Acadêmicos de Vigário Geral terá um convidado especial em 2020. Vereador pelo Rio de Janeiro, Tarcísio Motta (PSOL) virá fantasiado de Rei Momo na última alegoria da escola, com a chave da cidade, numa bem humorada crítica no enredo “O Conto do Vigário”, de autoria do carnavalesco Rodrigo Almeida. Folião declarado, ele não esconde a alegria pelo convite e definiu como “irrecusável”.

      “Eu gosto de carnaval desde a minha adolescência. Por mais que em Petrópolis não fosse tão animado, mesmo assim eu ia para as ruas, assistia os blocos e as escolas de lá e, quando vim para o Rio, não larguei mais o carnaval carioca. Esse é daqueles convites irrecusáveis. Seja na Intendente Magalhães, seja na Sapucaí, como é o caso, as apresentações são lindas. Eu adoro desfilar. O carnaval é uma alegria enorme, é direito do povo e já estou ansioso para entrar na Avenida com as cores da Vigário Geral”, afirma o vereador.

      O carnavalesco Rodrigo Almeida explica o por que Tarcísio Motta virá de Rei Momo na escola, fazendo uma alusão ao momento em que a folia do Rio de Janeiro vem passando há alguns anos.

      “Já que de uns ano para cá não há a entrega da chave da cidade para ninguém, a Vigário decidiu que é a hora dela entregar a chave da cidade a alguém. E esse Rei Momo será o Tarcísio, que representará o guardião da cultura carnavalesca”, explica Rodrigo, que completa:

      “O convite surgiu porque ele é um dos grandes defensores do carnaval, é um verdadeiro bastião da nossa cultura. É um reconhecimento pois ele suplanta a barreira política. No desfile da Vigário, o Tarcísio será mais um folião”, encerra o carnavalesco.

      O Acadêmicos de Vigário Geral será a primeira escola a desfilar pela Série A em 2020, no dia 21 de fevereiro, na Marquês de Sapucaí. A escola apresentará o seu samba-enredo para o próximo carnaval no dia 13 de setembro, a partir das 20h, em sua quadra, localizada na Rua Alvarenga Peixoto, nº 60, em Vigário Geral.

      Mocidade contrata nova coreógrafa para o casal de mestre-sala e porta-bandeira

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      vania mocidade

      A Mocidade após promover a formação de um novo casal de mestre-sala e porta-bandeira, Diogo Jesus e Bruna Santos, a escola foi atrás dos serviços de uma profissional bem identificada com a verde e branca. Vânia Reis será a responsável pelos ensaios e a coreografia do jovem casal.

      Vânia começou na Mocidade com apenas 10 anos de idade. Desfilou na ala das crianças em 1976, ano da homenagem a Mãe Menininha do Gantois. Sua mãe foi presidente da ala Oba Oba durante 28 anos e a partir desta relação surgiu o convite para atuar profissionalmente na agremiação. José Roberto Tenório, ex-presidente, foi desfilante da ala e, quando se tornou dirigente, convidou Vânia para ser coordenadora da ala de passistas em 2003. Como sempre teve a vida ligada a dança, possuindo inclusive uma escola de dança bem reconhecida há 30 anos na Zona Oeste, Vânia já tinha até uma ala na Mocidade, a ‘’Samballet’’, e fez um trabalho de coreografia nas alegorias quando Renato Lage era carnavalesco na verde e branca.

      Após uma passagem bem-sucedida como coreógrafa da comissão de frente da Caprichosos de Pilares, voltou a Mocidade no final da década passada, período em que foi responsável pela coordenação dos shows da escola. Vânia conhece Bruna Santos há muito tempo. A porta-bandeira independente foi aluna da sua coreógrafa ainda criança. A profissional explica como desenvolverá o seu trabalho.

      “Essa função vai muito além do que as pessoas podem imaginar. A importância é tão grande quanto a da comissão de frente. Coordeno duas pessoas que sozinhas defenderão 40 pontos. É uma representatividade imensa carregar o pavilhão da escola. Já conversei com o Jack Vasconcelos sobre o que eles representarão na Avenida e iniciei a pesquisa do trabalho que desenvolveremos. É muito importante que o casal tenha a noção exata disso. Faremos ao menos duas horas de aulas de expressão corporal, eixo, equilíbrio, técnica, respiração, postura. Há uma série de coisas importantes para acrescentar ainda mais na dança deles. Faremos Pilates, aulas de ballet contemporâneo e clássico”, explicou ela, lembrando que o casal ensaiará as segundas e quartas em sua escola de dança, e as quintas no barracão.

      “Eu fiquei muito balançada com esse convite. Primeiro por ser a minha escola e segundo pelo reconhecimento da oportunidade de desenvolver algo que eu sempre quis. Vou agarrar com tudo! Tenho muitos anos de casa, mas é um trabalho muito específico. Não podemos fazer uma coreografia muito longa e marcada. Precisamos manter a espontaneidade deles. Trabalharemos com vídeos, assistindo outros casais e pontuando onde os julgadores vêm penalizando. Batalharemos muito para conquistar as notas máximas já no primeiro ano deles. Tenho certeza que as pessoas vão notar esse casal da Mocidade de forma bem especial”, acrescentou.

      A Mocidade Independente de Padre Miguel será a quinta escola a desfilar na segunda-feira de carnaval em 2020. Com o enredo ‘’Elza Deusa Soares’’, desenvolvido pelo carnavalesco Jack Vasconcelos, a verde e branca da Zona Oeste buscará o sétimo título de sua história.

      Vila fará audição para a sua comissão de frente

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      patrick carvalho

      Desfilar em uma comissão de frente é o sonho de muitos foliões e apaixonados por dança. Integrar o grupo é uma oportunidade que a Unidos de Vila Isabel oferece a partir do dia 19 de setembro. Nesta data, a azul e branca do bairro de Noel realizará uma audição em sua quadra para captar novos componentes para o segmento dirigido por Patrick Carvalho. A audição é voltada somente a homens, maiores de idade, e com vasta experiência em dança. A quadra da escola fica no Boulevard 28 de setembro, 382, em Vila Isabel. Mais informações podem ser obtidas através do telefone (21) 2578-0077.