As escolas de samba mirim são tradicionais berços do samba no Rio de Janeiro. Grande parte dos componentes de agremiações são formados por elas. Em sua maioria são ligadas a uma “escola-mãe” e promovem atividades sociais com crianças e jovens, na imersão ao mundo do samba e com o propósito de inclusão social.
As escolas contam como principal fonte de renda as subvenções da Prefeitura do Rio, através da Riotour, a empresa de turismo do município do Rio de Janeiro. Mas para o Carnaval 2020 o orçamento ainda não chegou, inclusive, está sem previsão de repasse, como conta Edson Marinho, presidente da Associação das Escolas de Samba Mirim do Rio de Janeiro (AESM-Rio).
“Já separamos a documentação exigida para a assinatura do contrato com a Riotour e até agora não temos algo definido. Estamos sem planos caso fiquemos sem a verba, visto que não possuímos receita. Praticamente 90% do nosso orçamento vem do apoio da prefeitura. Grande parte do que arrecadamos é doado, já que não é cobrada taxa para a participação das crianças. Com isso, temos uma preocupação muito grande com o carnaval delas”.
Os desfiles acontecem no Sambódromo na terça-feira de carnaval. Participam em média 20 escolas, que nos últimos dez anos, contemplaram 40 mil crianças. Com os cortes no orçamento e os atrasos, o contingente foi reduzido para 18 mil crianças, menos da metade do que tradicionalmente as escolas poderiam oferecer.
A importância de projetos como esse em comunidades com vulnerabilidade social é destacada por Edson como um meio para a inclusão, não somente no samba mas para o auxílio na formação de cidadãos.
“Com tudo isso acontecendo ficamos impossibilitados de ter um contingente maior de crianças, que na grande parte são de comunidades carentes. Para desfilar tem que estar estudando, assim, nós utilizamos o samba como uma ferramenta de incentivo a estarem matriculadas na escola. Aquelas que já estão estudando são incentivada a passar de ano. A nossa preocupação não é só formar sambistas mas sim cidadãos”, comentou Edson Marinho.
Segundo Edson, nenhuma escola ainda se posicionou se irá ou não cancelar o desfile, visto que com a falta do recurso muitas delas podem até não ter como desfilar. Essa semana ocorrerá uma reunião entre seus representantes para deliberar sobre a situação.
“Trabalhos muito com reciclagem, e estamos apostando nisso para conseguir finalizar as fantasias e os adereços. O que esperamos mesmo é a boa vontade do prefeito na liberação dessa verba para que o carnaval das crianças aconteça” afirma Edson.
A quadra do Paraíso do Tuiuti recebe nesta sexta-feira o evento “Encontro no Paraíso” com atrações convidadas. Desta vez, a agremiação de São Cristóvão contará com shows completos da atual campeã do Carnaval carioca, Estação Primeira de Mangueira, e da Beija-Flor de Nilópolis. A festa começa a partir das 21h.
No evento, haverá ainda apresentação de todos os principais segmentos do Tuiuti, como casais de mestre-sala e porta-bandeira, bateria, baianas, passistas, Velha Guarda, entre outros.
Em 2020, o Paraíso do Tuiuti será a quarta escola a desfilar no domingo de Carnaval. Mesma posição de desfile que garantiu o vice-campeonato para a agremiação em 2018. O enredo da agremiação é “O Santo e o Rei: Encantarias de Sebastião”, do carnavalesco João Vitor Araújo.
A quadra do Tuiuti fica no Campo de São Cristóvão, 33, no bairro de São Cristóvão.
Serviço:
Encontro no Paraíso com Mangueira e Beija-Flor
Data: sexta-feira, 13 de dezembro
Horário: a partir das 21h
Endereço: Campo de São Cristóvão, nº 33, em São Cristóvão – RJ
Ingresso: R$ 20
Mais informações: (21) 96643-2613
Classificação etária: 18 anos
Não tem outro jeito. Pra fazer bonito na Avenida, a receita é uma só: ensaiar e ensaiar! E a Beija-Flor de Nilópolis prepara sua maratona de ensaios essa semana. Nesta quinta-feira acontece novo ensaio, a partir das 21h, na quadra da Deusa da Passarela. O diretor de carnaval, Dudu Azevedo, convoca aos que ainda desejam desfilar na azul e branca que excepcionalmente farão inscrições durante este ensaio a com intuito de preencher as ultimas vagas da ala de comunidade. Aos interessados é necessário levar duas fotos 3×4, cópia do RG, CPF e do Comprovante de Residência.
Já no próximo domingo, dia 15 de dezembro, a partir das 18h, será o último ensaio de rua do ano. E, claro, estarão todos lá: O intérprete Neguinho da Beija-Flor, o casal de mestre-sala e porta-bandeira Claudinho e Selminha Sorriso, a rainha de bateria Raíssa e os ritmistas, sob o comando dos mestres Plínio e Rodney, baianas, passistas. Vale ressaltar que é obrigatória a presença de toda comunidade.
A quadra da Deusa da Passarela fica na Rua Pracinha Wallace Paes Leme, 1025, em Nilópolis. A concentração do ensaio de rua ocorrerá na Avenida Mirandela esquina com João Evangelista de Carvalho, Nilópolis. Maiores Informações: (21) 3743-0340
Em 2020 a escola contará na Avenida o enredo ‘’Se essa rua fosse minha’’, que será desenvolvido pelos carnavalescos Alexandre Louzada e Cid Carvalho. A Beija-Flor será a última a desfilar na segunda-feira de folia.
A Unidos de Vila Isabel retoma a sua rotina de ensaios de rua nesta quinta-feira, a partir das 20h. Nas últimas semanas o tradicional treino no Boulevard 28 de setembro não ocorreu em virtude de fortes chuvas. Mas já está tudo preparado para o povo do samba tomar as ruas de Vila Isabel de alegria e entusiamo.
Segunda escola a desfilar na segunda-feira de folia em 2020, a Vila Isabel levará para a Marquês de Sapucaí o enredo ‘’Gigante pela própria natureza: Jaçanã e um índio chamado Brasil’’, de autoria do carnavalesco Edson Pereira, que fará uma grande homenagem a ‘’brasilidade’’ e a miscigenação do nosso povo.
SERVIÇO:
Ensaio de Rua da Vila Isabel
Data e horário: dia 12 de dezembro, a partir das 20h
Local: Concentração em frente a Igreja Nossa Senhora de Lourdes, Boulevard 28 de setembro n°200
Informações pelo tel. 2578-0077
Entrada Franca
Censura livre
No sábado, a partir das 13h, o Palácio do Samba, Quadra da Estação Primeira de Mangueira, abre suas portas para receber mais uma grande edição da Feijoada Verde e Rosa. A abertura da festa será com os grupos “Samba Faz Bem” e “Só Damas”, que prepara o solo sagrado do samba para o show dos intérpretes Marquinho Art Samba e Quinho do Salgueiro. Encerrando a festa, grande apresentação da Bateria da Mangueira “Tem Que Respeitar Meu Tamborim”.
Os ingressos já podem ser adquiridos antecipadamente. Com opção de somente a entrada, por 15 reais, ou comprar a entrada mais o prato de feijoada por 25 reais. Se optar pela compra no dia do evento, a entrada e o prato de feijoada ficam 20 reais cada.
Para quem deseja um pouco mais de conforto, o Camarote Vip oferece, por 200 reais uma área reservada, com banheiros separados, com direito a feijoada e open bar de: cerveja Itaipava, caipirinha, caipivodka, refrigerante e água.
Comida boa, música de qualidade, alegria e estar num dos templos do samba carioca, Quadra da escola atual campeã do carnaval carioca é na feijoada da Mangueira. Venha para a Mangueira!
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#serviço:
Data: Sábado, 14 de dezembro – De 13h às 18h.
Local: Palácio do Samba (Quadra da Mangueira)
Endereço: Rua Visconde de Niterói,1072 – Mangueira
Vendas Antecipadas:
R$ 15,00 (ingresso pista)
R$ 25,00 (ingresso pista + feijoada)
R$ 200,00 (Área VIP: Feijoada + Open bar: cerveja Itaipava, caipirinha, caipivodka, refrigerante e água)
Venda no dia:
R$ 20,00 (ingresso pista)
R$ 20,00 (prato de feijoada)
Mesa (ordem de chegada): R$50,00
Conhecida como a Tabajara da Zona Oeste, a bateria da Acadêmicos de Santa Cruz realizará uma grande festa com convidados no próximo domingo, às 13 horas. Com presença de todos os mestres do Rio de Janeiro, o evento terá ainda apresentação de todos os segmentos da escola, sorteio de fantasias para o Carnaval 2020, o Grupo Remandiola e Weber Werneck.
Um grande almoço será servido no dia, bem como bebidas bem geladas a todos. Os ingressos estão à venda na quadra da Santa Cruz a partir de R$ 20.
A Acadêmicos de Santa Cruz fica na Rua do Império, 573, na reta da Base Aérea de Santa Cruz.
Com objetivo de conseguir produzir o Carnaval 2020 e mais uma vez vencer as dificuldades, a escola do Largo do Tanque está promovendo uma campanha de financiamento coletivo, via Abacashi, para custear a produção de seu desfile. A meta estipulada pela escola é de R$ 28mil, com prazo para receber colaborações até o dia 16 de janeiro.
“Driblando, driblando, driblando… Essas são as três palavras de ordem. A crise financeira não perdoa, mas temos que arrumar algumas soluções para as armadilhas diárias. Estamos conseguindo criar nossa apresentação através de muita ajuda – não citarei nenhuma pois posso ser injusto – de escolas do especial e até mesmo da série A. Muitos profissionais estão abraçando o projeto, muitos amigos e parceiros nossos. Assim estamos conseguindo tocar toda essa engrenagem.”, comenta o Carnavalesco Ney Junior.
Assim como a Renascer, outras escolas da série A também passam por essa dificuldade e nesse momento buscam meios para conseguir colocar seu Carnaval na avenida, a vaquinha online é um deles.
“Acho a ideia muito válida, por ser mais um meio de arrecadação não só para a Renascer, mas para o carnaval como todo, enquanto festa. Recomendo esse tipo de ação, pois se não temos apoio de nossos governantes, o mundo do samba mostra o porquê devemos sempre lutar por nossa cultura viva, que é o desfile das escolas de samba.”, completa Ney Junior.
O valor mínimo é de R$25,00 e as contribuições podem ser feitas através do link https://abacashi.com/p/juntospelarenascer
A chegada de Laíla à União da Ilha está mudando os rumos da escola. Antes com a marca da simpatia e da alegria, a agremiação almeja para 2020 incomodar as primeiras colocadas. Para isso o diretor de carnaval, que tem carta branca para tomar decisões, vem focando os ensaios de comunidade, que passou a ser às terças-feiras, na massificação do canto. A reportagem do CARNAVALESCO acompanhou o treino desta terça, e analisou os quesitos apresentados.
Harmonia
Laíla busca que os componentes cantem o samba com as divisões e notas corretas. Para isso faz um treino diferente. A bateria tem tamanho reduzido, e as primeiras passadas são cantadas apenas com acompanhamento de pedal. O diretor permanece o tempo todo dentro das alas cobrando o canto dos desfilantes. O resultado já pode ser percebido com um canto muito mais forte do que a Ilha costumava apresentar. Com o domínio da melodia, aí sim o carro de som passa a cantar no ritmo tradicional.
Evolução
A escola é colocada toda em um bloco só, virada para o palco dos cantores e a bateria. Além do canto, Laíla cobra organização das filas e pede aos componentes que evoluam com alegria e desenvoltura. Ao longo do ensaio os componentes treinam deslocamento e o tempo todo viram-se para o fundo e o início da quadra.
“Eu estou aqui para ganhar. Eu quero fazer da Ilha uma escola que volte a ser respeitada, coisa que se perdeu nos últimos anos. Sou oriundo de ala de compositores. Então eu procuro focar na técnica, preciso que o componente entenda que precisa cantar dentro da métrica com as divisões corretas. É por isso que não gosto de ensaio de rua. Na semana que vem vamos trazer o ensaio para quarta, junto com a bateria. Devo fazer na rua um em janeiro e um em fevereiro”, analisa Laíla.
Samba-Enredo
Apesar de não possuir as características históricas das composições da União da Ilha, o samba da agremiação está na boca do componente. A qualidade da obra aliada à presença de Ito Melodia faz o samba ter grande rendimento. O intérprete se coloca o tempo todo entre as alas incentivando o canto dos insulanos.
“Esse samba é maravilhoso e vocês que estão sempre em nossa quadra podem tirar a prova. Devemos tudo isso ao Laíla, que é um ícone do carnaval. Aprendemos muito com ele e precisamos aproveitar ele aqui para recolocar a União da Ilha em um lugar de destaque”, elogiou Ito Melodia.
Bateria
Diferente dos outros ensaios de comunidade ou de rua, na União da Ilha os ritmistas se apresentam em tamanho reduzido, apenas para dar referência ao canto da comunidade, sem paradinhas ou convenções, que são treinadas nos ensaios de bateria específicos de quarta-feira.
“É um pedido do Laíla que a gente venha em menor número apenas para dar uma sustentação ao canto da escola. Ele também solicitou que passássemos o andamento para 145 BPM (batidas por minuto) para tornar o canto mais confortável e assim contribuir para toda a escola”, explica o mestre Marcelo.
Mestre-Sala e Porta-Bandeira
Phelipe Lemos e Dandara Ventapane fizeram uma rápida evolução no início do ensaio, o suficiente para confirmarem todo o entrosamento que possuem desde 2016, quando iniciaram a parceria. A dupla possui perícia e finalização de movimentos muito bem feitas e certamente garantirão altas notas à União da Ilha no desfile.
O estado de graça do componente tijucano tem motivos. A expectativa para o carnaval 2020 parece estar altíssima com a volta do carnavalesco Paulo Barros, que já fez história na agremiação. Após a sétima colocação no carnaval de 2019, a comunidade da Unidos da Tijuca não desanimou, muito pelo contrário, como diz a esperançosa Leila Rinaldi que desfila na ala de número vinte da escola.
“Eu acho que esse enredo escolhido é a cara do Paulo Barros, acredito que vem muita coisa boa aí. O que sei é que as primeiras alas têm efeitos coreográficos, um ponto que ele desenvolve muito bem. Já trabalhou muito tempo com a gente, confiamos, ele sempre se dedica bastante. Estou bem ansiosa para ver as fantasias, mas só na hora do desfile mesmo”.
Paulo Barros chegou na Tijuca em 2004 já conquistando o vice-campeonato, através de um enredo que falava dos avanços da ciência. Ele inovou ao proporcionar uma estética com alegorias humanas. Seu trabalho foi notado pela Revista Nature, que destacou a alegoria, cuja atração era a presença de bailarinos que formavam uma espiral representando o DNA, através de seus movimentos.
Fernando Costa, diretor de carnaval da escola, adianta que as fantasias e alegorias já estão sendo reproduzidas através do planejamento e da criação de Paulo Barros. Neste ano contará com a parceria dos carnavalescos Marcus Paulo e Hélcio Paim.
“Adorei essa volta, sou muito fã dele. É um excelente profissional, tem um carisma e uma identidade muito grande com a escola . A volta também influencia na autoestima dos componentes, o pessoal já fica na expectativa do ‘vamos ganhar’, já que por acaso os últimos três títulos foram todos com ele. A escola pega um outro astral”, disse Costa.
Alex Marcelino e Raphaela Caboclo, primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira também projetam expectativa e sucesso no trabalho do carnavalesco. O que fica é o mistério sobre as fantasias. Mas prometem que tudo está saindo como o idealizado por eles.
“O Paulo tem a cara da Tijuca, já fez grandes carnavais aqui. Podemos dizer, a escola o revelou para o carnaval. Sobre as fantasias, ele foi muito generoso conosco e conseguimos alinhar os traços dele com os nossos gostos. Estamos todos felizes, o
projeto está incrível e o público pode esperar um grande desfile ao nível de Paulo Barros”, destaca a porta-bandeira.
“É sempre um prazer trabalhar com o Paulo. A expectativa é muito grande de realizarmos um bom carnaval, toda a diretoria está se empenhando, presidência, nossa comissão. Eu e a Raphaela temos ensaiado muito e esperamos proporcionar um grande carnaval na Avenida e lutar pelo campeonato”, completa Marcelino.
A história de Paulo Barros e Unidos da Tijuca se confundem e proporcionam uma união ideal, como diz Júlio Neves, passista da escola.
“Paulo Barros e Unidos da Tijuca é um casamento que a gente sabe que acontece. Estamos com um projeto muito bacana, a escola está com um samba que casou com a comunidade, bateria está gostosa, samba está para frente, empolgante. Temos tudo para fazermos um belo desfile na Sapucaí”.
Mestre Casagrande também rasga elogios para o trabalho de Paulo Barros.
“A expectativa é muito grande. Já trabalhamos com o Paulo, é aquele artista que a gente considera ser da casa. A fantasia que ele nos deu de presente é funcional, muito leve, gostamos. Sempre esperamos muito do Paulo”.
No sábado aconteceu a festa de lançamento do CD do Carnaval 2020 das escolas de samba de São Paulo. Cada agremiação, desde o Grupo de Acesso 2 até o Especial, tiveram 20 minutos para apresentar um mini desfile aos foliões presentes. As apresentações do Grupo de Acesso 1 tiveram uma grande oscilação de nível entre as escolas. Mocidade Unida da Mooca, Tucuruvi e Vai-Vai com mais destaque, seguidas de Leandro de Itaquera, Camisa Verde e Branco e Nenê de Vila Matilde. A Estrela do Terceiro Milênio foi a surpresa do grupo. Veja abaixo a análise do site CARNAVALESCO.
Independente Tricolor
A Independente Tricolor entrou leve e solta, abrindo as apresentações do seu grupo. A escola mostrou boa organização durante o trajeto. Todos os componentes traziam bexigas com as cores da escola, porém cada ala tinha a combinação diferente, intercalando entre o vermelho, preto e branco. As movimentações de braços, tanto no refrão de cabeça quanto no do meio, apresentações ótimo sincronismo e um efeito visual atrativo. Porém, notou-se uma queda na intensidade nas passagens das estrofes. O relacionamento da bateria com a escola, principalmente a ala musical, não demonstrou falhas. Durante a apresentação, a bateria parou para que o pedal acompanhasse o canto da escola. Um destaque da bateria Ritmo Forte, além das variedades de arranjos, é o desenho de surdos dentro da bossa do primeiro refrão, durando quase 10 compassos até a retomada de toda a bateria.
Estrela do 3ª Milênio
Atual campeã do Grupo de Acesso 2, A Estrela do Terceiro Milênio surpreendeu pela organização, contingente, chão forte e adereços diferenciados, como a presença dos bois no início. A escola foi recepcionada com muitos fogos, algo visto em muitas na noite. A combinação do azul e vermelho, cores dos bois de Parintins, foi visto em muitos setores da escola, principalmente no casal oficial e na bateria. A comissão de frente trouxe um bailado sincronizado e com adereço indígena na cabeça, visto em outras alas também. Alegre e com um entrosamento visível com a comunidade, o intérprete Clóvis Pê animou os desfilantes ao pedir alegria. A escola encerrou com muita fumaça, vermelha e azul, e três grandes bandeirões.
Nenê de Vila Matilde
O início da Nenê foi um dos mais bonitos da noite. Isso porque, durante o alusivo do hino, todas as luzes da Fábrica do Samba apagaram, provocando um sentimento de comoção em grande parte da escola, e até no público em geral. Mesmo com fator inicial positivo, o nível de apresentação não foi mantido em comparação as escolas que antecederam. Poucos componentes cantavam o samba inteiro, notou-se também desfilantes perdidos durante as coreografias. A comissão de frente, por sua vez, mostrou estar bem sincronizada com a coreografia que aparentou ser de quadra, mas com passos elaborados. Durante a terceira passagem, toda escola voltou por dentro, uma espécie de caracol. Um feito diferente e bacana pra apresentação.
Leandro de Itaquera
Antes da apresentação, a comissão de frente fez uma espécie de roda de fogo, com referência aos cultos afros. O figurino dos homens era saia e sem camisa, e as mulheres com um manto marrom cobrindo até o joelho, na cor marrom, e evoluíram de forma teatral. A escola trouxe um número de desfilantes pequeno, e isso ocasionou na queda fa percepção na forma do canto. Nas alas, cada setor tinha uma camiseta diferente, facilitando a identificação visual.
Mocidade Unida da Mooca
“Vidas negras importam”. Estendendo um cartaz, a MUM se apresentou abusando da crítica aos homicídios e violência à população negra. O início da escola foi de Grupo Especial, escola inteira respondendo aos cantores, inclusive, no samba e no momento dos punhos cerrados. Um detalhe interessante ficou por conta das baianas, onde metade trouxe arruda e a outra segurou bandeiras do Brasil manchadas de sangue. Porém, o nível do início não foi mantido do meio para o final, notou-se uma queda de ânimo, intimidade com a letra do samba e organização das alas. Organização ficou por conta da ala das passistas, principalmente, no terno vinho dos homens, que combinou com o chapéu que trouxeram.
Acadêmicos do Tucuruvi
Momentos antes da bateria começar o esquenta, integrantes da harmonia já distribuíam balões para o público na grade, o que criou expectativa para a cara da Tucuruvi após o descenso. A comissão de frente evoluiu toda caracterizada de professor Raimundo, com sincronismo nas coreografias e simpatia. Notou-se uma falta de harmonização nas vestimentas das alas, mas praticamente todos trouxeram bexigas nas cores da escola, azul e amarelo. A impressão que ficou da agremiação é de nível do Especial, mas com problemas que a agremiação já traz há um tempo, como contingente de pessoas e falta de intensidade no canto.
Camisa Verde e Branco
Tradicional agremiação do carnaval paulistano, o Camisa Verde e Branco ainda demonstra fragilidade em alguns pontos, o que a afasta da época consagrada. A comissão de frente trouxe apenas quatro componentes que não evoluíram, porém é importante pontuar que o coreógrafo foi contratado há poucos dias. Atrás, a escola trouxe o casal oficial com fantasia de desfile, seguidos por baianas e velha-guarda, montagem tradicional para a ocasião. O intérprete Tiganá se vestiu como o homenageado da escola, Carlinhos Brown. A escola da Barra Funda trouxe poucas coreografias e muitos desfilantes sem cantar o samba, trechos dentro da ala com buracos, fato dado pela desatenção. Um destaque da agremiação na noite foi a ala das crianças, a maior do Acesso 1, e as passistas plus size, com coreografia, animação e interação com o público.
Vai-Vai
Escola que mais esperada da noite entre as que integram o Grupo de Acesso 1, o Vai-Vai entrou aclamado, costume em eventos como o lançamento do CD. A escola trouxe uma comissão de frente com todos os integrantes de branco, mas com coreografias durante o samba inteiro. Praticamente todas as alas com o mesmo padrão nas camisetas. Característica da escola, como canto forte e alas coreografadas, foram mantidas. Porém pode-se notar também trechos de desorganização.