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Incêndio atinge barracão da Independe Tricolor nesta segunda-feira

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4E2040D4 42F0 4C99 BB7E FE4E86770D4AUma ocorrência de fogo não controlada atingiu o barracão de três escolas do carnaval paulistano no início da noite desta segundafeira, dia 14. Segundo corpo de bombeiros, o fogo se inicou no barracão da Independente Tricolor, se alastrando para a da Leandro de Itaquera.

Segundo nota divulgada pela LIGA-SP, não houve feridos no local e reiteram que qualquer informação não confirmada pela entidade é precipitada.

A estrutura do barracão foi completamente afetada e, através de informações de funcionários e componentes, o carnaval da agremiação tricolor está prejudicado em 100%. No caso da Leandro de Itaquera, apenas a lateral foi danificada, não afetando diretamente alegorias e fantasias. Já no da Barroca Zona Sul, barracão ao lado da Leandro, apenas a fumaça atingiu o local.

A Fábrica do Samba 2 está localizada na Avenida Otto Baumgart – Vila Guilherme, Zona Norte de São Paulo. Agremiações do Grupo de acesso, acesso 2 e algumas do especial confeccionam todo seu carnaval no local.

Independente abre quadra para doações aos funcionários afetados pelo incêndio

A escola abriu a própria sede para receber doações aos funcionários afetados pelo grande incêncio. A agremiação está recebendo roupas e alimentos neste momento. A quadra fica localizada na Rua Doze de Setembro, 259, Vila Guilherme, zona norte de São Paulo.

Mesmo com o forte incêndio, nenhuma pessoa ficou ferida. Segundo componentes da agremiação tricolor, o carnaval está completamente afetado.

João Gustavo Melo: ‘em fevereiro estaremos amplificando o som dos silenciados’

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    Por João Gustavo Melo*

    tijuca samba2020 3Sempre algumas folhinhas à frente no calendário, as escolas de samba antecipam o cenário do país em 2020. Já se sabia da agonia brasileira com a ascensão da extrema-direita e da onda conservadora no Brasil. Censura, negação da diversidade, misoginia, homofobia, intolerância religiosa, extermínio de grupos minorizados, racismo e mil e um efeitos colaterais do voto irracional de 2018 e dos golpes contra a democracia aprofundam o colapso que as instituições oficiais teimam em não enxergar. Os sambas escolhidos para o próximo Carnaval ajudam a construir artisticamente um inventário do estrago de levar ao poder criaturas loucas e doentes seguidas por uma massa seduzida por um discurso de ódio, horror e preconceitos que foram evocados como demônios dormidos na caverna da baixeza moral. A agenda de aberrações violentas com que nos deparamos se atualiza diariamente. Mas em fevereiro estaremos amplificado o som dos silenciados em críticas e reflexões levadas para a grande ágora da folia, a Marquês de Sapucaí.

    Instituições negociadoras desde sempre, as agremiações sabem que precisam se conectar com o povo por meio de discursos pertinentes e aderentes, em narrativas em que os “mitos” têm que ser destronados. Por isso, mesmo aquele dirigente, compositor, carnavalesco, pesquisador, trabalhador ou componente simpático à política da morte explicitamente implentada pelos atuais governantes – sim, eles existem e aos montes – vai cantar de peito aberto que não se curva a bispo ou capitão ou outros versos de insubmissão que vão ecoar na Avenida.

    Talvez nem precisasse de tanto. Só o fato de um surdo bater enquanto a política de silenciamento e violência se levanta contra batuques e danças dos corpos, já é si a maior manifestação crítica que se pode levar à esfera pública, com a mais potente e revolucionária das armas: a alegria. Mas o canto terá maior repercussão se aderir a um discurso latente no imaginário popular, com todas as suas intenções éticas, estéticas e mercadológicas. Enfim, 2020 está aí com todas as tensões derramadas na pista. Afinal, são elas que fazem com que o Carnaval e a arte saiam fortalecidos em tempos de aniquilamento do pensar. A nação que aos poucos vai caindo na real depois do leite derramado precisa mais do que nunca exorcizar os monstros que ajudou a acordar. A folia é o fogo que há de nos reconstituir.

    * João Gustavo Melo é jornalista

    Em coroação de Lexa, Unidos da Tijuca apresenta samba e fecha a safra do Carnaval 2020 no Especial

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    Por Guilherme Ayupp e Lucas Santos. Fotos: Magaiver Fernandes

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    A Unidos da Tijuca foi a última agremiação do Grupo Especial a apresentar ao público o seu samba-enredo para o desfile no Carnaval 2020. A azul e amarela do Borel recebeu sambistas e a comunidade na quadra para mostrar o hino do enredo ‘Onde moram os sonhos’, do carnavalesco Paulo Barros. Durante o evento, a escola realizou a coroação de Lexa, como nova rainha de bateria.

    Com a festa neste domingo na quadra da escola em sua quadra, na Avenida Francisco Bicalho, a safra de sambas para 2020 no Grupo Especial está completa. A Tijuca será a quarta a desfilar na segunda de carnaval.

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    O compositor Dudu Nobre, que assina o samba com Jorge Aragão, André Diniz, Fadico e Totonho, explicou a linha seguida na construção da obra e ressaltou que buscou sair do lugar comum.

    “Seguimos uma linha melodiosa, pois falamos de sonho. Dividimos em temas melódicos. A segunda é um momento de trevas e depois damos uma virada em alusão ao momento do país e da cidade. Buscamos fazer uma obra fora da curva e acho que conseguimos”.

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    Dudu Nobre falou ainda sobre as reuniões e a relação com o carnavalesco Paulo Barros na construção do samba da Unidos da Tijuca para o Carnaval 2020.

    “O refrão é maravilhoso, a preparação para o refrão é maravilhosa. Nos encontramos 12 vezes, fizemos seis refrões. Foi maravilhoso trabalhar com o Paulo. Ele nos deixou bem livre para criar. Estou muito emocionado com o resultado obtido”.

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    Fadico completou: “O processo foi bem tranquilo. Foi um aprendizado para mim por conviver com grandes compositores. Um samba com trechos muito bonitos. Um trecho antes do refrão do meio que realmente me toca bastante. Nesta parte tem um misto de ondulações em que a letra não se repete, mas diálogo com o refrão, que é algo novo que talvez por isso até justifique a escolha da encomenda de samba, justamente trazer um samba que tenha essas partes diferentes na melodia”.

    Horta fala em oportunidade de contratar Paulo Barros

    O presidente da Unidos da Tijuca, Fernando Horta, é conhecido no meio do carnaval por sempre se posicionar. Suas opiniões sempre repercutem muito. Sobre Paulo Barros, ele confessa que o artista não estava nos planos para 2020, mas reconhece que não poderia perder a oportunidade.

    “O Paulo é uma cria nossa. Não estava em nosso projeto, porque tinha contrato na Viradouro. Com seu desentendimento lá, acrescentamos ele à nossa comissão. ele nos procurou pois não estava feliz. Fizemos um acordo, pois não podemos pagar uma fortuna. Ele sempre está no meu radar, aconteceu e foi bom para a Unidos da Tijuca”.

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    A escola optou pela encomenda do samba-enredo pela primeira vez em sua história. Sem garantir a repetição, Horta faz uma crítica ao atual modelo de disputas, afirmando que as alas de compositores estão descaracterizadas.

    “Se vai se repetir eu não sei. Esse ano o tempo ficou curto e os próprios compositores sugeriram. Hoje em dia não existe mais ala de compositor da Tijuca, do Salgueiro. Eles levam a sinopse para os escritórios fazerem. A realidade é essa. Aqui só o Jorge Aragão nunca havia feito. Eu acho que esse modelo é interessante”, finaliza.

    Paulo Barros afirma que samba é o melhor de sua carreira no Grupo Especial

    O carnavalesco Paulo Barros, de volta à Unidos da Tijuca depois de cinco carnavais, revelou à reportagem do CARNAVALESCO que acredita ser este samba da escola o melhor com o qual já trabalhou no Grupo Especial. Ele falou ainda da experiência de orientar os compositores do samba, algo inédito em sua carreira.

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    “Para mim foi uma experiência única. Dar de cara com Dudu Nobre, Jorge Aragão, é complicado. Aí eu dizer o que quero é pesado. Mas eles graças a Deus tiveram muito carinho comigo e eu arrisco a dizer que este é o melhor samba que eu trabalho no Grupo Especial”.

    Bateria segue no estilo Pura Cadência

    Comandante da bateria da Unidos da Tijuca, mestre Casagrande é garantia de pontuação máxima para agremiação. Ao site CARNAVALESCO, ele falou sobre o trabalho para 2020.

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    “Andamento a gente não muda, mantém aquele que é característico nosso. Em 2019, nós fizemos legal, cumprimos o objetivo da bateria servir a escola. A diferença para esse ano é que o samba desse ano é um samba mais valente, mais pra frente. Ele nos ajuda a trabalhar melhor, nas bossas, é um samba mais para desfile”, revelou o mestre que terá 272 ritmistas na Avenida.

    Para o diretor de carnaval, Fernando Costa, o samba encomendado facilita o trabalho da escola.

    “É mais fácil, pois a gente está em contato com os caras o tempo todo. Na hora deles fazerem o samba eu dizia isso é assim, isso não é e saiu um grande samba”.

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    O diretor falou sobre a dificuldade de produzir o carnaval sem previsão de subvenção.

    “É uma dificuldade muito grande. Para você ver, agora que a gente está começando a fazer o carnaval, hoje em outubro, mas já com novembro batendo aí daqui a pouco. Mas carnaval é assim. Tenho certeza que vai sair e vai ser bom”.

    Para o Carnaval 2020, Wantuir terá a experiência de cantar um samba encomendado e está ansioso pelo momento.

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    “O primeiro contato com esse samba foi maravilhoso por encontrar esse naipe de compositores renomados. Samba de uma beleza muito grande, de uma alegria contagiante para o desfile. Eu acho que ajuda, tudo na vida evolui e se está fazendo uma experiência. Mas nada disso garante uma nota 10. Seria bom se fosse assim. Mas não é. Como também é o samba que vai pra disputa. É na Avenida que a gente vai ver”.

    O casal de mestre-sala e porta-bandeira tijuca, Alex Marcelino e Raphaela Cabloco, vai para mais um desfile na escola e está animado com o trabalho ao lado do carnavalesco Paulo Barros.

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    “Tivemos uma conversa muito boa com o nosso carnavalesco. A fantasia já está encaminhada e conseguimos unir o estilo arrojado do Paulo (Barros) com o nosso tradicional. Estamos muito felizes com essa indumentária”, disse a porta-bandeira.

    “A gente viu o desfile de 2019 em cima das justificativas dos jurados, algumas coisas que eu acho que a gente tem que consertar. A partir disso, pensamos em colocar mais dança, mais movimento contínuo, menos paradas, enfim, é o nosso propósito para trabalhar para o ano que vem”, completou o mestre-sala.

    Galeria de fotos: coroação de Lexa e apresentação do samba da Tijuca

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    Vídeo: apresentação do samba da Unidos da Tijuca para o Carnaval 2020

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    Vídeo: anúncio da junção dos sambas na final da Estácio de Sá

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    Ouça o samba-enredo da Unidos da Tijuca para o Carnaval 2020 na versão oficial do CD

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    Compositores: Dudu Nobre, Jorge Aragão, Fadico, André Diniz e Totonho
    Intérprete: Wantuir

    O sol nasce em minha alma
    Vai tomando o peito e ganhando jeito
    Se eternizando, traduzido em forma
    O mais imperfeito, perfeição se torna
    Lá no meu quintal, eu vou fazer um bangalô
    Já foi tapera feita em palha e sapê
    E uma capela que a candeia aluminou
    A lua cheia…

    Vem, é lindo o anoitecer
    Vai, eu morro de saudade
    Tomo mundo um dia sonha ter
    Seu cantinho na cidade

    Como é linda a vista lá do meu Borel
    Luzes na colina, meu arranha-céu
    Linhas do arquiteto, a vida é construção
    Curva-se o concreto, brilha a inspiração

    Lágrima desce o morro
    Serra que corta a mata
    Mata, a pureza no olhar
    O Rio pede socorro
    É terra que o homem maltrata
    E meu clamor abraço o Redentor
    Pra construir um amanhã melhor
    O povo é o alicerce da esperança
    O verde beija o mar, a brisa vai soprar
    O medo de amar a vida
    Paz e alegria vão renascer
    Tijuca, faz esse meu sonho acontecer

    A minha felicidade mora nesse lugar
    Eu sou favela
    O samba no compasso é mutirão de amor
    Dignidade não é luxo, nem favor

    Final da Mangueira: apresentações dos sambas na final

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    Final da Ilha: apresentações dos sambas na final

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    Final sem samba! Estácio de Sá junta obras de duas parcerias, mas não revela letra da composição

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    casal estacio

    Quem esteve na final de samba-enredo da Estácio de Sá saiu sem conhecer a obra que vai embalar o retorno da agremiação ao Grupo Especial em 2020. A direção decidiu juntar duas das três parcerias finalistas. Venceram os compositores Carioca e Guanabara e a parceria de Edson Marinho. Porém, o samba só será conhecido durante a semana, após uma reunião entre as parcerias, a carnavalesca Rosa Magalhães e a diretoria.

    “É claro que imaginávamos de outro jeito, em uma final ganhar sozinho. Mas foi uma decisão da diretoria e da presidência e nos cabe aceitar para o bem da Estácio e agora continuar ajudando. Ainda sim foi uma vitória pelo trabalho que há alguns anos temos feito, compondo boas obras”, disse o compositor Edson Marinho.

    “A escola é soberana para tomar as decisões. Foi um caminho que a escola levou para levar esse ano, acho que para dar uma sacudida em um ano tão importante, com uma coisa bem diferente. Mas valeu, o samba venceu, e acho que a escola está muito bem para fazer esse carnaval”, completou o compositor Jailton Russo.

    O site CARNAVALESCO informa que por não ter sido conhecido o samba-enredo a matéria com as entrevistas completas, com o intérprete, mestre de bateria, casal, presidente e carnavalesca será desmembrada e publicada posteriormente.