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Imperatriz: conheça o samba-enredo para o Carnaval 2020

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Compositores: Gibi, Serjão e Zé Katimba
Intérprete: Arthur Franco

Neste palco iluminado
Só dá lalá (bis)
És presente imortal
Só dá lalá
Nossa escola se encanta
O povão se agiganta
É dono do carnaval

Lá lá lalá Lamartine
Lá lá lalá Lamartine
Em teu cabelo não nega
Um grande amor se apega
Musa divinal

Eu vou embora
Vou no trem da alegria (bis)
Ser feliz um dia
Todo dia é dia

Linda morena
Com serpentinas enrolando foliões
Dominós e colombinas
Envolvendo corações
Quem dera
Que a vida fosse assim
Sonhar, sorrir
Cantar, sambar
E nunca mais ter fim

Projeto Samba-Enredo Social Club recebe Emerson Dias e Daniel Collete em São Paulo

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O projeto Samba-Enredo Social Club reúne grandes intérpretes do carnaval nacional, que cantam sambas históricos e que fizeram parte da história do cantor em questão. Além dos convidados, Emerson Dias e Daniel Collete, a roda de samba conta com os músicos Alex Leme, conhecido como Pé de Pano, Kauê Rodrigues, Jady Silva, Emerson Henrique, Jayson Ferro, Igor Henrique e o percussionista, Vitor Silva.

Darlan Alves, um dos idealizadores do projeto, revela clima especial ao sambista

“Cada edição tem sido especial com encontros inéditos e com a presença dos sambistas questão curtindo uma nova proposta de ouvir samba-enredo no formato de roda de samba em um clima entre amigos”.

O bar Oh Freguês, que recebe o evento, fica localizado na praça da Matriz, 145 – Freguesia do Ó. As entradas serão comercializadas por R$ 20,00. Os interessados podem reservar as através do link: https://www.facebook.com/events/408561393364112/

Witzel aguarda definição de Crivella para assumir Sambódromo e apoiar escolas de samba

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    A Prefeitura do Rio suspendeu a transmissão de posse do Sambódromo da Marquês de Sapucaí para o Estado, que aconteceria nesta sexta-feira, por recomendação do TCM (Tribunal de Contas do Município) e de alguns vereadores. A informação é que a administração da folia é de responsabilidade do prefeito e para que aconteça a mudança é necessário alterar a lei na Câmara.

    O governador afirmou nesta sexta-feira que na sua visão não existe previsão legal para que tenha uma lei que autorize a cessão do espaço para o estado. Wilson Witzel mostrou preocupação com o início das obras no Sambódromo. Além disso, as escolas de samba aguarda o apoio estadual para a obtenção de recursos e a realização os ensaios técnicos.

    “Vamos conversar com os vereadores e tentar resolver o impasse o mais rapidamente possível. Estamos muito preocupados com as obras a serem realizadas e com o tempo. O prefeito me pediu mais 15 dias”, disse o governador do Rio.

    Ranking dos sambas mais ouvidos: Mocidade dispara e fica perto das 70 mil audições

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    O site CARNAVALESCO divulga a quarta lista dos sambas-enredo mais ouvidos do Grupo Especial para o Carnaval de 2020. A contagem segue o link de cada samba. A próxima lista será divulgada no dia 18 de novembro.

    1 – Mocidade: 69.268 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR O SAMBA)

    2 – Mangueira: 56.816 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR O SAMBA)

    3 – Beija-Flor: 50.530 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR O SAMBA)

    4 – Paraíso do Tuiuti: 42.805 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR O SAMBA)

    5 – Salgueiro: 40.986 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR O SAMBA)

    6 – Portela: 37.380 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR O SAMBA)

    7 – Viradouro: 35.928 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR O SAMBA)

    8 – Grande Rio: 32.990 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR O SAMBA)

    9 – Vila Isabel: 26.857 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR O SAMBA)

    10 – Unidos da Tijuca: 25.335 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR O SAMBA)

    11 – São Clemente: 24.841 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR O SAMBA)

    12 – União da Ilha: 20.054 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR O SAMBA)

    13 – Estácio de Sá: 13.173 audições (CLIQUE AQUI PARA OUVIR O SAMBA)

    Sossego contrata Nêgo para fazer dupla com Guto no carro de som

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    A direção do Sossego anunciou na tarde desta sexta-feira a chegada do intérprete Nêgo para fazer dupla com Guto no comando do carro de som da escola de Niterói. Um dos mais experientes cantores do carnaval e dono de vários prêmios, Nêgo já passou pela agremiação.

    * OUÇA AQUI O SAMBA DO SOSSEGO PARA 2020

    “Estou muito feliz em estar de volta nessa região que eu gosto e escolhi viver. Moro no Rio do Ouro e é um honra defender a comunidade do Largo da Batalha. Vamos juntos fazer um belo desfile e vir para as cabeças”, revelou Nêgo.

    O cantor também falou sobre dividir o microfone com o jovem Guto, que fez a sua estreia na Sapucaí em 2019. Os dois já haviam cantado juntos na disputa de samba da Unidos da Tijuca do último carnaval.

    “É uma experiência grandiosa, o Guto é um menino começando a crescer na carreira. Estar ao lado dele, passar toda minha experiência será uma honra. É gratificante demais ver os jovens hoje em dia querendo ser sambista e estarei dando todo apoio para juntos formamos uma bela parceria”, finalizou o intérprete.

    Em 2020, o Sossego apresenta o enredo ‘Tambores de Olokun’, do carnavalesco Marco Antônio Faleiros.

    Liga SP divulga capa do CD para o Carnaval 2020

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    Cante com a Mangueira: samba-enredo para o Carnaval 2020

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    O site CARNAVALESCO segue a série de vídeos ‘Cante com a escola’. A décima escola é a Mangueira. A escola apresentará em 2020 o enredo “A verdade vos fará livre”.

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    Samba que o samba é uma reza! Manu da Cuíca é bicampeã na Mangueira

    A proposta dessa nova série do site é trazer o samba-enredo com os componentes cantando, sem percussão e cordas, apenas no gogó e palma da mão. É a hora de conhecer a obra da Mangueira (compositores: Manu da Cuíca e Luiz Carlos Máximo). Veja no vídeo abaixo.

    ‘Samba Didático’: Unidos da Tijuca transforma arquitetura em poesia

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    Por Diogo Sampaio

    O homem criou, projetou e construiu espaços, desde as primeiras civilizações, seja como forma de abrigar e proteger a si e a seu povo, ou de ostentar e exaltar uma divindade. Ainda na Antiguidade, obras monumentais como as pirâmides do Egito e a Muralha da China já puderam ser vistas. Construções essas que resistiram ao tempo, e carregam consigo, os registros e marcas de uma cultura. Dos grandes castelos medievais aos arranhas-céu das metrópoles, a Unidos da Tijuca em 2020 irá fazer um passeio pela história da humanidade através da arquitetura e urbanismo.

    O enredo “Onde moram os sonhos” irá partir do passado de grandes obras, para alertar acerca do presente, marcado pelas sequelas do crescimento desenfreado e desproporcional das cidades, com o objetivo de deixar uma mensagem para o futuro. Para desenvolver toda essa proposta na Avenida, a escola do Borel conta com o retorno, após cinco anos, do carnavalesco Paulo Barros, que se junta a Hélcio Paim e Marcus Paulo na comissão de carnaval. Já a tarefa de compor a canção que embalará essa apresentação tijucana coube a Dudu Nobre, Jorge Aragão, Fadico, André Diniz e Totonho, nomes renomados dentro e fora do mundo do carnaval.

    O site CARNAVALESCO abre sua série de reportagens intitulada “Samba Didático” com samba-enredo da Unidos da Tijuca para 2020. A reportagem entrevistou o músico Dudu Nobre e a pesquisadora Isabel Azevedo para saber mais sobre os significados e as representações por trás de alguns versos e expressões presentes no samba tijucano.

    Confira a análise de alguns versos e trechos do samba:

    ‘O mais imperfeito, perfeição se torna’

    “Esse verso está relacionado aos três anteriores. Na verdade, é que a gente está falando de um processo, e os compositores foram super sensíveis para transformar isso em poesia. O título do enredo é ‘Onde moram os sonhos’ e eles captaram bem essa ideia. Nos versos anteriores, você tem um sonho que ele vai ganhando o teu peito e a tua alma. Ele vai virando um projeto, ganhando um jeito e se traduzindo em forma. E o mais imperfeito sonho, perfeição se torna. Esse é um processo, que inclusive tem a construção, o momento em que você olha para o que está fazendo e, a partir do projeto, você começa a aperfeiçoar cada vez mais a sua obra. E assim caminhou a humanidade. O que hoje é o nosso cotidiano, amanhã pode estar entrando para a história. O homem vai fazendo construções, realizando diferentes sonhos e eternizando o seu tempo. Você tem obras perfeitas, que viraram grandes marcos da história da humanidade e da arquitetura”, explicou a pesquisadora Isabel Azevedo.

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    Já Dudu Nobre preferiu usar uma exemplificação para dissertar sobre o verso: “Às vezes você vai visitar uma obra no início e vê aquela bagunça que, durante a construção, vai se tornando perfeita. A própria arquitetura do morro: Você olha e parece zoneada. Porém, no final das contas, a coisa fica perfeita. Aquela arquitetura se enquadra de uma maneira que as pessoas vão poder utilizar daquilo dali, de uma maneira bacana. O verso mostra justamente isso”.

    ‘Lá no meu quintal, eu vou fazer um bangalô’

    “Dentro de cada terreno, de cada pedaço de chão, tem uma história. E é nele que eu vou fazer meu bangalô. ‘Lá no meu quintal, eu vou fazer um bangalô’ que ‘já foi tapera, feita em palha e sapê’. A tapera é uma construção indígena. Isso mostra que, antes de eu fazer meu bangalô, estiveram os índios nessa terra. Já o verso seguinte, ‘uma capela que a candeia alumiou’, mostra que depois desses índios, vieram os colonos. Então, o meu bangalô, é a minha casa. E esse território, antes de eu estar ali e construir o meu barraco, o meu bangalô, já foi dos índios e dos colonizadores”, argumentou Dudu Nobre.

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    A mesma visão acerca do verso é compartilhada por Isabel Azevedo: “Esse trecho do samba foi perfeito, porque os compositores conseguiram traduzir a questão das construções, associadas ao cotidiano. Quando você fala do bangalô, você está falando de uma casa mais modesta, uma casa que chega ter uma coisa carinhosa: ‘eu vou para o meu bangalô’ O samba fala isso, mas também lembra que naquele lugar, naquele chão, foram muitas as construções. Então, nesse trecho, eles conseguem falar de um processo do passar do tempo, desde os índios aos colonizadores, as diferentes construções. Eles conseguem traduzir isso em versos, trazer isso para o cotidiano, quando fala do ‘meu quintal’, do ‘meu bangalô’, e diz que naquele pedaço de chão ali, já foi tapera, já foi palha, já viveu índio e outros homens do passado. É uma metáfora muito bacana de tradução do que é arquitetura e o espaço que a gente ocupa”.

    ‘Curva-se o concreto, brilha a inspiração’

    “É uma clara homenagem aos profissionais de arquitetura e urbanismo. O verso anterior fala das linhas do arquiteto e que ‘a vida é construção’ enfatizando o papel desses profissionais nas cidades, na construção delas. E aqui tem duas ideias: Uma ideia muito forte que é o Niemayer (Oscar, arquiteto) e a atração dele pelas curvas. Ele dizia que a curva vira sensual, que era possível encontrá-la no curso sinuoso dos rios, nas nuvens do céu… E é a arquitetura que projeta o Brasil internacionalmente. E ao mesmo tempo, também tem uma imagem muito bonita, porque é um pouco do papel desse arquiteto urbanista. Você tem as grandes construções, as cidades predominantemente de concreto, mas ao mesmo tempo, você é capaz de no meio do concreto criar espaços inspirados em promover o lazer, a circulação de pessoas. Então, o ‘brilha a inspiração’ também traz esse conceito, que tem um pouco mais haver com o lado do urbanismo. O concreto também se curva para essa possibilidade de você ter uma cidade mais humanizada”, defendeu Isabel.

    “O grande desafio desse samba é a gente pegar e colocar algumas palavras relacionadas ao tema, sem que elas soem de uma maneira estranha. Por exemplo, a questão do concreto nesse verso. A gente quis falar do mestre Oscar Niemayer e, pensando nas curvas tão características de suas obras, conseguimos usar a expressão de uma forma poética”, relatou Dudu.

    ‘Lágrima desce o morro’

    “Nesse pedaço, a gente fala da chuva. Quando vem a enxurrada, ‘lágrima desce o morro’ como ‘serra que corta a mata’, o que causa por sua vez uma destruição que ‘mata a pureza do olhar’. A gente fala justamente da questão dos temporais, das enchentes e inundações. E depois, começamos a abordar também uma temática mais ligada a natureza”, resumiu Dudu.

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    “Esse verso ele abre um setor que vai falar dos problemas das grandes cidades, que elas crescem de forma desigual e provocam uma grande agressão aos recursos naturais. O sonho de viver bem, de construir o espaço para ser feliz, ele é o sonho que, ao mesmo tempo, a gente perde todos os dias provocando um enorme desequilíbrio. E isso passa por tudo. Passa por você derrubar as florestas, passa por você provocar o esgotamento dos solos, passa por você poluir os rios e os mares, enfim. Aqui entra também uma mensagem forte sobre o papel do arquiteto, e principalmente do urbanista, de pensar as cidades de uma forma mais sustentável”, explicou a pesquisadora.

    ‘O rio pede socorro’

    “No trecho ‘o rio pede socorro’, muita gente acha que estamos falando do Rio de Janeiro, mas não. Falamos do rio relevo, geográfico. A menção ao Rio de Janeiro é feita somente mais a frente, no verso ‘e meu clamor abraça o Redentor’. O rio que pede socorro se refere as questões da poluição, das barragens, do mar de lama, do rio assoreado. Tanto que nesse verso a palavra ‘rio’ é em minúsculo e não em maiúsculo”, esclareceu Dudu Nobre.

    ‘O povo é o alicerce da esperança’

    “Depois que passa na Avenida todos esses problemas enfrentados pelas cidades, um alerta para chamar a atenção das pessoas de que elas estão destruindo esses sonhos de uma vida mais sustentável e com melhor qualidade, o Paulo (Barros, carnavalesco) traz a ideia de que é possível mudar. E a gente passou para os compositores o conceito de que o sonho que se sonha junto, pode se tornar realidade. E eles traduziram isso de uma forma muito bacana, mostrando que todos juntos somos o alicerce da esperança”, contou Isabel Azevedo.

    ‘O samba no compasso é mutirão de amor’

    “É um dos versos mais bacanas desse samba, porque ele foi construído a partir da leitura da grande mensagem que o enredo quer passar. Ele traz o compasso, que é o compasso do arquiteto e o do samba. Já o mutirão de amor tem relação com a união de todas as pessoas em torno de construir uma cidade melhor. Da mesma forma que, mais uma vez, traz isso para esse povo que é capaz de fazer uma construção subir em uma comunidade, graças aos famosos mutirões. Os compositores trabalharam na letra esse sentimento de bater a lage, de levantar a casa todos juntos, e fizeram isso no compasso do samba e no compasso do arquiteto. Então dá para dizer que esse verso é uma síntese do que o enredo está propondo. Ele é perfeito, de uma inspiração incrível”, declarou Isabel.

    ‘Dignidade não é luxo, nem favor’

    “O verso é um recado para algumas autoridades que às vezes pensam que só de pegarem e cumprirem com as obrigações delas, estão fazendo um favor. O povo paga os seus impostos, e independente de qualquer coisa, o governo tem de dar o mínimo de condição de vida para as pessoas. Dignidade é você ter saneamento, ter acesso ao serviço básico, dentro das comunidades ou onde quer que seja”, afirmou Dudu.

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    “Quando a Unidos da Tijuca pensou nesse enredo sobre arquitetura e urbanismo, ela procurou o Conselho Regional de Arquitetura e Urbanismo, o CAU/RJ, que está apoiando esse enredo, e a gente conversou muito com eles. Os arquitetos do CAU nos apoiaram inclusive na pesquisa, ajudando a levantar as informações para o enredo e a fazer todo o desenvolvimento. Ao longo dessa cooperação, eles nos trouxeram uma coisa que é da maior importância: toda uma legislação que busca atender as populações de baixa renda para melhor a qualidade das construções e da urbanização da cidade. E isso é papel do poder público, das políticas públicas. O que contrapõe a ideia de que ter um arquiteto é para que você construa uma casa de luxo ou que isso custa uma fortuna e por isso é inalcançável. As pessoas não pensam na possibilidade de ter um arquiteto para pensar as suas casas quando, na verdade, a gente tem uma legislação hoje que permite. E isso não é favor. A moradia de qualidade, a garantia de um teto para todos, é papel do poder público e é direto do cidadão. A Tijuca está trazendo essa informação que é fundamental e poucas pessoas conhecem”, ressaltou Isabel.

    Mensagem final do samba

    Ainda durante o bate-papo com a reportagem do site CARNAVALESCO, Dudu Nobre contou qual a mensagem que a parceria quis deixar através da obra composta para o desfile da Unidos da Tijuca 2020:

    “A mensagem que nós compositores queremos deixar com esse samba, é que os sonhos podem se realizar. Através do esforço de todos, podemos construir um amanhã melhor. Esse foi um samba que, quando a gente viu a sinopse, ficamos com o pensamento de como íamos poetizar esse tema. E realmente, foi um grande desafio. Quando se tem uma temática mais ligada ao universo do samba é uma coisa, agora quando se tem um tema mais abstrato é muito complexo. Mas mesmo com as dificuldades, a gente conseguiu realizar o nosso sonho de ter um samba com uma melodia e uma letra diferenciada. Esse samba traz ainda como recado que a comunidade também tem a sua beleza”, declarou o músico.

    A Unidos da Tijuca será a quarta escola a desfilar na segunda-feira de carnaval. Com o enredo “Onde moram os sonhos”, os carnavalescos Paulo Barros, Marcus Paulo e Hélcio Paim tentarão levar a agremiação do morro do Borel ao quinto título do Grupo Especial de sua história.

    Herdeiro de Almir Guineto, compositor Fred Camacho saboreia quarta vitória pelo Salgueiro

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    salgueiro final2020 146Fred Camacho recebeu pela quarta vez a honraria de ter um samba de sua autoria cantado pela escola de coração na avenida. Campeão nos carnavais de 2016, 2017, 2019 e 2020, ele entrou definitivamente para a seleta galeria dos poetas do Salgueiro. De melodia refinada e letras inspiradas já compôs com gigantes do quilate de Arlindo Cruz, Almir Guineto, Dudu Nobre e Marcelinho Moreira, seu parceiro mais comum em canções.

    São de autoria de Fred sucessos recentes como ‘Pela Casa Inteira’, interpretado por Zeca Pagodinho e ‘O que é o amor’, canção que compôs com Arlindo Cruz e Maurição, e que foi gravado por Maria Rita. Faltava para o compositor a glória em sua escola de coração, o Salgueiro. E ela chegou em 2016, ano do lendário Malandro Batuqueiro. Fred conta à reportagem do CARNAVALESCO o que representa vencer na sua agremiação pela quarta vez.

    “Toda vitória é muito prazerosa. Em todos os sambas lutamos muito desde o momento que começamos a escrever. Temos todo o cuidado, a forma de abordagem. Depois disso começa uma outra etapa, são várias opiniões, até chegar a um denominador comum. Fazer um samba da maneira que você deseja é uma grande vitória. Aí vem aquela etapa de fazer as pessoas gostarem. A vitória final é uma soma de tudo isso. Sentimos isso no primeiro dia de ensaio”, disse.

    Frequentando as reuniões dos artistas mais importantes da história recente do samba, Camacho desenvolveu um aguçado senso crítico. Culto, ele aponta o enredo salgueirense como um dos mais importantes do ano.

    “O enredo do Salgueiro traz uma exaltação à negritude. Coloco essa temática ao lado dos negros que foram exaltados em nosso passado. O artista negro ser homenageado é uma coisa muito importante. Dessa vez com um palhaço, o primeiro negro, o que abriu caminho da arte para a negritude”, definiu.

    Quatro vitórias no Salgueiro é um feito difícil de ser alcançado. Herdeiro de Almir Guineto, Camacho explica como foi construído o samba do Salgueiro que homenageia Benjamin de Oliveira, o primeiro palhaço negro da história do Brasil.

    “Esse samba não nos reunimos muitas vezes. Conversamos bastante antes de dar o pontapé, para evitar ficar mexendo. Acabamos trazendo o Benjamin de Oliveira, com o circo como pano de fundo, com esses questionamentos raciais, sem ser triste, com emoção do artista. Trazemos toda essa questão de quem faz arte, o que essas pessoas almejam? É preciso ter a sabedoria do sorriso, mesmo em um momento não tão bom”.

    Sambista apaixonado pela arte que é, Camacho levanta a bandeira do concurso de samba-enredo contra as encomendas. Embora reconheça a necessidade de usar tal subterfúgio em determinados casos, ele rechaça o fim das disputas em escolas com a envergadura de um Salgueiro.

    “Quem sou eu para questionar isso, mas acredito que escolas com alas de compositores numerosas não é interessante não fazer a disputa. É um momento que a escola movimenta a comunidade, saber aquilo que é o melhor para a escola. A disputa cria uma movimentação, cada um tem o seu samba, isso faz uma grande diferença”.

    Cante com a Beija-Flor: samba-enredo para o Carnaval 2020

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    O site CARNAVALESCO segue a série de vídeos ‘Cante com a escola’. A nona escola é a Beija-Flor. A escola apresentará em 2020 o enredo “Se essa rua fosse minha”.

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    Galeria de fotos: final de samba da Beija-Flor para o Carnaval 2020

    A proposta dessa nova série do site é trazer o samba-enredo com os componentes cantando, sem percussão e cordas, apenas no gogó e palma da mão. É a hora de conhecer a obra da Beija-Flor (compositores: Magal Clareou, Diogo Rosa, Júlio Assis, Jean Costa, Dario Jr e Thiago Soares). Veja no vídeo abaixo.