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Beija-Flor revela fantasias de ‘Oxum’ e ‘Yemanjá’ em clipe do samba-enredo

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A Beija-Flor de Nilópolis revelou, nesta quarta-feira, as primeiras fantasias do Carnaval 2026. As criações, que representam Oxum e Yemanjá, foram apresentadas ao público no clipe oficial do samba-enredo, lançado exclusivamente nos canais do YouTube do Rio Carnaval e da Beija-Flor.

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Foto: Shouriço/Beija-Flor de Nilópolis

As duas peças simbolizam a força feminina das águas dentro do enredo “Bembé”, que homenageia a tradicional celebração afro-brasileira realizada há mais de 130 anos em Santo Amaro (BA). As fantasias integram o conjunto visual que o carnavalesco João Vitor Araújo vem desenvolvendo para narrar a fé, a ancestralidade e a resistência que ecoam no Candomblé e nas ruas do Recôncavo Baiano.

No videoclipe, os intérpretes Nino e Jéssica Martin dão voz ao samba que embalará a comunidade de Nilópolis em 2026. O vídeo foi gravado na quadra da escola e na cidade de Santo Amaro da Purificação (BA), trazendo imagens do Bembé do Mercado deste ano e cenas do cotidiano santamarense, que inspiram o enredo da Beija-Flor.

“Oxum e Yemanjá são o coração do nosso enredo. As Yabás representam o poder feminino das águas — aquele que acolhe, cura e renova. No encontro entre o doce e o salgado, nasce a força que move o Bembé: a união dos rios com o mar, da fé com a vida. Elas são as donas da festa. São pra elas e por elas que acontecem os ritos que purificam o corpo e o espírito. Por isso, cada detalhe das fantasias foi pensado com muito respeito e emoção, como uma oferenda em forma de arte”, afirma João Vitor Araújo, carnavalesco da Beija-Flor.

Com o clipe, a azul e branca de Nilópolis dá o pontapé nas divulgações visuais do seu desfile de 2026, em que pretende unir arte e espiritualidade para emocionar o público na Marquês de Sapucaí.

A Beija-Flor será a segunda escola a desfilar na Segunda-Feira de Carnaval, levando à Avenida o enredo “Bembé”, assinado por João Vitor Araújo, com pesquisa e desenvolvimento de Vivian Pereira, Guilherme Niegro e Bruno Laurato.

Veja o clipe oficial do samba-enredo da Beija-Flor para o Carnaval 2026

Veja o clipe oficial do samba-enredo da Beija-Flor para o Carnaval 2026

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‘Trabalharemos intensamente para cumprir o prazo’, afirma secretário sobre a Fábrica do Samba

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A construção da Fábrica do Samba, que abrigará os barracões das 14 escolas de samba da Série Ouro, na antiga Estação Leopoldina, na Região Central do Rio, executada pela Empresa Municipal de Urbanização (Rio-Urbe), avança para uma nova etapa, com a edificação dos pilares e da estrutura metálica. Segundo o secretário municipal de Infraestrutura, Wanderson Santos, a fase atual marca a consolidação física do empreendimento e a preparação para o início da urbanização do entorno.

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Foto: Juliana Henrik/CARNAVALESCO

“A construção, que em sua fase inicial pode demandar mais tempo, evolui agora para a edificação da estrutura, incluindo pilares e toda a estrutura metálica. A conclusão representa um grande desafio, pois envolve a construção dos galpões e a urbanização da área, com a criação de um boulevard e de uma área de convivência”, explicou Wanderson.

De acordo com o secretário, a equipe da Rio-Urbe trabalha para manter o cronograma anunciado pelo prefeito Eduardo Paes, com a possibilidade de entregas parciais para que algumas escolas possam se instalar ainda antes da conclusão total do projeto.

“Trabalharemos intensamente, mantendo o ritmo atual, para cumprir o prazo de entrega anunciado pelo prefeito, com a possibilidade de entregas parciais, visando atender às necessidades das escolas e proporcionar-lhes uma estrutura aprimorada”, completou.

Primeiros galpões devem ser entregues no segundo semestre de 2026

Wanderson revelou que os cinco primeiros galpões estão em fase mais adiantada e devem ser concluídos antes dos demais, o que permitirá o início das atividades de algumas escolas de samba ainda em 2026.

“Estamos trabalhando de forma semelhante nos cinco galpões iniciais, que provavelmente serão finalizados primeiro, permitindo que os galpões de número cinco a nove sejam disponibilizados, possivelmente no segundo semestre do próximo ano”, disse.

O secretário destacou ainda que a localização estratégica da nova Fábrica, com acesso direto pela Avenida Francesca Eugênio, vai facilitar a logística dos desfiles e a movimentação dos carros alegóricos.

“A facilidade de acesso aos galpões pela Avenida Francesca Eugênio, com a entrada dos carros alegóricos pela via, facilita as entregas parciais e permite o isolamento da área interna”, explicou.

Estrutura moderna e impacto social

Com previsão de urbanização de mais de 33 mil metros quadrados, a nova Fábrica do Samba será muito mais do que um conjunto de galpões. O projeto prevê áreas de convivência, refeitórios e banheiros, garantindo condições dignas e seguras para os trabalhadores do carnaval.

“Os galpões foram projetados para atender às necessidades das escolas, com pé-direito adequado, salas de pintura, áreas de convivência e refeitórios, visando proporcionar um ambiente de trabalho de qualidade. Estimamos que mais de 200 pessoas trabalhem em cada galpão, o que representa uma transformação na qualidade de vida e no ambiente de trabalho”, afirmou Wanderson Santos.

O secretário também ressaltou que todas as construções estão sendo realizadas com rigor técnico e cumprimento das normas de segurança, atendendo às exigências do Corpo de Bombeiros.

“Todas as instalações estão sendo construídas com rigor, seguindo todas as normas e regulamentações, incluindo as exigências do Corpo de Bombeiros, conforme foi amplamente discutido e questionado pela imprensa”, garantiu.

Entrega total prevista para 2026

O planejamento prevê a conclusão total da área até 2026, incluindo o boulevard e as áreas externas de convivência. Wanderson reconhece o desafio, mas afirma que o ritmo acelerado das obras dá confiança à equipe para cumprir o cronograma.

“Há um planejamento para a entrega completa em 2026, reconhecendo o desafio que representa a urbanização de mais de 33 mil metros quadrados, com trabalhos de terraplanagem e estruturação. No entanto, acreditamos que, mantendo o ritmo acelerado, avançaremos significativamente em 2026”, concluiu o secretário.

‘Está acontecendo de verdade!’ Luana Estrela realiza sonho de ser Rainha do Império Serrano

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Luana Estrela, 27 anos, realizou um sonho de passista ao ser convidada, em setembro, para ser a Rainha do Império Serrano no Carnaval de 2026. O cargo que ocupa hoje foi de Quitéria Chagas nos anos de 2023 e 2024, agora, rainha de bateria da Sinfônica comandada por mestre Felipe Santos, o Sopinha.

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Foto: Matheus Vinícius/CARNAVALESCO

Segundo Luana, o convite do presidente Flávio França foi uma surpresa. “Recebi uma mensagem do nosso presidente, Flavinho, falando que queria conversar comigo. Eu pensei: ‘Meu Deus, o que será que vai acontecer?’. Tivemos uma conversa incrível aqui na escola, onde ele me fez o convite”, relatou a rainha.

Ela também revelou o sentimento de gratidão à comunidade: “Um sentimento de extrema felicidade e aquele ‘Meu Deus! Está acontecendo de verdade!’. E realmente estava. Eu estou muito feliz e extremamente grata por todo o carinho que recebo da minha comunidade”, acrescentou.

A paixão da rainha pelo Império Serrano vem da mãe e foi cultivada desde a adolescência. Aos 14 anos, Luana entrou para a escola, evoluiu como passista, provou seu valor e agora é coroada.

“Minha história com o carnaval começou quando eu tinha 12 anos de idade. Eu sempre fui muito apaixonada, e esse amor, essa paixão, vieram através da minha mãe imperiana, que fez com que eu me apaixonasse também pelo Império Serrano. Aqui na escola eu comecei com 14 anos, hoje tenho 27. Sou muito grata por todo o carinho e por todas as oportunidades que tive aqui na minha escola. É o sonho de toda passista ser valorizada. Eu tive essa oportunidade e estou muito feliz”, contou Luana Estrela.

Destaque para a base imperiana

Valorizar a base é uma característica do Reizinho de Madureira. Além de Luana, outros espaços da escola são ocupados por pessoas nascidas e criadas no Império, como musas, musos, mestres-salas e porta-bandeiras.

Matheus Machado voltou para o Império para ser o 1º mestre-sala; Maura Luíza foi promovida a 1ª porta-bandeira; e a passista Andressa Fonseca foi anunciada como princesa da escola durante o show da final de sambas-enredo.

“Hoje nós temos Nilce Mel como musa da comunidade; Amaury, que era passista e hoje é muso; e a Isa, que veio do Império do Futuro e hoje é a terceira porta-bandeira da escola. O Império Serrano é uma escola que valoriza os seus crias”, defendeu a rainha.

Essa valorização serve como espelho para toda a comunidade. No caso de Luana Estrela, as passistas da verde e branca da Serrinha a têm como inspiração.

“Hoje eu estou rainha da escola, mas já fui passista e sei o trabalho, o gasto que é ser passista. Recebo muitas mensagens de passistas dizendo que sou uma grande influência para elas, e fico muito feliz por isso”, comentou Luana.

Ansiosa pela fantasia

Em 2026, o Império Serrano levará para a Marquês de Sapucaí o enredo “Ponciá Evaristo, Flor do Mulungu”, desenvolvido pelo carnavalesco Renato Esteves, em homenagem à escritora Conceição Evaristo. A escola será a quarta agremiação a desfilar na noite de sábado, 14 de fevereiro.

A ansiedade para o desfile é grande, mas a rainha ainda não viu a fantasia que usará.

“Acredita que eu ainda não vi a minha fantasia? Estou superansiosa para saber como será o desenho. Temos um enredo de extrema força, e eu tenho certeza de que vai ser uma fantasia incrível! Minha expectativa está lá em cima, como todo ano. Renato é um carnavalesco incrível e sei que ele vai arrasar”, exclamou Luana Estrela.

Mangueira divulga protótipos das fantasias de suas alas comerciais para o Carnaval 2026

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A Estação Primeira de Mangueira lançou a divulgação dos protótipos das fantasias de suas alas comerciais para o próximo Carnaval. São fantasias que estarão distribuídas em sete diferentes alas. As informações sobre valores e vendas já estão disponíveis nas redes sociais da agremiação. Para o carnavalesco Sidnei França, todo o cuidado que envolveu tanto a produção dos protótipos quanto a campanha para a sua divulgação demonstram um cuidado com cada etapa de produção do carnaval. “Estamos dialogando com a nossa comunidade e também com pessoas do mundo inteiro que estão de olho em cada passo dado rumo à Avenida”, avalia.

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Um desfile voltado para a comunidade e a diretoria da Verde e Rosa também fez parte da divulgação. O encontro aconteceu na Cidade do Samba no dia 8 de outubro. Na ocasião, a presidente Guanayra Firmino reafirmou o seu compromisso de não medir esforços para que a Mangueira traga o título para sua comunidade. Ela também reafirmou o desejo de que a agremiação faça justiça ao homenageado do enredo, Mestre Sacaca. Guanayra ainda fez muitos elogios ao trabalho do carnavalesco Sidnei França que, segundo ela “foi a melhor coisa que poderia ter acontecido”.

Sidnei apresentou toda a equipe envolvida no processo de produção das fantasias e dos protótipos, desde a pesquisa até a execução no barracão. E o intérprete Dowglas Diniz acompanhou passo a passo com o samba-enredo a apresentação de cada ala, emocionando os presentes.

A Estação Primeira de Mangueira levará para a Marquês de Sapucaí no Carnaval de 2026 o enredo “Mestre Sacaca do Encanto Tucuju – O Guardião da Amazônia Negra”, que mergulha na história afro-indígena do extremo Norte do país a partir das vivências de Mestre Sacaca. O enredo dá início ao triênio do centenário da agremiação.

Ala 05 – Aldeamentos nos Afluentes do Uaçá

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O Xamã Babalaô passeia pelos rios tucujus, estradas de águas doces que cercam diversas comunidades e conectam diferentes populações tradicionais amapaenses, inclusive as indígenas. Inspirada nas malocas e nas padronagens da região do Oiapoque, a ala faz alusão aos povos originários com quem Mestre Sacaca trocou ensinamentos fundamentais durante a sua trajetória.

Ala 08 – Ritual Sagrado da Colheita

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Relembrando a relação do Xamã Babalaô com a medicina ancestral, compreendemos a floresta como provedora de elementos fundamentais para as receitas de cura, como garrafadas, chás, infusões, banhos e simpatias. Mestre Sacaca, encantado, continua estabelecendo uma relação de troca com o ambiente em que estava inserido, colhendo folhas e frutos emprestados pela natureza.

Ala 15 – Andarilho da Floresta

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Homem da natureza, o Xamã Babalaô atravessa a mata como um andarilho, detentor das sabedorias afro-indígenas da Amazônia Negra. Espalhando saberes e deixando rastros de cura por onde passa, o Doutor da Floresta respeita os ciclos e demonstra a riqueza da Amazônia: aquilo que se faz com ela para mantê-la e manter a todos de pé. Por essa razão, a fantasia se ampara nas visões sobre a floresta, trazendo objetos de trabalho de Sacaca, como a “capanga”, bolsa que sempre o acompanhava em suas atividades medicinais.

Ala 16 – Çai erê, Sairé: O Toque Indígena do Carvão

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Os tambores evocam o Xamã Babalaô para se reencontrar com a cultura e as musicalidades amazônicas, sempre defendidas por Sacaca. A ala rememora a origem dos toques do Sairé, introduzido pelo catolicismo às populações originárias. A manifestação se transformou e hoje é praticada pela comunidade do Carvão. O seu nome tem origem na expressão “Çai Erê”, uma saudação indígena.

Ala 20 – Vominê no Festejo de São Tiago

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Importante manifestação cultural tucuju, a Festa de São Tiago ocorre em julho, em Mazagão Velho, e atrai vários amapaenses para a sua comemoração. Nosso Xamã Babalaô também passeia pela cerimônia que utiliza as caixas de guerra como inspiração para o toque dos tambores, anunciando as tradições mouras e cristãs que permanecem nessa região. O figurino é inspirado nos trajes dos personagens dos festejos de São Tiago e na cavalaria que participa dessa cerimônia, ilustrando o povo que aprendeu a transformar a sua história em batuque.

Ala 23 – O Legado dos Mastros Negros

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O Xamã Babalaô se eterniza em diversos elementos que formam a Amazônia Negra, como os mastros, prática cultural presente na negritude amapaense representada por Sacaca. Levantar seus estandartes, bandeiras e pavilhões se tornou uma forma de afirmação de comunidades afro-brasileiras. Por isso, manifestações que se utilizam do mastro são representadas nesta ala, tais quais as que celebram São Benedito, festejado santo negro. O Xamã Babalaô segue como coluna de memória que resiste ao tempo e às tentativas de apagamento.

Ala 25 – O Vigor da Fibra do Cipó-Titica

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O nosso Xamã Babalaô se eterniza em elementos fundamentais da Amazônia Negra, inclusive o cipó-titica. Uma das materializações tucujus, é ele um símbolo da força que tece diferentes vivências amapaenses, sendo usado pelos povos tradicionais em variadas práticas do dia a dia familiar. Presente no cotidiano naturalista dessas populações, o cipó-titica reforça a sua identidade e o sentimento de amapalidade feito à mão.

Liesa vai recolocar frisas à venda para o Rio Carnaval 2026

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A Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) anuncia que voltará a disponibilizar frisas para o Rio Carnaval 2026, após o início da análise técnica das solicitações realizadas no último domingo. A data e os detalhes do novo período de vendas serão divulgados em breve.

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Essa nova etapa será possível graças ao começo da verificação detalhada dos pedidos de compra, que já identificou tentativas de fraude e inconsistências cadastrais. As medidas adotadas visam garantir que os espaços sejam destinados exclusivamente aos consumidores finais e sambistas, assegurando transparência, lisura e cumprimento das normas legais.

Seguindo o mesmo modelo de controle já aplicado às arquibancadas, as frisas canceladas por irregularidade serão recolocadas à venda.

Poder feminino em destaque: novas musas da Unidos de Padre Miguel celebram o legado de Oxum e a liderança de Lara Mara

Na tarde do último domingo, a Unidos de Padre Miguel recebeu as novas musas Lorena Maria e Mari Mola, em uma cerimônia especial durante a tradicional feijoada que apresentou o samba-enredo da escola para o Carnaval 2026. O evento aconteceu na quadra da agremiação, na Vila Vintém, e contou com as participações das escolas coirmãs Mangueira e União de Maricá, que também se apresentaram com seus segmentos e sambas do próximo ano. As novas musas receberam suas faixas das mãos da presidente Lara Mara, que conduziu o momento sob fortes aplausos da comunidade.

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Foto: S1 Fotografia e Comunicação

“A UPM coloca as mulheres lá em cima. É muito importante para mim. Assim que conheci o samba, vi que é uma escola que coloca as mulheres lá em cima, em um lugar onde elas merecem estar: como chefes, em patentes altas. Acho isso incrível na UPM”, disse Lorena Maria, ao comentar o significado de integrar uma escola que valoriza a força feminina.

Ela contou que o convite veio diretamente da presidente: “Fui convidada pela Lara Mara, maravilhosa, para ser musa da UPM. De cara aceitei, porque adoro ela e adoro a escola. É uma agremiação muito potente, muito forte, que merece os melhores shows”.

Lorena destacou ainda o orgulho de representar a comunidade da Vila Vintém. “É uma grande responsabilidade. Por isso estou dando o meu máximo e vou dar o meu tudo. A comunidade gosta muito de mim, e nem eu sabia que tinha todo esse amor. Quando descobriram que eu ia ser musa, encheram minhas redes sociais de mensagens. Me senti muito lisonjeada”.

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Sobre a cerimônia de boas-vindas, ela resumiu com entusiasmo: “Vim para me divertir e ser eu mesma. Sambar, me divertir e sorrir”.

A musa preferiu manter segredo sobre a fantasia do próximo desfile, mas garantiu que o público pode esperar algo “lindo e especial”.

A também estreante no posto na UPM, Mari Mola, se emocionou ao receber a faixa e lembrou o convite feito pela presidente Lara Mara.

“Ano passado recebi o convite muito carinhoso da Lara, em um momento complicado da minha vida no samba. Ela teve uma sensibilidade que talvez só uma mulher teria com outra mulher. Foi um presente que recebi representando minha mãe Oxum”.

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Mari destacou o carinho e o acolhimento da comunidade Vermelha e Branca. “É muita felicidade fazer parte de uma escola com tanta raiz, fibra e uma comunidade tão apaixonada, com pessoas que vestem mesmo a camisa. A Vila Vintém me abraçou com muito carinho. A Lara Mara e as musas fizeram isso. É um prazer agora integrar essa ala de musas, que é repleta de meninas que são do samba, que já foram passistas, como eu, que sou uma sambista do carnaval. Foi um abraço muito carinhoso. É uma alegria enorme estar na Unidos de Padre Miguel”.

Falando sobre a presença feminina no carnaval, Mari Mola reforçou a importância de ver cada vez mais mulheres em posições de liderança.

“Com todo respeito aos gestores homens, que têm sua importância para fazer do carnaval a potência que é hoje, é muito bonito ver o quanto as mulheres estão cada vez mais ocupando cargos importantes. Temos exemplos na Liesa, como Evelyn Bastos, Rafaela Bastos, Natália Louise, diretora de comunicação, e tantas outras. Hoje temos a Mangueira presidida por uma mulher; eu estava no Arranco do Engenho de Dentro, que também é presidido por uma mulher; e aqui na UPM temos a própria Lara. As mulheres têm essa sensibilidade para abraçar outras mulheres. Me sinto muito abençoada por estar nesse caminho guiado por Oxum, que me segue e me norteia, cercada de mulheres tão fortes e significativas”.

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Sobre a fantasia para 2026, Mari adiantou que o figurino promete unir sustentabilidade e beleza.

“Estou muito feliz com o croqui que recebi do Lucas (Milato, carnavalesco), que é um artista muito talentoso. Já era fã do trabalho dele e passei a admirá-lo ainda mais quando ele entendeu meu momento e criou algo cheio de sensibilidade, que se encaixa na preparação que estou fazendo. Como sou embaixadora da Eco Plumas, uma marca de plumas artificiais, econômicas e sustentáveis, ele me deu a liberdade de utilizar esses materiais e trabalhar isso dentro da minha fantasia, o que me deixou muito feliz. A Unidos de Padre Miguel é uma escola que acompanha todo mundo que trabalha com ela. Esperem novidades! Vai ser um trabalho muito bonito e diferente, se Oxum permitir”.

Jefferson Gomes e Karina Zamparolli comemoram celeridade no planejamento da MUM

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Ao menos no que é perceptível para o grande público, a Mocidade Unida da Mooca foi a escola do Grupo Especial que mais se adiantou no planejamento para o carnaval de 2026. As novidades surpreenderam até mesmo o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da agremiação, Jefferson Gomes e Karina Zamparolli. Eles mesmos comentaram sobre a celeridade da MUM no projeto para a estreia da escola no Grupo Especial e sobre outros temas pertinentes ao quesito defendido por eles em entrevista concedida ao CARNAVALESCO no evento que marcou a apresentação oficial do samba-enredo da Mocidade Unida da Mooca para 2026.

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Fotos: Will Ferreira/CARNAVALESCO

Celeridade que beneficia

Antes de falar sobre o quanto a rapidez da agremiação beneficia o casal de mestre-sala e porta-bandeira, Karina relembrou como ficou sabendo de tantas datas importantes em um intervalo tão pequeno de tempo: “Foi bem antes! Na verdade, pegou até a gente de surpresa. De repente, o presidente jogou no grupo o lançamento do enredo – e foi tudo muito emocionante. Logo em seguida, ele já mandou spoiler lá do samba. A gente já ficou animado e, de repente, o samba já estava pronto. A gente olhou um para o outro e falou que tínhamos que voltar a ensaiar, já que o samba já estava pronto e seria ótimo aproveitarmos”, riu.

Logo depois, ela comemorou o andamento e o cumprimento do cronograma: “Está sendo uma construção, claro que a gente ainda está na fase de construção, mas está muito gostoso. A gente se adiantou justamente porque os outros anos foram bem corridos para a gente: em um a gente chegou em cima da hora, no outro a gente teve alguns contratempos no meio do caminho. Nesse ano, a gente falou que vamos fazer bem feito, do jeito que a gente sempre quis”, exaltou.

A porta-bandeira também observou que toda a comunidade está em polvorosa com o primeiro desfile na elite do carnaval paulistano: “A gente começou antes, está sendo super gostoso. Às vezes a gente encontra a bateria, que também já começou a ensaiar. Não é só o casal, e a gente vê que a escola está bem empenhada, todo mundo muito feliz, está sendo muito especial. Está uma vibe muito gostosa de todos os setores”, afirmou.

Jefferson destacou outros segmentos que também já estão a mil por hora: “A comissão de frente também já começou, até colocou uma coreografia hoje aqui na quadra pensando no samba-enredo. Já está todo mundo inteirado no samba. Estamos em julho, a bateria já tem os breques do samba, a comissão já está ensaiando a coreografia do projeto do desfile”, pontuou.

Errar antes para acertar depois

Jefferson destacou outro benefício de começar a ensaiar antes do que era imaginado: “A vantagem de se começar muito antes é que a gente tem tempo de errar mais até acertar. A verdade é essa: é um conjunto de erros, vamos dizer assim. A gente vai colecionando pra ver que determinadas ações não vão servir ou a gente só consegue com o tempo. A vantagem é a gente chegar na avenida, principalmente nos ensaios específicos, com tudo já muito pronto”, comentou.

Com uma frase impactante, ele conclui o assunto: “A gente ensaia como se fosse desfilar para desfilar como se fosse um ensaio. A gente vai mais tranquilo pra avenida assim. Fica muito mais fácil de acertar tudo, do sincronismo ao corpo voltar mais rapidamente. O carnaval ser no começo de fevereiro dá uma enganada: quando acaba o ano e o carnaval já está ali, a quatro finais de semana, a gente já tem que estar preparado para essa antecipação lá na frente. Também por isso a gente já começou agora”, refletiu.

Novidades na passarela

Adiantando algumas possibilidades de mudanças que o regulamento para o carnaval 2026 pode trazer, Jefferson comentou que movimentos especiais podem ser observados no Anhembi: “O nosso regulamento não exige uma obrigatoriedade dentro da temática. Mas, se você se propor a fazer, você tem que estar dentro da proposta. Para a gente inserir movimentos da cultura africana dentro da nossa dança por conta do nosso enredo, por exemplo, eles têm que ser executados de acordo com o que a cultura cobra. A gente pode ser cobrado pela má execução, não somente pelo erro. Ainda vão ter reuniões na Liga-SP e todo ano muda alguma coisa ou outra, mas a gente já está, sim, preparando algo”, prometeu.

Chapa Quente em alta conta

Bateria da Mocidade Unida da Mooca, o mestre-sala aproveitou para exaltar a Chapa Quente, citando nominalmente o responsável pelos ritmistas: “Graças a Deus a gente tem uma bateria maravilhosa, o mestre Dennys vai fazer muitos breques bacanas, muita coisa afro, muita batida de tambor, muita coisa forte que a gente pode agregar. A gente desenvolveu uma característica de levar para a avenida muita coisa dentro da melodia e dentro do breque da bateria. Mesmo não tendo algo obrigatório, a gente coloca essas coreografias, essas nuances dentro da proposta afro no meio da coreografia do samba e vamos executando ao longo da avenida toda”, vislumbrou.

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Aproveitando para brincar com o companheiro de quesito, Karina também exaltou os ritmistas da Chapa Quente: “O Jefferson me deixa doida, mas eu vou com ele e dá tudo certo. A gente está trabalhando exatamente para se envolver com a bateria. A gente veio em um dia em que o mestre estava batucando com os ritmistas, começando a criar algo. A gente veio e ele mostrou para a gente que está muito inteirado com a bateria. A gente pretende vir mais vezes para a gente realmente se adaptar com ele. É uma coisa gostosa para a gente, também. A gente tem algumas questões que acabam limitando um pouco a dança dos casais aqui de São Paulo, mas a gente tenta fazer o melhor que a gente pode para que fique gostoso para a gente dançar”, finalizou.

Ito Melodia lança primeiro audiovisual celebrando o samba e a luta social em prol de crianças autistas

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Um dos intérpretes mais premiados da história do carnaval, Ito Melodia apresenta seu primeiro audiovisual, reafirmando sua versatilidade artística e o compromisso com causas sociais. Após mais de duas décadas alimentando esse sonho, o cantor lança o projeto “ITO”, gravado em novembro de 2024, na Casa do Porto de Santos, localizada no histórico Cais do Valongo. Com direção geral da Baixada Produções, assinada por Alexandre Cortez e Fábio Marques, e produção musical de Fabrício DaCal, o trabalho reúne 16 faixas que traduzem uma vida inteira dedicada ao samba e consolidam uma das vozes mais marcantes do carnaval. “Presente de Deus”, a primeira música de trabalho, já está disponível em todas as plataformas digitais.

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Foto: Reprodução/YouTube

O audiovisual conta com participações especiais de Netinho de Paula, Arlindinho Cruz, Ana Clara, Grupo Da Melhor Qualidade, Chacal do Sax e da bateria da Unidos dos Morros, ampliando o brilho da obra.

Segundo Ito Melodia, este trabalho representa a concretização de um desejo antigo:

“Este audiovisual é a realização de um sonho guardado por muitos anos. Poder concretizá-lo ao lado de grandes profissionais que admiro profundamente, e que fazem parte da minha história pessoal e artística, é um presente que a vida me deu. Este projeto é especial porque une trajetória, talento e emoção em um só lugar”.

A primeira música escolhida para marcar essa nova fase foi “Presente de Deus”, apresentada por Fabrício DaCal, pai de uma criança autista. A conexão entre Ito e a canção foi imediata e profunda, selando a essência do projeto: o samba como instrumento de amor, inclusão e transformação social.

“Quando ouvi pela primeira vez, pedi que repetissem. Na terceira vez, já não havia dúvidas: essa música tinha que estar no projeto — e, mais ainda, tinha que ser a primeira a ser lançada. Ela carrega a verdade da minha luta e daquilo em que acredito. Um dos compositores também tem um filho autista, o que, para mim, foi um sinal divino. É minha missão levantar essa bandeira de respeito, amor e inclusão às crianças dentro do espectro autista”, emociona-se Ito.

Fotos: veja imagens das obras para construção da Fábrica do Samba da Série Ouro

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Obras da Fábrica do Samba avançam e local deve receber primeiras escolas da Série Ouro de forma gradual em 2026, diz Eduardo Paes