A temporada de grandes encontros segue animando a quadra da vermelha e branco do Andaraí. Neste sábado, o Salgueiro recebe duas coirmãs para o seu famoso ‘Salgueiro Convida’. Acadêmicos de Niterói e Império Serrano são as grandes convidadas da noite, levando para o nosso Torrão muita tradição, sambas inesquecíveis e diversão.
A Acadêmicos de Niterói, escola estreante do Grupo Especial, levará para a avenida a trajetória de Luiz Inácio Lula da Silva. Com o enredo ‘Do Alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil’, a azul e branca promete narrar desde a infância no sertão de Pernambuco até a chegada de Lula à Presidência da República.
Já o Império Serrano, chega no carnaval de 2026 com o enredo ‘Ponciá Evaristo Flor do Mulungu’, criado pelo carnavalesco Renato Esteves. A verde e branco da Serrinha vai homenagear a escritora Conceição Evaristo, referência da literatura negra brasileira.
As portas da quadra do Salgueiro abrem às 20h30 e a programação começa com um animado pagodinho e, na sequência, os segmentos da Academia do Samba entram em cena, sob o comando do diretor artístico Carlinhos Salgueiro e da Bateria Furiosa, liderada pelos Mestres Guilherme e Gustavo.
SERVIÇO – SALGUEIRO CONVIDA ACADÊMICOS DE NITERÓI E IMPÉRIO SERRANO
Data: 25/10/2025
Abertura da quadra: 20h30
Endereço: Rua Silva Teles, 104. Andarai
Atrações: show completo do Salgueiro e apresentação da Acadêmicos de Niterói e do Império Serrano
Ingressos:
Venda online: guiche web
Pista: R$ 40,00
Jirau: R$ 50,00
Mesa: R$ 200,00
Camarote lateral: R$ 800,00
Camarote frontal: R$ 1000,00
O cantor e compositor Martinho da Vila, presidente de honra da Unidos de Vila Isabel, esteve no barracão da escola, onde foi recebido pelos carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora. Durante a visita, Martinho conheceu parte do desenvolvimento do desfile e recebeu, das mãos da dupla, o croqui da fantasia que usará no Carnaval 2026.
Emocionado ao ver a criação que tomará forma na Sapucaí, Martinho celebrou o encontro e demonstrou confiança no projeto da escola para o próximo ano:
“É sempre uma alegria voltar ao barracão e ver a Vila sendo construída com tanto carinho e respeito à nossa história. Fiquei encantado com o croqui e confiante de que vamos fazer um grande desfile em 2026.”
Para o Carnaval 2026, a Vila Isabel apresentará na Avenida o enredo “Macumbembê, Samborembá: Sonhei que um sambista sonhou a África”, assinado por Gabriel Haddad e Leonardo Bora, com pesquisa de Vinicius Natal. A proposta exalta a ancestralidade africana, os fundamentos do samba e a trajetória de Heitor dos Prazeres, referência maior da cultura popular brasileira. A azul e branca de Noel será a segunda escola a desfilar na Terça-Feira de Carnaval, dia 17 de fevereiro.
O carnaval, símbolo maior da cultura popular brasileira, vive um momento delicado, e, infelizmente, o campo de batalha não é mais apenas a Avenida Marquês de Sapucaí ou do Anhembi. Nas redes sociais, o que deveria ser um espaço de celebração, troca de ideias, bons debates e amor pelas escolas de samba se transformou, em muitos momentos, em um esgoto virtual. O ódio, a desinformação e o preconceito invadiram o universo carnavalesco, inclusive, com pessoas que dizem ser da imprensa, mas são é da “imprença” (sic), que destilam ódio com a mesma virulência com que contaminam outros setores da sociedade.
Fakes, perfis sem rosto e até pessoas conhecidas se autorizam, dia após dia, a atacar profissionais, artistas e agremiações com um tipo de violência que fere não apenas a dignidade de quem trabalha, mas o próprio espírito do samba. A cada nova postagem, surgem juízes de tudo: da coreografia dos passistas ou da comissão de frente, fantasia da escola, voz do cantor, a fé de um sambista e por aí vai. O que antes se chamava “disputa de coirmãs” se transformou, para alguns, em uma guerra de torcida movida por vaidade, inveja e desinformação.
O CARNAVALESCO nasceu, cresceu e se consolidou acreditando que o carnaval é uma competição de quesitos, e a força cultural que une, emociona e transforma. Desde sempre, o site defende a crítica responsável, técnica, baseada em quesitos e na leitura artística dos desfiles. Sim, fazemos opinião e é nosso papel fazê-la. Mas aqui não existe chicote. Já existiu, é verdade, em outro tempo, quando o jornalismo de carnaval ainda aprendia a encontrar o equilíbrio entre a paixão e a análise. Hoje, o nosso compromisso é outro: o da ética, respeito, a competição saudável e a defesa intransigente da cultura popular.
Não se trata de ser “bonzinho” com ninguém. Trata-se de entender que o desfile de uma escola de samba é o resultado do trabalho de centenas de pessoas, a esmagadora maioria oriunda das camadas mais humildes, que dedicam o ano inteiro à arte e à fé que sustentam o carnaval. Por isso, é doloroso assistir ao crescimento de um comportamento nas redes que carrega, mesmo disfarçado de crítica, o velho preconceito de classe. O olhar de cima, o deboche com o sotaque, a ironia com o corpo do passista, o desprezo pela crença de quem cultua seus orixás, tudo isso é preconceito. Tudo isso é o oposto do que o samba representa.
A intolerância religiosa, em particular, tem sido um dos rostos mais perversos desse ódio digital. Quando um enredo celebra o Candomblé, a Umbanda ou qualquer expressão das matrizes africanas, brotam comentários carregados de desrespeito, ignorância e racismo. É a tentativa de ferir não apenas a arte, mas a espiritualidade e a ancestralidade de um povo. O samba é resistência. O samba é fé. Atacar isso é atacar a própria essência do carnaval brasileiro.
O que está em jogo, portanto, não é apenas a liberdade de expressão. É a responsabilidade coletiva de proteger uma manifestação que é patrimônio cultural e espiritual do nosso país. O carnaval não pode ser transformado em arena de ódio, nem os sambistas em alvos fáceis para quem confunde opinião com ofensa.
A crítica continuará existindo, e precisa existir. O debate sobre samba-enredo, sobre quesitos, sobre o resultado do julgamento. Tudo isso é parte da alma do carnaval. Mas o limite é o respeito. Do outro lado da tela há pessoas, histórias, famílias e sonhos.
O CARNAVALESCO reafirma o compromisso com o jornalismo, com a crítica construtiva e com o respeito a todos os profissionais, de todas as escolas. Nosso papel não é alimentar a guerra, e sim iluminar o caminho de quem ama o carnaval de verdade.
Que os abutres continuem gritando nas sombras. O samba seguirá sendo luz.
Nesta quinta-feira, a Cidade do Samba foi palco da final LGBT+ da Corte Real do Carnaval Carioca 2026, uma noite dedicada à representatividade, à alegria e à força da comunidade LGBT+, que move a maior festa popular do mundo. Em um espetáculo que uniu música, luta e emoção, os vencedores foram John Sorriso (Muso), Viviane Carvalho (Musa) e Wend (Pessoa Não-Binária), que irão representar toda a história do movimento no carnaval ao longo do ano que vem.
Com direção artística de Milton Cunha e apresentação de Wilson Neto, Rei Momo 2022, e Bianca Monteiro, rainha de bateira da Portela, a noite foi recheada de discursos e momentos inesquecíveis. Organizado pela Riotur com o lema “Celebrando a Ancestralidade”, o evento foi palco para que os escolhidos dessem seus depoimentos sobre o que significa ser um representante LGBT+ na Corte, e o que esse título significa para eles.
“Hoje, eu vim fazer uma homenagem à Preta Gil. Eu vim de sol, porque a Preta Gil foi luz todos os dias da sua vida, principalmente, na luta contra o câncer. Eu também queria uma salva de palmas para essa mulher que me inspirou a estar em cima desse palco hoje. E mostrar para mim que eu sou o sol, que renasci”, explicou Johnn Sorriso, que trouxe um retrato de Preta Gil dentro do costeiro de sua fantasia.
“É muito importante a gente se sentir acolhido e abraçado por vocês. Hoje, o tema do evento é celebrar a ancestralidade, e eu queria pedir a todos que deem uma salva de palmas para os nossos ancestrais. Eles foram verdadeiros agricultores, que plantaram e cultivaram para que hoje, a árvore do samba desse frutos, assim como eu, vocês e todas essas candidatas maravilhosas que estão aqui. Eu venho de um lugar onde o samba era muito distante, e graças a ele, minha realidade mudou. O samba me fez conhecer lugares e pessoas. O samba me fez dançar”, declarou Wend.
“Eu vou contar uma pequena história: Em 2008, eu participei de um concurso numa boate, onde eu não pude levar a minha família, pois ainda estava naquela fase de ter vergonha do meu corpo. Hoje, com 40 anos, eu estou no palco da Riotur, com a minha família e os meus amigos, e me apresentando para eles nesse meu mundo. O universo LGBT+ vai muito além do que as pessoas falam, vai muito além das etiquetas que colocam na gente. Tudo isso aqui é pela comunidade LGBT+, porque a nossa comunidade é esplendorosa, poderosa e indestrutível”, revelou Viviane Carvalho, a musa eleita.
Assim como em outros dias, o júri foi composto por nomes especiais: David Brazil, jornalista e personalidade; Dayvisson Gomes, embaixador do Rio Carnaval; Thalita Zamprirolli, modelo e rainha de bateria da Unidos da Ponte; Lucinha Nobre, lendária porta-bandeira da Unidos da Tijuca; Samile Cunha, rainha drag do carnaval 2005; Myrela Matos, assessora da Secretaria de Diversidade do Rio e Leonardo Bruno, jornalista e comentarista de carnaval. Também fizeram parte da mesa o presidente da Riotur, Bernardo Fellows, o vice-presidente Luís Monsores e o diretor de operações Flávio Teixeira.
“Essa é uma das noites mais emocionantes do concurso, porque ela representa a liberdade, o respeito e o orgulho de ser quem se é. O Carnaval é a expressão máxima da nossa identidade, e a Corte LGBT+ mostra ao mundo que o Rio é, acima de tudo, um lugar de amor e de acolhimento”, destacou Bernardo Fellows, presidente da Riotur.
A abertura da programação musical foi por conta do grupo Samba Que Elas Querem, que trouxe a força feminina e coletiva do samba em um show cheio de potência e empoderamento. Em seguida, a Imperatriz Leopoldinense subiu ao palco com a elegância e o talento que a consagraram campeã do Carnaval Carioca de 2023. Em uma bela performance surpresa, o grupo de dança coreografado pelo professor Fábio Batista, diretor artístico da Mangueira, fez uma celebração à memória dos homenageados anteriores, utilizando leques com seus rostos ao som de sambas-enredo clássicos do carnaval.
Na sequência, a artista Meime dos Brilhos entregou um espetáculo de cor e performance, seguida pela irreverente Karina Karão, uma das grandes vozes e personalidades da cena LGBT+ carioca, que fez uma apresentação cheia de humor. Encerrando a noite, o grupo Sambay, primeiro do gênero dedicado ao movimento, garantiu o clima de celebração, com muito batuque, dança e alegria, em um show que traduziu o espírito do Carnaval e da diversidade.
A noite homenageou a cantora Preta Gil, símbolo de coragem, autenticidade e pluralidade. Ícone da música e da luta por respeito e igualdade, Preta representa a energia inclusiva que o Carnaval do Rio sempre defendeu, um espaço onde todos têm voz, brilho e lugar para celebrar quem são, sendo inclusive homenageada em fantasias de alguns dos candidatos. Filha de Gilberto Gil, Preta foi uma das figuras mais influentes do Brasil nos últimos 20 anos, e faleceu em julho de 2025.
Gilsinho também foi celebrado no evento. O famoso intérprete da Portela, campeão em 2017, foi uma das grandes vozes do carnaval por duas décadas, com passagens marcantes também no carnaval de São Paulo. O cantor faleceu no dia 30 de setembro de 2025.
Os vencedores do dia se juntarão à realeza do Carnaval representando oficialmente o Rio em eventos, desfiles e celebrações, levando a mensagem de inclusão e alegria que define a festa carioca.
Confira mais informações sobre os vencedores da noite
João Vitor (Johnn Sorriso) – 21 anos
@johnnsorrisoofc
Nascimento: Rio de Janeiro
Escola de samba / comunidade: Portela / Oswaldo Cruz
Relação com o carnaval: Nasci e fui criado em Oswaldo Cruz, berço da Portela. O carnaval é parte da minha essência — o espaço onde posso ser quem eu sou com orgulho, onde a diversidade brilha e a representatividade ganha voz.
Por que quis ser eleito: Porque acredito na força da representatividade. Quero inspirar e mostrar que o carnaval é o palco de todos, onde a diversidade é sinônimo de beleza, resistência e orgulho.
Viviane Carvalho – 40 anos
@vivianeckarvalhoo
Onde nasceu: Rio de Janeiro
Qual a sua escola de samba / comunidade: Mocidade Independente de Padre Miguel / Cidade de Deus
Qual a sua relação com o carnaval: Tenho uma relação familiar com o carnaval. Meu pai foi intérprete e meu tio compositor de samba. Já atuei nos bastidores auxiliando minha sobrinha, destaque da Viradouro.
Por que quis ser eleita: Quero mostrar que nossa comunidade vai além dos rótulos. Somos potentes, alegres e capazes de representar o Rio de forma linda. Aos 40 anos, vivo meu melhor momento e quero celebrar isso como musa.
Wend – 25 anos
@wend_oficiall
Onde nasceu: Rio de Janeiro
Qual a escola de samba / comunidade: Salgueiro / Vicente de Carvalho
Qual a relação com o carnaval: Sou maquiador, influenciador e passista de show. O samba transformou minha vida e me levou a lugares que jamais imaginei. Fui um dos primeiros passistas da diversidade do Salgueiro.
Por que quis ser eleito: Para representar meu legado de perseverança e inspirar outras pessoas LGBTQIAPN+ a conquistarem seus espaços dentro do samba.
A porta-bandeira da Beija-Flor de Nilópolis e presidente da escola mirim Sonho do Beija-Flor, Selminha Sorriso, representou o Brasil na inauguração da exposição “Esperança que Saiu da Escuridão”, em Boston (EUA) — a primeira escultura de bronze dedicada a Solomon Northup, autor do clássico Doze Anos de Escravidão e símbolo da luta pela liberdade.
O convite partiu da Sociedade Carnavalística de Boston, presidida por Johann Corrêa, em parceria com o Centro Indígena Norte-Americano (NAICOB), liderado pelo professor Jean-Luc Pierite, do MIT (Massachusetts Institute of Technology). As instituições convidaram duas personalidades reconhecidas na luta contra o racismo e na valorização da cultura afrodescendente: Selminha Sorriso, referência do Carnaval carioca, educadora antirracista e pós-graduanda em História e Cultura Afro-Brasileira, e Stefany Lucca, rainha do Carnaval de Mobile, Alabama, descendente dos africanos trazidos no Clotilda — o último navio negreiro a chegar ilegalmente aos Estados Unidos.
Foto: Arquivo pessoal
Durante a cerimônia, realizada na Rose Kennedy Greenway, Selminha foi a responsável por colocar a tocha simbólica nas mãos da escultura, gesto que marcou o ponto alto do evento. A obra, criada pelo artista Wesley Wofford, segue em exibição até 10 de dezembro, no Boston Harbor Islands Welcome Center.
Além da homenagem, Selminha participou de uma aula sobre tecnologia e reforma urbanística ministrada pelo professor Jean-Luc Pierite, onde falou sobre a formação das comunidades nos morros do Rio de Janeiro e o impacto das reformas de Pereira Passos (1902–1906), que expulsaram populações pobres do centro da cidade.
“Foi emocionante representar o Brasil em um momento tão simbólico. Falei sobre a história das nossas comunidades e sobre a importância de políticas públicas que garantam água potável, saneamento e moradia digna. É um orgulho poder mostrar como o samba, a educação e a cultura popular também são formas de resistência e esperança”, afirmou Selminha.
Com sua presença, a porta-bandeira levou a voz da cultura brasileira e da luta antirracista a um dos mais importantes espaços internacionais dedicados à memória, arte e justiça social, reforçando o papel do Carnaval como expressão viva da ancestralidade e da educação.
O presidente da Vila Isabel, Luiz Guimarães, celebrou a presença dos componentes logo no primeiro ensaio e destacou a importância desse período de construção até o carnaval.
“É emocionante ver a nossa quadra cheia já na primeira semana de trabalho. Isso mostra a entrega da nossa comunidade e a confiança carnaval de 2026. A partir de agora, estaremos aqui todas as quartas-feiras, alinhando cada detalhe. Esse é o momento de lapidar o canto, a harmonia e o espírito da Vila Isabel para brilharmos na avenida”, afirmou o presidente.
Em 2026, a Vila Isabel levará para a Marquês de Sapucaí o enredo “Macumbembê, Samborembá: Sonhei que um sambista sonhou a África”, desenvolvido pelos carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora, com pesquisa de Vinicius Natal. A narrativa reverencia a arte, a ancestralidade e o samba, celebrando a memória de Heitor dos Prazeres, ícone da cultura popular brasileira. A azul e branca será a segunda escola a desfilar na Terça-feira de Carnaval, no dia 17 de fevereiro.
A equipe do CARNAVALESCO acompanhou a gravação da faixa do Paraíso do Tuiuti para o álbum oficial da Liesa, que será lançado para o Carnaval 2026. O Quilombo do Samba levará para a Avenida, no próximo ano, o enredo “Lonã Ifá Lukumi”, sobre o Ifá cubano, vertente religiosa afro-cubana que vem sendo redescoberta no Brasil. Membros da escola presentes na gravação falaram sobre a importância de participar desse momento.
Os ritmistas Vinícius Gouveia, de 19 anos, e Fernando Cesar, de 18, estavam muito felizes e honrados em participar da gravação, sob o comando de mestre Marcão. Eles esperam que o público goste da faixa da escola de São Cristóvão quando ela estiver disponível nos aplicativos de música.
“A gente se sente honrado em estar iniciando as gravações dos sambas com a nossa escola do coração. É um samba forte, e gostei muito dele — ainda mais agora que o meu naipe é o surdo de terceira. Você sente mais o samba, desenvolve mais o balanço”, contou Vinícius, que toca na bateria desde 2023.
“É um momento histórico para a gente dar início às gravações do Rio Carnaval. É um samba muito bom, o andamento está excelente e esperamos que todos gostem também”, pontuou Fernando, que participa da SuperSom desde 2022.
Gabriel Salles integra o carro de som do Tuiuti como um dos cantores de apoio a Pixulé, estando no terceiro ano na função. Ele, que começou como integrante do coro, elogiou a obra que a escola levará para a Avenida em 2026 e destacou a alegria de participar de mais uma gravação. Gabriel também ressaltou a qualidade da produção do último ano e torce por um resultado igualmente positivo no álbum do próximo carnaval.
“O clima está muito bom este ano, e para mim é um dos melhores sambas que teremos no carnaval. Mais uma vez, o Tuiuti traz uma temática inovadora. Estar aqui no Century, mais uma vez, com esse trabalho esplêndido, assim como foi em 2025, é uma grande satisfação, e tenho certeza de que 2026 será ainda melhor”.
Ao falar especificamente da obra de 2026, Gabriel destacou a emoção que o samba transmite e o quanto a composição é completa, sentimento compartilhado por todo o carro de som, segundo ele. O cantor lembrou ainda da forte recepção do samba na apresentação oficial.
“Foi muito legal a sensação de ouvir o samba pela primeira vez. Nós nos reunimos no barracão do Tuiuti e já me arrepiei logo de cara. Tenho muito disso: quando o samba mexe comigo, eu me arrepio. Sei que será um trabalho fácil de executar, porque temos uma equipe muito forte e capacitada”.
Por fim, os cavaquinistas Vitinho e Chocolate também falaram sobre a emoção de participar da gravação. Vitinho definiu o momento como histórico e gratificante, especialmente por ser seu primeiro ano na escola de São Cristóvão. Ele destacou o aprendizado proporcionado pela obra composta por Cláudio Russo, Luiz Antônio Simas e Gustavo Clarão, que, segundo ele, amplia o conhecimento sobre a religiosidade afro-brasileira.
“É meu primeiro ano na Tuiuti, e é gratificante fazer parte dessa história. Participar de uma gravação desse porte, com a importância que tem, é algo que vai ficar eternizado. Poder dizer que em 2025 tive a oportunidade de gravar e colocar meu cavaquinho nessa faixa é muito especial. Sambas com temática afro sempre mexem com a gente, ainda mais por sermos pretos. Não tem como fugir disso é também uma oportunidade de conhecer mais da nossa história, da nossa religião e da religiosidade. Estamos sempre aprendendo”, explicou Vitinho.
Chocolate destacou como a presença dos segmentos e componentes da escola contribuiu positivamente para o resultado final. Ele elogiou a obra, ressaltando a força da letra e da melodia, a abordagem da negritude e a boa recepção pela comunidade.
“Estar aqui, presenciando todo esse momento, junto das mãos que fazem o samba do Tuiuti, é muito especial. Complementando o que o Vitinho falou, aqui a gente já se sente em casa. Fica mais fácil, até pela identificação com a escola e por conhecer o estilo de tocar, o jeito que a bateria reage. Nada melhor do que ter as mãos que fazem o cTuiutiarnaval do Tuiuti presentes neste processo”, finalizou Chocolate.
Em plenária realizada na sede da Liga RJ, no Centro do Rio, os representantes das escolas filiadas aprovaram o regulamento oficial da Série Ouro 2026. O documento, baseado no regulamento do último ano, define as diretrizes que nortearão os desfiles do próximo carnaval.
De acordo com o texto aprovado, a escola campeã da Série Ouro conquistará o acesso ao Grupo Especial, enquanto as duas últimas colocadas serão rebaixadas à Série Prata, que desfila na Estrada Intendente Magalhães. Com essa definição, a Série Ouro passará a contar com 14 escolas em 2027. O restante do texto segue o do último ano.
Os desfiles da Série Ouro acontecerão nos dias 13 e 14 de fevereiro, na Marquês de Sapucaí.
Musa da Grande Rio, Karen Lopes marcou presença no terceiro ensaio da escola, realizado na última terça-feira, na quadra da tricolor de Caxias. Para a ocasião, a apresentadora e influenciadora escolheu um vestido cinza formado por pedrarias, que destacou sua elegância e samba no pé. Durante o ensaio, Karen mostrou empolgação e sambou muito ao lado de Virginia Fonseca e de outras musas, como Tati Minerato e Thalita Zampirolli. A musa também comentou sobre a chegada da nova rainha de bateria da escola.
“Receber a Virginia como rainha na Grande Rio tem sido uma experiência muito especial. Eu já vivi a emoção de pisar nesse palco pela primeira vez e sei o que é sentir o coração disparar quando a bateria começa a tocar. Ver o brilho nos olhos dela me faz lembrar da minha própria trajetória. Ela chegou com respeito, vontade de aprender e uma energia linda. Acho bonito quando alguém entra para somar, e é exatamente isso que ela está fazendo. A escola abraçou, e eu também. Aqui na Grande Rio, a gente acredita que reinado se constrói com união, não com competição”, afirmou Karen.
A Unidos da Tijuca realiza os últimos ensaios de canto na quadra antes de invadir a Via D1, a partir de 6 de novembro para o início dos ensaios de rua da temporada 2026. Os últimos ensaios sem movimento acontecem durante as últimas quintas-feiras de outubro (23 e 30) na quadra de ensaios localizada na Avenida Francisco Bicalho com entrada franca. A escola realiza também as últimas inscrições para quem deseja desfilar no próximo carnaval.
Focada em adquirir excelentes resultados, os trabalhos não cessam na Unidos da Tijuca, que até o final do mês focará seus treinos no canto da escola dentro da quadra e no início de novembro passará a trabalhar com intensidade os quesitos de chão visando aprimorar a questão de técnica de desfile, canto e dança.
“Elaboramos um planejamento que foi iniciado em setembro e vem preparando todos os componentes da escola para cantar com imponência nosso samba-enredo e mostrar a garra e a emoção dos nossos segmentos”, explica o diretor de carnaval, Fernando Costa.
Quem quer desfilar na escola precisa se apressar. As inscrições estão abertas e acontecem todas as quintas, das 19h até às 21h, porém restam poucas vagas. Os interessados devem levar cópia da identidade e comprovante de residência. Não há taxa de inscrição. Para o recadastramento, também é necessário levar o comprovante de devolução. Para ter direito à fantasia, será obrigatória a presença nos ensaios realizados todas as quintas-feiras até o carnaval.
A entrada para o ensaio da comunidade é gratuita. Em 2026, a Unidos da Tijuca será a última escola a desfilar na segunda-feira de carnaval, dia 16 de fevereiro na Marquês de Sapucaí com o enredo “Carolina Maria de Jesus”.
Serviço
Ensaios de Comunidade – Unidos da Tijuca
Toda quinta-feira de outubro
Horário: 19h
Endereço: Avenida Francisco Bicalho nº 47 – Santo Cristo
Entrada Franca
Estacionamento no Local