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Mulher Melão vibra com nova missão de coordenar musas no Salgueiro: ‘Esse chão vermelho e branco é sagrado’

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A atriz e modelo Renata Frisson, a Mulher Melão, anunciada como coordenadora das musas do Salgueiro para o Carnaval 2026, conversou com o CARNAVALESCO e contou como recebeu o convite para o cargo, explicou quais critérios utiliza para escolher suas musas e revelou detalhes dessa nova fase no carnaval. Segundo Renata, o convite veio diretamente do presidente da escola.

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Foto: Divulgação/Marcos Serra Lima

“Eu fui chamada pelo nosso presidente, André Vaz, para fazer parte dessa escola tão maravilhosa, que tem essa bateria Furiosa que me encantou desde quando pisei aqui nesse solo sagrado. Estou muito feliz por poder formar um time de mulheres com uma energia tão positiva, querendo fazer um carnaval incrível e único”.

Sobre os critérios na hora da escolha das beldades, ela contou que confia na própria sensibilidade.

“O critério é o que minha intuição manda. Graças a Deus, todas têm uma ligação com o Salgueiro e pode ter certeza de que o que elas farão na avenida vai ser muito lindo”.

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Foto: Carolina Freitas/CARNAVALESCO

A coordenadora adiantou que não pensa em novos nomes para a ala. “Os postos já estão fechados. A ala está feliz e a gente quer brilhar”.

Melão também destacou a importância de contar com referências dentro da escola, rasgando elogios ao diretor da ala das passistas.

“O Carlinhos Salgueiro foi uma das primeiras pessoas que convidei para estar ao meu lado me auxiliando nesse trabalho. Ele é uma estrela do Salgueiro. Temos que respeitar o Carlinhos, a nossa rainha Viviane Araujo e todo mundo que está aqui, que ajudou a construir esse chão lindo, vermelho e branco”.

Independentes de Olaria exalta Jackson do Pandeiro no Carnaval 2026 com enredo plural e arrojado

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A Independentes de Olaria vai levar para a Intendente Magalhães, em 2026, um enredo em homenagem ao cantor e músico brasileiro Jackson do Pandeiro. Em entrevista ao CARNAVALESCO, os carnavalescos Ester Domingos e Ariel Pontes falaram sobre a escolha do tema, os destaques do desfile e os desafios enfrentados pela escola da Série Prata. Segundo ela, a ideia partiu de um desejo antigo da presidência da agremiação.

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Foto: Carolina Freitas/CARNAVALESCO

“O enredo surgiu de um pedido do presidente, que já tinha essa vontade de falar sobre o Jackson do Pandeiro, que inclusive morou na comunidade. Existe uma relação afetiva da escola com a figura dele, que é muito emblemática para a cultura do nosso país”.

A partir disso, Ariel explicou o caminho criativo que a dupla vem tomando. “Quando ele chegou com essa ideia, nosso desafio passou a ser carnavalizar a trajetória do Jackson. Desde o início não queríamos um enredo biográfico literal, por isso não temos um compromisso narrativo com a vida dele, e sim com o que ele deixou culturalmente. Nosso objetivo é apresentar a relação dele com a musicalidade, como ele ajudou a construir um país plural de sons. Muito do que temos hoje na música brasileira é fruto do legado de Jackson do Pandeiro”.

Destaque do enredo

Para Ester, o diferencial está no impacto que o artista teve na música nacional. “O ponto máximo é a contribuição que ele deu para a nossa música. Através de uma técnica singular de controlar o ritmo, ele criou novos estilos e contribuiu de forma muito especial, muito diferente. Jackson era sagaz, construiu coisas além do seu tempo e para além da musicalidade nordestina, onde foi forjado”.

Já Ariel acredita que a surpresa virá na reta final do desfile. “O destaque vai ser o último setor, onde apresentamos a subversão do Jackson. Ele misturava samba com rock, baião com candomblé, terreiro com pop. Eram misturas totalmente ousadas para o período em que viveu — e que ainda hoje soam modernas. Vamos traduzir isso em visualidade, com fantasias que mesclam esses ritmos. Acho que esse design mais subversivo, mais arrojado, vai chamar bastante atenção”.

“São estéticas que parecem tão distintas, mas que o Jackson misturou de forma espetacular, do jeito que só ele poderia fazer”, complementou Ester.

Artes plásticas e estética do desfile

Reafirmando suas declarações anteriores, Ester ressaltou que a plástica do desfile seguirá a mesma lógica de misturas.

“Estamos trazendo estéticas muito distantes, mas foi exatamente isso que o Jackson fez. Ele juntou rock com baião, forró com música de terreiro, coisas que parecem impensáveis, mas que ele fez com maestria. Estamos tentando trazer essa estética mais arrojada”.

Desafios da Intendente Magalhães

Sobre as dificuldades da Intendente Magalhães, Ariel apontou que o próprio enredo ajuda a transformar limitações em soluções criativas.

“A Intendente tem muitas dificuldades, mas o Jackson, por ser uma figura tão subversiva e arrojada, nos permite trabalhar com coisas diferentes. Podemos pegar uma roupa afro e misturar com uma roupa do rock, por exemplo, e isso traduz exatamente a essência do Jackson, que é a mistura. Acho que ele é a cara da Intendente e da Série Prata. É um desafio reaproveitar, mas que se torna prazeroso, porque não daria para fazer Jackson sem mistura. A Série Prata é o lugar propício para isso”.

Com essa proposta, a Independentes de Olaria promete levar para a avenida um desfile ousado e cheio de brasilidade, traduzindo a irreverência e a pluralidade de Jackson do Pandeiro como ninguém antes fez.

‘É um samba bem maturado!’ Luiz Antônio Simas celebra enredo afro-religioso do Tuiuti e destaca força poética da obra

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O historiador, escritor e compositor Luiz Antônio Simas é um dos autores do samba-enredo do Paraíso do Tuiuti para o Carnaval 2026, ao lado de Claudio Russo e Gusttavo Clarão. O trio assina a obra que vai embalar o desfile sobre o Ifá, sistema oracular da tradição iorubá, tema que dialoga diretamente com a trajetória pessoal e intelectual de Simas.

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Foto: Allan Duffes/CARNAVALESCO

“Eu recebi um convite do presidente via Claudio Russo e Gustavo Clarão pela minha afinidade com o tema, porque o Ifá é um tema que me interessa. Eu tenho uma relação com a religião, com o Ifá há muito tempo. A gente já vem trabalhando desde que o enredo saiu. Eu e Claudio aqui, o Gustavo nos Estados Unidos. Fomos testando samba, experimentando o que funcionava e o que não funcionava, e acabou saindo esse samba”, contou Simas, em entrevista ao CARNAVALESCO.

O compositor também refletiu sobre a experiência de fazer um samba encomendado, modelo que o Tuiuti vem adotando nos últimos anos.

“Eu não sou exatamente um compositor de samba-enredo. Gosto de temáticas vinculadas ao universo afro-religioso. O ideal seria os velhos tempos de ala de compositor fechada, aquele negócio todo. Mas a gente sabe que não é mais assim há muito tempo. O que a encomenda traz de positivo é o tempo de maturação para você preparar o samba, testar e não ter o calor da disputa. Essa experiência do Tuiuti foi interessante. É um samba bem maturado. Agora é trabalhar até o carnaval, porque samba-enredo é obra em processo”, avaliou.

Entre os versos, Simas destaca um momento especial, que conecta África e América com leveza e beleza poética.

“Esse samba conta uma história. Ele começa na esteira de um babalaô e termina na esteira de um babalaô. O trecho que eu mais gosto é como a gente solucionou a transição do Ifá entre a África e Cuba. Um personagem citado no enredo é Adestina, um nigeriano que se libertou e introduziu o Ifá nigeriano em Cuba. A gente não queria trabalhar com aquele peso do tráfico negreiro, e aí a gente fala: ‘E o negro iniciado no segredo do Reino de Olokun fez sua trilha’. É um trecho de que eu gosto muito”, explicou.

Com sua visão sempre crítica e humanista, Simas valorizou a dimensão pedagógica do samba-enredo e defendeu o espaço das temáticas iorubás na avenida.

“As pessoas têm uma certa dificuldade com o iorubá, mas é um enredo com temática iorubá. Eu acho que escola de samba tem uma dimensão pedagógica e é uma oportunidade de aprender. Até porque o português que a gente fala no Brasil é aquilo que a Lélia González chamava de pretuguês. E muito me surpreende quando se pensa em escola de samba, que são instituições construídas a partir das sociabilidades afrocariocas, com vínculos espirituais muito fortes com a cultura de terreiro, e se estranha quando o enredo traz esse universo. A temática tem que trazer isso, é absolutamente fundamental”, afirmou.

Mesmo à distância, já que Clarão mora nos Estados Unidos, a parceria entre os três compositores fluiu com naturalidade. Simas ressaltou como a tecnologia aproximou os parceiros e facilitou a criação da obra.

“O WhatsApp facilita muito. A gente mandava melodia, sugestão de letra… É o tipo de coisa que não ocorreria há 20, 30, 40 anos. É usar essa disponibilidade trazida pela rede para poder fazer o samba”.

O samba do Tuiuti 2026, inspirado, ritualístico e ancestral, nasce, nas palavras de Simas, “bem maturado”, pronto para ser trabalhado até a avenida. Um canto de fé e sabedoria, forjado no diálogo entre o sagrado e o popular.

Pela primeira vez na Série Prata, São Clemente leva o pagode para a Intendente Magalhães

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O CARNAVALESCO abre a série de matérias com as escolas das séries Pratas e Bronze, que desfilam na Intendente Magalhães no Carnaval 2026. Conversamos com cada equipe criativa, em encontro feito em parceria com a Superliga, na Academia Brasileira de Artes Carnavalescas (ABAC), no Centro do Rio. A estreia é com a São Clemente. Carlos Eduardo, o Cadu, carnavalesco da agremiação, que vai desfilar na Série Prata, falou sobre o enredo e os desafios da agremiação da Zona Sul na Intendente.

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Foto: Gabriel Radicetti/CARNAVALESCO

“O enredo da São Clemente para o Carnaval 2026 se chama ‘Na Tamarineira, é Pagode, é Carioca, é São Clemente’. Ele surgiu como uma homenagem aos compositores e a esse estilo musical que, de acordo com nossas pesquisas, é hoje o mais escutado do Brasil”, disse Cadu.

O argentino explicou que, na década de 1970, os compositores das escolas de samba aproveitavam muito os intervalos dos ensaios para apresentar as composições em que trabalhavam durante o ano inteiro. Com a chegada dos gestores e a profissionalização da festa, no entanto, essa parte de apresentações foi retirada para que o foco se voltasse unicamente ao samba-enredo. Dessa lacuna, emergiu o Cacique de Ramos, precursor do pagode, como uma roda de amigos.

“É um enredo que tenta resgatar a identidade da escola, a irreverência que ela tem. É um enredo lúdico e, ao mesmo tempo, divertido. Tem aquela energia alto-astral que a escola está precisando neste momento da sua trajetória”, pontuou o diretor criativo.

Após anos no Grupo Especial, a São Clemente deixou a principal divisão do carnaval carioca em 2022 e, em 2025, caiu da Série Ouro. Nunca, em mais de 60 anos, a agremiação havia desfilado fora da Sapucaí.

“Eu considero que o carnaval da Intendente, atualmente, é o mais difícil. Não somente pela quantidade de escolas que integram a Liga, mas também pelas dificuldades relacionadas à iluminação, à passarela, ao chão, ao som e a todos os outros elementos que fazem com que o carnaval realmente seja muito difícil e complicado de realizar”, afirmou Cadu.

O artista também destacou que, atualmente, os desfiles da Intendente Magalhães, que ocorrem próximos ou simultaneamente aos da Sapucaí.

“A maior dificuldade da escola neste momento é acreditar. Nela mesma, no seu potencial, que a passagem pela Intendente, talvez, não seja justa, mas seja necessária. É sair fortalecido dessa experiência e regressar logo à Sapucaí. A São Clemente tem uma comunidade muito grande e forte”, afirmou Cadu.

Nesse sentido, a escola investiu na reformulação de seu time para 2026, com a contratação do próprio carnavalesco, Cadu, além da promoção de Johnny, prata da casa, ao cargo de mestre de bateria. Estreante na preto e amarelo de Botafogo, Cadu acumula passagens pela Vila Isabel, Unidos de Padre Miguel, União da Ilha e Em Cima da Hora. Em 2025, sagrou-se campeão da Série Prata com a Unidos do Jacarezinho.

“Eu sou conhecedor do carnaval da Intendente, assim como também da Sapucaí. A São Clemente, através do nosso presidente, Renatinho, do nosso diretor de carnaval e de toda a família clementiana, está me dando absoluta liberdade para trabalhar. Eles confiam muito no meu critério e no da minha equipe para construir esse carnaval”, garantiu o hermano.

Questionado, por fim, sobre as fantasias e alegorias, ele não titubeou: “Grandiosidade. Podem esperar grandiosidade”.

Camaleônico! Integrantes da Imperatriz vibram com presença de Ney Matogrosso na gravação do samba

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A Imperatriz Leopoldinense gravou seu samba-enredo no Estúdio Century, na Barra Olímpica, no último dia 24 de setembro. A sessão contou com a presença do homenageado, Ney Matogrosso, grande nome da música popular brasileira, que terá sua arte, canções e irreverência retratadas na Sapucaí por meio do enredo “Camaleônico”, desenvolvido pelo carnavalesco Leandro Vieira. A escola levou ritmistas, diversos integrantes e segmentos para realizar a gravação do samba-enredo, e alguns deles conversaram com o CARNAVALESCO para contar um pouco mais sobre esse momento.

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Fotos: Matheus Morais/CARNAVALESCO

Para Vinícius Marques, cavaquinista de 37 anos, participar da gravação é muito especial e traz grande satisfação em ajudar a agremiação onde toca desde 2008. Torcedor da escola da Leopoldina, ele aprovou a junção realizada e destacou a alegria da obra, demonstrando alta expectativa para o desfile, principalmente pela força do samba.

“Gostei do resultado da junção e a escola está com uma expectativa muito boa de fazer um grande desfile. Fazer parte disso, para mim, além de uma honra, é um motivo de grande felicidade. O grande segredo desse samba são os vários momentos de alegria que ele tem, na primeira parte, nos refrões, na segunda parte. Percebe-se nele um potencial para ser cantado durante todo o desfile, sem cair, sem cansar. E isso facilita o trabalho da harmonia e do canto da comunidade, para novamente entregar a evolução que a escola demonstrou nos últimos três anos dessa nova Imperatriz, como o pessoal vem falando”, comentou Marques.

Orgulhoso por ajudar a eternizar a faixa da Rainha de Ramos, Maderson Carvalho, de 44 anos, integra o carro de som da escola desde 2023, participando do coro da gravação. Ele se emocionou e ficou arrepiado com a presença de Ney Matogrosso no estúdio, acompanhando de perto a participação do cantor na faixa.

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“Fazer parte da Imperatriz Leopoldinense já é um prazer. Estar no time de canto, junto com o Pitty, o Chicão e os amigos que estão presentes, é maravilhoso e muito emocionante. Ver o Ney cantando foi arrepiante, fascinante. O time de canto está incrível, e pode ter certeza que será uma obra gigante para o Carnaval de 2026”, afirmou.

Ritmistas da “Swing da Leopoldina”, Arthur da Paz, de 17 anos, e Samuel Rodrigues, de 14, participaram da gravação e se disseram honrados e felizes pela oportunidade de ajudar a escola do coração. Arthur destacou a importância da experiência e o quanto gostou do samba, enquanto Samuel, que grava pelo segundo ano, aprovou o resultado da junção e exaltou a força da obra.

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“Vai ser meu primeiro ano participando da gravação. Venho tocando na escola há algum tempo e estou nela desde pequeno, desfilando desde o enredo Lampião. É muito emocionante e importante para mim, principalmente por ser uma pessoa nova. Muitos que estão no samba não têm essa oportunidade que estamos tendo. O samba é diferente, dentro de um enredo também diferente. As bossas deixam a gente ansioso enquanto toca, esperando o que vem pela frente. Ter o homenageado junto com a escola cria uma conexão muito boa”, afirmou Arthur.

“Estou no meu segundo ano participando da gravação e indo para o quinto desfilando pela escola. Assim como o Arthur, estou na Imperatriz desde pequeno, com nossos pais e amigos. O samba é alegre, tem a cara da escola, e a junção com a bateria ficou perfeita. Muitos não acreditaram que daria certo, mas deu, graças a Deus. Todo mundo gostou do resultado, e para mim está ótimo”, completou Samuel.

Erika Schneider é apresentada como musa dos Gaviões da Fiel para o Carnaval 2026

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Erika Schneider foi a grande estrela do ensaio temático de Halloween da Gaviões da Fiel, realizado na noite da última sexta-feira. Ela foi apresentada à comunidade da escola de samba paulistana e mostrou todo o seu samba no pé no palco. Para o evento, Erika escolheu uma fantasia que une elementos do Carnaval e do Halloween, com o tema “anjo sombrio das matas”. O look, assinado pelo estilista Erickson Ramos, apresenta um design com recortes e é adornado com 5 mil cristais distribuídos por toda a fantasia. Corintiana, Erika não escondeu a emoção com a oportunidade.

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Foto: Brendon Lira/Divulgação

“Representar essa escola gigantesca, com tanta história, é uma honra imensa! O coração bate no ritmo da bateria, e a emoção é do tamanho da Fiel”, exaltou.

A influenciadora, que também é musa da Mocidade, contou que já está se preparando para a folia: “Estou fazendo aulas de samba duas vezes por semana, mas quero aumentar para pelo menos três. Também voltei a malhar cinco vezes por semana, estava indo pouco. E estou fazendo bastante cardio para aguentar a maratona de ensaios”, disse.

Voz, segurança e profissionalismo: sambistas da Tom Maior relembram Gilsinho

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O feriado de Nossa Senhora Aparecida de 2025 foi especialíssimo no Carnaval de São Paulo. A Tom Maior apresentou Bruno Ribas e homenageou Gilsinho, que era intérprete da vermelho e amarelo até falecer, em 30 de setembro. Para saber qual foi a lembrança que o intérprete deixou nos sambistas do Sumaré, o CARNAVALESCO perguntou qual foi a maior memória com o cantor que diversos profissionais da folia têm.

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Substituto não: herdeiro de um trabalho

Retornando à escola depois de cinco anos, Bruno Ribas foi o intérprete escolhido para comandar o microfone principal da Tom Maior após o falecimento do antigo cantor. Ele próprio fez questão de falar como encara o desafio: “Não estou substituindo: eu estou levando à frente um trabalho que foi deixado aqui por ele, como ele também pegou um trabalho que foi deixado por mim na Portela. Eu saí da Portela e ele pegou um trabalho que conduziu durante vinte anos com uma maestria fora do comum. Só tenho muita satisfação em relação a isso tudo. Espero que venha o título, porque isso está aqui, a garra dentro de mim é imensa. Eu quero isso concluído”, comentou.

Pouco depois, Bruno mencionou uma fala de Carlos Alves, o Carlão, presidente da escola e mestre da Tom 30 (bateria da escola), no dia em que o palco da agremiação ganhou o apelido do intérprete: “O mestre Carlão disse que o Gilsinho é insubstituível e eu concordo, mas eu acho que todos que passaram pelo carnaval são insubstituíveis. Todos têm o seu próprio DNA, todos têm a sua própria digital, todos têm a sua própria íris ocular, todos têm a sua forma de se entregar a sua arte. Alguém pode até copiar, mas não tem como ser o outro. É isso que eu expresso nesse momento”, divagou.

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Competição e segurança

Ao ser perguntado sobre de qual forma o antigo intérprete mais o marcou, Carlão destacou a competitividade: “A maior lembrança dele é um conjunto: todas as vezes que ele pegava o microfone. Uma voz marcante, um cara altamente profissional, altamente positivo, um soldado, um guerreiro – que defendeu as nossas cores com muita garra. Ele é um cara que vai ficar na minha lembrança como meu amigo particular e como intérprete da Tom Maior. Ele deixou um legado de quem quer sempre vencer, quer sempre ser o melhor. Ele só pensava nisso, em ser o melhor sempre. Ele queria a escola dele, a Tom Maior, sempre na melhor posição possível. Foi isso que ficou marcado na minha mente”, eternizou.

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Ana Paula Sgarbi, porta-bandeira da agremiação, relembrou uma conversa com o intérprete antes do desfile de “Aysú – uma história de amor“, em 2024: “A minha lembrança dele é muito forte, mesmo. Ele mostrava uma segurança no que ele fazia tão boa! Um dia, a gente falou para ele que a gente ficava muito nervoso, com muita expectativa. Ele respondeu que não ficava nervoso porque já sabia o que tinha que fazer. Ele falava que era assim, inclusive, na noite do desfile. Eu tenho essa lembrança muito forte porque eu queria muito ser o Gilsinho nessa hora. Ele era demais”, lembrou, citando um palavrão cortado pela edição.

Ruhanan Lucas, mestre-sala vermelho e amarelo, foi na mesma linha – e revelou um hobby que o cantor tinha que poucos conhecem: “Eu ia falar a mesma coisa que a Ana Paula falou. Por sinal, ele contou pra gente nesse dia que ele foi lutador por muito tempo, e ele tinha essa segurança aprendida nas lutas. Ele falava que quando era um combate mais físico, para ele era muito pior – e eu, rindo, respondi para ele que o nosso trabalho também era físico, a gente vai para um combate físico e a gente morre fisicamente no final do desfile. Ele falou que entendia, mas que conseguia se controlar emocionalmente, como se o dia do desfile fosse qualquer dia para ele. A gente ficou surpreso, para a gente isso é bem difícil”, refletiu.

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Ausência sentida

Antes da ausência eterna e tocante que Gilsinho deixou, um não-momento do intérprete com a Tom Maior marcou Flávio Campello, carnavalesco da escola: “A minha grande lembrança do Gilsinho, curiosamente, é uma ausência. O Carnaval 2025 foi marcado por um título, pelo retorno da nossa escola ao Grupo Especial. Partiu meu coração olhar para o carro de som do Desfile das Campeãs e ele não estar presente. Aquilo doeu um pouco. Essa ausência de hoje nessa quadra é a mesma ausência que a dor que eu tive no Desfile das Campeãs”, afirmou.

Além de intérprete da Tom Maior, Gilsinho também era o intérprete da Portela. Em 2025, as duas escolas que ele defendia no eixo Rio-São Paulo foram para os respectivos Desfile das Campeãs: a paulistana enquanto campeã do Grupo de Acesso I com a reedição de “Uma nova Angola se abre para o mundo! Em nome da paz, Martinho da Vila canta a liberdade!” e a Águia como quinta colocada com “Cantar Será Buscar o Caminho que Vai Dar no Sol – Uma Homenagem a Milton Nascimento”. Ele, então ficou na Cidade Maravilhosa.

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Profissionalismo incontestável

Érica Ferreira, diretora de Carnaval e de Harmonia da Tom Maior, relembrou mais uma qualidade do cantor: “Foi o meu primeiro ano trabalhando com o Gilson, estava indo para o segundo com ele. O profissionalismo dele, a disciplina dele é incontestável. Eu nunca precisei falar qual era o horário do ensaio: ele chegava no horário, sempre estava envolvido com toda a nossa comunidade”, afirmou.

Antes de ficar com a voz embargada, a diretora concluiu: “O carisma dele, o ajudar a escola, sobretudo em questões musicais… ele sempre nos ajudava. Além da linda voz, dessa potência vocal que ele sempre teve, eu vou guardar a lembrança de um dos profissionais mais disciplinados com quem eu já trabalhei”, emocionou-se.

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Características pouco conhecidas

Gilsinho era conhecido por muitos como uma pessoa extremamente carismática e talentosa, mas um tanto quanto explosivo. Alguns nomes da Tom Maior, porém, recordaram outros traços da personalidade marcantes do intérprete.

Bruno Ribas foi um deles: “Eu tenho muitas lembranças do Gilsinho, mas a melhor lembrança que eu tenho dele é a sinceridade que ele sempre teve, são os bons conselhos que ele sempre deu, as boas conversas. Só quem teve a oportunidade de conviver de perto e de ter esse lado dele, de conhecer esse lado conselheiro, parceiro, do cara que estava pronto para ajudar sempre, sabe como ele era. Ele era o cara que dava esporro, mas também era o cara que te dava carinho. Era meu irmão mesmo, meu parceiro”, destacou.

Érica também destacou o lado brincalhão do intérprete: “A minha maior lembrança com o Gilson é que a gente brigava por causa de roupa! Eu falava com ele que quem iria brigar para escolher a roupa do time de canto e da ala musical era eu, e era muito engraçado. Ele falava que queria ir de branco e eu dizia que tinham outras formas de ir para a Avenida. Isso é uma grande brincadeira, é claro, mas a gente brincava muito”, finalizou.

Leitores do CARNAVALESCO apontam enredo da Beija-Flor como o melhor de 2026 e elogiam safra de temas das escolas

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Em uma pesquisa realizada pelo CARNAVALESCO, os leitores escolheram o enredo da Beija-Flor de Nilópolis como o melhor do Grupo Especial do Rio de Janeiro para o Carnaval 2026. A atual campeã do carnaval carioca conquistou 17,4% dos votos. Logo atrás aparece a Unidos da Tijuca com 15,6%. A Vila Isabel recebeu 10,7%, seguida de perto por Salgueiro (8,7%), Viradouro (8,3%) e Imperatriz Leopoldinense (8,1%).

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Entre as demais colocadas, Mangueira obteve 7,7%, enquanto a Acadêmicos de Niterói (5,2%), Tuiuti (5,1%) e Portela (4,8%) ficaram praticamente empatadas. Mocidade, com 4,6%, e a Grande Rio fechou a lista com 3,8% dos votos.

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Avaliação positiva da safra de enredos

A pesquisa também mediu a percepção dos leitores sobre a qualidade geral dos enredos para 2026, e o resultado demonstra otimismo:

48% consideram a safra muito boa;
33,5% classificam como regular;
12,7% acham espetacular;
Apenas 5,1% a julgam fraca;
E 0,7% a definiram como péssima.

Com mais de nove entre dez votantes avaliando positivamente os temas escolhidos pelas escolas, a expectativa é de uma disputa rica em conteúdo e diversidade narrativa na Avenida. O resultado revela um cenário promissor para o Carnaval 2026, em que o enredo, mais uma vez, surge como ponto de partida fundamental para o espetáculo que o público espera ver na Marquês de Sapucaí.

Nicolas Gonçalves planeja desfile grandioso com a Tucuruvi em 2026: ‘Espetáculo vem em primeiro plano’

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O carnavalesco Nicolas Gonçalves vai para o segundo ano na Acadêmicos do Tucuruvi. Quando chegou à escola para realizar o Carnaval 2025, encontrou a dupla formada por Dione Leite e Yago Duarte, formando um trio. Com a saída de Yago, Dione assumiu a parceria com o recém-chegado. O enredista da época era Vinicius Natal, que deixou a Cantareira e hoje se dedica ao carnaval carioca. Agora, visando o desfile de 2026, Nicolas realiza o trabalho de forma individual, contando com o enredista Cleiton Almeida no auxílio para o desenvolvimento do tema “Anti-herói Brasil”. O CARNAVALESCO conversou com Nicolas Gonçalves, que prometeu o máximo empenho para realizar um carnaval grandioso. Para isso, ele conta com total apoio do vice-presidente e diretor de carnaval Rodrigo Delduque.

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Foto: Gustavo Lima/CARNAVALESCO

Temas grandiosos e um casamento perfeito

O jovem carnavalesco não esteve presente no Carnaval 2024, mas exaltou o enredo “Ifá” e afirmou que a escola elevou o nível dos temas em São Paulo desde então, sempre buscando inovar. Além disso, revelou que, em constante diálogo com o vice-presidente Rodrigo Delduque, ambos consideram que a parceria com a Cantareira foi perfeita.

“Acho que a Tucuruvi elevou o patamar dos enredos. Desde Ifá, vem trazendo temas mais densos e mostrando que é possível realizá-los da melhor maneira e é o que eu gosto de fazer também. Todo dia falo para o Rodrigo Delduque que o meu casamento com a escola deu certo. Logo que acabou o carnaval, eu tinha o Anti-herói Brasil na gaveta e disse a ele que tinha tudo a ver com o momento que estávamos vivendo. Na hora, ele aceitou, e o processo foi acontecendo naturalmente. Acho que é um enredo que casa com o nosso momento. Por mais que pareça complexo, quando a gente começa a entender assim como foi com a Assojaba e com Ifá, tudo passa a fazer sentido. A Tucuruvi tem uma comunidade muito curiosa, que quer aprender. Esse enredo é quase um ensinamento. Cada personagem, cada anti-herói que eles vão conhecendo traz uma identificação: ‘poxa, me vejo nisso, passo por isso também’. Está sendo um processo muito gostoso, e acredito que, pouco a pouco, todos vão compreendendo mais”, comentou.

Importância da equipe

Quando Nicolas chegou à Tucuruvi para realizar o Carnaval 2025, a escola contava com a dupla Dione Leite e Yago Duarte. Com a saída de Yago, Dione assumiu a parceria com ele. O enredista da época também era Vinicius Natal, que deixou a escola e hoje atua no carnaval carioca. Atualmente, Nicolas é carnavalesco solo da Tucuruvi e destacou a evolução da entidade, mesmo após o descenso para o Grupo de Acesso 1.

“A gente não faz carnaval sozinho. O Dione foi muito importante, e eu sou imensamente grato por essa parceria incrível. Não à toa nasceu o Assojaba dali. Hoje também não faço nada sozinho. Tenho minha equipe, a galera de Parintins que constrói isso comigo, meu time de criação… Sou muito grato por ter pessoas que me ajudam e por contar com uma escola que me dá apoio. Isso é fundamental. Muitas vezes o foco fica apenas na figura do carnavalesco, mas pode ter certeza de que atrás dele existe uma equipe muito forte.
A Tucuruvi não está crescendo só como quadra, escola e comunidade, também está evoluindo coletivamente no barracão. Tenho muito orgulho de fazer parte dessa fase da escola e muito orgulho do meu time, que está preparando um desfile incrível. O Rodrigo nos cobra que seja ainda maior e melhor do que o Assojaba, para que a escola continue nessa crescente”, declarou.

Um carnaval ainda maior

O Carnaval 2025 foi grandioso, com alegorias de grande porte e beleza, além de fantasias de requinte apurado. Entretanto, por outras circunstâncias, a Tucuruvi acabou rebaixada. Nicolas destacou que, apesar disso, a escola não irá se apequenar no Acesso 1.

“Foi muito bacana ver a escola ser pé no chão e avaliar o resultado real, enxergando o que realmente foi despontuado. Não foi a ousadia ou a proposta diferente que tiraram o destaque. Isso, na verdade, deu o plus da Tucuruvi e fez a escola brilhar ainda mais. Desde a renovação, o Rodrigo sempre me disse: ‘só te peço uma coisa: não se apequene, não se assuste e não deixe o carnaval de São Paulo te intimidar’. Desde o início ele me incentivava e, este ano, ainda mais: ‘Vamos fazer algo maior, criar condições para isso acontecer’.
E está acontecendo. O nosso abre-alas está nascendo, será o dobro do tamanho do ano passado. Estamos preparando um carnaval muito grande, porque o grupo em que estamos é muito competitivo. A Tucuruvi está se propondo a fazer um desfile ainda maior, até porque vamos encerrar o terceiro dia do Grupo Especial, e sabemos que a disputa vai ser forte. E, sem desmerecer as coirmãs, posso dizer: a briga vai ser boa, porque a gente também vai vir muito bem”, afirmou.

Sonhando com o título, mas com o espetáculo em primeiro lugar

Muitas vezes, nos grupos inferiores, o discurso é apenas sobre subir ou conseguir o acesso sendo campeão. Para Nicolas, no entanto, o objetivo maior é realizar um espetáculo grandioso, pois o resultado será consequência desse trabalho.

“A conversa é, novamente, fazer diferente. A Tucuruvi e o Rodrigo têm como premissa fazer carnaval, como fizemos em 2025. A nossa missão é realizar um grande desfile novamente. É manter o padrão de Ifá e Assojaba. Claro, não vou mentir: o nosso sonho é conquistar o título. Queremos chegar e bordar a estrela no pavilhão da Tucuruvi. Essa é a nossa meta maior, mas pode ter certeza de que o espetáculo vem em primeiro plano, independentemente da colocação”, concluiu.

Salgueiro recebe Unidos da Tijuca neste sábado

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A temporada de grandes encontros segue com tudo e o próximo ‘Salgueiro Convida’ já está no forno. Neste sábado, a energia vem lá da nossa vizinha e co-irmã, Unidos da Tijuca, que chega no Torrão com todo balanço, irreverência e promete estremecer a Silva Teles. As portas do Torrão abrem as 20h30 com um pagodinho e logo depois a Academia do Samba sobe ao palco com um show completo de seus segmentos. Em seguida, a co-irmã Unidos da Tijuca promete um show inesquecível com seus maiores sucessos.

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quadra salgueiro
Foto: Raphael Vidal/GRES Salgueiro

SERVIÇO – SALGUEIRO CONVIDA UNIDOS DA TIJUCA
Data: 01/11/2025
Abertura da quadra: 20h30
Endereço: Rua Silva Teles, 104. Andarai.
Atrações: show completo do Salgueiro e apresentação da Unidos da Tijuca.

Ingressos:
Pista: R$ 40,00
Jirau: R$ 50,00
Mesa: R$ 200,00
Camarote lateral: R$ 800,00
Camarote frontal: R$ 1000,00