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Confira os enredos divulgados do Grupo de Acesso 1 de São Paulo

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Das oito agremiações do grupo de Acesso 1 de São Paulo, apenas duas ainda não divulgaram o enredo para o próximo carnaval. O site CARNAVALESCO reuniu os temas para o próximo carnaval.

A X-9 Paulistana, agremiação que caiu do Grupo Especial, divulgou o enredo durante live na própria sede, na noite do dia 07 de Julho. O enredo é intitulado como “Arapuca Tupi – A Reconquista de Uma Terra Sem Dono”, e carrega um carácter crítico-social em relação ao tratamento com vidas indígenas e exploração do meio-ambiente nacional.

A Terceiro Milênio também adotou o método das transmissões pela internet e divulgou o enredo “Ô abre-alas que Elas vão passar”. Tema que valoriza a luta e trajetória de várias mulheres na sociedade.

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Já a Mocidade Unida da Mooca, inovou e utilizou a ferramenta que possibilita que todos os veículos de imprensa de mídia especializada vinculassem a transmissão. O papo entre o presidente Rafael Falanga e o carnavalesco André Rodrigues foi assistido por diversos sambistas, mesmo aqueles que não curtiam a página da agremiação. O enredo, no caso, é “Aruanda – O Eterno Retorno”, que conta a história de Aruanda, um paraíso espiritual através dos conceitos da Ubanda.

A Camisa Verde e Branco traz o enredo “Rezadeiras. Na fé do trevo, eu te benzo, Na fé do trevo, eu te curo”, uma homenagem as mulheres através das rezas, pela fé das rezadeiras, responsáveis por cura de males individuais.

Também com uma temática africana, a Leandro de Itaquera traz “No ecoar dos tamborins, e no feitiço da Leandro – de Dahomé as terras de encantaria – O cortejo da rainha Jeje e os segredos de Xelegbtá”, que aborda a história do candomblé Jeje, conhecido mundialmente pelos cultos aos vudus.

Não julgada no ano passado, a Independente Tricolor intitula seu enredo como: “Brava gente. É hora de acordar”. A escola deixa claro que o tema não tem ideologias políticas, e explica que enredo é um grito de liberdade e que só o povo tem poder para mudanças.

As escolas de samba Pérola Negra e Morro da Casa Verde, ambas também do Grupo de Acesso 1, ainda não divulgaram os enredos para o próximo carnaval.

Quitéria Chagas lança filtro do Instagram em homenagem ao carnaval

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Quitéria Chagas lançou um filtro no Instagram para homenagear as escolas de samba do Rio de Janeiro. Desenvolvido pelo italiano Luiggi Manasse para a sambista, tem o Sambódromo como cenário e o público pode usar e abusar da criatividade, escolhendo a bandeira da sua escola do coração.

Esse filtro chegou em uma hora onde todas as agremiações promovem suas lives e eventos virtuais ajudando a alegrar e descontrair em um período de pandemia.

Hoje, ela mora com a família em Milão, na Itália, e utiliza suas redes sociais para mostrar seu dia a dia e abordar temas sobre empoderamento feminino, intolerância social, como racismo, além de sempre enaltecer o Império Serrano e as escolas de samba.

Quitéria aproveitou para falar sobre a nova gestão do Império Serrano.

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“O Império Serrano está em um momento de união, e força, nesta nova gestão administrada pelo presidente Sandro Avelar e Rildo Seixas. Como imperiana só tenho que incentivar e ajudar”.

Sinopse do enredo do Salgueiro para o próximo carnaval

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Enredo: “RESISTÊNCIA”

Maior cidade escravista das Américas, o Rio de Janeiro foi o palco da assinatura da Lei Áurea, diploma legal que extinguiu o trabalho cativo no Brasil. Abolir a escravidão, porém,não foi suficiente para promover as mudanças tão desejadas por todos nós. Abandonados pelo Império, continuamos sem condições para uma existência decente. Libertos, tornamo-nos prisioneiros da miséria nos cortiços, nas ruas, nos trabalhos precários e na ausência de direitos humanos e sociais básicos. Discriminados e marginalizados,sem cidadania, sem alternativas para uma vida digna, fomos lançados à nossa própria sorte. Excluídos – no dia seguinte, na década seguinte, no século seguinte –, vivemos, até hoje, sufocados.

Ser preto no Brasil e no Rio de Janeiro, hoje, éter que lutar diariamente por respeito. Lutar para não ceder nem sucumbir à segregação e ao constrangimento promovidos pela sociedade e pelo Estado. É recusar os abusos e a submissão pela ausência de políticas públicas que poderiam promover melhores condições de vida. É não se deixar enganar pela pseudo “democracia racial”, sempre camuflada por hipocrisia, eufemismos ou subterfúgios mal disfarçados.

Aqui, ser preto é,acima de tudo, um ato de RESISTÊNCIA.

E resistir é ter nossa história, antes negada e silenciada, ressignificada e recontada no carnaval, lugar de alegria, mas também de diálogo com o mundo.Ao som dos tambores ancestrais, o Salgueiro foi pioneiro na introdução da temática africana nas escolas de samba. Seguiu na contramão da narrativa “oficial” do país e deu vez e voz aos personagens, heróis e protagonistas pretos. Como um Griot, transmitiu ricas histórias por meio de seus enredos e desfiles, consolidando a participação da escola no processo de resistência cultural e de luta contra o racismo institucional.

Resistir é plantar um legado nos “chãos” do Rio de Janeiro. Criamos Quilombos, lugares de resistência e insurgência, com estrutura politica, econômica e social africana. Revivemos a história nas marcas deixadas na Pequena África, região que se destaca como lugar de acolhimento e também por personagens como as tias baianas festeiras da Praça XI, cozinheiras e Mães de Santo celebradas até hoje pela fantasia e pelo rodopio que as nossas Alas de Baianas exibem. Foram elas que formaram o espaço sociocultural do samba, entendido como extensão dos terreiros de Candomblé.

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Resistir é professar nossa fé. Por ela nos unimos nas irmandades religiosas que faziam filantropia por justiça social. Construímos os terreiros de Candomblé, templos que são uma reinvenção do macro universo cultural e religioso trazido do continente africano. Desenvolvemos o Culto Omolokô e criamos a Umbanda, religião afro-brasileira surgida no Rio de Janeiro, que sincretiza elementos do Candomblé, do Espiritismo e do Catolicismo.

Resistir é expressar nossa cultura para manter a continuidade de valores civilizatórios. Com a benção dos orixás, entramos na cozinha, espaço de saber, para alimentar o corpo e a alma. Para transformar alimentos, hábitos e a própria culinária brasileira. Ao som dos atabaques, “compramos o jogo” nas rodas de capoeira e dançamos jongo ou caxambu. Pisamos nos gramados para expulsar os cabelos esticados e o pó-de-arroz que “disfarçavam” a cor da nossa pele. Colorimos as passarelas e as ruas com as formas, signos, símbolos, texturas e acessórios de nossa moda.

Resistir é fazer arte. Inquietos por representatividade e pela visibilidade que insistem em nos sonegar, criamos nossas próprias narrativas e espaços nas artes cênicas, como o Teatro Experimental do Negro. Assumimos nosso protagonismo e nos fizemos enxergar também por meio da literatura, da dança, das artes plásticas. Espalhamos para o mundo a vocação artística que reside em nós.

Resistir é festejar. É revelar nossa maneira de ser por meio das festas, do modo de celebrar a vida, do entusiasmo que propicia o resgate de nossa identidade e afirmação existencial. Desde o chorinho na Festa da Penha, passando pelas escolas de samba, afoxés e blocos afro. Pelo pagode à sombra da tamarineira, pelo funk carioca e pelo charmoso baile sob o viaduto de Madureira.

Resistir é existir.

É continuar a reverberar a coragem dos nossos heróis contemporâneos de pele preta.

É saber que somos frutos de uma mesma raiz de igualdade, fé, esperança, arte e vida.

É crer que nenhuma luta foi em vão. Que nenhuma luta será em vão.

É persistir no sonho de igualdade para que ele não seja silenciado.

É entender que, juntos, em cada passo e em cada pequena mudança, seguiremos adiante.

E é ter certeza que no dia em que fizermos cair todas as máscaras da discriminação, conseguiremos, enfim, respirar.

Autoria e curadoria: Dra. Helena Theodoro
Carnavalesco: Alex de Souza
Concepção: Eduardo Pinto e Marcelo Pires (Diretoria Cultural)
Texto: Paulo Barros

Resistência é o enredo do Salgueiro para o próximo carnaval

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O Salgueiro anunciou seu enredo para o próximo carnaval, na noite desta quarta-feira, em uma live no YouTube. “Resistência” é o título e o carnavalesco Alex de Souza, mais uma vez, é o responsável pelo desenvolvimento do desfile. Será o quarto carnaval do artista na vermelho e branco. * LEIA AQUI A SINOPSE DO ENREDO DO SALGUEIRO

Durante a live de anúncio do enredo, ele falou sobre o tema escolhido pela escola.

“Toda história é muito importante. É uma honra poder fazer parte do Salgueiro. Sempre admirei desde criança. É uma escola diferente. O lema é perfeito. Não teremos esse ano a festa na quadra para lançar o enredo. A vantagem da live é que estamos atingindo uma quantidade enorme de salgueirenses”, disse. * LEIA AQUI MAIS NOTÍCIAS DO CARNAVAL

Alex de Souza citou a importância da parceria com o departamento cultural salgueirense no desenvolvimento do enredo.

Resistência é o enredo do Salgueiro para o próximo carnaval

“O departamento cultural do Salgueiro é um dos mais importantes e atuantes. Fizemos uma reunião e debatemos ideias. Durantes esses mesmos nós pensamos no enredo que seria apropriado para escola. E o departamento cultural decidiu por um enredo muito atual e com assunto eterno. Tem tudo a ver com o Salgueiro, que é protagonista na sua luta, desde os anos 60, e o enredo está nas discussões tanto do Brasil, quanto no mundo. Não poderia estar fora desse assunto tão importante que vamos desenvolver”.

O enredo tem autoria e curadoria de Helena Theodoro e concepção da diretoria cultural salgueirense, através de Eduardo Ponto e Marcelo Pires. A sinopse tem o texto de Paulo Barros.

Veja o vídeo do lançamento do enredo:

 

Liga-SP nega suspensão do pagamento dos direitos de transmissão dos desfiles por parte da TV Globo

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A Liga-SP, em comunicado divulgado na tarde desta quarta-feira, esclareceu que não existe nenhuma suspensão de pagamentos por parte da TV Globo para as escolas de samba do Carnaval de São Paulo. Em matéria publicada pelo jornalista Léo Dias, no site Metrópoles, a informação é que a Globo suspendeu os pagamentos no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Confira abaixo a nota da Liga-SP na íntegra:

“Nesta quarta-feira (8), informações equivocadas sobre o Carnaval paulistano despontaram na grande mídia. Por isso, a Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo esclarece que não é verdadeira a notícia que circula sobre a suspensão de pagamentos por parte da TV Globo para as escolas de samba do Carnaval de São Paulo.

Assim como as agremiações precisaram se reinventar diante do cenário atípico provocado pela pandemia da Covid-19 para exercerem com maior intensidade o papel de entidades sociais nas suas comunidades, há também uma preocupação com a saúde de todos por parte da Liga-SP e da Globo. Em São Paulo, ao contrário do que dizem as notícias publicadas nesta quarta (8), não existe nenhum tipo de comunicação oficial em relação ao Carnaval de 2021 vinda da detentora dos direitos de transmissão dos desfiles, tampouco um atraso no cronograma de pagamentos.

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Como parceiras que são, a Liga-SP e a TV Globo estudam e planejam os próximos passos do Carnaval paulistano em conjunto, com o apoio da Prefeitura. Qualquer informação que não tenha sido divulgada por estas três instituições sobre os desfiles das escolas de samba na cidade de São Paulo, portanto, é mera especulação”.

Ousadia salgueirense! Escola cria ação nas redes sociais e lança enredo nesta quarta

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O Salgueiro é sempre diferente. Para lançar seu enredo para o próximo carnaval a vermelho e branco criou uma ação nas redes sociais. Causou um alvoroço entre os sambistas. Caso a marca de 300 mil seguidores no Instagram (tinha 294 mil) e 15 mil inscritos no YouTube (tinha 13.300) fossem alcançadas seria divulgado o enredo. As metas foram batidas e a divulgação será às 20h nesta quarta-feira.

Ao site CARNAVALESCO, Nelson de Andrade, diretor de marketing, falou sobre a ação salgueirense.

“Foi ousada. A gente quebrou muito a cabeça até porque precisava prever várias possibilidades e não podíamos errar o “time” da ação. Ela não podia terminar tão rapidamente porque precisávamos preparar tudo, assim como também não podia se arrastar muito para não ficar chata. Foram duas semanas de reuniões online, quase 12 horas de debate. Temos como premissa escutar a voz do outro e, em um grupo de cinco ou seis pessoas, a heterogeneidade de pensamentos e ideias é grande. Desenhamos a campanha para chegar até o dia 10 de julho e conseguimos bater a meta antes”, disse.

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Joice Hurtado, assessora de imprensa do Salgueiro, uma das pessoas responsáveis pela ação explicou que o engajamento alcançado foi totalmente orgânico, ou seja, sem patrocinar ou comprar seguidores nas redes sociais.

“O Salgueiro, desde o início da gestão do presidente André Vaz, sempre trabalhou organicamente, contando muito com o trabalho da equipe, não só da agência, mas da assessoria de imprensa, do marketing, dos segmentos e, principalmente, dos seus fãs. Eles são o nosso termômetro para o que funciona e o que não vai funcionar. Temos também alguns trunfos como a Viviane, que, em um post, recrutou mais de 1500 seguidores para a nossa página, além da MC Rebecca, Erika Januzza, o Xande de Pilares e vários outros artistas que se engajaram nessa estratégia. Temos uma legião de apaixonados pela escola. Realmente, a ansiedade de alguns fez até com que houvesse uma invasão de robôs colocando em xeque a credibilidade do trabalho. Reportamos ao Instagram prontamente e os que foram detectados foram apagados, tanto que houve uma variação de 299 mil para 297k”, explicou Joice, que citou ainda o que já foi conquistado no ambiente digital na gestão do presidente André Vaz.

“Estamos, há exatos 19 meses, trabalhando com os Acadêmicos do Salgueiro e, uma das primeiras atitudes desta gestão, foi tornar as redes responsivas. Não havia conexão real entre os fãs e a escola. Hoje, não há comentário ou mensagem que fique sem resposta rápida e isto nos aproxima cada vez mais do nosso público. Nossas redes saltaram de 156 mil no Instagram, para 298k, organicamente, o que é motivo de muito orgulho para nós. Procuramos estar antenados com a atualidade, saber a opinião dos nossos seguidores e aproximá-los dos nossos segmentos que também têm suas redes orientadas pela equipe. Reativamos o canal do Youtube com um projeto bastante diferenciado e voltado para a memória da escola que será lançado em breve. Estamos, juntamente com o marketing, desenvolvendo novas ações e produtos que serão lançados em diferentes plataformas ao longo do ano. Também mudamos a “cara” do programa sócio-torcedor ampliando as vantagens e garantindo, de fato, a exclusividade para quem faz parte do projeto, uma ideia totalmente pensada pelo nosso diretor de marketing Nelson de Almeida em conjunto com o presidente André Vaz”.

Nelson de Andrade citou o que pode vir pela frente no planejamento digital do Salgueiro.

“Já havia um planejamento para lançamento de produtos em diferentes plataformas e isto vai acontecer gradativamente. Inovamos no ano passado, abolindo os descartáveis da quadra em uma parceria com o Meu Copo Eco, ou seja, estamos caminhando firmes para ser a primeira escola sustentável do Rio de Janeiro. O diretor de marketing fez todo um estudo da marca e dos nossos seguidores nos quatro cantos do planeta e, muito em breve, teremos um e-commerce ativo, com produtos muito interessantes e diversificados no mercado. Acreditamos que esta seja a tendência, não somente por conta da pandemia, mas porque o mundo digital cresce a cada minuto e precisamos estar antenados com tudo isso. Somos uma equipe que busca sempre a inovação, respeitando os princípios éticos e a tradição da nossa escola”.

Veja como foi a live Resenha dos Sambistas

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    Sinopse do enredo do Sossego para o próximo carnaval

    Enredo: “Visões Xamânicas”

    JUSTIFICATIVA

    A Acadêmicos do Sossego apresenta para o Carnaval 2021 o enredo “Visões Xamânicas”. Uma saga épica imaginada entre o presente e o futuro.

    A humanidade se encontra exatamente onde grandes profecias xamânicas disseram que chegaríamos: no colapso do planeta provocado por um sistema de ambição e consumo. A falta de percepção da relação entre nossas escolhas éticas e a ação do tempo sobre nossas vidas como coletividade nos trouxe a dilemas pelos quais a natureza nos obrigou a enxergar o tempo como dele deve ser.

    Durante todo o processo de evolução, buscamos incontrolavelmente dominar e controlar o tempo, otimizando a produção para alimentar insaciável apetite por uma noção vazia de progresso. Mas quem diz quando o tempo termina? Quem diz que produzimos muito em pouco tempo quando não temos esta dimensão de início, meio e fim? Os avanços construídos sobre conquistas territoriais ambiciosas baseadas em mortes de humanos de culturas diferentes conduziu a história global. E foi precisamente essa a visão dos Pajés.

    Progredir sem se preocupar com nosso papel em cadeia dentro de um organismo vivo e complexo que é a Terra e com os diferentes seres que habitam o planeta é um ato de egoísmo contra as demais peças do sistema do qual fazemos parte. Fomos impelidos a parar os ponteiros deste organismo. Nós somos a grande doença e, conscientes como a natureza nos permitiu ser (no seu próprio ritmo de tempo), devemos nos transformar na cura.

    Ao produzir mais uma vez cultura voltada à preservação dos povos tradicionais e dar voz às suas histórias baseadas em teias de saberes ancestrais de valores atemporais, surgirá um novo carnaval na Acadêmicos do Sossego. Consciente do seu papel cultural e social, a escola do Largo da Batalha fará a cidade cantar melodias de esperança e consciência para seu povo.

    A narrativa é livremente inspirada em relatos de David Kopenawa, o grande xamã Yanomami, nos quais relata suas visões sobre passado, presente e futuro da Terra.

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    Construímos a heroíca jornada de um pajé que, em um grande alinhamento espiritual com os xamãs do mundo inteiro, fará uma pajelança para trazer aos olhos do mundo a cura desta Terra em que vivemos. Por fim, como na canção imortal de Caetano Veloso, “aquilo que se revelará aos povos surpreenderá a todos, não por ser exótico, mas pelo fato de poder ter sempre estado oculto quando terá sido o óbvio”: preservar a natureza, respeitar a sabedoria ancestral e aprender as lições sagradas de povos tradicionais nos conduzirá à construção de um futuro saudável para nossa Terra adoecida.

    Um novo dia virá. “Virá que eu vi!”

    Este enredo é também uma homenagem aos amigos pesquisadores João Gustavo Melo e Diego Araújo que defendem e divulgam para os que querem ouvir sobre a importância das narrativas dos bumbás de Parintins que ano após ano transformam um pequeno ponto da amazônia em porta-voz para o mundo conhecer as histórias dos povos tradicionais nativos do Brasil com recorrentes mensagens de preservação da vida indigena e da natureza desta terra que vivemos.

    SINOPSE

    Em um clarão de terra entre a imensidão de copas de árvores que cobrem a mata, fumaças se contorcem feito o corpo do pajé. Ecoam os sons da noite que se repetem como cânticos e, entre os cheiros de infusões de ervas, o grande curandeiro viaja a outros planos da consciência atendendo o chamado dos Xapiris, ancestrais que trazem aos seus olhos as sagradas visões xamânicas.

    É tempo de sonhar viajando por planos cósmicos para encontrar suas raízes. As folhas, as madeiras, a terra, o som da água, tudo é difuso e surreal até deparar-se com a revelação da terra corroída, o fim dos tempos em pleno estado de acontecimento.

    Quando Omana criou o primeiro mundo, este era extremamente frágil e foi soterrado com o próprio céu. Dos escombros desse desabamento fantástico, brotaram nas costas do primeiro céu as formas de vida do nosso mundo em uma Terra mais forte, rígida e duradoura. É sobre este cenário que construímos nossas vidas: lares e estradas, ocas e edifícios, tabas e cidades. E é esse novo mundo que estamos destruindo.

    Os olhos cegos de ganância dos homens não-indígenas não conseguem enxergar as fragilidades do nosso planeta e seus habitantes. Seu tempo de sonho é o do consumo, que despreza a sabedoria ancestral e despreza o próprio tempo. O homem, em busca das lascas de antigas estrelas, vive comendo o chão procurando seu brilho. As vigas da eternidade se esburacam e a queda do céu pode acontecer a qualquer momento. A iminência da tragédia espalha o caos por um mundo que adoece, manchado de óleo, revestido de plástico, sufocado pela poluição, manchado pelo sangue dos povos tradicionais. A humanidade criou inventos extraordinários e imaginou futuros fantásticos, mas esqueceu de medir as consequências de suas ambições.

    Os Xapiris revelaram que por muito tempo os grandes sábios que se comunicavam com o mundo ancestral puderam alertar a população mundial para nos salvar desse apocalipse que vivemos levando a mensagem de salvação. Passar adiante suas lições para a sobrevivência do planeta foi a grande missão dos pajés. Agora, em sua jornada épica pelo mundo dos sonhos, nosso Xamã evoca um grande alinhamento espiritual entre xamãs de todo mundo. Unam-se os sacerdotes de cura da África e os peles-vermelhas com olhos de águia! Juntem-se os filhos da grande serpente arco-íris e os homens do gelo que ecoam a ancestralidade nas peles brancas feito nuvem! Venham os caboclos de fala direta! Que se faça a grande pajelança universal para que o céu não desabe sobre nossas cabeças! Renasçam como os guerreiros dourados! A floresta brada o grito de salvação para esta gente que não ouve o saber ancestral.

    E então, “quilo que se revelará aos povos surpreenderá a todos, não por ser exótico, mas pelo fato de poder ter sempre estado oculto quando terá sido o óbvio” A cura vem da floresta, a dor do mundo cessará quando ouvirem o que eles têm a dizer. A cultura de destruição será suplantada pela harmonia com a natureza e todas as formas de vida. Aos povos tradicionais, seu território. À tecnologia, a energia renovável. O homem devorador de terra renascerá como o grande semeador.

    É assim, ouvindo os Xapiris pela fala do pajé, que abraçamos o sonho do amanhã. Não com o delírio utópico de um novo planeta, mas curando este que é o único que temos. De nosso Largo, vamos à batalha! Arcos e flechas, penas e cocares, corpos e almas se levantam pela preservação da natureza e das culturas de milhares de etnias indígenas do Brasil.

    Se o silêncio é o próprio apocalipse, devemos entoar cantos de esperança. O respeito à sabedoria é a salvação. Não esperaremos o extermínio da última nação indígena. Na apoteose do êxtase xamânico, “m índio descerá de uma estrela colorida e brilhante” Cada um de nós será índio, pois é índio um pedaço de nós. Somos filhos de uma mesma dor e dos mesmos cantos de amor.

    Quem contará as histórias de um mundo que se auto-destrói quando ele não existir mais?

    Um novo dia virá. “irá que eu vi!”

    Autores do Enredo: André Rodrigues e Willian Tadeu

    Unidos de Padre Miguel larga na frente com live com mais de 7 mil visualizações e total segurança sanitária

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    A Unidos de Padre Miguel apresentou no sábado seus sambas concorrentes para o próximo carnaval. O encontro aconteceu na quadra da escola, na Vila Vintém, Zona Oeste do Rio de Janeiro, com apenas os compositores e um pequeno grupo da vermelho e branco. Foi construída a história. Pela primeira vez, uma escola de samba do Rio realiza seu concurso de samba-enredo totalmente no ambiente digital. O resultado foi uma chuva de elogios pela qualidade do som, das imagens e da segurança sanitária.

    Ao site CARNAVALESCO, o diretor de carnaval, Cícero Costa, falou sobre a iniciativa e como foi feita a montagem do cenário.

    “A ideia da cenografia partiu do diretor artístico Sandro Gomes junto com a equipe de ateliê da escola. Eles buscou chegar o mais próximo possível do enredo Iroko. Por isso, tantas folhas, cabaças e adereços que remetem a cultura afro”.

    O diretor de carnaval da UPM também falou sobre a organização da vermelho e branco no processo de higienização do espaço e os cuidados com todos os envolvidos.

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    “Quanto a higiene, a escola disponibilizou álcool e máscaras para os presentes na quadra. Alem disso, definimos horários para a chegada das parcerias a fim de evitar aglomerações na quadra e no entorno. Somente os cantores e apoios tinham acesso ao palco e todos foram devidamente higienizados antes de subir. A escola se preocupou também em higienizar todos os microfones e os cantores levaram seus fones de ouvido”.

    A bateria também teve os instrumentos higienizados e a escola forneceu máscaras para todos os integrantes. Os ritmistas ainda puderem tocar sentados e com distanciamento. Mestre Dinho comentou o sucesso da live da UPM.

    “Gostei muito da ideia. Foi perfeito. Estamos ali para somar. Trabalhei muito para tudo acontecesse da maneira certa. Fizemos tripés para os surdos e tudo ocorrreu da forma programa.

    Império Serrano divulga calendário de sinopse e disputa de samba

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    A direção do Império Serrano divulgou datas da entrega da sinopse e do processo de disputa de samba para o próximo carnaval. A escola informa que mudou o calendário em virtude da pandemia da Covid-19.

    “Teremos condições de fazer uma avaliação com mais propriedade e segurança num cenário futuro e, caso o quadro causado pela pandemia se mostre ainda inapropriado, a disputa de samba-enredo do Império Serrano poderá ocorrer de forma virtual”.

    Confira o texto completo:

    “A Diretoria do Império Serrano definiu o calendário oficial até a escolha do nossa samba-enredo para o Carnaval 2021, buscando aliar os cuidados e precauções com a atual situação causada pela pandemia à importância de contar com a participação de toda a comunidade no processo de escolha do nosso hino para o próximo Carnaval.

    Nossa sinopse será divulgada no dia 07 de setembro, com os sambas sendo apresentados em 24 de outubro e a grande final no dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, data de extrema importância para a nossa história, principalmente pelo fato do Complexo da Serrinha se tratar de um território de tradições negras com extrema importância para a cidade e reflexo nos importantes valores da negritude.

    Como dito, a modificação em nosso calendário de disputa de samba-enredo tem a finalidade de promover a participação da nossa comunidade, porém, postergando a data, teremos condições de fazer uma avaliação com mais propriedade e segurança num cenário futuro e, caso o quadro causado pela pandemia se mostre ainda inapropriado, a disputa de samba-enredo do Império Serrano poderá ocorrer de forma virtual”.