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Com emoção e ancestralidade, Portela grava samba de 2026 marcada pela homenagem para Gilsinho

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Encerrando as gravações do álbum de 2026, a Majestade do Samba exaltou sua ancestralidade, e integrantes relembraram com carinho de Gilsinho em um registro marcado por saudade e novos caminhos. A Portela concluiu, no último dia 9 de outubro, no Estúdio Century, na Barra Olímpica, a gravação de sua faixa para o álbum de sambas-enredo do Grupo Especial de 2026. A escola, que enfrentou a perda do intérprete Gilsinho poucos dias antes da sessão, reuniu diversos componentes que o homenagearam com grande emoção. O CARNAVALESCO conversou com alguns deles para entender como foi o processo de gravação da obra que levará à Marquês de Sapucaí o enredo “O Mistério do Príncipe do Bará — A oração do Negrinho e a ressurreição de sua coroa sob o céu aberto do Rio Grande”, do carnavalesco André Rodrigues.

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Leandro Lima, 42 anos, integrante do carro de som desde 2020, diretor musical e responsável pelo cavaquinho na faixa, contou que se agarrou ao trabalho para honrar a memória de Gilsinho. Ele destacou a excelência vocal de Zé Paulo, que assume os vocais da escola, e ressaltou também o vínculo de mestre Vitinho com a Portela, com quem já trabalhou anteriormente. Para Leandro, a melodia do samba é profundamente emocionante e cativa facilmente o coração do portelense.

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Leandro Lima, 42 anos, integrante do carro de som desde 2020

“Este ano temos a questão da ausência do Gilsinho. Tivemos essa fatalidade. Mas, por sempre ter sido muito próximo a ele, estou me dedicando a fazer tudo da melhor forma possível, em prol de sua memória. E seremos sempre o carro de som ‘É Tudo Nosso’. É bacana também gravar este ano com o Vitinho, cria da Portela, com quem já trabalhei. Estamos bem representados com um cantor excelente, que é o Zé Paulo, um amigo portelense que abrilhantou esse samba. A melodia pega muito pelo lado da emoção: o refrão do meio e o trecho que antecede o refrão de baixo, ‘Enquanto houver um pastoreiro a chama não se apagará, não há demanda que o povo preto não possa enfrentar’, me tocam muito. E também a saída da segunda parte, ‘Portela, tu és o próprio trono de Zumbi’, que, para mim, é o momento de maior emoção”, declarou.

Ledjane Motta, também do carro de som “É Tudo Nosso” e integrante do coro na gravação, definiu o momento da Portela como um ano de inovação. Para ela, o samba é uma verdadeira louvação ao batuque, à ancestralidade, aos orixás e ao povo preto dos pampas. Ledjane acredita que Bará será a força que abrirá os caminhos da escola em 2026.

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Ledjane Motta também do carro de som “É Tudo Nosso”

“É um motivo de muita felicidade, porque a Portela está passando por mudanças significativas. Nos últimos anos, havia sempre a expectativa de manter o que já vinha sendo feito, de preservar uma tradição. Este ano eu vejo como um ano de inovação: um novo cantor, um novo mestre de bateria e algumas mudanças no carro de som. É uma inovação que respeita e mantém nossa tradição, sem ferir o que representa a nossa majestosa Portela centenária. Acredito que esse samba trará uma energia muito boa para a Sapucaí, reforçando essa sensação de novidade. Gosto muito da frase ‘Enquanto houver um pastoreio, a chama não se apagará, não há demanda que o povo preto não possa enfrentar’. Caminhamos com a força ancestral; é Bará abrindo os caminhos, guiando e movimentando tudo. Bará é movimento”, afirmou.

Ritmistas e irmãos portelenses desde 2023, Juan e Gabriel Reis gravaram pela primeira vez o samba oficial da escola. Emocionados, ambos destacaram a lembrança de Gilsinho durante todo o processo. Gabriel, de 14 anos, falou sobre o nervosismo e a alegria da experiência. Já Juan, de 20, ressaltou a honra de representar a escola onde cresceu.

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Ritmista Juan

“É uma emoção estar aqui pela primeira vez. Dá aquele nervosismo, mas é uma alegria sem fim. Vamos tocar pelo nosso ídolo Gilsinho, que infelizmente se foi, e isso aumenta muito a emoção. Gosto muito do samba para 2026, especialmente do refrão”, contou Gabriel.

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Ritmista Gabriel

“Hoje foi uma experiência maravilhosa, minha primeira vez. Senti aquele friozinho na barriga, ainda mais representando a escola de onde sou cria. Foi muito gratificante e muito forte, ainda mais após o acontecimento triste que tivemos. Mas gravar um samba de muita garra, força e energia, de um enredo tão vibrante, dá uma vontade enorme de trabalhar e vencer”, completou Juan.

Nunca é tarde para aprender: oficina de alfabetização transforma vidas no Salgueiro

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Neste Dia Nacional da Alfabetização, celebrado em 14 de novembro, o projeto Aprendizes do Salgueiro reforça o poder transformador da educação e comemora o sucesso da oficina de alfabetização de adultos, realizada na quadra do Acadêmicos do Salgueiro, na Zona Norte do Rio. A iniciativa, que teve início em maio de 2025, oferece aulas gratuitas voltadas a pessoas que desejam aprender a ler e escrever, independentemente da idade ou da trajetória escolar.

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Foto: Divulgação/Salgueiro

Com encontros às terças e quintas-feiras, às 19h30, o programa se consolida como uma importante ferramenta de cidadania, inclusão e autoestima, reafirmando o compromisso da escola mirim Aprendizes do Salgueiro em promover uma educação acessível e transformadora.

Para a professora Roberta Nogueira, a experiência de alfabetizar adultos e idosos vai muito além do ensino formal. “Ser professora na alfabetização de idosos é uma experiência que toca profundamente o coração. A cada aula, vivemos momentos únicos, repletos de aprendizado, superação e ternura. Ensinar pessoas que carregam uma vida inteira de histórias, sabedoria e experiências é, ao mesmo tempo, um privilégio e uma lição de humildade”.

Ela destaca que o processo de alfabetização nessa fase da vida exige empatia e sensibilidade. “Muitos adultos que não tiveram acesso à escola na infância enfrentam grandes desafios ao retornar aos estudos. A rotina de trabalho, as responsabilidades com a família e o medo de não conseguir aprender são barreiras frequentes. Por isso, a alfabetização deve ser acolhedora, respeitosa e adaptada às experiências de cada aluno”.

Entre os alunos, as histórias de superação são marcantes. A aluna Aldemira Corrêa de Lima, de 73 anos, compartilha sua alegria com o aprendizado. “Olha, eu estou gostando, eu estou aprendendo a ler e escrever já, graças a Deus, primeiramente, e segundo ao Salgueiro. Eu só queria que as pessoas tivessem vontade de estudar, que nem eu, pra preencher mais ainda a sala de aula. Mas que eu estou feliz, eu estou! Eu li muito e não pretendo parar, não. Quero continuar estudando, porque já sei ler e escrever um pouco. Graças a Deus”.

Roberta emociona-se ao acompanhar o progresso dos alunos. “Ver Dona Mirna e o Sr. Antônio descobrindo as palavras é presenciar um renascimento. Há brilho nos olhos, sorriso no rosto e uma emoção que nenhuma palavra descreve por completo. É como se, junto com as letras, surgisse um novo sentido para a vida, o sentimento de que nunca é tarde para aprender, sonhar e se sentir capaz”.

A professora também ressalta o aprendizado mútuo que o projeto proporciona. “Como professora, como ser humano, aprendo todos os dias com eles, sobre paciência, força, esperança e a beleza de recomeçar. Cada gesto de gratidão, cada olhar de confiança, cada pequena conquista é um combustível que renova o amor pela profissão. Agradeço a oportunidade do Salgueiro em poder participar desse projeto tão maravilhoso e aprender cada vez mais nessa profissão que amo e que tanto tenho orgulho”.

Educação que transforma territórios

A oficina de alfabetização integra as ações do Aprendizes do Salgueiro, uma iniciativa comunitária que oferece atividades formativas, culturais e sociais à população local. Além de estimular o aprendizado, o projeto busca fortalecer vínculos e abrir novas perspectivas para jovens, adultos e idosos da região.

O programa é um exemplo concreto de como a educação é capaz de romper ciclos de exclusão e gerar oportunidades reais de transformação social. Em um território marcado pela potência cultural e pela luta por inclusão, o acesso à leitura e à escrita torna-se também um ato de empoderamento e pertencimento.

“O educador tem papel essencial nesse caminho, atuando com sensibilidade e empatia. Assim, a aprendizagem torna-se viva, prática e transformadora”, conclui Roberta.

SERVIÇO
Oficina de Alfabetização de Adultos – Aprendizes do Salgueiro
📍 Local: Vila Olímpica do Salgueiro
📅 Aulas: terças e quintas, às 19h30
🕒 Inscrições: terças e quintas, às 15h, na Vila Olímpica
💳 Requisito: apresentar documento de identidade
💡 Gratuito

Carnavalesco e diretor de Carnaval da Colorado do Brás celebram enredo: ‘Boas vibrações para a escola’

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O Arraiá do Brás 2025 foi especialíssimo para a comunidade da Colorado do Brás. Além de voltar a unir a comunidade da escola, o enredo para o Carnaval de 2026 foi lançado. A temática, por sinal, foi bastante elogiada pelo mundo do samba paulistano pela originalidade. No lançamento do samba-enredo da Colorado do Brás para 2026, a reportagem do CARNAVALESCO conversou com dois dos principais nomes da agremiação para saber como os elogios foram recebidos pela agremiação – e, também, um pouco mais sobre a história que será contada no desfile de “A Bruxa está Solta – Senhoras do Saber Renascem na Colorado”, que será assinado pelo carnavalesco David Eslavick.

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Fotos: Will Ferreira/CARNAVALESCO

Receio superado

Ao conversar com o próprio carnavalesco, o profissional destacou que havia certo receio em como o enredo seria recebido pelo mundo do samba: “Os elogios que o enredo recebeu são o indicativo de que o trabalho está indo bem. Na verdade, eu estou feliz para caramba por todos os elogios que eu recebi. Eu estava com medo logo de início, porque eu não sabia como seria a aceitação dessa temática. Mas, graças a Deus, o público curtiu demais, curtiu para caramba, está trazendo boas vibrações pra escola. A repercussão foi maravilhosa está tudo aí e está maravilhoso”, comentou David Eslavick, aproveitando para agradecer a tudo que ouviu.

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Força da equipe

Jairo Roizen, diretor de Carnaval da Colorado do Brás, fez questão de elogiar não apenas o carnavalesco – mas, também, todo o staff da vermelho e branco do Centro de São Paulo: “Esse enredo é um trabalho do David, nosso carnavalesco, que é uma aposta da Colorado. Uma aposta que já veio do ano passado, mas, no ciclo de 2026, pegando o enredo e o trabalho desde o começo, ele se tornou um diferencial da nossa equipe”, destacou.

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Busca pelo pioneirismo

Para Jairo, a vermelho e branco deve sempre se destacar e buscar a novidade em tudo que faz: “Nós buscamos ser diferentes. A gente sabe que a Colorado, para se destacar, tem que fazer algo diferente de todo mundo. E, quando a ideia desse enredo sobre as bruxas, que veio do David, chegou, a gente falou que é isso que vai fazer as pessoas notarem a Colorado. E é exatamente isso que está acontecendo. Se Deus quiser, vai ser um caminho cada vez melhor. A gente nunca viu acontecer o que está acontecendo com a escola nesse momento. Vamos para cima com alegria que vai ser um excelente carnaval. Não estou prometendo aqui, mas, com certeza, o que as pessoas vão assistir, o que as pessoas vão ouvir, o clima que as pessoas vão ver a Colorado soltar no Sambódromo em toda essa temporada vai ser algo que as pessoas vão gostar muito – e que vai ser excelente”, finalizou.

Maryanne Hipólito exalta emoção e promete entrega total como rainha de bateria da Em Cima da Hora

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O CARNAVALESCO esteve, no último sábado, na nova quadra da Em Cima da Hora, em Cavalcanti, Zona Norte do Rio de Janeiro, para acompanhar a apresentação das musas e da rainha de bateria à comunidade, além da final de samba-enredo para o Carnaval 2026. A rainha de bateria, Maryanne Hipólito, falou sobre a emoção de ocupar esse cargo tão importante e adiantou detalhes de sua performance para o próximo desfile.

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Foto: Gabriel Radicetti/CARNAVALESCO

“A diretoria entrou em contato comigo me chamando para fazer parte de um momento muito especial da escola. Eles queriam trazer para a escola, junto à comunidade, alguém do carnaval, alguém raiz, alguém com história no carnaval, e eu me sinto honradíssima de ser essa pessoa escolhida. Foi especial, está sendo especial tudo que vem acontecendo desde que chegou o convite até hoje. E vai ser no desfile e nos próximos carnavais também”, descreveu a beldade.

Para fazer jus a essa posição tão cobiçada, Maryanne prometeu dedicação e suntuosidade na Passarela do Samba.

“As pessoas do carnaval que já me conhecem, que me seguem há algum tempo, sabem que eu me dedico 200% a tudo que me proponho a fazer. O que elas podem esperar é presença, bons looks, boas performances. Gosto de estudar bateria, gosto de estudar o samba, gosto de ser representativa, gosto de trazer fantasias que representem o samba. A comunidade pode esperar tudo que eu puder entregar. O melhor de mim, com certeza”, garantiu.

A rainha adiantou ainda detalhes de seu figurino para o grande dia, destacando a coerência da peça com o enredo da Em Cima da Hora para 2026, “Salve Todas as Marias – Laroyê, Pombagiras!”.

“O desenho está incrível, impecável. Posso dizer que vem aí uma rainha muito presente. Assim que vi, fiquei emocionada, lógico. Se tem um sentimento, sem sombra de dúvidas, é a emoção. A fantasia representa muita coisa para mim. Poder vestir essa fantasia com tamanha representatividade é importante demais”, finalizou.

Tuiuti se encontra com Cônsul-Geral de Cuba e inicia aproximação para Carnaval 2026

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O Paraíso do Tuiuti realizou uma importante reunião, nesta sexta-feira, para engrandecer a apresentação da escola no próximo desfile. O carnavalesco Jack Vasconcelos e o diretor executivo Bruno Valle se reuniram com o cônsul-geral de Cuba, o embaixador Benigno Pérez Fernández, na sede do Consulado Geral de Cuba, em Sumaré, no estado de São Paulo. Os representantes da azul e amarelo de São Cristóvão mostraram todo o projeto do Carnaval 2026 e convidaram Benigno Pérez para participar da apresentação oficial na Marquês de Sapucaí.

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Foto: Divulgação/Tuiuti

“O embaixador se mostrou muito interessado pelo nosso tema do ano que vem. Fez várias perguntas sobre a quantidade de pessoas que integram um desfile, quantidade de ensaios, a origem da escola. Foi um encontro muito bacana”, resumiu Bruno Valle.

Com uma história autoral, o Tuiuti vai levar ao Sambódromo o enredo “Lonã Ifá Lukumí” sobre uma vertente religiosa afro-cubana que vem sendo redescoberta no Brasil.

“Vamos mostrar nossas semelhanças culturais e religiosas. Somos povos irmãos. Temos um povo muito parecido com Cuba”, definiu Jack Vasconcelos.

No ano que vem, o Paraíso do Tuiuti desfila será a primeira escola a desfilar na terça-feira de carnaval.

Vigário Geral começa nesta sexta temporada de ensaios de rua

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A Acadêmicos de Vigário Geral dará início nesta sexta à sua temporada de ensaios de rua rumo ao Carnaval 2026. A concentração está marcada para o Parque Madureira, a partir das 19h. A escola convoca sua comunidade, seus segmentos e admiradores para o primeiro encontro que marca o início dos preparativos de canto, evolução e harmonia para o próximo desfile.

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Foto: Divulgação/Vigário Geral

O diretor de carnaval e harmonia, Ismar Silva, destaca o clima de entusiasmo na agremiação: “A escola segue a todo vapor, se preparando para o Carnaval 2026. Estamos animados, confiantes e prontos para entregar mais um lindo Carnaval para a nossa comunidade e para o público”.

Serviço:
Evento: Ensaio de rua Acadêmicos de Vigário Geral
Data: Hoje, sexta-feira, 14 de novembro
Horário: A partir das 19h
Local: Parque Madureira
Entrada: Gratuita

Unidos da Tijuca evidencia canto forte e refinamento do casal em ensaio de rua rumo ao Carnaval 2026

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A Unidos da Tijuca realizou, nesta quinta-feira, mais um ensaio de rua em preparação para o Carnaval 2026, ocupando novamente a Via D1, no Santo Cristo. O Pavão apresentou desempenho sólido, com Matheus André e Lucinha Nobre exibindo uma coreografia inspirada, enquanto Marquinhos Art’Samba conduziu com segurança o canto dos componentes da agremiação. O samba, que exalta a vida e a obra de sua homenageada, Carolina Maria de Jesus, é desenvolvido pelo carnavalesco Edson Pereira e retrata a força da escritora que marcou o Brasil ao registrar sua própria realidade nas favelas do século passado.

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MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

Matheus André e Lucinha Nobre tiveram atuação de destaque, com uma dança tradicional enriquecida por movimentos bem marcados e alinhados à letra da escola. No refrão do meio, o casal apresentou uma coreografia própria para os primeiros versos, além de um bailado mais unido na parte “Dos salões da burguesia”. O entrosamento, a sincronia e a comunicação ao longo da simulação da cabine de jurados se mostraram impecáveis, aliados a uma leveza que se manteve durante todo o percurso do ensaio.

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Fotos: Matheus Morais/CARNAVALESCO

SAMBA E HARMONIA

A comunidade tijucana respondeu com força à condução de Marquinhos Art’Samba e do carro de som. Os componentes cantaram com energia o samba em homenagem a Carolina Maria de Jesus, explodindo no pré-refrão e no refrão principal, especialmente a partir do trecho “Sou a liberdade, mãe do Canindé”. O carro de som apresentou vozes bem destacadas, dando suporte ao intérprete, que demonstrou segurança e firmeza em seu segundo ensaio de rua pela Unidos da Tijuca.

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Marquinhos comentou ao CARNAVALESCO sobre o processo de evolução semanal: “A expectativa é sempre melhor. É o segundo ensaio, então aquela coisa da estreia do ensaio e da minha estreia na rua já passou um pouco. A expectativa do segundo dia é sempre ser melhor, depois o terceiro dia. Acho que está dando bom. A escola está bem feliz com o samba e com tudo que está acontecendo”.

EVOLUÇÃO

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A evolução da Amarelo-Ouro e Azul-Pavão transcorreu de forma tranquila. A maior parte dos componentes mostrou animação e desenvoltura durante o ensaio, com alas bem marcadas e foliões que incorporaram coreografias inspiradas nos versos do samba, trazendo dinamismo ao conjunto. Uma ala coreografada, em especial, realizou excelente passagem pela Via D1.

OUTROS DESTAQUES

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A “Pura Cadência” voltou a demonstrar alto nível sob a regência do mestre Casagrande, com pulsação firme e precisão que elevaram o ânimo dos componentes da escola ao longo do ensaio. Nesta semana, a musa Geisa Eloy desfilou à frente da bateria devido à ausência da rainha Mileide Mihaile por compromissos externos.

A comissão de frente, comandada pelas coreógrafas Ariadne Lax e Bruna Lopes, não participou do treino desta quinta-feira.

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Abençoado pela ‘Mestra’ e com perfeição de Sidclei e Marcella, Salgueiro começa com o pé direito a temporada de ensaios de rua

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O salgueirense ergueu os braços para o alto, na noite desta quinta-feira, e celebrou a carnavalesca Rosa Magalhães, reverenciando a “Mestra”, no primeiro ensaio de rua para o Carnaval 2026. Ficou bonito ver a Maxwell lotada para prestigiar a escola, nove vezes campeã do carnaval carioca e obstinada pelo tão sonhado décimo título. Para o ano que vem, o desfile promete ser inesquecível, afinal, encerrará o Grupo Especial, na terça-feira, homenageando a professora no enredo “A delirante jornada carnavalesca da professora que não tinha medo de bruxa, de bacalhau e nem do pirata da perna-de-pau”, desenvolvido por Jorge Silveira.

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MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

Maior e melhor casal de mestre-sala e porta-bandeira da história do Salgueiro, Sidclei e Marcella exibiram todo o talento dessa dupla que coleciona notas máximas e premiações. É realmente impressionante e embasbacante ver como eles se apresentam em cada simulação na “cabine de jurados”. Os salgueirenses, encantados, exalam amor nos olhares, enquanto a dupla executa com maestria os passos da dança tradicional do quesito. Um verdadeiro deleite para quem aprecia tudo feito na perfeição.

HARMONIA E SAMBA-ENREDO

A Harmonia segue sendo um dos pilares da escola. O trabalho de Alemão do Cavaco mantém o padrão de excelência que o caracteriza desde sua chegada à Academia do Samba, em 2023, sem nunca perder décimos. A comissão formada por Diego Pedroso, Paulo Dimitri e Paulinho Evangelista potencializa esse resultado ao conduzir o canto da comunidade de maneira firme. A estrutura do samba facilita a resposta, sobretudo na parte da “mestra” e no refrão principal.

As alas iniciais cantaram com potência acima da média, e o final da escola também correspondeu. O miolo, porém, ainda precisa elevar o volume para que o conjunto alcance seu ponto ideal nos próximos encontros. Importante citar a perfeição no canto do intérprete Igor Sorriso. Mesmo em uma paradinha, feita na parte da “mestra”, em que houve desencontro devido ao som, o cantor não perdeu a sintonia. O “décimo extra de bonificação” pode vir com o “Pretinho” interagindo mais e mais com seu povo.

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Foto: @gusmao.ft/Divulgação Salgueiro

EVOLUÇÃO

A evolução apresentou sinais claros de organização, ponto historicamente desafiador para uma escola de perfil festivo como o Salgueiro. O trabalho de Wilsinho Alves influencia diretamente esse comportamento: o desfile de 2025 já havia mostrado um conjunto tecnicamente sólido, e esse ensaio reforça o mesmo caminho. Alas bem preenchidas, deslocamento limpo e uma comunidade que sabe curtir sem perder a disciplina. Assim como na Harmonia, a faixa central da escola deve ser estimulada a participar de forma mais vibrante.

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Foto: Reprodução/Drone/Salgueiro

COMISSÃO DE FRENTE

O trabalho do coreógrafo Paulo Pinna é de muita dedicação e vibração. Durante todo o ensaio, ele estimula seu grupo, corrige movimentos, pede calma e atenção na hora certa. Um líder que sabe cobrar sem gritos ou exageros. A performance dos integrantes no ensaio de rua foi muito boa. Com muitas nuances coreográficas, algumas vezes já remetendo a trabalhos históricos de Fábio de Mello, coreógrafo da Imperatriz nos brilhantes desfiles de Rosa Magalhães, ficou no ar que o desfile oficial reservará muitas emoções aos apaixonados pela arte.

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Foto: @gusmao.ft/Divulgação Salgueiro

OUTROS DESTAQUES

Escola que gosta de holofote, essa é a Academia do Samba. A seleção de musas arrebatou o primeiro ensaio de rua do Salgueiro. Carlinhos e Mulher Melão, orgulhosamente, apresentaram a Seleção Salgueirense. Importante: todas sambando, algumas menos e outras mais, mas, acima de tudo, elas estavam com o samba totalmente na ponta da língua.

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Foto: @gusmao.ft/Divulgação Salgueiro

A rainha das rainhas, Viviane Araujo, sempre presente, reinou soberana à frente da “Furiosa”. Aliás, os mestres Guilherme e Gustavo capricharam, mais uma vez, no andamento da bateria. O ajuste, principalmente na sincronia com o carro de som e a comunidade, fica por conta da paradinha da “mestra”. Nada que não possa ser resolvido rapidamente. Afinal, talento é algo que a dupla que comanda o ritmo salgueirense já comprovou, e, desde que entraram, não conhecem nota menor que 10.

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Foto: Reprodução/Drone/Salgueiro

Vale citar: assim como acontece no ensaio da Vila Isabel, no Boulevard 28 de Setembro, o treino do Salgueiro na Maxwell pede mais atenção do poder público na iluminação e na qualidade do asfalto. Alô, Prefeitura do Rio!

Gravação do samba da Mangueira evidencia união estética e espiritual entre Morro e Amazônia Negra

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A Estação Primeira de Mangueira esteve no Estúdio Century, na Barra Olímpica, no dia 7 de outubro, para gravar o samba-enredo para o Carnaval 2026. Diversos integrantes da escola participaram da sessão, e o CARNAVALESCO conversou com alguns deles durante a gravação. A Mangueira levará para a Marquês de Sapucaí, em 2026, o enredo “Mestre Sacaca do Encanto Tucuju – O Guardião da Amazônia Negra”, desenvolvido pelo carnavalesco Sidnei França.

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Diego Carrilho e Jonas Reis, de 19 e 25 anos, ritmistas da bateria “Tem Que Respeitar Meu Tamborim”, celebraram a oportunidade de participar da gravação. Diego destacou a busca da escola pela excelência no produto final, enquanto Jonas ressaltou a emoção, o espírito familiar da bateria, especialmente com os mestres Rodrigo Explosão e Taranta Neto, e a potência do samba escolhido para 2026.

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Diego Carrilho, ritmista da Mangueira

“É o segundo ano que estou gravando e é uma honra poder participar desse samba, do hino que vamos levar para a Sapucaí. Acho que todo ano tentamos fazer o melhor, tanto a bateria quanto a escola, escolhendo o melhor samba possível. Agora é trabalhar: já temos as bossas, não sei se virão mais, mas vamos levar o melhor para a Sapucaí, fazer nosso trabalho e tentar garantir os 40 pontos”, afirmou Diego, que integra a bateria desde 2022.

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Jonas Reis, da ‘Tem Que Respeitar Meu Tamborim’

“Gravar o samba é sempre uma emoção. A gente se prepara, sabe que são muitos ensaios, embarca nas ideias malucas dos mestres, mas no final sempre dá certo. O samba é muito bom, fala sobre Mestre Sacaca, que eu particularmente não conhecia, mas passei a ler, passei a entender… é um samba perfeito, um enredo muito bom. Acho que vai dar muito certo na avenida”, declarou Jonas, ritmista da Mangueira desde 2014.

Thiago Almeida, violonista de sete cordas e cavaquinista da agremiação há 15 anos, diz se sentir como uma criança ao participar da gravação. Ele também ressaltou a importância do momento para sua trajetória musical e elogiou a melodia da obra escolhida pela Estação Primeira.

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Thiago Almeida, violonista de sete cordas e cavaquinista

“Sinto aquela coisa de moleque tocando desde novinho. Esse sentimento de perpetuar a gravação do samba, registrar meu instrumento, o cavaquinho, e a voz do Dowglas… Como músico, isso é maravilhoso. Fico feliz por ajudar no trabalho da Mangueira, de alguma forma, gravando o samba, eu já havia gravado também na disputa. Gravei vários, mas dizia aos amigos compositores que havia um samba do Pedro Terra que, para mim, era o melhor em melodia. Essa obra, para mim, era o samba que a Mangueira tinha que escolher”, disse o músico, de 39 anos.

Cria da Mangueira do Amanhã, o cantor Leandro Santos, de 42 anos, participou mais uma vez como integrante do coro oficial da agremiação. Ele chegou confiante e emocionado com o trabalho, destacando o encontro cultural entre Mangueira e Amapá que marca o enredo.

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Cria da Mangueira do Amanhã, o cantor Leandro Santos

“Cada ano é uma emoção diferente. O samba é lindo, estamos muito entregues à letra e à harmonia, e é sempre uma satisfação e um privilégio fazer parte do coro da nossa escola. Estamos invocando o Mestre Sacaca para participar junto com a gente e trazendo a cultura do Amapá, realizando um encontro de culturas. Estamos reverenciando um preto velho, um curandeiro do Amapá, junto com Tia Fé, Benedita de Oliveira, que também estará representada pela Estação Primeira no nosso carnaval”, afirmou o cantor.

Gabi Evaristo é anunciada como nova musa do Império Serrano para o Carnaval 2026

Nesta quinta-feira, o Império Serrano confirmou a chegada de Gabi Evaristo ao seu time de musas para o Carnaval de 2026. Formada no Vai-Vai, ela integra agora o elenco da escola da Serrinha, que prepara um desfile em homenagem à escritora Conceição Evaristo na Série Ouro. A sambista assume o novo posto após ser convidada pelo presidente Flávio França, marcando sua primeira atuação no carnaval carioca.

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Foto: Divulgação/Império Serrano

O convite da diretoria imperiana foi recebido com entusiasmo pela paulistana, que destacou o significado simbólico de ingressar em uma agremiação com tanta tradição. Ela associou o momento a um reencontro com suas origens no samba, ressaltando o respeito pela história das escolas que compõem sua trajetória.

“Agradeço ao presidente Flávio pelo convite e pela confiança. Chegar ao Império Serrano foi como reencontrar um pedaço de casa. Sou filha de uma escola tradicional e entrar em outra com tanta história representa um momento importante da minha caminhada”, disse.

O enredo do Império Serrano, que exalta a obra e a trajetória de Conceição Evaristo, também foi destacado por Gabi como um motivo de orgulho. Para ela, participar de um desfile que homenageia uma figura central da literatura e da representatividade negra amplia o sentido de sua participação na Sapucaí.

“Conceição é uma referência para todas as mulheres pretas do país. Estar nesse desfile é uma forma de reconhecer sua importância e valorizar a representatividade que ela construiu”, afirmou Gabi.

O Império Serrano apresentará na Série Ouro o enredo “Ponciá Evaristo Flor do Mulungu”, desenvolvido pelo carnavalesco Renato Esteves. A escola será a quarta a desfilar no dia 14 de fevereiro, na Sapucaí.