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Vídeos: veja arrancada e ensaio completo de rua da Acadêmicos de Niterói

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Grande cartada! Salgueiro grava obra para exaltar Rosa Magalhães com clima de apoteose para fechar o Carnaval 2026

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O Acadêmicos do Salgueiro realizou, no último dia 8 de outubro, no Estúdio Century, localizado na Barra Olímpica, a gravação de sua faixa para o álbum dos sambas-enredo de 2026 do Grupo Especial. A Academia do Samba levará uma obra para o enredo “A delirante jornada carnavalesca da professora que não tinha medo de bruxa, de bacalhau e nem do pirata da perna-de-pau”, do carnavalesco Jorge Silveira, em homenagem à carnavalesca Rosa Magalhães, uma das maiores figuras e parte fundamental do carnaval carioca por décadas. O CARNAVALESCO conversou, durante a gravação, com diversos integrantes da escola para saber um pouco mais sobre como foi participar do registro deste ano.

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Luan Lima, de 21 anos, faz parte do carro de som da escola desde o final de 2022 e, mais uma vez, esteve presente como parte do coro na gravação. Para o cantor, estar com tantas figuras que são referências para ele, como Alceu Maia, Alemão do Cavaco e Igor Sorriso, torna o momento ainda mais especial. Ele destaca também a força do samba que o Torrão Amado levará no próximo carnaval, especialmente o refrão, que toca profundamente seu coração.

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Luan Lima, de 21 anos, faz parte do carro de som

“É muito legal estar participando da gravação porque eu sou salgueirense. Fazer parte do carro de som da minha escola, para mim, é um sonho. Estou muito feliz de estar aqui mais um ano, podendo aprender com essas pessoas sensacionais, principalmente o Igor, que é um grande intérprete. Estar aqui aprendendo é como viver um grande sonho do qual eu não consigo acordar, ainda mais com esse samba que mexe comigo, no meu coração, principalmente a parte do refrão, que para mim é a mais bonita do samba. É um refrão muito forte, característica do Salgueiro, uma influência poderosa que abraça a comunidade na Sapucaí. É um samba alegre e bonito, que retrata a história da Rosa e vai surpreender muita gente”, afirmou.

Rafael Gomes, de 13 anos, e Pablo Lima, de 22, ritmistas da “Furiosa”, estavam orgulhosos de participar da gravação por mais um ano. Rafael, o mais jovem, toca na bateria desde 2023 e acredita muito na força do samba para Rosa. Já Pablo, presente desde os 17 anos na bateria, destaca a dedicação em torno da gravação e espera uma recepção calorosa do público, especialmente na Sapucaí.

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Rafael Gomes, de 13 anos, toca na bateria desde 2023

“Sempre é uma honra muito grande estar gravando com essa escola incrível. Vai ser um desfile muito emocionante na Sapucaí, e acho que o povo vai cantar bastante aquela parte antes do refrão: ‘Mestra, você me fez amar a festa, e eu virei carnavalesco, sonhei ser Rosa, te faço enredo’”, disse Rafael.

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Pablo Lima, de 22, ritmistas da ‘Furiosa’

“É uma escola à qual eu me dedico muito, e isso é muito gratificante. O samba mexe bastante, porque fala de uma pessoa muito importante, que é a Rosa, e do que ela representou para o nosso carnaval. Ele homenageia todos que se inspiravam nela e que continuam se inspirando até hoje. Acho que vai pegar bastante na avenida”, destacou Pablo.

Raphael Gravino, violonista do Salgueiro desde 2014, afirmou estar muito feliz em participar de um projeto que, no passado, ele só conseguia vivenciar como público. O músico, de 30 anos, participa pelo terceiro ano consecutivo da gravação do álbum. Ele destaca a liberdade que cada escola possui para produzir sua faixa e acredita que a obra que o Salgueiro levará à Passarela do Samba em 2026 é perfeita para encerrar o carnaval.

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Raphael Gravino, violonista do Salgueiro desde 2014

“Agora é um processo que deixa as escolas de samba mais livres para fazerem o seu formato, com seus músicos, seus intérpretes de apoio, com todo o seu time à disposição. Cada escola conduz a escolha do seu samba de uma forma, e acredito que esta foi a melhor maneira que o Salgueiro encontrou. Como será a última escola a desfilar, precisa de um samba com energia, versatilidade e que se comunique com o público e acredito que esse será a nossa grande cartada para o carnaval do ano que vem”, declarou o violonista.

Primeiro ensaio revela Mocidade mais leve, técnica e competitiva para o Carnaval 2026

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A Mocidade Independente de Padre Miguel deu início aos seus ensaios de rua neste sábado, na Avenida Ministro Ary Franco, em Bangu. O momento também marcou a estreia de Igor Vianna na rua, intérprete que assumiu o microfone principal da escola este ano e que já demonstrou muita força ao conduzir a Estrela Guia de Padre Miguel neste primeiro treino. Outro destaque da noite foi a frente da escola, com as apresentações da comissão de frente de Marcelo Misailidis e do casal “iluminado”, Diogo de Jesus e Bruna Santos. A escola da Zona Oeste levará para a Avenida, em 2026, o enredo “Rita Lee — A Padroeira da Liberdade”, em homenagem à grande estrela da música brasileira, desenvolvido pelo carnavalesco Renato Lage. A Mocidade abrirá o segundo dia de desfiles do Grupo Especial, na segunda-feira de carnaval.

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Comissão de Frente

Com visual inspirado em “Doce Vampiro”, um dos grandes sucessos de Rita Lee, a comissão de frente, comandada por Marcelo Misailidis, apresentou um trabalho leve, marcante e com ótima leitura para quem acompanhou o ensaio na noite de sábado. A coreografia explorou momentos do samba com movimentos vampirescos que chamaram atenção, potencializados pelo uso de capas, que deu ótimo efeito cênico. A apresentação voltada para o que seria a cabine dupla foi montada majoritariamente para a frente, mas com os bailarinos se virando para os dois lados quando necessário, criando uma solução interessante para a novidade que será implantada no próximo carnaval.

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Mestre-Sala e Porta-Bandeira

Diogo e Bruna chegaram ao primeiro ensaio de rua com uma coreografia muito forte, potente e bem sincronizada, destacando a química do casal em diferentes momentos da dança. No treino de cabine, demonstraram grande segurança, com passos e gestos marcados em versos e frases da melodia, como os braços estendidos e a mão apontando para o público em “Agora só falta você”, além do encontro dos braços e o gesto do instrumento em “Dedilha a guitarra”, sempre com muita comunicação visual entre eles.

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Fotos: Matheus Morais/CARNAVALESCO

Samba e Harmonia

Igor Vianna estreou na rua com segurança e firmeza, conduzindo muito bem o ensaio. O intérprete mostrou domínio total da obra que a Mocidade levará para a Avenida em 2026. O carro de som Independente também teve atuação muito positiva, servindo como grande apoio ao intérprete. Os componentes mostraram um canto forte ao longo de todo o percurso, especialmente nos trechos de preparação para os refrões, como em “Vem, seja ‘Pagu’, se entrega” na segunda parte do samba, e “Transo rock e samba pra sentir prazer” na primeira, além dos próprios refrões, sempre mantendo o nível de energia.

Ao CARNAVALESCO, o intérprete comentou sobre sua estreia e sobre a chegada da Mocidade para ensaiar em uma das principais vias de Bangu. Ele destacou que a comunidade abraçou a mudança e se mostrou confiante para os próximos treinos.

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“O coração está tranquilo e feliz. É o nosso primeiro ensaio de rua. Estou aqui só vendo como está. É a primeira vez aqui na Ministro e, para os que estavam torcendo contra, estamos aqui. Nossa escola é gigante, e isso me dá muita felicidade. A escola está em peso, em massa, e ainda tem muita gente para chegar — e é só o primeiro ensaio. Tenho certeza que, daqui para frente, vai ser só melhor”, disse.

Evolução

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Com o canto forte e vibrante, os componentes da Mocidade mostraram leveza, alegria e muita entrega neste primeiro ensaio. Alas coreografadas, como a dos leques antes do tripé 1 e outra mais ao início da apresentação, se destacaram sem comprometer o rendimento da agremiação. A Mocidade assumiu a Avenida Ministro Ary Franco com muita propriedade, marcando a pista em sua estreia na via.

Outros Destaques

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A bateria “Não Existe Mais Quente”, de mestre Dudu, fez uma grande apresentação, mostrando algumas das bossas e desenhos preparados para o samba da Verde e Branco. A rainha de bateria, Fabíola de Andrade, não esteve presente neste primeiro treino. Ao CARNAVALESCO, mestre Dudu também comentou sobre a mudança do local dos ensaios, pouco antes do início da apresentação da escola.

“Muito feliz. A Mocidade acertou. Hoje é o pontapé inicial, com uma rua que atende à nossa técnica. A Guilherme, infelizmente, é muito apertada. Lá não conseguíamos fazer um ensaio digno para a nossa comunidade. Hoje é o marco zero de tudo”, declarou.

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Com tatuagem de tigre e discurso firme, Andressa Urach elogia enredo e promete dedicação para Porto da Pedra

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De volta à cena carnavalesca após anos afastada, Andressa Urach foi oficialmente apresentada como musa da Unidos do Porto da Pedra para o Carnaval de 2026. A escola levará à Sapucaí o enredo “Das mais antigas da vida, o doce e amargo beijo da noite“, que percorre a história das profissionais do sexo e os estigmas, lutas e resistências dessa categoria. A volta de Andressa ao carnaval trouxe reflexões profundas. Ao falar sobre o convite, ela contou ao CARNAVALESCO que sentiu “uma imensa alegria” ao receber o chamado da escola. Disse que passou anos afastada da folia por vivências em ambientes religiosos que a colocaram diante de preconceitos e visões limitantes.

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Fotos: Juliana Henrik/CARNAVALESCO

“Foram experiências desafiadoras, mas que me fizeram amadurecer. Aprendi que a presença divina mora no coração e não em paredes”, afirmou.

Mesmo morando em São Paulo, Andressa revelou que já admirava a escola e aceitou o convite “na mesma hora”. Mudou-se para o Rio de Janeiro com a família e destacou a recepção carinhosa da comunidade.

“Meu filho está aqui comigo hoje e fomos acolhidos com muito amor”, disse. Sobre o enredo, ela explicou por que se identificou imediatamente com o tema. “A Porto da Pedra está dando visibilidade a mulheres reais. Mulheres que sustentam suas famílias, que cumprem seus deveres fiscais e que muitas vezes são invisíveis e desrespeitadas. É uma pauta de humanidade”, declarou.

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Andressa reforçou que considera a abordagem da escola corajosa e necessária. Disse também que se vê representada pela força feminina contada pela escola.

“É uma profissão antiga e legítima, mas que ainda não tem a proteção legal adequada. Trazer isso para o carnaval é abrir espaço para políticas públicas e reconhecimento. “O enredo celebra a guerreira, a leoa, a tigresa que luta todos os dias. Eu tenho até uma tatuagem de tigre na barriga. Estou radiante. Este desfile será único e marcante”.

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O carnavalesco Mauro Quintaes explicou os critérios que levaram à escolha de Andressa como musa. “Estávamos em busca de personalidades que representassem nosso enredo, e a Andressa é uma figura proeminente. Sua trajetória pública dialoga com a proposta e nos ajuda a ampliar a discussão. Vamos apresentar a história da prostituição ao longo do tempo, mas nosso objetivo central é a desconstrução de preconceitos”, disse.

Quintaes revelou que o desfile deve unir elementos políticos, homenagens à ativista Gabriela Leite e menções aos desafios contemporâneos da categoria. “Não fazemos apologia. Nosso foco é analisar como a sociedade enxerga essas mulheres”. Quando falamos sobre mulheres, incluímos mulheres transexuais e também homens que integram esse universo. É um projeto inclusivo e representativo de todas as categorias”.

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Mauro se mostrou confiante no impacto do desfile e elogiou a entrega de Andressa ao projeto. “A presença dela fortalece a mensagem que queremos levar para a avenida. Caminhamos para um desfile sensível, forte e muito potente”, declarou.

Conheça a Corte do Carnaval 2026 de São Paulo

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Por Gustavo Lima e Will Ferreira

A cidade de São Paulo conheceu, neste sábado, a Corte do Carnaval 2026. Após as eliminatórias nas Zonas Norte, Sul e Leste, a grande final do concurso foi realizada na Fábrica do Samba – e, após anos, sob a organização da Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo (Liga-SP). Com boa presença de público e muita emoção da plateia e de candidatos, o CARNAVALESCO conferiu o evento (que teve show de Renato da Rocinha, apresentação de Eloise Matos e Tiago Bombonatti e todos os eleitos da Corte do Carnaval de São Paulo 2025) e conversou com os integrantes da Corte do Carnaval 2026 de São Paulo.

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Felicidade estampada

Todos os vencedores, como não poderia deixar de ser, estavam radiantes quanto entrevistados pela reportagem. Pamela Lacerda, eleita a Rainha do Carnaval e representando a Mocidade Alegre, era uma delas: “Estou muito grata, muito feliz com todo o trabalho – e, claro, muito realizada e muito grata de poder estar representando tantas passistas que têm o sonho de estar aqui. O que eu tenho para falar para elas é que é possível estar aqui: sonhos foram feitos para se realizar. Hoje eu estou realizando o meu – amanhã pode ser uma delas”, disse.

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Pamela Lacerda, eleita a Rainha do Carnaval e representando a Mocidade Alegre

Representatividade e sonho também foram palavras usadas por Victória Santos, eleita a Primeira Princesa pelo Império de Casa Verde, “São 17 anos desfilando no Império de Casa Verde. Todas as pessoas que me acompanham, desde que eu entrei lá, sabem o quanto eu esperei por esse momento. Sinto que eu estou representando muitas meninas que têm a história igual a minha, e eu estou extremamente feliz. Eu ainda não estou acreditando em tudo que está acontecendo, mas o sentimento é de gratidão”, destacou.

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Victória Santos, eleita a Primeira Princesa pelo Império de Casa Verde

Já pensando no que pretende deixar enquanto integrante da corte, Letícia Carolino, do Rosas de Ouro e eleita Segunda Princesa na Corte, também falou sobre sonhos: “Meu legado é mostrar que é possível, mesmo que você não tenha nascido no samba. Desde que haja respeito e educação, você consegue”, revelou.

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Letícia Carolino, do Rosas de Ouro e eleita Segunda Princesa na Corte

André Luiz Alves, o Rei Momo, focou na escola que lhe deu a oportunidade de brilhar: “Ganhei e fiquei muito feliz pelo título, claro, mas fico ainda mais contente ao ver a minha comunidade vibrando comigo. A gente se emociona porque vê pessoas chorando por nós. Corremos atrás, fazemos de tudo, gastamos dinheiro, e ver todo mundo se dedicando por você, de um jeito que nem se imaginava, faz com que o mínimo seja dar o melhor de si. Tentei, no mínimo, levar alegria para o meu pessoal e para todos que estavam assistindo. Graças a Deus, deu certo”, comemorou.

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André Luiz Alves, o Rei Momo

O Rei Momo também falou sobre legado logo na sequência: “A ficha ainda não caiu. Pensamos no dia, mas eu ficava imaginando como seria vir na frente das escolas, sentir essa energia. Nunca tinha sentido. Sempre desfilei e era aquilo: entrava e saía. Para mim, ainda é tudo novo. Espero muito dessa experiência e estou disposto a descobrir, a estar presente, a fazer o máximo para transmitir boa energia e deixar um bom legado. Se eu puder ensinar, compartilhar e fazer a diferença, é isso que estou buscando”, destacou.

Caldeirão psicológico

Letícia fez questão de relembrar um nome especialíssimo ao falar da sensação pela qual estava passando com a eleição para a Corte: “É um misto de emoções. Junta o sentimento da vitória, o cansaço dos treinos e também o fato de nossa escola ter vivido um momento muito particular nos últimos dias, que foi a perda da dona Ana Paltrinieri, nossa baluarte. Ela fez parte da minha história dentro da escola. Mesmo assim, prevaleceu toda a dedicação, e eu consegui trazer essa faixa para o Rosas de Ouro. Estou muito feliz”, rememorou.

Oportunidades

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Ainda antes de ser eleito Rei Momo, André Luiz contou para a reportagem que já está em uma escola de samba do Rio de Janeiro ao lado de um grande destaque da dança: “Sempre fui Vai-Vai. Desfilo desde os meus seis anos e sempre estou lá. Meu pai é coordenador de Harmonia, então tudo é aquela correria. Minha família é um pouco contra, porque sou ator, e acabei indo para o Rio para fazer uma peça que me daria muita visibilidade. Fui em busca do meu DRT. Morei na casa de uma amiga, a quem agradeço muito até hoje. Depois decidi ficar por lá. Minha mãe não acreditou muito quando eu disse que estava indo, mas estou lá até hoje. Mesmo assim, todo mês estou em São Paulo, todo mês estou no Vai-Vai. Não consegui ficar longe. Minha família é muito grande e unida. Recebi uma oportunidade no Salgueiro, o coreógrafo e diretor artístico Carlinhos Salgueiro me convidou, é um excelente profissional, evoluí muito lá também, mas sempre mantendo nossa raiz, nosso jeito de ser e de sambar, com orgulho do Vai-Vai”, disse.

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Preparação

As integrantes da Corte detalharam como se tornaram Rainha e Princesas, a começar por Pamela: “Graças a Deus eu tenho uma comunidade que esteve em peso comigo, que está comigo desde o começo. Sem dúvidas, esse foi o meu combustível. Eu também tenho uma equipe maravilhosa, muito proativa. Ser eleita a Rainha do Carnaval é resultado de muito trabalho. Eu tenho comigo o professor e coreógrafo Gustavo Siqueira, eu tenho a coach de samba Mayara Santos, eu tenho o figurinista Fabson Rodriguez, eu tenho o cabeleireiro e maquiador Paulo Henrick, a Aline Oliveira, que é a rainha da Mocidade e que faz parte da minha equipe”, pontuou.

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Victória seguiu a mesma linha: “A gente está se preparando há muito tempo. Eu tive preparadores incríveis. Theba Pitylla, meu amigo e passista Murilo Braga, o professor de dança Will Tequila. Quando você tem pessoas boas do seu lado, tudo dá certo, tudo flui melhor. Eu tinha uma certa dificuldade com a Comunicação porque eu sou muito tímida: esse quesito, para mim, foi um desafio enorme. Mas, eu volto a repetir, quando você tem pessoas boas te preparando, tudo fica mais leve e flui melhor”, destacou.

Letícia fez questão de frisar qual parte da preparação mais exigiu cuidado: “Foi uma preparação muito intensa. É preciso construir um corpo, uma dança e uma apresentação para alcançar esse resultado. Não foi fácil, foi um caminho longo. A parte mental foi muito desafiadora, mas a recompensa de todo o esforço veio”, revelou.

Recado de sambista

Por fim, André Luiz fez questão de frisar o que, para ele, é mais importante na maior festa cultural e popular do planeta: “O carnaval pode ter luxo e toda a influência das redes sociais, pode ter muitas coisas. Mas, para existir uma escola de samba, é preciso ter o ritmista, o artista da dança, o sambista no pé, a comunidade e a Velha Guarda para transmitir o legado. Para muitos, o carnaval acontece em fevereiro ou março. Para nós, que estamos lá todos os dias, o carnaval se faz em agosto, outubro, novembro. Somos nós que sambamos no pé, que tocamos os instrumentos, que cantamos o samba-enredo, que lotamos o Anhembi para sentir a energia das pessoas e ver a escola de samba levando o que é tradicional: o batuque, o canto e a dança”, finalizou.

Obras da Fábrica do Samba Rosa Magalhães avançam na Leopoldina

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A Rio-Urbe segue firme na construção da nova Fábrica do Samba Rosa Magalhães, pertinho da antiga Estação Leopoldina. O espaço vai reunir 14 galpões para as escolas de samba da Série Ouro, além de oferecer áreas de lazer, eventos e convivência para toda a população. Atualmente, cinco galpões estão em construção, do 5 ao 9. As equipes trabalham em várias frentes: preparação do terreno, fundações, estruturas metálicas, pré-moldados e montagem de vigas. Até agora, 378 das 728 estacas já foram concluídas.

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Fotos: Divulgação/Infraestrutura.Rio

Cada galpão terá cerca de 1,6 mil metros quadrados, com oficinas de pintura e resinagem, ateliês de costura, depósito de fantasias e esculturas, além de espaço para modelagem de carros alegóricos, tudo distribuído em três andares.

O complexo ainda vai contar com praça de eventos, palco, quiosques, áreas de estar e prédio administrativo, tudo moderno, com ventilação natural, iluminação zenital e placas fotovoltaicas para gerar parte da energia do local.

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* As informações são da Infraestrutura.Rio

Claudia Santos retorna ao carnaval como destaque na Tuiuti representando Carlota Cubana

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A influenciadora e modelo Claudia Santos será destaque da Paraíso do Tuiuti no Carnaval 2026, interpretando Carlota Cubana, personagem inspirada em Carlota Lucumí, mulher africana escravizada que liderou, em 1843, a Revolta de Triunvirato, um dos marcos da luta pela liberdade em Cuba. A narrativa, que resgata a força e o protagonismo de uma figura histórica apagada pelo tempo, ganha novo significado na avenida ao se conectar com a ancestralidade e a resistência do povo negro. Após um período de recolhimento do samba e das redes sociais, Claudia marca seu retorno à Sapucaí em um papel que simboliza renascimento, responsabilidade e reconexão com sua própria trajetória artística.

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Foto: Divulgação

“Carlota é um grito de liberdade. Representá-la é um ato de reverência às mulheres negras que transformaram dor em resistência e deixaram um legado de força e dignidade”, afirma Claudia.

A artista, apaixonada pela Paraíso do Tuiuti e profundamente ligada à escola, reforça que este retorno também é movido por afeto e história. “A Tuiuti é um lugar onde meu coração pulsa mais forte. Sou comadre do Mestre Marcão, do presidente Renato Thor e madrinha de coração da Mayara Lima. Estar com eles é sentir uma energia que envolve respeito, amor e família. Hoje, fazer parte do desfile com a responsabilidade de interpretar uma mulher tão poderosa como Carlota Lucumí é um misto de emoção e compromisso. Quero que o público entenda a mensagem, sinta essa força e viva essa história junto comigo”.