Vamos sublimar em poesia
A razão do dia a dia
Pra ganhar o pão
Acordar de manhã cedo
Caminhar pra estação
Pra chegar lá em D. Pedro
A tempo de bater cartão
Não é mole não
Com a inflação
Almejar a regalia
E o progresso da nação
O suburbano quando chega atrasado
O patrão mal-humorado
Diz que mora logo ali
Mas é porque não anda nesse trem lotado
Com o peito amargurado
Baldeando por aí
Imagine quem é lá de Japerí
Imagine quem é lá de Japerí
Olhando a menina de laços de fita
Batucando na marmita
Pra não ver o tempo passar
Esquecendo da tristeza quando o trem avariar Esquecendo da tristeza quando o trem avariar
E na viagem tem jogo de ronda
De damas e reis
Vendedores, cartomantes, repentistas
Tiram onda de artista
No famoso “Trinta e Três”
O trombadinha quase sempre se dá bem
O paquera apanha quando mexe com alguém
Não é tão mole andar de pingente no trem
Não é tão mole andar de pingente no trem
Luis Carlos Magalhães, presidente da Portela, falou sobre o enredo da azul e branco para o Carnaval de 2021. Intitulado “Igi Osè Baobá”, o enredo, que será desenvolvido pelos carnavalescos Renato Lage e Márcia Lage, vai contar a história e retratar a simbologia dos baobás, árvores gigantescas e milenares originárias da África. * VEJA AQUI MAIS NOTÍCIAS DA PORTELA
“Temos um excelente enredo! A humanidade respira novos ares, e a Portela está conectada com este momento. O baobá é o alicerce, a representação da distância, da dor, da saudade, da incerteza e da esperança de voltar. Além disso, simboliza resistência. Por tudo isso é considerada a árvore da vida”, destaca o presidente da Portela, Luis Carlos Magalhães.
A importância dos baobás será mostrada, ainda, através de aspectos como ancestralidade, religiosidade, identidade e memória, entre outros. A presença de baobás no Brasil e o legado cultural dos milhões de seres humanos escravizados trazidos da África também terão destaque no desfile da escola.
Para os torcedores mais apaixonados, a camisa do enredo de 2021 já está disponível em pré-venda na loja virtual da Portela (www.lojadaportela.com.br).
A Portela divulgou seu tema para o próximo carnaval, na tarde desta sexta-feira, em seu canal no YouTube. Intitulado “Igi Osè Baobá”, o enredo, que será desenvolvido pelos carnavalescos Renato Lage e Márcia Lage, vai contar a história e retratar a simbologia dos baobás, árvores gigantescas e milenares originárias da África.
Compositores: Júnior Fionda, Fagundinho, Luis Carlos D’avenida, Marcelinho Santos, Domenil Santos, Robert Farrow, Luiz Pião, Gigi da Estiva, Fadico, Romeu, Felipe Revelação, Silvana, Rodrigo Shumacher e Carlinho Ousadia
Participação especial: Xande de Pilares
SOU O FILHO DO CATIVEIRO
VENTO DE BALANÇAR MARÉ (ô maré)
O CLAMOR QUE VEM DOS TUMBEIROS
FIZ DO LARGO DO PASSO AXÉ
A CANDEIA DE ANGOLA, MOÇAMBIQUE E DO CONGO
FUI O CAIS DA ESPERANÇA
A PUJANÇA DO VALONGO
PRETOS NOVOS ACUADOS
FEITO RATOS DE ARMAZÉM
SUPLICAVAM PIEDADE
AOS SENHORES DO VINTÉM
“DONDE” VEM ESSA VOZ SEU MOÇO
É UM CANTO DE ORAÇÃO
LERÊ LERÊ VEM DO MORRO DA CONCEIÇÃO
“DONDE” VEM ESSE CANTO FORRO
ECOA DE NORTE A SUL
É ALABÁ DA FALANGE DE OMULU
IYÁ KEKERÊ FOI CIATA D’OXUM
KILOMBO DA ARTE, CANGIRA VODUM
PRAZERES POR HEITOR QUE DEU O NOME
ONDE DONGA AO TELEFONE FEZ A JURA PRO SINHÔ
EU VI BROTAR JOÃO E PIXINGUINHA
NO TERREIRO DAS BAIANAS…
DE GANDHI FUI HERDEIRO DO AGOGÔ
SOU O FIM DE TODO AÇOITE
CRIA DA FAVELA
ONDE GUARDAM NOSSA ORIGEM
SOU VIGÁRIO SENTINELA
AOS REBANHOS DE PASTORES QUE ME QUEIRAM DESTRUIR
DA ESTIVA SOU PATENTE
NEGRO RUIM DE DESISTIR
ATABAQUE EVOCOU ORIXÁ NO ILÊ
E O PONTO FIRMOU NO TOQUE DO ALABÊ
PEQUENA ÁFRICA… RAIZ CULTURAL
O SAMBA RESISTE NA PEDRA DO SAL
Uma iniciativa da direção de carnaval e do departamento de harmonia da Unidos do Viradouro vai dar apoio a componentes no período que ainda terão que se manter distantes das atividades físicas, por conta do isolamento necessário para enfrentar a pandemia de coronavírus.
Mauro Amorim, diretor-geral de harmonia e professor de educação física, explica que a ideia do “Viradouro em movimento” foi criar um programa voltado principalmente ao pessoal da terceira idade, que integra o grupo de risco.
“Apesar da flexibilização da quarentena em alguns setores, a recomendação continua sendo para que os mais idosos continuem em casa. Então, a maior parte das pessoas dessa faixa etária acaba sendo a mais prejudicada, por não poder sair para a prática de atividades”.
No desenvolvimento do projeto, Amorim está contando com colegas de profissão, entre eles o mestre-sala Julinho e outros integrantes do departamento de harmonia, todos atuando como voluntários.
A expectativa é que a iniciativa beneficie integrantes das alas das baianas, velha guarda e compositores, segmentos que contam com número mais expressivo de componentes acima de 60 anos.
As aulas serão em vídeos que serão encaminhados através do whatsapp. Serão dois vídeos inéditos por semana e cada pessoa vai poder ser exercitar no horário de preferência.
Para o próximo carnaval, o samba-enredo oficial da Vigário Geral contará com uma participação mais do que especial. Xande de Pilares dará voz a obra, ao lado do intérprete Tem-Tem Jr. A escola realizou a gravação do hino que embalará o enredo “Pequena África: da Escravidão ao Pertencimento – Camadas de Memórias entre o Mar e o Morro”.
Xande é um dos sambistas mais ligados às escolas de samba e já participou de diversas gravações e disputas de samba, onde é compositor. Na avenida já fez parte do carro de som do Salgueiro e com toda sua experiência exaltou a obra da escola para o próximo desfile.
“Um sambão digno de prêmios e muitos elogios. Fico muito feliz pelo convite do Intérprete Tem-tem Jr., um garoto que eu tanto admiro e sem dúvidas é um talento incrível para o nosso carnaval, quando o convite veio dele eu aceitei na hora, e digo mais vou desfilar ao lado dele na Sapucaí no desfile da Vigário Geral”, revelou o cantor.
Emocionado com o momento, convite do intérprete Tem-tem Jr. foi por ter Xande como uma de suas maiores referências.
“Um artista completo, humilde e que sempre me tratou com maior carinho. Agradeço a ele e a minha escola por me permitir viver esse momento tão importante em minha vida, Vigário vem com um sambão pra eternizar os corações dos sambistas”, revelou a voz oficial da escola.
O hino que vai embalar a escola no próximo ano será composto por Junior Fionda, Luiz Carlos d’Avenida, Luiz Pião, Fagundinho, Robert Farrow, Gigi da Estiva, Domenil, Romeu, Fadico, Silvana, Felipe Revelação, Rodrigo Shumack, Marcelinho e Carlinhos Ousadia.
Centenas de amigos, familiares e apaixonados pela Imperatriz Leopoldinense estiveram no Cemitério de Inhaúma, na Zona Norte do Rio de Janeiro, na manhã desta quinta-feira, para o sepultamento de Luiz Pacheco Drumond, o Luizinho Drumond, presidente da verde e branco. O site CARNAVALESCO acompanhou todas homenagens e despedidas ao dirigente que participou ativamente dos títulos da escola no carnaval das escolas de samba. No momento do sepultamento foram cantados os sambas de 1989 e o reeditado de 1981 em 2020 (veja no vídeo abaixo).
Em virtude da pandemia do novo Coronavírus, a família não pode realizar o velório na quadra da Imperatriz e no cemitério estiveram presentes apenas amigos e familiares, entre eles, o ex-jogador Edmundo, personalidades de outras escolas de samba, e, da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa).
Diversas coroas de flores foram enviadas para o sepultamento. No cortejo da despedida, o som seco do surdo, tomou conta do espaço. O presidente da Liesa, Jorge Castanheira, discursou para família, momentos antes do enterro de Luizinho Drumond. Veja no vídeo abaixo.
O site CARNAVALESCO ouviu personalidades da Imperatriz e do carnaval sobre a relação com Luizinho Drumond. Leia abaixo.
Jorge Castanheira, presidente da Liesa
“É muito difícil falar agora. Vai fazer uma falta absurda. É uma pessoa insubstituível em tudo que fez para o bem do carnaval e para Imperatriz. Ele colocou o carnaval ao título de maior espetáculo da terra. Sempre teve muita visão de fortalecer o grupo, a base do samba, com determinação e entrega. Fica o legado dele por tudo que ele fez ao carnaval do Rio de Janeiro. Todo nós temos uma responsabilidade muito grande de enxergar esse legado. Presto essa última homenagem. É uma referência como conselheiro dentro da Liga e que sempre pude ouvir. Ele sempre fez pela entidade e o mundo do samba. A gente tem muito que agradecer”.
Luiz Guimarães, vice-presidente da Vila Isabel
“É um marco na história do carnaval. Foi a primeira grande perda que peguei. As outras eu não era nascido. Ele fez muito pelo carnaval, foi fundador da Liesa. Engrandeceu o espetáculo. É uma perda considerável. Está todo mundo sentido e o clima muito ruim. É deixar as coisas boas e o que ele fez muito pelo carnaval. A história dele está diretamente entrelaçada na Imperatriz e no samba”.
André Vaz, presidente do Salgueiro
“É um momento muito complicado. Uma perda irreparável para a Imperatriz e o samba. Luizinho é um ícone. Um dos fundadores da Liesa. Lamentar e torcer para dias melhores. Ele é mais uma pessoa que vai estar lá em cima pela gente. Vim dar um abraço forte na família”.
Almir Reis, vice-presidente da Beija-Flor
“Seu Luizinho é um dos fundadores. Ele fez parte disso tudo. Além de perder um grande amigo, a gente perdeu um grande líder do mundo do samba. Agora é vida que segue. Torcer para as coisas melhorarem e nos cuidarmos. Rezar muito por ele e pedir muita força pela família”.
Fernando Costa, diretor de carnaval da Unidos da Tijuca
“É uma grande perda para o carnaval. Se a Imperatriz está no lugar que está foi devido a ele e o amor pela escola. Era um grande dirigente e apaixonado pelo samba. Infelizmente, ele nos deixou. Espero que ele tenha um bom caminho de luz, fique bem e olhe pelo nosso carnaval lá de cima”.
O cortejo de amigos, familiares e torcedores da Imperatriz na despedida de Luizinho Drumond. Vídeo: site CARNAVALESCO. pic.twitter.com/rYRCz0WnmE
“Ele é um dos ícones da Liga das Escolas de Samba. Levou a Imperatriz a ser uma das mega escolas de samba. Trabalhei junto com ele por mais de 10 anos. Ele foi uma das pessoas que me orientou e ajudou bastante na minha chegada na Vila Isabel em 2003. Era um pessoa muito querida e fez muito para o carnaval do Rio de Janeiro chegar na grandiosidade que chegou. Eu não sabia nada e lembro dos conselhos dele de como dirigir uma escola de samba e o barracão. É uma perda lastimável”.
Elmo José dos Santos, diretor de carnaval da Liesa
“Perdemos um grande comandante. Ajudou a fundar a Liesa, foi presidente da gravadora das escolas de samba e estava nos títulos da Imperatriz. Era do Conselho de Grande Beneméritos. Era incentivador, gostava e amava o samba, isso que é o mais importante. Ramos deve tudo para ele, fez um trabalho maravilhoso na Imperatriz. Hoje, o samba está chorando e pedindo para papai do céu abençoar a alma dele”.
Junior Escafura, ex-diretor de harmonia da Imperatriz e atual diretor da Portela
“Sou eternamente grato ao presidente Luizinho. Abriu as portas da escola. Fiquei cinco anos na Imperatriz. Antes disso, eu sempre tive uma relação muito boa com ele. É meu padrinho de casamento. Sempre foi meu conselheiro, amigo e meu deu boas ideias. É um cara que vai fazer muita falta para o carnaval. Era uma pessoa que ajudava muita gente. Só tenho a lamentar muito. Estou muito triste e rezando para ele estar em um bom lugar. Vai ficar muita saudade e as lembranças das nossas conversas no barracão. É um momento muito difícil”.
Preto Joia, intérprete da Imperatriz
“É uma perda irreparável. O Luizinho, além de ser um grande presidente, era um apaixonado pela Imperatriz. A nação leopoldinense está muito triste. Se Deus quiser vamos dar a volta por cima e seguir o nosso rumo que é das vitórias. Hoje, a amília toda da escola está em luto”.
Integrante da diretoria e ex-diretor de carnaval da Imperatriz Leopoldinense, Wagner Araujo, compareceu ao sepultamento do presidente da verde e branco, na manhã desta quinta-feira, no Cemitério de Inhaúma, na Zona Norte do Rio de Janeiro.
Ao falar com o site CARNAVALESCO, ele revelou detalhes da relação com Luizinho Drumond e a confiança no trabalho desenvolvido por mais de 30 anos na verde e branco.
“Esse ano, fiz 32 anos de escola, e minha relação com ele sempre foi de respeito ao trabalho. Ele me colocou quando precisava de muita ajuda. A escola tinha sido rebaixada no desfile de 1988 e estava muito desorganizada e desestruturada. Fui para escola com o carnavalesco Max Lopes. Precisava que fosse uma reestruturação radical. Ele não dizia, mas acho que até ele estava meio assustado com o que eu queria fazer. Eu pude fazer o trabalho e a escola ganhou o carnaval em 1989. Com toda pressão que eu tinha e a cobrança na escola, que era contra, tudo acabou com o título”, disse Wagner que ainda completou falando dos outros anos.
“A partir dali, eu tive sempre apoio e a escola teve seu melhor período até 2001. Em 2002, ele voltou e assumiu a presidência. Alguns segmentos precisavam ser renovados, mas não fomos felizes nas trocas. Caímos em 2019 e retornamos ao Especial em 2020. Em nenhum momento, ele desrespeitou minha situação dentro da escola. Em 2020, ele chamou e disse que precisava fazer algumas mudanças e não questionei”.
O diretor comentou que no ambiente de trabalho a relação sempre foi justa mesmo em tempo de discordância de algo.
“Em termos de relacionamento com ele, como pessoa e amigo, não posso reclamar de absolutamente nada. Todos os compromissos e acordos que fizemos com relação ao trabalho foram cumpridos. Quando ele não concordava com algo e tinha argumentação dele, eu concordava porque era o presidente executivo da escola, sem contar os momentos que ele sempre ajudou a escola quando ela precisou”.
Perguntado sobre o futuro da Imperatriz Leopoldinense, Wagner Araujo esclareceu o que pode acontecer, embora, tenha frisado que o momento é de luto por parte da agremiação.
“É uma pena. Não sei como a escola vai se comportar agora. É uma escola de família. É preciso que tenha tempo para eles poderem descansar e assimilar a ausência. Devem ter muita coisa para discutir em termos de negócios e trabalho. Nesse momento, a escola está em segundo plano. Agora, o momento é encontrar um tempo e depois discutir a situação da escola. É um momento triste da história da escola e da família. Aguardar decisões e opinar ser for chamado. É necessário que a família pese, escute e resolva. Eles estão com várias opções. Se continua com a família, quem fica à frente, sabendo das dificuldades financeiras, se não continuam se vão interferir no processo político da escola. A Imperatriz tem eleição ano que vem. O vice-presidente tem opção de fazer nova eleição em um mês ou levar até o ano que vem. Quem é sócio-proprietário tem o direito a se candidatar. Hoje aqui não é o momento de se definir e conversar esse tipo de coisa. Estou dando esse esclarecimento para as pessoas entenderem o que pode acontecer”.