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Milton Cunha e os destaques de luxo: Monique Lamarque

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Por Milton Cunha, Victor Raposo, Thiago Acácio, Reinaldo Alves, Tiago Freitas e João Gustavo Melo

Lamarque03“TRAVA NA BELEZA: Imaginários sobre o destaque de luxo de escola de samba”, que será publicado no Dossiê da Revista Policromias do LABEDIS, Museu Nacional da UFRJ, com Editoria de Tania Clemente.

Para chegar aos núcleos temáticos, fizemos uma série de entrevistas que passamos a publicar no site CARNAVALESCO, duas vezes por semana. Este material acabou não entrando no corpo do texto, por limitação de espaço, e não queríamos deixar de mostrar. É uma homenagem aos esforços destes luxuosos personagens que habitam nossos sonhos de folia! Viva os Destaques de Luxo, mensageiros do glamour.

Monique Lamarque – Salgueiro

O que você imagina que a plateia imagina quando te vê passando na avenida durante o desfile?

Monique Lamarque: Acredito que as pessoas achem as roupas dos destaques lindas e ao mesmo tempo devem pensar: Que loucos! Tanto trabalho e dinheiro para um desfile de 40 minutos.

Gostaria de saber como surgiu o seu interesse em ser destaque de luxo? Quando foi o seu primeiro desfile nesse posto? Como e quando foi a sua chegada no Salgueiro? Já desfilou em outras agremiações nesse posto? Se sim, quais?

Monique Lamarque: Vamos lá! Vou te contar a história rapidinho. Eu nasci e me criei no Santo Cristo, que é aqui ao lado da cidade do samba. Então eu desde criança eu tive muito acesso porque aqui não é longe da Marquês, não é longe de onde era o desfile antigamente, que era na Presidente Vargas, né. Eu era vizinha do Dacopê que foi diretor, vice-diretor de Bateria da Portela muitos anos. Depois ele foi diretor de bateria da tradição e eu frequentava muito a Unidos de São Carlos, que depois virou Estácio de Sá. Então eu saí algumas vezes assim na, tipo de destaque de chão, na Unidos de São Carlos, né. Com o passar dos anos, que eu fui meio infiltrando mas assim no meio do Samba eu conheci o Luiz Fernando que era carnavalesco da Caprichosos de Pilares e fez um ou dois anos a União da Ilha, então eu comecei a desfilar com ele. Ele me dava um figurino não desenhado e me dizia: “eu quero isso, isso, e isso”. E eu seguir a base do que ele queria. Um ano existiu o concurso de rainha do carnaval e eu fui ser jurada e no júri estava o Roberto Szaniecki, que na época era carnavalesco do Salgueiro. Então, neste ano, tava sobrando um figurino e ele perguntou se eu tava interessada. Isso aí foi em 1995. E aí eu peguei esse figurino e de lá para cá eu tô no Salgueiro até hoje. Entrei no ano de 1995, numa época que no Salgueiro tinham quase 50 destaques, e com o passar do tempo né foram peneirando, peneirando nós nos tornamos seis destaques, que era um para cada carro durante quase 14 anos. E de uns 3, 4 anos para cá nós somos nove destaques na Academia do Samba. E eu sempre gostei muito de carnaval porque, como eu fui nascida e criada aqui, aqui tinham blocos de carnaval muito antigos. Na época que tinha o Banho de Mar à Fantasia, o Fala Meu Louro, o Coração das Meninas, o Eles que Digam e o Estácio, que hoje é Estácio, mas era São Carlos, era só atravessar o viaduto e tava na quadra deles né. Então foi assim que surgiu minha paixão pelo carnaval e eu sempre fui muito apaixonada pelo carnaval assim desde criança até pela área em que eu nasci, que eu me criei, né. E, porque você sabe que aqui nesse bairro, antes da cidade do samba, foi sempre onde existiu todos os barracões de escolas de samba, né. Todos de barracão de escola de samba eram aqui na Zona Portuária. E hoje tem a Cidade do Samba, então foi aí que surgiu minha paixão de carnaval. Mas isso foi desde criança, criança mesmo entendeu? Até eu acho que por influência do bairro. De todas as pessoas que tinham aqui. Aqui tem muita gente envolvida com carnaval muita gente Da Unidos da Tijuca, muita gente da Portela. Muita gente principalmente da bateria da Unidos da Tijuca. Aqui moram muitas pessoas que trabalham na Cidade do Samba. O chefe de ferragem, o Sandro, mora aqui, entendeu? O Bruno que faz as placas de acetato é meu amigo de infância. Então, por aí eu fui me integrando, né, e ficando cada dia mais sólida essa minha coisa dentro do carnaval, entendeu? Não sei se isso atende a pergunta que você fez, qualquer dúvida você me fala que eu respondo de novo, tá meu amor? beijo!

Lamarque02Como é o seu planejamento para desfilar? Qual o seu papel na concepção e elaboração da fantasia? E como é a relação do carnavalesco nesse processo?

Monique Lamarque: O carnavalesco ele dá o desenho, né. Você depois leva um papo com ele falando sobre o material, cores, etc e tal, ideias. Depois o menino que costura, e o que borda e eu nos reunimos e pensamos outras ideias, e assim vai adiante o processo de criação.

E em relação ao personagem/papel que você vai interpretar no desfile. Você faz alguma preparação corporal, nos aspectos de gestual e de semblante? Como que você “encarna” aquilo que está vestindo? Como internaliza as personagens que representa?

Monique Lamarque: Não faço preparação nenhuma não só gosto de malhar. Agora, infelizmente com essa pandemia, nem malhar você pode, né. Mas eu não faço preparação nenhuma não. A não ser os detalhes para que a roupa fique bem dentro do esquema do personagem que vou interpretar na Avenida, entendeu?

Você tem apego com as fantasias? Como lida com a ideia de que ela será vista em pouco tempo pelo público?

Monique Lamarque: Eu não tenho apego pela fantasia não, muito pelo contrário. As minhas roupas, normalmente… Eu morei muitos anos na Suíça aí eu morei com uma amiga, e lá o carnaval da Suíça é no mês de maio e a minha amiga usa minha roupa quando termina o carnaval, ou ela ou alguém. Normalmente ela está aqui porque ela vem assistir o carnaval, ou as poucas vezes que ela não veio alguém levou para ela a roupa. E ela usa roupa lá e depois ela me devolve só as penas, porque normalmente o resto pouco se aproveita entendeu?

Pra você, o que faz uma fantasia de destaque se eternizar na mente de quem assiste os desfiles? E o que faz um destaque se distinguir dos demais destaques de luxo do carnaval?

Monique Lamarque: Eu acho que o que faz eternizar uma fantasia de carnaval é o lugar, a posição que você vem, e o carro quando ele é muito marcante. Por exemplo, nesses 25 anos de Salgueiro, eu tive muita sorte. Eu vim em vários carros que marcaram o carnaval assim, entendeu? Impactou muito, como o carro todo de néon com Renato fez o que eu vim de Fênix e o carro era todo de néon e no topo do carro eu tava sozinha vestida de Fênix. Outros carros que tiveram como Candaces que eu vim de Guerreira, que era o último carro. E outros carros. O do King Kong, muitos outros carros. O que faz distinguir dos demais destaques de luxo? Eu acho que cada um tem seu estilo, o seu comportamento. Alguns fazem personagens e saem com a cara, com rosto coberto e realmente se transforma. Então cada um tem o seu estilo, entendeu?

Tem alguma fantasia ou fantasias por qual você sempre é lembrado (a) ou que tenha se tornado inesquecível para as pessoas? Se sim, por qual motivo isso aconteceu?

Monique Lamarque: Sim! Tem fantasias que ficam marcadas, como eu falei na pergunta anterior a da Fênix pelo carro ser todo de néon e eu estar sozinha. Normalmente o sempre venho sozinha, né. Agora no Salgueiro que tão botando dois destaques por carro, porque durante 16 anos no Salgueiro era um destaque para cada carro. O enredo de Candaces, que eu vim de guerreira, a roupa ficou muito marcada também porque eu vim de seios de fora. No ano que Salgueiro foi campeão que eu vim no carro de rainha do Maracatu, que era uma sombrinha maravilhosa e o carro todo em vime. Várias fantasias ficam marcada assim no desfile, pelas pessoas que assistem e é comentários sempre na roda e todo mundo comenta sobre essas roupas, entendeu?

Você considera o luxo essencial para a festa? Se sim, por qual motivo?

Monique Lamarque: O luxo é essencial para festa porque se não tiver aquela figura com aquela roupa gloriosa e tudo mais… O destaque ele compõe o personagem e ele é a figura central do carro, ele que faz o acabamento do carro, ele que acrescenta algo mais no carro, entende? Então eu acho que acrescenta sim. O luxo ele é importante porque ele dá um arremate final naquela obra que já é o carro, entendeu? Ele é o X da questão ali no carro é o destaque de luxo!

Antigamente, cada destaque vinha em uma alegoria. Hoje, com a diminuição do número de carros, isso tem sido menos frequente. Como você enxerga essa mudança? É um problema pra você dividir a atenção do público?

Monique Lamarque: Em relação ao número de destaques eu não sei, eu acho que o Salgueiro era uma das escolas que vinham assim… Eu acho que quando tem muito destaque, muita composição fica meio meio poluído. Porque fica muita coisa, fica o destaque fica um monte de composição. Quando é um destaque só com as composições eu acho que fica uma coisa mais clean. Você consegue visualizar melhor a roupa do destaque, as composições, o carro em si… Porque quer o que que adianta você fazer um carro maravilhoso, glamouroso se tiver 800 mil pessoas em cima? Não sei se você concorda comigo. O menos é o mais, né? Quanto mais coisas você botar em cima, menos visível, menos você consegue entender o que quer dizer uma coisa ou outra. E o Salgueiro, de um tempo para cá, tá botando dois destaques por carro. Quanto a isso eu não tenho problema nenhum porque eu tô de boa, entendeu? Mas eu acho que quanto mais clean mais bonito. Flui melhor o desfile, entendeu? Fica mais legível o enredo, o entendimento do que significam as coisas.

Pra você o que a figura do destaque simboliza para os demais componentes da escola? E como é a relação deles com você?

Monique Lamarque: As pessoas elas ficam alucinadas durante a montagem da roupa, entende? Principalmente quando você já tá muitos anos na escola, como eu que já estou há 25, que todo mundo te conhece, as pessoas com sempre… As pessoas sempre esperam mais, e mais, e mais, e mais entendeu? Só que também você não pode inventar muito né, porque pena é pena e, no fundo, no fundo, as roupas ela mudam né, de uma para outra, mudam e mudam muito, mas não tem mais muito o que inventar, né. Você vai tentando criar em cima, cada vez mais, mas as pessoas elas ficam muito impactadas com as roupas. Eu acho que a escola normalmente tem uma relação muito boa com os destaques, entendeu? Tô te falando no meu caso, no Salgueiro, entendeu?

O carnaval vem passando por uma crise financeira e muito se fala que as escolas precisam voltar às suas raízes. Você acha que a comunidade se sente representada quando vê vocês nos dias de hoje? Sentiu alguma mudança na relação entre você e a comunidade nos últimos anos?

Monique Lamarque: Não! Em relação a mudança da comunidade em relação a gente, eu acho que eu não tem. Mudou muito não porque todo mundo sabe que o grande investimento dos destaques são as artes plumárias, as penas, faisão, etc e tal, né. E isso tudo a gente reaproveita, né? Se bem que às vezes os carnavalescos dão uma uma piradinha, “viajam na batatinha”, como diz o outro. Inventam umas coisas que ficam meio impossível de você realizar, entendeu? Mas normalmente os destaques eles têm a parte mais cara da roupa que são as penas em si, né.

Lamarque01Você falou, na resposta ao Milton, que as pessoas devem pensar que vocês são loucos quando os vêm no desfile. Como você vê essa relação entre destaque de luxo e loucura?

Monique Lamarque: Eu falei as pessoas devem achar que nós somos tudo loucos é porque, na realidade, porque a gente fica 40 minutos na Avenida, né. Então é uma é um corre-corre é uma antecipação. Você começa a fazer roupa quatro, cinco meses antes e pensando no monte de coisa, se preocupando com um monte de coisa para uma coisa tão, tão curta, né. Porque você, na realidade, você se arruma meia hora, 40 minutos antes e você passa na Avenida 40 minutos. Então é uma uma doideira muito grande para muito pouco tempo ser aproveitada, para ter essa sensação durante muito pouco tempo. 40 minutos é muito pouco, para quem ficar três, quatro, cinco meses trabalhando numa roupa, entendeu? Mas eu acho que isso é mais uma coisa de ego, uma coisa realmente é para quem realmente gosta e gosta muito, sabe, de desfilar! É nesse sentido que eu me referi a louco. E as pessoas falam mesmo: “Vocês são tudo maluco! Gastam muito dinheiro! É muito trabalho para muito pouco tempo de desfile!”

Com quanto tempo de antecedência você chega no sambódromo? Em qual tipo de carro você chega? Quantas bolsas você carrega? Como são feitas essas bolsas? Tem pessoas para dar apoio? Na hora que chega e vê as alegorias desmontadas, de tarde, muito antes de qualquer pessoa, o que você sente? O que você pode contar desse processo de montagem e depois de desmontagem da alegoria? Sente tristeza de jogar lá de cima os plumeiros? Como é essa sensação?

Monique Lamarque: Eu sempre chego no Sambódromo antes de começar a primeira escola. Porque mesmo que a minha escola que é o Salgueiro, eu só desfilo no Salgueiro, seja a última ou a penúltima. Eu sempre chego […]. Por exemplo, se o desfile começar 9h15, como é hoje em dia, 9h30. Eu 9h tô no Sambódromo porque depois fica muito tumultuado, entendeu? As minhas bolsas são feitas de nylon dublado, bem grandonas, uma para o esplendor; uma para as penas; outra para os adereços e encaixes; outra para a roupa; e eu levo uma bolsinha menor minha que eu já tenho, normal, onde eu boto calcinha, perfume, maquiagem, meia, sapato, grampo, spray, essas coisas assim que você precisa de último momento para finalizar para poder desfilar. Dependendo, às vezes, são quatro bolsas: três grandonas com as roupas todas e uma menor com a minhas coisas de uso mais pessoal. Os apoios vão comigo, me ajudam, que são três, mais eu quatro. Eu quando chego, os carros já estão em fase de teste, como eu te falei eu chego quase na hora de entrar a primeira escola e eu nunca vou de tarde, eu nunca vou de tarde. Eu sinto um pouquinho de tristeza assim às vezes, sabe? Tá sujo, mas eu sempre levo uma canga, eu pego uma garrafinha d’água e molho a canga e passo no queijo para poder começar a botar roupa. Forro com uma canga que é para poder não ficar sujo, por causa de poeira. Para não estragar, né, as penas, a roupa em geral, entendeu?! As coisas poderiam ser mais organizadas, mas enfim é carnaval, né, sempre foi assim. Eu acho que até se mudar vai ficar estranho, né, sabe?

Quadras das escolas de samba estão liberadas para eventos

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Um decreto será publicado nesta terça-feira no Diário Oficial liberando as quadras das escolas de samba para realização de eventos.

reuniao fiocruz

Seguindo todas normas sanitárias, as agremiações fizeram um acordo com o poder público. Assim, a Prefeitura do Rio, através da Vigilância Sanitária, fará todas quartas e sextas um curso de capacitação da para os funcionários das escolas.

O presidente da Liesa, Jorge Castanheira, o diretor de carnaval, Elmo José dos Santos, e, o representante da Beija-Flor, Gabriel David, além do vereador Felipe Michel, estiveram em reunião com representantes da Fiocruz para trabalharem juntos na autorização das autoridades sanitárias visando a realização dos desfiles das escolas de samba em 2021. A presidente da Fiocruz Nísia Trindade e a secretária municipal de Saúde Bia Busch também estiveram no encontro.

Ouça o samba-enredo da Estácio para o Carnaval 2022

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Compositores: Adilson Torres, Caruso, David Correa e Deo
Intérprete: Serginho do Porto

O céu rasgou
Na noite que reluzia
Um show de estrelas
Brilhou nos olhos
De um novo dia
A poesia
Enfeitada de luar
Encantou o Estácio (ó paixão)
Paixão que arde sem parar

É mengo tengo
No meu quengo é só Flamengo
Uh! Tererê
Sou Flamengo até morrer

Seis jovens remadores
Fundam o grupo de regatas
Campeão o seu destino (ô)
É ganhar em terra e mar
Fazendo sol
Pode queimar, pode chover
Vou ver Fla-Flu
Fla-Vas vou ver
Diamante negro, Fio Maravilha
Domingos da Guia, Zizinho, Pavão
Gazela negra
Corre o tempo no olhar
Será que você lembra
Como eu lembro o mundial
Que o Zico foi buscar
Só amor
Na alegria e na dor (ô ô)
Parabéns dessa galera
Campeã da nova era

Cobra coral
Papagaio vintém
Vesti rubro-negro
Não tem pra ninguém

Outro patamar! Estácio de Sá decide reeditar homenagem ao Flamengo no próximo carnaval

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Fla Estacio
Foto: Alexandre Vidal/Flamengo

A Estácio de Sá anunciou nesta segunda-feira o seu enredo para o próximo desfile, que ainda não tem data para acontecer em virtude da pandemia de Covid-19. A vermelha e branca do morro do São Carlos decidiu reeditar um marcante desfile de sua história: a homenagem ao Clube de Regatas do Flamengo, de 1995, quando o rubro-negro completou 100 anos de existência. A informação foi veiculada primeiro pela jornalista Fábia Oliveira no Jornal O Dia.

O presidente do clube, Rodolfo Landim, marcou presença na quadra ao lado de Leziário Nascimento, presidente da Estácio, no momento do anúncio. A Estácio tirou o sétimo lugar no desfile de 1995 com o enredo “Uma vez Flamengo…”. Na ocasião a Estácio vivia um momento glorioso, pois havia vencido o Grupo Especial apenas três anos antes. Foi também o último desfile do casal Claudinho e Selminha Sorriso pela escola antes de iniciarem uma era de desfiles pela Beija-Flor.

EstacioEmbora tenha passado distante do campeonato, o samba entrou para a história e é sempre cantado na quadra. A torcida do Flamengo também abraçou a composição nas arquibancadas e sempre entoa o samba-enredo na íntegra nos jogos do clube.

No desfile houve uma profusão de estrelas e personalidades do clube. Na ocasião, o Flamengo montara um time ambicioso que acabou não conquistando nenhum título. Mas isso não impediu a presença de figuras como Romário, Vanderlei Luxemburgo, Zico, Júnior, Edmundo e Sávio, craques do passado e do então presente do clube. Em 1995 o desenvolvimento do tema ficou a cargo do carnavalesco Mário Borriello. No próximo desfile o trabalho fica a cargo de Wagner Gonçalves.

Live do ‘Barracão Solidário’ reúne sambistas em nome da solidariedade e exalta trabalhadores que produzem o carnaval

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O “Barracão Solidário” realizou uma live, nesse domingo, que reuniu diversos nomes da folia carioca em prol do projeto. O objetivo do evento foi angariar recursos e doações para auxiliar os trabalhadores dos barracões das escolas de samba do Rio, que atualmente se encontram em um cenário de muitas dificuldades, devido a pandemia do novo Coronavírus. O site CARNAVALESCO, parceiro da iniciativa, transmitiu a live, além de acompanhar os bastidores e a repercussão da ação.

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Idealizador do “Barracão Solidário”, Wagner Gonçalves conversou com a reportagem após o evento e fez um balanço do trabalho realizado. “Essa live significou a realização de um sonho, pois quando imaginei esse projeto, era pra criar algo possível dentro de um cenário pandêmico. Era um momento em que estávamos com menos flexibilização, as pessoas podiam sair menos, cheias de restrições com a saúde, além de uma maior incerteza quanto a posição do carnaval. Entendi que a galera precisava ficar reunida, se movimentar, manter viva a chama do samba. Reunimos muitos sambistas, artistas de outras áreas, empresas e, assim, vemos o quanto o carnaval é potente. É uma marca que atrai outras marcas, o quanto comercialmente ele é importante e isso pode gerar renda e trabalho para as pessoas. Uma live dessa envergadura, além de todas as doações, gerou emprego. Muitos aqui tiveram seus cachês doados”, destacou.

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Acerca do valor arrecadado com a live, Wagner Gonçalves diz não ter ainda um número exato, mas acredita que as expectativas tenham sido alcançadas. “Não sei ao certo o quanto arrecadamos, mas já soube que a Sabrina Sato e a Luma de Oliveira entraram e ajudaram. A vaquinha virtual ficará aberta até o final do mês de outubro, para as doações serem contínuas. Precisamos atender as 350 pessoas cadastradas e tentar abrir mais novas cadastros. Essa é a nossa inspiração”, afirmou.

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Wagner ainda aproveitou para agradecer todos os parceiros que tornaram a live possível. “Quem deu credibilidade foram os artistas e profissionais que abraçaram o projeto. Quando esboçamos o ‘Barracão Solidário’, para apresentar as empresas e movimentar uma live dessa, apontando quais os profissionais que estariam, como eu mesmo, o Carlinhos (Eberius, produtor), a Selminha (Sorriso, porta-bandeira da Beija-Flor), o Milton (Cunha, comentarista da TV Globo), a Sabrina (Sato, apresentadora) e tantos outros que encheram os olhos dos patrocinadores. Pessoas sérias que trabalham e militam pela causa do samba. Porém, sempre é muito difícil. Ainda não temos a economia aquecida, é um cenário de muitas incertezas. Mas, conseguimos trazer boas e grandes parcerias”, frisou.

‘Quem trabalha em barracão tem que ser olhado e citado’, diz Milton Cunha

Quem também conversou com a reportagem do site CARNAVALESCO, logo após o encerramento da live, foram os apresentadores do evento Milton Cunha e Selminha Sorriso. Para Milton, o grande diferencial da ação está na valorização dos funcionários dos barracões.

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“É prestar o tributo de existência, de visibilidade para o empregado. É dizer assim: ‘Sem vocês, a escola não vai para Avenida’. Os funcionários são estrelas, junto com todo mundo. Quem trabalha em barracão tem que ser olhado, citado, trabalhado para conseguir cesta básica, porque é uma gente que está no perrengue total. A importância desta causa é dizer ‘obrigado barracão, vocês existem’. E parabéns aos funcionários de barracão que estão no perrengue, mas não deixam a peteca cair”, defendeu Milton.

Para ele, a presença dos carnavalescos das agremiações na transmissão, mesmo que sem conseguir realizar o bate-papo previsto devido a uma falha técnica, foi de extrema importância. “Ainda que eles não tenham conseguido falar, mas eles surgiram na imagem. É importante ver o Alex (de Souza, carnavalesco do Salgueiro), o Leandro (Vieira, carnavalesco da Mangueira e do Império Serrano), o Tarcísio (Zanon, carnavalesco da Viradouro), o Marcos (Ferreira, carnavalesco da Viradouro), o Fabinho (Fábio Ricardo, carnavalesco da Mocidade), o Bora (Leonardo Bora, carnavalesco da Grande Rio), o Gabriel (Haddad, carnavalesco da Grande Rio)… Isso mostra que eles estão trabalhando, fazendo, empreendendo pelos seus funcionários, eles sabem da grandeza desta causa”, avaliou Milton.

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Em seu balanço do evento, Selminha também chamou a atenção para a união dos sambistas no atual momento de adversidades. “Mais uma realização, mais uma vitória do samba, que tem se unido e se mostrado solidário uns com os outros. São várias iniciativas de lives para ajudar os nossos irmãos e amigos sambistas em vários segmentos. Hoje foi mais uma demonstração que temos que agradecer pela solidariedade das pessoas que colaboraram, que nos assistiram, pois, foi um número bem considerável de pessoas interagindo conosco. E poder apresentar ao lado do Milton Cunha, e ter sido convidada pelo Wagner, idealizador desse projeto, e os empresários, que ajudaram a realizar essa live solidária, é uma honra poder doar um pouquinho da minha alegria, da minha imagem, que está sendo construída ao longo dos anos pelo samba. É motivo de gratidão. Espero que tudo isso passe logo e que em breve possamos estar juntos, mas, enquanto isso não passar, enquanto não haver vacina, as ações e iniciativas solidárias para com os nossos irmãos valem muito a pena”, declarou.

Intérpretes falam da importância do ‘Barracão Solidário’

E ao longo da live, diversas atrações musicais se apresentaram, incluindo alguns intérpretes das escolas de samba, como Gilsinho (Portela), Marquinho Art’ Samba (Mangueira), Wantuir (Unidos da Tijuca), Emerson Dias (Salgueiro), e Serginho do Porto (Estácio). O site CARNAVALESCO também conversou com eles sobre a relevância da causa do “Barracão Solidário”.

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“São milhares e milhares de pessoas que estão em casa, aguardando uma notícia se vai ter carnaval ou não. A gente sabe, mais ou menos, que se sair a vacina vai ter carnaval. Mas, de algum modo, é sempre importante a gente poder participar e ajudar, dar um pouquinho de custo para essas pessoas que estão sem trabalhar, passando dificuldade com toda certeza. E não podia ser diferente: a gente é resistência desde que o samba apareceu, e vai continuar sendo. O nosso samba é a nossa cultura, é isso que nos representa”, opinou Wantuir.

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“Pra mim é muito importante! É como diz, ser solidário a essa necessidade, que não só o povo do barracão, como os ritmistas solidários, as vozes do samba também, todos os segmentos do carnaval estão passando um momento muito difícil. E, a gente se uniu, tentando fazer lives para que possamos vir a angariar fundos que consiga tentar dar um pouco de sustância pra todos nós”, disse Serginho do Porto.

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Quem também seguiu esta mesma linha de raciocínio foi Emerson Dias, que comanda o carro de som do Salgueiro, ao lado de Quinho, desde 2019. “Eu já fiz lives para vários segmentos. E a gente não tinha pensado ainda no que fica por trás das cortinas: aderecistas, costureiras, artesãos, carpinteiros, ferreiros, carnavalescos, diretores de carnaval, que tanto contribuem para a folia. Eu vou englobar nesse grupo, diretores de harmonia, que são tão importantes também e são esquecidos, são os que chegam primeiro e os últimos a sair. Então, foi uma iniciativa muito boa do Site Carnavalesco, junto com o Wagner, do Barracão Solidário, o Milton Cunha e a Selminha, apresentadores dessa live e a Ingrid, produtora da live, de fazer a oportunidade da gente buscar recursos que possam ajudar essas pessoas que estão em casa, nesse momento tão complicado ainda”, afirmou.

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“O samba tem união. Nós estamos unidos em prol de várias pessoas, várias lives que aconteceram, Barracão Solidário, Bateria Solidária, está faltando o Puxador Solidário (risos), daqui a pouco iremos inventar isso. Mas está sendo legal, nós estamos nos unindo cada vez mais. Eu estou aí, a disposição de qualquer live, seja pra quem for, que precise das escolas de samba, estarei sempre dando a minha voz, prestando a minha solidariedade. É um momento legal, muito bacana e que todo mundo está focado em uma coisa só, de conseguirmos nos manter e conseguir manter a chama do nosso carnaval”, declarou Gilsinho.

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“É uma satisfação danada poder participar em nome da Estação Primeira de Mangueira. Fico muito lisonjeado pelo convite e espero sempre estar na próxima e próxima por esta causa maravilhosa e de muita importância, ainda mais que as pessoas se encontram sem um salário, sem previsão de voltar ao trabalho, então qualquer ajuda é muito bem-vinda para eles, mas logicamente que não é tudo. Nós sambistas esperamos um futuro mais próspero aí em breve. Isso tudo está acabando e daqui a pouco todo mundo já vai estar podendo voltar para o seu trabalho, levar seu pão de cada dia, inclusive eu”, comentou Marquinhos Art’Samba.

Por Diogo Sampaio e Rennan Laurente

Jorge Aragão é internado na UTI com Covid-19

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A jornalista Fábia Oliveira, do jornal O DIA, informou que o cantor Jorge Aragão, o Poetinha do Samba, está internado com Covid-19 na UTI do Unimed Barra.

“O paciente Jorge Aragão da Cruz foi admitido em nosso hospital em 13 de outubro com quadro de pneumonia viral Covid-19. Desde então, encontra-se em unidade de terapia intensiva sob monitorização contínua e cuidados específicos para a condição clínica, apresentando boa resposta ao tratamento. Ainda não há previsão de alta da UTI”, informa o boletim médico do hospital.

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Acompanhe agora: live do Barracão Solidário

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Proibição de clipes na disputa da Portela gera discussão e divide opiniões

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quadra portelaA Portela divulgou, na última sexta-feira, o regulamento da disputa de samba para o próximo carnaval. Devido à pandemia da Covid-19, uma série de mudanças foram implementadas ao modelo tradicional do concurso para adequá-lo à nova realidade. Entre os pontos, um em especial chamou a atenção dos sambistas: a proibição da gravação de videoclipes pelas parcerias concorrentes.

Assim que o regulamento foi divulgado, o tópico repercutiu nas redes sociais e dividiu opiniões. O site CARNAVALESCO conversou com o produtor Renne Barbosa, da Leme Filmes, e o jornalista Guilherme Alves, da Mais Carnaval, para saber como as produtoras encararam a proibição dos clipes.

“Encaramos com surpresa, os clipes já fazem parte do universo da disputa de samba. Sabemos que não é o maior influenciador no resultado, sabemos também que as disputas foram para um caminho de gastos excessivos, muito antes da produção dos clipes. Somos sambistas e, de certa forma, o clipe ajudou a trazer para o grande público a figura do compositor, que dentro do desfile da escola de samba hoje, quase não tem o destaque que merece. Temos vídeos que giram em torno de 500 mil visualizações, um entretenimento também para quem não pode acompanhar as eliminatórias de perto. Hoje, a Leme Filmes emprega, através dos nossos vídeos, alguns sambistas também. Todos que participam dos nossos clipes são do meio do carnaval e essa decisão da Portela vai pesar na vida dessas pessoas”, afirmou Renne Barbosa.

quadra portela 1“A escola está no direito dela e preocupada em manter seu cronograma dentro dos protocolos sanitários, por conta da pandemia do coronavírus. Porém, muitas gravações de clipes, inclusive as que fazemos, seguem as mesmas recomendações e a falta desse material, acho prejudicial à própria escola, já que seria mais um material de divulgação, assim como muitos artistas de outros segmentos fazem para promover seus trabalhos”, ressaltou Guilherme Alves.

Quantos aos efeitos que esta decisão poderá acarretar, ambos destacam o reflexo negativo financeiro para as produtoras. “O impacto é grande, já uma fonte de renda que não existirá mais, por ser uma época do ano que normalmente temos muitos trabalhos envolvendo esses clipes. A proibição não deve mudar muita coisa, já que toda a movimentação nos estúdios de gravação vai continuar, com ou sem clipe, que normalmente é gravado por uma ou no máximo duas pessoas a mais no local”, avaliou Guilherme Alves.

Já Renne Barbosa teme que a decisão se torne uma espécie de referência ou modelo para outras agremiações. “Espero que a Portela reveja isso, por se tratar de uma escola que costuma ditar tendência. Se outras embarcarem na ideia, estamos perdidos. Os clipes vieram abrilhantar, poderíamos fazer uma parceria com a escola, estamos a disposição, que todos possam ser ouvidos, também somos sambistas e fazemos com maior respeito a todas escolas”, declarou.

“Quero lembrar também que a gente se adequou ao mercado. Há seis anos, quando comecei a fazer clipes para escolas de samba, o valor variava de 800 até mil reais. Hoje, o valor fica de 500 a 700 reais, às vezes não chega nem a 10% de uma gravação. Muito tem se falado em igualdade na disputa, volto a frisar, o clipe não ganha samba, é somente uma ferramenta de divulgação. Samba tem que ganhar o melhor, não o com mais recurso”, assegurou Renne ainda.

Portela aponta preocupação sanitária como fator para decisão

A reportagem do site CARNAVALESCO também conversou com o vice-presidente portelense Fábio Pavão que expôs os motivos que levaram a Azul e Branca a tomar esta decisão. De acordo com o dirigente, o delicado momento financeiro, aliado com a crise sanitária gerada pelo novo coronavírus, foram os fatores primordiais para a proibição.

“O regulamento tenta cortar ao máximo o custo dos compositores neste momento de crise. A Portela já tenta, há alguns anos, nivelar o máximo possível a disputa, para que aqueles compositores que tem menos poder financeiro possam competir. O clipe é uma forma de você fazer o peso do poderio financeiro prevalecer. Então, aquele compositor que tem mais dinheiro, vai ter um clipe super produzido; já aquele que não tem dinheiro, ou não vai ter clipe, ou vai ter um mais barato, com a produção menor. Muitas vezes, na avaliação, as pessoas não julgam a música, não julgam o samba, mas sim o clipe. E a gente está fazendo concurso de samba, não uma disputa de clipe. Por esse motivo, a gente resolver proibir”, explicou.

“O outro motivo é porque, neste momento que a gente está passando, quanto menos aglomeração melhor. Então, a gente ia ter entre 10 a 15 clipes. E se a gente tivesse clipe com aglomeração, pessoas juntas? Não temos controle da produção que as pessoas fariam. O quê a gente ia fazer? Fica ruim para a direção da Portela, para os próprios compositores em primeiro lugar e para escola em geral”, prosseguiu Fábio Pavão. “A necessidade faz com que a gente evite ao máximo aglomeração e, por consequência, torcida. Nada aglomera mais em uma quadra de escola do que uma torcida em disputa de samba. Então, o concurso como um todo tem regras neste sentido. Ficaria chato a gente ter um clipe onde as pessoas se aglomerassem e cantassem juntas”, defendeu.

Questionado se a direção da Portela conversou com os membros da ala de compositores antes de tomar a decisão, Fábio Pavão disse não ter sido possível, pois abrir o tópico para discussão poderia ser prejudicial neste caso. “O debate é muito produtivo. A gente sempre faz um anterior a disputa, reúne os compositores presencialmente, conversa com eles, acata sugestões, mas neste ponto a gente teve que ser mais objetivo e assertivo. Existem três coisas fundamentais, ou o que chama no regulamento de premissas básicas: a pandemia, a crise econômica e a questão da interatividade. Isso não esteve em pauta com os compositores, são realidades que o momento nos impõe. E aí o debate poderia descambar para interesses financeiros, para interesses diversos, que não sejam a questão sanitária, procurar nivelar financeiramente e a necessidade de se fazer uma disputa mais virtual do que presencial. São princípios que a direção da Portela determinou e criou o regulamento em cima disso”, concluiu.

Estrela do Carnaval 2020: Cantores do carnaval de São Paulo exaltam integração das escolas e reconhecimento dos sambistas

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O site CARNAVALESCO realizou, em parceria com o grupo Doentes da Sapucaí, a live de premiação do Estrela do Carnaval 2020, que envolveu os premiados e as escolas do Acesso e Grupo Especial de São Paulo. O encontro mexeu com os sambistas. Abaixo, você confere a repercussão da live e da premiação com os cantores do carnaval paulistano.

Ernesto Teixeira – Gaviões da Fiel

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“Sempre bom rever, primeiramente, os amigos e ouvir grandes vozes, num ambiente que reúne o mundo do samba e da arte do carnaval. É sempre gratificante. Essa homenagem, eu não sabia, vocês me pegaram de surpresa aqui, sempre legal você ser reconhecido. De coração mesmo, estou gratificado”.

Royce do Cavaco – Rosas de Ouro

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“É um prazer participar dessa live do site CARNAVALESCO, poder reencontrar amigos aqui e apesar do momento, sem poder se apresentar nos lugares como antigamente, abertamente, aproveitar a live, a iniciativa e mostrar um pouquinho do Carnaval de
SP. Já fazendo uma prévia, preparar para o próximo carnaval, seja lá quando for”.

Igor Sorriso – Mocidade Alegre

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“Um momento complicado que a gente está passando, mas essas iniciativas, esses
momentos, tem sido muito raros é bem bacana pra gente poder revigorar a nossa mente, nossas energias, encontrar os amigos, os colegas de trabalho e poder fazer o que a gente ama, que é cantar o samba enredo, se divertir, passar uma mensagem bacana pro
público. Estou feliz em estar aqui hoje, agradecendo a equipe do site CARNAVALESCO pelo carinho, pelo trabalho, pela iniciativa. Mas, vamos torcer para ter essa vacina, para em breve estarmos juntos, fazendo nossas aglomerações e nossos ensaios”.

Agnaldo Amaral – Tom Maior

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“É maravilhoso estar nessa live, já que não estamos tendo ensaios com essa pandemia que
quebrou geral, é bom rever os amigos, os intérpretes da melhor qualidade. Legal e parabéns pela iniciativa do site CARNAVALESCO. Tamo junto! Enquanto não tem carnaval, vamos cantar e, que papai do céu abençoe pra que chegue essa vacina logo pra gente poder estar juntos, se abraçando, curtindo, juntos com nossa comunidade”.

Renê Sobral – Dragões da Real

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“Quero agradecer a oportunidade de ter sido agraciado com esse prêmio que muito importante para todos os intérpretes, para mim e para minha carreira. A gente sabe que a pandemia ainda está aí, porém, com uma organização, com proteção e seguindo os protocolos a gente consegue voltar a fazer os nossos eventos com todo o cuidado e assim voltar as atividades aos poucos. Estou muito feliz pela oportunidade de estar aqui hoje.
Eu estou muito feliz, muito feliz mesmo. Esse prêmio significa a valorização do site CARNAVALESCO a nós, profissionais do samba”.

Luiz Felipe – Vai-Vai

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“Um sonho de infância, a gente que nasceu escutando todos eles e hoje fazer parte desse time é uma coisa muito importante e é um sonho que a gente não acredita que está se realizando, mas com Deus a gente consegue realizar”.

Douglinhas e Darlan Alves – Águia de Ouro

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Douglinhas: “Cheguei lá em 1989, saí, voltei de novo, mas entre idas e vindas devem fazer uns 27, 28 anos. Estar aqui hoje pra mim demonstra que o samba não parou, estamos em plena pandemia, mas o samba segue sua ordem natural, trabalhando. Vocês do CARNAVALESCO também estão trabalhando em prol do samba, isso é bem legal”.

Darlan: “Entre idas e vindas, estou há cinco anos. É mais uma oportunidade da gente estar “próximo” da nossa comunidade, já que devido a essa pandemia a gente teve que se afastar. Estar em eventos assim é sempre uma oportunidade, a gente agradece em nome da Águia de Ouro, pelo convite da gente mais uma vez poder cantar nossos sambas pra nossa comunidade através da internet”.

Celsinho Mody – Tatuapé

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“Pra mim é uma honra representar os dois maiores carnavais do Brasil e duas escolas de samba tão tradicionais (Tatuapé e Tuiuti), tão maravilhosas, é difícil porque o tempo é muito curto, a diferença de temperatura, uma cidade é gelada, a outra muito quente, mas com amor ao samba e pela felicidade de representar o samba, de levar alegria para as pessoas a gente enfrenta este desafio e graças a Deus tem dado certo. Vou pro quarto ano consecutivo nessa maratona e que Deus abençoe e que eu fique por muitas e muitas décadas. Agradeço primeiro a Deus por estar vivo, com saúde, atravessando esse tempo tão complicado, segundo por estar ao lado dos meus companheiros no evento de um site tão sério, que luta tanto pelo carnaval, isso nos dá orgulho de fazer parte desse evento e terceiro por levar alegria verdadeira para a casa das pessoas que estão precisando de samba, de matar a saudade desse ritmo que representa o Brasil, então estou feliz demais”.

Chitão Martins – Colorado do Brás

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“Representa muito estar aqui hoje. Primeiramente matando a saudade de rever os amigos. Torcendo pra que isso tudo passe e a gente possa estar junto novamente, não só aqui cantores, mas toda a nossa comunidade porque carnaval é povão, uma coisa de calor humano, a gente está sentindo muita falta disso e quando tem lives que a gente pode rever os amigos e conversar um pouco é bom porque a gente mata um pouco essa saudade. Queria agradecer a todo o povo do samba que prestigiou essa live maravilhosa. Tenho certeza que todos estão morrendo de saudade, doido pra curtir um samba junto, com aquele calor humano maravilhoso que só sambista sabe acolher. E, se Deus quiser logo logo estaremos todos juntos novamente, tenho muita fé que essa vacina vai sair e voltaremos a estar juntos nas nossas quadras, no Anhembi, nos ensaios técnicos e no desfile”.

Thiago Lima e Digão Lima – Acadêmicos do Tucuruvi

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Digão: “Tive a honra de chegar nesse pavilhão em 2017, estamos aí até agora, com muito carinho, muito respeito. Queria agradecer ao CARNAVALESCO por manter o nosso movimento, manter nossa bandeira sempre erguida, por levantar nossa bandeira do samba, mesmo nesse momento tão difícil a nossa chama não se apaga”.

Thiago: “Essa live foi maravilhosa. Acho que todo incentivo pro carnaval quando vem surgindo mídias fazendo eventos tão grandiosos como este só enobrece, só engrandece o nosso movimento e é muito bom para o carnaval de São Paulo”.

Rafael Pinah – Independente Tricolor

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“Pra mim é uma grande felicidade poder participar desse momento do site CARNAVALESCO, juntamente com os Doentes da Sapucaí promovendo essa grande união de sambistas pra gente levar alegria, descontração pra todas as pessoas que acompanham esse site maravilhoso. E, de alguma forma trazer para essas pessoas um pouco da lembrança do carnaval para ajudar a atravessar esse momento difícil com samba, algo que faz parte das nossas vidas. É uma alegria imensa, estou muito feliz! Que venha o próximo carnaval se Deus quiser, com a vacina, todo mundo saudável nessa festa que não vai acabar jamais”.

Christian Santos – Barroca Zona Sul

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“Agradeço ao convite. É muito gratificante voltar ao carnaval. Estamos há mais de seis meses parados. As lives mexem com a gente, agitam as escolas”.

Cacá Camargo – Unidos de Vila Maria

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“Estamos indo pro nosso quinto carnaval juntos, graças a Deus. Continuo na Vila Maria porque desde a primeira vez que entrei lá fui recebido de uma forma ímpar, é uma escola que trabalha muito sério, que trata a gente de uma forma muito humana, todos os integrantes, todos os componentes da escola, da comunidade em si. É uma escola realmente diferente, a gente se sente em casa, quem entra não quer mais sair, não tem jeito. Uma delícia estar aqui, oportunidade de rever grandes amigos, da gente estar juntos, mesmo que a distância chegar perto do nosso público, da nossa comunidade, todo o povo do carnaval assistindo junto, é uma delícia. É isso que está podendo né? Então a melhor coisa que pode acontecer é isso. Queria agradecer a confiança da diretoria, sobretudo também a confiança do Wander Pires, nosso intérprete oficial que sempre confia em mim pra vir pra esse tipo de evento, obrigadão de verdade e a todo o povo de Vila Maria que comentou, postou, falou da gente. Tamo junto, vamo pra dentro que o carnaval de 2021 se Deus quiser sai essa vitória”.

Léo Rocha – X-9 Paulistana

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“É uma alegria muito grande. Primeiramente parabenizar o site CARNAVALESCO pela iniciativa, ainda mais nesse momento que está tudo parado, então, é um pouquinho de alegria para o pessoal poder matar a saudade. É uma honra muito grande estar aqui, revendo os meus amigos cantores que estamos um bom tempo sem se ver. Essa era a época em que estaríamos todos reunidos nas eliminatórias, defesas de samba, ensaios e pelo fato da pandemia não podemos estar reunidos”.

Tinganá – Camisa Verde e Branco

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“A união faz a força, primeiramente. Representa muito estar envolvido nesse evento em prol dos cantores e essa organização que o site CARNAVALESCO está fazendo. E para mim, que sou novo em São Paulo, é muito bom estar envolvido no meio de tantas feras que não temos contatos no dia a dia, só mais no carnaval. E, é sempre bom nessa época, antes do Carnaval, a gente está sempre junto. É uma honra estar aqui, uma honra”.

Cobertura feita por Danilo Freitas, Gustavo Lima e Rennan Laurente

‘Barracão Solidário’ promove live neste domingo com encontro de carnavalescos e leiloa obras de Renato e Rosa

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Barracao SolidarioO “Barracão Solidário” realiza, neste domingo, um evento em formato de live, a partir do meio-dia, que contará com a presença de diversos carnavalescos, além de atrações musicais. A transmissão no canal do Youtube do site CARNAVALESCO será feita direto do Complexo Lagoon, na Lagoa, Zona Sul do Rio, e terá apresentação de Milton Cunha, comentarista da TV Globo, e Selminha Sorriso, porta-bandeira da Beija-Flor de Nilópolis. O veículo, parceiro do projeto, conversou com Wagner Gonçalves, um dos idealizadores, que além de falar acerca da live de domingo, fez um balanço da iniciativa até aqui.

“O projeto surgiu na indefinição do carnaval. Eu pensei em construir e estruturar um projeto que amarrasse esses profissionais aos carnavalescos e que criasse soluções e ramificações para além do desfile eles terem rendimento. Tenho contato com uma galera de museu e sondamos como, de alguma forma, poderíamos aproveitar; como a iniciativa privada poderia abraçar esse profissionais; tudo isso na escuridão e na indefinição se haverá desfile em 2021 ou não”, relatou Wagner.

Criado em agosto deste ano, o projeto atua na arrecadação de doações para auxiliar os trabalhadores dos barracões das escolas de samba do Rio, no atual momento de dificuldade, ocasionado pela pandemia do novo coronavírus. “Em um primeiro momento, a gente cadastrou 200 pessoas, mas depois conseguiu abrir para mais 150. A gente juntou o valor arrecadado, que foi cerca de 15 ou 16 mil reais da vaquinha virtual junto com as transferências, com mais as doações que nós recebemos, conseguimos atender 350 pessoas com cesta boa. Entendemos que, algumas cestas do samba, estavam sendo muito frágeis em termos de produtos, então a gente quis entregar uma cesta de qualidade. Afinal, essa mão de obra do carnaval não é uma mão de obra miserável, é uma mão de obra que trabalha, que geralmente equaciona seu rendimento nos seis meses que o carnaval se produz e estica esse rendimento pelos outros seis meses, e isso, por conta da pandemia, foi diretamente impactado. Quem começa a produzir a partir de agosto até fevereiro já perdeu três meses desse rendimento, por exemplo. E provavelmente não vamos ter nenhuma atividade até dezembro”, explicou.

De acordo com Wagner, eventos como a live de domingo não só tem o intuito de angariar recursos para manutenção do projeto, mas também tem de obter valores que possibilitem a expansão do número de beneficiados. “A intenção é arrecadar um valor que a gente consiga, para novembro ou início de dezembro, cumprir essa arrecadação de distribuir 350 cestas no formato da que já distribuímos, que é uma cesta boa, para as 350 pessoas cadastradas. À medida que esta arrecadação superar o valor estipulado, a gente abre o cadastro novamente, que já tem uma fila de espera, algumas pessoas procurando, que ficaram sabendo depois, e que entraram em contato”, contou.

E para angariar estes recursos, um dos destaques da live de domingo será o leilão de duas obras feitas por dois dos maiores nomes do carnaval carioca. A primeira peça trata-se de um desenho emoldurado de uma das alegorias do desfile do Salgueiro de 2003, feito pelo carnavalesco Renato Lage, no ano em que a Vermelho e Branco comemorou 50 anos de fundação. A segunda é o desenho de um figurino criado pela carnavalesca Rosa Magalhães para a Estácio de Sá em 2020.

“A ideia foi do Leandro Vieira. Eu falei que queria a obra de alguns carnavalescos e aí eu pedi uma dele, pedi uma do Paulo Barros, mas não sabia qual critério usar. Precisava de duas ou três, no máximo. Foi então que o Leandro sugeriu de pedir ao Renato e a Rosa, porque eles resumem todo mundo. Graças a Deus eles toparam e a gente espera que esse negócio seja bem-sucedido, no sentido de que as pessoas reconheçam o valor afetivo e o valor histórico cultural dessas obras, além da qualidade técnica, artística e de carreira desses profissionais”, revelou Wagner Gonçalves.

Outro momento que pretende ser de destaque no evento será a reunião de carnavalescos. “O grande barato é que a gente vai levar o máximo que puder. Convidei 14 e 8 já aceitaram. Vamos reunir todos em uma conversa, mediada pelo Milton Cunha e pela Selminha Sorriso, para falar sobre quais são as expectativas, em que pé estão os projetos, e assim cada comunidade tem acesso a posição do seu carnavalesco”, explicou Wagner.

Já na parte musical, a live terá a participação especial da cantora e compositora Teresa Cristina, além das apresentações dos intérpretes Gilsinho (Portela), Marquinho Art’ Samba (Mangueira), Wantuir (Unidos da Tijuca), Emerson Dias (Salgueiro), e Serginho do Porto (Estácio). “A adesão ao projeto foi muito boa. As pessoas se solidarizaram com a proposta e participou gente que eu nunca imaginei que pudesse participar. A Sabrina (Sato, apresentadora) virou madrinha do projeto e vai estar com a gente na live de domingo”, antecipou Wagner Gonçalves.

E apesar da live deste domingo ser considerada o encerramento da campanha, não significa o fim totalmente do trabalho em prol dos profissionais da área. “Vamos procurar estruturar e pensar na possibilidade de se discutir com todos os carnavalescos, já que o desfile foi adiado, da gente tentar montar um projeto bem elaborado e fazer algo na data do carnaval dentro das medidas possíveis: sanitárias, estruturais e comportamentais. O que for possível para não deixar essa data passar em branco. Pode ser uma intervenção, uma instalação, existe uma série de possibilidades que eu pretendo discutir ainda com os meus colegas carnavalescos”, garantiu Wagner