Compositores: Alípio Carmo, Franco CAVA, Bujão, Fernando Barbosa, Fábio Barbosa e Jorge Quintal
Intérpretes: Tuninho Júnior e Pitty de Menezes
Besouro, Santo Amaro da Bahia,
corta o céu, sobe a Serrinha, “meia- lua” de Aruanda.
“Jongo” de dentro, no passo do mestre sala,
Mironga, rabo de arraia, “Angola” vence demanda!
Lá na encruza, foi Exu quem ensinou,
jogo, mandinga, “martelo” de Xangô. Arranca toco, saravá seu Ventania,
sou flecha de Araúna, que derruba a tirania.
Corpo catiço, guerreiro dos Orixás,
sou folha Da Gameleira que o vento leva pro cais.
Mangangá! Não leva rasteira!
Filho de Ogum, adia o juizo final !
É de Palmares, o sangue da capoeira!
Corre na veia do povo do Bacurau!
Berimbau agita, navalha grita, desperta Jurema!
Não tem farda que eu não saiba enfrentar!
Sou Negro brabo, Valente, trabalhador,
Zum zum zum Cordão de ouro, mestre Alípio batizou!
Tombou na tocaia, morreu rebeldia!
Foi traição, Madeira! Feitiçaria!
Chora viola, adeus katendê,
na Maracangalha, se encantou para viver!
Numa cantiga de roda mirongueira,
na ginga de mano Décio e de Silas de Oliveira.
Abre a roda camará!
Bate marimba!
Bananeira vou plantar!
No olhar de amaralina!
É pé no vento, mão na terra,
E no tambor!
Meu Império, Camará!
Vem no “toque do agogô!”
Compositores: Marcelo Adnet, Baby do Cavaco, Gustavo Albuquerque, André Carvalho, Fabiano Paiva, Bruno Zullo, Thiago SP, Pedro Machado, Gabriel Machado, Camilo Jorge
Intérprete: Wander Pires
SOU PRETO QUE NÃO TEME AUTORIDADE
DE QUEM OPRIME PELA COR DA IDENTIDADE
RAÍZES EU HERDEI DO CONTINENTE
ONDE ARRANCAVAM GENTE
DOS BRAÇOS DA LIBERDADE
VERGA BIRIBA PRO ARAME DAR TOADA
JOGO NA RODA
MINHA GINGA MANDINGUEIRA
RASGUEI O CÉU, CRUZANDO CANAVIAIS
E PRA CADA CAPATAZ
FUI A FORÇA JUSTICEIRA
BESOURO CORDÃO DE OURO
DA FALANGE DE OGUM
O PATRÃO SE APAVORA
QUANDO OUVE ZUMZUMZUM
PODE ABRIR FOGO, DOUTOR
SUA IRA NÃO ME ALCANÇA
PÉ DESCALÇO APONTA A ESPERANÇA
VOANDO ALÉM DO JUÍZO FINAL
NA TOCAIA DE TUCUM VIREI POEIRA, CAPOEIRA, CARNAVAL
DEVOLVE MEU BERIMBAU
VAMOS SEGUIR OS TAMBORES
ENFRENTAR A VELHA MENTIRA
DIANTE DE NOVOS FEITORES
DESCE O MORRO, CAMARÁ!
VEM HONRAR NOSSA BANDEIRA!
MEU IMPÉRIO MANGANGÁ
DE MADUREIRA
LEVANTA DO TOMBO ANTES DE TOCAR O CHÃO
É HOJE A NOITE DA COROAÇÃO
Compositores: Quinzinho, Samir Trindade, Elson Ramires, Lopita 77, Beto R e Bello
Rei da ginga de Exu, capoeira
E a bênção de Xangô , capoeira
Meia lua de Ogum, capoeira
Berimbau quem te chamou não bambeia
Manoel Henrique Pereira
Valente Besouro
Cordão de ouro
Mironga, Angola, Camará
O seu pai foi caboclo
Sua mãe Iabá
Coragem nasceu rebeldia
Contra a tirania
Rasteira liberdade
Lutou o (nosso herói )pela honra do seu povo ( nosso Herói)
Dos ancestrais vingou a dor
Rabo de arraia ao som do agogô
Rei da ginga de Exu, capoeira
E a bênção de Xangô , capoeira
Meia lua de Ogum, capoeira
Berimbau quem te chamou não bambeia
Entre navalhas, balas e facões
Ressoa o toque de idalina
O corte de tucum revela a traição
Maracangalha testemunha a covardia
Voa meu cordão de ouro
Dança besouro Mangangá
Ilumina o meu Império
Nessa roda é o seu mistério
Que me faz cantar
Repousa em folhas alecrim
Minha Serrinha te evoca assim…
Compositores: Arlindinho Cruz, Sidney Myngal, Maykon Rodrigues, Júnior Diniz, Alexandre Rivero e Felipe Mussili
Intérpretes: Emerson Dias e Lucas Donato
Serrinha, piso forte em seu terreiro
Nessa roda de jongueiro, canto minha ladainha…
Laroyê! Sentinela abre o jogo!
Que Ogum guarde meu corpo
E me livre do ticum!
Eu sou Besouro! Dono do cordão de ouro!
Da “navalha” de caboclo
Mangangá que mata um!
Meu sangue é justiceiro
Ginga, minha essência quilombola
Nêgo valente mandingueiro
Mestre mandou entrar na roda!
Ê, camará! Vacilou, leva rasteira!
Meia-lua de compasso, me esquivo da ponteira!
Respeite o meu quintal!
Dou martelo, dou tesoura, etcetera e tal…
Mesmo perseguido, defendi os excluídos
Combati a opressão
E num ato covarde fui vencido
Chorou o berimbau a traição…
Hoje sou chama que o ódio não apagará!
Reizinho, salve os heróis da liberdade!
Ser imperiano é diferente!
Tem que respeitar a nossa patente!
Joga, capoeira! O Império que chamou!
Ginga, capoeira, no balanço do agogô!
Sou resistência, raiz do meu lugar!
Pouca coisa aqui não vai me derrubar!
A Liesa decidiu no mês de setembro que não haverá desfiles em 2021 na data religiosa do carnaval, em fevereiro, em virtude da pandemia do novo coronavírus. Entretanto o cenário de incertezas causado pela Covid-19 permanece afligindo escolas de samba e profissionais e deixa muitas perguntas ainda sem resposta. Haverá desfile em 2021? Quando? Como as escolas farão para ter fluxo de caixa? O que fazer com os profissionais que dependem da festa para se sustentar?
Em face a tantas dúvidas a reportagem do CARNAVALESCO apurou que o clima entre dirigentes e artistas nos bastidores das agremiações é de tensão. Carnavalescos estão há meses sem receberem em algumas escolas e os mandatários delas não sabem como fazer para dar alguma perspectiva a seus profissionais.
Durante a plenária que decidiu pelo adiamento dos desfiles de 2021 surgiu uma luz no fim do túnel. As lives com as escolhas de samba das escolas do Grupo Especial que seriam transmitidas pela Globo. Através da Lei Aldir Blanc, que viabiliza recursos aos trabalhadores da cultura atingidos pela pandemia, há a expectativa que as escolas recebam R$ 150 mil pelas lives. O dinheiro, entretanto, não iria diretamente aos profissionais que estão passando por necessidades. Nesse sentido os próprios sambistas criaram projetos sociais para angariar recursos independentemente das escolas.
Dentro de algumas agremiações há a possibilidade de mudanças de rumo nos projetos já definidos para o ano que vem. Escolas que já divulgaram enredos podem voltar atrás e optar por outras temáticas, afim de não queimarem boas propostas em um ano em que não se sabe como, quando e se haverá desfile.
Erradamente muita gente no mundo do carnaval atestou que a União da Ilha reeditaria no próximo carnaval o enredo de 1989 da escola, ‘Festa Profana’. Em entrevista concedida ao site CARNAVALESCO, o presidente da tricolor insulana, Djalma Falcão, revelou que nunca foi confirmado este enredo e que foi o intérprete Ito Melodia quem revelou o seu desejo e não a escola de maneira institucional ou oficial.
“Isso aí é uma doideira muito grande. Colocaram na nossa conta ‘Festa Profana’. Hora nenhuma anunciamos ou admitimos esse enredo. O Ito falou uma vez em uma live, mas não era uma decisão da escola. Foram colocados vários enredos na mesa. Estamos com tempo, estamos estudando”, destacou Djalma.
Nos últimos dias entretanto, cresceu nas redes sociais a informação de que seria o tema apresentado pela escola em 1998, ‘Fatumbi’, o enredo escolhido pela União da Ilha. Djalma também falou sobre essa possibilidade, admitindo ser essa uma das propostas que a escola está pensando.
“Como vamos mudar enredo se não temos enredo? Fica parecendo que a escola não tem comando e somos malucos. Nunca confirmei qualquer enredo. ‘Fatumbi’ é um enredo que está entre as possibilidades. Vamos ter uma conversa final essa semana ainda com os carnavalescos. Quero ter isso definido até a live da Dandara. Espero anunciar na quinta-feira. Por enquanto não tem nada definido”, conclui.
Com o próximo carnaval no horizonte, ainda sem data definida por causa da pandemia de Covid-19, a Beija-Flor de Nilópolis aproveita o mês de outubro para iniciar o processo de escolha do samba-enredo que irá contar na Marquês de Sapucaí o enredo “Empretecer o pensamento é ouvir a voz da Beija-Flor”. O concurso terá início em novembro, com preparação desde agora através de diálogos entre o carnavalesco Alexandre Louzada e compositores. A escolha será dividida em duas fases, a primeira delas marcada para começar em novembro. A segunda delas, prevista para englobar apenas os dez melhores sambas entregues à agremiação, contará com participação ativa do intérprete Neguinho da Beija-Flor.
Os cuidados necessários para evitar a infecção de artistas, poetas e funcionários pelo coronavírus levaram a azul e branco optar por uma disputa com o menor número de pessoas possíveis em eventos presenciais. Serão estabelecidos protocolos sanitários para todos os encontros programados para o concurso, incluindo o uso de máscaras faciais e álcool em gel, bem como o distanciamento social e a escolha de locais arejados para receber compositores, intérpretes e percussionistas. Esses cuidados são válidos desde o início da empreitada, marcada para começar nesta terça-feira, 20.
“Queremos que os compositores explorem mais o conteúdo do enredo contido na sinopse. Ela foi entregue em junho e vamos relembrá-la através do Louzada. Por isso, convidamos os poetas a irem ao barracão, em horários alternados e pré-marcados. O encontro será no pátio, um espaço amplo, posiconaremos as cadeiras separadas umas das outras e permitiremos apenas dois representantes de cada parceria”, explica o diretor de carnaval Dudu Azevedo, destacando que as reuniões de Louzada com os compositores acontecerão também na quarta e na quinta, 21 e 22.
Como principal novidade, o concurso irá vedar a gravação em áudio e vídeo das obras inscritas durante a primeira etapa. Eles serão executados ao vivo pela primeira vez no Dia da Consciência Negra (20 de novembro), data relevante para o enredo escolhido pela Deusa da Passarela. A apresentação começará às 13h e os sambas já estarão sujeitos a cortes. Antes disso, na véspera, dia 19, letra e nomes dos autores deverão ser entregues na quadra, entre 18h e 23h. O novo modelo irá valorizar as principais qualidades das obras e reduzir desigualdades financeiras entre parcerias.
Depois da estreia, o concurso terá pelo menos outras nove datas disponíveis para apresentações e cortes de samba. Elas serão amplamente divulgadas às parcerias através dos canais de comunicação oficiais da escola.
Na segunda etapa da disputa, com apenas dez sambas, os compositores vão gravar as obras em estúdio, interpretadas por Neguinho da Beija-Flor.
Dúvidas e marcações de horários para o encontro com o carnavalesco Alexandre Louzada serão atendidas pelo presidente da ala de compositores, Jorge Veloso, através do telefone (21) 96425-6826.
CRONOGRAMA: PRIMEIRA FASE DA DISPUTA DE SAMBA DA BEIJA-FLOR
19, 20 e 21 de outubro — Conversas entre compositores e o carnavalesco no barracão
19 de novembro — Inscrição na quadra (18h às 23h, apenas letra e nome dos autores)
20 de novembro — Primeira apresentação e corte na quadra (13h)
26/11 em diante, segundas e quintas — Apresentações e cortes até que restem dez sambas
Internado no hospital da Unimed na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, o cantor e compositor Jorge Aragão vai vencendo a luta contra a Covid-19. Nesta terça-feira, o sambista deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e foi para o quarto.
Jorge Aragão deu entrada na UTI em 13 de outubro com um quadro de pneumonia viral por Covid-19. De acordo com a assessoria de Aragão, “o sambista está em processo de recuperação”. Não há previsão de alta hospitalar.
Quem é Rainha nunca perde a majestade! Quitéria Chagas retorna ao posto de Rainha da Escola, abrindo o desfile do Império Serrano no próximo Carnaval. A beldade, que reinou à frente da Bateria Sinfônica do Samba no último ano, será coroada no próximo sábado, 24, na Live de Apresentação dos Sambas-Enredo do Reizinho de Madureira.
“Quero agradecer toda a Diretoria do Império Serrano, representada por Sandro Avelar e Rildo Seixas, pois estou muito feliz. Dizem que o Império cura e cicatriza feridas, e é verdade, pois o Império é vida. Não vejo a hora de poder abraçar todos na quadra novamente.” – Destacou Quitéria.
No próximo sábado, o Império Serrano vai apresentar através de sua WebTV no youtube, em simultâneo ao Canal FitAmarela, todos os sambas-enredo concorrentes para o próximo Carnaval. No evento, nenhuma das obras será cortada. A live começa a partir das 18h.