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Tuiuti 2021: samba da parceria de Carlos Fionda

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Compositores: Carlos Fionda, Alessandro Falcão, Lua Rodrigues, Anderson Benson e Fadico
Intérpretes: Tinga e Zé Paulo Sierra
Participação Especial: Rafael Miranda

Ah, se eu pudesse ensinar
Para o tal pensador
E o fizesse enxergar a pureza do amor
Pois deixou de entender sua missão
Chicote na mão pra dizer que me doma
Argolas e grades, prisão sob lona
Duelos que inflam seu ego de superior
Sorriso que nasce através da dor

Quem não sabe o que Deus
Não respeita a vida
No dilúvio, o final?
Para nós, a saída
Se tu queimas meu lar e não cuida dos meus
É prenúncio que o tal racional se perdeu

Eis a pureza na essência infantil
Onde jamais o preconceito existiu
Nem todo mal está naquilo que se vê
E o instinto é nosso jeito de viver
Voa Tuiuti, que o paraíso te espera
Faz da profecia, liberdade
A criança é luz da nova era
É consciência da humanidade

Solta os bichos na mata
Deixa em pé a madeira
Que a esperança reside
No verde bandeira

Vai meu Tuiuti, abre o livro sagrado
Abençoado pássaro de fé
Seja curumim, um erê iluminado
Salve a fauna e o seu reinado
Faz a arca de Noé

Tuiuti 2021: samba da parceria de Márcio André

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Compositores: Márcio André, Ronildo, Marcelo Lepiane, Rafael Tubino e Thiago Savanna
Intérpretes: Igor Sorriso e Igor Vianna
Participações Especiais: Vaguinho e Claudio Mattos

Vamos embarcar nessa aventura
Feito criança, novamente a sonhar
Sob a proteção da arca
Noé retorna para os animais salvar
Meu picadeiro não tem jaula e nem gaiola
Tem esperança pra acabar com a extinção
Soltar os bichos é vestir a fantasia
A doce imaginação

Rei da Selva despertou! Animando a bicharada
Pra cair nessa gandaia, vem quem quiser
Se correr o bicho foge, tá liberado!
Hoje até boi brado vai gritar olé

É preciso entender, não estamos sós
Amar, proteger, os nossos heróis
Apagar do mundo esse mal que acaba
Com as águas azuis e o verde das matas
Maus tratos jamais!
Deixa o galo acordar as manhãs
Passarinhos enfeitam o céu
Abelhas adoçam a vida como mel
Num reino de paz e felicidade
A arca vai levar a esperança
A mais linda floresta em meu coração de criança

Que eu leve o amor por onde passar
Meu Paraíso é o seu lugar
No conto encantado do meu Tuiuti
Seja livre pra fazer sorrir

Em Cima da Hora anuncia mudanças na sua gestão e Birão volta a ser o Presidente Administrativo da escola

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ECDH BiraoCom o objetivo de organizar o seu quadro de gestão, a Em Cima da Hora anunciou nesta noite o retorno de Sebastião Ubiratan Fernandes, mais conhecido como Birão, para a presidência da escola.

Pai do atual Presidente de Honra da agremiação, Heitor Fernandes, Birão – que também já foi presidente da Associação de Moradores de Cavalcanti -, reassume a presidência administrativa da escola que geriu de 2017 a 2019:

“Apesar de eu nunca ter me afastado da escola, levo o legado do meu filho que ergueu a Em Cima da Hora. Sempre fui uma pessoa muito querida no bairro e tenho certeza que juntos vamos fazer o melhor”, declarou.

Gustavo Coelho, que estava no cargo até então, passa para a função de Diretor de Operações e vai continuar seu trabalho auxiliando toda a parte logística para o próximo carnaval.

Em 2021, a Em Cima da Hora vai reeditar o samba-enredo “33 – Destino Dom Pedro II”, apresentado originalmente em 1984, numa releitura do enredista Diego Araújo e desenvolvimento do carnavalesco Marco Antonio Falleiros.

Tuiuti 2021: samba da parceria de Mumuzinho

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Compositores: Mumuzinho, Moacyr Luz, Júlio Alves, Pier e Cláudio Russo
Intérprete: Wander Pires
Participações Especiais: W Correia Filho, Jorge Xavier

Traz a bicharada toda no convés
Grita o patriarca para o mundo ouvir
Na arca do futuro, o remo das Galés!
Mar de mil crianças do meu Tuiuti
O leão escapou do picadeiro
O gorila quizumbeiro fez a jaula de viola
Elefante levantou em disparada
Mais de uma tonelada agitou a corriola
Quem dera despertar a bela e a fera
O urso e a flor da primavera
Baleias rodeadas de golfinhos
Depois de sete ondas, o caminho…

Céu de arara azul! Tom de sabiá!
Liberdade é passarinho…
Livre pra voar e lá vai marola…
Num mundo sem gaiola

Galo não quer briga e nem desaforo
Fala pro toureiro que a tourada não tem touro!
Essa molecada não! Não sente receio
Em botar na placa: Amanhã não tem rodeio!
O homem, esse bicho que maltrata
Da verde mata fez fumaça e chaminé!
Chegou a trupe, um plantel de vira latas!
Não tem veneno, dona aranha dá no pé…
A esperança navega a vida
Desembarca n’Avenida toda arca de Noé!

Sou cobra criada no samba
Do Paraíso de bamba…
Sou Tuiuti! Sou cria deste chão!
Não tenho medo de bicho papão!

Ministério Público e Liesa fazem acordo para evitar o vazamento de som dos camarotes do Sambódromo

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O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Defesa do Consumidor e do Contribuinte da Capital, firmou, junto à Liga Independente das Escolas de Samba do Rio (Liesa), Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para evitar o vazamento de som interno dos camarotes do Sambódromo.

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Pelo termo assinado com o MPRJ, a Liesa se compromete a: inserir nos contratos que vier a celebrar com os compradores de camarotes no Sambódromo, cláusula obrigando-os a reduzir o som interno durante o desfile das escolas de samba; inserir nos contratos cláusula penal para o caso do inadimplemento da obrigação; e promover as adequações contratuais referidas a partir do carnaval de 2022.

O descumprimento do compromisso implicará na aplicação de multa no valor de R$ 1.000 por ocorrência ou infração comprovada.

Milton Cunha e os destaques de luxo: Robson Garrido

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Por Milton Cunha, Victor Raposo, Thiago Acácio, Reinaldo Alves, Tiago Freitas e João Gustavo Melo

ROBSON GARRIDO“TRAVA NA BELEZA: Imaginários sobre o destaque de luxo de escola de samba”, que será publicado no Dossiê da Revista Policromias do LABEDIS, Museu Nacional da UFRJ, com Editoria de Tania Clemente.

Para chegar aos núcleos temáticos, fizemos uma série de entrevistas que passamos a publicar no site CARNAVALESCO, duas vezes por semana. Este material acabou não entrando no corpo do texto, por limitação de espaço, e não queríamos deixar de mostrar. É uma homenagem aos esforços destes luxuosos personagens que habitam nossos sonhos de folia! Viva os Destaques de Luxo, mensageiros do glamour.

Robson Garrido – Vila Isabel

O que você imagina que a plateia imagina quando te vê passando na avenida durante o desfile?

Robson Garrido: No primeiro momento, a beleza da fantasia que impacta o olhar da plateia, somada a representatividade do personagem ao enredo.

Gostaria de saber como surgiu o seu interesse em ser destaque de luxo? Quando e como foi o seu primeiro desfile nesse posto? Como e quando foi a sua chegada na Vila Isabel? Já desfilou em outras agremiações nesse posto? Se sim, quais?

Robson Garrido: Me considero um destaque luxo performático. Retornei aos desfiles após alguns anos fora do desfile mais sempre na folia. Cheguei na Vila Isabel em 2019. Quando a escola vinha falando da minha cidade Petrópolis e recebi o convite para vir representando D. Pedro. Desfilo no meu império da tijuca como primeiro destaque e já desfilei na Estação Primeira de Mangueira e Unidos da Tijuca.

Como é o seu planejamento para desfilar? Qual o seu papel na concepção e elaboração da fantasia? E como é a relação do carnavalesco nesse processo?

Robson Garrido: Meu planejamento não é muito complicado, pois tenho apoios, bons profissionais que me cercam e local dentro da Sapucaí para me arrumar. Meu papel na concepção é apenas acompanhar a execução para que fique como eu gosto. Já que eu mando confeccionar em um ateliê em Macaé.

ROBSON GARRIDO02E em relação ao personagem/papel que você vai interpretar no desfile. Você faz alguma preparação corporal, nos aspectos de gestual e de semblante? Como que você “encarna” aquilo que está vestindo? Como interioriza a personagem que está representando?

Robson Garrido: Preparação de uma boa maquiagem com um dos melhores profissionais em maquiagem artística. E, na hora do desfile, sai o Garrido entra o personagem. O grande respeito ao que me foi confiado.

Você tem apego com as fantasias? Como lida com a ideia de que ela será vista em pouco tempo pelo público?

Robson Garrido: Apego nenhum. Faço para aquele momento. Entra o meu prazer com o melhor a apresentar ao público, principalmente ao que fica na arquibancada e que chega cedo sem conforto aguardando a sua agremiação de coração.

Pra você, o que faz uma fantasia de destaque se eternizar na mente de quem assiste os desfiles? E o que faz um destaque se distinguir dos demais destaques de luxo do carnaval?

Robson Garrido: A proposta do personagem, a execução da roupa, faz que marque quem está assistindo. Acho que cada destaque tem a sua representatividade e sua importância sua luz própria.

ROBSON GARRIDO03Tem alguma fantasia ou fantasias por qual você sempre é lembrado (a) ou que tenha se tornado inesquecível para as pessoas? Se sim, por qual motivo isso aconteceu?

Robson Garrido: Sim. Foi no ano de 2017. Mangueira abre alas. São Lázaro, todo caracterizado. Foi um impacto.

Você considera o luxo essencial para a festa? Se sim, por qual motivo?

Robson Garrido: Considero o luxo sempre essencial não só no carnaval. Mais também faço uso de materiais alternativos.

Antigamente, cada destaque vinha em uma alegoria. Hoje, com a diminuição do número de carros, isso tem sido menos frequente. Como você enxerga essa mudança? É um problema pra você dividir a atenção do público?

Robson Garrido: Problema algum. É uma festa democrática, o brilho será para todos sempre.

ROBSON GARRIDO04Pra você o que a figura do destaque simboliza para os demais componentes da escola? E como é a relação deles com você?

Robson Garrido: Simboliza o luxo, o complemento de uma alegoria. Ótimo relacionamento com o pavilhão.

O carnaval vem passando por uma crise financeira e muito se fala que as escolas precisam voltar às suas raízes. Você acha que a comunidade se sente representada quando vê vocês nos dias de hoje? Sentiu alguma mudança na relação entre você e a comunidade nos últimos anos?

Robson Garrido: Nunca senti mudança alguma. Pelo contrário, sempre todos muito solícitos.

Você falou, na resposta ao Milton, sobre os olhares de impacto com a beleza da fantasia pelo público. Conte mais um pouco sobre esse momento de troca entre você e quem está te contemplando?

Robson Garrido: Quando toca a sirene e nos preparamos para entrar ali, eu deixo incorporar o personagem e levo a quem está assistindo todo respeito que tenho ao pavilhão que estou representando, agregado a beleza pois bom gosto é fundamental.

Com quanto tempo de antecedência você chega no sambódromo? Em qual tipo de carro você chega? Quantas bolsas você carrega? Como são feitas essas bolsas? Tem pessoas para dar apoio? Na hora que chega e vê as alegorias desmontadas, de tarde, muito antes de qualquer pessoa, o que você sente? O que você pode contar desse processo de montagem e depois de desmontagem da alegoria? Sente tristeza de jogar lá de cima os plumeiros? Como é essa sensação?

Robson Garrido: A minha chegada geralmente é quando está começando a primeira Agremiação a desfilar. Lógico dependendo da colocação de desfile que a Escola que eu vou sair. Tenho local na Sapucaí para deixar todo meu material e fazer a produção. Vou para a Sapucaí de metrô, já que fico na Tijuca. Tenho 02 apoios. A tarde vou fazer a vistoria do carro do queijo do santo Antônio. Estando tudo ok volto para casa. Caso tenha algo diferente procuro algum diretor responsável no local. O processo de montagem a sensação do nascimento de um filho, a desmontagem a sensação do dever cumprido. A desmontagem da arte plumaria quando tem deixo os apoios responsáveis e já me retiro de toda correria na dispersão.

Martha Rocha: ‘Vamos implementar um novo modelo de gestão e ordenamento do carnaval de rua’

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Martha01O site CARNAVALESCO encerra nesta terça-feira a série de reportagens que fez com os candidatos à Prefeitura do Rio. Durantes as últimas semanas nossa reportagem buscou os candidatos para que eles expusessem suas propostas relacionadas ao carnaval. A última a ser entrevistada é a candidata do PDT, a delegada Martha Rocha.

Martha Rocha está na vida pública há 18 anos. Iniciou sua trajetória no PSB, tentando se eleger deputada estadual em 2002, não obtendo a votação necessária. Nas eleições de 2004 foi vice-prefeita na chapa de Jorge Bittar (PT), terminando em 5º lugar. Dois anos mais tarde tentou uma vaga na ALERJ e também não se elegeu. No segundo governo de Sérgio Cabral se tornou a primeira mulher a assumir a chefia da Polícia Civil, em 2011. Em 2014, se elegeu deputada estadual pelo PSD, se reelegendo em 2018, pelo PDT, seu atual partido.

Martha02Confira a entrevista com Martha Rocha:

– A atual gestão comandou uma cruzada contra o carnaval e as escolas de samba? A sua gestão vai dar apoio institucional e financeiro à festa?

Martha Rocha: “O discurso que tenta criar uma contradição entre o investimento no carnaval e a prioridade a serviços públicos como saúde e educação não é verdadeiro. Um estudo da Fundação Getúlio Vargas, em 2018, mostrou que o carnaval foi responsável pela criação de mais de 70 mil postos de trabalho, gerou uma arrecadação de aproximadamente R$ 179 milhões em impostos e injetou mais de R$ 3 bilhões na economia do estado. Para cada um real investido, foram movimentados R$ 17,61 na economia. Portanto, vamos apoiar o carnaval, mas este apoio será condicionado ao desenvolvimento de atividades culturais nos bairros e comunidades ao longo do ano, visando o fortalecimento dos laços comunitários das agremiações e a participação em projetos sociais e educacionais da rede municipal”.

– As escolas da Série A tem cada vez mais dificuldades em construir o seu desfile sem barracões. Qual a sua opinião sobre a Cidade do Samba 2?

Martha Rocha: “É uma das propostas de nosso plano de ação. Construir, por meio de parceria com o setor privado e mediante estudo de viabilidade econômica, uma nova Cidade do Samba para abrigar as Escolas do Grupo de Acesso. A gestão da nova e da atual Cidade do Samba devem ser profissionais, assegurando a abertura de novos negócios relacionados ao carnaval, funcionamento regularmente ao longo do ano, com atividades culturais de modo a garantir sua sustentabilidade”.

Martha03– Como a prefeitura pode fomentar o carnaval de rua e os blocos, que trazem milhares de turistas para a cidade no período de carnaval?

Martha Rocha: “Os blocos de rua fazem parte da festa e da cultura da cidade, mas precisam ser melhor organizados e não devem ficar concentrados nos mesmos pontos e horários. Vamos apoiar e facilitar a organização dos Blocos de Rua. Com muito diálogo com os representantes dos blocos e dos moradores dos bairros, a Prefeitura vai ter um novo modelo de gestão e ordenamento do carnaval de rua. Para conciliar segurança, mobilidade e preservação do patrimônio público”.

Martha04– O que você considera que deva ser feito com o Sambódromo? Passar ao governo estadual ou manter com a prefeitura?

Martha Rocha: “Com a Prefeitura, com certeza. Vamos revisar o atual modelo de gestão do Sambódromo de modo que se torne um equipamento cultural disponível ao longo do ano, compondo o Circuito do Carnaval e se tornando uma grande área de lazer aberta às comunidades do entorno do Sambódromo. Quando Brizola inaugurou o sambódromo havia até escola. Vamos voltar a ter uma destinação também educacional e cultural no período fora do Carnaval”.

– Como a sua candidatura enxerga a importância do carnaval para a arrecadação da cidade do Rio de Janeiro?

Martha Rocha: “A atenção ao carnaval não pode estar sujeita aos caprichos e orientações ideológicas ou religiosas deste ou daquele prefeito. A cidade precisa de estratégias sólidas, permanentes, que sejam avaliadas periodicamente e submetidas ao controle público. Somente assim o Rio poderá explorar todo o potencial do carnaval carioca, e não só em fevereiro ou março. Mas durante o ano inteiro”.

Morre Djalma Sabiá, presidente de honra e um dos fundadores do Salgueiro

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Faleceu na noite desta segunda-feira Djalma de Oliveira, o Djalma Sabiá, presidente de honra e um dos fundadores do Salgueiro. Ainda não foi divulgada a causa da morte.

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Filho da porta-bandeira, Alzira de Oliveira, ele estava lá quando foi oficializada em 3 de março de 1953, o Acadêmicos do Salgueiro. Aos 12 anos desfilou pela primeira vez na Escola Azul e Branco, uma das três que mais tarde, em 1953, viria a formar o Acadêmicos do Salgueiro.

Meu torrão amado, onde nasci e fui criado…
Quando eu morrer, levarei comigo dentro do meu coração, Salgueiro querido….

Publicado por G.R.E.S. Acadêmicos do Salgueiro – Original em Segunda-feira, 9 de novembro de 2020

O apelido “Sabiá” surgiu nos tempos em que jogava futebol nas peladas do morro do Salgueiro. Foi casado com a passista Estandília, porta-bandeira do Salgueiro nas décadas de 1960 e 70.

No ano de 1957 ganhou com o samba-enredo “Navio Negreiro” o 4º lugar do Grupo I no desfile de carnaval daquele ano para a Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro. Dois anos depois, em 1959, o Salgueiro classificou-se em segundo lugar do Grupo 1 com o samba-enredo “Viagens pitorescas ao Brasil ou Exaltação a Debret”, em parceria com Duduca do Salgueiro. No ano de 1964 a escola Acadêmicos do Salgueiro obteve o 2º lugar no Grupo I com o samba-enredo “Chico Rei”, de sua autoria em parceria com Geraldo Babão e Jarbas Soares de Carvalho, mas conhecido como Binha, irmão de Geraldo Babão.

No ano de 1976 voltou a ganhar a disputa de samba-enredo no Salgueiro, desta vez com a composição “Valongo”, com a qual a escola classificou-se em 5º lugar do Grupo I no desfile daquele ano. Em 2002 Martinho da Vila incluiu “Chico Rei” no disco “Voz e coração”, com a participação especial do percussionista Naná Vasconcelos.

No ano de 2013 foi lançado, pela Verso Brasil Editora, o livro “Explode, coração”, do jornalista Leonardo Bruno, sobre a trajetória do Acadêmicos do Salgueiro, no qual o compositor colaborou retirando dúvidas e cedendo seu material de pesquisa acumulado a partir do início da década de 1950. Neste mesmo ano de 2013 a escola anunciou a construção de um centro cultural com o nome do compositor.

Confira a sinopse do enredo da Grande Rio

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Enredo: Fala, Majeté: Sete Chaves de Exu

Quem sou eu… Quem sou eu?

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-Câmbio, Exu! Fala, Majeté!

Exu, princípio de tudo: gira, faísca, espiral, movimento, corpo-redemoinho, Okotô!, desterro, fervura, espanto, espuma, axé da Terceira Cabaça, Igbá Ketá. Que abre, então, os caminhos: L’Onan, Legba, Eleguá, Bará, Elegbara, Mavambo – pé na porta, pedrada, com sete chaves nas mãos, o nó das encruzilhadas, tranca, carranca, Calunga Grande, porteiras, ponteiras, diásporas, às travessias na barca, correntes os olhos e as águas. Salve Aluvaiá, Salve Bombogira! “O que se há de?”– mar de dendê! O que será?

logo grio2021

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Exu que se fez caboclo, poeira, na cruza, em brasa, chão de terreiro, fora da casa – o mundo inteiro nos pés de andarilhos peregrinantes. Os chifres, os dentes, os búzios, as garras: batalhas! Ali, tanto sacrifício: argila vermelha na praia. Rasgos, penhascos, altares, o orí, a voz de Palmares: os gritos, os mitos, os guizos, a cabeça de Zumbi, “mortal eterno”, “ente coletivo” ao soldo mais verde encanto (porque Zumbi-Exu está em tudo quanto é canto). Agbá! – espraiou-se o culto, firmeza e toque. Sigamos!

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Exu de proezas tantas, pelejas, orikis, Ifá, adivinhação, histórias fragmentadas nas entrelinhas de odús – o destino do rei de Oió e o trono do Engenho Velho. Odusô, o guardião. Erro que vira acerto, certo que brota errado, do outro lado, enigma, tempero, vuco-vuco, o remédio e o veneno. Tendas, feiras, farofas, recados, as lendas da criação debulhadas nos mercados, o corpo que voa fechado e a visão de cada um: ninguém pode viver sem mim. Preceitos, pressentimentos, trotes, fabulações. Trocas, trocadilhos, línguas desgovernadas. Ciscos, lâminas, lágrimas – Olobé, Elebó, cachimbos, caixotes, cachaça. Truques de linguagem: traquinagens. Osijê, Obá Babá! Oferendas d’Eleru. Pimentas!

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“Salve o Sol, salve a estrela, salve a Lua!” Saravá, Seu Tranca Rua! Exu que são muitos em um: corpo em si desdobrável. Fala, falo e falácia: falanges. Alafia! Centenas de sobrenomes que vem de muitos lugares – Rio que leva as gentes, ruas que tudo dragam. Exu, malandro Pelintra, Padilha, fio de Navalha, ponta de agulha, os cacos da noite, as sombras da Lapa, Marias, ciganos, cigarras, jogo e cartas na mesa, rendas, vidrilhos, rasteiras, meio-fio das quebradas, rabos de galo e de saia, também os rabos de arraia, o cheiro bom da cerveja, destreza, sem falar nas gargalhadas. O primeiro gole é dele! Exu, Veludo encarnado, luz de abajur, sonhos bordados – sentimentalmente, visivelmente.

“Exu Caveira, Capa Preta, Sete Catacumbas estavam por ali; Fui convidado pra uma festa nobre; na casa de Exu Tiriri…”

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Exu, potência e gingado, ponto riscado na carne, palco das festas da gente. Brinca o Carnaval em transe, desafia, des(con)fia, desconcerta, bate a bola no asfalto, pisa no sapatinho, samba despudorado, dança inflado de vida, palhaço, e trança a crina do cavalo. Deus de chinelo rasgado, boca beijada, copo na mão, Seu Sete da Lira, bloco lotado, a máscara, Odara!, o baque, o buraco, o cru, o afoxé, o maracatu, o surdo de terceira, a fuzarca dos velhos cordões, o som que vem das favelas, capaz de transver o mundo. Exu, pedra que pulsa, valsa convulsa, mangue que benze, curva, couro, esquina, jorro, ouro e lata no Bal Masqué: não é um robô sanguíneo, não! É santo – mas nem tanto.

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Exu de tinta e de sangue: é dose, tudo come, tudo sabe, tudo viu. De curto pavio! Lamento de poetinhas – porque tudo é perigoso, divino-maravilhoso. Desnuda as frases no muro, sagrado e profano, mundano, pós-contemporâneo, língua ferina, flauta e cajado, casa de bamba, Basquiat no batuque, as letras amadas, a macumba dos modernistas, o piá-Macunaíma, os perfumes rosianos, na saga do Ser-Tão, “Exu nas escolas”, voz estelar, quebrando tabus e “costumes frágeis” – vocês não aprendem na escola. Vocês copiam! Criemos! Novas pedagogias, para os tempos que virão. Verão! Antropofagias, Enugbarijó. “Através das travessuras de Exu / Apesar da travessia ruim…”

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Exu que não é o diabo do teatro colonial, projeto de corpos mortos (culpas, medos, grilhões, carcaças, escravos disfarçados de libertos) – mas força que une os opostos, jongo de ser e não ser. Exu, to be e Tupi! Fome, cada vez mais fome! Insone. Os nervos são fios elétricos. Evoca os profetas do caos, as vozes do lixo, a desconstrução, o avesso do manto, um sem quanto, a costura dos trapos, as aparições, remendos-retalhos, o eterno retorno, a fortuna, os farrapos, o espanto e a possível, por que não?, recriação: Olímpia, Stela, Jardelina, Arthur Bispo do Rosário, Estamira no lixão de Gramacho, às margens da alegria, cantarolando aos vapores, saudando os cometas e o fogo, ao som milenar das estrelas, Yangi, pedras de laterita, bailando, da pá virada, Molambo, Mulamba, ruínas:

“Todo lugar tem uma rainha, lá no lixo também tem…”

Exu, a sacerdotisa:

-Câmbio, Exu! Fala, Majeté, fala! Os além dos além é um transbordo. Tem o eterno, tem o infinito, tem o além dos além. O além dos além vocês ainda não viram. Se eu sou à beira do mundo! Entendeu agora? Quer me desafiar? Você quer saber? Cada pessoa é um astro! Câmbio, Exu! Fala, Majeté, fala!

Falemos! Dancemos! Bebamos! Vivamos! Destranquemos os olhos! Sigamos por outros caminhos! Cantemos até o fim – que não deixa de ser um começo. Ouçamos os atabaques – atentos, plenos, fortes!

Exu, a ancestralidade. Exu, desenredo proposto. Exu, a aposta mais alta. Exu, o padê arriado. Exu, passada ligeira: Exu, Laroiê, Mojubá!

– Câmbio, Exu!

Fala, Grande Rio!

Transbordado com expressões e falas retiradas do documentário “Estamira”, de Marcos Prado, além de fragmentos de poemas, canções e pontos de macumba. Inspirado nas provocações de Conceição Evaristo, Helena Theodoro, Alberto Mussa, Luiz Antonio Simas (“Exu é uma escola de samba!”) e Luiz Rufino; e nas narrativas orais de Luiza Maria e Dib Haddad. Dedicado aos inúmeros torcedores apaixonados que nos ajudaram a tecer este manifesto, fonte de afeto, convite para o diálogo. Axé! Carnavalescos – Gabriel Haddad e Leonardo Bora Pesquisa, costura e texto – Gabriel Haddad, Leonardo Bora e Vinícius Natal. Colaboração de Thiago Hoshino e Luise Campos.

GLOSSÁRIO

Igbá Ketá, L’Onan, Bará, Elegbara, Okotô, Agbá, Odusô, Olobé, Elebó, Osijê, Obá Babá, Eleru, Alafia, Odara, Enugbarijó, Yangi: segundo Luiz Antonio Simas, são os títulos que representam os maiores atributos de Exu, diluídos no sumo do enredo, guardados a sete chaves.

REFERÊNCIAS

Livros, artigos e sítios da Internet:

AMADO, Jorge. Dona Flor e seus dois maridos. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.

ANDERSON, Robert. O Mito de Zumbi. Implicações culturais para o Brasil e para a diáspora africana. Revista Afro-Ásia, n. 17, 1996 – Salvador. Disponível em: https://portalseer.ufba.br/index.php/afroasia/article/view/20859

ANDRADE, Mário de. Macunaíma.O herói sem nenhum caráter. Rio de Janeiro: Garnier, 2004. CARYBÉ, Hector; VERGER, Pierre Fatumbi. Lendas africanas dos Orixás. Salvador: Fundação Pierre Verger, 2019.

CUNHA, Maria Clementina Pereira (org.). Carnavais e outras f(r)estas. Campinas: Editora Unicamp, 2005.

FERNANDES, Alexandre de Oliveira. Exu: sagrado e profano. ODEERE, v. 2, n. 3, jul. 2017. Disponível em: http://periodicos2.uesb.br/index.php/odeere/article/view/1573

FUX, Jacques; SANTOS, Darlan. Estamira e Lixo Extraordinário. A arte na terra desolada. Revista Ipotesi – Universidade Federal de Juiz de Fora, 2011. Disponível em: http://www.ufjf.br/revistaipotesi/files/2011/05/14-Estamira-e-Lixo-Extraordin%C3%A1rioIpotesi-1521.pdf

LOPES, Nei. Mandingas da Mulata Velha na Cidade Nova. Rio de Janeiro: Língua Geral, 2009. MENDONÇA, Luciara Leite de; RAMALHO, Christina Bielinski. “Zumbi-Exu”e outras questões identitárias em “A Cabeça de Zumbi”. ODEERE, v. 2, n. 3, jul. 2017. Disponível em:

RIO, João do. As Religiões do Rio. Rio de Janeiro: José Olympio, 2015.

ROSA, João Guimarães. Grande Sertão: Veredas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001.

RUFINO, Luiz. Pedagogia das Encruzilhadas. Rio de Janeiro: Mórula, 2019.

RUFINO, Luiz; SIMAS, Luiz Antonio. Flecha no Tempo. Rio de Janeiro: Mórula, 2019.

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SANTOS, Deoscóredes Maximiliano dos (Mestre Didi); SANTOS, Juana Elbein dos. ÈSÙ. Salvador: Corrupio, 2014.

SILVA, Cidinha da. Um Exu em Nova York. Rio de Janeiro: Pallas, 2018.

SILVA, Vagner Gonçalves da. Exu. O Guardião da Casa do Futuro. Rio de Janeiro: Pallas, 2015.

SIMAS, Luiz Antonio. O Corpo Encantado das Ruas. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2020.

SIMAS, Luiz Antonio. Pedrinhas Miudinhas. Ensaios sobre ruas, aldeias e terreiros. Rio de Janeiro: Mórula, 2019.

SODRÉ, Muniz. Samba, o dono do corpo. Rio de Janeiro: Mauad, 1998.

SODRÉ, Muniz. Santugri. Histórias de mandinga e capoeiragem. Rio de Janeiro: José Olympio, 2011.

VENTURA, Leonardo de Souza Lima. Estamira em três miradas. Dissertação de Mestrado em Psicologia – Universidade de Brasília (UNB). Disponível em: https://repositorio.unb.br/bitstream/10482/3955/1/2008_LeonardoSouzaLimaVentura.pdf

VERGER, Pierre Fatumbi. Orixás. Deuses Iorubás na África e no Novo Mundo. Salvador: Corrupio, 2013.

YEMONJÁ, Mãe Beata de. Caroço de dendê. A sabedoria dos terreiros. Rio de Janeiro: Pallas, 2002.

YEMONJÁ, Mãe Beata de. Histórias que minha avó contava. São Paulo: Terceira Margem, 2004. https://jornalggn.com.br/musica/seu-sete-no-bloco-de-carnaval/ http://reconstruindoexu.blogspot.com/

REGULAMENTO PARA A DISPUTA DE SAMBA

Considerando o momento singular que passa a sociedade, agregado à possibilidade da realização, sob orientação da LIESA, de evento específico objetivando as escolhas dos sambas das escolas do Grupo Especial através de “Lives” o concurso de samba enredo do G.R.E.S Acadêmicos do Grande Rio para o próximo Carnaval será realizado em duas etapas.

A 1º etapa compreenderá o período de lançamento da sinopse, dia 09 de novembro de 2020, até a divulgação de 10 (dez) sambas classificados à segunda etapa, dia 07 de janeiro de 2021.

A 2º etapa está relacionada ao modelo de concurso a ser definido através de deliberação das escolas em plenária da LIESA.

Portanto, como o formato de disputa referente à 2º etapa está condicionado a evento pendente de regulamentação, os itens relacionados à mesma são considerados normas gerais. Tão logo o modelo seja definido, a direção do G.R.E.S. Acadêmicos do Grande Rio divulgará a complementação do presente Regulamento.

1º ETAPA

1 – Poderão se inscrever na disputa de samba enredo qualquer compositor. Ainda que esteja inscrito em competição de igual natureza em outra agremiação do Grupo Especial do Rio de Janeiro para o próximo Carnaval;

2 – O processo de “tira dúvidas” das parcerias com os carnavalescos ocorrerão nos seguintes dias:

· 12, 19 e 26 de novembro no BARRACÃO, das 15:00 às 18:00 horas

· 16, 23 e 30 de novembro na QUADRA, das 19:00 às 21:00 horas

2.1 – Pedidos fora desses dias apenas serão deferidos mediante disponibilidade e com agendamento prévio;

3 – Para efetivação da inscrição será necessário pagar, quando da entrega da obra, em 22 de dezembro de 2020, a taxa de inscrição no valor de R$100,00 (cem reais) por parceria, independentemente do número de compositores existente na mesma. Este não outorga ao compositor o direito de desfilar no próximo Carnaval na Ala dos Compositores. Pra tanto, o mesmo deverá cumprir os requisitos fixados pela presidência da Ala em consonância com a direção da escola;

4 – Cada obra deverá conter no máximo 05 (cinco) compositores, sendo vedada a “Participação Especial”;

5 – O samba deverá ser de composição inédita;

6 – O samba deverá ser inscrito no dia 22 de dezembro de 2020, das 20:00 às 23:00 horas, na quadra do G.R.E.S. Acadêmicos do Grande Rio;

7 – O número de cada parceria no concurso corresponderá à respectiva ordem de inscrição;

8 – No ato da inscrição cada parceria deverá fornecer: 50 (cinquenta) cópias da letra do samba no formato A4, 04 (quatro) pen drives com o áudio do samba no formato mp3, todos identificados com o nome dos compositores;

8.1 – A gravação referida no item anterior deverá ser realizada pelo Intérprete Oficial do G.R.E.S. Acadêmicos do Grande Rio – Evandro Malandro;

8.2 – Na gravação apenas será permita a participação de demais cantores exercendo a função de coro. Sendo vedada, mesmo nesta qualidade, a utilização de intérprete oficial de escola do Grupo Especial do Rio de Janeiro;

8.3 – A produção e direção da gravação será de responsabilidade da parceria;

8.4 – Caso a parceria realize gravação de clipe, o samba também deverá ser interpretado pelo Evandro Malandro. Ficando mantidas as mesmas exigências do item 8.2 quanto à participação de demais cantores;

8.5 – A marcação das datas de gravação ficará a cargo da parceria e do intérprete Evandro Malandro, sendo respeitada a ordem cronológica de demanda;

9 – As parcerias estão autorizadas a divulgar suas gravações livremente em suas redes sociais;

10 – Não haverá apresentação dos sambas na quadra na 1º etapa;

11 – A divulgação da relação dos 10 (dez) sambas classificados para a 2º etapa será no dia 07 de janeiro de 2021, através das redes sociais da escola;

12 – Fica reservado à direção estabelecer normas e critérios complementares à organização da 1º Etapa.

 

2º ETAPA

13 – Os sambas continuarão com seus números originais de inscrição conferidos na 1º etapa;

14 – A ordem de apresentação dos sambas será definida por sorteio a ser realizado pela Direção e divulgada nas redes sociais oficiais da escola;

15 – Nas apresentações, as parcerias terão a sua disposição até 04 (quatro) microfones e 04 (quatro) canais para cordas ou demais tipos de instrumentos;

16 – Não será permitida a apresentação no palco de pessoas trajando qualquer peça de roupa que caracterize outra agremiação, clubes esportivos, propaganda política ou partidária e marcas comerciais;

17 – As apresentações de palco dos sambas serão de responsabilidade de cada parceria. Competindo às mesmas a disponibilização de cantores e harmonia de cordas. Excetuando o “pedal” no palco que será de responsabilidade da direção;

18 – Não será permitida a apresentação de cantor que seja intérprete oficial de escola do Grupo Especial do Rio de Janeiro;

19 – É vedada a execução de alusivos;

20 – Cada parceria é responsável pelos atos praticados pelos membros de suas torcidas, ainda que em ambiente virtual. Ato impróprio, ofensivo ou desrespeitoso praticado por membro de torcida será a parceria passível de punição imposta pela direção;

21 – Em momento oportuno será detalhado em regulamento complementar a forma de disputa concernente à 2º etapa.

Após reunião plenária na Liesa, escolas avançam na realização dos desfiles do Carnaval 2021 entre maio e julho

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Os presidentes das escolas de samba do Grupo Especial estiveram reunidos na sede da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), na noite desta segunda-feira, e avançaram na realização dos desfiles do Carnaval 2021 entre os meses de maio e julho. Haverá reuniões em outras datas, ainda em 2020, entre os dirigentes para que o martelo seja batido. Enquanto isso é aguardada uma posição das autoridades sanitárias e do resultado da eficácia da vacina contra Covid-19, que pode ser iniciada em janeiro ou fevereiro.

jorge castanheira

Ao fim da plenária na Liesa, o presidente Jorge Castanheira revelou como foi o papo entre os dirigentes das escolas de samba do Grupo Especial.

“Estamos em reuniões constantes. Ainda não definimos data para os desfiles. Se for possível acontecer temos uma previsão que seja entre os meses de maio e julho de 2021. Um prazo máximo será 10 de julho. Queremos que tenha uma alternativa para os desfiles em 2021. É possível que seja em um período casado com São Paulo, caso a TV Globo tenha interesse em transmitir”, afirmou.

Sobre a realização das lives para escolhas dos sambas-enredo, Jorge Castanheira também revelou detalhes.

“As lives estão dependendo do projeto da Lei Aldir Blanc. A base de tudo é ter essa verba. Será R$ 120 mil para cada escola. Todas apresentaram seus projetos e terei uma reunião na secretaria de Cultura”.

Para que aconteçam os desfiles em julho de 2021 estão sendo costuradas parceiras com o governo estadual, que pode entrar com R$ 1,5 milhão para cada agremiação, via Lei do ICMS, um apoio financeiro que virá da Prefeitura do Rio, além do aporte da TV Globo, que deve transmitir o espetáculo, e, claro, da venda de ingressos para arquibancadas, frisas e camarotes do Sambódromo da Marquês de Sapucaí, tendo a viabilidade da vacina.