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    Série Barracões: Mostrando a força das mulheres, Mocidade Alegre homenageia as orixás femininas

    Por Gustavo Lima

    A reportagem do CARNAVALESCO visitou a quadra da Mocidade Alegre e entrevistou Edson Pereira, um dos profissionais que integra a comissão de carnaval da agremiação. A escola irá para a avenida com o enredo “O canto das Yabás”, uma homenagem às orixás femininas.

    “Quando eu cheguei na escola pra fazer o carnaval, me pediram para que eu fizesse um carnaval sobre as mulheres, e essa espinha dorsal eu encontrei pra falar não só da mulher negra, mas da mulher de uma forma geral, porque acredito que a mulher é a forma mais sublime da manifestação da vida, partindo do princípio que elas nos dão a vida. Falando de vida, de esperança, de atitude de mulher guerreira e orixá, não poderíamos deixar de falar de uma escola que é administrada por uma mulher guerreira e forte como a Solange é, como foi assim durante muito tempo pela irmã dela, que sonhou com esse enredo também. Então, eu acho que é o momento propício não só pra Mocidade, mas pelo momento que a gente está vivendo da valorização da mulher”.

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    O carnavalesco também revelou que o enredo é um projeto antigo da escola e resolveu acatar o tema.

    “Foi proposto pela escola e eu abracei a ideia. Não acredito em enredo ruim, acredito que pode ser uma condução errada, mas a gente está apostando muito nesse tema, porque eu tenho certeza que não vai ser só mais um enredo, vai nos ensinar muito e nos trazer muita coisa pra gente refletir e acredito que será um grande carnaval da Mocidade”.

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    Como não foi um enredo de ideia do carnavalesco, talvez a pesquisa para desenvolver os itens do desfile seja mais árdua, ainda mais pelo fato de Edson Pereira ocupar o cargo de carnavalesco oficial da Unidos de Vila Isabel, no Rio de Janeiro, e ter que se dividir entre as duas escolas. Porém a agremiação conta com uma comissão de carnaval, o que não sobrecarrega muito e facilita todo esse processo.

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    “A pesquisa é algo que a gente faz em primeiro plano, quando nós definimos o enredo. Nesse momento já está bem encaminhado, e nós fomos buscar subsídios para trazer boas imagens e mexer com a emoção do carnaval da Mocidade, porque eu acho que carnaval tem esse comprometimento com a interação da nossa cultura. Não tem que ser só bonito, ele deve passar uma mensagem, e é essa mensagem que nós estamos em busca”.

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    Para unir a visão dos jurados, público e telespectadores, não é uma tarefa fácil, mas Edson declara que para esse “problema” ser sanado, busca sempre o melhor, mesmo sabendo que não irá agradar a todos.

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    “A gente nunca vai conseguir agradar deuses e troianos, e o que é a gente faz é sempre tentar elaborar o melhor, mas o mais importante é fazer um trabalho com verdade e sentimento, e dessa forma você consegue atingir o máximo do seu trabalho. Tudo bem que o carnaval é direcionado hoje para uma disputa, onde existe o julgamento dos jurados, mas eu acho que quando a gente faz com verdade e emoção, trazendo o melhor pra nossa cultura, que fez chegar como o maior espetáculo da terra, e eu falo não só do Rio de Janeiro, mas de todo o Brasil, a gente consegue fazer o melhor se fizer com verdade”.

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    A Mocidade Alegre sempre quando escolhe temas com religiões afros, desenvolve bons desfiles, vide 2016, que conseguiu a 3ª colocação, e 2012, que se sagrou campeã com o enredo “Ojuobá”, uma homenagem à Jorge Amado, considerado por muitos o maior enredo e melhor desfile da história da agremiação. Tal fato, consequentemente gera uma pressão para o desenvolvimento desse desfile, mas Edson Pereira encara isso com tranquilidade.

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    “Eu não sinto pressão, porque eu sou um trabalhador do carnaval, quem conhece a minha história no carnaval, sabe que eu enfrento desafios e eu acho que esse é um desafio que eu me propus. Fazer o carnaval da Mocidade pra mim, hoje, não é só uma experiência profissional, é também uma experiência que eu vou agregar valores na minha vida profissional e muito mais. Então não é só um desafio, é muito mais do que isso, é um aprendizado”.

    Trabalho da presidente Solange vem sendo fundamental para o desfile de 2020

    Edson também comentou sobre o andamento do barracão, disse estar praticamente tudo pronto e destacou o ótimo trabalho feito pela presidente Solange Bichara, de sempre estar presente para que tudo aconteça.

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    “A gente está trabalhando desde muito cedo e nosso carnaval eu posso dizer que está 90% pronto e os últimos 10% vão ser feitos nas últimas semanas. É um trabalho satisfatório, a Solange é uma guerreira, é uma pessoa que não se cansa, que está ali constantemente fazendo que as coisas aconteçam, porque o carnaval não é feito por uma pessoa só. A gente é um cérebro, uma pessoa só e dirigimos tudo isso, mas depende de uma série de questões para que tudo isso aconteça e seja eficaz, e a Solange é uma peça fundamental nisso tudo, por isso a mulher de frente, presente nesse projeto, e que talvez seja a mulher mais presente nesse enredo. Hoje o barracão da Mocidade é pleno, tranquilo, temos nossos prazos todos em dia e o cronograma está encaixando tudo de forma correta. Então eu acho que vai ser tudo dentro do que a gente espera”.

    Conheça o desfile:

    SETOR 1 – CLAMOR A OLORUM
    “A gente vem com a proposta de que a mulher foi escolhida pra salvar o mundo, de todo esse caos que nós vivemos, não só o caos de destruição à natureza, mas também a autodestruição do homem. Então, as yabás pedem a Olorum para que ele permita que
    elas influenciem a humanidade, e elas criam a primeira Yaô, que é designada pra salvar o mundo e transformá-lo em uma nova morada, então a gente entra na avenida com esse clamor a Olorum, que será um abre-alas bem grande, estaremos com mais ou menos 45 metros por 15 de altura, com muito movimento”.

    SETOR 2 – IEMANJÁ
    Na segunda alegoria a gente fala da mãe de todas, que é Iemanjá. O mundo submarino, submerso de Iemanjá, que é a mãe de todas as cabeças, a mãe maior, que vai pedir a Olorum pra que conceda a permissão pra salvar o novo mundo.

    SETOR 3 – O SABER DE NANÃ
    Na terceira alegoria a gente traz o conhecimento e a sabedoria de Nanã, que é a renovação. Quando as pessoas falam que Nanã seria a morte no estigmatismo africano, a morte nada mais é do que a renovação, conhecimento e sabedoria.

    SETOR 4 – A IMPORTÂNCIA DAS YABÁS
    “Na penúltima alegoria eu trago o que seria a junção de todos esses elementos que são representados por essas mulheres, ou seja, Iansã, Oxum e todas as yabás vão estar representadas nesta grande mandala que permite o movimento do universo e que faz o mundo girar”.

    SETOR 5 – A NOVA MORADA DO SAMBA
    “E a gente fecha com o clamor da nova morada, quando essa menina se transforma em uma grande mulher, que salva o universo e transforma em uma grande morada, que também é a nossa Morada do Samba”.

    Consulado da Portela de São Paulo lança livro infantil sobre história da escola de samba carioca

    Uma galerinha muito animada chega à Academia do Samba Natalino José do Nascimento, sede de uma das maiores instituições de cultura popular do país, a escola de samba Portela. Maravilhados e curiosos para saber mais sobre aquele ambiente mágico, a turma se encontra com Mestre Monarco que faz um passeio cheio de sabores e história enquanto responde todas as dúvidas.

    Capa livro Vamos Falar da Portela

    Esse é o mote de Vamos Falar da Portela, um livro dirigido ao público infantil que será lançado no dia 8 de fevereiro na Biblioteca do Parque Villa-Lobos, zona oeste de São Paulo, a partir de 15h. Escrito por Paulo Toledo e Carlos Tatta, o projeto é um sonho antigo do Consulado da Portela de São Paulo que agora está se tornando real.

    “Graças ao apoio das pessoas conseguimos realizar mais esse projeto. O livro foi feito de forma totalmente colaborativa e será distribuído de forma gratuita às crianças por onde o Consulado passar”, informa Toledo, que é presidente do Consulado da Portela na capital paulista.

    O Consulado é uma representação da escola de samba carioca para atuar como difusor da cultura do samba em geral e da história da azul e branco de Madureira bem como de seu repertório musical, que figura entre as obras mais relevantes do samba com nomes como Paulo da Portela, Zé Keti, Candeia, Monarco, Casquinha e Paulinho da Viola.

    Segundo o autor Carlos Tatta, é uma honra participar de um projeto tão importante. “O Consulado da Portela mostra nessa obra que a escola de Oswaldo Cruz precisa ser conhecida por todos, independentemente da idade”, afirma.

    Primeira representação da Portela a ser formada, em 2015, o Consulado em São Paulo, tem investido nos últimos anos em ações educativas para disseminar o repertório dos grandes baluartes da escola, em projetos como o Geração Portela, que dá aula de percussão e samba a jovens de Paraisópolis, e o Portela Em Canto, uma parceria com a Estação Casa Amarela de Caçapava, no Vale do Paraíba.

    “Nosso objetivo é mostrar a relevante produção cultural e musical da Portela de todas as formas possíveis”, justifica Paulo Toledo. “Para isso, mostrar nossa história para as novas gerações é fundamental”, resume.

    No dia do lançamento, que será realizado no espaço cedido pela SP Leituras, dentro do Parque Villa-Lobos, haverá uma exibição dos jovens do Geração Portela e tarde de autógrafos pelos autores.

    LANÇAMENTO DO LIVRO VAMOS FALAR DA PORTELA

    Serviço

    Tarde de autógrafos e apresentação musical do projeto Geração Portela

    Quando: 8 de fevereiro , das 15h às 18h
    Onde: Biblioteca Parque Villa-Lobos

    Endereço: Av. Queiroz Filho, 1205, Alto de Pinheiros (Parque Villa-Lobos)

    Unidos da Tijuca realiza penúltimo ensaio de rua nesta quinta

    Se aproximando da reta final de preparação para o dia do desfile oficial, que acontecerá no dia 22 de fevereiro na Marquês de Sapucaí, a Unidos da Tijuca realizará nesta quinta-feira seu penúltimo ensaio de rua para o Carnaval 2020.

    Carro de Som 1

    A concentração para o início do ensaio acontece a partir das 20 horas na quadra da agremiação, localizada na Avenida Francisco Bicalho nº 47 – Leopoldina. A partir das 21h a escola toma a rua Via D, situada atrás da quadra, para realizar o seu treino que terá a presença da rainha de bateria Lexa.

    Neste carnaval a azul e amarelo apresentará o enredo “Onde Moram Os Sonhos” que vai passar a temática arquitetura e urbanismo. O desenvolvimento é do carnavalesco Paulo Barros.

    São Pedro dá trégua e Império da Tijuca faz ensaio de bateria no Sambódromo dando show de ritmo

    Por Victor Amancio

    Após dois dias seguidos de muita chuva na cidade, a Sinfonia Imperial realizou seu ensaio nesta terça-feira no Setor 11. Mestre Jordan e sua bateria se apresentaram na Sapucaí mantendo o ritmo e a cadência durante o ensaio. A realização das bossas e as convenções foram executadas sem erros perceptíveis, demonstrando que a bateria tem grande potencial para garantir a nota máxima no desfile. Em comunhão com o carro de som, liderado por Daniel Silva, pode-se ver uma sintonia entre os dois segmentos, o que enriquece a harmonia da escola.

    “Graças a deus tudo correu bem, fizemos um bom ensaio a sinfonia está num bom caminho e se tudo der certo na avenida vamos conquistar a nota máxima para escola. Hoje, São Pedro cooperou para realizarmos esse ensaio sem chuva pois domingo nosso ensaio foi debaixo de muita chuva. É muito bom ensaiar no palco onde vamos desfilar, temos o contingente bem melhor e podemos treinar a dinâmica do desfile”, finalizou o mestre Jordan.

    Veja fotos abaixo:

    Série Barracões: Clássica e moderna ao mesmo tempo, Viradouro exalta primeiras feministas do Brasil

    Por Gabriella Souza

    A Viradouro vem desde 2018 em uma ascensão impressionante quando em sua retomada ao Especial conquistou o vice-campeonato de 2019. Na busca do título em 2020 a vermelho e branco representará a cultura, história de vida e trabalho das ganhadeiras de Itapuã, que como contam os carnavalescos Tarcísio Zanon e Marcus Ferreira, são reconhecidas como as primeiras feministas do Brasil.

    “As ganhadeiras se autodenominam como as primeiras feministas do Brasil, porque no período do século XVIII ao XIX elas enriqueceram muito e conseguiram dominar o comércio entre Itapuã e Salvador. Essas mulheres andavam 50 km por dia na areia para vender os seus produtos e conseguir o pecúlio, que era a forma de ganho que se tinha na época, e para assim conquistar sua alforria, de suas parceiras e familiares. Elas conseguiram alforriar muitas pessoas e a ponto de, no período, o governo começar a se preocupar com esses ganhos expressivos. Com isso, foi feita a poupança da Caixa Econômica Federal justamente por conta delas, para que se pudesse controlar as finanças dessas mulheres”, conta Zanon.

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    Para ditar o ritmo de seus árduos trabalhos, as ganhadeiras e lavadeiras entoam cantos que carregam como cultura particular desde de suas ancestrais, que o cantavam à beira da Lagoa do Abaeté. Músicas essas que são de domínio público e que em 2015 vieram a se materializar em um CD denominado “As Ganhadeiras de Itapuã” que solidificaram o trabalho deste grupo cultural de mulheres, já formado há 15 anos.

    Marcus Ferreira conta como surgiu a ideia de trazer as ganhadeiras como enredo e como foi a recepção da proposta pela presidência e diretoria da escola.

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    “Esse enredo surgiu para nós em 2015 quando a ganhadeiras fizeram um circuito em homenagem à Chica da Silva, era um espetáculo chamado “Toda mulher é Chica da Silva”, que a Zezé Motta também participou. Criamos uma amizade com ela, que nos presenteou com este CD. A partir disso, nós passamos a escutar e acompanhar tudo o que saía delas. E durante esses cinco anos, fomos amadurecendo essa ideia de trazer as ganhadeiras como enredo por carregar uma grande força cultural. Quando chegamos na Viradouro, o apresentamos junto com mais três propostas e a presidência de cara escolheu esse”, declara.

    Estilo próprio e referenciais estéticos dos carnavalescos

    A Viradouro tem um histórico de enredos sobre mulheres, já foram Tereza de Benguela, Dercy Gonçalves e Bibi Ferreira. Segundo Marcus, é uma escola que tem uma alma feminina, que eles procuraram achar e resgatar. Destaca que com o enredo, tentam traduzir essa delicadeza e ao mesmo tempo adicionar o arrojo da juventude, que é necessário nesse momento de mudanças para o carnaval.

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    “A gente quis primar por um enredo que fosse inédito, algo que sempre procuramos em nossos trabalhos, o carnaval necessita de temas diversos e que as pessoas desconheçam. É uma das nossas marcas, sempre querendo trazer uma história nova para o carnaval, uma página desconhecida. Como fez muito bem na década de 70, o carnaval trouxe à tona Chica da Silva, Zumbi dos Palmares, por exemplo. E que hoje fazem parte dos nossa biblioteca nacional, o carnaval tem que ter essa contribuição”, enfatiza Marcus.

    Zanon explica que o estilo deles é de sempre tentar aliar o moderno com o clássico, onde eles possuem um olhar carinhoso com a história do carnaval e com os ensinamentos de seus mestres, daqueles que construíram a identidade artística carnavalesca.

    “É claro que quando as pessoas observarem o nosso carnaval na Viradouro elas vão ver características e traços da identidade histórica da festa. Mas também não podemos esquecer das características da escola, que também devemos nos adequar”, ressalta.

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    A dupla de carnavalescos formada pela Viradouro já possui uma larga trajetória na Série A com passagens por diversas escolas e com a conquista de títulos. Zanon estava anteriormente na Estácio de Sá, já há seis anos e Marcus no Império da Tijuca. A responsabilidade deles é grande, em defender um pavilhão onde já estiveram figuras como Joãozinho Trinta, marco do carnaval, e também do renomado Paulo Barros. Marcus destaca o peso deste posto e comenta desta responsabilidade.

    “A Viradouro é uma das grandes escolas do carnaval carioca e a nossa responsabilidade é fazer o melhor, já viemos com a nossa maturidade da Série A e estamos muito conscientes de tudo. E sempre sonhamos em alcançar esse objetivo, de chegar no Especial e de estar em uma escola que é muito estruturada e organizada, que dá uma tranquilidade para qualquer artista”.

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    A geração nova de carnavalescos que vem despontando no carnaval possuem a marca de propor e realizar carnavais com temas mais contemporâneos, muito devido ao suporte da internet. Zanon fala que quando o enredo foi revelado eles tiveram uma resposta muito boa do público.

    “Recebemos mesmo muitos elogios e aplausos por estarmos trazendo um enredo cultural e social, uma página da história brasileira que poucas pessoas conheciam e que é tão importante para todos nós, creio que conseguimos agradar 98% do público”, conta.

    Dificuldades de verbas para o carnaval de 2020

    Em meio a dificuldades na disponibilização de verbas para a viabilização do carnaval de 2020, Zanon ressalta a situação em que se encontra a preparação da Viradouro.

    “A Viradouro nesse sentido tem um certo privilégio por ser uma escola de Niterói e termos um aporte financeiro de lá. Mas isso não é o suficiente para se construir um grande carnaval, temos uma organização estrutural muito boa, a diretoria e presidência possuem um pensamento de gestão empresarial que faz com que o carnaval comece muito cedo. Com isso, podemos planejar o nosso cronograma de uma forma muito tranquila e conseguir fazer tudo com um custo muito menor”.

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    Ele ressalta também que o foco das confecções será na parte mais artesanal, visto ser um enredo regional. A parte artesanal será realmente o foco da escola, como forma de retomar, homenagear e representar as confecções das ganhadeiras artesãs.

    “Nós temos um estoquista que já é da escola há muito tempo e que possui guardado materiais até da época do Joãosinho Trinta. Conseguimos reciclar esses materiais e com isso trazer mais mão de obra para o nosso trabalho, empregando mais pessoas, que é um papel muito bacana. Será um enredo extremamente artesanal, se você me perguntar se o carnaval da Viradouro é caro eu te digo que não em material e sim em mão de obra”, explicou Zanon.

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    Carnavalescos falam da mensagem principal que o enredo pretende passar

    Zanon ressalta que a “nossa grande responsabilidade é trazer dentro desse enredo sócio-cultural a mensagem dessas mulheres, da força e da garra delas que lutaram muito e continuam lutando por liberdade, espaço e oportunidade, que representam todas as mulheres brasileiras. No fundo, nosso enredo é uma grande homenagem a todas as mulheres, o que elas sempre dizem, “no fundo toda mulher é ganhadeira” e é o que a gente acredita de verdade, é o que nós queremos passar para a Avenida. E como grandes lavadeiras que são, poder lavar a alma do brasileiro, do carioca e dos sambistas”.

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    Marcus diz que o tom do desfile é social mas que o ‘Viradouro de alma lavada’ é um enredo de uma escola que nunca se enxergou partidária.

    “O repertório delas em nenhum momento fala de escravidão e de dor, fala sim de bravura e de enfrentamento, de luta pela vida. E até independente da Viradouro, a gente nunca vai querer levantar bandeira, claro que a gente só vai levantar bandeira do geral e é o que a gente está fazendo. Estamos falando da mulher, da força das primeiras heroínas brasileiras, uma linguagem motivacional. Durante todo o processo de construção do carnaval a gente se encontrou chorando, se arrepiando com essas histórias de superação. A gente não quer tocar nosso carnaval de uma forma partidária, mas um carnaval que luta pelas classes populares do país, através da história delas”.

    Entenda o desfile:

    A Viradouro virá com 6 alegorias, sendo o abre-alas acoplado e com 4 tripés, o limite máximo permitido. Algo que é um grande desafio, visto ser um carnaval grandioso e com uma volumetria, mas Zanon afirma que as equipes estão muito bem preparadas e seguras do que estão produzindo.

    O que se viu no Barracão da Viradouro foi uma extrema organização, limpeza e mesmo uma qualidade do espaço. Embora ainda estivesse com alguns carros em confecção, os que estavam sendo finalizados mostraram uma qualidade de pintura e estética. Destaque para delicadeza dos detalhes nas alegorias.

    Setor 1: A Viradouro abre seu desfile contando sobre a lavagem e a pesca, as primeiras formas de ganho, o primeiro contato delas com a água . Representarão o grande “prelúdio das águas”, que é uma de suas músicas.

    “Resolvemos dar uma sutileza e sensibilidade maior para esse setor porque é a abertura da escola e justamente porque essas mulheres acordavam muito cedo para ir lavar. E se tem toda uma mística envolvendo isso, porque enquanto elas lavavam, também cantavam sob o nascer do Sol. Segundo os relatos delas, ouviam a voz da sereia cantar e a partir daí elas replicavam as músicas dessas sereias, com isso elas começaram a compor esses cantos entoados à beira da lagoa”, conta Zanon.

    Setor 2: O ‘fuá da mercação’ contará a história de como começou esse ganho. ‘Fuá’ é um termo que elas utilizam para designar ‘bagunça da mercação’ e remete ao ato delas de pegar produtos da natureza, principalmente caranguejos, cocos, frutas, para poder fazer o comércio de rua, que serão representadas pelas baianas da escola. Junto disso também será representada a bica de Itapuã, local onde essas mulheres se encontravam para poder confabular as alforrias, onde também elas pegam a água para poder vender.

    “Mostramos aqui as primeiras formas de ganho das quituterias, que são essas figuras baianas tão conhecidas, as que fazem o acarajé, o quindim, o vatapá. Elas são as primeiras ganhadeiras que vem na representação da ala de baianas. Após isso, chegamos na bica de Itapuã, nesse período do século XVIII não se tinha água encanada, então existia esse ponto de encontro. E a gente termina esse setor com as vendedoras de água, conhecidas como as aguadeiras”, explica Zanon.

    Setor 3: Será o último momento do ganho, onde as ganhadeiras recebem uma nova denominação, que são as ganhadeiras ‘caxinheiras’, quando a manufaturas passam a fazer parte da venda dessas mulheres. Onde iniciam a venda do artesanato de retalhos, de aviamentos, muito do que os senhores tinham em casa e a negritude e os povoados de Itapuã não podiam ter em seus cotidianos.

    “A gente fecha o setor falando da principal manufatura que o negro trouxe da África para Salvador, que é a arte do metal, a metalurgia. As mulheres alforriadas criam as ‘joias de crioulas’ para poder mostrar a sua autoridade e liberdade, o seu empoderamento frente a sociedade, que eram feitas pelas descendentes de africanas já alforriadas. Os balangandãs e toda aquela arte de pulseiras que a gente conhece, como os colares da Bahia”, conta Marcus.

    Setor 4: Será quando as ganhadeiras conquistam a liberdade nas ruas de um bairro de Itapuã, e, com isso passam a fazer parte das grandes entidades culturais e rítmicas do bairro. A primeira manifestação cultural é o ‘rancho das flores, um local onde se tinham raízes negras, indígenas, cafuzas, o terno de reis que persiste até o hoje, e a primeira folia de reis de Itapuã que vem com a figura dos palhaços.

    “Falaremos aqui dos afoxés que é um ritmo muito disseminado na Bahia e principalmente em Itapuã, o ‘Malê Dêbalê’ que influenciou culturalmente muito o repertório musical das ganhadeiras e o ‘Oyá Odê” que é um afoxé que fazia menção as entidades do candomblé. Falamos também das cheganças marítimas que é uma procissão de marujos, uma espécie de marujada em que eles encenavam à beira-mar de Itapuã. Fechamos esse setor com o quarto carro que faz menção a contribuição desses grupos para a formação do sambas das ganhadeiras de Itapuã, que elas denominaram como ‘samba de mar aberto, já que a praia de Itapuã é a primeira em que se tem a total ligação com o Oceano Atlântico. Esse carro faz menção a imagem que temos das ganhadeiras no carnaval de Itapuã, o carnaval de orla, abaixo do farol de Itapuã, que também é vermelho e branco. Ou seja, a cultura delas sendo a síntese de tudo o que elas tiveram como contribuição cultural do bairro, de Salvador e do Nordeste também, com as cirandas, o samba batido na palma da mão, o pé na areia, os grupos de afoxés e os sambas de roda”, afirma Marcus.

    Setor 5: É um setor religioso de representação das festas religiosas e como um espaço de agradecimento delas, que elas são muito gratas por tudo o que conquistaram: “A maioria delas é católicas e parte são candomblecistas. Mas elas são anti-sincréticas e não gostam de utilizar palavras do sincretismo, que para elas só as afasta. No entanto, todas participam de ambas festividades, quando se faz um balaio pra Oxum, as católicas participam e quando se faz a lavagem da igreja de Nossa Senhora da Conceição, todas as candomblecistas comparecem, é uma relação muito respeitosa. Nesse setor passamos por todas essas festas, o bando anunciador que especificamente em Itapuã passa para anunciar as festas religiosas; a missa de São Tomé que elas são devotas; a Missa do Anzol de São Pedro que é o santo pescador; um mar de flores para Iemanjá, porque a primeira forma de economia dessas ganhadeiras foi a extração do óleo da baleia e hoje isso é proibido, então elas participam de um bloco chamado de “a festa da baleia” onde um artista de Itapuã constrói uma grande baleia para ofertar à Iemanjá como se fosse uma oferenda, devolvendo para o mar tudo aquilo que elas retiraram no passado. Termina o setor com a lavagem da escadaria Nossa Senhora da Conceição, onde teremos uma grande surpresar nesse carro”, destaca Zanon.

    Setor 6: Consagram, por fim, outros grupos de mulheres que assim como as ganhadeiras, possuem suas identidades locais e culturais com a musicalidade em seus trabalhos: “Abrimos aqui uma grande ciranda para que essas mulheres, junto com as ganhadeiras, possam celebrar a força da mulher brasileira. Citamos aqui as destiladeiras de fumo; as quebradeiras de coco babaçu do Maranhão; as farinhadas de Barrocas; as cantadeiras do sisal, que são dois grupos baianos; as lavadeiras de almenara que assim como elas lavam e mantém até hoje o sustento de suas famílias. Encerramos o desfile da Viradouro trazendo as ganhadeiras de Itapuã como esse símbolo de empoderamento feminino e visão para o futuro, de mulheres que hoje remontam a sua história na afirmação da identidade da mulher brasileira”, finaliza Marcus.

    Império da Tijuca vende últimas fantasias das alas comerciais

    Faltando poucos dias para o desfile, o folião interessado em desfilar na Império da Tijuca precisa se apressar. A escola vende as últimas unidades das fantasias das alas comerciais para o desfile que ocorrerá no sábado de carnaval pela Série A da folia carioca.

    A agremiação possui apenas cerca de 20% do total de contingente do desfile. A compra deverá ser feita através de telefone. Os contatos estão disponíveis em no whatsaap 21 97153-9179 e no site www.imperiodatijuca.com.br.

    A escola será a sétima e última a pisar na Marquês de Sapucaí, dia 22 de fevereiro com o enredo “Quimeras de um eterno aprendiz” do carnavalesco Guilherme Estevão pela Série A.

    Veja as fotos e informações de cada figurino.

    Ala 04 – Carteiro-Poeta

    Ala 05 – Arqueologia das Ruas

    Ala 06 – A Corte Retirante e o Acervo Real

    Ala 07 – As Academias e a Imprensa Régia

    Ala 08 – Missão Artística e os Retratos da Colônia

    Ala 09 – Otelo, O Mouro, e a Quimera da Vingança

    Ala 10 – Dom Quixote e a Quimera da Loucura

    Ala 18 – O intrépido Santo Guerreiro

    Ala 19 – Suprema Jinga – Senhora do Trono Brazngola

    Responsável: Barracão/Cristina Teles

    Telefone: 21 97153-9179 (whatsaap)

     

    Série Barracões: Império Serrano promete resgatar identidade em 2020 com a força das mulheres

    Por Diogo Sampaio

    No carnaval de 2020, o Império Serrano retorna a Série A, após dois anos consecutivos no Grupo Especial, e quer se reencontrar com sua identidade. Ao homenagear as mulheres empoderadas, que marcaram a história e mudaram os rumos de gerações, o menino de 47 reverenciará logo em sua abertura alguns nomes importantes de sua trajetória, como Dona Ivone Lara, Tia Eulália e Jovelina Pérola Negra. De acordo com o carnavalesco Júnior Pernambucano, o objetivo é arrebatar o coração do imperiano.

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    “Aposto muito no início da escola, porque eu quero resgatar o Império antigo. O Império Serrano é uma escola mega tradicional, que tem pessoas diariamente cultivando essa tradição. A minha ideia é trazer um Império que se enxergue, logo na entrada, que é aquele Império que todos gostam de ver: forte e bonito”, declarou o artista.

    O site CARNAVALESCO visitou o barracão do Império Serrano e conversou com Júnior sobre o enredo “Lugar de mulher é onde ela quiser!”. Para a reportagem, ele contou que a ideia de falar sobre as mulheres empoderadas já existia antes de seu acerto com a escola e ele apenas adaptou a proposta para o perfil da verde e branco da Serrinha.

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    “Eu vim acompanhando ultimamente esse movimento das mulheres empoderadas e surgiu essa vontade. Só que a princípio, a minha ideia era falar sobre o empoderamento feminino sem foco nenhum na escola, mas como o Império Serrano tem várias mulheres que fizeram e que fazem ainda história dentro da própria agremiação, houve essa necessidade de incluir. Então, foi uma junção perfeita: a gente fala do empoderamento feminino, que é um tema muito atual, e ao mesmo tempo faz essa grande homenagem a várias mulheres imperianas que foram empoderadas em seus cargos e nas suas participações dentro da agremiação”, explicou.

    Sobre como foram feitas as escolhas de quais seriam as empoderadas mencionadas dentro do desfile, Júnior comentou: “Com a pesquisa e desenvolvimento da sinopse, a gente começa a descobrir um pouco mais de cada personagem. Alguns são muito ricos e esquecidos dentro da história como, por exemplo, Margarida Maria Alves. A gente traz essas figuras marcantes, que não são conhecidas, e fazemos essa grande homenagem. Então é muito legal encontrar esses personagens e formar esse grupo de mulheres empoderadas”.

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    Para conduzir o enredo, a personagem escolhida foi outra figura lendária do Império: Tia Maria do Jongo. A baluarte faleceu em maio do ano passado, aos 98 anos, e era considerada a maior referência do Jongo da Serrinha.

    “A ideia de homenagear a Tia Maria do Jongo veio antes do falecimento. A gente já pensava nisso, de ter a figura dela como um fio condutor do enredo. Ela iria desfilar e tudo mais, mas infelizmente não deu tempo”, lamentou. “Brinco aqui no barracão que é a única viva que tem é a presidente Vera (Lúcia, do Império Serrano). Ela é homenageada dentro das mulheres empoderadas do Império, mas também são reverenciadas a Neide Coimbra, que foi uma presidente muito forte e muito marcante; a Tia Eulália; a Olegária, que foi uma destaque que marcou muito dentro da agremiação; além é claro de Jovelina Pérola Negra, Dona Ivone Lara e por aí vai”, completou em seguida.

    Falta de verba, crise no Império e boatos de atraso

    Neste ano, as escolas da Série A, assim como as agremiações do Grupo Especial, foram surpreendidas com o corte completo no repasse de verba oriunda da Prefeitura do Rio de Janeiro. A ausência desse dinheiro só agravou a crise que a festa atravessa nos últimos tempos. Para a reportagem do site CARNAVALESCO, Júnior Pernambucano falou sobre os desafios de se construir um carnaval nessas circunstâncias:

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    “Em uma fase dessas, um momento difícil para o carnaval, que todas as escolas, de todos os grupos, passam por dificuldades, a gente tem que ter toda uma preocupação e cuidado para que saia tudo bem feito e desenvolvido. É um leão a cada dia. É até difícil de falar como a gente consegue. É mágica. Vai se construindo, vai se montando, usando o que têm e pensando a melhor maneira para que o resultado saia o mais perfeitamente. Tudo isso com o tempo curto, sem dinheiro, tendo de controlar toda a ideia e a formação, para não mudar o projeto, e tentar conseguir colocar o máximo possível”, desabafou Júnior.

    Uma solução encontrada por muitos carnavalescos diante a falta de verba foi o reaproveitamento de estruturas, materiais e até esculturas de desfiles anteriores. Porém, de acordo com Júnior, no caso do seu trabalho no Império Serrano isso não foi plenamente possível.

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    “Eu gostaria muito de ter aproveitado a estrutura que veio do desfile passado. Infelizmente, o projeto que foi feito pela escola no último carnaval dificultou um pouco desenvolver esse. Tem alegorias que a gente só salvou a base do carro e está reconstruindo”, revelou.

    E se não bastasse os problemas financeiros e estruturais compartilhados com boa parte das agremiações do grupo, o Império Serrano enfrentou algumas situações que tumultuaram os preparativos para o carnaval 2020. Um deles foi o princípio de incêndio no seu barracão, em novembro do ano passado, que não deixou nenhum ferido e nem danos materiais relevantes.

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    O artista também fez questão de desmentir, quando questionado durante a entrevista, os rumores que circulam acerca de seu barracão: “O trabalho aqui está andando. Desde setembro para outubro, a gente está trabalhando diariamente. A dificuldade que está sendo aqui, esta sendo para todo mundo. Estamos desenvolvendo todo o carnaval, as alas estão sendo confeccionadas, os seguimentos estão bem encaminhados… Então, esses boatos que estão correndo de que está tudo parado não procedem. O que está faltando é dinheiro para concluir. Mas está saindo”.

    Entenda o desfile

    O Reizinho de Madureira terá a missão, em 2020, de encerrar a primeira noite de desfiles da Série A, sendo a última escola a se apresentar na sexta-feira de carnaval. O Império irá para Avenida com 26 alas, três alegorias (com o abre-alas acoplado) e um tripé. Ao todo, contará com uma média de 1600 componentes.

    E mesmo com as mudanças no regulamento do grupo, a verde e branco da Serrinha contará a história do enredo “Lugar de mulher é onde ela quiser!” através de quatro setores. O carnavalesco Júnior Pernambucano explicou como funcionará esta divisão:

    Setor 1: “No início da escola a gente traz uma homenagem ao empoderamento feminino dentro do Império Serrano, onde brinco e faço de forma poética um jardim imperial, no qual desabrocham essas mulheres”.

    Setor 2: “A partir de uma narração da Tia Maria do Jongo, a gente invade a história do Brasil e começa a falar desde as primeiras mulheres empoderadas, que na verdade não tinham noção da sua força”.

    Setor 3: “Já no terceiro setor, trago a mulher empoderada que já tem uma noção, um estudo, uma base. Uma mulher que já sabe o que ela quer, que luta por um Brasil diferente. É uma mulher mais consciente, que tem uma formação maior do que as primárias, não que o peso delas tenha sido mais forte, mas elas tem mais visão do empoderamento”.

    Setor 4: “O último setor é o empoderamento em todas as áreas: no esporte, na dança, no cinema, na televisão. Traz a mulher brasileira que é do lar, que sai em busca de seu reconhecimento profissional, pessoal… Então, isso é a mulher empoderada. A gente não só fala da mulher, por isso que houve uma seleção. Nem todas são homenageadas nesse desfile”.

    Vídeos e fotos: União da Ilha na Cidade do Samba

    Beija-Flor atende a pedidos de sua comunidade e antecipa entrega de fantasias para o carnaval

    A Beija-Flor de Nilópolis começou a entregar nesta segunda-feira as fantasias de sua comunidade. A destinação dos figurinos terá continuidade ao longo dos próximos dias — com datas já confirmadas na quarta-feira (5 de fevereiro) e no final de semana.

    O diretor de carnaval Dudu Azevedo, em seu primeiro ano de gestão na azul e branco, explica que descobriu no dia a dia de seu trabalho na agremiação a existência de uma demanda antiga pela antecipação das roupas. Para garantir que isso siga acontecendo nesta temporada, a Beija-Flor alugou até um galpão em Nilópolis, município em que está sediada, aproximando a comunidade do ponto de retirada do material. O espaço foi utilizado nesta segunda e será aberto novamente para entregas no fim de semana. Na quarta, a entrega ocorre no barracão da Cidade do Samba, na Zona Portuária do Rio.

    Beija Flor de Nilópolis Divulgação 1

    “A comunidade da Beija-Flor, muito aguerrida, sempre quis mais tempo para se preparar e conseguir chegar na concentração da Sapucaí com mais tranquilidade. Com a fantasia em mãos, é possível curtir sem preocupações o frio na barriga que antecede a nossa entrada na Avenida e ainda focar completamente na apresentação da escola, longe de eventuais problemas trazidos por uma roupa entregue em cima da hora”, comenta Azevedo.

    Enquanto a comunidade começa a ter em mãos suas fantasias, a Beija-Flor também atende a outra demanda dos mais apaixonados pelo seu pavilhão. A escola está com vendas abertas para suas alas comerciais, criadas para suprir os pedidos de torcedores que têm o sonho de viver a experiência de cair na folia com a Deusa da Passarela e não podem cumprir integralmente com a agenda de ensaios. Os modelos já foram disponibilizados no site e nas redes sociais da escola, assim como as informações de contatos dos responsáveis por cada ala.

    Vale ressaltar que as fantasias comerciais estão à venda em: https://beija-flor.com.br/venda-de-fantasias