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Artista completo! Leandro Vieira apresenta programa na Band sobre o carnaval

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“Sambe em casa, nada de muvuca” é o mote da campanha da Casa Verão do Samba, programa que vai homenagear o carnaval carioca. Apresentado pelo carnavalesco Leandro Vieira, que também é responsável pela direção artística ao lado de Bruno de Paula, a atração vai ao ar na semana que seria o Carnaval, entre 15 e 19 de fevereiro, na Band Rio, às 13h30, e no canal da TV no YouTube.

“Se o espaço possível para levarmos a pauta do carnaval em tempos de pandemia são as encruzilhadas virtuais, é lá que vou colocar minhas trincheiras. Pensar como o carnaval de rua e de avenida pode entrar na casa das pessoas para que o espírito da folia siga é um presente para os foliões privados da festa, sem deixar de ser também, um presente pra mim que estarei de alguma forma junto da música carnavalesca que tanto me faz falta agora”, disse Leandro ao site CARNAVALESCO.

leandro band

Entre os artistas confirmados estão Xande de Pilares, Bira Presidente, Moacyr Luz, Neguinho da Beija-Flor, Pedro Luis, Marina Íris e o Cordão do Boitatá. Os convidados irão lembrar de sambas que marcaram a história de cada um no Carnaval, além dos principais sucessos da carreira.

“O repertório que selecionei abraça todas as escolas e o clima que busquei pensar para a direção artística é aquele que o bom carioca gosta: uma espécie de roda de samba onde o sambista vai dando o seu recado em sequência, sem interrupções. Nos dias em que o carnaval de avenida é o mote, o cancioneiro são os sambas de enredo. Os de ontem e os de hoje”.

Para completar a folia virtual, cada dia dois bares tradicionais da cidade do Rio estarão com um stand. Os estabelecimentos participantes são o Bar do Adonis, Bar da Frente, Momo e Baródromo. O projeto é incentivado pela Lei Aldir Blanc, através da Secretaria Estadual de Cultura do Rio de Janeiro.

“Nos programas dedicados ao carnaval de rua, quis passear pelo Brasil. Juntei o Boitatá, a Marina Iris, o Bira Presidente e o Pedro Luís pra gente cantar o carnaval do Rio, mas também pra abraçar o carnaval da Bahia e a folia Pernambucana. Vai ter marchinha, vai ter frevo, vai ter axé e não vai faltar samba”, explicou Leandro.

Ponto facultativo, feriado ou dia normal? Saiba como será o Carnaval 2021

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Está chegando o Carnaval 2021! Esse ano, infelizmente, não será como os últimos que passaram pelas nossas vidas. Em virtude da pandemia da Covid-19, os blocos e escolas de samba não vão desfilar pelas ruas e avenidas das cidades. O site CARNAVALESCO preparou diversas opções para todo o mês de fevereiro no chamado #ocupacarnaval – Abaixo, apresentamos como será o Carnaval 2021. Feriado, ponto facultativo ou dia normal?

Ponto facultativo, feriado ou dia normal? Saiba como será o Carnaval 2021
Viradouro é a atual campeã do Grupo Especial do Rio de Janeiro.

Segunda-feira de carnaval, 15 de fevereiro

Em publicação no Diário Oficial do Rio de Janeiro, o prefeito Eduardo Paes revogou o decreto que estabelecia ponto facultativo nas repartições públicas do município na segunda-feira de carnaval, dia 15 de fevereiro. Segundo o prefeito, a decisão de cancelar o ponto facultativo foi feita pela “necessidade das medidas adotadas pelo município para o enfrentamento da emergência sanitária decorrente da pandemia pela Covid-19”.

Nos órgãos estaduais, o governador Cláudio Castro decretou ponto facultativo.

Terça-feira de carnaval, dia 16 de fevereiro

Por decisão do governador Cláudio Castro, a terça-feira de carnaval será feriado no Rio de Janeiro, incluindo, a capital. O presidente Jair Bolsonaro decretou ponto facultativo nos órgãos federais.

Quarta-feira de cinzas, dia 17 de fevereiro

Funcionamento normal nos órgãos estaduais e municipais.

Bancos

As agências não vão abrir na segunda e terça-feira de carnaval. O expediente na quarta-feira vai começar ao meio-dia com o horário normal de fechamento.

Metrô

Dessa vez, o Metrô Rio não terá esquema para os dias de carnaval. O funcionamento será como nos dias normais. Sábado, segunda e quarta, das 5h às 0h. Domingo e na terça, das 7h às 23h.

Trens

Na próxima terça-feira vão circular de acordo com a grade horária de sábados programada para cada ramal (entre 4h15 e 23h). No restante da semana (segunda, quarta, quinta e sexta-feira), a operação seguirá a grade regular de dias úteis.

A concessionária orienta que os clientes se programem, consultando a grade de seus ramais. As informações estão disponíveis na seção “Planeje Sua Viagem”, no aplicativo da SuperVia e no site www.supervia.com.br, ou consultando o SuperVia Fone, no número 0800 726 9494.

Barcas

A CCR Barcas vai operar com as grades de fins de semana e feriados nos dias 13/2 (sábado), 14/2 (domingo) e 16/2 (terça-feira). Sendo assim, nesses dias, na linha Arariboia, as travessias acontecerão a cada 60 minutos das 5h30 às 20h30 no sentido Niterói-Rio, e das 6h às 21h no trajeto Rio-Niterói; na linha Paquetá, as viagens ocorrem conforme disponível em http://www.grupoccr.com.br/barcas/noticias/medidas-contra-o-coronavirus?id=4081, e a linha Cocotá não funcionará. Já nos dias 15/2 (segunda-feira) e 17/2 (quarta-feira), as travessias serão realizadas conforme as grades de horário de dias úteis, disponível em http://www.grupoccr.com.br/barcas/noticias/medidas-contra-o-coronavirus?id=4081.

Em cumprimento a Decreto do Governo do Estado do Rio de Janeiro, que dispõe sobre as medidas de enfrentamento da propagação do Novo Coronavírus (Covid-19), a linha Charitas segue sem operação. Vale ressaltar que para evitar aglomeração no interior das estações e nos barcos, as roletas estão programadas para que o número de passagens disponibilizadas seja exatamente igual ao número de assentos da embarcação da vez. Em cumprimento a decreto do Governo do Estado do Rio de Janeiro para a prevenção do aumento do número de casos do novo coronavírus, o uso de máscaras de proteção facial é obrigatório no transporte aquaviário. A CCR Barcas orienta os usuários acerca da medida nos terminais e embarcações.

Artigo: ‘Uma prosa sobre a origem do carnaval e a importância das escolas de samba para o Rio de Janeiro’

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Por Sérgio Almeida Firmino

Mikhail Bakhtin (1895-1975) definiu, em sua obra “A Cultura Popular na Idade Média e no Renascimento: Contexto de François Rabelais (1494-1553), o caráter popular e folclórico das festas carnavalescas, que nasceram na época do Pré-Romantismo. Com efeito, os românticos tentaram excluir a espontaneidade e a riqueza das manifestações em praça pública. Também caracterizavam o humor e o riso condições reprováveis, mesmo após especialistas do folclore e da historia literária tomarem o estudo do riso e do humor, do ponto de vista cultural histórico ou literário.

O riso, portanto, ocupa as obras populares líricas e épicas. Bakhtin asseverou, no entanto, a expansão da importância das festas populares na Idade Média e no Renascimento, tempos nos quais eram bastante consideradas. Dentro dessa diversidade, formas infinitas de manifestação do riso e do humor, severamente reprovados pelas religiões, nasciam naturalmente no contexto do convívio humano, opondo-se, na cultura oficial, ao tom sério religioso e feudal daquela época.

Os festejos poderiam estar relacionados ao “risus paschallis”, nas festas agrícolas, como na “vindima” celebrada também nas Cidades. A vida cotidiana era muito representada por meio do Carnaval. Com efeito, sempre presente, o riso, a sátira, a comicidade, o humor em praça pública, onde eram escolhidos “bufões” e “bobos” que assistiam as cerimônias sérias, parodiando a presença dos reis e rainhas.

Segundo Bakhtin, as festas públicas carnavalescas, os ritos e cultos especiais, os bufões, os tolos, gigantes, anões, os monstros e palhaços de diversos estilos e categorias possuem, dessa forma, estilo próprio, beleza, cores, comicidade, criatividade de uma cultura cômica popular, incidindo diretamente sobre a cultura carnavalesca.

O riso carnavalesco era esperado pelo cidadão medieval para criticar, satirizar a realeza, a nobreza e até mesmo a Igreja. Tudo se podia reagir no Carnaval – ou melhor, no riso carnavalesco -, que era, em primeiro lugar, patrimônio do povo, certamente, inerente à própria natureza do período festivo. No riso carnavalesco todos riem, o riso é geral, é a desconstrução universal, algo que atinge a todas as pessoas.

Bakhtin atribui a François Rabelais (1494-1553) o posto de grande porta-voz do riso carnavalesco popular na literatura mundial. Não se deve confundir comicidade e prática do riso, como sendo sua prática vulgar, muito pelo contrário. A comicidade latina da Idade Média tem seu apogeu no Renascimento e nas obras como, por exemplo, “O Elogio da Loucura”, de Erasmo de Roterdã. O cuidado com o qual, célebres autores ocidentais, sustentaram a importância do Carnaval diante de suas obras causa certa surpresa e inquietação em se estudar o tema.

Os festejos do Carnaval na Idade Média, em conjunto com ritos e atos cômicos, ocuparam lugar muito importantes na vida do homem comum medieval. O evento nasce, portanto, da necessidade do homem de sorrir, alegrar-se e participar da criatividade que os eventos propiciavam.

O Carnaval era a própria vida, representada pela gente que ansiava pela liberdade de suas personagens. As interpretações sem cenário, sem palco, sem atores, sem espectadores. Tudo isso, não foi concebido para ser um espetáculo teatral, entretanto, o Carnaval para o cidadão da época era a sua segunda vida.

A festa compreendia a concentração de todos os ritos e espetáculos cômicos da Idade Média, de acordo com Bakhtin. As festas carnavalescas, assim como outros ritos, formavam um elo com as festas religiosas. No entanto, o Carnaval não foi concebido atrelado a qualquer manifestação, ou de qualquer fato da história litúrgica sagrada, até mesmo de nenhuma festa de santo.

O Carnaval abolia as relações hierárquicas que marcavam outras festas oficiais. Estas sim tinham por finalidade indicar as desigualdades sociais. Nos eventos oficiais – ou mesmo litúrgicas -as personagens apresentavam-se com suas insígnias e respectivos títulos; havia intenção em segregar, ao contrário das festas carnavalescas.

Durante o período festivo todos eram iguais. Reinava uma forma especial de contato, livre de barreiras sociais impostas pela severidade exigida daquela época. Com efeito, o Carnaval em melhor juízo criou maravilhosos hereges, formadores de opinião, filósofos, pensadores, intelectuais que utilizavam dos risos, verdadeiros caldeirões culturais, gigantescos redutos de conhecimento permitidos pela hermética Inquisição cristã ou mesmo pelos regimes políticos vigentes, somente naquele intervalo de tempo.

A própria Igreja adequou-se àquelas manifestações maravilhosas ao permitir que o povo extravasasse para receber, na Quaresma, todo alento e purificação pelos excessos cometidos. Aparentemente na visão de qualquer inquisidor, o folião medievo era um bufão, louco, alucinado, justificado seus atos, simplesmente, por relacionar-se ao tempo do Carnaval.

O riso popular é muito mencionado por Bakhtin, para quem os estudos sobre o riso levam o leitor a uma ambivalência entre sátira e riso, satisfazendo a alegria tão somente. A cultura cômica popular, as obras verbais- até hoje apresentadas no Carnaval alemão desenvolveu-se em legítima ousadia do que criticar: abusava-se da sátira, usava-se uma espécie de liberdade de expressão, fundamentalmente nos festejos carnavalescos medievos. A ambivalência do riso festivo também muito apresentada na literatura festiva e criativa, algo típico da Idade Média.

A duração das festas carnavalescas medievais, principalmente nas grandes cidades, chegava a três meses por ano. Daí a consciência de renovação e da alternância. A beleza da reconstrução é a chave de todo o processo do Carnaval. Há necessidade de nascer e morrer e renascer no próximo ano.

A simbologia carnavalesca com sua linguagem, forma, riqueza, originalidade e criatividade, atravessou tempos e mundos. Essa linguagem carnavalesca ganha enorme importância secular, viajando no tempo através de Erasmo de Roterdã (1466-1536), William Shakespeare (1564-1616), Miguel de Cervantes (1547-1616), Lope de Vega (1562-1635), entre outros de uma longa lista. Há necessidade imperiosa de trazer os nomes desses mestres, autores consagrados, que em suas obras enfatizaram passagens surpreendentes da presença ocidental, semi-religiosa, quase sempre política, satírica, que o Carnaval manifestava.

Com efeito, entenda-se Carnaval como talvez a única forma cidadã de protestar, de criticar sem ser punido pela severidade dos séculos V ao XVIII, protestos esses contra a alta dos impostos, a rigidez abusiva da Igreja, o trabalho exaustivo do campo, a pilhagem e a exploração por parte da nobreza, a corrupção.

Com efeito, o Carnaval em praça pública era usado naturalmente para estabelecer – intencionalmente ou não -uma derrubada temporária das barreiras hierárquicas entre as pessoas e a eliminação de certas regras e tabus vigentes da vida cotidiana. Era criado um tipo de comunicação ao mesmo tempo ideal e real entre as pessoas. Com efeito, a construção do Carnaval em praça pública na Idade Média, caracterizava-se pelas grosserias, expressões e palavras injuriosas, às vezes bastante longas e complicadas.

O que mais interessa neste contexto são as grosserias blasfematórias dirigidas às divindades. Essa ambivalente mudança de prática com relação ao uso das festas carnavalescas, usualmente aceitas e mesmo aos olhares de uma Inquisição rígida aos hereges, tinha no Carnaval certa atmosfera de liberdade de expressão. Talvez essa seja a razão do equívoco religioso em nomear o Carnaval como uma festa profana.

O Carnaval não é uma festividade pagã ou profana. O étimo dessas palavras nada tem a ver com a preciosidade historiográfica que envolve o Carnaval. Se profano é tudo que não pertence ao âmbito do sagrado ou que seja estranho, que não pertence à religião, não se aplica ao Carnaval. Não há nada mais religioso do que a construção de uma escola de samba, por exemplo, permeada por simbologias de religiões e doutrinas de matriz africana.

Desde sempre, os ritos do Carnaval estão totalmente ligados a religiões e crenças antigas. Com efeito, esse período é uma festa do camponês medievo, do aldeão, uma festa popular do povo, que trabalha com o suor no rosto, que habita um “pagus”, que vive para seu sustento no ambiente rural ou na aldeia rústica. Partindo dessa premissa etimológica, o Carnaval, pode ser caracterizado como festa pagã. Esses ajustamentos de linguagem, essas explicações são muito importantes para que possamos discutir os temas com conhecimento de causa. Não é raro autoridades, pessoas cultas, religiosos fervorosos, caracterizarem o Carnaval e os desfiles das Escolas de Samba como festas do “capeta”, diabólicas ou outras expressões grosseiras, tabuísticas.

Alguns desses absurdos devem merecer certa atenção, para que se possa defender o Carnaval de tentativas de minimização de uma manifestação cultural popular com argumentos errados, dos quais essas pessoas não sabem ou não podem explicar. Percebe-se nesses argumentos construções, infundadas, equivocadas, sem base, acrescidas de uma maldade incontrolável, em criar uma imagem ruim do Carnaval e dos desfiles das Escolas de Samba, em algo distorcido da sua refinada realidade, empoderada de enorme criatividade e beleza.

As Escolas de Samba são o ápice do refinamento criativo, são pequenas indústrias artísticas, que emergiram de dentro dos festejos carnavalescos do passado e da mistura étnica africana. São movimentos de raríssima beleza, acompanhados de especificidades sutis próprias. Ao se referir sobre o Carnaval brasileiro, há de se prestar muita atenção quando se for mencionar o que é uma Escola de Samba. Para o pesquisador cultural Haroldo Costa, “Escola de Samba é a melhor tradução do Brasil e do que é ser brasileiro, porque é o espaço mais democrático que existe, que pertence a todos e onde todos convivem com o mesmo objetivo, procurando na mesma tradição, algo que a Escola de Samba faz reviver, renascer com toda propriedade. A Escola de Samba é o retrato do Brasil”.

Com efeito, o Rio de Janeiro foi beneficiado culturalmente, impondo-se diante de outros lugares por sua densa historiografia cultural, da qual faz parte a Escola de Samba, com a riqueza de sua mistura étnica, pluralidade excêntrica, extravagante, infinitamente bela. Desde 1931 a expressão “Escola de Samba”, inventada pelo compositor Ismael Silva no bairro do Estácio, contagia o mundo.

Perguntei ao amigo Ricardo Cravo Albin se ele poderia definir o que é uma Escola de Samba. O brilhante pesquisador cultural rebateu com outro questionamento: “mas com qual viés? Formal, político, simbólico da música, dança e espírito carioca, investimento turístico? Minha lacônica e simplória resposta foi imediata: “tudo isso, meu amigo!”

Espero que os equívocos ou intenções em desconstruir o Carnaval e principalmente as Escolas de Samba, estejam com seus dias contados. Do ponto de vista econômico, o Carnaval já demonstrou números bastante interessantes e merecem a atenção dos governantes, empresários e de alguns céticos. É fonte geradora de recursos e desenvolvimento econômico para todas as regiões do Brasil. Se, na Idade Média, já possuía característica envolvida nas atividades de laboração e comemoração dos resultados de uma colheita farta, no século XXI movimenta bilhões de reais, que podem ser reverberados em políticas públicas para uma gestão de qualidade.

Essa magnífica indústria criativa cultural do Carnaval é uma realidade no presente e no futuro. O ciclo virtuoso entregue pelas Escolas de Samba é um universo pouco explorado. Elas podem ser configuradas como entidades culturais de especificidades voltadas para a criação, no entanto, são verdadeiras mega empresas em pronto estágio de desenvolvimento econômico, empregabilidade, comércio e exportação de espetáculos e seus produtos, com capacitação e inovações constantes.

Alteridade é uma palavra especial e deve ser ensinada a todas as pessoas e principalmente àquelas que cultuam religiões. A formação intelectual de um povo desenvolve-se quando se entende o outro, quando cada um se coloca no lugar do outro. Somente assim há o entendimento comum da convivência, mesmo sendo com crenças e culturas diferentes.

Não se deve sobrepujar ou mesmo tentar mudar o que o outro acredita, sente ou tem vontade de crer ou ser. A alteridade nos remete ao respeito ao outro e ao que ele pensa. As religiões, por exemplo, são muito importantes. Negar isso é perigoso, pois poderá nos levar a outro estágio. Ainda pior é não aceitar a cultura alheia, menosprezar ou tentar destruí-la. O contraste, a distinção, a diferença, a pluralidade têm qualidade virtuosa no desenvolvimento do ser humano. Haroldo Costa nos ensinou ao dizer: “(…) Escola de Samba é o espaço mais democrático que existe, onde todos convivem com o mesmo objetivo”.

Referências:
Bakhtin, Mikhail Mikhailovitch 1895-1975 A Cultura Popular na Idade Média e no Renascimento: o contexto de François Rabelais- tradução de Yara Frateschi Vieira – São Paulo: Editora de Universidade de Brasília.

1 Cultura-História – século XVI 2. Rabelais, François (1494-1553) Crítica e interpretação 3. Sátira- História e crítica I Título II Série

Agradecimento: Agradeço ao Jornalista Flávio Amaral pela revisão e atualização do Artigo.
Agradeço as orientações do economista Marcel G. Ballassiano

Sérgio Almeida Firmino é Assessor Especial da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa – Economia Criativa do Carnaval. Diretor do Instituto Cultural Cravo Albin. Fundador e ex– Diretor Executivo do Instituto Cultural Candonga.

Avalie os desfiles da Mocidade 91 e Mangueira 2019

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Cláudio Vieira: ‘Babão perdido em São Paulo’

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Numa excursão do Salgueiro a São Paulo, a turma deu pela falta do compositor Geraldo Babão (“Chico Rei”, “Eneida, Amor e Fantasia”, ”Do Cauim ao Efó”, etc.) . Ele saiu para dar uma voltinha pela cidade, mas não retornou. O tempo foi passando e nada de Babão regressar, deixando todo mundo preocupado. E, nessas horas, os pensamentos são os piores possíveis. Imaginaram assalto, briga, tiros e vai por aí.

Cansados de esperar, os salgueirenses organizaram uma expedição e saíram em campo à procura do compositor. Lá pelas tantas, alguém percebeu que, do outro lado da rua, havia um sujeito de calça branca e camisa vermelha, abraçado a um poste.

– É ele!

E era mesmo. Tinha tomado um porre federal. Levou a maior bronca:

– O que é que você tá fazendo aí, pô?

Babão, olhos quase fechando:

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– Esperando o 413 há uma porrada de tempo.

O 413 era o ônibus da linha Muda-Leblon.

Ajude o CARNAVALESCO a escolher os dez melhores desfiles do Sambódromo. Assista
ao desfile do Salgueiro em 1993 (“Peguei um Ita no Norte”) e dê a sua nota! VOTE AQUI

Campanha solidária para edição comemorativa de 12 anos da revista Roteiro dos Desfiles

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Para suprir a ausência do Carnaval, suspenso por causa da pandemia, a equipe da revista mais querida da Sapucaí – o Roteiro dos Desfiles – está promovendo uma campanha de financiamento coletivo para lançar a 12ª Edição Especial – a revista trará um registro histórico das escolas campeãs da última década com fotos, entrevistas, enredos e sambas-enredo, curiosidades, artigos, além de realizar um grande festival virtual com pockets shows, lives-entrevistas, exibições de desfiles, oficinas carnavalescas e palestras. * Veja aqui como ajudar

Liga-SP reexibe 34 desfiles durante o Carnaval 2021

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revivendo

Sem a agenda pré-Carnaval e sem o Desfile das Escolas de Samba de São Paulo, fevereiro ficou vazio. Por isso, a Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo vai reexibir 34 desfiles nos dias 12, 13, 14 e 15 de fevereiro, datas em que o espetáculo das agremiações ocuparia o sambódromo do Anhembi em 2021. A ação vai ser transmitida ao vivo pelas redes sociais da organizadora do Carnaval, em ordem e horário sorteados para o próximo desfile oficial.

A partir das 23h15 da próxima sexta-feira (12), portanto, a transmissão ao vivo começa com Acadêmicos do Tucuruvi e avança pela madrugada com Colorado do Brás, Mancha Verde, Tom Maior, Unidos de Vila Maria, Acadêmicos do Tatuapé e Dragões da Real.

No sábado (13), às 22h30, a reexibição dos desfiles começa com Vai-Vai, e depois Gaviões da Fiel, Mocidade Alegre, Águia de Ouro, Barroca Zona Sul, Rosas de Ouro e Império de Casa Verde, fechando o grupo Especial.

Já no domingo (14), a campeã do Acesso II, Morro da Casa Verde, abre a transmissão, às 21h. Em seguida, são reexibidos os desfiles do Camisa Verde e Branco, Mocidade Unida da Mooca, Independente Tricolor, Estrela do Terceiro Milênio, X-9 Paulistana, Leandro de Itaquera e Pérola Negra, que encerra o grupo de Acesso.

Brinco da Marquesa inicia a transmissão ao vivo dos desfiles do grupo de Acesso II na segunda-feira (15), às 20h. A programação avança a madrugada com Camisa 12, Uirapuru da Mooca, Primeira da Cidade Líder, Unidos de Santa Bárbara, Torcida Jovem, Nenê de Vila Matilde, Unidos do Peruche, Imperador do Ipiranga, Amizade Zona Leste, Tradição Albertinense e Dom Bosco de Itaquera.

Em comemoração aos 30 anos de inauguração do sambódromo do Anhembi, as agremiações elegeram desfiles que passaram pela Avenida nos últimos 30 carnavais.

Escolas de samba do Grupo Especial do Rio conseguem apoio financeiro do Estado

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As doze escolas de samba do Grupo Especial vão receber entre fevereiro e março um apoio financeiro do governo estadual do Rio de Janeiro. A confirmação foi dada ao CARNAVALESCO pelo deputado estadual e ex-presidente da Mangueira, Chiquinho da Mangueira.

Pela Lei Aldir Blanc, as escolas Mocidade, Viradouro, Beija-Flor e Grande Rio foram contempladas. Cada receberá ainda em fevereiro o valor de R$ 150 mil. As demais oito escolas vão ganhar o mesmo valor, mas que sairá do Fundo Estadual de Cultura (FEC).

“Levei o presidente Jorge Castanheira (Liesa) para uma reunião com a secretária de Cultura, Danielle Barros, e depois todos nós estivemos reunidos com o governador Cláudio Castro. As oito escolas que ficaram fora da Lei Aldir Blanc vão receber o mesmo valor pelo Fundo Estadual de Cultura. Com a abertura do orçamento, a previsão de pagamento é para segunda quinzena de março. Foi um golaço. A cadeia produtiva do carnaval está em uma situação muito delicada. É um plano emergencial de socorro às escolas de samba e aos seus profissionais que se encontram sem o seu meio de sustento. A indústria de carnaval gera milhares de empregos diretos e indiretos”, disse Chiquinho ao CARNAVALESCO.

Segundo Chiquinho, as escolas devem fazer lives com o valor recebido, mas também será para pagar suas equipes de funcionários/colaboradores. O deputado citou também que o prefeito Eduardo Paes lançará um projeto para ajudar o carnaval das escolas de samba, como fez com os blocos.

“Tenho certeza que o prefeito apresentará um grande projeto nos próximos dias. Ele é altamente comprometido com o carnaval. Ficamos quatro abandonados pela Prefeitura do Rio. Agora, o Eduardo sabe e reconhecer a importância das escolas de samba”.

governador
Deputado Chiquinho da Mangueira e o presidente da Liesa acertaram o apoio com o governador Cláudio Castro

O deputado falou também sobre o interesse do governador Cláudio Castro em ajudar o carnaval das escolas de samba. Chiquinho lembrou que nos dois últimos carnavais (2019 e 2020) o apoio do governo estadual foi fundamental.

“O Estado, no momento mais difícil do carnaval, nos ajudou por dois anos seguidos. A promessa é que isso vai seguir. O governador está muito empenhado em conseguir uma empresa que possa usar a Lei do ICMS para apoiar todas escolas de samba e assim termos condições de tocar os projetos desde o mês de agosto”.

Sobre o projeto de um carnaval fora de época, anualmente, para o mês de julho, Chiquinho disse gostar da ideia, mas que é preciso entender como chegará o recurso.

“O governador acha uma boa ideia. Acho que para existir tem que ter receita. De onde virá o recurso?”, questionou.

Thiago Brito é o novo intérprete da Unidos de Bangu

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A Unidos de Bangu anunciou o retorno do intérprete Thiago Brito como voz oficial da escola. O cantor teve uma passagem pela agremiação em 2018, na volta da Vermelho e Branco da Zona Oeste à Marquês de Sapucaí.

Thiago tem passagens por diversas escolas sendo campeão com a Inocentes de Belford Roxo em 2012. Além do Rio, foi voz oficial do Camisa Verde e Branco, em São Paulo e em San Luís, na Argentina, no carnaval fora de época.

“Meu retorno está sendo muito bacana. Na minha passagem pela escola em 2018, conquistei vários amigos e muitos deles queriam a minha volta. Quando o presidente Leandro me chamou e ainda revelou que era um convite de toda diretoria e segmentos, não teria como não voltar”, revelou Thiago Brito.

thiago brito

A Unidos de Bangu realizará uma live em abril, onde fará a apresentação oficial de todos os seus contratados, lançamento do samba-enredo, alem da coroação da rainha de bateria Wenny Isa.

Martinho da Vila: ‘Hoje, o compositor faz o samba para ganhar. Ele já pensa no refrão’

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Os compositores Martinho da Vila e Manu da Cuíca participaram do programa “Gerações do Samba”, que estreou na segunda-feira e é comandado pelo jornalista Leonardo Bruno. O presidente de honra da Vila Isabel e enredo da escola para o Carnaval de 2022 falou sobre o modelo antigo das disputas de sambas-enredo e o que vem acontecendo nos dias atuais.

“Hoje, o compositor faz o samba para ganhar. Ele já pensa logo no refrão. Isso virou um padrão. Quase todos os sambas-enredo das escolas são feitos pelos mesmos compositores. Quando alguém tem coragem de fugir da fórmula ele se dá bem. Pensam muito em empolgar a plateia. O samba-enredo, principalmente, ele tem que emocionar. Antigamente, era muito saudável. Sempre gostei de disputar samba-enredo. Já disputei muitos, ganhei muitos e perdi muitos, tudo na boa. Perder samba-enredo é um negócio muito terrível. Se você cai na primeira ou segunda rodada, senão você vai se entusiasmando. Se perder na final, você quer morrer. Não há quem não diga que teve injustiça ou roubo. É sempre muito tenso. Fazer samba-enredo é muito difícil. Ele é para ser cantado coletivamente”, explicou.

Martinho lembrou dos sambas que perdeu e que gravou mesmo não passando pela Passarela do Samba.

“Quando você perder a disputa, você pensa que não pode mostrar uma ideia nova. Por exemplo, fiz um samba-enredo sobre Iemanjá (Vila 1978 – “Dique, um mar de amor”) e imaginei a Vila fazendo uma romaria pela Avenida. Fiz uma coisa leve. Quando o samba caiu toda aquela fantasia imaginada se desfez”, afirmou Martinho.

Manu da Cuíca enalteceu inovações levadas por Martinho da Vila para os concursos de sambas-enredo.

“Acho isso incrível. Não é só seguir a receita de bolo. O samba tem que funcionar na quadra, por 4 mil coristas, tem que dar certo de tanto jeito que achar espaço é bem-vindo e aí vemos a ousadia muito grande que é inovar”, disse a compositora que vem se destacando nas disputas da Estação Primeira de Mangueira.

Veja abaixo o programa completo: