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Ney Filardi sobre o momento da Ilha: ‘Dedicaremos todo o nosso suor resgatar a autoestima de nossa agremiação’

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A União da Ilha realizou neste domingo a cerimônia de votação e posse da nova diretoria que vai comandar o próximo triênio (2021-2024). Ao todo, 155 sócios-proprietários votaram e, por aclamação, elegeram Ney Filardi como presidente e Sávio Neves como vice-presidente. O encontro seguiu os protocolos determinados pela Organização Mundial da Saúde.

“Após três anos afastado de vocês, estou de volta. E como foi difícil! Agradeço de coração, mais uma vez, ao apoio maciço que foi dado a esse meu retorno. Minha prioridade neste momento é ajudar de todas as formas as autoridades municipais e estaduais no combate à covid-19.

Essa pandemia que vem assolando nosso país fez com que o Maior Espetáculo da Terra fosse cancelado. Para que possamos voltar a sonhar com o retorno de nossos ensaios de quadra e de rua, além do desfile oficial na Marques de Sapucaí, é preciso que todos estejam imunizados. Vacina, sim! Tenho certeza de que, após terminar esse pesadelo, esta diretoria não medirá esforços para que possamos sanear as dívidas da escola, além de formar uma equipe de profissionais extremamente comprometidos e competentes.

Com o apoio de vocês, teremos legitimidade para ir ao encontro do desejo de todos nós insulanos, que é o de voltarmos de forma imediata ao Grupo Especial no próximo carnaval, lugar de onde nunca deveríamos ter saído.

dupla ilha

Dedicaremos todo o nosso suor para alcançar esse objetivo e resgatar a autoestima de nossa agremiação. Cada integrante da comunidade será fundamental para o sucesso, afinal, “União” é o nosso nome! Obrigado por tudo”.

Niterói planeja vacinar toda a população até novembro deste ano

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Com contrato para a aquisição da Sputnik V já assinado, a expectativa da prefeitura de Niterói é de que em maio chegue o primeiro lote com 25 mil vacinas. Depois, chegarão mais 75 mil, e do terceiro lote em diante serão mais 130 mil vacinas. Desta forma, em novembro o município completará as 800 mil vacinas.

“A população estará toda vacinada e quem trabalha na cidade também será imunizado”.

A Prefeitura de Niterói apresentou o novo calendário de vacinação contra a Covid-19 na cidade. Serão vacinados idosos, profissionais de saúde e trabalhadores de saúde até o dia 24 de abril, em dias determinados pela faixa etária. A partir do dia 26 de abril, com a conclusão da aplicação de doses no público de até 60 anos, o Município passa a seguir o calendário unificado com as prefeituras do Rio de Janeiro, Maricá e Itaguaí.

A população pode consultar qual grupo está sendo convocado para a imunização nas redes sociais, no site oficial da Prefeitura (www.niteroi.rj.gov.br) e pelo número 153.
A Secretaria Municipal de Saúde está programando a vacinação contra a Covid-19 de acordo com a quantidade de vacinas repassada pelo Governo do Estado, respeitando os grupos prioritários definidos pelo Plano Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde. São analisados critérios como a quantidade de doses disponíveis e quantas pessoas precisam ser vacinadas em cada grupo prioritário para definir as datas e locais de vacinação de cada público-alvo.

Público alvo
Idosos: pessoas acima de 60 anos
Para receber a primeira dose, os idosos devem levar CPF e um documento de identidade com foto. Já para a segunda dose também é necessário apresentar o comprovante de vacinação.

Profissionais de saúde: médicos, enfermeiros, nutricionistas, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, biólogos, biomédicos, farmacêuticos, odontólogos, fonoaudiólogos, psicólogos, assistentes sociais, profissionais da educação física, médicos veterinários e seus respectivos técnicos e auxiliares. Também podem se vacinar acadêmicos em saúde e estudantes da área técnica em saúde em estágio hospitalar, atenção básica, clínicas e laboratórios.

Para receber a primeira dose, os profissionais de saúde devem apresentar CPF, registro profissional do Conselho, comprovante de residência em Niterói ou comprovante do local de trabalho na cidade. Já para a segunda dose também é necessário apresentar o comprovante de vacinação.

Trabalhadores da área da saúde: todos aqueles que atuam em espaços e estabelecimentos de assistência e vigilância à saúde, sejam eles hospitais, clínicas, ambulatórios, laboratórios e outros locais. São eles: recepcionistas, seguranças, trabalhadores da limpeza, cozinheiros e auxiliares, motoristas de ambulâncias e outros, ou seja. Inclui-se ainda aqueles profissionais que atuam em cuidados domiciliares (ex. cuidadores de idosos, doulas/parteiras), bem como funcionários do sistema funerário que tenham contato com cadáveres potencialmente contaminados.

Para receber a primeira dose, os trabalhadores da área de saúde precisam levar a carteira de identidade, CPF e comprovante do local de trabalho em Niterói. Já para a segunda dose também é necessário apresentar o comprovante de vacinação.

Calendário de vacinação

08/abril, quinta-feira
Idosos a partir de 67 anos
Trabalhadores e profissionais da área de saúde a partir de 50 anos

09/abril, sexta-feira
Idosos a partir de 66 anos
Trabalhadores e profissionais da área de saúde a partir de 50 anos

10/abril, sábado
Idosos a partir de 66 anos
Trabalhadores e profissionais da área de saúde a partir de 45 anos

12/abril, segunda-feira
Idosos a partir de 65 anos
Trabalhadores e profissionais da área de saúde a partir de 45 anos

13/abril, terça-feira
Idosos a partir de 65 anos
Trabalhadores e profissionais da área de saúde a partir de 40 anos

14/abril, quarta-feira
Idosos a partir de 64 anos
Trabalhadores e profissionais da área de saúde a partir de 40 anos

15/abril, quinta-feira
Idosos a partir de 64 anos
Trabalhadores e profissionais da área de saúde a partir de 35 anos

16/abril, sexta-feira
Idosos a partir de 63 anos
Trabalhadores e profissionais da área de saúde a partir de 35 anos

17/abril, sábado
Idosos a partir de 63 anos
Trabalhadores e profissionais da área de saúde a partir de 30 anos

19/abril, segunda-feira
Idosos a partir de 62 anos
Trabalhadores e profissionais da área de saúde a partir de 30 anos

20/abril, terça-feira
Idosos a partir de 62 anos
Trabalhadores e profissionais da área de saúde a partir de 25 anos

21/abril, quarta-feira
Idosos a partir de 61 anos
Trabalhadores e profissionais da área de saúde a partir de 25 anos

22/abril, quinta-feira
Idosos a partir de 61 anos
Trabalhadores e profissionais da área de saúde a partir de 18 anos

23/abril, sexta-feira
Idosos a partir de 60 anos
Trabalhadores e profissionais da área de saúde a partir de 18 anos

24/abril, sábado
Idosos a partir de 60 anos
Trabalhadores e profissionais da área de saúde a partir de 18 anos

Lins Imperial terá rainha da escola no próximo carnaval

Para o próximo carnaval. Além da rainha e do rei de bateria, a Lins Imperial também terá uma rainha da escola. Trata-se da modelo e musa da Imperatriz Leopoldinense, Natalia Nascimento. Será a primeira vez que a agremiação terá esse posto, criado para abrilhantar ainda mais o retorno da escola à Marquês de Sapucaí.

Natalia se apaixonou pelo carnaval frequentando um ensaio da Unidos de Vila Isabel com apenas 14 anos. Com 18 anos desfilou pela primeira vez na escola do bairro de Noel. Passou pela Estácio de Sá, foi destaque por cinco anos na Acadêmicos do Grande Rio e segue para o sexto ano como musa da Imperatriz Leopoldinense. Natália Nascimento terá dupla jornada no próximo carnaval. Na Lins Imperial realizará o sonho de se tornar rainha.

“Sempre soube que um dia eu realizaria esse sonho, mas não imaginava que fosse agora, agradeço à toda comunidade e ao presidente Flavio Mello pela oportunidade. Será um sonho realizado. A emoção é inexplicável, meu coração está disparado. Muita felicidade, alegria, nervoso, um misto de emoções”, diz a rainha Natalia Nascimento.

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Modelo e musa da Imperatriz Leopoldinense, Natalia Nascimento, vai brilhar na Lins. Foto: Marcos Mello

O enredo da Lins Imperial para o próximo carnaval é “Mussum pra sempris – traga o mé que hoje com a Lins vai ter muito samba no pé!”. A agremiação verde e rosa do Lins desfilará pela Série Ouro, da Lierj.

Aydano André Motta: ‘As escolas de samba são formadoras da identidade do Rio’

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Qual a relação do Carnaval das escolas de samba com a cidade do Rio?

As escolas de samba são formadoras da identidade do Rio. Vem delas boa parte do que o mundo celebra sobre ser carioca. Além disso, contam a história de personagens invisibilizados da cidade e do país. Têm inestimável importância cultural e comunitária. No Rio, o Carnaval deve ser questão de Estado – como saúde, educação, meio ambiente,
segurança — e não de governo. Um show que dura 16 horas, ao longo de duas madrugadas, com um elenco de 36 mil pessoas, que não se conhecem, não ensaiam todas juntas, não provam a roupa antes, não se falam nem recebem orientações antes de começar, e só se encontram na hora do espetáculo. Todas sabem magicamente se posicionar e o que fazer. E, em quase todas as 89 edições, de 1932 a 2020, esse espetáculo deu impecavelmente certo. É o desfile das escolas de samba do Rio. Se fosse inventado por alemães ou japoneses — povos incapazes de algo semelhante —, seria
celebrado em escala planetária. Aqui, sofre com desprezo e preconceito.

Nos últimos anos, muitas agremiações organizaram enredos patrocinados por empresas que aproveitaram o carnaval para vender seus produtos. Contudo, desde 2017 a Sapucaí foi tomada por enredos com críticas políticas contundentes. O que mudou?

Vários fatores. A crise econômica, a falta de transparência dos comandantes das escolas e do espetáculo, os ataques que a festa sofreu por setores intolerantes, como as igrejas neopentecostais. Mas é inconcebível que as escolas sofram qualquer tipo de tutela ou restrição na escolha de seus enredos. Os problemas do carnaval e das escolas de
samba não estão na avenida.

No último período houve um crescimento exponencial de manifestações de ódio, preconceito e intolerância à diferença nas ruas do Rio de Janeiro. Qual o papel do carnaval das escolas de samba na luta pelo direito à cidade em tempos de ascensão do fascismo?

A potência do samba carioca turbina mensagens de tolerância, alegria e aceitação. Inexiste
discriminado nas quadras e na Sapucaí. As reuniões nos endereços das escolas são eventos de paz, alegria e segurança. Nem mesmo a rivalidade na avenida – ou coirmãs, como ensina o dialeto dos bambas — impede a convivência pacífica em todos os ambientes. As escolas se visitam em tardes e noites de total harmonia. Ou, como ensinou Cartola: “Aqui se recebe inimigo, como se fosse irmão”.

Quais são os principais desafios para o Carnaval da Sapucaí? Qual o papel que o poder público deveria cumprir no Carnaval do Sambódromo?

As escolas estão diante do desafio da sobrevivência. Precisam de gestões profissionais e transparentes, que reconstruam a ligação da cidade com as grifes de sua maior festa. O poder público precisa fomentar a vida das escolas entre um carnaval e outro, além de cobrar profissionalismo e segurança para os trabalhadores de quadras e barracões. O
potencial é imenso, mas hoje está inexplorado. A Cidade do Samba e o Sambódromo — equipamentos públicos — precisam ressurgir em sua vocação, com samba e festa o ano inteiro.

Quais são os principais desafios para o Carnaval da Intendente Magalhães? Qual o papel que o poder público deveria cumprir no Carnaval da Intendente Magalhães?

A Intendente Magalhães é o lugar da paixão sem vaidade, do amor gratuito, da força comunitária do samba sem holofotes. Precisa do investimento público para sustentar a festa sem amarras nem ingressos, que garante a alegria e forma a identidade do povo pobre dos subúrbios. O poder público tem obrigação de sustentar os desfiles da Intendente!

Quais são os principais desafios para o Carnaval das Escolas Mirins? Qual o papel que o poder público deveria cumprir no Carnaval das Escolas Mirins?

As escolas mirins garantem a perpetuação da arte mais carioca. Ali se formam os futuros ritmistas, passistas, mestres-salas, porta-bandeiras, componentes. Outra festa que o poder público deve garantir com investimento direto e cobrança para as escolas apostarem em suas agremiações mirins.

Todo ano a prefeitura repassa verbas públicas para as ligas e para as escolas. Contudo, sempre existiu um desequilíbrio nos repasses: as escolas do grupo especial recebiam um valor muito superior às escolas das séries A, B, C e D. Enquanto isso, as escolas do grupo E sequer recebiam subvenção. No carnaval de 2020, a prefeitura mudou o formato e apenas repassou o subsídio para as escolas que desfilam na Intendente Magalhães. Como justificativa, a prefeitura alegou que somente haveria subvenções para eventos abertos ao público. Qual a sua visão sobre a antiga e a atual política de subvenção? Essa política de incentivo vem atendendo às necessidades do Carnaval enquanto manifestação cultural?

A gestão do bispo neopentecostal que encerrou em 2020 pôs em prática seu projeto de destruir o Carnaval. Aniquilar manifestações de alegria — e suas matrizes afro-ameríndias — está nos preceitos mais sólidos da denominação religiosa que o ainda prefeito obedece. Com ele removido do caminho, o sucessor deve ajudar financeiramente, mas como investimento. O dinheiro deve ser acompanhado de cobrança por profissionalismo, segurança trabalhista, conexão com a cidade.

Quais são as consequências do monopólio da transmissão dos desfiles?

É uma negociação comercial que precisa ser reformulada, porque as escolas ganham muito pouco. A prefeitura talvez possa atuar como mediadora para ajudar as agremiações a conseguir acordos mais vantajosos. O atual é draconiano com o povo do samba.

Quais medidas devem ser tomadas para garantir a segurança aos profissionais (jornalistas, carnavalescos, motoristas etc.) que atuam nos desfiles?

Fiscalização das estruturas que oferecem perigo, supervisão do credenciamento para limpar o excesso de gente na pista, criação de uma área para imprensa, como acontece nas arenas esportivas.

As quadras das escolas de samba muitas vezes são os melhores equipamentos culturais do bairro onde estão situadas. São locais de preservação da memória comunitária e promoção da cultura popular. Contudo, muitas se encontram em situação precária. De que forma o poder público poderia fortalecer esses espaços?

Está dentro do verbete “investimento + cobrança + fiscalização”. O futuro prefeito, quando esteve no cargo, reformou várias quadras, mas não cobrou pelo seu uso. Cai no mesmo caso da Cidade do Samba – as autoridades precisam exigir sua utilização inteligente ao longo do ano inteiro.

Como a pandemia afetou a vida dos trabalhadores e amantes do carnaval?

A situação dos trabalhadores é dramática. Como as escolas não são geridas com profissionalismo e eficiência, a crise da pandemia se abateu tragicamente sobre o setor. Muitos profissionais — com relações totalmente precarizadas — ainda estão passando fome, sem recursos para o mais básico. Muitas escolas naturalizaram o calote, deixando simplesmente de pagar seus profissionais – aí incluídos cantores, carnavalescos, mestres de baterias, mestres-salas, porta-bandeiras. De novo: o poder público precisa socorrer essas pessoas, mas cobrando das escolas atitude mais ética e profissional.

Quais os principais desafios para o próximo carnaval?

Antes do Carnaval, é necessária ajuda urgente, imediata, aos profissionais que constroem a festa. O prefeito eleito tem de ser cobrado na primeira hora para viabilizar o socorro. O desfile será consequência. A ajuda urgente é para quem está passando fome.

* Por Aydano André Motta – Entrevista publicada no Relatório da Comissão Especial do Carnaval da Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro.

Unidos de Padre Miguel realiza feirão de empregos em sua quadra

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No próximo sábado, a Unidos de Padre Miguel abrirá as portas de sua quadra, na Vila Vintém, para realizar o Feirão de Empregos UPM.

A iniciativa é uma ação do Departamento social da agremiação em conjunto com a empresa Feneg – que atua na capacitação e contratação de candidatos para o mercado de trabalho.

O evento terá início a partir das 09h, seguindo todos os protocolos elaborados pelas autoridades sanitárias durante a pandemia para o combate e proteção à COVID19.

O feirão disponibilizará senhas para vagas de trabalho em diversas áreas, além de avaliação curricular para reserva de vagas.

Para concorrer a uma das oportunidades, os candidatos deverão apresentar currículo atualizado, documento de identidade, carteira de trabalho, PIS/NIS, CPF, certificado de reservista, título eleitoral e comprovante de residência.

A quadra da Unidos de Padre Miguel fica na rua Mesquita, 08 – Padre Miguel

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Serviço:
Feirão de empregos UPM
Data: Sábado, dia 17 de abril
Local: Quadra da Unidos de Padre Miguel
Rua Mesquita, 08 – Padre Miguel
Horário: a partir das 09h

Música inédita de Ciraninho é um dos destaques do projeto ‘Baú da Dona Ivone’

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Fã e parceiro musical de Dona Ivone Lara, Ciraninho é um dos compositores que estão no projeto “Baú da Dona Ivone”, que terá mais um EP lançado em todas as plataformas digitais, com direito a live no Teatro Rival Refit, nesta terça-feira (13), quando a grande Dama do Samba completaria 100 anos. Além de assinar “Império e Portela” em parceria com Dona Ivone, Diogo Nogueira e Bruno Castro no primeiro álbum da série, Ciraninho é um dos autores da canção inédita “Silêncio da Passarada”, gravada pela cantora e atriz Dandara Mariana, a Bel da novela “Salve-se Quem Puder”, da TV Globo.

Feita com Bruno Castro, a música, que no EP teve arranjo do maestro Leandro Braga, fala sobre a ausência física de Dona Ivone pela percepção dos pássaros. Em 2022, “Silêncio da Passarada” vai ganhar formato de livro infantil.

Feliz de poder homenagear uma de suas referências no samba, Ciraninho fala da emoção que sentiu ao ter sua canção eternizada por Dandara, que interpretou a compositora de “Sonho Meu” no musical “Dona Ivone Lara – Um Sorriso Negro”. “O dia da gravação foi um dos momentos mais especiais na minha estrada da música. Meu coração transbordava emoção durante a brilhante interpretação da cantora Dandara Mariana. Cantora, sim! Que afinação, profissionalismo e simpatia. Sua postura de veterana impressionou a todos e nos presenteou com uma impecável gravação. Que honra!”, elogia o compositor portelense, que lançou recentemente seu próprio canal no YouTube, onde apresenta o programa semanal “Samba & Futebol”, entrevistando grandes ídolos dos gramados e da música.

As 12 faixas do “Baú da Dona Ivone”, raridades que até pouco tempo existiam apenas em CDs distribuídos em 2012 em escolas da Prefeitura do Rio, foram disponibilizadas pela Radar Records em três EPs.

Nesta terça-feira (13), data do centenário, o público poderá conferir o quarto EP, na nova fase do projeto, recheado de inéditas da baluarte imperiana, falecida em 2018. A lista inclui “Silêncio da Passarada”, única canção sem a autoria de Dona Ivone por se tratar de uma homenagem, “Dois Corações Abrindo a Manhã”, com interpretação de Maria Rita; “O Espaço Pra Sonhar”, com grupo Fundo de Quintal; “15 Anos Após o Centenário”, no dueto de Dudu Nobre e Pretinho da Serrinha; e “Já É hora”, na voz de Xande de Pilares. “Nas Escritas da Vida”, lançada em 2010, volta agora em registro inédito, com Dona Ivone dividindo os vocais com Gilberto Gil.

Além de integrar o projeto como compositor, Ciraninho, que foi um dos convidados especiais do show comemorativo dos 91 anos de Dona Ivone, em 2012, é um dos responsáveis pela captação de imagens e depoimentos feitos nos bastidores das gravações. A ideia é que o material possa ser aproveitado futuramente.

ciraninho brunocastro

A coordenação e a direção musical do “Baú da Dona Ivone” são do músico, cantor, compositor e professor Bruno Castro, que trabalhou durante duas décadas com a homenageada, além de ter sido parceiro musical e grande amigo da artista.

Silêncio da Passarada (Ciraninho/Bruno Castro)

O Colibri disse pra mim
Que agora é triste o seu cantar
Lá no quintal de Oswaldo Cruz
Já não tem mais lararaiá
O Beija-flor também falou
Que vive triste a procurar
A melodia da manhã
Que estava sempre a lhe embalar
O Bem-te-vi não quer sorrir
O Sabiá não quer papar
As Andorinhas já não ligam pra voar
O canto alegre do Tiê
Se escondeu noutro lugar
A passarada não se cansa de chorar
O Alvorecer perdeu a cor
E a chama se apagou
Feito a luz do candeeiro de vovó
Quando a passarada acordou
Um silêncio imperou
O dueto ficou só
Veio um Canarinho distraído em cantoria
E nem percebeu toda aquela nostalgia
A mãe natureza solitária se calou
Foi o Sonho Meu que eternizou

Livro ‘Laroyê Xica da Silva’ mostra como desfile do Salgueiro impactou na história da personagem

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Dentre as narrativas sobre a célebre figura de (Ch)Xica da Silva, personagem histórica que viveu no século XVIII, destacam-se as retratadas pelo cinema e TV, ao som de Jorge Ben Jor e sua música-tema. Poucos sabem que esta leitura tem origem na construção da persona a partir do desfile do Salgueiro, em 1963. É sobre esse capítulo da história que se debruça a pesquisa de Leonardo Antan, origem do livro “Laroyê Xica da Silva: narrativas encruzilhadas de uma incorporação no carnaval carioca”, com lançamento ainda este mês, pelo selo Carnavalize.

Ao focar no desfile assinado por Arlindo Rodrigues e protagonizado por Isabel Valença, o livro traça um panorama do período conhecido como “Revolução Salgueirense”, quando a agremiação tijucana venceu seus primeiros títulos trazendo inovações estéticas para as escolas de samba capitaneadas pelo carnavalesco Fernando Pamplona. Entre os quatro capítulos que mesclam narrativa ficcional e escrita acadêmica, o livro atravessa os campos da história da arte, cultura pop, carnaval, macumba e sacanagem. “Como escritor de ficção, eu tentei imaginar o cenário por trás do Salgueiro daquela década de 1960. É um ambiente cultural muito rico, que fala sobre o movimento negro e de cultura popular do período”, explica Leonardo.

Segundo o autor, “a história é um exemplo da força das escolas de samba na cultura nacional”, já que foi a partir dessa apresentação revolucionária do Salgueiro que surgiu uma nova heroína nacional: Xica da Silva. A personagem virou capa de revista e chegou até o Teatro Municipal incorporada em Isabel Valença, o que ajudou na popularização da personagem mineira. No olhar de Leonardo, Xica da Silva se tornou uma espécie de pombagira, entidade afro-brasileira associada à Exu, que baixou tanto em Isabel, como nas atrizes Zezé Motta e Taís Araújo.

O livro “Laroyê Xica da Silva” é fruto do mestrado em História da Arte no Instituto de Artes da UERJ, com orientação do professor Felipe Ferreira. Tem a orelha assinada pela pesquisadora Helena Theodoro e o prefácio escrito pelo historiador Luiz Antonio Simas, no qual afirma que “o texto pode ser lido de várias maneiras: a encruzilhada não é metáfora, mas conceito fundante da reflexão. O que posso dizer é que li o trabalho fabuloso de Leonardo Antan sorrindo e, vez por outra, gargalhando.”

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O livro está em pré-venda na lojinha do Carnavalize até o final dessa semana. O projeto foi contemplado com a lei Aldir Blanc, através do Edital de Fomento à Produção e Aquisição de Bens e Serviços da Secretaria Municipal de Cultura de Nova Iguaçu. Além do exemplar autografado, acompanham ainda uma ecobag e um brinde surpresa.

Lojinha do Carnavalize: https://carnavalize.lojaintegrada.com.br/

Mangueira realiza concurso online de samba de terreiro

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Em tempos de pandemia, a Mangueira vai realizar, a partir do dia 12 de maio, o II Concurso de Samba de Terreiro/Raiz da Ala de compositores da escola. A competição será inteiramente on-line e transmitida pelo canal do YouTube da Estação Primeira.

A parceria campeã, além de prêmio em dinheiro, terá direito a fazer parte da tradicional Ala de Compositores da verde e rosa. O concurso é também aberto a participantes de fora da escola, em nível nacional. Apenas o tema das músicas terá que fazer referência à Estação Primeira.

A Mangueira realizou em 2019 o primeiro concurso de samba de terreiro, mas com a pandemia, o evento não teve continuidade em 2020. Agora, houve a decisão de dar prosseguimento à iniciativa, mas de forma virtual. As inscrições vão até o dia 23 de abril e devem ser realizadas pelo e-mail [email protected].

Como forma de homenagear todos os mangueirenses que a escola perdeu durante a epidemia de Covid 19, três baluartes que nos deixaram durante este período darão o nome dos prêmios ofertados aos vencedores. Os prêmios levarão os nomes de Devani Ferreira (Tantinho), Waldyr José Claudino (Waldyr Marcelino) e Pedro Paulo Severino (Genuíno).

Clique aqui e veja a íntegra do regulamento: http://www.mangueira.com.br/link/download/SambaDeTerreiroVirtual_Regulamento.pdf

Apaixonados por carnaval: Bruno Lucena fez tatuagem para marcar seu amor pela Imperatriz Leopoldinense

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O morador de Olaria, bairro vizinho de Ramos, traz tatuado em seu corpo a imagem de duas asas e os dizeres “Liberdade, Liberdade” em homenagem ao desfile da Imperatriz Leopoldinense de 1989. Bruno Lucena tem esse desfile épico marcado em seu corpo. É a primeira lembrança de infância de uma escola de samba. A série “Apaixonados por Carnaval” apresenta a relação do turismólogo com a Verde e Branco.

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“Penso que já nasci apaixonado de verdade pelo Carnaval. Minha família sempre foi frequentadora dos ensaios da Imperatriz e tínhamos também vizinhos que eram partícipes, seja como componente, ritmistas, dentre outros. Foi algo bastante natural; é familiar”.

“Quem não sabe o que é o amor
Não sabe o que é ser feliz
Quem não sabe o que é sambar
Não sabe o que é imperatriz”
Rainha de Ramos, Preto Jóia

A comemoração do grande carnaval da Rainha de Ramos de 1989 foi o pontapé inicial para que tudo ocorresse. Lucena conta que sua primeira lembrança de infância surge na quadra da Imperatriz com apenas quatro anos de idade. Ele ressaltou também que não tem qualquer registro de memória de vida antes disso, e que essa lembrança e sua infância vendo o carnaval pela TV fez com que sua paixão se solidificasse até que ele se tornou componente.

“Linda, majestosa tão querida
Ela se agiganta e encanta a avenida
Verde e branco meu cantar, minha vida, meu pulsar
Sei que é preciso cultivar a flor
Que é preciso sempre amar você e sempre falar de amor”
Rainha de Ramos, Preto Jóia

“Assim como a maioria, assisti pela TV até o carnaval de 1999. Em 2000 fiz minha estreia como espectador na Sapucaí e de cara vi aquele bicampeonato num ano de temática sugerida (todas escolas falaram dos 500 anos do Brasil); de lá pra cá não parei mais de assistir por lá o que virou algo parte de mim, assisto sempre com família e amigos, seja em frisa, arquibancada, camarote… o importante é estar lá!”, diz empolgado.

Quem disse que ele só aparece para assistir sua apaixonada escola no carnaval? Bruno enfatiza que está presente praticamente em todos os eventos da escola: “Lugar de torcedor é ao lado da escola e estou presente praticamente em todos os eventos. A primeira vez que tenho memória, foi em 1989 na comemoração daquele magistral e maior campeonato da Imperatriz. Uma comemoração única e abundante. Os componentes levavam baldes de chopp pra casa. Tanto o desfile quanto samba são clássicos. Orgulhos não só da Imperatriz como o universo das escolas de samba. Havia uma campanha na internet pra concorrer uma tatoo, ganhei e decidi escolher por essa singela homenagem”.

lucena imperatriz 1

Se essa paixão, até tatuada, surgiu de uma ida a quadra, imagine quando ele desfilou pela
primeira vez? “Desfilei pela primeira vez em 2001, numa experiência fantástica. Duas semanas antes do desfile, me inscrevi e cadastrei também todos os familiares numa promoção de uma rádio, ganhamos no sorteio um par de fantasias. A retirada da fantasia foi no antigo barracão, o que já foi uma experiência sensacional, era uma semana antes do desfile então tudo já estava pronto; ali eu já tive a certeza daquele primeiro tricampeonato que Sapucaí viu. Todos deviam um dia buscar essa experiência em vida. Desfilar numa escola de samba é algo que todos devem realizar um dia, é um mix de energia, emoção e vibração únicas”.

“Vem viver o sonho que sonhei
Ao longe faz-se ouvir
Tem verde e branco por aí
Brilhando na Sapucaí”
Imperatriz 1989

E as loucuras que ele fez pela Imperatriz? Bruna Lucena contou detalhes: “Já fiz tanta coisa, mas creio que ir com a escola para o carnaval de San Luís em 2011 na Argentina foi o mais louco; dois dias e meio de viagem de ônibus pra ir e o mesmo pra voltar. Uma experiência incrível, uma vez que parte da minha ala foi toda, então estava rodeado de amigos o que fez com que apesar do tempo de percurso, fosse bem divertido, desfilar em outro país, conhecer novas pessoas, cantar um samba enredo adaptado para o Espanhol e na curva do desfile ainda ser chamado pra desfilar no carro, devido ao destaque ter ficado com medo e desistir… Foi tal de tira fantasia, coloca outra, sobe na empilhadeira, se pendura no queijo, impulsiona e vai (não tinha Carvalhão) e tudo isso com 7º de temperatura”.

lucena imperatriz 4

O torcedor gresilente revela o local em que assiste a apuração do Grupo Especial, na quarta-feira de cinzas. “Apuração normalmente assisto em casa, uma vez que resido a 300m da quadra. Não tenho superstição. É torcer, torcer e torcer mesmo. Em 2020 pelo momento diferenciado da escola, juntamos os amigos e assistimos e comemoramos na quadra. Foi sensacional o grito da vitória e de retorno ao local da escola que é o Grupo Especial”.

“Vem provar minha cachaça, amor ôôôô
O sabor é verde-e-branco
Passa a régua e dá pro santo
Que a Imperatriz chegou”
Imperatriz 2001

Bruno Lucena falou sobre ser Imperatriz e qual recado daria para os torcedores da escola. E ele não poupou palavras:

“Eu quero é Sambar!
A cura do corpo e da alma no Samba está!
Sou Imperatriz, sou raiz e não posso negar:
Se alguém me decifrar
É verde e branco meu DNA!”
Imperatriz 2011

lucena imperatriz 2

“Ser gresilense  é ter a arte como forma de olhar, história para contar e aprender. Ser diferenciado e apaixonado. Acompanha de fato a escola, ser participativo e presente independente de perto ou longe. E ser crítico por natureza, pois se acostumou a vitórias, glórias e ser referência em tudo. É sobre ter bom gosto e carregar uma discografia de excelente qualidade, ter swing no toque de sua bateria excepcional, se emocionar em ver Chiquinho e Maria Helena em sua quadra, é ter a facilidade e orgulho de saber que quase um terço de toda nossa história é assinado por Rosa Magalhães, e outras partes por Arlindo, Max, Leandro… Ser Imperatriz é carregar a garra e bravura de Chiquinho e Maria Helena e tantos outros que nos representam com tanto afinco e orgulho. Voltamos ao Grupo Especial depois de um momento triste em 2019, nos resgatamos em 2020 em todos os aspectos. Nosso brilho no olhar, canto, comissão de frente, e principalmente nosso visual que é o que mais nos identifica. Resgatamos Rosa Magalhães. É o retorno de duas gigantes em conjunto. Duas que se fundem numa e ainda chamam Arlindo pra coroar essa passagem. Ficou pra 2022, com mais e melhor tempo de nos organizarmos pra esse desafio de abrir o primeiro desfile pós pandemia e lutarmos para ganharmos mais um campeonato. Vamos com Rosa, Dalva, Arlindo, Luiz, e todos que amam essa tal Imperatriz”.

“Vem brincar nesse trem, amor
Que vai parar na estação do coração
Faz brilhar no céu Imperatriz
As onze estrelas do teu pavilhão”
Imperatriz 2008

Conheça os desfiles da década em São Paulo escolhidos pelo público

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Saiu a lista com dez desfiles da década (2011-2020) do Grupo Especial de São Paulo. A votação foi aberta no site CARNAVALESCO e o público fez sua escolha. O Vai-Vai foi a única escola com duas apresentações na lista: 2011 e 2015.

A partir de agora, integrantes do CARNAVALESCO e convidados vão assistir todos os desfiles e em maio será divulgado o ranking final, indicando a colocação de 1 até 10.

Veja abaixo a lista dos desfiles e os horários de exibição (sempre na página do site no Facebook)

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13/04 às 21h30 – Vai-Vai 2011 (Enredo: ‘A música venceu!’. A história de superação do ex-pianista João Carlos Martins, que virou maestro após perder o movimento das mãos).

15/04 às 21h30 – Império de Casa Verde 2016 (Enredo “Império dos Mistérios”. Abordou questões da fé, origem das civilizações e mistérios da humanidade ao longo dos séculos).

18/04 às 21h30 – Tatuapé 2017 (Enredo: ‘Mãe África Conta a Sua História: Do Berço Sagrado da Humanidade à Abençoada Terra do Grande Zimbabwe’).

20/04 às 21h30 – Mocidade Alegre 2014 (Enredo: ‘Andar com fé eu vou, que a fé não costuma falhar!’)

22/04 às 21h30 – Gaviões da Fiel 2019 (Enredo: ‘A saliva do santo e o veneno da serpente’).

27/04 às 21h30 – Mancha Verde 2020 (Enredo: ‘Pai! Perdoai, eles não sabem o que fazem!’)

29/04 às 21h30 – Dragões da Real 2017 (Enredo: ‘Dragões canta Asa Branca!)

02/05 às 21h30 – Vai-Vai 2015 (Enredo: ‘Simplesmente Elis – A fábula de uma voz na transversal do tempo’)

04/05 às 21h30 – Águia de Ouro 2020 (Enredo: ‘O Poder do Saber – Se saber é poder… Quem sabe faz a hora, não espera acontecer’)

06/05 às 21h30 – Tom Maior 2018 (Enredo: ‘O Brasil de duas Imperatrizes: De Viena para o novo mundo, Carolina Josefa Leopoldina; De Ramos, Imperatriz Leopoldinense’)