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Paes garante o apoio para escolas de samba e Saúde pretende ter a população completamente vacinada até novembro

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Durante a divulgação de mais um boletim epidemiológico do município, na manhã desta sexta-feira, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, falou sobre o avanço da vacinação na cidade e traçou metas para o carnaval do município. A capital já tem 64,2% vacinados com a primeira dose e 23,4% com a segunda dose, sendo 127.561 com dose única. A previsão da secretária municipal de Saúde é terminar a vacinação das pessoas até 18 anos no mês de novembro de 2021.

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Foto: Marcelo Piu/Prefeitura do Rio

“A campanha de imunização, a partir do momento em que a gente anuncia que todo mundo vai estar vacinado com a primeira dose até 15 de agosto. Joga três meses para a frente, você imagina aí que em novembro todo mundo na cidade do Rio já vai ter tomado as duas doses. Você chega a 100% da população-alvo aí da campanha totalmente vacinada. Isso significa vida normal. Carnaval é uma celebração complexa, que exige muita preparação”, disse.

Eduardo Paes falou também do contrato assinado com a Liesa e do apoio para todas escolas de samba do carnaval do Rio de Janeiro.

“Assinamos com a Liesa até trazendo uma inovação, fazendo contrato de quatro anos, dando garantia aos organizadores do carnaval de que amanhã, mesmo entrando um doido aqui na prefeitura, com as loucuras que a gente viu nos últimos anos, ainda haja essa estabilidade. Vamos em breve assinar um convênio de apoio às escolas de samba. Com as cláusulas lá, enfim, de que não havendo carnaval, aquilo ali fica garantido para a posterior data marcada da festa. Então a gente vai trabalhar com a hipótese de que vai ter carnaval”, frisou o prefeito.

Fotos: retomada dos sambas na Beija-Flor

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Jorge Perlingeiro: ‘O contrato nos propicia iniciarmos oficialmente o carnaval de 2022’

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O presidente da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), Jorge Perlingeiro, celebrou a assinatura do contrato com a Prefeitura do Rio para o Carnaval de 2022 e que terá validade até os desfiles de 2025. Ao site CARNAVALESCO, o dirigente explicou a importância do acordo. * LEIA AQUI: GABRIEL DAVID CELEBRA ASSINATURA DO CONTRATO

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Foto: Henrique Matos/Liesa

“Traz para Liga uma tranquilidade muito grande. O contrato nos propicia iniciarmos oficialmente o carnaval de 2022, já com possível venda de ingressos no mês que vem e que a TV Globo nos atenda diretamente. Facilita também para o pagamento da primeira parcela (dos direitos de transmissão). Essa assinatura foi de suma importância. Desde o dia 19 de março que a nova diretoria da Liesa vem trabalhando e tratando de tudo do carnaval. O contrato nos qualifica e entrega o Sambódromo da Marquês de Sapucaí”.

“Isso me sinto muito envaidecido. Desde que estou na Liga, há mais de 37 anos, sempre briguei por um contrato mais longo com a prefeitura. É muito importante para todas escolas. O prefeito é um profundo conhecedor e adepto do carnaval e nos propicia que agora a gente possa assinar contratos com parceiros comerciais, fornecedores e até compradores de camarotes. Agora, podemos comercializar os espaços por até quatro anos. Agradeço muito o cuidado da prefeitura e Riotur com todo o carnaval do Rio de Janeiro. Antes, a gente assinava o contrato em outubro, novembro e até dezembro. Dessa vez, não. Assinamos o contrato faltando oito meses para o carnaval, quatro anos de garantia e novas vitórias vão vir”.

Vitória do samba! Prefeitura assina contrato de quatro anos com as escolas de samba para realização dos desfiles no Sambódromo

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Na manhã desta quinta-feira, representantes da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) estiveram na Riotur, na Cidade das Artes, Zona Oeste do Rio, para assinatura do contrato para realização dos desfiles no Sambódromo da Marquês de Sapucaí. Pela primeira vez, o poder público assinou o acordo com as escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro, através da Liesa, com duração de quatro anos, ou seja, até o Carnaval de 2025.

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Foto: Reprodução de internet

O prefeito Eduardo Paes prometeu na campanha eleitoral que apoiaria e reconheceria a importância das escolas de samba do Rio de Janeiro e o seu fundamental trabalho social e mostrou que está realmente com os sambistas. Agora, a Prefeitura do Rio fará a publicação no Diário Oficial da cidade do acordo e do apoio que será dado para todas doze agremiações.

O diretor de marketing da Liesa, Gabriel David, celebrou a assinatura do contrato em uma publicação nas suas redes sociais.

“Estou muito feliz. Agradeço ao prefeito Eduardo Paes e a Riotur, grandes parceiros do carnaval. Nesses últimos três meses que estamos na Liga temos nos esforçado para mudarmos as situações pontuais e de extrema importância para a base organizacional do carnaval. Esse contrato com a prefeitura era a nossa grande prioridade. Conseguimos a assinatura e mudanças muito importantes para Liga, prefeitura e Riotur. É só o início, tem muita coisa para fazer, mas é um passo muito importante. Vamos olhar para frente”, disse.

Salgueiro autoriza mudanças nos sambas e prepara retorno para agosto

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Na esperança de voltar em breve com as atividades de quadra devido à aceleração da campanha de vacinação contra a Covid-19, o Salgueiro já se movimenta rumo à retomada do processo para escolha do samba que representará o enredo para seu próximo desfile. Com o concurso parado desde dezembro de 2020, a escola apresentará o tema “Resistência” na busca do seu décimo título no carnaval carioca, retratando locais do Rio de Janeiro marcados como pontos importantes de resistência cultural preta.

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Foto: Ewerton Pereira/Divulgação Salgueiro

Após reunião com os compositores, a diretoria autorizou àqueles que queiram realizar ajustes em suas obras a fazê-lo, dentro de um prazo estabelecido pelos responsáveis do concurso, conforme explica Alexandre Couto, diretor de carnaval.

“Nosso enredo é de extrema relevância social e cultural e entendemos que muitos foram os acontecimentos que permearam a inspiração dos nossos poetas na construção de cada obra, no momento que o enredo foi lançado. Temos uma safra riquíssima, com sambas que tendem a tornar-se verdadeiros hinos e queremos deixar os nossos poetas, caso sintam essa necessidade, aflorarem ainda mais essa veia artística, inserindo ou ajustando o que acharem que é preciso, sempre levando em conta a sinopse extremamente clara, objetiva e forte que temos. Nosso presidente está muito confiante no enredo e no talento do Alex de Souza”, conta ele.

O novo calendário da disputa está sendo preparado com retorno do concurso em agosto, quando as parcerias voltarão a apresentar-se dentro das regras estipuladas no período.

Prefeitura de Nilópolis vai adotar ensino sobre a cultura afro-brasileira

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Por iniciativa da porta-bandeira da Beija-Flor, Selminha Sorriso, a Prefeitura de Nilópolis vai adotar o ensino sobre a cultura afro-brasileira nas escolas da rede municipal de ensino, atendendo uma lei federal brasileira.

“Vamos trazer para dentro da nossa educação ensinamentos sobre a cultura afro-brasileira”, disse o prefeito de Nilópolis, Abraão David Neto, conhecido como Abraãozinho (PL).

beijaflor aula
Foto: Divulgação/Prefeitura de Nilópolis

Uma das sugestões propostas por Selminha Sorriso é ter o ensino sobre a história da escola de samba Beija-Flor, uma das maiores campeãs do carnaval do Rio de Janeiro.

“Pensamos em fazer feiras culturais com exposições, de maneira presencial ou virtual (dependendo da situação) e concurso de redações. Para que os alunos tenham entendimento de como foi fundada a Beija-Flor que levou para o mundo, o nome do município em que eles vivem. Neste cenário, é fundamental para os jovens compreenderem a importância da ascensão da escola no desenvolvimento de Nilópolis”, contou Selminha ao site CARNAVALESCO.

No trabalho dentro do departamento cultural da Beija-Flor, Selminha e outros torcedores da azul e branco (Arthur Arenari, Carlos Torres, Cobasky Corrêa, Felipe Andrade, Isaac Argolo, Ivson Monteiro de Gusmão, Luciane Nascimento, Luciene Dias, Matheus da Cunha.) resgataram a história da escola, valorizando e restaurando os troféus.

“Pretendemos fazer o resgate da memória de componentes ilustres que desfilaram e contribuíram para o sucesso da escola”, completa a porta-bandeira.

Junior Schall: ‘A Imperatriz tem se comunicado com o novo e ‘abraçado’ a sua comunidade’

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A Imperatriz Leopoldinense vem se destacando entre todas escolas de samba do Grupo Especial como a agremiação mais ativa durante este período tão cruel da pandemia. Após voltar ao Grupo Especial, a verde e branco perdeu seu presidente Luizinho Drumond e coube a filha Cátia Drumond assumir e dar uma nova roupagem para a Rainha de Ramos. No próximo dia 18 de julho, a escola volta com sua disputa de samba-enredo para o Carnaval de 2022 que tem o enredo: “Meninos eu vivi… Onde canta o sabiá, onde cantam Dalva e Lamartine”.

equipe imperatriz
Foto: Divulgação/Imperatriz

Ao site CARNAVALESCO, o diretor de carnaval Junior Schall falou do momento Leopoldinense e da volta ao trabalho com a carnavalesca Rosa Magalhães.

“Chegar na Imperatriz e ter o prazer, mais uma vez, de contribuir com o carnaval da professora Rosa Magalhães é algo formidável também, que se torna ainda mais importante por conta do enredo que ela está desenvolvendo. A homenagem a Arlindo Rodrigues por Rosa é uma aula de carnaval, é uma oportunidade de ter, pelo viés único de uma testemunha ocular do calibre dessa artista, o universo de Arlindo narrado e cantado na Sapucaí de modo original, num desfile que une o brilhantismo de dois ícones das escolas de samba. Com isto, junto de uma equipe jovem e engajada de cabeças pensantes e corações pulsantes pela Rainha de Ramos, o olhar para o futuro se torna um trabalho contínuo. A Imperatriz tem se comunicado com o novo e “abraçado” a sua comunidade de maneira cada vez mais intensa”.

Schall explicou como será a disputa de samba da Imperatriz Leopoldinense. As retomada no dia 18 de julho terá 15 obras que se apresentarão em duas chaves. A chave A conterá 7 sambas que se apresentarão a partir das 14h e a chave B será a partir das 18h. Para a próxima fase ficarão quatro sambas da Chave A e cinco sambas da Chave B.

“Devido aos protocolos, ainda vigentes e necessários, de segurança sanitária, o desenho do concurso terá um formato com menos etapas, mais enxuto e dinâmico. A via de uma escolha mais adiantada para hino da agremiação na agenda de trabalho é muito útil para a melhor lapidação da obra eleita, que em tempos de isolamento físico se torna algo ainda mais valioso”.

O diretor de carnaval da Imperatriz contou como recebeu o convite para ingressar a equipe leopoldinense.

“O convite para ingressar na equipe da Imperatriz Leopoldinense veio através da presidente Catia Drumond e do vice-presidente Vinicius Drumond, o primeiro contato foi com ele. Fiquei muito honrado e feliz, dialogamos conjuntamente e, desde o primeiro momento, eles me apresentaram todo um trabalho alinhado com novos caminhos para a agremiação sem deixar de equilibrar todo o legado e as raízes da Imperatriz. O que já estava muito patente desde o belíssimo retorno da escola ao Grupo Especial”.

Projeto Estátua de Brilho homenageará Aldir Blanc, Dona Ivone Lara e Gonzaguinha

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Em votação na internet, por meio do link: acesse.estacio.br/estatuadebrilho, os cariocas poderão eleger durante duas semanas – a partir de hoje (dia 5) até 16 de julho – quem receberá uma estátua de bronze: Aldir Blanc, Dona Ivone Lara e Gonzaguinha. A personalidade eleita pelo público se tornará o mais novo patrimônio histórico do Rio de Janeiro, que será instalado próximo ao novo campus Maracanã no mês outubro.

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Foto: Divulgação

Os concorrentes que ficarem em segundo e terceiro lugares na votação serão homenageados em algum outro local da unidade. A iniciativa, criada pela Artplan, faz parte do Projeto Estátua de Brilho, cujo objetivo é presentear e homenagear os tijucanos – que, assim como a Estácio, são crias do bairro e brilharam em suas atividades – presenteando a região com uma estátua de uma personalidade marcante da região. Essa será apenas uma das ações que a instituição promoverá por conta da inauguração do campus que funcionará no antigo prédio da Golden Cross, na rua Morais e Silva.

“Antes de fincarmos nossa bandeira no bairro da Tijuca, queremos presentear os moradores do local e também todos os cidadãos cariocas. O Projeto Estátua de Brilho permitirá que as pessoas selecionem quem representará a região historicamente. A ação também será um grande exercício de valorização de nossos acervos e patrimônios, além de fortalecer a história da Cidade do Rio de Janeiro”, afirma Eduardo Guedes, diretor de Marketing da Estácio.

Acadêmicos do Tatuapé tem 5 presidentes para próxima gestão

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Cinco presidentes vão comandar a Acadêmicos do Tatuapé pelos próximos quatro anos. Depois de eleição interna, a agremiação decidiu apostar na copresidência, inovando na gestão de escola de samba. A nova diretoria é composta por Eduardo Santos, que presidiu sozinho a bicampeã do Carnaval paulistano por duas gestões, Erivelto Coelho, Toninho, Edu Sambista e Higor Silva, que antes também assumiam cargos na Direção Executiva.

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Foto: Divulgação/Acadêmicos do Tatuapé

O objetivo da Acadêmicos do Tatuapé é dividir responsabilidades entre setores e, desta forma, alcançar resultados melhores, com esforço coletivo. A expectativa é gerar mais eficiência e produtividade nos processos envolvidos na gestão de uma escola de samba.

A Acadêmicos do Tatuapé é a primeira escola de samba a ser copresidida por cinco membros. Nos últimos cinco carnavais, a agremiação só ficou fora do pódio uma vez, em 2019. Seus dois títulos de campeã do Carnaval de São Paulo vieram em 2017 e 2018.

Para 2022, a agremiação aposta no enredo “Preto Velho conta a saga do café num canto de fé”, desenvolvido pelo carnavalesco Wagner Santos, e será a sexta escola a passar pela Avenida na sexta-feira, pelo grupo Especial.

Livro revela as trajetórias de três mestres: Aluísio Machado, David Corrêa e Hélio Turco

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O livro Três poetas do samba-enredo, lançamento da editora Cobogó, olha para os artistas que, embora muitas vezes relegados aos bastidores, se dedicam a combinar os versos e as melodias que fazem com que cada carnaval transcenda a Avenida e ingresse em nosso imaginário coletivo: os compositores, aqui representados pelos mestres Aluísio Machado, David Corrêa e Hélio Turco. A pesquisadora Rachel Valença, o jornalista Leonardo Bruno e o dramaturgo Gustavo Gasparani reverenciam esses expoentes que fizeram história no carnaval carioca em narrativas que, revelando as trajetórias individuais desses três poetas do samba-enredo, atravessam oito décadas de cavaco, repique e tamborim.

livro samba

Aluísio é autor do inesquecível “Bum bum paticumbum prugurundum”, que marcou a vitória da Império Serrano em 1982. David compôs “Das maravilhas do mar fez-se o esplendor de uma noite” (dos versos “E lá fui eu pela imensidão do mar/ Essa onda que borda a Avenida de espuma/ Me arrasta a sambar”), que embalou o desfile da Portela em 1981. E Hélio escreveu “100 anos de liberdade – realidade ou ilusão” (“Pergunte ao Criador/ Quem pintou esta aquarela/ Livre do açoite da senzala/ Preso na miséria da favela”), do carnaval de 1988, um dos sambas mais emblemáticos da história da Mangueira. Mas, mais do que isso, os três têm um brilhante “conjunto da obra” – personificando, com suas carreiras e criações, a arte e a magia do carnaval carioca.

Cada um dos autores escreve sobre o compositor do samba preferido de sua escola do coração. A imperiana Rachel Valença narra a trajetória do (como ele próprio costuma se apresentar) “internacionalmente desconhecido Aluísio Machado” – com 14 composições de sua autoria entoadas na Avenida, tendo seis delas sido agraciadas com o Estandarte de Ouro de Melhor Samba-Enredo. Já o portelense Leonardo Bruno homenageia David Corrêa, o maior vencedor de sambas-enredo na azul e branco de Madureira (mas que também foi responsável por um dos mais cantados da história do Salgueiro e por um refrão da Estácio de Sá que extrapolou o mundo do carnaval). E o mangueirense Gustavo Gasparani fala da vida e da obra de Hélio Turco, que, segundo ele mesmo, “não toca, não bate, não canta, não samba e, também, não é turco”, ainda assim, desde 1957 se mantem fiel à verde e rosa, tendo levado a Mangueira a seis campeonatos – tornando-se o maior vencedor da escola e um dos maiores de todo o carnaval.

“Descobrimos que um doou para a caridade a porta do quarto da filha, o outro tinha uma mulher que falou mal do parceiro das composições no cabeleireiro, e o prosaico, o cotidiano vão nos apresentando, por trás das canções, os homens. Os três poetas aqui perfilados representam a tenacidade das gerações que se sucedem buscando a batida perfeita”, escreve Milton Cunha no texto de orelha.

Além disso, na primeira parte do livro, os autores traçam panorama do gênero samba-enredo, esboçando um painel de sua evolução e suas transformações ao longo do tempo. Esse texto é construído, no melhor espírito carnavalesco, em tom de conversa: assim como fazem os poetas do carnaval ao criarem suas obras, os autores se sentaram em roda e jogaram palavras no ar, esmiuçando com muita propriedade o mundo dos fazedores de samba.

Como define no prefácio o jornalista e pesquisador Sérgio Cabral, Três poetas do samba enredo “é uma espécie de farol para quem deseja navegar, a qualquer hora do dia ou da noite, pelo mundo do samba”.