Em uma publicação nas redes sociais, na manhã desta quarta-feira, a Imperatriz Leopoldinense anunciou o desligamento do intérprete Preto Joia. Segundo a escola, a medida foi tomada em comum acordo, já que o cantor atualmente reside em Saquarema, Região dos Lagos do Rio de Janeiro. Assim, o carro de som da verde e branco segue com a dupla Arthur Franco e Bruno Ribas. Confira abaixo o comunicado da escola.
Foto: Divulgação/Imperatriz
“Só os diamantes são eternos” – diz a famosa frase que se encaixa, de forma perfeita, em nosso momento.
Compositor de sambas épicos e intérprete em apresentações antológicas de nossa história, Preto Joia retornou ao nosso carro de som para o desfile de 2020, quando reeditamos o clássico “Só dá Lalá”, apresentado originalmente em 1981.
Contudo, para o próximo desfile, ele não seguirá no comando de nossos microfones. O motivo dessa decisão, tomada em comum acordo com o cantor, foi a distancia, uma vez que, morando em Saquarema (cerca de 113km do Rio de Janeiro), Preto teria dificuldades com a intensa agenda de ensaios programada pela escola.
Por este motivo, seguimos o trabalho com Arthur Franco e Bruno Ribas, agradecendo sempre ao querido Preto Joia por sua contribuição brilhante ao nosso pavilhão.
Preto é, e sempre será, uma das figuras mais especiais da Imperatriz Leopoldinense, o nosso diamante. Por aqui, seguimos trabalhando intensamente rumo ao próximo carnaval e com desejo imenso de vitória!
Voltei…Botando banca na avenida
Matando a saudade
Jamais pensei…
Que essa utopia poderia ser realidade
De terno no jogo da sorte
Nos trilhos da história, a voz sem pudor
Um homem pra sempre lembrado por ser benfeitor
Doutor, na escola da vida, aluno exemplar
Lutei pro nosso bairro prosperar
E conquistar o que merece
Nesse sonho apostei
Na minha gente eu acredito
Fui aclamado rei, comigo vale o que está escrito
Rolou a bola em moça bonita, é show
A galera se agita, é gol! É gol de placa!
Sou banguense, pra sempre um caso de amor
Mascote no peito, vencedor
No velho palco da ilusão
Fui mais um súdito na corte da folia
Deixei meus passos nesse chão
Fiz brilhar mais forte a estrela-guia
E Cá Estou sem nunca esquecer a identidade
Vira Virou, revivendo a minha ‘Mocidade’
O samba me ‘liga’ ao passado
Legado de força imortal
Voltei! Eternizado no altar Carnaval
O meu palpite é forte
O mundo já sabe, respeite meu nome: Castor de Andrade!
Minha palavra é lei, nunca se esqueça
Vai dar Bangu na cabeça!
Clamo a presença dos ancestrais
Arde a chama na candeia
Reluz os seus ideais
Livre, o samba faz escola
Manifesto no terreiro
Sou quilombola
Vou de pé no chão
Resgatar a pureza dos meus carnavais
O novo pavilhão
Foi Oxum quem bordou de dourado e lilás
Vem maracatu do caboclo lanceiro
Dança o caxambu, jongueiro
Saravá lundú, afoxé, capoeira
No rabo de arraia não leva rasteira
*Puxa o partido pro mestre versar (Candeia!)*
*Firma na palma da mão a noite inteira*
*Risca no amoladinho, ioiô*
*Ô iaiá, vem mexer com as cadeiras (vem sambar)*
Sou da arte negra sentinela
Um quilombo em cada favela
Contra toda forma de opressão
Sou a poesia sem mordaça
Tambores em dia de graça
Heróis e heroínas da abolição
Sou o canto forte de Palmares
A vibrar pela cidade
Um grito sufocado a resistir
Inspiro a verdadeira liberdade
Valeu, Zumbi
*Quem leva a noite na cor*
*De verde e branco é rei*
*Mostra seu valor*
*No Império da Tijuca*
*Negritude é lei*
*(Negritude é lei, é lei)*
Nesta quarta-feira será a vez dos diretores de carnaval das 12 escolas de samba estarem presentes no Ciclo de Debates sobre Critérios de Julgamento dos desfiles do Grupo Especial. O objetivo dos encontros é promover a discussão sobre os critérios de julgamento dos desfiles, procurando adequá-los à evolução do espetáculo.
Foto: Henrique Matos/Divulgação Liesa
A iniciativa prevê um total de cinco encontros semanais reunindo, separadamente, carnavalescos, diretores de carnaval, e presidentes das escolas de samba, além dos julgadores que atuaram no último desfile, no Carnaval 2020, e representantes da imprensa.
Os encontros, fechados para a imprensa, são dirigidos pelo presidente da Liesa, Jorge Perlingeiro, e o Coordenador de Julgadores, Júlio César Guimarães Sobreira. A partir da pauta de discussão e sugestões apresentadas, será produzido, ao final do último encontro, um relatório que será submetido ao plenário.
As propostas de mudanças aprovadas passarão a integrar o Manual de Julgadores para o Carnaval 2022. Posteriormente, elas serão debatidas e treinadas no Curso de Julgadores, segmentadas por quesitos e seus respectivos jurados.
“Nosso objetivo é estabelecer um julgamento cada vez mais democrático, justo e transparente, com a modernidade que o espetáculo exige”, afirma Perlingeiro, confirmando que a Liesa pretende apresentar ao público as justificativas dos julgadores (das notas diferentes de 10) antes dos desfiles do Sábado das Campeãs, que acontecerá no dia 05 de março, no Sambódromo.
Definição do quadro de julgadores
Nos encontros serão definidos também os julgadores que continuarão atuando e os que serão substituídos. Serão 45 ao todo, ocupando cinco módulos de julgamento distribuídos pela pista de desfile, com 09 julgadores em cada um (um de cada quesito), atribuindo notas de 9 a 10, com frações de 0,1 (um décimo).
A Secretaria de Saúde (SES) do estado do Rio já distribuiu mais de 20 milhões de doses das vacinas contra a covid-1 aos 92 municípios fluminenses. Assim, 56% da população adulta estão com o esquema vacinal completo (primeira e segunda doses ou dose única) e mais de 90% com a primeira dose.
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Segundo o secretário de Saúde, Alexandre Chieppe, “essa é a campanha de vacinação de maior sucesso da história do Rio de Janeiro. Faltando pouco menos de um trimestre para acabar o ano conseguimos superar muitas dificuldades alcançando essa marca.”
A Secretaria de Saúde é responsável pela distribuição de doses de imunizantes contra a covid-19 a todo o estado. Os ofícios contendo as quantidades que destinadas a cada município são enviados assim que é realizada a conferência das doses entregues pelo Ministério da Saúde. Como a distribuição das doses para os municípios é realizada entre 24h e 48h após a chegada da remessa, as secretarias municipais são informadas da quantidade durante a logística de entrega das vacinas.
Das 20 milhões de doses aplicadas, mais de 11 milhões foram em mulheres e nove milhões nos homens. Desse total, 41% são doses da AstraZeneca, 31% da CoronaVac, 25,7% da Pfizer e 1,8% da Janssen.
As informações estão disponíveis para consulta no vacinômetro do estado.
Após a pancada no Carnaval 2020 e o rebaixamento no Grupo Especial, a União da Ilha pediu a benção de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, para vencer a disputa da Série Ouro em 2022 e recuperar seu lugar na elite do samba. Para isso, a tricolor escolheu o samba-enredo da parceria de Marquinhus do Banjo, Gugu das Candongas, Almir da Ilha, Júnior Nova Geração, Rafinha da Ilha, Romeu, Rafael Mikaia e Marcio André Filho. O resultado saiu após às 4h da manhã desta terça-feira. A escola será a quinta a desfilar na Marquês de Sapucaí e levará o enredo ‘O vendedor de orações’, que será desenvolvido pelos carnavalescos Severo Luzardo e Cahê Rodrigues. * OUÇA AQUI O SAMBA CAMPEÃO
Fotos de Allan Duffes
“A sensação é a mesma quando ganhei todas oitos vezes em que a Ilha estava no Grupo Especial. Com todo respeito, a Ilha não é uma escola do Grupo de Acesso. Aqui na Ilha a disputa é muito acirrada. Temos grandes compositores. Mais uma vez, eu tenho a felicidade de vencer. É a minha nona vitória. Ninguém esperava que a Ilha vencesse em 2009, ela surpreendeu e foi campeã do Acesso, se Deus quiser, seremos novamente”, disse o compositor Marquinhus do Banjo, em entrevista ao site CARNAVALESCO.
Final de samba da Ilha
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Fotos: Allan Duffes
“A felicidade é muito grande. Agradeço aos meus parceiros. Juntamos todo mundo em prol da Ilha. Vamos voltar para o lugar que não deveríamos ter saído. O samba tem qualidade muito grande e vamos brigar para sermos campeões. Meu coração transborda de felicidade em ganhar na minha escola de coração. A imagem de Nossa Senhora é muito forte para todos nós, muita gente é devota, e isso nos motiva para irmos com tudo no desfile. Agora, vamos buscar a nota máxima e ir para cima pelo título”, garantiu o compositor Márcio André Filho.
‘Estamos vivendo com a ajuda dos insulanos’
Responsável por ótimos momentos da União da Ilha no Grupo Especial, o presidente Ney Filardi volta para o comando da agremiação e promete corresponder toda expectativa da torcida. “Voltar é sempre um frio na barriga depois de tanto tempo fora. Espero que a gente consiga colocar na Avenida um carnaval altamente competitivo e digno. Vamos fazer mágica, malabarismo, porque dinheiro está difícil. Até agora ninguém da Série Ouro recebeu nenhum centavo sequer. Estamos vivendo com a ajuda dos insulanos. A escola aprovou a troca de enredo. Prometo muita dedicação e podem aguardar a Ilha muito bonita e alegre”, disse o presidente.
Wilsinho Alves, diretor de carnaval da Ilha, falou da retomada das atividades do carnaval e da sua volta para agremiação. Ele terá a parceria de Dudu Azevedo. “Planejamos essa volta, quando o presidente Ney assumiu em abril, ele decidiu trocar o enredo e disse que a gente teria disputa de samba. Foi muito acirrada. O retorno é sempre difícil, estamos ainda inseguros com algumas coisas, mas estamos tocando o carnaval. Fazer o Acesso é sempre difícil, mas a União da Ilha é uma escola muito forte. Temos uma equipe estrelada e o samba é mais um passo nesse caminho para vitória. Sabemos do desafio máximo de fazer o desfile com a verba da Série Ouro. Estamos sendo criativos, levando um carnaval na altura da disputa. O nosso planejamento está muito bem definido. O presidente Ney Filardi é uma figura agregadora, ele é necessário e fundamental para União da Ilha”.
‘Torcedor pode esperar a Ilha carregada de emoção’
Cahê Rodrigues e Severo Luzardo conversaram com o site CARNAVALESCO sobre o enredo, o desafio da Série Ouro e o resgaste da União da Ilha.
“O enredo mexe com os devotos de Nossa Senhora Aparecida. A santa emoldura todo esse carnaval. O samba não podia faltar emoção. Estou muito feliz na Ilha. De coração, os quatro sambas finalistas representariam bem a Ilha. O nosso enredo é muito claro. É um ato de superação através da fé. O escravo Zacarias, no momento de desespero, clama para santa e acontece o milagre que os grilhões se arrebentam. O vendedor de orações é tudo aquilo que a gente espera que o ser humano seja. A fé está presente no nosso coração e através dela podemos mudar qualquer situação. Estamos muito envolvidos com o enredo. O samba escolhido faz muita diferença no desenvolvimento plástico que estamos criando. O Carnaval de 2020 é para ser apagado da memória do insulano, como apaguei da minha, agora o torcedor pode esperar a Ilha reluzente, carregada de emoção, beleza e fé”, comentou Cahê Rodrigues.
“Nós temos que ter animação e alegria. O samba mais cantado vai para Avenida. O momento é tão difícil no Brasil e questionamos a intolerância que está acontecendo. O nosso enredo mostra que o caminho é possível e viável para mudar. Conseguimos tocar os corações. As pessoas podem esperar o resgate da fantasia, do lúdico, carnavalizar, entrar na Avenida bem vestido, colorido. A União da Ilha sempre foi brincante e com os componentes felizes interpretando seus enredos. É a coisa que mais queremos fazer agora. Tenho certeza que quando a Ilha se encontrar na concentração terá a emoção de se ver bem vestida e com os carros bem feitos e bem acabado. É a qualidade! O enredo fala de resistência e negritude. São as principais mensagens dele”, contou Severo.
Baterilha mantém o trabalho que deu certo
Responsáveis pela bateria da Ilha, os mestres Marcelo e Keko explicaram que vão manter a mesma proposta de trabalho para o Carnaval de 2022. “O samba nos permite ter boas criações. A proposta é dar continuidade ao ritmo de caixa, que é o nosso ponto forte, e manter o trabalho. Ainda não sabemos como será fantasia. Estou curioso também. Vamos levar o samba no andamento que a bateria gosta”, brincou mestre Keko.
“A escola está no Acesso, mas a bateria continua Especial. Vamos com tudo que temos de bom e do melhor. Se for possível, vamos com 280/290 ritmistas. A gente confia nos carnavalescos para fazer a fantasia”, completou mestre Marcelo.
Patrimônio da União da Ilha, o intérprete Ito Melodia ressaltou a importância de ter a volta de Ney Filardi novamente como presidente da escola.
“Foi um baque muito grande. A Ilha sabe a força que tem e o tamanho que ela tem. O presidente Ney voltou é um cara conhecedor de samba e da gente. Temos uma equipe maravilhosa. Estou muito feliz com a escolha do samba. O nosso refrão principal mexe no coração da gente. Podem esperar que vamos fazer um belo carnaval. Será uma incorporação geral”.
Energia positiva para o novo casal da Ilha
O carnaval 2022 terá novidade no quesito mestre-sala e porta-bandeira da Ilha. Marlon Flores e Danielle Nascimento chegaram e ressaltaram o clima da agremiação.
“A energia aqui é maravilhosa. É muito positiva. Estamos ressurgindo, renascendo, esquecendo tudo que ficou para trás e estamos muito feliz. A União da Ilha é alegria. Encontrar uma escola que nos acolhe com tanto carinho e amor não tem preço. Estamos acreditando em quem nos dá valor. Vamos lutar, juntar força e unir a vontade da Ilha de vencer e voltar o Especial”, disse a porta-bandeira.
“A Dani traz combustível para minha dança. A energia dela é maravilhosa. A gente se encontra muito bem. Isso traz felicidade na nossa dança. Vamos fazer jus para ajudar e voltarmos para o Grupo Especial”, finalizou o mestre-sala.
A diretoria da Portela informou que Emanuel Lima e Camylinha Nascimento formam o segundo casal de mestre-sala e porta-bandeira da Majestade do Samba. Emanuel chegou à Azul e branca de Madureira em 2006, já foi passista da escola e de 2018 até este ano defendia as cores da escola como terceiro mestre-sala, ao lado da porta-bandeira Rosilane Queiroz.
Foto: Divulgação/Portela
“Esse convite é a resposta de que estou no caminho certo. Hoje ter a oportunidade de defender minha escola como segundo mestre-sala é maravilhoso, até inimaginável! Estou muito feliz, agradeço demais a confiança da direção de carnaval, de toda a diretoria e em especial a Nilce Fran, que foi muito importante para que as coisas acontecessem na minha vida e, claro, a minha porta-bandeira, Rosilane Queiroz. Fico muito feliz e muito honrado de agora estar dançando com a Camylinha. Fico muito honrado dela ter aceitado a dançar comigo. Tenho certeza de que essa parceria vai ser muito boa pra nós”, afirma Emanuel, ainda atua como segundo mestre-sala na Unidos da Ponte e primeiro na União Cruzmaltina.
Camylinha Nascimento, nova parceira de Emanuel começou a dançar aos 13 anos na escolinha da Tradição, onde chegou a ser a segunda porta-bandeira. Durante a gravidez de sua filha Victória, em 2009, desfilou como apoio na Portela, onde dava aula no projeto da escola. Há oito anos, Camylinha defende o segundo pavilhão da maior campeã do Carnaval carioca, sendo quatro como a segunda porta-bandeira.
MÃE PRETA DO BRASIL
ROGAI POR NÓS, APARECIDA!
TRAGO A ESPERANÇA NO OLHAR
EU QUE MAL SEI REZAR, NOSSA SENHORA!
DOBRO O JOELHO AOS SEUS PÉS
SANTA IMACULADA CONCEIÇÃO
O MILAGRE ACONTECEU
QUEBRAM-SE AS CORRENTES PELO CHÃO
OH! MINHA MÃE… RECEBI NOBRE MISSÃO DE AMOR
VOU SEGUINDO EM ROMARIA
LEVO O SEU NOME AONDE FOR
A VELA ACESA NO ALTAR, CLAREIA
BENDITO É O FRUTO MÃE, SEMEIA
DIVINA PROTEÇÃO A ILUMINAR
NADA É IMPOSSÍVEL QUE EU NÃO POSSA ALCANÇAR
A FÉ TRANSFORMA O MEU DESTINO
A PAZ VAI REINAR NOS CORAÇÕES
OH! PADROEIRA DE TANTOS BRASIS
MAIS TOLERÂNCIA NESSE MEU PAÍS
BANHEI SEU ROSÁRIO COM AXÉ
NA GIRA DE CANDOMBLÉ, COM OXUM NA CACHOEIRA
AGRADECER… POR VER NASCER O SOL DE UM NOVO DIA
SOU MAIS UM FILHO DE MARIA
ENTREGO MINHA ILHA EM SUAS MÃOS
E O POVO CANTA EM FORMA DE ORAÇÃO
NOSSA SENHORA APARECIDA
FAÇO DO SAMBA UM HINO DE AMOR
CUBRA NOSSOS FILHOS COM SEU MANTO
E ABENÇOE A ILHA DO GOVERNADOR