A magia do Natal vai invadir a quadra da Unidos do Porto da Pedra nesta quinta-feira com a chegada de Papai Noel. O evento será realizado a partir das 18h com a entrega de brinquedos e distribuição de cachorro quente, pipoca, refrigerante e algodão doce para a criançada.
Em seguida, o couro vai comer com mais um ensaio geral da Unidos do Porto da Pedra e apresentação de todos os segmentos. EFechando a noite, o pagode do presidente com o projeto Quem é de Samba Sabe.
A quadra da Unidos do Porto da Pedra está localizada na Travessa João Silva, 84, Porto da Pedra.
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, utilizou o Twitter, no início da tarde desta quarta-feira, para falar da situação do Carnaval 2022 no município. Paes garantiu a realização dos desfiles das escolas de samba na Marquês de Sapucaí.
“Havendo a possibilidade, como há nesse momento e acontece semanalmente, de realização de jogos de futebol com os controles já previstos nas normas estabelecidas pela prefeitura, não há qualquer motivo para não garantimos que o carnaval da Marquês de Sapucaí será realizado. Essa informação é importante para diminuir as especulações acerca dessa festa. O carnaval na Marquês de Sapucaí exige uma preparação com muita antecedência, inclusive com repasse de recursos públicos as escolas de samba. Portanto, a não ser que haja uma mudança completa em todas as regras hoje existentes e no quadro da epidemia, o carnaval da Sapucaí é algo garantido. Já estamos discutindo com a Liesa regras muito restritas que serão apresentadas a nosso comitê científico. Estamos inclusive nos utilizando do belo exemplo estabelecido pela direção do Flamengo que consideramos um caso de sucesso. Ou seja, não teremos necessariamente uma decisão uniforme sobre todas as formas de celebração da maior manifestação cultural de nosso país”, comentou o prefeito do Rio de Janeiro.
Foto: Beth Santos/Prefeitura do Rio
O prefeito também explicou explicou que existem diferentes tipos de eventos.
“Ainda é muito cedo para tomarmos uma decisão em definitivo. No entanto, é importante entender que quando falamos de carnaval estamos nos referindo a, pelo menos, três tipos de eventos. Primeiro temos os bailes que acontecem em espaços fechados. Segundo as regras desse momento a realização dessas festividades é possível em razão da possibilidade de cobrança do passaporte de vacinação e/ou testes. Depois temos o carnaval de rua. Esse obviamente requer uma análise ainda mais detalhada uma vez que não há qualquer possibilidade de controle daqueles que estarão participando das celebrações. E finalmente, temos a grande celebração que acontece na Marquês de Sapucaí. Gostaria de estabelecer nesse caso uma comparação com estádios de futebol. A Marquês de Sapucaí nada mais é do que o estádio do samba”, disse.
O Paraíso do Tuiuti está desde novembro ensaiando na rua e seguirá sem descanso até o dia do desfile. A expectativa da escola é repetir ou até ir melhor do que em 2018, quando conquistou o vice-campeonato do Grupo Especial. Dessa vez, a preparação, segundo os integrantes, caminha para mais forte da realizada no ano inesquecível para agremiação de São Cristóvão.
Começando pelo carro de som. Celsinho Mody contará agora com Carlos Jr, intérprete também do Império de Casa Verde, uma das principais vozes do carnaval, e, a dupla recebeu um presente recentemente que foi a volta da cantora Grazzi Brasil. O trio paulistano possui todos os requisitos para fazer uma apresentação inesquecível no ano que vem. O samba-enredo “KA RÍBA TÍ YE – Que Nossos Caminhos Se Abram. O Tuiuti Canta Histórias de Luta, Sabedoria e Resistência Negra”, de autoria de Claudio Russo, Moacyr Luz, Julio Alves, Alessandro Falcão, W. Correa, Chico Alves e Píer, sem dúvida, é um dos melhores do ano.
“O Tuiuti já virou uma grande paixão na minha vida. A escola que tem a mesma característica que a nossa. É uma escola de luta, buscar cada dia seu melhor, que tem orgulho de ser uma comunidade negra. A Grazzi é minha maior parceria de canto e estou estreando a parceria com o Carlos Jr. É um momento muito mágico. Te falo com toda certeza que esse ano está muito melhor do que 2018 e que essa energia toda cresça. O Carlos Jr veio, nos entrosamos, temos energia muito boa musicial, e a Grazzi é o elemento que faltava para buscarmos algo que para muitos é impossível, mas para gente é uma realidade que está sendo criada nas nossas vidas. Brinco que já sou carioca. Estou apaixonado pela cidade. Só não moro ainda no Rio. O presidente Thor teve a coragem de dar a oportunidade para gente lá em 2018. Sou muito grato. É tudo a mesma coisa (falando do Rio e de São Paulo), a gente só sai de casa um pouco mais cedo. Temos também no carro de som o Ciganerey e o Hudson. Estamos prezando pela qualidade”, disse Celsinho Mody.
Fotos: Ewerton Pereira/Divulgação Tuiuti
“É sempre um honra fazer música e estar no pavilhão que comecei no Rio de Janeiro. É maravilhoso. Estou feliz. Mais uma vez, eu estou cantando a história do meu povo e trabalho com os meus amigos Celsinho Mody e Carlos Jr. Ainda sinto uma energia melhor até do que 2018. Nunca tive problema de dividir carro de som. O importante é a sintonia. É maravilhoso ver nosso povo aqui. Somos todos iguais. Já fizemos isso desde 2018 e vai ficando cada vez mais natural. Sou amiga de todos. Admiro o Thor que faz tudo com muita coragem, ele é um bamba”, completou Grazzi.
Para o diretor de carnaval do Tuiuti, André Gonçalves, o pouco tempo para os ensaios exige que todas escolas treinem sem descanso. “Esperamos continuar com o mesmo padrão de trabalho desde o início. A tendência é só crescer. Todo mundo estava esperando o momento de voltar ao ensaio. O povo estava ansioso. Vamos treinar direto. O tempo ficou curto para todas escolas. Precisamos ensaiar demais. São quase três mil componentes. Sinto a energia de 2018, que eu fazia parte da comissão de carnaval. Vamos correr atrás daquele 0,1 décimo que deixoamos na época. Podem esperar muitas surpresas na Avenida”, disse o diretor de carnaval.
Estreando no Tuiuti, o casal de mestre-sala e porta-bandeira, Raphael e Dandara, exala confiança para o desfile e ressalta a ótima recepção dada pela comunidade. “Tudo é novo para gente. Estou gostando demais. A magia está maravilhosa, está acontecendo. Nossa sintonia com os guardiões, com o samba e a bateria. Tudo vai entrando no corpo. Quando vê você está tomado pela emoção. Tudo está no caminho certo”, afirmou o mestre-sala.
“Estávamos em uma vivência muito boa na quadra. Criamos o laço. Quando veio para rua pegamos a energia da comunidade. Isso motiva ainda mais para o trabalho que iniciamos como parceria e escola nova. Está sendo um encontro muito forte. Estamos muito empolgados. Quando formamos uma parceria é preciso ter tempo e ensaio. A energia fica renovada, garra para dar certo e a gente se empenha mais para estarmos prontos no momento certo”, explicou Dandara.
Dono do ritmo no Tuiuti, mestre Marcão promete um grande espetáculo na sua volta para o carnaval do Rio de Janeiro. “Está sendo mágico. Fiquei quase três anos fora. É gratificante demais voltar. Temos um samba espetacular. Isso facilita muito. Ele encaixa com a bateria. Não tivemos dificuldade em acharmos o andamento. Vamos de 143 a 144 BPM (batidas por minuto). A nossa bateria é de comunidade. Temos muitos amigos por aqui. Fizemos uma reunião e quando cheguei tive a surpresa de estar realmente em casa. Trabalho com esse carro de som é ótimo também. A gente conversa o tempo inteiro. Estou gostando muito”, garantiu.
A União da Ilha do Governador realiza uma grande festa no próximo sábado, a partir das 18h, para coroar a nova rainha de bateria da escola, Juliana Souza. Na noite também haverá o show completo do sambista e compositor Arlindinho, apresentação dos segmentos ao som da Baterilha e Ito Melodia e muitas outras surpresas. Vale ressaltar que os integrantes das alas e demais segmentos terão entrada gratuita mediante apresentação da carteirinha.
Foto: Divulgação/Ilha
Há 25 anos, Juliana passou a frequentar a quadra da agremiação, sempre levada pelo seu pai (um dos grandes compositores da escola e diretor de carnaval por vários carnavais). Além disso, ela desfilou por muitos anos como destaque em alegorias até chegar ao posto de uma das musas da escola. A vez de ser rainha chegou para ela para o carnaval de 2022.
Serviço:
Horário: a partir das 18h
Pista: R$ 10 ou 1kg de alimento não perecível
Mesa: 40 reais (4 lugares)
Camarote: 250 reais (8 lugares)
Vendas na secretaria da escola (21) 21470660
A quadra da União da Ilha fica localizada na Estrada do Galeão 322, Cacuia – Ilha do Governador.
O site CARNAVALESCO entrega no sábado, na quadra do Salgueiro, a partir das 20h, o prêmio “Destaques do Ano”. Os vencedores foram escolhidos pelo público, integrantes do site e convidados do veículo.
As categorias premiadas são: Personalidade do ano, Representatividade, Responsabilidade Social, Gestão, Atuação nas redes sociais, Influenciador (a) no carnaval, Live, Comunicação, Criação Literária.
Como acontece todos os sábados, a Academia do Samba abre suas portas a partir das 20h para os tradicionais ensaios comerciais. Na abertura, o grupo Pegada Brasileira garante a diversão do público tocando todos os ritmos.
A bateria Furiosa, Emerson Dias e Quinho do Salgueiro entram em cena com todos os segmentos do Salgueiro a partir das 23h, com um show inesquecível relembrando sambas que fazem parte da história gloriosa da escola.
Os ingressos custam a partir de R$ 50 (pista) e a classificação é 18 anos. Informações através do telefone (21) 2238 9226. O uso da máscara e apresentação do certificado de vacinação são obrigatórios.
Serviço
Data: Sábado, 18 de dezembro
Horário: 20h
Valor: R$ 50 (pista)
Informações e venda de camarotes : (21) 2238 9226
Classificação: 18 anos
*apresentação do certificado de vacinação e uso da máscara obrigatórios
Site CARNAVALESCO começa série de entrevistas especiais com integrantes das escolas de samba de São Paulo para o Carnaval 2022. Estreia é com a Tucuruvi.
Em busca do tão sonhado título, que já não vem a 11 carnavais, o Salgueiro é mais uma escola, nesta safra de bons enredos, a buscar dentro de si a inspiração para a valorização da cultura do negro e para uma mensagem de resistência. No desfile, a escola lembrará que foi pioneira na introdução da temática africana nos desfiles das escolas de samba, seguindo na contramão das “narrativas oficiais” da história do país, dando voz e palco para personagens, heróis e protagonistas pretos, como Xica da Silva, desfile de 1963, que ficou como inspiração depois para o filme de 1976 dirigido por Cacá Diegues e estrelado por Zezé Motta.
“Resistência” é assinado pelo carnavalesco Alex de Souza que vai para o quarto carnaval à frente da Academia do Samba. Torrão amado, “o lugar onde eu nasci”, como diz na letra do samba, é simplesmente o morro do Salgueiro, daí a valorização de suas próprias origens dentro de um enredo que trará o Salgueiro como um griô que transmitiu ao longo dos anos histórias riquíssimas através de seus carnavais, se consolidando como elemento ativo no processo de resistência cultural e de luta contra o racismo institucional, como é citado na própria sinopse.
Desta forma, com este enredo, o Salgueiro quer resistir lembrando de sua história, de um legado deixado pelos povos que viviam nos quilombos, garantindo o direito a fé, em especial em relação às religiões de matriz africana tão perseguidas, destacando os valores civilizatórios e culturais presentes na cozinha, na dança, valorizando a arte e os festejos introduzidos pelos negros, pois afinal de contas como é apresentado na própria sinopse, resistir é existir.
Foto: Leandro Ribeiro/Divulgação TV Globo
O samba é uma composição de autoria de Demá Chagas, Pedrinho da Flor, Leonardo Gallo, Zeca do Cavaco, Joana Rocha, Renato Galante e Gladiador. Leonardo Gallo explica que o samba valoriza justamente a resistência que o próprio Salgueiro tem feito ao longo de sua história.
“Nosso samba foi escrito em primeira pessoa, sendo que o próprio Salgueiro é que narra a história, o samba em si. E o fio condutor, eu diria que é a própria história do Salgueiro, que sempre valorizou a cultura do preto, foi o primeiro a faze enredo colocando o negro como protagonista, daí tivemos Zumbi, Xica da Silva”, afirma o compositor.
O site CARNAVALESCO dando continuidade à série de reportagens “Samba Didático”, pediu ao compositor Leonardo Gallo para explicar os significados e as representações por trás de alguns versos e expressões presentes no samba do Salgueiro para o carnaval de 2022.
“UM DIA MEU IRMÃO DE COR/CHOROU POR UMA FALSA LIBERDADE/KAO CABECILÊ SOU DE XANGÔ/PUNHO ERGUIDO PELA IGUALDADE”
“Iniciamos essa narrativa afirmando que a assinatura da lei áurea deveria em tese, “em tese”, abolir a escravidão, porém libertos continuamos escravos da miséria, discriminados e marginalizados. Então nesse momento, evocamos a proteção de Xangô, nosso orixá, o orixá do Salgueiro, o orixá da justiça, padroeiro da escola e do morro do Salgueiro. Ele é capaz de combater as mazelas impostas pela exclusão que nós estamos vivendo, a exclusão social, e com isso, conclamamos nossos irmãos a resistir com o punho erguido, a lutar pela tão sonhada igualdade”.
“HOJE CATIVEIRO É FAVELA/DE HERDEIROS SENTINELAS/DA BALA QUE MARCA, FEITO CHIBATA/VERMELHO NA PELE DOS MEUS HERÓIS/LUTARAM POR NÓS, CONTRA A MORDAÇA”
“Passados 133 anos da abolição, ainda continuamos aprisionados a um sistema cruel onde o preto luta diariamente por respeito. Vivendo aprisionados em favelas, sob condições precárias, assentadas por políticas públicas ineficientes, isolado hereditariamente, e aterrorizados por constantes tiroteios que extingue sonhos. Assim como a chibata marcava com cicatrizes uma era de heróis que com seu sangue combatiam a intolerância racial. E hoje, sentinela são os policiais, o poder público que entra nas favelas e não quer saber quem está na frente. E com as balas, elas matam, mas elas deixam marcado também quem está vivo. Porque a lembrança fica e nunca tem fim. Então isso fica marcado com sangue”.
“Ê MÃE PRETA, MÃE BAIANA/DESCE O MORRO PRA FAZER HISTÓRIA/ME FORMEI NA ACADEMIA/BACHAREL EM HARMONIA/EIS AQUI O MEU QUILOMBO, ESCOLA”
“Nossas mães, as mães pretas, de quem foi criado no morro, passaram por tanta humilhação para que os filhos pudessem seguir um caminho digno. E começam a viver um tipo de vida de privações, provocações e muito trabalho. E foi com esse seu suor e aprendizado, que consegui me formar, e me formar na academia do samba representando a minha cultura e arte precedida por minhas raízes e pela história de vida dos meus ancestrais. E que história. E aí tem algumas curiosidades. Como no caso em que a representante da ala das baianas é a Tia Glorinha, moradora ainda lá do morro. Que desceu né. A escola desceu o morro e realmente fez história como baiana. Aí vem também o trecho, ‘bacharel em harmonia, eis aqui o meu quilombo’, quando a escola foi formada o Geraldo Babão já dizia né, ele fez um samba exaltação que foi o primeiro samba da escola, que foi exaltação que diz ‘vamos balançar a roseira’, nela tem uma frase sobre os diretores de harmonia, o próprio Laíla criado no morro do Salgueiro, e o próprio Calça Larga, a família Calça Larga, e o Salgueiro sempre foi bacharel em harmonia”.
“Ê GALANGA Ê… REI ZUMBI OBÁ/PRETA AQUI VIROU RAINHA XICA/SOU A VOZ QUE VEM DO GUETO/RESISTÊNCIA NO TAMBOR/PILÃO DE PRETO VELHO EU SOU”
“Ao som dos nossos tambores, tivemos a responsabilidade e o pioneirismo de introduzir a temática africana no carnaval do Rio de Janeiro para o mundo, e com isso criamos diversos enredos que ratificam a nossa história: ‘Chico Rei’, chamado de Galanga, ‘Zumbi dos Palmares’, ícone da resistência preta, ‘Xica da Silva’, coroada em nosso chão. Personagens que deram voz aos excluídos, dignificam a nossa história de resistência. A resistência do tambor é o nosso próprio pavilhão. É o próprio pavilhão do Salgueiro. Está lá representado pelos tambores. E neste caso, nós estamos falando do nosso pavilhão. E o pilão de preto velho, eu sou, é o pilão que é bem resistente, onde os pretos velhos vão macerar as ervas para tirar todo mal, e o próprio desfile de 1992, aquela imagem para todo Salgueirense é lembrado até hoje no ‘soca no pilão preto velho mandingueiro’. Vem isso tudo em uma levada e nós temos o nosso preto velho como a própria resistência”.
“NO RIO BATUQUEIRO/MACUMBA O ANO INTEIRO/NÃO NEGO MEU VALOR, AXÉ/GINGADO DE MALANDRO/KIZOMBA E CAPOEIRA/CAXAMBU E JONGO, FÉ NA REZADEIRA/TEMPERO DE IAIÁ, NÃO TENHO MAIS SINHÔ/E NUNCA MAIS SINHÁ”
“O Rio de Janeiro é a terra do malandro batuqueiro e é o próprio enredo do Salgueiro de 2016. E da macumba, todo mundo é um pouco de macumbeiro. Resistir é assentir nossa fé, é não ter medo, receio de expor nossas crenças, é dançar, é jogar. Este momento do Rio de Janeiro que nós estamos passando, muitas vezes aparece na televisão, notícia corriqueira, da intolerância religiosa que tem atingido as religiões afros. E, assim, temos que mostrar a nossa força. Temos o Jongo, o Jongo da Serrinha, o caxambu, no próprio morro do Salgueiro, são resistências. A própria rezadeira hoje quase não tem como antigamente, de levar uma criança para a rezadeira. Hoje quase já não tem valorização delas. O tempero de ‘Iaiá’ é todo o tempero que veio já lá da África que foi disseminado aqui no Rio, no Brasil, na nossa culinária. É uma resistência. Então não tem mais essa de ‘sinhô’, nem de ‘sinhá’”.
“SAMBO PRA RESISTIR/SEMBA MEUS ANCESTRAIS/SAMBA PELOS CARNAVAIS/TORRÃO AMADO O LUGAR ONDE EU NASCI/O POVO ME CHAMA ASSIM”
“Aí, nós temos o samba como elemento cultural de forte resistência histórica frente ao escravismo, a colonização e as tentativas de supremacia cultural branca. O samba sempre foi voz das periferias. O samba me ensina, me encoraja, me liberta, me apresenta ao mundo. O samba me define. ‘Semba, meus ancestrais’, é as nossas origens, e ‘samba pelos carnavais’, as próprias escolas de samba que são resistentes a todos os sistemas. ‘Torrão amado’ é o próprio Salgueiro, o ‘torrão amado’ é como é conhecida a nossa escola, o morro em si. E pouca gente sabe disso. Quem é Salgueiro, esse é um lema nosso. Para quem nasceu, o morro é o ‘Torrão Amado’. E o Salgueiro nasceu no Morro do Salgueiro. O povo na Sapucaí espera o Salgueiro, o Torrão Amado”.
“SALGUEIRO… SALGUEIRO…/O AMOR QUE BATE NO PEITO DA GENTE/SABIÁ ME ENSINOU: SOU DIFERENTE”
“Esse trecho está mostrando a escola que é hoje o Salgueiro, graças ao Seu Djalma (Sabiá). Já que ele foi de tudo um pouco na escola. É a nossa referência no mundo do samba. O nosso maior baluarte. E nada mais grandioso do que reverenciar esse ícone do samba dando voz a resistência do Morro do Salgueiro, da escola de samba Acadêmicos do Salgueiro, na Sapucaí. Nada mais justo que homenagear esse grande homem representando todos os outros que também já partiram, a todos os grandes salgueirenses e muito respeito por ele. E cantar ‘Salgueiro, Salgueiro’ é uma forma que o salgueirense tem de exaltar seu pavilhão, é o que mais o salgueirense sabe fazer, é cantar, cantar, cantar de qualquer forma, que seja o nome da sua escola. Então quando a gente fala Salgueiro e depois canta de novo, a gente reafirma o poder da nossa escola, claro sempre respeitando todas as coirmãs. Mas é o Salgueiro, a força da escola é cantar”.
A noite do último sábado na quadra do Salgueiro foi de festa para a ala dos passistas. O grupo comandado por Carlinhos Salgueiro, que tradicionalmente elege uma majestade para liderar a ala na Avenida, elegeu dois representantes que foram coroados com toda a pompa pela rainha de bateria da escola, a atriz Viviane Araújo. Marcio Dellawegah e Larissa Reis, crias dos Aprendizes do Salgueiro, receberam faixa e coroa, juntamente com Bruna Southo, que assume o posto de rainha da Furiosinha na escola mirim.
Bastante festejados por todos os segmentos, o trio contou com a visita de quatro das seis candidatas finalistas no concurso que vai eleger a nova corte do carnaval carioca. As postulantes à coroa foram recebidas pelo presidente André Vaz e mostraram no palco da Academia alguns dos atributos que as levaram até a final que acontecerá no dia 07 de janeiro, na Cidade do Samba.
O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, participou na noite de segunda-feira da inauguração da Unidade dos Bombeiros, na Cidade do Samba, e, ao falar com o site CARNAVALESCO enalteceu o valor cultural, turístico e econômico das escolas de samba para o Estado. Ele lembrou que nos desfiles de 2019 e 2020, quando o governo municipal, do bispo Crivella, deixou na mão todas agremiações, o poder público estadual amparou e foi fundamental para realização das apresentações no Sambódromo da Sapucaí.
Foto: Thaise Lima/CARNAVALESCO
“A Liesa tem sido uma parceria desde 2019, quando não tinha mais o apoio da Prefeitura e o Estado aportou o valor necessário. Em 2020, nós conseguimos ajudar novamente. Estamos fechando o apoio para 2022. Será através da Lei de Incentivo a Cultura. Já falei para todas escolas que podem contar com o Governo do Estado sempre. O que depender da gente podem contar. O carnaval é fundamental para o Rio de Janeiro, que não pode viver sem o carnaval. Tenho certeza que teremos o maior carnaval de todos os tempos”, disse.
Cláudio Castro revelou ainda uma ideia de levar para o Museu da Imagem e do Som (MIS), que está sendo construído em Copacabana, com previsão de inauguração para 2022, um andar exclusivo dedicado ao Museu do Carnaval, um sonho eterno dos sambistas. “Começamos o processo de tornar o carnaval com poder estrutural maior e com poder para o turismo. Já estamos conversando para termos o Museu do Carnaval, quem sabe ficar em um andar no MIS. O samba é o Rio de Janeiro”, afirmou.
Para o governador do Rio de Janeiro, as escolas de samba não podem mais passar o sufoco que sofrem todos os anos para realizarem seus desfiles. “A gente tinha a preocupação de fazermos ações que ajudassem o carnaval permanentemente. Não só enxugar o gelo perto do carnaval, mas medidas estruturantes. O carnaval é muito mais que uma festa e alguns dias de desfiles. Ele é uma das molas motriz do Rio de Janeiro. Infelizmente, às vezes ele é relegado ao evento que acontece em fevereiro, que é muito bonito, mas todos nós sabemos que é o ano inteiro. Ele é empregador, gira economia, gira escolas o ano inteiro, é a responsabilidade social. Não queremos mais as escolas passando pires para desfilarem”.
No fim, Castro lembrou que a Unidade dos Bombeiros, na Cidade do Samba, permitirá uma redução de custos para todas agremiações, além de mais segurança aos moradores e comerciantes da região. “Quando o Coronel falou da companhia destacada parecia tão simples. Ficou aquela sensação, porque não foi feita ainda. Essa Unidade dos Bombeiros vai gerar economia para escolas e proteção maior para essa região da cidade. Era impressionante ainda não ter o Corpo de Bombeiros aqui. Isso gerava insegurança para quem trabalha e custo para todas escolas”, finalizou Castro.
Darlan Alves comanda a maior roda de samba-enredo, edição das Campeãs de 2020, com as presenças mais que especiais das vozes campeãs do nosso Carnaval. Participam dessa edição: Douglinhas, da Águia de Ouro, Fredy Vianna, da Mancha Verde, Renê Sobral, da Dragões da Real e Luiz Felipe, do Vai-Vai.
Além dos intérpretes, o Samba-Enredo Social Club também receberá os compositores que tiveram suas obras cantadas na passarela do samba em 2020. Participam dessa roda de amigos os imãos Rodrigo e Rodolfo, “Os Minuettos”, Marcelo Casa Nossa, e Thiago SP.
A galera já pode garantir mesa fazendo a reserva no Oh Freguês pelos telefones: (11) 98925-0069 e (11) 3034-1143. Atenção: O Oh Freguês está seguindo os protocolos de segurança estabelecidos pela lei.