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Grupo Arruda lança novo trabalho em festa no Beco do Rato

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O Grupo Arruda, que celebra 20 anos de história em 2025, fará uma festa especial no próximo sábado, dia 20, no Beco do Rato, para o lançamento do seu mais novo trabalho: “ARRUDA NA ILHA”. A celebração faz parte de uma sequência de eventos realizada pelos sambistas pelas duas décadas de amor e resistência ao gênero. A festa promete o melhor do repertório autoral do Arruda, além de sambas históricos e já conhecidos nas mais de 20 apresentações realizadas pelo grupo a cada mês.

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Divulgação/Arruda

Gravado na Ilha da Gigóia, o projeto da maior roda de samba do Rio de Janeiro traz os clássicos “Banho de Folhas” e “Berenice”, além de regravações com novos arranjos das músicas “O Erê”, conhecida na voz do Cidade Negra, Simples Desejo, que se popularizou através de Luciana Mello e outras canções, como um medley em homenagem ao Rei do Balanço, o compositor e cantor, Bebeto.

O álbum já está disponível em todas as plataformas digitais e pode ser apreciado pelos amantes do samba e fãs do Arruda.

“É o nosso último lançamento do ano e esperamos todos no Beco do Rato para uma grande festa. Podemos considerar que será um grande esquenta para o Audiovidual ‘Arruda – 20 anos’, que lançaremos no próximo ano e, sem dúvida, se trata do maior trabalho da nossa carreira”, comentou o líder e fundador do Arruda, Gustavo Palmito.

O Arruda toma conta do palco do Beco do Rato a partir das 22h do próximo sábado, em uma roda de samba que irá até a madrugada de domingo. Os ingressos antecipados estão sendo vendidos por R$ 30 através do www.sympla.com.br

CasaBloco abre 2026 com tributo histórico a Bira Presidente e Arlindo Cruz

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O carnaval de 2026 começa com um tributo à altura da realeza do samba. A CasaBloco vai dedicar sua noite de abertura, no dia 29 de janeiro, batizada de “Caciqueando”, a celebrar a vida e a obra de dois gigantes que nos deixaram recentemente: Bira Presidente, fundador do Cacique de Ramos, e Arlindo Cruz, cria daquela casa e poeta de Madureira.

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Foto: Divulgação

Para comandar essa catarse coletiva no Jockey Club, o palco receberá ninguém menos que Alcione, a Marrom, grande atração da noite. Antes dela, o Bloco Cacique de Ramos promove um baile emocionante, trazendo a energia da Tamarineira para a Zona Sul e homenageando também a cantora Preta Gil. A abertura fica por conta do Samba do Sacramento, garantindo a elegância e o carisma das rodas cariocas logo no início dos trabalhos.

Rita Fernandes, idealizadora do projeto, reforça o conceito por trás da escolha: “O Rio é o grande anfitrião de um Brasil plural! Nossa proposta é que o folião embarque em uma imersão carnavalesca única, diferente, completa, passando pelo universo dos blocos, do samba, da moda, do cinema e da gastronomia”.

Serviço:
Evento: CasaBloco – Noite “Caciqueando”
Data: 29 de janeiro de 2026 (quinta-feira)
Horário: 16h à 1h
Local: Jockey Club Brasileiro (Praça Santos Dumont, 31 – Gávea)
Ingressos: A partir de R$ 80 (meia-entrada solidária)
Vendas: https://shotgun.live/festivals/casa-bloco-caciqueando
Mais informações em http://CasaBloco.com/
Links de vendas: http://CasaBloco.com/

Carnaval Sustentável SP une escolas, indústria e poder público em ação inédita

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A Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo (Liga-SP), a União das Escolas de Samba Paulistanas (UESP) e o SENAI-SP lançaram, nesta terça-feira, na unidade do Bom Retiro, o projeto Carnaval Sustentável SP. Com foco na gestão ambiental e na responsabilidade social, a iniciativa visa não apenas mitigar os impactos da festa, mas redefinir a relação do maior evento cultural do país com o meio ambiente. Como etapa inicial, algumas das 105 agremiações carnavalescas da capital (32 ligadas à Liga-SP e 73 à UESP) passaram por visitas técnicas do SENAI. O objetivo foi realizar um diagnóstico preciso sobre o volume de descarte, o potencial de reuso de materiais e a geração de renda nas comunidades.

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Foto: Divulgação/SENAI-SP

Para Lucia Helena, gestora do projeto na Liga-SP, a parceria oficializa e potencializa práticas que já fazem parte do DNA das escolas. “Os desafios financeiros que as agremiações enfrentaram ao longo das décadas acabaram por capacitá-las naturalmente na questão do reuso e da troca de materiais, fantasias e esculturas entre si. A criatividade nascida da necessidade é o ponto de partida deste projeto”, explica.

A dimensão profissional das escolas surpreendeu Carlos Coelho, diretor da unidade SENAI de Biotecnologia, que destacou a mudança de percepção ao visitar a Fábrica do Samba. “Ali pude ver o quanto o carnaval gera emprego, renda, cultura e entretenimento de forma estruturada. Levar a expertise do SENAI para dentro das escolas de samba e blocos é uma forma de reconhecer esse trabalho e oferecer ferramentas para elevá-lo à excelência industrial”, afirmou. Ele também faz parte do Núcleo de Sustentabilidade, responsável por orientar decisões com base em critérios técnicos, viabilidade operacional e geração de valor para as agremiações.

Vanguarda e Impacto Urbano

A busca por essa excelência técnica motivou a aproximação institucional. Segundo Renato Remondini, presidente da Liga-SP, o carnaval paulistano tem a responsabilidade de liderar inovações. “Nosso espetáculo cresce a olhos vistos. Agora, precisamos fazê-lo crescer também onde os olhos do público não veem, mas onde o planeta sente”, pontua Remondini, reforçando que ideias implementadas em São Paulo tendem a ser replicadas nacionalmente.

A complexidade logística também foi abordada por Alexandre Magno, o Nenê Teixeira, presidente da UESP. Ele ressaltou os desafios específicos do carnaval de rua em comparação ao Sambódromo. “Como os desfiles da UESP ocupam as vias públicas de diversos bairros, o cuidado com os resíduos exige atenção redobrada. O espaço precisa ser devolvido à sociedade pronto para a normalidade do dia seguinte, o que demanda uma operação de sustentabilidade muito ágil”, analisa.

Essa operação ganha reforço com o apoio do poder público. Osmário Ferreira, secretário municipal de Limpeza Urbana, destacou a importância da integração das equipes. “Seja no Anhembi, no Butantã ou na Vila Esperança, as particularidades divergem, mas convergem em um ponto: a sustentabilidade é alcançada de forma mais eficaz quando combinada com a limpeza urbana e, principalmente, com a valorização dos profissionais de coleta”, concluiu.

Próximos Passos e Legado

O projeto prevê ações de curto e longo prazo:

• Desfile Mirim Temático: No dia 7 de fevereiro, o Sambódromo do Anhembi receberá mais de 4.000 crianças para um desfile monotemático sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. Antecedendo o Grupo de Acesso II, o evento, com entrada gratuita, visa conscientizar as novas gerações sobre o futuro do planeta.

• Polo de Economia Circular: Está em estudo a implantação de um polo dentro da Fábrica do Samba, focado em soluções para resíduos complexos, como isopor e têxteis, atendendo todas as agremiações da cidade.

• Capacitação Profissional: A partir de março de 2026, o SENAI/FIESP iniciará a qualificação técnica de mais de 3.000 profissionais vinculados à cadeia produtiva do carnaval.

O projeto Carnaval Sustentável SP atende diretamente aos seguintes Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU:

• 3 – Saúde e Bem-Estar
• 4 – Educação de Qualidade
• 8 – Trabalho Decente e Crescimento Econômico
• 10 – Redução das Desigualdades
• 12 – Consumo e Produção Responsáveis
• 13 – Ação contra a mudança global do clima

Alane Dias exalta energia da Grande Rio em noite de último ensaio do ano

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Alane Dias marca presença na quadra da Acadêmicos do Grande Rio, nesta terça-feira,  para celebrar o último ensaio do ano ao lado da escola que é sua casa no carnaval. Em clima de festa e criação, a musa celebra os preparativos para o desfile do ano que vem inspirado na energia livre e misturada do Manguebeat. Para a noite, ela aposta em um figurino especial feito com 2.500 lacres, transformando criatividade em movimento.

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“Encerrar o ano com essa comunidade incrível é sempre uma alegria. A energia da bateria é contagiante, e o samba deste ano é superpotente! Esse carnaval promete!”, afirma Alane.

Alane estreou como musa da Grande Rio em 2025, no enredo que homenageou o Pará.

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Foto: @luksmont/Divulgação

De Olho no Especial: como a comunidade da Mancha Verde projeta o Carnaval 2026

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No Carnaval de 2025, a Mancha Verde viveu um dos momentos mais inesperados de sua trajetória recente. Com o enredo “Bahia, da fé ao profano”, a escola apresentou um desfile marcante, tecnicamente consistente e visualmente impactante. Ainda assim, o resultado surpreendeu: a agremiação acabou rebaixada do Grupo Especial para o Grupo de Acesso I. Para a comunidade manchista, o sentimento foi de perplexidade. Poucos imaginavam que um espetáculo tão bem construído não fosse reconhecido da mesma forma pelo corpo de jurados. O que poderia ser apenas frustração, no entanto, transformou-se em combustível para a reconstrução. De olho no Carnaval de 2026, a Mancha Verde aposta alto ao trazer de volta um de seus enredos mais emblemáticos: a reedição do clássico de 2012, “Pelas mãos do mensageiro do axé, a lição de Odu Obará: a humildade”.

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Foto: Felipe Araujo/Liga-SP

Mais do que um tema, o enredo carrega uma poderosa mensagem de otimismo, renascimento e aprendizado. A narrativa destaca a humildade como princípio essencial para o discernimento e para a construção de novos caminhos. Conectado profundamente à espiritualidade e à ancestralidade afro-brasileira, o desfile promete exaltar a força dos orixás, como Xangô, Obaluaiê e Oxalá, além de valorizar saberes que atravessam gerações.

É uma história que convida à reflexão sobre valores fundamentais da vida, evocando respeito, equilíbrio, cura e paz como pilares para uma sociedade mais consciente e humana. Com esse recado forte e atual, a Mancha Verde deposita suas esperanças no retorno ao lugar que considera seu por direito: o Grupo Especial.

Mas, antes, o CARNAVALESCO foi ouvir quem realmente vive a escola no dia a dia. Afinal, 2026 é o ano da Mancha Verde? O desfile já deve ser pensado com a cabeça no Especial de 2027? Existe confiança em uma apresentação capaz de alcançar a nota máxima em todos os quesitos? As respostas vêm da comunidade e carregam mais do que opiniões: carregam fé, expectativa e o desejo de redenção.

Baiana da Mancha Verde, Mariana Rosa, de 56 anos, há três anos na agremiação, fala com a serenidade de quem vive a escola por dentro e entende o Carnaval para além das notas e dos troféus. Em um momento delicado da trajetória manchista, sua visão reflete equilíbrio, fé e consciência coletiva sobre o que realmente precisa ser construído para 2026.

Para Mariana, o principal objetivo da Mancha Verde deve ser mostrar sua verdadeira identidade na Avenida, com união, força e respeito à própria história. Na visão da baiana, o retorno ao Grupo Especial pode acontecer, mas precisa ser encarado como consequência de um trabalho bem feito.

Ela reconhece que o sonho do Grupo Especial faz parte da essência de qualquer escola, mas defende que o desfile de 2026 seja construído com os pés no chão, priorizando organização, verdade e entrega. Pensar no Carnaval de 2027, segundo ela, é algo natural, desde que o foco não se perca no processo.

Sobre a possibilidade de alcançar notas máximas, Mariana ressalta que o julgamento faz parte do Carnaval e que cada jurado tem seu próprio olhar. Ainda assim, acredita que um desfile digno, emocionante e conectado com a espiritualidade do enredo e com a comunidade tem grandes chances de ser bem compreendido na Avenida e, como consequência, bem avaliado.

Representando o futuro da Mancha Verde, o mestre-sala e a porta-bandeira mirins Yasmin Jesus, de 13 anos, e Daniel dos Santos, de 18, ambos com oito anos de agremiação, demonstram confiança, emoção e maturidade ao falar sobre o Carnaval de 2026.

Para eles, o próximo desfile carrega um significado especial. Há otimismo no retorno ao Grupo Especial, mas também a consciência de que o caminho passa, antes de tudo, por um Carnaval bem executado. A dupla acredita que 2026 tem tudo para ser um ano marcante, com um desfile grandioso, capaz de emocionar a Avenida e fortalecer ainda mais a identidade da escola.

Daniel destaca que a experiência no Grupo de Acesso será inédita em sua trajetória, o que torna o desafio ainda maior. Segundo ele, mais do que pensar imediatamente no futuro, o foco precisa estar em fazer um desfile consistente, com entrega e dedicação, para então sonhar com o retorno ao lugar que a escola acredita merecer.

Yasmin reforça a confiança no trabalho que vem sendo construído e vê o Carnaval de 2026 como um passo decisivo. Para ela, tudo indica que a Mancha Verde está no caminho certo, e pensar no Especial em 2027 é consequência natural de um desfile bem feito, alinhado com a força da comunidade e com a grandeza da escola.

Integrante da ala comunidade, Carlos Mouro, de 55 anos, há quatro anos na agremiação, vê o Carnaval de 2026 como um ponto de virada para a Mancha Verde. Carlos acredita que a agremiação chega fortalecida, com um projeto à altura do Grupo Especial e com uma comunidade ainda mais unida e determinada após os acontecimentos do último carnaval, especialmente o rebaixamento.

Segundo Carlos, a frustração do resultado anterior serviu como combustível para aumentar a garra. No entanto, ele ressalta a importância de manter os pés no chão, lembrando que o Grupo de Acesso I reúne agremiações qualificadas e que o caminho exige humildade e trabalho sério.

Na avaliação dele, o foco deve estar em fazer um desfile bem executado, consistente e verdadeiro, deixando que o resultado seja consequência do esforço coletivo. A expectativa é por uma apresentação marcante, capaz de emocionar o público e, se tudo for bem compreendido pelos jurados, alcançar as notas máximas nos quesitos.

Carlos também relembra que o desfile anterior teve dificuldades que acabaram impactando a avaliação, além de critérios que não foram totalmente compreendidos pela comunidade. Ainda assim, ele afirma que a escola segue confiante, trabalhando para corrigir falhas e entregar o melhor possível na Avenida em 2026.

Entre a frustração do resultado inesperado e a expectativa por um novo ciclo, a Mancha Verde segue unida, projetando o futuro com equilíbrio, serenidade e fé. As falas da comunidade revelam uma escola consciente de seus desafios, mas fortalecida pelo aprendizado, pelo amadurecimento coletivo e pela confiança no trabalho que vem sendo desenvolvido de forma contínua.

O discurso é cauteloso, mas carregado de convicção, refletindo uma escola que aprendeu com a queda e entende a importância de respeitar cada etapa do processo. Para a comunidade, o acesso não é tratado como obrigação imediata, e sim como consequência natural de um desfile bem executado, verdadeiro e comprometido com seus valores. Pensar no futuro é legítimo, mas o foco está em fazer de 2026 um Carnaval digno, organizado e representativo.

Nesse contexto, o desfile ganha um significado que vai além da disputa por notas. Ele se torna a expressão de uma comunidade que acredita, que participa e que se reconhece na escola. Dos mais jovens aos mais experientes, o sentimento é de pertencimento e responsabilidade coletiva, reforçando que a Mancha Verde é feita, acima de tudo, por pessoas que não se afastaram nem mesmo nos momentos mais difíceis.

Portanto, o Carnaval de 2026 se apresenta como um momento de reafirmação da força comunitária da Mancha Verde. Independentemente do resultado final, a escola entra na Avenida sustentada pela fé, pela ancestralidade e pelo compromisso de quem vive a agremiação de forma intensa e verdadeira. É a partir dessas vozes, desses olhares e dessas vivências que a escola busca transformar aprendizado em reconstrução e seguir escrevendo sua história com dignidade e identidade.

Unidos de Padre Miguel promove ‘Samba da Presida’ com entrada gratuita e shows especiais

A Unidos de Padre Miguel realiza, no dia 20 de dezembro, a primeira edição do projeto “Samba da Presida”, iniciativa inédita na escola, idealizada pela presidente Lara Mara. O evento, que acontece na quadra da agremiação, marca também a comemoração do aniversário da dirigente e nasce com a proposta de se tornar mais uma opção de lazer para os amantes do samba e do pagode.

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Foto: Divulgação/UPM

A noite promete reunir sambistas, integrantes da comunidade, escolas coirmãs e convidados em um ambiente de celebração, música e união. A programação contará com shows de Bruna Almeida, Di Propósito e Remadiola, além da presença especial das escolas de samba Imperatriz Leopoldinense e Vila Isabel, fortalecendo o intercâmbio e a confraternização entre as agremiações. Os segmentos da Unidos de Padre Miguel, o Boi Vermelho, também estarão presentes, garantindo o clima de samba que é marca registrada da escola.

Com entrada gratuita, o evento é aberto ao público e deve atrair grande público à quadra da UPM.

“Mais do que uma comemoração de aniversário, o “Samba da Presida” surge como um novo projeto da escola, pensado para valorizar o samba, o pagode e ampliar as opções culturais e de entretenimento para a comunidade ao longo do ano” contou a presidente Lara .

A estreia do projeto integra a programação especial de fim de ano da Unidos de Padre Miguel e reforça o compromisso da agremiação em promover eventos acessíveis, fortalecendo os laços com sua comunidade e com o universo do samba.

Beija-Flor recebe a Viradouro em ensaio de rua na Mirandela no sábado

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A Beija-Flor de Nilópolis promove no sábado, dia 20 de dezembro, mais uma noite de ensaio de rua rumo ao Carnaval 2026. A partir das 19h, a escola recebe a Unidos do Viradouro na Estrada da Mirandela, em Nilópolis, dentro do tradicional Encontro de Quilombos, evento que celebra a união entre agremiações coirmãs e a força do samba na Baixada Fluminense.

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Foto: Eduardo Hollanda/Divulgação

A Viradouro abre a programação da noite, levando para a rua sua comunidade e o trabalho que vem sendo desenvolvido para o próximo desfile. Na sequência, a Beija-Flor assume a Mirandela para dar continuidade aos treinos abertos, preparando o espetáculo que apresentará na Marquês de Sapucaí com o enredo “Bembé”, desenvolvido por João Vitor Araújo.

Consolidado no calendário da escola, o Encontro de Quilombos é um espaço de confraternização e troca entre sambistas, comunidades e o público, reforçando tradições, laços culturais e a identidade do carnaval.

Serviço
Evento Encontro de Quilombos
Data 20 de dezembro
Horário A partir das 19h
Local Estrada da Mirandela, Nilópolis
Concentração Altura da Rua João Evangelista

Unidos da Tijuca faz último ensaio de rua do ano nesta quinta-feira

A partir de 21h desta quinta-feira todos os segmentos e integrantes de alas da comunidade da Unidos da Tijuca estarão cantando pela última vez no ano 2025 no ensaio de rua, o samba criado para contar o enredo que abordará a memorialista, compositora e multi-artista mineira, autora do best-seller “Quarto de Despejo – O Diário de uma favelada”, Carolina Maria de Jesus. O ensaio acontece na Via D1, localizada atrás da quadra da agremiação no Santo Cristo.

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Foto: Allan Duffes/CARNAVALESCO

Durante o trajeto, os tijucanos entoarão os versos do hino de 2026 a plenos pulmões, incentivados pelo público que sempre acompanha o treino. Os componentes irão evoluir sob o comando da equipe de Harmonia liderada por Allan Guimarães.

A Unidos da Tijuca será a quarta escola a desfilar na segunda de carnaval, 16 de fevereiro, com o enredo “Carolina Maria de Jesus” desenvolvido pelo carnavalesco Edson Pereira. A agremiação está com vagas abertas para os interessados em desfilar. A inscrição acontece antes do ensaio de 19 às 21 horas na quadra. Os documentos necessários são: comprovante de residência e documento oficial com foto. Não há taxa de inscrição.

A quadra de ensaios da Unidos da Tijuca fica localizada na Avenida Francisco Bicalho nº 47 – Santo Cristo.

Tuiuti canta alto em São Cristóvão e transforma ensaio em afirmação do caminho para o Carnaval 2026

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Por Juliana Henrik e Gabriel Radicetti

As ruas de São Cristóvão foram novamente tomadas pelo Paraíso do Tuiuti em mais um ensaio de rua rumo ao Carnaval 2026. Desenvolvendo o enredo “Lonã Ifá Lukumi”, que aborda a criação e a prática do Ifá cubano entre pessoas escravizadas e ex-escravizadas, a escola mostrou um treino marcado por intensidade musical, participação da comunidade e uma comunicação cada vez mais clara entre canto, bateria e alas. O ensaio reforçou a sensação de um projeto que ganha corpo a cada semana, com uma comunidade cada vez mais conectada ao samba e uma parte musical alinhada ao discurso do enredo que o Tuiuti levará para a Avenida.

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COMISSÃO DE FRENTE

A comissão de frente, do coreógrafo David Lima, apresentou a mesma base coreográfica exibida nos últimos ensaios, reforçando uma proposta construída na repetição e no refinamento. Movimentos amplos de braços, pernas e joelhos, combinados com gestualidades de matriz afro, deram o tom da apresentação. A coreografia foi executada com energia, utilizando gritos e marcações fortes para ocupar o espaço e estabelecer presença ao longo do percurso.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

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Fotos: Juliana Henrik e Gabriel Radicetti/CARNAVALESCO

Vinícius Antunes e Rebeca Tito cruzaram a pista em São Cristóvão com segurança e sintonia. O casal manteve o bailado clássico, com giros bem desenhados, cortes precisos e momentos de leveza que equilibraram a apresentação. A dança foi construída de forma contínua, com atenção constante entre mestre-sala e porta-bandeira, reforçando o entrosamento já observado nos ensaios anteriores.

SAMBA E HARMONIA

O canto foi um dos pontos centrais da noite. Pixulé conduziu o ensaio com intensidade constante, dialogando o tempo inteiro com a bateria e sustentando o samba ao longo de todo o treino. O intérprete fez um balanço positivo do trabalho desenvolvido até aqui e do momento vivido pela obra.

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“Está tudo correndo perfeitamente, como a gente esperava. É um samba que chegou desacreditado, todo mundo falou mal, disse que era um trava-língua, e hoje está em primeiro lugar no Spotify. A comunidade está correspondendo. Eu e o Marcão estamos em um entrosamento maravilhoso, perfeito. Não tem o que reclamar”.

A resposta da comunidade foi imediata. As alas cantaram de forma contínua durante quase duas horas de ensaio, com destaque para os refrões, onde o canto se mostrou mais encorpado e homogêneo. O intérprete também avaliou o ensaio desta noite.

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“O Tuiuti está pronto. Se o desfile for amanhã, a comunidade inteira está com o samba na ponta da língua. Não tem o que falar, não tem o que reclamar”.

O carro de som acompanhou bem o rendimento do canto, ajudando a manter o volume e a sustentação da obra ao longo de todo o percurso, sem oscilações perceptíveis.

EVOLUÇÃO

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A escola apresentou uma evolução organizada, sem atropelos ou correrias. As alas avançaram de forma fluida, com boa ocupação do espaço e componentes sambando soltos, sem dependência excessiva de fileiras. Algumas alas coreografadas desfilaram com adereços iluminados e lenços, enquanto outras apostaram apenas no samba no pé e no canto, criando uma leitura variada e dinâmica do desfile. Não foram observados buracos ao longo do trajeto.

OUTROS DESTAQUES

A bateria “SuperSom”, de mestre Marcão, foi um dos grandes motores do ensaio. Com andamento firme, o conjunto apresentou três paradinhas com atabaques e um paradão no segundo recuo, explorando sonoridades que dialogam diretamente com o enredo. A rainha Mayara Lima teve participação ativa, interagindo com o público, acompanhando as bossas e entrando no clima dos ritmos propostos.

Mestre Marcão fez um balanço do caminho do Tuiuti até aqui e destacou o trabalho coletivo que vem sendo desenvolvido para o Carnaval 2026.

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“A gente está com vários talentos. Destaco o Douglas, um fenômeno dos atabaques, que está dando essa ajuda, essa moral para nós. Trouxemos alguns elementos cubanos para sair daquele 6 por 8. Ainda tem a coreografia da bateria, mas primeiro a gente precisa entender essa dinâmica dos instrumentos para depois pensar na coreografia”.

Sobre o entrosamento com Pixulé e o carro de som, o mestre foi direto ao definir a parceria.

“A gente já é um casal. Esquece. Explodiu, pai. Não tem jeito. Tem coisas que a gente explica para ele poder entender, porque ele faz parte disso tudo, dessa dinâmica. Somos um conjunto. Se ele estiver bem, a gente está bem. É um ajudando o outro.”

Durante o ensaio, também foi anunciada a renovação de Pixulé e Mestre Marcão com a escola até o Carnaval 2027. Veja abaixo.

Pilares mantidos! Tuiuti anuncia renovação de mestre Marcão e Pixulé para o Carnaval 2027

 

 

Pilares mantidos! Tuiuti anuncia renovação de mestre Marcão e Pixulé para o Carnaval 2027

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Em um anúncio carregado de simbolismo e emoção, o Paraíso do Tuiuti anunciou, na noite desta segunda-feira, a renovação de dois de seus principais pilares artísticos: o mestre de bateria Marcão e o intérprete Pixulé seguem na escola já com contrato garantido para o Carnaval 2027. A confirmação foi feita pelo presidente Renato Thor momentos antes do ensaio de rua da agremiação, arrancando aplausos da comunidade e reforçando a confiança da diretoria em um trabalho que vem sendo amplamente reconhecido no cenário do samba.

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A permanência de Marcão e Pixulé consolida um projeto vitorioso e coloca ambos na principal prateleira de destaque do Carnaval 2026, fruto de atuações consistentes, identidade artística forte e sintonia absoluta com o enredo e a comunidade. A antecipação da renovação também evidencia o planejamento da escola e a valorização de profissionais que se tornaram referências em seus segmentos.

À frente da bateria há cinco anos, mestre Marcão celebrou a continuidade do trabalho e destacou a surpresa positiva com o anúncio público feito pelo presidente.

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Foto: Eduardo Hollanda/Divulgação Rio Carnaval

“É sinal que o trabalho está sendo bem feito durante esses cinco anos. Para mim, foi até uma surpresa ele falar publicamente. Conversamos semana passada eu, ele e a equipe do financeiro. Sentamos, chegamos em um denominador comum. Ficou tudo bom para ambas as partes. E vamos embora, vamos seguindo para 2027”, afirmou o mestre, em entrevista ao CARNAVALESCO.

Já Pixulé, uma das vozes mais marcantes da atualidade, ressaltou a confiança depositada pela presidência e a importância da renovação antecipada em um mercado cada vez mais competitivo.

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Fotos: Matheus Morais/CARNAVALESCO

“Meu presidente chegou na frente de todo mundo. Conversamos que depois do Carnaval poderia haver uma procura, mas o meu presidente se antecipou pela confiança que tem em mim, graças a Deus, e renovamos para o Carnaval 2027”, declarou o intérprete.

O anúncio, feito em meio ao clima vibrante do ensaio de rua, reforça o alinhamento entre direção, segmentos e comunidade, além de sinalizar que o Paraíso do Tuiuti já pensa o futuro com bases sólidas. Com mestre Marcão e Pixulé assegurados, a escola segue firme na construção de um projeto artístico consistente e ambicioso para os próximos carnavais.