Nesta quinta-feira, a Câmara Municipal derrubou o veto do prefeito Eduardo Paes ao PL 294/17, que tomba a quadra da Portelinha, sede da Velha Guarda do Grêmio Recreativo Escola de Samba Portela, por interesse histórico e cultural. O projeto é de autoria dos vereadores Felipe Michel, César Maia, Prof. Célio Lupparelli e Vera Lins.
Foto: Divulgação
O tombamento impede que haja descaracterização e a mudança de função de toda a extensão do imóvel, com a finalidade de manter a exclusividade de seu propósito histórico e cultural.
A “Portelinha”, carinhoso apelido dado ao imóvel em questão, é a primeira quadra coberta de uma escola de samba no Rio e ponto de encontro de diversos sambistas do subúrbio carioca.
“A história do samba da nossa cidade passa pela quadra da Portela. É lá que a Velha Guarda se reúne para reviver momentos memoráveis e se preparar para os próximos carnavais. O objetivo deste tombamento é justamente preservar estas lembranças para que elas se perpetuem pelas gerações futuras”, disse o vereador Felipe Michel.
Atenta à Covid-19, a Beija-Flor adotou em sua quadra um novo processo de validação digital do comprovante de vacinação contra a doença, realizado pela empresa Veus Saúde, pioneira no desenvolvimento de tecnologias de controle sanitário em grandes eventos. O protocolo adotado utiliza o aplicativo SaúdeCheck-In, é válido desde fevereiro e se assemelha ao aplicado em estádios de futebol e outros eventos culturais.
O app em questão é considerado a maior plataforma de integração digital de laudos de Covid no país: por meio dela, a Veus saúde confere digitalmente se os componentes e visitantes da Beija-Flor estão com o ciclo de vacinação em dia contra o coronavírus. Eles precisam disponibilizar à ferramenta dados como CPF e carteira de vacinação gerada no ConecteSUS.
Após a validação dos dados pelo SAÚDECHECK-IN, os foliões recebem um QR Code que é validado na entrada dos eventos da azul e branca. A iniciativa foi lançada no último dia 17 e, após uma pausa nos treinos, passará a ser adotada todas as quintas-feiras, nos tradicionais treinos de quadra da “Deusa da Passarela” — a agremiação se prepara para apresentar, em abril, o enredo “Empretecer o pensamento é ouvir a voz da Beija-Flor”.
“A gestão da saúde é uma camada de segurança que deve ser adotada na realização de grandes eventos, incluindo o Carnaval. Nossa solução traz um grande diferencial, oferecendo uma tecnologia de monitoramento rigoroso de acesso que permite a realização dos ensaios da escola de forma segura e controlada”, diz Marcelo Botelho, CEO da Veus Saúde.
A conferência dos dados vacinais ainda é uma importante maneira de combate à Covid, mesmo com a flexibilização no uso de máscaras de proteção facial em espaços fechados, como aconteceu na capital fluminense esta semana. Autoridades de Saúde só preveem o fim da obrigatoriedade do certificado quando cerca de 70% da população já estiver com doses de reforço, patamar ainda distante das realidades brasileira, do Rio e de Nilópolis.
Mais informações sobre o processo de validação da carteira vacinal podem ser acessadas no site da Veus Saúde (https://www.veussaude.com.br/beijaflor). Dúvidas devem ser enviadas por e-mail ([email protected]) ou WhatsApp (21) 97509-0558.
O aniversário de 70 anos do Paraíso do Tuiuti no próximo dia 5 de abril vai ter um motivo pra lá de especial. A agremiação de São Cristóvão, na Zona Norte do Rio, acaba de ganhar um terreno da Prefeitura do Rio para construir uma nova quadra. A área fica na Rua Prefeito Olímpio de Melo, número 721–B, ao lado do Assaí Atacadista, às margens da Avenida Brasil.
Foto: Ewerton Pereira/Divulgação Tuiuti
O documento da cessão do terreno já foi assinado pelo prefeito Eduardo Paes e determina o uso do terreno por 10 anos, prorrogável a critério do município. O presidente do Tuiuti, Renato Thor, afirmou que esse é um sonho realizado.
“Vamos construir ali uma senhora quadra. Estamos há seis anos no Grupo Especial e nunca colocamos Carnaval para se manter no grupo. O Tuiuti sempre vem para disputar títulos. E é com esse capricho que vamos fazer a mais bela quadra do Rio de Janeiro. Quero agradecer muito ao prefeito Eduardo Paes, ao meu amigo Pedro Paulo (secretário de Fazenda) e ao governador Cláudio Castro”, disse Thor.
A expectativa é de que o aniversário da azul e amarelo seja celebrado já no novo endereço. Nos próximos dias, máquinas vão fazer a limpeza do terreno para que uma estrutura mínima e provisória seja montada para a festa.
“Essa é a minha ideia que a gente faça a festa de aniversário da escola ali. A nossa antiga quadra quero preservar como centro cultural porque muita história aconteceu lá dentro”, finalizou Renato Thor.
A exibição, na noite desta terça-feira, do videoclipe produzido pela Unidos do Viradouro para a divulgação do samba-enredo de 2022 agradou os componentes das alas de comunidade, segmentos e o público que acompanhava o ensaio. Em vários trechos em que as imagens eram mostradas no imenso telão no fundo do palco, gritos de euforia e aplausos calorosos ecoavam na quadra do Barreto, bairro da cidade de Niterói, onde fica a sede da atual campeã do Carnaval carioca.
Com figurinos de época remetendo à folia carioca de 1919, que será mostrada no enredo “Não há tristeza que possa suportar tanta alegria”, os atores Marcello Melo Jr e Erika Januza representaram o pierrot e a colombina. Partiu de Erika, que estreia como rainha de bateria no desfile de 22 de abril, o convite para que o amigo Marcello estivesse no projeto.
O elenco também teve ainda o intérprete Zé Paulo Sierra, mestre Ciça, o primeiro e o segundo casais de mestre-sala e porta-bandeira (Julinho Nascimento, Rute Alves, Amanda Poblete e Jeferson Souza), as musas Luana Bandeira e Bellinha Delfim, além de ritmistas, passistas, baianas e demais segmentos.
Foto: Wagner Rodrigues/Divulgação Viradouro
Muitamídia
Direção geral Alice Fernandes
Roteiro Alice Fernandes Chico Alves
Direção de Fotografia Luciano Xavier
Câmera Fabrigil Chico Alves
Assistente de câmera Humberto Ferreira
Edição de imagens Gustavo Suzano
Montagem Alice Fernandes Gustavo Suzano
Colorização Flavio Abreu
Cenografia e arte Gilson Santos
Assistente de arte Cris Rocha
Produção Waldemir Telles Cabeça
Assistente de produção Amanda Vianna Carolina Duarte
Agradecimentos especiais Marcelo Calil Rio Filme Prefeitura do Rio de Janeiro Guarda Municipal do Rio de Janeiro Comlurb Pedro Vasconcelos Murilo Grubert Saulo Silva
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Viradouro
Direção executiva
Marcelo Calil
Idealização
Marcelinho Calil
Elenco
Erika Januza – colombina
Marcello Melo Jr – pierrot/compositor
Zé Paulo Sierra – cantor
Mestre Ciça – maestro
Rute Alves – porta-bandeira
Julinho Nascimento – mestre-sala
Amanda Poblete – porta-bandeira
Jeferson Souza – mestre-sala
Marcus Ferreira – figura arlequinada
Tarcísio Zanon – figura arlequinada
Felipe Filósofo – mascarado
Bellinha Delfim – vedete
Luana Bandeira – vedete
Valci Pelé – mágico
Vanderlei Ramos – advogado
Caio Gonze – mensageiro
Isis Ruy – Carmen Miranda
Marco Mendes – ritmista
Monique Santos – ritmista
Ruan Pontes – ritmista
Juan Rangel – ritmista
Mauro Rodrigues – ritmista
Marco Mendes – ritmista
Domenico Guimarães – ritmista
Vinícius Lemos – ritmista
Gabriel Cesar – ritmista
Pierre Cardoso – ritmista
Heros Leonardo – ritmista
Hugo Bruno – músico/cordas
Roberto Migans – músico/cordas
Rodrigo Araújo – músico/cordas
Carla Araújo – passista
Endiorrany Monteiro – passista
Felipe Soares – passista
Flávio Ribeiro – passista
Gustavo da Silva – passista
Jhenifer Menezes – passista
Luiz Otávio Ferreira – passista
Paolla Mello – passista
Taylane Gomes – passista
Thais Busson – passista
Wagner Rodrigues – fotógrafo
Waldicleia Lima – baiana
Maria Isabel Gomes – baiana
Ana da Conceição – baiana
Juciara Maria Muniz – baiana
Arina Siqueira – baiana
Produção de figurinos
Alessandra Reis
Simone Maria dos Santos
Apoio de figurinos
Fabiano José dos Santos
Alimentação
Alexandre Carreira
Direção de carnaval
Alex Fab
Dudu Falcão
Direção de barracão
Hilton Rosa
Transporte
José Hermogenes
Eletricista
Júlio Cézar de Moura
Aderecistas
Luiz Carlos Monsores
Patrick
Assessoria de imprensa
Simone Fernandes
Fotos
Wagner Rodrigues
Apoio
Adriano Ramos
Atair de Bulhões
Eltynho Almeida (maquiagem)
Vanderson Maciel
Marcus Aurélio Carline
Jefferson Toledo Ribeiro
A quase um mês dos desfiles do Carnaval 2022, a Beija-Flor decidiu retomar seus ensaios de rua em Nilópolis, já a partir desta semana, e dobrar sua agenda de treinos rumo à Sapucaí. Agora, a azul e branca reunirá sua comunidade semanalmente às quintas-feiras na quadra, como já vinha acontecendo desde 2021, e aos sábados na Estrada Mirandela, no Centro.
Foto: Allan Duffes/Site CARNAVALESCO
Com a mudança, definida diante das melhoria dos índices da Covid-19 no Brasil e no Rio de Janeiro, a agremiação já tem pelo menos 12 datas de ensaios previstas daqui até abril, quando se apresentará com o enredo “Empretecer o pensamento é ouvir a voz da Beija-Flor”. O tema é uma exaltação à intelectualidade negra brasileira, desenvolvido pelo carnavalesco Alexandre Louzada, a partir da participação coletiva dos componentes.
Às quintas-feiras, os eventos na quadra começam às 21h, com abertura do grupo “Nosso Brilho” e apresentações da bateria “Soberana”, dos mestres Plínio e Rodney, e do carro de som liderado por Neguinho da Beija-Flor. Aos sábados, os treinos terão concentração às 20h na esquina da Mirandela com a rua João Evangelista de Carvalho, e largada às 21h. No dia 27 de março, um domingo, excepcionalmente, o ensaio será na própria Sapucaí.
O presidente da Beija-Flor, Almir Reis, celebrou o retorno dos ensaios de rua: “Será muito positivo poder ver a comunidade da Beija-Flor de volta à Mirandela, um lugar tão importante para a história da escola. Os ensaios de rua trarão ainda mais força para esse enredo, que é a cara do povo negro de Nilópolis e do componente da Beija-Flor”, diz.
A Beija-Flor desfila no dia 22 de abril, um sábado, e será a sexta e última a se apresentar na ocasião.
Após mais de dois anos longe da Sapucaí, a LIGA-RJ anuncia o retorno dos ensaios técnicos das escolas da Série Ouro, a partir deste sábado, 12 de março. Os treinos estão marcados para começar sempre às 19h, com três escolas por dia. A estreia começa com Em Cima da Hora, Império Serrano e Lins Imperial. A informação foi divulgada primeiro no jornal Extra.
A entrada na Sapucaí é gratuita, porém está sujeita a lotação do espaço. Para participar, será necessário comprovar a vacinação contra Covid-19, de acordo com o calendário da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro. A comprovação poderá ser feita através do certificado de vacinação digital – disponível no aplicativo ConecteSUS –, caderneta de vacinação ou comprovante de vacinação.
Confira a programação completa:
12/03
EM CIMA DA HORA
IMPÉRIO SERRANO
LINS IMPERIAL
19/03
UNIDOS DA PONTE
ACADÊMICOS DO CUBANGO
IMPÉRIO DA TIJUCA
26/03
INOCENTES DE BELFORD ROXO
ACADÊMICOS DO SOSSEGO
ACADÊMICOS DE SANTA CRUZ
02/04
UNIÃO DA ILHA
ACADÊMICOS DE VIGÁRIO GERAL
UNIDOS DO PORTO DA PEDRA
09/04
ESTÁCIO DE SÁ
UNIDOS DE BANGU
UNIDOS DE PADRE MIGUEL
Duas das escolas mais tradicionais do Rio de Janeiro levarão para a Avenida em 2022, enredos que valorizam a contribuição do negro para a humanidade, reagindo ao racismo e a discriminação, temas ainda tão presentes infelizmente em uma realidade não só do país onde vivemos, mas no mundo em geral. “Resistência” e “Empretecer o pensamento é ouvir a voz da Beija-Flor” trazem muito da história e da essência do Salgueiro e da Deusa da Passarela que sempre tiveram em seu passado carnavais voltados para esta temática.
Do lado da Beija-Flor, a aposta para o Carnaval 2022 é trazer toda a contribuição intelectual do negro para a constituição de um Brasil mais africano, valorizando, é claro, a sua gente de Nilópolis. Já o Salgueiro, vai lembrar que foi pioneira na introdução da temática africana nos desfiles de escola de samba, indo na contramão de “narrativas oficiais”, valorizando personalidades negras como Xica da Silva e Zumbi, além da história do próprio Morro do Salgueiro.
Com temas tão próximos da história de sua gente, dos componentes, das comunidades de Nilópolis e do Morro do Salgueiro, é de se imaginar que haverá um gás maior para o desfile, além de um orgulho pela defesa de tão importante bandeira, que é a própria razão do carnaval de escolas de samba existir. Por isso, a reportagem do CARNAVALESCO conversou com os protagonistas do enredo e entrevistou componentes da Beija-Flor e Salgueiro que desfilaram na festa de Abertura do Rio Carnaval.
Dona Nilcéia Alves da Silva da ala das baianas do Salgueiro, desfila na escola já há 13 anos. Para a componente, os enredos levantam questões importantes não só para o carnaval mas para toda a sociedade.
“Eu acho muito importante porque é a história da nossa gente, do nosso povo. Na verdade, a nossa gente, o nosso povo está sempre resistindo a tudo. É importante nesse sentido, não só do carnaval, mas a resistência em todos os sentidos. O carnaval, o samba não pode morrer, e, eu acho que com todas as dificuldades, com tudo que nós estamos passando, será um carnaval bom sim por esses temas levantados também”.
A integrante da ala “arte e folia” da Beija-Flor, comandada pela coreógrafa Valéria Brito, Shayana Baptista, após o desfile realizado na Abertura do Rio Carnaval, falou daquilo que entende ser “empretecer o pensamento”, enredo da Soberana.
“Empretecer o pensamento é lutar contra o racismo, é valorizar a nossa cultura preta, é mostrar toda a nossa raiz linda, forte, isso é empretecer o pensamento, é isso que a Beija-Flor quer mostrar. Essa força, essa resistência, essa luta diária, mas que também traz muito samba, e traz muita alegria para todos nós”.
Para Amauri Júnior, da ala dos passistas do Salgueiro, o momento é propício para a defesa do tema, já que os atos de racismo e de discriminação tem acontecido com rotina. O passista também aproveitou para pedir que o grito de resistência também seja estendido para outros grupos também discriminados.
“Olha, acredito que a importância é a máxima possível, porque, além de estarmos vivendo um momento muito difícil, precisamos muito viver e registrar que somos resistência de verdade, estamos aqui demonstrando a nossa força, o nosso poder, a nossa palavra, o nosso samba, e abrilhantar a cultura do carnaval. O momento é esse, de mostrar nossa resistência de verdade e mostrar que o negro, o gay, o macumbeiro, que estão passando tantas coisas difíceis, hoje e no desfile vão poder mostrar o potencial”.
Welton Miranda, integrante da comissão de frente do Salgueiro, comandada por Patrick Carvalho, entende ser natural para ele essa luta apresentada no enredo de Beija-Flor e da Academia por ele presenciar as dificuldades na própria pele.
“Para mim, não é só defender, né, porque faz parte da minha ancestralidade já vem do meu sangue, isso está em mim. Se eu fosse falar que eu estou defendendo uma coisa que estou agarrando, isso já é meu. E, é de grande importância defender isso com unhas e dentes, a resistência, ela não pode nunca ser calada, ela tem que continuar resistindo, resistindo, para a voz da liberdade vir”.
Lucas Eduardo, passista da Beija-Flor, também falou sobre os enredos do Salgueiro e da Soberana. O passista relembrou grandes personalidades negras que foram criadas dentro da própria escola e que hoje são referências dentro e fora do carnaval.
“A Beija-Flor sempre foi uma escola de dar valores a sua comunidade. E a comunidade da Beija-Flor, de Nilópolis, sempre foi preta. Sempre tivemos boas referências: Neguinho da Beija-Flor, Selminha Sorriso, Claudinho, Piná. Não tem como ser diferente. Eu sou passista da Beija-Flor, negro, jornalista, e também representante desse povo negro, que tanto luta, que tanto batalha pela nossa liberdade, pelo nosso reconhecimento, isso é muito importante.
Nos desfiles que acontecerão em abril, o Salgueiro será a terceira escola a desfilar no primeiro dia do Grupo Especial, e a Beija-Flor vai encerrar o mesmo dia, já na madrugada do dia de São Jorge.
“Não existe mais quente” é o apelido dado a bateria da Mocidade, hoje comandada por mestre Dudu. No comando dos ritmistas, a agremiação já teve entre os seus comandantes, o lendário mestre André, e mestre Coé, ao qual Dudu é herdeiro. E, nada mais justo do que um quesito, uma parte da escola que está tão dentro da essência da Mocidade, que já puxou grandes desfiles da escola, receba uma homenagem dentro de um enredo que fala sobre o padroeiro da Verde e Branco da Zona Oeste.
A história do padroeiro e a homenagem a ícones espetaculares da bateria da Mocidade e do Carnaval Carioca dialogam entre si no enredo “Batuque ao caçador”. A batida da caixa de guerra da “Não Existe Mais Quente” toca no estilo “Agueré”, o toque para Oxóssi, colocando padroeiro e ritmistas em perfeita sincronia.
Mestre Dudu, hoje no comando da bateria, também é citado na letra do samba: “Inverteu meu tambor, de Dudu e de Coé”. O comandante está próximo de bater uma marca importante. Completando 10 anos à frente da bateria, faltam mais quatro para chegar ao recorde de 14 anos do icônico mestre André, grande referência para os independentes.
E o povo da Vila Vintém está bastante satisfeito com o trabalho realizado por mestre Dudu. Pelo menos foi essa a impressão passada à reportagem do site CARNAVALESCO depois de conversar com alguns fãs da Verde e Branco de Padre Miguel que foram prestigiar a apresentação e minidesfile da escola na Abertura do Rio Carnaval na Cidade do Samba.
Para o analista de sistema Leandro Martins, de 46 anos, mestre Dudu inclusive tem sofrido injustiças com as notas dos jurados nos últimos carnavais. Mas, Leandro acredita que com a mobilização da escola ao qual ele tem acompanhado para o carnaval de 2022, a “Não Existe Mais Quente” deve superar as dificuldades e colocar a escola no lugar mais alto do pódio nos desfiles de abril.
“A bateria vem sofrendo nos últimos tempos injustiça com as notas dos jurados. Esse ano, é aquele ano assim que a bateria tem que dar aquela volta por cima e os jurados confirmarem que a bateria de mestre André é bateria nota 10. E sempre foi nota 10. Mestre Dudu vem fazendo um grande trabalho junto com a bateria e quem está assistindo os ensaios, assistiu os de rua, até hoje, aqui mesmo (Abertura do Rio Carnaval), está vendo que a bateria está muito preparada e mais do que nunca é uma bela homenagem ao mestre André para que as pessoas venham a conhecer a história da Mocidade”.
Leandro também aproveitou para deixar claro o quanto a escolha do enredo tem tocado o coração do torcedor independente e apresentando a história da Mocidade para todos os sambistas e simpatizantes do carnaval.
“As pessoas estão conhecendo a história da Mocidade através da bateria, estão conhecendo a história de Tia Chica que muita gente não conhecia. A Mocidade está dando essa oportunidade de todos conhecerem um pouco mais de suas raízes. Esse enredo é o que o coração do independente estava querendo”, completou o analista de sistemas.
Opinião compartilhada pelo servidor público Diogo Menezes que também aprovou a escolha do tema para o carnaval 2022, ressaltando a bateria como grande fundamento da escola desde o seu início.
“A bateria da Mocidade é a bateria diferente desde 1955, desde quando a Mocidade nasceu. O mestre André já vinha com a bateria que carregava a escola, depois a escola veio carregando a bateria. E, de fato, é a bateria diferente do carnaval carioca, é a ‘Não existe mais quente’, é a bateria nota 10. Trazer a questão do fundamento da escola ou o principal fundamento, o que foi quesito desempate durante milhões de anos, sempre foi bateria, hoje não é mais, mas de fato a Mocidade agora traz a importância para que a bateria tenha esse destaque no carnaval carioca o que é de merecimento das baterias de escola de samba”, entende Diogo.
Outra torcedora da escola presente à Abertura do Rio Carnaval na Cidade do Samba, a professora de inglês Rosileia de Almeida, de 59 anos, fez questão de ressaltar também o poder do samba da Mocidade de 2022 em conjunto com a bateria de Mestre André e a energia e a relação com a obra que já tomou conta não só dos fãs da Mocidade, mas de todo o mundo do samba.
“Nossa, eu acompanhei toda a torcida, todo o processo de escolha de samba, eu achei uma escolha acertada, o ‘Arerê’ vai ‘areretizar’ tudo mesmo, vai ficar muito bom, eu sou muito fã do Carlinhos Brown que é um dos compositores do samba. E, eu sou apaixonada pela Mocidade, vai vir com tudo. A bateria da Mocidade, não existe mais quente, né? Ainda mais com esse samba. Eu gosto de todas as escolas, mas todo mundo sabe que essa aqui é do coração (ao apontar para a blusa do enredo que levava o rosto de Elza Soares, homenageada em 2020)”, definiu a professora de inglês.
Com o enredo “Batuque ao Caçador”, a Mocidade será a terceira escola a pisar na Marquês de Sapucaí no segundo dia dos desfiles do Grupo Especial em abril de 2022.
“Dona Hermínia mandou avisar que pode!” A São Clemente é a convidada do Ensaio Show da Portela, que acontece nesta sexta-feira, 11, a partir das 22h. Os ingressos já estão à venda pelo site: https://www.ingressocerto.com/ensaioshowportelaconvidasaoclemente
A noite começa com a anfitriã e seu show completo com a presença de mestre Nilo e sua Tabajara do Samba, acompanhada pela voz inconfundível de Gilsinho. Além dos casais de Mestres-sala e Porta-bandeiras, Velha Guarda, baianas, passistas e participação de outros segmentos. Em seguida, é a vez da escola de Botafogo agitar a noite com seus sambas marcantes. Quem não se lembra de “Academicamente popular”, “O Samba sambou”, a homenagem ao mestre Pamplona? Esses são algumas das obras que serão apresentadas nesta sexta-feira. E claro, a agremiação vai apresentar ainda seu hino para o carnaval de 2022, que prestará homenagem ao humorista Paulo Gustavo.
Para participar do evento será preciso comprovar a vacinação contra a Covid-19. A comprovação poderá ser feita através do certificado de vacinação digital – disponível no aplicativo ConecteSUS -, pela caderneta de vacinação ou ainda pelo comprovante de vacinação, seguindo o calendário oficial do município, disponível em: https://coronavirus.rio/comprovacao/31196/ .
Serviço:
Ensaio Show
Atrações: São Clemente e Elenco Show da Portela
Data: Sexta-feira, 11 de março
Horário: A partir das 21h
Local: Quadra da Portela (Rua Clara Nunes 81, Madureira)
Ingressos
Ingresso Individual Antecipado– R$ 15,00
Ingresso Individual na Hora – R$ 20,00
Mesas – R$ 100,00
Camarotes Superior – R$ 600
Camarotes Inferior – R$ 400
A Unidos de Vila Isabel definiu que irá transferir, a partir desta quinta-feira, seus ensaios para a Avenida Boulevard 28 de Setembro, no bairro que dá nome à escola e onde a quadra dela está sediada. O aquecimento para o desfile sobre Martinho da Vila, marcado para abril, deixará de acontecer apenas na quadra da azul e branca, como ocorria desde o ano passado por recomendação da Prefeitura do Rio. Agora, com a melhora nos índices da Covid-19 no município, os treinos serão na rua.
Foto: Diego Mendes/Divulgação Vila Isabel
Já nesta quinta-feira, dia em que tradicionalmente a Vila ensaia, a concentração será às 20h30, na 28 de Setembro, em frente à Igreja Nossa Senhora de Lourdes. Às 21h30, após “soltar o bicho” (famoso grito de guerra do intérprete Tinga, que levanta toda a comunidade), a escola inicia seu cortejo embalada pelo enredo “Canta, canta, minha gente. A Vila é de Martinho!”, do carnavalesco Edson Pereira.
O evento será embalado pela voz marcante de Tinga, que estará à frente do carro de som, e pela bateria “Swingueira de Noel”, comandada pelo mestre Macaco Branco. O pavilhão da Vila será empunhado pelo primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Marcinho Siqueira e Cristiane Caldas, e seguido por diversos segmentos, incluindo baianas e passistas.
Informações gerais:
Retomada dos ensaios de rua da Unidos de Vila Isabel
Data: 10 de março, quinta-feira
Horário: 20h30 (concentração) | 21h30 (largada)
Local: Avenida Boulevard 28 de Setembro, em frente a Igreja Nossa Senhora de Lourdes
Classificação livre