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Mangueira vê samba crescer em ensaio de rua a partir de entrosamento entre bateria, carro de som e comunidade

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O samba de 2022 da Estação Primeira de Mangueira pode não ter emplacado no pré-carnaval entre os sambistas e apaixonados pelo carnaval de fora da escola. Mas, o que se viu no primeiro ensaio de rua após o retorno dos treinos, na noite da última quinta-feira, foi uma obra que está crescendo ancorada em um valoroso trabalho da bateria de mestre Wesley, em conjunto com o carro de som comandado pelo intérprete Marquinho Art’Samba, organizado por Alemão do Cavaco, e claro, a participação da comunidade de Mangueira, que cantou bastante como já havia feito na Abertura do Rio Carnaval na Cidade do Samba. O samba está com cara de Mangueira e a comunidade está comprando essa briga.

Antes do ensaio, Marquinho Art’Samba falou à reportagem do CARNAVALESCO sobre a expectativa pela sequência de ensaios e avaliou que o samba está crescendo cada vez que é apresentado pela escola. “A expectativa é sempre a melhor, a mais positiva possível. Ensaiamos muito na quadra, e agora estamos retornando para a rua de novo, está sendo ‘uma’ primeira vez de novo, porque nós ficamos mais de um mês sem vir para a rua, então nós estamos recomeçando tudo de novo. E a expectativa sempre é a melhor. O samba está crescendo e eu tenho certeza que vai chegar na Sapucaí no ponto ideal, se Deus quiser”, previu Marquinho.

art samba

O diretor-geral de harmonia da Verde e Rosa, Renato Kort, avaliou o ensaio como muito importante para o trabalho e destacou a combinação carro de som, bateria e canto da comunidade. “A Mangueira hoje foi um chão forte, um ensaio forte, com pegada forte. A junção do carro de som, bateria e canto faz a escola passar desse jeito que você viu. A escola vem muito inflamada, e preparada. A escola cantando muito forte, os segmentos, a comunidade da Mangueira é muito forte, ela veste a camisa, a gente tem pontos fortes de subida de samba, o samba tem uma melodia muito forte, um samba muito fácil de se gravar e muito emocionante para o mangueirense, você vê a escola canta com o pulmão e o coração”, destacou Renato.

Harmonia e Samba-Enredo

Se o samba não foi unanimidade fora da escola, na comunidade ele está funcionando, foi um ensaio com muito bom canto dos componentes, de forma constante, forte, e em todas as alas. Ainda há margem para crescer, um pouco na intensidade de algumas alas, mas a escola toda está cantando o tempo todo. No trecho “É verde rosa a inspiração” os componentes levantavam as mãos para cima como saudando os três homenageados do enredo, e, ao mesmo tempo, agradecendo a Deus por serem Mangueira. A emoção de alguns componentes foi bonita de ver, porque o enredo realmente fala de algo que é deles. Marquinho Art’Samba conduziu bem a escola, com a costumeira voz potente, grave, sem fazer muitos cacos, animando os foliões quando necessário.

O diretor musical da Mangueira, Alemão do Cavaco destacou o trabalho realizado com o carro de som em preparação para o carnaval de 2022. “Está bem tranquilo porque nós já estamos trabalhando juntos há muito tempo, já estamos indo para o terceiro ano, quase quarto, por conta da pandemia, e também a gente tem ensaiado demais porque o carnaval estendeu, e é um carnaval que durou quase um ano e meio, então está bem, tudo muito tranquilo, a gente tem ensaiado fora, ensaiado em estúdio, tem um time muito compactado, muito coeso, profissional, comprometido, acredito que a entrega vai ser 100%”.

Alemão também afirmou que a escola estaria pronta se o desfile fosse hoje, e que o trabalho agora é para aperfeiçoar e agregar mais qualidade. “São pequenos ajustes que a gente sempre faz, o detalhe de um solo, um efeito de voz, uma junção, mas se o desfile fosse hoje, nós estaríamos prontos. Mas, eu acredito que com esses ajustes vai dar uma cereja no bolo. A comunidade está cantando bastante, Mangueira é escola do povo, então a escola acaba caindo dentro, e tem um samba linear, um samba fácil, um samba que não tem grandes dificuldades de melodia, então acredito que vai ser um excelente desfile”, acredita o diretor musical.

Comissão de frente e casal de mestre-sala e porta-bandeira

Indo para o terceiro carnaval comandando a Comissão de Frente, os coreógrafos Priscilla Mota e Rodrigo Negri, apresentaram no ensaio de rua desta quinta-feira uma coreografia que valoriza a dança, o que não podia faltar em um enredo que também engloba mestre Delegado, e que é puro samba, a nata do ritmo com Cartola e Jamelão. Com passos muito bonitos plasticamente, os bailarinos apresentavam em alguns momentos um jeito ‘malandreado’ e de dança de gafieira.

cf mangueira

O primeiro casal da escola, Matheus Olivério e Squel Jorgea, já entre os casais mais consagrados do Grupo Especial, buscam voltar a gabaritar o quesito. Eles vieram à frente da bateria, posicionamento diferente dos outros carnavais, e apresentaram um pouco do que vai para a Sapucaí. Em entrevista ao CARNAVALESCO, antes do ensaio, Matheus comentou a emoção de voltar aos ensaios de rua e falou sobre o que a dupla trouxe para o ensaio, e deixou aberto surpresas ainda para o desfile.

“Tecnicamente colabora porque a gente sente a emoção, a gente sente a pulsação, a gente sente a Mangueira em si, mostrando para o que veio e o seu trabalho para ser concluído em abril. É um dos processos do trabalho para a nossa alta performance. A gente está muito feliz com a volta. A gente passa quase 40 minutos trocando ideias, matando a saudade dos mangueirenses. A gente tem um pré-carnaval muito longo, a ansiedade só aumenta, e isso aqui faz parte de diminuir a ansiedade. Todo o ensaio para gente é uma etapa sendo avançada para o grande dia. É mais uma etapa, é mais um tempero, mais um sentido do que a gente vai apresentar. Surpresas são fundamentais para o grande espetáculo, não posso te prometer mais do que isso (risos), mas vai haver um grande trabalho, casal Xangô está se preparando, se tiver que sangrar, a gente vai sangrar”, afirmou o mestre-sala.

casal mangueira

Ao fim do treino, Squel Jorgea comentou a mudança de posição do casal e explicou a importância do ensaio de rua para a preparação do casal e as possíveis correções no trabalho. “A emoção do retorno às ruas é a melhor possível. Enfim, agora eu estou podendo me emocionar, poder trabalhar com dignidade, as escolas de samba ocuparem o lugar delas que é a rua, pra gente celebrar. Para o nosso trabalho, é ótimo, é aqui que a gente sente, é aqui que vai tudo acontecer, é só aqui que a gente consegue consertar as coisas, então estava sendo uma maldade com a gente não poder vir para a rua. E vir à frente da bateria, é trabalho assim como na frente da escola, para mim não interfere. A gente precisa se concentrar, trabalhar para que tudo aconteça da melhor forma possível. E, tendo dedicação e amor, tudo acontece. Isso independente se o casal vem a frente ou não da escola”, explicou a porta-bandeira da Mangueira.

Evolução

A evolução da escola aconteceu de forma satisfatória. Em pouco mais de uma hora de treino, os componentes evoluíram de forma espontânea com algumas poucas alas realizando coreografia. Um exemplo é uma ala que vinha no setor 3 da escola com um bonito bailado lembrando os sambas de gafieira logo à frente do casal e da bateria. Algumas alas traziam balões nas cores da escola, o que deu um brilho para o ensaio. Outro fator importante de se destacar, foi a presença da camisa da escola nos desfilantes, o que ajudava a identificação no ensaio, a não ser algumas alas em que parecia haver o combinado para que se usasse roupa na cor branca. Outra ideia interessante a se destacar da direção de carnaval, foi trazer pequenos tripés com o número dos elementos alegóricos para demarcar bem a posição das alas e a forma que a escola vai desfilar. No geral a escola passou bem em um primeiro ensaio, imaginando-se que ela venha a brincar um pouco mais nos próximos treinos, com mais desenvoltura e com a comunidade mais ambientada com a rua de novo.

renato kort

O diretor-geral de Harmonia, Renato Kort, também falou um pouco sobre como o canto da escola que já vinha sendo ensaiado com afinco na quadra nos últimos meses, passou, dessa vez, evoluindo em linha reta. “Tem margem para evoluir sim, o ensaio é para isso, aqui a gente está treinando. A gente ajusta uma bossa aqui, de repente a bossa entrou de um jeito que você tem que fazer um andamento mais devagar, por exemplo, mas aqui é bom para ajustar, a gente está aqui para isso, o ensaio hoje foi muito bom. A gente estava um tempo parado, e agora a gente voltou com força total para a nossa festa”, frisou Renato.

Bateria

Comandante da “Tem Que Respeitar Meu Tamborim” já estreando com título em 2019, mestre Wesley busca voltar a impressionar o mundo do samba como arrebatou naquele histórico desfile em que a bateria valorizou ainda mais a grande obra daquele ano. Agora, com o desafio de ajudar a crescer um samba que não chamou tanta atenção como “Histórias para ninar gente grande”, o que pode ser visto neste retorno dos ensaios de rua da Mangueira, foi a bateria colocando o samba bem a cara da Verde e Rosa, destaque mais uma vez para o naipe de timbal que já vem se destacando desde 2019 e deu uma sonoridade muito agradável não só nas bossas como no momento do verso “na voz do meu terreiro”, em que apenas o timbal sustentava o ritmo, mas também nos trechos em que a bateria tocava reta com o instrumento participando junto com os outros naipes.

Antes do ensaio, Mestre Wesley explicou em que nível está a preparação para o desfile, as estratégias para o andamento do samba na Sapucaí, além de dar sua opinião sobre o uso de metrônomo pelos jurados. “O trabalho está caminhando bem, a gente ainda não está 100%, mas já estamos em uns 90%. E, o andamento é o que a gente gravou o disco, 146 BPM (batidas por minuto), é o que a gente vai para o desfile oficial. Na Cidade do Samba, na empolgação, a gente chegou em 148 BPM, 149 BPM, mas para o desfile oficial e para os ensaios, é 146. Sobre o metrônomo eu acho que atrapalha um pouco porque toda bateria ela começa em um andamento e depois ela vai para outro. Por exemplo, eu no setor 1 vou começar com um 148, porque no decorrer dos 20 minutos que eu estiver dentro do box, ela vai cair para 146, e depois ela não cai mais. Agora, eu acho complicado porque pode atrapalhar, nenhuma bateria consegue manter o mesmo BPM o desfile inteiro”, entende o comandante.

Salgueiro volta à Maxwell e mostra potência da comunidade no ensaio de rua

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Após algumas semanas afastado dos ensaios de rua, o Salgueiro voltou com tudo para a Maxwell na noite da última quinta-feira. Embalada pelo canto forte e empolgante da dupla Emerson Dias e Quinho, a Academia do Samba deu show para os espectadores presentes. A bateria Furiosa, de Guilherme e Gustavo, também ditou o ritmo de mais um ensaio de sucesso da escola neste pré-carnaval.

Como de costume, o chão do Salgueiro representou mais uma vez e a comunidade não economizou no grito para exaltar o samba que traz a mensagem de ‘Resistência’. Os versos ‘Torrão Amado, o lugar onde eu nasci’, ‘Sabiá me ensinou, sou diferente’, e o refrão ‘Salgueiro, Salgueiro’, eram as partes mais cantadas pelos componentes. Quinho falou sobre a força do samba e da comunidade.

“A comunidade emana uma energia forte demais desde a fundação, no canto, no ritmo e na dança. O samba do Salgueiro é sempre escolhido para a comunidade e o carro de som se integra a isso. É um refrão de fácil assimilação, de excelente leitura, que a escola abraçou, e agora vamos em busca do título. O ensaio técnico vai ser uma pequena prévia. Vai ser a oportunidade de acertar algumas arestas. Todas as escolas começam com 10 e vão perdendo, e a intenção é minimizar os erros. O nosso carro de som não tem vaidade, é um conjunto de canto que tem que estar alinhado, é o que estamos fazendo”, disse Quinho.

“O samba do Salgueiro, pra surpresa de muitos é o que mais acontece no Carnaval, mesmo muita gente torcendo contra. Onde vamos cantar, o samba é ouvido, pela comunidade nem se fala. Na Sapucaí eu quero primeiro matar a saudade, a expectativa é total. O Salgueiro está muito animado e com muita vontade. A escola está preparada e com sangue nos olhos para mostrar nosso potencial. Nós somos amigos, eu Gustavo, Guilherme e Quinho, e isso facilita muita coisa. Um participa do grupo do outro no WhatsApp. Nos falamos todos os dias, a gente conversa às vezes ‘ah, é melhor o andamento x, o andamento y, essa bossa poderia mexer aqui, ali’. As coisas são construídas dessa forma com a gente, e isso ajuda muito”, comentou Emerson Dias.

carrodesom salgueiro

Organizado, o Salgueiro evoluiu bem pela Maxwell e sem perder o pique na voz até o fim, com destaque para as alas ‘Negões do Salgueiro’ e ‘Loucura Salgueirense’. Quem também brilhou foi a ala Maculelê, comandada por Carlinhos do Salgueiro, que fez grande espetáculo de dança com passos famosos do ‘TikTok’. Diretor de harmonia, Jô Casimiro comemorou mais um ensaio de rua.

“Estávamos morrendo de saudade de ensaiar aqui. Tinha essa emoção contida no peito do salgueirense. É claro que falando tecnicamente, não são as condições que a gente precisa para a Avenida. Mas sabemos usar isso com o canto e com força da nossa comunidade. Estamos aprimorando cada vez mais, mas se o desfile fosse há uma semana, já estaríamos prontos. Agora é mais samba, alegria e carnaval. Temos que trabalhar porque a disputa é árdua, porque tem muita gente com o mesmo objetivo que o nosso, que é campeonato”, analisou Jô.

casal salgueiro

Nota máxima nos últimos cinco carnavais, Marcella Alves e Sidclei vieram como último casal, riscaram o chão da Rua Maxwell e chamaram atenção dos espectadores com uma linda dança e excelente sincronia. Quem fechou o ensaio de forma impecável foi a Furiosa dos irmãos salgueirenses. Com bossas criativas, contagiantes e com algumas coreografias, a bateria brilhou mais uma vez. Guilherme falou sobre o trabalho com os ritmistas e analisou a utilização do metrênomo pelos julgadores.

mestre salgueiro

“O trabalho está sendo feito desde agosto e estamos gostando muito. Lógico, sempre tem alguma coisa para melhorar. Tem dias que são dias, outros que a energia da galera não é a mesma e a nossa também. Mas o trabalho está pronto, agora é só acertar alguns pontos”. Estamos esperando bastante para o ensaio técnico, principalmente por todo mundo tocar junto. O importante de ensaiar lá é pegar as medidas do desfile, com seis fileiras de cada lado. Aqui na Maxwell não é nem metade da Avenida, então não dá pra usar a bateria toda. Aqui tem árvore, gente no meio, a rua afina no recuo, ou seja são vários problemas que lá na Sapucaí não vamos ter. A expectativa é boa”, disse Guilherme, que concluiu:

“Eu já usava metrônomo há algum tempo, desde quando era diretor, para entender o andamento da bateria. Agora, o jurado usar o metrônomo, eu não sei qual motivo disso, mas acho que vai somar. Mas se for um processo comparativo, eu acho errado, porque cada bateria tem seu andamento. Não existe padrão, porque se existisse seriam todas iguais. Vamos ver”, encerrou o mestre do Salgueiro.

Vila Isabel reencontra o povo do samba em ensaio emocionante

Na noite da última quinta-feira, quando o intérprete Tinga, da Vila Isabel, pegou o microfone e falou: ‘Como é bom voltar aos ensaios na 28 de setembro e encontrar o povo do samba’, sem dúvida, passou na memória dos componentes tudo o que viveram nos dois anos sem desfiles. O cantor pediu que a comunidade abraçasse o companheiro que estivesse ao lado e a emoção tomou conta do tradicional Boulevard. O canto afiado da comunidade, aliado com a potente bateria, a performance do casal de mestre-sala e porta-bandeira e o envolvimento coreógrafico da comissão de frente marcaram o treino.

“Ensaio muito bom, com melhoras significativas nos quesitos harmonia e evolução. Modéstia parte, temos um dos melhores sambas do carnaval, samba em que eu particularmente sempre acreditei. Se eu pudesse parar o som da avenida e deixar somente a comunidade cantar, eu pararia. Acredito muito no nosso samba, que com certeza vai contagiar a Sapucaí do começo ao fim, assim como já contagiou no ensaio. O entrosamento ainda está quase perfeito do carro de som com a bateria, mas estamos com tempo para corrigir esse detalhe para o Sambódromo. Vocês vão ver o rolo compressor que será a Vila Isabel. O que nós fizemos aqui, lá será com o triplo de empolgação, canto e emoção”, garantiu Marcelinho Emoção, diretor de harmonia, que comemorou a volta dos ensaios de rua.

“Representa uma nova vida, um novo amanhecer pro povo de Noel. Estávamos ansiosos por esse momento, esperando para vivermos tudo isso de novo e resgatar a essência do povo de Noel, conhecidos por sua garra e vontade de cantar, principalmente com enredo se tratando de Martinho da Vila”.

Comandante da “Swingueira de Noel”, mestre Macaco Branco citou que a volta dos ensaios de rua funciona como uma “terapia geral”. “O desfile das escolas de samba é um refúgio para todos os trabalhadores que pertencem à sua comunidade, que tem o seu stress diário. O povo estava doido para cantar o samba, que estava amarrado no peito”.

baianas vila

Ao site CARNAVALESCO, ele avaliou o desempenho da bateria no ensaio de rua. ““O andamento foi muito bom, a puxada da escola está de parabéns. Nosso diretor de carnaval Moisés Carvalho, nosso diretor de harmonia Marcelinho Emoção. A escola cantou pra caramba. Fiquei arrepiado quando a escola começou, todos respondendo e a bateria tocando com vontade, sangue nos olhos e muito vigor para colocar aquele swing e tempero da Vila Isabel. Graças a Deus deu tudo certo”.

Macaco Branco explicou qual é o segredo para o encaixe perfeito da bateria com o intérprete Tinga. “Amizade, carinho e respeito. A gente se conhece desde muito novo. Por mais que o Tinga seja um pouco mais velho do que eu, a gente vem do Herdeiros da Vila. Ele começou a desfilar em 89 e eu em 94. Somos crias da Vila Isabel, nós bebemos na fonte. Somos apaixonados e amamos o que fazemos. Então, não tem nada melhor do que um grupo de pessoas fazendo a mesma coisa por um único objetivo. Tanto a bateria, quanto o carro de som, somos uma grande família. Às vezes a gente discute, mas sempre em prol do melhor. A gente sabe que a perfeição não existe, mas cada vez mais estamos em busca dela”.

Com uma dança extremamente elegante e movimentos cravados, o casal de mestre-sala e porta-bandeira, Marcinho e Cris Caldas, mostrou muito segurança. Ao site CARNAVALESCO, ele falaram do treino.

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“A volta do ensaio de rua representa o carnaval estar perto de novo. A gente achou que estava perto, aí teve o adiamento. Agora voltando a gente consegue sentir esse gostinho do pré desfile que é super importante, apesar de estarmos ensaiando há muito tempo, ter esse gostinho de ensaio nesse esquema. Pois a gente ganha mais fôlego, mais condicionamento físico, é ótimo”, disse o mestre-sala.

“Eu estou super emocionada. A gente tava tendo ensaio aqui na quadra, mas gostamos de sentir o calor da galera. Acho que a gente vem numa energia melhor e sentir essa energia da 28 não tem igual”, completou a porta-bandeira, que ainda avaliou o treino. “A gente já está se organizando, se preparando. Não vemos a hora de sentir a energia de lá da avenida, porque é irreal e são dois anos sem sentir isso. A gente já tem ensaiado na Sapucaí, mas com tudo aceso e com o povo todo é diferente. E estamos sentindo muita falta disso”.

bateria vila

Craque da Vila Isabel o intérprete Tinga festejou a volta do ensaio de rua. O artista estava extasiado com o rendimento da azul e branco. “Ah, maravilhoso, aqui é o nosso chão, a nossa casa, 28 de setembro tem essa energia do povo do samba, do povo de Noel. A comunidade está muito feliz com a volta dos ensaios na rua, fizemos um grande ensaio, a comunidade feliz, cantando forte, se Deus quiser vamos partir com esse enredo aí do nosso grande mestre Martinho da Vila, a gente pretende dar esse presente pra eles (comunidade)”.

O cantor respondeu sobre o entrosamento com a bateria e o rendimento do samba-enredo de 2022. “Foi maravilhoso. O samba é lindo, alegre, forte, basta olhar pra comunidade, a escola está cantando forte, cantando bonito, é isso que importa. Um samba que conta a história do Martinho, da simplicidade dele, o importante é a escola estar feliz. A gente trabalha com humildade, sempre buscando se ajudar, conversamos muito (ele e Macaco Branco), toda hora estamos juntos conversando, almoçando, para estar sempre melhorando cada vez mais. A nossa vaidade é pela Vila Isabel, então, a gente trabalha forte em prol da escola”.

Por Alberto João, Ingrid Marins, Isabelly Luz, José Luiz Moreira e Luan Costa

CET-Rio divulga interdições no entorno do Sambódromo para os ensaios técnicos no sábado e domingo

A CET-Rio informa que vias do Estácio e Cidade Nova, localizadas no entorno do Sambódromo, serão totalmente interditadas ao tráfego para a realização dos Ensaios Técnicos para o CARNAVAL 2022, na Marquês de Sapucaí. A interdição está prevista para ocorrer aos sábados e domingos (dias 12, 13, 19, 20, 26 e 27 de março de 2022 e 2, 3, 9 e 10 de abril de 2022), das 14h à 1h dos dias subsequentes.

interdicoes

Às 14h serão interditadas as seguintes vias:
– Avenida Presidente Vargas, pista lateral, sentido Candelária, entre a Rua Carmo Neto e a Rua de Santana;

– Rua Benedito Hipólito, entre a Rua Carmo Neto e a Rua do Santana;

– Rua Afonso Cavalcanti, entre a Rua Amoroso Lima e a Rua Carmo Neto;

– Rua Marquês de Sapucaí, entre a Avenida Presidente Vargas e a Avenida Salvador de Sá;

– Via de retorno sob a Avenida Trinta e Um de Março, próxima à Rua Benedito Hipólito, sentido Túnel Santa Bárbara;

– Alça de descida da Avenida Trinta e Um de Março para a Rua Benedito Hipólito, sentido Rua de Santana;

– Rua Haroldo de Andrade, entre a Avenida Presidente Vargas e a Rua Benedito Hipólito;

– Rua Comandante Maurity, entre a Rua Benedito Hipólito e a Rua Júlio do Carmo;

– Rua Marquês de Pombal, entre a Rua Benedito Hipólito e a Rua Professor Clementino Fraga.

Às 16h serão interditadas:
– Avenida Salvador de Sá, entre a Rua Frei Caneca e a Rua Marquês de Sapucaí;

– Alça de descida da Avenida Trinta e Um de Março para a Avenida Salvador de Sá e o respectivo retorno;

– Via de ligação da Rua Frei Caneca, paralela à Praça da Apoteose, para a Avenida Salvador de Sá.

Haverá proibição do estacionamento das 12h às 2h, nas seguintes vias:
– Rua Amoroso Lima;
– Rua Carmo Neto;
– Rua Frei Caneca;
– Avenida Presidente Vargas, pista lateral, sentido Candelária.

DESVIOS:
Os veículos procedentes da Rua Afonso Cavancanti serão desviados para a Rua Amoroso Lima, que será invertida no período da interdição.

Os veículos procedentes da Avenida Presidente Vargas em direção ao Túnel Santa Bárbara deverão adotar o seguinte percurso: Rua Carmo Neto, Rua Heitor Carrilho e Rua Frei Caneca até o acesso ao Viaduto 31 de Março.

Os veículos procedentes do Centro e da Lapa com destino à Tijuca e Avenida Brasil serão desviados na Rua Frei Caneca em direção ao Viaduto 31 de Março, onde deverão usar a alça de acesso à Avenida Presidente Vargas. A CET-RIO recomenda que os veículos nesta rota dêem preferência aos percursos pela Rua de Santana ou pela Praça da República, para o acesso à Avenida Presidente Vargas.

Para minimizar os impactos à fluidez ocasionados pelas interdições, agentes de trânsito da Guarda Municipal e da CET-Rio orientarão os motoristas nos dias dos eventos.

Mangueirenses projetam desfile emocionante na Sapucaí: ‘Um grande resgate às raízes da escola’

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Assim como a Vila Isabel, que trará Martinho da Vila como enredo, a Mangueira também homenageará grandes baluartes da escola. A Verde e Rosa levará para a Marquês de Sapucaí as histórias de Cartola, Jamelão e Delegado. Para Rafael Bezerra, torcedor da escola, o desfile será um grande resgate às raízes da Estação Primeira.

torcedor mangueira

“Eu acho que é um grande resgate às raízes da Mangueira. Desde que assumiu, o Leandro vem fazendo esse trabalho de resgate da Mangueira na essência. Vai ser um desfile com uma comunidade muito forte, com uma estética muito bonita, além de bastante história”, disse Rafael, de 30 anos, antes de completar:

“Não temos como saber se será bom ou ruim, mas com certeza será um dos mais emocionantes dos últimos anos para o mangueirense. A comunidade está muito entregue. Nos ensaios que eu fui, dá pra sentir a energia da comunidade para cantar essas três personalidades e isso é muito bom”, emendou o gerente de marketing.

Segunda maior campeã do carnaval do Rio enfrentou um jejum de títulos de 14 anos, entre 2002 e 2016. No período, a escola pouco brilhou e só voltou a se destacar com a chegada de Leandro Vieira, que logo no primeiro ano na Verde e Rosa, conquistou o título, com o enredo ‘A menina dos olhos de Oyá’.

Nos dois anos seguintes, a Mangueira voltou no desfile das campeãs e em 2019, venceu o carnaval novamente, com enredo ‘História pra ninar gente grande’. Com o sucesso do carnavalesco, outras escolas já estudam a contratação de Leandro Vieira para o desfile de 2023.

“Eu acho que o carnavalesco tem uma assinatura, mas a escola é e sempre será maior do que o profissional. Eu espero que ele continue na Mangueira por muitos anos, porque é uma combinação muito boa. Mas eu acho que o que ele fez na escola, embora ele não permaneça, é um trabalho que vai continuar. Com ele, a comunidade se encontrou. A Mangueira andou perdida durante alguns anos e o Leandro ajudou a escola a se encontrar”, disse Rafael.

O passista Willian, de 28 anos, que também comentou a importância da homenagem aos três baluartes da escola. “A Mangueira vai falar sobre três pessoas que são muito importantes para a escola. Tenho certeza que vai ser muito emocionante, com todas as homenagens possíveis. As pessoas podem esperar um desfile muito forte, com bastante emoção, e uma verdadeira volta ao tempo. É muito importante para a escola e para todo mundo que é sambista”, disse Willian, que finalizou:

passista mangueira

“A expectativa de todos nós mangueirenses é da permanência do Leandro. Não posso falar como a escola vem, mas o público pode aguardar um carnaval diferente e muito emocionante. Vai ser um grande desfile”, encerrou.

Câmara Municipal do Rio tomba a quadra da Portelinha

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Nesta quinta-feira, a Câmara Municipal derrubou o veto do prefeito Eduardo Paes ao PL 294/17, que tomba a quadra da Portelinha, sede da Velha Guarda do Grêmio Recreativo Escola de Samba Portela, por interesse histórico e cultural. O projeto é de autoria dos vereadores Felipe Michel, César Maia, Prof. Célio Lupparelli e Vera Lins.

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Foto: Divulgação

O tombamento impede que haja descaracterização e a mudança de função de toda a extensão do imóvel, com a finalidade de manter a exclusividade de seu propósito histórico e cultural.

A “Portelinha”, carinhoso apelido dado ao imóvel em questão, é a primeira quadra coberta de uma escola de samba no Rio e ponto de encontro de diversos sambistas do subúrbio carioca.

“A história do samba da nossa cidade passa pela quadra da Portela. É lá que a Velha Guarda se reúne para reviver momentos memoráveis e se preparar para os próximos carnavais. O objetivo deste tombamento é justamente preservar estas lembranças para que elas se perpetuem pelas gerações futuras”, disse o vereador Felipe Michel.

Beija-Flor adota nova verificação de vacinas contra a Covid-19 na quadra

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Atenta à Covid-19, a Beija-Flor adotou em sua quadra um novo processo de validação digital do comprovante de vacinação contra a doença, realizado pela empresa Veus Saúde, pioneira no desenvolvimento de tecnologias de controle sanitário em grandes eventos. O protocolo adotado utiliza o aplicativo SaúdeCheck-In, é válido desde fevereiro e se assemelha ao aplicado em estádios de futebol e outros eventos culturais.

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O app em questão é considerado a maior plataforma de integração digital de laudos de Covid no país: por meio dela, a Veus saúde confere digitalmente se os componentes e visitantes da Beija-Flor estão com o ciclo de vacinação em dia contra o coronavírus. Eles precisam disponibilizar à ferramenta dados como CPF e carteira de vacinação gerada no ConecteSUS.

Após a validação dos dados pelo SAÚDECHECK-IN, os foliões recebem um QR Code que é validado na entrada dos eventos da azul e branca. A iniciativa foi lançada no último dia 17 e, após uma pausa nos treinos, passará a ser adotada todas as quintas-feiras, nos tradicionais treinos de quadra da “Deusa da Passarela” — a agremiação se prepara para apresentar, em abril, o enredo “Empretecer o pensamento é ouvir a voz da Beija-Flor”.

“A gestão da saúde é uma camada de segurança que deve ser adotada na realização de grandes eventos, incluindo o Carnaval. Nossa solução traz um grande diferencial, oferecendo uma tecnologia de monitoramento rigoroso de acesso que permite a realização dos ensaios da escola de forma segura e controlada”, diz Marcelo Botelho, CEO da Veus Saúde.

A conferência dos dados vacinais ainda é uma importante maneira de combate à Covid, mesmo com a flexibilização no uso de máscaras de proteção facial em espaços fechados, como aconteceu na capital fluminense esta semana. Autoridades de Saúde só preveem o fim da obrigatoriedade do certificado quando cerca de 70% da população já estiver com doses de reforço, patamar ainda distante das realidades brasileira, do Rio e de Nilópolis.

Mais informações sobre o processo de validação da carteira vacinal podem ser acessadas no site da Veus Saúde (https://www.veussaude.com.br/beijaflor). Dúvidas devem ser enviadas por e-mail ([email protected]) ou WhatsApp (21) 97509-0558.

Paraíso do Tuiuti ganha terreno e vai construir outra sede em São Cristóvão

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O aniversário de 70 anos do Paraíso do Tuiuti no próximo dia 5 de abril vai ter um motivo pra lá de especial. A agremiação de São Cristóvão, na Zona Norte do Rio, acaba de ganhar um terreno da Prefeitura do Rio para construir uma nova quadra. A área fica na Rua Prefeito Olímpio de Melo, número 721–B, ao lado do Assaí Atacadista, às margens da Avenida Brasil.

quadra tuiuti
Foto: Ewerton Pereira/Divulgação Tuiuti

O documento da cessão do terreno já foi assinado pelo prefeito Eduardo Paes e determina o uso do terreno por 10 anos, prorrogável a critério do município. O presidente do Tuiuti, Renato Thor, afirmou que esse é um sonho realizado.

“Vamos construir ali uma senhora quadra. Estamos há seis anos no Grupo Especial e nunca colocamos Carnaval para se manter no grupo. O Tuiuti sempre vem para disputar títulos. E é com esse capricho que vamos fazer a mais bela quadra do Rio de Janeiro. Quero agradecer muito ao prefeito Eduardo Paes, ao meu amigo Pedro Paulo (secretário de Fazenda) e ao governador Cláudio Castro”, disse Thor.

A expectativa é de que o aniversário da azul e amarelo seja celebrado já no novo endereço. Nos próximos dias, máquinas vão fazer a limpeza do terreno para que uma estrutura mínima e provisória seja montada para a festa.

“Essa é a minha ideia que a gente faça a festa de aniversário da escola ali. A nossa antiga quadra quero preservar como centro cultural porque muita história aconteceu lá dentro”, finalizou Renato Thor.

Viradouro: clipe de samba-enredo empolga e emociona componentes

A exibição, na noite desta terça-feira, do videoclipe produzido pela Unidos do Viradouro para a divulgação do samba-enredo de 2022 agradou os componentes das alas de comunidade, segmentos e o público que acompanhava o ensaio. Em vários trechos em que as imagens eram mostradas no imenso telão no fundo do palco, gritos de euforia e aplausos calorosos ecoavam na quadra do Barreto, bairro da cidade de Niterói, onde fica a sede da atual campeã do Carnaval carioca.

Com figurinos de época remetendo à folia carioca de 1919, que será mostrada no enredo “Não há tristeza que possa suportar tanta alegria”, os atores Marcello Melo Jr e Erika Januza representaram o pierrot e a colombina. Partiu de Erika, que estreia como rainha de bateria no desfile de 22 de abril, o convite para que o amigo Marcello estivesse no projeto.

O elenco também teve ainda o intérprete Zé Paulo Sierra, mestre Ciça, o primeiro e o segundo casais de mestre-sala e porta-bandeira (Julinho Nascimento, Rute Alves, Amanda Poblete e Jeferson Souza), as musas Luana Bandeira e Bellinha Delfim, além de ritmistas, passistas, baianas e demais segmentos.

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Foto: Wagner Rodrigues/Divulgação Viradouro

Muitamídia

Direção geral
Alice Fernandes

Roteiro
Alice Fernandes
Chico Alves

Direção de Fotografia
Luciano Xavier

Câmera
Fabrigil
Chico Alves

Assistente de câmera
Humberto Ferreira

Edição de imagens
Gustavo Suzano

Montagem
Alice Fernandes
Gustavo Suzano

Colorização
Flavio Abreu

Cenografia e arte
Gilson Santos

Assistente de arte
Cris Rocha

Produção
Waldemir Telles Cabeça

Assistente de produção
Amanda Vianna
Carolina Duarte

Agradecimentos especiais
Marcelo Calil
Rio Filme
Prefeitura do Rio de Janeiro
Guarda Municipal do Rio de Janeiro
Comlurb
Pedro Vasconcelos
Murilo Grubert
Saulo Silva

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Viradouro

Direção executiva
Marcelo Calil

Idealização
Marcelinho Calil

Elenco
Erika Januza – colombina
Marcello Melo Jr – pierrot/compositor
Zé Paulo Sierra – cantor
Mestre Ciça – maestro
Rute Alves – porta-bandeira
Julinho Nascimento – mestre-sala
Amanda Poblete – porta-bandeira
Jeferson Souza – mestre-sala
Marcus Ferreira – figura arlequinada
Tarcísio Zanon – figura arlequinada
Felipe Filósofo – mascarado
Bellinha Delfim – vedete
Luana Bandeira – vedete
Valci Pelé – mágico
Vanderlei Ramos – advogado
Caio Gonze – mensageiro
Isis Ruy – Carmen Miranda
Marco Mendes – ritmista
Monique Santos – ritmista
Ruan Pontes – ritmista
Juan Rangel – ritmista
Mauro Rodrigues – ritmista
Marco Mendes – ritmista
Domenico Guimarães – ritmista
Vinícius Lemos – ritmista
Gabriel Cesar – ritmista
Pierre Cardoso – ritmista
Heros Leonardo – ritmista
Hugo  Bruno – músico/cordas
Roberto Migans – músico/cordas
Rodrigo Araújo – músico/cordas
Carla Araújo – passista
Endiorrany Monteiro – passista
Felipe Soares – passista
Flávio Ribeiro – passista
Gustavo da Silva – passista
Jhenifer Menezes – passista
Luiz Otávio Ferreira – passista
Paolla Mello – passista
Taylane Gomes – passista
Thais Busson – passista
Wagner Rodrigues – fotógrafo
Waldicleia Lima – baiana
Maria Isabel Gomes – baiana
Ana da Conceição – baiana
Juciara Maria Muniz – baiana
Arina Siqueira – baiana

Produção de figurinos
Alessandra Reis
Simone Maria dos Santos

Apoio de figurinos
Fabiano José dos Santos

Alimentação
Alexandre Carreira

Direção de carnaval
Alex Fab
Dudu Falcão

Direção de barracão
Hilton Rosa

Transporte
José Hermogenes

Eletricista
Júlio Cézar de Moura

Aderecistas
Luiz Carlos Monsores
Patrick

Assessoria de imprensa
Simone Fernandes

Fotos
Wagner Rodrigues

Apoio
Adriano Ramos
Atair de Bulhões
Eltynho Almeida (maquiagem)
Vanderson Maciel
Marcus Aurélio Carline
Jefferson Toledo Ribeiro

Cheia de vontade! Beija-Flor volta às ruas e dobra agenda de ensaios

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A quase um mês dos desfiles do Carnaval 2022, a Beija-Flor decidiu retomar seus ensaios de rua em Nilópolis, já a partir desta semana, e dobrar sua agenda de treinos rumo à Sapucaí. Agora, a azul e branca reunirá sua comunidade semanalmente às quintas-feiras na quadra, como já vinha acontecendo desde 2021, e aos sábados na Estrada Mirandela, no Centro.

Beija flor abertura carnaval 42
Foto: Allan Duffes/Site CARNAVALESCO

Com a mudança, definida diante das melhoria dos índices da Covid-19 no Brasil e no Rio de Janeiro, a agremiação já tem pelo menos 12 datas de ensaios previstas daqui até abril, quando se apresentará com o enredo “Empretecer o pensamento é ouvir a voz da Beija-Flor”. O tema é uma exaltação à intelectualidade negra brasileira, desenvolvido pelo carnavalesco Alexandre Louzada, a partir da participação coletiva dos componentes.

Às quintas-feiras, os eventos na quadra começam às 21h, com abertura do grupo “Nosso Brilho” e apresentações da bateria “Soberana”, dos mestres Plínio e Rodney, e do carro de som liderado por Neguinho da Beija-Flor. Aos sábados, os treinos terão concentração às 20h na esquina da Mirandela com a rua João Evangelista de Carvalho, e largada às 21h. No dia 27 de março, um domingo, excepcionalmente, o ensaio será na própria Sapucaí.

O presidente da Beija-Flor, Almir Reis, celebrou o retorno dos ensaios de rua: “Será muito positivo poder ver a comunidade da Beija-Flor de volta à Mirandela, um lugar tão importante para a história da escola. Os ensaios de rua trarão ainda mais força para esse enredo, que é a cara do povo negro de Nilópolis e do componente da Beija-Flor”, diz.

A Beija-Flor desfila no dia 22 de abril, um sábado, e será a sexta e última a se apresentar na ocasião.