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Série Barracões SP: Rosas de Ouro aposta na cura, projeta alegorias ‘diferentes’ e homenagem comovente

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A Rosas de Ouro chega para o carnaval de 2022 com o enredo ‘Sanitatem’, uma palavra em latim que significa ‘cura’. A partir do tema tão atual, a roseira vai cantar rituais de cura e promete grandes surpresas em seu desfile desenvolvido pelo carnavalesco Paulo Menezes. Campeão do carnaval carioca em 2017 pela Portela, o artista está apenas em seu segundo desafio em São Paulo. No último carnaval em 2020, esteve junto com Paulo Barros na Gaviões da Fiel que terminou na 11ª colocação.

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“Costumo dizer que não são diferenças. São características. São Paulo tem suas características, e o Rio de Janeiro tem as suas. Para a gente é bacana, pois é desafiador. Não posso trabalhar aqui em São Paulo pensando no carnaval do Rio de Janeiro”.

Escolha do enredo tem a ver com momento

A cura é algo comum na vida de todas as pessoas, seja para ela própria ou algum parente, amigo e até mesmo animais de estimação. Entretanto, de 2020 para cá, essa palavra ganhou grandes proporções e virou uma situação geral, ou seja, no mundo inteiro, todo mundo queria a cura, afinal a Covid-19 veio abalando qualquer pessoa. E uma saída de muita gente acaba sendo os rituais, de diferentes religiões, com isso a roseira vai trazer esse tema no Anhembi em 2022. Curiosamente, Paulo Menezes foi apresentado na Rosas de Ouro no dia 14 de março de 2020, e poucos dias depois surgiu a primeira quarentena em São Paulo.

“Fui apresentado em um dia e no dia seguinte começou a pandemia. Então aí teve o processo de isolamento. E durante o processo de isolamento, a palavra cura ficou muito presente no meu inconsciente, e tudo que queríamos era a cura para todo mundo. Que o mundo se curasse, aí surgiu a ideia de fazer um enredo sobre isso, mas não queria falar sobre a cura, aí comecei a pesquisar e cheguei nos rituais de cura. Abordamos os rituais de cura desde o início da humanidade, desde a pré-história quando o homem começa a se reconhecer como homem. Então o homem começa sentir o desejo de curar a si e o próximo, e a cura pode ser alma, do corpo, espírito, são vários tipos de cura”.

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O desafio de Paulo Menezes é transformar esses rituais de curas mais variados em um desfile de 60 minutos, como o mesmo relatou o desafio, e relata sobre o ‘novo normal’, termo tão usado durante pandemia: “Tem muita gente falando no ‘novo normal’, não acredito no novo normal. O normal é o normal, e o que a gente está tendo hoje é poder abraçar, beijar, fazer tudo que a gente fazia antes. Estamos voltando ao normal. Então entramos na avenida festejando, agradecendo, esse momento que estamos conseguindo superar. O mundo várias vezes passou por momentos assim e várias vezes deu a volta por cima. Então durante nosso desfile, a gente vai mostrar isso, que várias vezes o homem conseguiu superar as adversidades”.

Reflexão sobre coincidências na pesquisa

O enredo ‘Sanitatem’ trouxe um mar de opções para a roseira e o carnavalesco, ainda mais com coincidências encontradas: “Já fiz enredos que tinham enfoque voltados para a religião, religiosidade, neste pesquisando, o que eu senti foi que ninguém é isolado, sozinho, se você pega um ritual na África na pré-história, ela era muito parecida com o ritual de repente da Islândia. As coincidências são muitas, então isso leva você a refletir. São muitas coincidências para a gente ser sozinho, ser dono do universo. Para não ter nada além da gente. Essas coincidências me levaram a questionar isso. Somos areias no universo”.

Roseira está quase pronta, com boas expectativas e ansiedade da ‘estreia’

Durante a entrevista, Paulo Menezes relatou que perguntar sobre suas alegorias, é como perguntar para um pai ‘o que acha sobre seus filhos’, ou seja, gosta de todas as alegorias desenvolvidas. A Rosas de Ouro viu a Fábrica do Samba ser inaugurada completamente, mas só usará para o carnaval de 2023, e relatou esse motivo para não estar 100% pronta.

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“Estamos caminhando para a prontidão. Mas tem coisas que eu não posso usar, pois não estamos na Fábrica do Samba, o nosso barracão é metade coberta e metade descoberta. Tem coisas que se colocar agora, a chuva destrói. Coisas estão prontas e guardadas para serem aplicadas a partir do momento que a escola vai para a baía do Anhembi”.

Na Rosas desde 2020, o carnavalesco só vai estrear agora em abril de 2022 pela escola. Ele relatou que já era para estar indo desenvolver seu terceiro carnaval e ainda está ‘preso’ em um projeto iniciado lá atrás. E já mudou até o termo: “Não é nem uma estreia, é um renascimento”.

Desenvolver carnaval em meio a pandemia

O carnaval de São Paulo conta muito com o regulamento e muitas escolas jogam em cima dele, pois é o caminho para a vitória. Mas além do regulamento, é preciso ter trabalho para agradar o povo, no fundo, um julgador que não dá nota e nem troféu, mas é fator essencial para a existência do carnaval. Em tempos de pandemia e crise no mundo, Paulo Menezes relatou dificuldade nos preços para desenvolver o carnaval de 2022: “O que atrapalhou na parte plástica o dólar, os preços, pois o bloco de isopor que pagava 200 e poucos reais, agora é 500 reais. E o valor da subvenção não mudou, então você continua tendo que entregar um carnaval na mesma qualidade de 2020, mas só que com um preço muito maior. Daí você precisa criar o falso luxo. O luxo que as pessoas olham, acham que é luxo, mas no fundo não é. Então acaba sendo um exercício maior para você”.

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Fantasias voltando às raízes?

Em relação às fantasias, o carnavalesco da roseira deu spoiler: “Rosas vem bem colorido, vai ter muito azul, rosa, mas não é o azul e rosa, fantasias toda azul e rosa, a escola toda, tem pontos azul e rosa. Mas tem muita cor junto que vai caminhar junto com essas cores. São fantasias que a escola está bastante feliz, pois está voltando às características dela, de fantasias luxuosas, rebuscadas, cheias de detalhes. Então a escola está gostando disso. Tem fantasias bem diferentes, a ala das baianas é uma fantasia bem diferente do que usualmente é. É só esperar o dia”.

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Durante a conversa com o site CARNAVALESCO, Paulo Menezes contou que encontrou coincidências e vai trazer isso na avenida através das fantasias: “Em alguns momentos você, por exemplo, tem um setor que falamos de rituais através de magia, mitologia, elementos da natureza, não são rituais específicos, são vários rituais que se utilizam daquele instrumento para fazer o seu. Então essa troca, a gente sempre tem. De na realidade, coincidências e de instrumentos. Às vezes tem máscara, fogo, água, são usadas em vários rituais diferentes em épocas diferentes e de pessoas que nunca tiveram ligação nenhuma”.

Conheça o desfile:

Cheio de mistérios, a Rosas de Ouro promete muitas surpresas e novidades no carnaval paulistano, Paulo Menezes contou um pouco sobre: “A gente vai fazendo esse apanhado, quando você olhar a Rosas na avenida. Vai ter todo o processo de rituais de cura desde o início da humanidade, até os dias de hoje”.

A roseira realmente quer fazer um carnaval bem diferente e o carnavalesco carioca é uma aposta para isso: “O abre alas é uma entrada diferente de tudo que Rosas fez, as pessoas vão estar esperando uma abertura e vão receber outra”, e revelou: “Aprofundamos, entra na religiosidade, na fé, mas também entra na magia, no misticismo, então a cada alegoria a gente vai trazendo um toque”.

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“O primeiro setor é o que entramos agradecendo, pedindo benção e proteção, para estar desfilando. Depois a gente mostra os inícios dos rituais desde a pré-história e vai passando pelos rituais das grandes civilizações”.

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“Mostramos os rituais que falam de feitiçaria, de magia, mitologia, de elementos da natureza”, sem muitos detalhes, o carnavalesco disse: “O segundo carro é bem diferente do que São Paulo está acostumado também”.

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“Os rituais da religiosidade, através da religião, de várias diferentes, não ficamos presos na umbanda, candomblé ou catolicismo. Fazemos um apanhado geral, como as religiões encaram o processo de cura da humanidade”, e disse em outro momento: “O terceiro carro tem uma pegada mais religiosa, mas é uma pegada bem diferente”.

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Uma das grandes apostas na emoção é neste carro, onde a escola homenageará componentes que superaram doenças, inclusive um cachorro que virou o mascote do barracão. Neste setor promete ser apresentado: “Mostramos os rituais modernos. Contemporâneos, aí mostramos alquimia, a ciência, o cientista procurando a cura das doenças, que é o ritual moderno. E o último carro tem toque de humor, deboches, a gente sempre brinca com questões diferentes”.

Ficha técnica:
Alegorias: 4
Componentes: 1.800
Alas: 22
Diretor de barracão: Alexandre Vicente
Supervisão de fantasias e ateliê: Comissão de Carnaval

Governador do Rio visita quadra da Beija-Flor em noite histórica para a escola

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Em seu último ensaio de quadra rumo ao Carnaval de 2022, na quinta-feira, a Beija-Flor de Nilópolis recebeu em sua quadra a visita do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), em uma noite que entrará para a história da escola de samba. Para além do prestígio diante da maior autoridade fluminense, a azul e branca comemorou, em meio ao treino, o recebimento do título de patrimônio cultural imaterial do estado, concedido pela Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) no fim de março e sancionado por Cláudio Castro.

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Fotos: Eduardo Hollanda/Divulgação Beija-Flor

O reconhecimento foi uma conquista articulada por Almir Reis, presidente da Beija-Flor, junto ao vereador de Nilópolis Anderson Campos (Republicanos) e ao deputado estadual Charlles Batista (PSL), autor do projeto de lei de número 5627/2022, que trata da questão. Na justificativa, o parlamentar afirma que o título concedido à agremiação se justifica pela “relevante importância (da Beija-Flor) no cenário cultural do Rio de Janeiro, reconhecida nacional e internacionalmente”.

“A lei, na verdade, só oficializa e reconhece, com louvor e muito merecimento, a relevância dessa escola que tanto move os nilopolitanos e encanta todos que vão à Sapucaí ver os desfiles das agremiações”, disse Castro durante o evento, quando foi presenteado com uma camisa do enredo deste ano (“Empretecer o pensamento é ouvir a voz da Beija-Flor”).

No ensaio, Reis recepcionou Castro ao lado da diretoria e dos segmentos da Beija-Flor, abrindo espaço para que o chefe do Executivo estadual acompanhasse de camarote a apresentação dos componentes. O diretor de marketing da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), Gabriel David, também participou do evento e agradeceu publicamente pelo apoio dedicado pela atual administração ao Carnaval carioca.

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Aproveitando a ocasião, a Beija-Flor reservou um espaço de sua quadra para inaugurar uma enorme faixa em homenagem a três grandes nomes de sua história: Cabana (compositor e fundador da instituição); Joãosinho Trinta (carnavalesco) e Laíla (diretor de Carnaval). O trio está eternizado no tributo que contém os dizeres “O samba agradece” e ocupa todo o pé direito da quadra e pode ser visto de qualquer ponto do local.

“Esse era o mínimo que nós poderíamos fazer para essas pessoas, tão relevantes para a história da escola e do Carnaval. Estamos muito felizes e honrados por poder homenageá-las diante do governador Cláudio Castro, que tem reconhecido cada vez mais a importância das escolas de samba do Rio. Prova disso é a sanção do projeto de lei que nos declara patrimônio cultural imaterial do estado: uma luta minha e de toda nossa comunidade”,  comemorou Reis.

A Beija-Flor realiza no sábado, 9, a partir das 21h, seu último ensaio de rua para os desfiles na Sapucaí (a escola encerra os trabalhos da Sexta-feira de Carnaval, 22 de abril). O treino acontece na Estrada Mirandela, em Nilópolis. Neste domingo, 10, está prevista a realização do Circuito Beija-Flor de Nilópolis #PréCarnaval, na quadra, com as presenças de Portela, Salgueiro, Cacique de Ramos, Cordão do Bola Preta e da Banda de Ipanema, às 13h.

Unidos de Bangu, Porto da Pedra e Unidos de Padre Miguel ensaiam neste sábado na Sapucaí

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Tudo que é bom dura o tempo suficiente para todo mundo aproveitar!!! Foi assim nossa série de ensaios técnicos em 2022, na Sapucaí, que se encerra neste sábado, 09, com a participação da Unidos de Bangu, Unidos do Porto da Pedra e Unidos de Padre Miguel. Convoque seus amigos e familiares e venha curtir o último sábado de treinos das escolas da Série Ouro!

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Foto: Divulgação/Riotur

A entrada é gratuita, mas o local está sujeito a lotação. Após a passagem da última agremiação, o Grupo Deita e fará uma roda de samba na Praça do Samba, atrás do Setor 2.

Para participar do evento, será necessário comprovar a vacinação contra Covid-19, de acordo com o calendário da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro. A comprovação poderá ser feita através do certificado de vacinação digital – disponível no aplicativo ConecteSUS –, caderneta de vacinação ou comprovante de vacinação.

Confira a seguir a programação deste sábado.

19h – Unidos de Bangu (C)
20h – Unidos do Porto da Pedra (B)
21h – Unidos de Padre Miguel (C)

Julgadores retiraram 129 décimos da São Clemente nos últimos cinco anos; Harmonia mais prejudicada e bateria a menos punida

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A São Clemente está na maior sequência de sua história desfilando no Grupo Especial. Nesta recente trajetória, em muitos momentos o julgamento foi excessivamente rigoroso com a escola, que obteve colocações consideradas injustas pela maioria de sambistas. Na reportagem para a série ‘De olho nos quesitos’, o site CARNAVALESCO comprova com um levantamento das notas aplicadas à preta e amarela da Zona Sul o quanto o julgamento de bandeira pode ter prejudicado a São Clemente.

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Se somados cada décimo de punição desde 2016, chega-se ao número de 129, quase 13 pontos perdidos em cinco desfiles. O desfile de 2020 foi o mais despontuado neste período, um total de 30 décimos. Em 2016 a escola fechou a apuração com 268,4 pontos, o melhor desempenho do período estudado por nossa reportagem. O quesito bateria (oito décimos) é o melhor da escola nos últimos cinco anos e harmonia (21 décimos) é o pior.

Confira quesito a quesito o desempenho da São Clemente:

Alegorias e Adereços

Com um total de 1,6 ponto perdido, o ano de 2018 foi o pior em termos de desempenho em alegorias. A escola perdeu quatro décimos e fechou a apuração com 29,6 pontos. Nos demais anos do levantamento foram três décimos perdidos por ano, a média de perda da escola no quesito.

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Bateria

A Fiel Clementiana é o único segmento da São Clemente que conseguiu gabaritar a apuração mais de uma vez nos últimos anos. Isso faz com que bateria seja o quesito mais sólido da escola desde 2016. Em 2016 e 2018 os ritmistas de mestre Caliquinho obtiveram 30 pontos. O desempenho mais baixo foi em 2017, quando perdeu quatro décimos. Em 2019 e 2020 foram mis dois décimos perdidos em cada ano, totalizando oito nos últimos cinco anos.

Comissão de Frente

Um dos quesitos mais penalizados da São Clemente no levantamento feito por nossa reportagem. Foram dois pontos de punição ao longo de cinco anos, o que dá uma média de quatro décimos de penalidade por desfile. Em 2018 foram 29,4 pontos obtidos no quesito (seis décimos de punição). Em 2017 e 2020 mais meio ponto perdido apenas em comissão de frente. Em 2016 e 2019 que a perda foi um pouco menos (dois décimos em cada ano), totalizando impressionantes 20 décimos.

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Enredo

Nem a presença de Rosa Magalhães em dois dos cinco anos de levantamento fez a São Clemente ser poupada pelos jurados do quesito. Foram 11 décimos de punição a partir de 2016. O primeiro ano de Jorge Silveira foi o mais penalizado, três décimos. Em 2016, 2017, 2019 e 2020 as punições foram idênticas, com dois décimos em cada ano. Apesar do julgamento pesado e cruel, a escola é atual bicampeã no quesito pelo prêmio Estrela do Carnaval, com reconhecimento do trabalho feito por Jorge Silveira.

Evolução

Mais um quesito onde a São Clemente deixou mais de 10 décimos pelo caminho. A escola tradicionalmente encontra dificuldades em quesitos de chão e em evolução apenas em 2016 a escola conseguiu gabaritar. Em 2018 foram cinco décimos perdidos pela evolução clementiana. Em 2019, apesar do elogiado desfile, outros quatro décimos perdidos. Somadas às perdas de 2017 e 2020, chega-se a um total de 1,2 ponto perdido em evolução.

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Fantasias

Ao lado de evolução e bateria, o único quesito em cinco anos a conquistar os 30 pontos em uma apuração, no ano de 2016. Depois disso os figurinos clementianos não conseguiram conquistar o júri. Um décimo perdido em 2017, dois em 2018 e 2019 e cinco em 2020. Um total de um ponto de penalização, média de 0,2 por ano.

Harmonia

É o quesito que representa o maior desafio nos desfiles da São Clemente. Como já citado nesta reportagem, a agremiação encontra muitas dificuldades em seu desempenho na pista. Foram 21 décimos de desconto desde 2016, uma média superior a 0,4 ponto perdido por ano. Nos últimos três carnavais, a São Clemente foi penalizada com a perda de meio ponto a cada ano. Em 2017 mais quatro décimos e dois em 2016. Meio ponto perdido a mais em relação aos segundos piores quesitos da escola, samba-enredo e alegorias.

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Mestre-Sala e Porta-Bandeira

Com mudanças de casais nos últimos anos, São Clemente teve esta inconstância revertida nas notas. Apenas em 2016 a perda foi mínima, um décimo. Em 2017 foram dois, e m 2018, 2019 e 2020 quatro a cada ano, alcançando a incômodo marca de 1,5 ponto perdido nos últimos cinco anos, média de 0,3 por carnaval.

Samba-Enredo

Ao lado de alegorias, samba-enredo responde por 12,5% do total de penalizações da São Clemente desde 2016. Após o samba de 2015 (não considerado neste levantamento) a escola foi muito descontada no quesito, especialmente em 2016 quando levou seis décimos dos jurados. Os melhores desempenhos foram em 2018 e 2019, com dois décimos de perda. Em 2017 foram mais três.

Liesa inicia atendimento presencial para a venda de arquibancadas especiais e cadeiras individuais

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A Liesa inicia nesta sexta-feira, 08 de abril, a venda presencial de ingressos de Arquibancadas Especiais e Cadeiras Individuais para os desfiles das Escolas de Samba do Grupo Especial, no Sambódromo, na Rua Salvador de Sá atrás do Setor 11. Ainda existe a disponibilidade de ingressos em todos os setores para os desfiles de sexta-feira, 22 de Abril, Sábado, 23 de Abril e para os desfiles das Campeãs no Sábado, dia 30 de Abril, que poderão ser comprados a partir desta data, no estande Liesa, montado atrás do Setor 11, no Sambódromo – entrada pela Rua Salvador de Sá. O atendimento continuará na segunda até a quinta-feira, das 10 h às 16h, com pagamento à vista e somente em dinheiro.

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Pelo quarto ano consecutivo, a venda de ingressos de todos os setores das Arquibancadas Especiais, Turísticas (Setor 9) e Cadeiras Individuais do Setor 12 para o Desfile das Escolas de Samba do Grupo Especial – Rio Carnaval 2022 está sendo realizada com cartões de crédito através da Empresa “TOTAL ACESSO”, credenciada pela Liesa para realizar as vendas via Internet. O pagamento poderá ser feito em até 4 (quatro) vezes.

Esta venda se encerrará no domingo, dia 10.04.2022, às 23h59min, visto a necessidade de efetuar-se o preparo para que os compradores possam apanhar/retirar os ingressos adquiridos antecipadamente, a partir do dia 11/4, na Central LIESA de Atendimento e Vendas, Rua da Alfândega, 25, lojas, A, B e C, durante o horário comercial.

Tucuruvi começa transporte das alegorias para o Anhembi

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Faltando exatos 15 dias para o desfile das escolas de samba do Grupo Especial do carnaval paulistano, no início da madrugada de quinta-feira (07), a Acadêmicos do Tucuruvi, deu início ao transporte de seus carros alegóricos para o Sambódromo do Anhembi. O barracão da agremiação fica situado no bairro do Carandiru e nesta primeira noite de transporte, a agremiação optou por levar apenas duas de suas alegorias até o Sambódromo, que fica situado no bairro de Santana.

Tucuruvi começa transporte das alegorias para o Anhembi
Fotos: Divulgação/Tucuruvi

“Ainda teremos muitas viagens de nosso barracão até o sambódromo para transportar tudo o que temos entre alegorias e esculturas; e como as peças são grandes e literalmente lembra um quebra cabeça para montar tudo e deixar o projeto redondo para o dia do desfile, optamos em trazer com calma um pouco por noite e assim teremos tempo hábil de deixar tudo impecável para o grande dia do desfile”, declarou Rodrigo Delduque, diretor de carnaval.

O diretor ainda complementou: “Nosso carnaval já está com tudo pronto, estamos ansiosos aguardando pela data do desfile e poder junto com a nossa comunidade fazermos parte deste que está sendo considerado o Carnaval da Vida!”. A agremiação que é presidida pelo Sr Hussein Abdo Elselam, mais conhecido carinhosamente entre os sambistas como “Sr Jamil”, terá a missão de abrir os desfiles da sexta-feira, dia 22 de abril, sendo a primeira noite do Grupo Especial paulistano.

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A Acadêmicos do Tucuruvi levará para a passarela do samba o enredo “Carnavais… De lá pra cá o que mudou? Daqui pra lá o que será?”, o qual está sendo desenvolvido pela dupla de carnavalescos Dione Leite e Fernando Dias, e irão falar sobre o carnaval do passado, o que está acontecendo com o carnaval atual e o que eles querem para o futuro do carnaval.

As fantasias foram 100% distribuídas para os integrantes da comunidade e já estão esgotadas, porém até o dia do desfile a Tucuruvi ainda tem programado mais 4 datas de ensaios gerais em sua quadra para quem desejar prestigiar e sentir o clima que está sendo entre os sambistas da comunidade da Cantareira. Os ensaios ocorrerão hoje, quinta-feira (07), no sábado (09), na próxima quinta (14) e para encerrar com chave de ouro, o último ensaio será na rua, no domingo, 17 de abril.

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De olho nos quesitos: Salgueiro não perde décimos em bateria e casal desde 2016; samba-enredo tem o pior desempenho

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A série de reportagens ‘De olho nos quesitos’, que vem abordando o desempenho das escolas do Grupo Especial nos nove quesitos de julgamento da Liesa, traz o Salgueiro, a única agremiação que tem voltado nas campeãs desde 2008. O site CARNAVALESCO se debruçou sobre todas as notas aplicadas pelos jurados desde 2016 para traçar um raio-x dos melhores e piores quesitos das 12 agremiações do Grupo Especial.

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Foto: Allan Duffes/Site CARNAVALESCO

O quesito samba-enredo tem sido o maior problema do Salgueiro nos últimos anos. Inclusive no desfile de 2017 o quesito tirou a escola do título e a colocou no terceiro lugar. Em contrapartida, o casal Sidclei e Marcella, na escola desde 2014, gabaritou o quesito mestre-sala e porta-bandeira desde 2016. Desempenho idêntico à bateria Furiosa, que trocou de comando a partir de 2019 mas não perdeu a excelência.

Confira quesito a quesito o desempenho do Salgueiro:

Alegorias e Adereços

Apenas samba-enredo teve desempenho inferior a alegorias no Salgueiro nos últimos carnavais. Em 2016 a escola era apontada como grande favorita ao título antes do desfile, mas um apagão em duas alegorias fez a escola perder três décimos no julgamento. Em 2018 a escola perdeu mais um décimo e em 2019 mais dois décimos ficaram pelo caminho, totalizando seis décimos nos últimos cinco anos. Em 2020, o Salgueiro garantiu os 30 pontos em Alegorias e Adereços.

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Bateria

A Furiosa tem sido o mais sólido quesito da escola, se formos considerar os anos anteriores a 2016. Nos últimos cinco anos a escola não perdeu nenhum décimo neste quesito. Nem a mudança de comando na bateria, a partir de 2019, fez o nível de excelência da Furiosa ser afetado.

Comissão de Frente

Com a ruptura política ocorrida na escola após o desfile de 2018, o quesito foi um dos mais atingidos. A perda de Hélio Bejani para 2019 significou a perda de três décimos. Foi o único ano onde a Academia do Samba deixou o julgamento de comissão de frente sem a nota máxima, 30 pontos.

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Foto: Ewerton Pereira/Divulgação Salgueiro

Enredo

Este é mais um quesito irregular para o Salgueiro em desfiles recentes. Se em 2016, 2017 e 2019 a vermelha e branca deixou o julgamento com a sonhada nota 30, em 2018 e 2020 foram perdidos dois décimos em cada ano, dificultando as ambições do Salgueiro em disputar o título. Quatro décimos no total em cinco anos.

Evolução

Um dos quesitos de excelência no Salgueiro até 2017, a evolução perdeu importantes décimos desde 2018. Um décimo em 2018, outro em 2019 e três em 2020. Apesar de ser um dos chãos mais organizados do Grupo Especial, a técnica de desfile da escola vai precisar melhorar para que o desempenho volte a merecer os 30 pontos.

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Fantasias

Este é mais um quesito na parte plástica dos desfiles salgueirenses que vem apresentando irregularidades no julgamento. Em 2016 foi o desempenho mais decepcionante, com a perda de dois décimos. Com mais um décimo perdido no inconstante desfile de 2019 totalizaram três décimos no total. Em 2020, o carnavalesco Alex de Souza gabaritou no quesito Fantasias, inclusive, recebendo o prêmio Estrela do Carnaval, como melhor conjunto de fantasias do Grupo Especial, pelo trabalho caprichado, com muito requinte e criatividade.

Harmonia

A comunidade salgueirense costuma deixar um irrefutável recado na avenida ano após ano. Se não fosse o décimo perdido em 2020, harmonia estaria empatado com bateria e mestre-sala e porta-bandeira com nenhum décimo perdido desde 2016. A punição em 2020 quebrou a espetacular sequência do chão salgueirense.

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Mestre-Sala e Porta-Bandeira

Desde 2014 no Salgueiro, Sidclei e Marcella têm um desempenho impressionante. Apenas em 2015 não saíram de uma apuração com a nota 30. Além de estarem no hall de grande casal da atualidade, se consolidam como a maior dupla de dançarinos na história do Salgueiro. Desde 2016 foram 150 pontos somados e nenhum único décimo perdido.

Samba-Enredo

O grande calcanhar de aquiles salgueirense dos últimos carnavais. Além de disputas de samba polêmicas e tumultuadas, as notas apresentadas na apuração têm corroborado as críticas às obras salgueirenses. As únicas notas 30 foram em 2016 e 2019. Em 2020 foram quatro décimos de punição, três em 2017 e um em 2018. O quesito já tirou das mãos do Salgueiro a taça de campeão do carnaval.

Carnaval voltou! Desfiles do carnaval capixaba acontecem neste final de semana

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Depois de dois anos longe do seu palco principal, as escolas de samba do carnaval capixaba voltam ao seu local de espetáculo para a retomada dos desfiles. Após a decisão do adiamento do desfile de fevereiro para abril, as agremiações conseguiram um tempo a mais para finalização de seu carnaval. Garantindo assim um grande espetáculo para os admiradores e foliões que estarão presentes no Sambão do Povo.

A partir desta quinta-feira a Grande Vitória vai respirar carnaval. Desde o traslado de alegorias, que acontece por toda cidade, até a hora em que a última escola passar com todo seu contingente pela avenida.

Confira a programação para os três dias de folia:

COMPRE SEU INGRESSO AQUI! 

07/04 – Grupo de Acesso B

22h – Unidos de Barreiros
Enredo: “Nzinga, guerreiras, rainhas, negras”

Independente de Eucalipto
Enredo: “Pássaro de Fogo”

União Jovem de Itacibá
Enredo: “Nossos poetas decantam aspectos, facetas e elementos das quatro estações do ano: uma ode sublime às forças da natureza, à cultura e à vida”

Mocidade Serrana
Enredo: “Favela, berço do samba e da imperatriz

Tradição Serrana
Enredo: “A mágica do saber, a Tradição conta pra você”

08/04 – Grupo de Acesso A

22h – Independente de São Torquato

Enredo: “Atlântida, o continente perdido”
Ouça o samba-enredo: https://www.youtube.com/watch?v=lC7iUB_F8TM

Chega Mais
Enredo: “Eu quero botar meu bloco na rua”

Ouça o samba-enredo: https://www.youtube.com/watch?v=syEm6DqkqzY

Chegou O que Faltava
Enredo: “Chegou a realeza dos campos dourados que alimentam a história. Sustento da Vida”

Ouça o samba-enredo: https://www.youtube.com/watch?v=23Wpdy_JQZU

Mocidade da Praia
Enredo: “Solis: O alvorecer da humanidade”
Ouça o samba-enredo: https://www.youtube.com/watch?v=Kk-EEmp9cQw

Rosas de Ouro
Enredo: “Gênesis. Momentos da criação”

Ouça o samba-enredo: https://www.youtube.com/watch?v=rjVHFCIPAyQ

Pega no Samba
Enredo: “Abayomi”

Ouça o samba-enredo: https://www.youtube.com/watch?v=iYYXeS5M2ss

Império de Fátima
Enredo: “Uma índia, um negro – Diferentes crenças, costumes e rituais…Um conto tupi-yorubá”
Ouça o samba-enredo: https://www.youtube.com/watch?v=1ySXDjfcHjk

09/04 Grupo Especial – com cobertura do site CARNAVALESCO em texto e galeria de fotos
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Foto: Júlia Vitória / Carnaval Rede de Memórias
22h – Unidos de Jucutuquara
Enredo: “O povo inteiro vai saber, é Jucutuquara que vem lá”
Cores: Verde, Vermelho e Branco
Presidente: Rogério Sarmento
Carnavalescos: Vanderson Cesar e Jorge Mayko
Intérprete: Igor Sorriso
Mestre de Bateria: Serginho
Comissão de Frente: Jorge Mayko
Mestre-Sala e Porta-Bandeira: Gessya Santana e Arthur Astori
Rainha de Bateria: Schyrley Moura
Direção de Carnaval: Armando Chafik e Anderson Ferreira
Direção de Harmonia: Leandro Maciel e Anselmo Adverse
Componentes: 1.200
Carros Alegóricos: 03 alegorias e 01 Tripé
imperatriz
Foto: Zanete Dadalto / Carnaval Rede de Memórias

23h12 – Imperatriz do Forte
Enredo: “Em busca do 10”

Cores: verde e rosa
Presidente: Artur Kadratz
Carnavalesco: Márcio Puluker
Intérprete: Fernando Brito
Mestre de Bateria: Vitor Rocha
Comissão de Frente: Vinicius Couti
Mestre-Sala e Porta-Bandeira: Vinícius Costa e Júlia Mariano
Rainha de Bateria: Ana Lucia
Direção de Carnaval: Elidio Netto
Direção de Harmonia: Marquinhos Harmonia
Componentes: 1.200
Carros Alegóricos: 03 alegorias e 01 Tripé
Ouça o samba-enredo: https://www.youtube.com/watch?v=aAA5JcSqRgY
novo imperio
Foto: Zanete Dadalto / Carnaval Rede de Memórias

00h24 – Novo Império
Enredo: “Santo Antônio, Olhai por Nós”
Cores: Azul, branco e Rosa
Presidente: Alessandro Souza Santos
Carnavalesco: Paulo Balbino
Intérprete: Kleber Simpatia
Mestre de Bateria: Mestre Glê
Comissão de Frente: Patrick Alochio
Mestre-Sala e Porta-Bandeira: Kleyson e Amanda
Rainha de Bateria: Rayane Rosa
Direção de Carnaval: Dudu, João Felipe e Anderson Luppi
Direção de Harmonia: Dudu e Pamela
Componentes: 1.500
Carros Alegóricos: 03 alegorias e 01 Tripé
Ouça o samba-enredo: https://www.youtube.com/watch?v=HCxWPCb9dFI

boa vista
Foto: Evelyn Rocha / Carnaval Rede de Memórias
01h36 – Independentes de Boa Vista
Enredo: “O Pássaro de Fogo traz a Boa Nova: é Tempo de Amar”
Cores: azul, vermelho e branco
Presidente: Emerson Xumbrega
Carnavalesco: Robson Goulart
Intérprete: Emerson Xumbrega
Mestre de Bateria: Gustavo Mascarenhas & Vitor Machado
Comissão de Frente: Márcia Cruz
Mestre-Sala e Porta-Bandeira: Bruno Simpatia & Vanessa Benittez
Rainha de Bateria: Thalita Zampiroli
Direção de Carnaval: Isclei Nascimento
Direção de Harmonia: Anderson Binão
Componentes: 1.500
Carros Alegóricos: 03 alegorias e 01 Tripé
Ouça o samba-enredo: https://www.youtube.com/watch?v=KUdH0SLZAvQ
mug
Foto: Evelyn Rocha / Carnaval Rede de Memórias
02h48 – Mocidade Unida da Glória
Enredo: “O Leão em caravana traz ao palco da folia a imagem e a semelhança com um quê de fantasia”
Cores: Vermelho e Branco
Presidente: Carlos Roberto dos Santos Ribeiro (Robertinho)
Carnavalesco: Osvaldo Garcia
Intérprete: Ricardinho da MUG
Mestre de Bateria: Carlos Magno Airam
Comissão de Frente: Marcelo Lages
Mestre-Sala e Porta-Bandeira: Klaura Costa e Hudson Maia
Rainha de Bateria: Fernanda Figueredo
Direção de Carnaval: Jurandy Machado
Direção de Harmonia: Slin Ribeiro
Componentes: 1.200
Carros Alegóricos: 03 alegorias e 01 Tripé
Ouça o samba-enredo: https://www.youtube.com/watch?v=EHvQiTfCkoo
piedade
Foto: Júlia Vitória / Carnaval Rede de Memórias
04h00 – Unidos da Piedade
Enredo: “Da riqueza do café, sua força e majestade”
Cores: Verde, branco e vermelho
Presidente: Valdeir Lopes de Sá
Carnavalesco: Jorge Caribé
Intérprete: Thiago Brito
Mestre de Bateria: Mestre Tereu
Comissão de Frente: Mauro Marques
Mestre-Sala e Porta-Bandeira: Luzimar e Layli
Rainha de Bateria: Rose de Oliveira
Direção de Carnaval: Elder Alves
Direção de Harmonia: Elder Alves
Componentes: 1.200
Carros Alegóricos: 03
andarai
Foto: Carnaval Rede de Memórias
05h12 – Andaraí
Enredo: “Mulembá”
Cores: Verde e Rosa
Presidente: Thiago Bandeira
Carnavalesco: Alex Santiago
Intérprete: Lauro
Mestre de Bateria: Kaio Amorim
Comissão de Frente: George Falcão
Mestre-Sala e Porta-Bandeira: Weskley Black e Alana Marques
Rainha de Bateria: Fernanda Passon
Direção de Carnaval: Thiago Nunes e Eduardo Amorim
Direção de Harmonia: Wesley Denadai
Componentes: 1.300
Carros Alegóricos: 3 carros e 1 tripé

Ouça o samba-enredo: https://www.youtube.com/watch?v=LMZem7uZGoI

As campeãs do carnaval 2022 serão conhecidas na quarta-feira, dia 13 de abril, às 16h30. Conforme regulamento assinado por todos os representantes, haverá rebaixamento e a campeã do grupo B, sobe para o A, e do grupo A para o especial.

Entrevistão com Cátia Drumond: ‘Imperatriz é tradicional, mas está aberta para tudo que é novo’

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Com 27 anos de serviços prestados, passando por todas as funções da escola, Cátia Drumond teve um desafio e tanto ao ter que substituir o próprio pai, o presidente da Imperatriz Leopoldinense, Luiz Pacheco Drumond, falecido em 2021. Só na presidência, somando as três passagens, foram mais de 25 anos de seu Luizinho, como era carinhosamente chamado pela comunidade.

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Contanto com a ajuda de seu irmão na vice-presidência, Vinicius Drumond, e do jovem filho João Drumond, fazendo parte da diretoria, Cátia tem dado continuidade a renovação que seu pai mesmo começou após o rebaixamento em 2019. Com o falecimento, coube à presidente seguir no trabalho, e a expectativa que a escola tem gerado para esse retorno ao Grupo Especial, também vem da atuação da nova mandatária.

Cátia recebeu a reportagem do site CARNAVALESCO no barracão da Imperatriz Leopoldinense na Cidade do Samba para uma entrevista em que contou um pouco mais do trabalho realizado na “Rainha de Ramos”, explicou a atuação destacada de seu filho João na diretoria da agremiação, revelou os preparativos para o carnaval 2022, relembrou bastidores do rebaixamento de 2019 e comentou sobre o peso de ser a única mulher presidente de escola de samba do Grupo Especial.

O que representa assumir a Imperatriz após a perda do seu pai?

Cátia Drumond: “”Foi um desafio enorme. Sempre falo que é difícil substituir uma pessoa que não é substituível. Ele é insubstituível. O carnaval vem sofrendo, vem agonizando, isso que me deixa nervosa porque a gente vê que o carnaval está perdendo força. É um desafio enorme”.

Você sempre trabalhou nos bastidores, precisamente, dentro do barracão. O que fazia na escola?

Cátia Drumond: “São 27 anos, já fui de tudo, já fui secretária, já servi cafezinho, já fui almoxarife, já fui diretora de carnaval. Nos últimos anos eu estava como administradora do barracão e compradora. Sei um pouquinho de cada setor. Passei em cada setor”.

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Em algum momento, você acha que seu pai imaginou que você assumiria a escola? O que ele falava para vocês sobre sucessão?

Cátia Drumond: “Não tinha sucessão na cabeça dele. Na cabeça dele, nenhum filho de verdade iria assumir a escola. Eu acho que para o meu pai, o ponto final estava nele. Porque ele sempre dizia para gente que era cansativo, ele falava que era uma cachaça, mas que a gente perdia um pouco da saúde da gente aqui. Eu acho que ele não queria muito isso para a gente não. Mas, é aquele negócio, 45 anos você não pega e joga no lixo. Não tem como, né? Então, vamos tentar seguir o legado dele, é difícil, não é fácil, principalmente quando a gente está subindo de um Grupo de Acesso, mas a gente sabe o tamanho da bandeira, o tamanho da força que a gente tem. E, eu acho que estamos no caminho certo. Mas, ele não esperava ninguém na sucessão dele, não”.

O mundo do samba está impressionado com a nova Imperatriz. Qual é o segredo dessa gestão?

Cátia Drumond: “Não tem nova gestão. É uma continuidade do carnaval de 2020. O meu pai já tinha trazido um pessoal para a diretoria, jovem. E a gente conseguiu resgatar no rebaixamento a comunidade para dentro da quadra novamente. Aí veio a Covid, veio o falecimento do meu pai, e acaba que eu assumo a escola. Então, a única coisa que eu fiz foi dar continuidade. Tem a cabeça do João (Drumond) que é um menino jovem, mas eu não vejo uma nova gestão, entendeu? É a continuidade da gestão do seu Luiz, sendo que é um tradicional com uma direção nova, mas nada. Agora, a Imperatriz é a mesma. E, o jovem é o futuro né. Então, eu acho que a Imperatriz era muito tradicional, hoje ela é tradicional. Mas, a gente está aberta para tudo que é novo. E com gente nova fica mais fácil”.

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Fotos: Nelson Malfacini/Divulgação Imperatriz

Quando vocês decidiram olhar mais para comunidade e trazer ela para dentro da quadra?

Cátia Drumond: “O resgate da Imperatriz foi em 2020, veio primeiro com a queda, depois com a contratação do Leandro (Vieira). E, aí, eu acho que a comunidade com a queda, até a própria comunidade sentiu que precisava estar junto. A gente precisava se unir para fazer uma Imperatriz forte, para voltar. É o que eu falo, quando se perde, a gente perde todo mundo junto, e quando a gente ganha, ganha também todo mundo junto. Então, assim, a Imperatriz perdeu em todo mundo, a equipe toda, mas quando ela também subiu em 2020, que ela ganha o carnaval do Acesso, ela também ganha com uma equipe toda, e ganha com uma comunidade que te abraçou no teu pior momento. Foi um momento que o meu pai quis sair da escola, ele já estava cansado aos seus 79 anos, dizia que não aguentava mais, que era muito cansativo para a saúde dele, mas ao mesmo tempo, a comunidade pede que ele volte, ele volta, e a gente faz um grande desfile. Acho assim, que vem de 2020. O trabalho não começou depois de 2020, o trabalho começou no carnaval de 2020, o resgate da escola está lá em 2020. Natural, eu acho que aí a comunidade dá importância pela perda do patrono dela, do presidente dela, e a própria comunidade vem e abraça a escola. Eu acho isso muito positivo, foi muito positivo para a gente”.

O que você pensa em fazer na sua gestão que não deu tempo para esse desfile?

Cátia Drumond: “Eu estou muito focada no desfile deste ano, mas vem novidade para 2023. Acho que virou a página 2022, porque a gente precisa virar essa página, está difícil de virar, mas logo assim que a gente virar a página 2022, vem muitas surpresas para 2023. Tem coisas em andamento, nada fechado, mas coisas em andamento que eu acho que vai ser bom para a escola. Para desfile, pós carnaval, para a própria quadra, para a Imperatriz num todo”.

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A escola está muito atuante nas redes sociais e com a comunidade. Podemos esperar mais do que durante o ano, entre maio e dezembro?

Cátia Drumond: “Eu acho que toda escola precisa se comunicar com a sua comunidade. Não tem outra maneira hoje em dia. A melhor comunicação é essa. Você bota um negócio no Instagram, daqui a pouco bomba. Chegou, você alcançou o seu objetivo, que era chegar nos componentes. Eu acho que tem que ser assim. Eu acho que a partir de maio, a Imperatriz continua da mesma maneira, trabalhando da mesma maneira nas redes sociais. Continuam os projetos, a partir de maio, a gente está esperando acabar o carnaval, né? Assim que acabou o carnaval, a gente continua os projetos normalmente, aí volta ao normal”.

Ficou surpresa com o seu filho João querendo estar dentro da escola? Como você analisa a ótima repercussão do que ele fala na imprensa e entre os sambistas?

Cátia Drumond:”Foi uma grande surpresa porque, primeiro, meu pai faleceu e o João tinha 18 anos. E, aí a gente falou, o que que a gente faz? Alguns membros da família não quiseram continuar, não quiseram dar continuidade, e ficou eu e o Vinícius. E aí, eu dizia assim, até onde eu posso ir? Até onde eu consigo ir? E o João falou ‘ mãe, vambora, estou contigo, vou te ajudar’. E, realmente, ele é o meu braço direito e meu braço esquerdo aqui. Sabe, sem o João, acho que eu e o Vinícius estávamos bem atrapalhados. Ele ajuda muito, muito”.

O que representa ter trazido a Rosa de volta para Imperatriz?

Cátia Drumond: “Não fui eu que trouxe. Quando eu cheguei na escola, a Rosa já estava. Mas, eu como torcedora da Imperatriz acho um casamento, não estou falando nem como presidente, não fui eu que contratei a Rosa, foi meu pai, eu acho um casamento perfeito. A Imperatriz resgata a Rosa, a Rosa resgata a Imperatriz, e a gente resgata junto o Arlindo Rodrigues. Eu acho isso um casamento perfeito. E, ao mesmo tempo, está na modernidade toda, tem o romantismo, tem tudo, então, assim, eu fico feliz de ver a Rosa contando o Arlindo. Eu acho que não teria pessoa melhor para fazer esse enredo, que não fosse Rosa Magalhães”.

Qual é a palavra que vem na sua cabeça quando você pensa no dia 22 de abril e na abertura do carnaval?

Cátia Drumond: “Primeiro eu penso se eu vou conseguir chegar até a Avenida (risos). Minhas pernas tremem, sabe? Eu sei do desafio que é enorme. Mas, eu também sei do trabalho que a gente está fazendo, e que a Imperatriz, mais uma vez eu vou falar, vai abrir o carnaval com um grande desfile. Isso aí não tenha dúvida, a gente está trabalhando dia e noite, a gente cansa de sair daqui de madrugada em prol desse desfile. Pena que foi adiado. Podia ter sido logo em fevereiro e acabar com a curiosidade de todo mundo, e acabar com a minha ansiedade”.

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O que esperar dessa Imperatriz voltando para o Grupo Especial?

Cátia Drumond: “A escola vem bem luxuosa como é de praxe, Rosa Magalhães também exige isso. A escola vai fazer um grande desfile. Vai fazer um grande desfile como escola de Grupo Especial, porque a Imperatriz foi lá no Acesso, por um erro nosso, mas que nós pagamos bonito o erro, fizemos o dever de casa super bem feito. Mostramos do que somos capazes, e eu tenho certeza que nós vamos fazer um carnaval para ficar entre as seis, e para ser campeã”.

Mexeu com você o adiamento do carnaval? Qual foi o impacto para Imperatriz?

Cátia Drumond: “Mexeu muito. Agora a gente estava assim praticamente com 85% do carnaval pronto, praticamente faltando dois carros, agora finalizados. Eu fiquei muito triste porque carnaval é fevereiro, né? Mas, a gente tem que seguir o que a Liesa e o próprio prefeito que disse que não tínhamos condições de desfilar em fevereiro e preparar para abril. Eu acho que foi um impacto para quem estava bem adiantado, que era o nosso caso. Mas foi bem triste. Não tem como não impactar no financeiro porque você ganha mais dois meses de folha de pagamento, mais dois meses de conta de luz alta, isso se eu falar para você que não vai impactar, não tem como, e a verba é a mesma”.

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O que você sentiu quando a Imperatriz foi rebaixada em 2019?

Cátia Drumond: “Cara, foi no dia do meu aniversário. Quarta-feira de Cinzas, 5 de março, não vou esquecer nunca mais. Eu nem vi a apuração porque eu tomei um remédio e fui dormir. E, quando eu acordei, perguntei qual o resultado, Imperatriz rebaixada. É muito triste porque, assim, o meu pai sempre trabalhou muito certinho, muito sério. E, se foi um erro de projeto, se foi um erro no desfile, eu não sei, sei que nós erramos. Erramos, pagamos, fizemos o dever de casa, voltamos, mas é triste. Ninguém quer descer. Quem está no Grupo Especial, não quer descer. Quem está no Acesso, quer subir. Mas, quem está aqui não quer descer. O Acesso é bem difícil. Se o Especial é difícil, nossa, o Acesso é bem difícil, acho até que deveriam olhar mais pelas escolas do Grupo de Acesso, da Intendente (Magalhães), enfim, mas fiquei bastante triste, imagina, que presente de aniversário. Decepcionada, mas a gente sabia, depois do desfile a gente sabia que aquilo podia acontecer, não adianta você ir para casa e achar que aquilo não é realidade. Porque quando você entende do trabalho, às vezes você faz um grande barracão, mas aquilo acontece na Avenida, se você não faz um belo desfile, não adianta, você ganha e você perde dentro da Sapucaí, fora isso, mas foi bem triste”.

 Como foi o processo de resgate da Imperatriz?

Cátia Drumond: “Ganhou, ganhou. Ganhou porque você começa a ver com outros olhos, você começa a enxergar erros que você não via. Porque, assim, quando você não vem bem mas vem empurrando, uma hora a corda vai arrebentar. Foi mais ou menos o que estava acontecendo com a Imperatriz. Quando arrebentou, você para e fala ‘vamos analisar, alguma coisa está errada’. E aí você vai atrás para consertar os erros. Eu acho que em 2020 a gente conseguiu recuperar, não vou te dar uns 100%, mas acho que uns 90%, e agora em 2022 eu não posso ir com 90%, eu tenho que ir com 100% certo, não posso errar”.

Como é ser a única mulher no comando de uma escola de samba no Grupo Especial?

Cátia Drumond: “No Grupo Especial, porque no Grupo de Acesso também tem, né? Olha só, eu até brinco com os presidentes quando eu estou lá, eu falo ‘só tem eu de menina poderosa’, mas assim, me tratam super bem, eu nem lembro dessa diferença, não lembro mesmo. Entre os presidentes lá, de todas as agremiações do Grupo Especial, não sinto nenhuma diferença por eu ser mulher. Eu acho também que por eu estar aqui a muito tempo ocupando o lugar que eu sempre ocupei ao lado do meu pai, então muita gente já me via como a futura presidente da escola. Me sinto bem, mas eu falo para eles que eu sou a ‘menina poderosa ‘(risos). Aqui é uma escola feminina, a gente tem uma presidente mulher, e uma carnavalesca mulher. Eu acho que está aí, a mulher vai ocupando os cargos. A mulher tem que crescer no mundo do samba, eu trato a Imperatriz como se eu cuidasse da minha família, então a gente organiza a casa. Não que os homens não saibam organizar, mas eu acho que a mulher tem mais o jeitinho dela”.

Pensando no todo, o que você sonha para o futuro das escolas de samba?

Cátia Drumond: “Independência. Acho que a gente precisa disso, resgate do sambista, trazer essa molecada, essa criançada de projeto social para dentro da escola que isso é fundamental, se não o samba vai acabar”.

Leandro Vieira fala do projeto do Império Serrano na série ‘Barracões da Série Ouro’: ‘É o cavalo certo para receber esse enredo’

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Apesar de sua última participação no Grupo Especial ter sido em 2019, que acabou levando a escola de volta a Sério Ouro, o Império Serrano nunca chegou a deixar de ser uma das escolas mais esperadas na avenida. De cara nova e apostando em um carnavalesco renomado, Leandro Vieira, a escola promete fazer o possível e o impossível para realizar um desfile lindo na Marquês de Sapucaí.

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Com enredo autoral, Leandro Vieira, carnavalesco consagrado graças a seus trabalhos na Estação Primeira de Mangueira e o título na Imperatriz em 2020, estreia na escola esse ano e contou em entrevista ao site CARNAVALESCO como surgiu a ideia do enredo.

“O enredo do Império chegou para mim em 2019. Isso é curioso. O Besouro apareceu enquanto eu estava pesquisando os heróis esquecidos e subalternizados na história do Brasil, que foi o enredo da Mangueira naquele ano ‘História para ninar gente grande’. Mas eu achei tão fabuloso o conteúdo da narrativa oral em torno do Besouro, que eu achava que ele tinha condição de me trazer uma narrativa bonita, em termos estéticos e em termos conceituais. Portando acabei guardando esse enredo para um momento em que eu vislumbrasse a possibilidade de o fazer. Surgiu o convite do Império, e hoje eu me dou conta de que não havia escola melhor para retratar esse enredo. Quando eu recebi o convite para trabalhar no Império, automaticamente eu já tinha o enredo, o Besouro e o Império Serrano tem muitas ligações. Quando fui contratado eu já tinha a vontade de fazer esse enredo e acabei achando o corpo certo. O Império Serrano é o cavalo certo para receber esse enredo”.

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Leandro também contou que as semelhanças descobertas por ele em suas pesquisas entre o Império e o Besouro são enormes. “Feijões da mesma concha”, brinca o carnavalesco ao citar as conformidades entre as tradições, uma vez que ambos possuem legado de resistência, são pautadas na religiosidade afro brasileira, o corpo que dança, luta, enverga mas não quebra.

“Foi muito bacana ir construindo esse enredo e descobrindo a cada dia em que eu estava fazendo uma fantasia, uma alegoria, que eu estava trabalhando no enredo certo, para a escola certa e na hora certa”, relatou Leandro.

Cidade do Samba 2

Mesmo com toda essa empolgação e expectativa em cima do desfile do Império Serrano, as dificuldades da escola seguem duras, assim como para todas as outras coirmãs presentes no grupo. Leandro, que atua também como carnavalesco na Mangueira, vivencia essa discrepância de verbas e condições de trabalho entre o Grupo Especial e a Série Ouro bem de pertinho. Mesmo sendo totalmente contra o favoritismo entre as escolas, o carnavalesco reconhece a alta responsabilidade de trabalhar em uma escola como o Império Serrano.

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“Eu penso muito na Mangueira e no Império como iguais, não vejo diferença entre as duas, mas claro que no Império as coisas funcionam de forma diferente, até mesmo pelas condições. Sem dúvida alguma o maior desafio é fazer uma escola que tem todas as dificuldades que as escolas do Grupo de Acesso possuem e saber que mesmo assim essa escola é apontada como a possível campeã do grupo em que desfila. A diferença entre o Império e essas escolas, é a expectativa, que por sinal não é minha, eu detesto. Não fui contratado para ser campeão, não penso em campeonato, nunca pensei e gosto de não pensar. Mesmo sem pensar em campeonato já ganhei três vezes. Favoritismo é a pior bobeira que existe. Mas a grande dificuldade é essa”.

Quando questionado sobre a criação de uma Cidade do Samba 2, Leandro se mostrou totalmente a favor e ainda ressaltou a tamanha urgência desse planejamento. “Essa questão da Cidade do Samba para a Série Ouro é importante por conta da dignidade do espaço de trabalho de quem trabalha lá. Barracões sem banheiro, sem telhado, as situações dos barracões são precárias, e a do Império Serrano não é diferente. Acho que esse espaço com uma estrutura mínima para fazer um espetáculo que quer ter o mesmo nível do Grupo Especial, que é o exigido inclusive, que seja algo acima da média, tem que ter o mínimo. Essa nova Cidade do Samba é urgente, justamente por estar ligado com o espaço de dignidade dos trabalhadores do Carnaval”, desabafou.

Desfile 2022

Embora possua todas as dificuldades, ainda sim é momento de alegria! Foram dois anos sem carnaval, logo, a ansiedade está a todo vapor, e no Império as coisas não estão diferentes. A escola da Serrinha sempre é muito ovacionada pelo seu canto e sua energia. Mediante a isso, Leandro acredita que o problema da escola é outro, e alegou estar tentando corrigir.

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“O problema nunca foi o canto, a dança, ou a maneira como a escola se comporta nos desfiles. Nesse sentido o Império Serrano é escola de Grupo Especial, grande como a Mangueira, Portela, Salgueiro. Quando a questão é o corpo, o Império Serrano está entre as grandes. As dificuldades do Império sempre foram as questões de organização do barracão, fantasias. O que eu posso responder sobre o projeto que Império Serrano vai apresentar, é que nós estamos tentando corrigir essas falhas que a escola sempre teve no que é administrativo e na entrega do que é o desfile”.

Com os pés no chão, finaliza: “Para não ser otimista demais, acho que podemos esperar um Império Serrano minimamente organizado para chegar lá em pé de igualdade com as grandes da disputa onde ele está inserido”.

Apesar do estilo mais tradicional presente na agremiação, a escola vem apostando em figuras modernas do carnaval, entretanto, ainda sem perder sua verdadeira essência. Ainda sobre o desfile, o carnavalesco acredita fortemente na ideia de que o verdadeiro triunfo da escola será a sua bateria. Apaixonado pela bateria do mestre Vitinho, Leandro mostrou ser fã desse trabalho contemporâneo, além de se identificar.

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“Eu olho para o Vitinho no Império Serrano e tenho a sensação de que o trabalho dele incendeia a escola de uma tal maneira, que é a bateria do Império Serrano que a gente espera, mas ao mesmo tempo é outra coisa, é o Império Serrano que não quer ser velho, sempre falo isso inclusive. Ser tradicional não quer dizer ser velho. É muito contemporâneo e moderno querer ser tradicional. Então eu acho que o Vitinho e o que ele implementa na bateria do Império é tradicional e também contemporâneo, mas não tem nada de tradicionalista. Por isso eu acho que o grande triunfo do desfile do Império Serrano é a bateria, a qualidade musical que o mestre de bateria imprimiu numa escola envelhecida”, concluiu.

O Império Serrano será a oitava escola a desfila no dia 21 de abril, encerrando a noite de desfiles do Carnaval 2022 da Série Ouro.