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Campanha divulga desfiles do Grupo Especial em diversos pontos do Rio de Janeiro e em capitais do país

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A Liesa, através do departamento de marketing, em parceria com a Eletromidia e a Tátil Design, conseguiu a divulgação da marca ‘Rio Carnaval’ em diversos pontos do Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre, Recife, Curitiba e Brasília. Além disso, ao site CARNAVALESCO, Gabriel David revelou que no dia 18 de abril será feita uma ação que, segundo ele, será um marco “grande marco de divulgação e comunicação da história do carnaval”.

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“No dia 18 de abril teremos uma grande surpresa. Tenho certeza que vai emocionar todos. Será um grande marco de divulgação e comunicação da história do carnaval”, garante Gabriel David, diretor de marketing da Liesa.

Na parceria de divulgação dos desfiles das escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro haverá mais de 20 mil de pontos espalhados pelo país para o carnaval carioca. São bancas de jornal, painéis, elevadores e outros espaços que vão exibir três vídeos de 10 segundos.

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“Vamos enfeitar toda cidade do Rio e várias capitais com a marca do ‘Rio Carnaval’. Ela estará estampada em todo o nosso país. Mostrando a importância do samba e da nossa cultura. Comunicando para todos que teremos carnaval em abril e está chegando. Estamos feliz com mais esse passo. Muito importante ressaltar a parceria com a Eletromídia, que é uma grande empresa, com todos esses painéis e é apoiadora e grande parceira do carnaval. Ela chegou com a Tátil Design, que desenvolveu a marca, e vem trabalhando com a gente”, disse David.

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Pisou forte na Sapucaí! Chão da Unidos de Padre Miguel se destaca em ensaio com ótimo canto do Boi Vermelho

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Com bom desempenho de seus quesitos de chão, com forte canto da comunidade, a Unidos de Padre Miguel, no último sábado, encerrou os ensaios técnicos da Série Ouro. Impulsionado pela garra do povo da Vila Vintém, o samba da UPM, composto por Sidney Myngal e parceiros, cresceu e teve bom desempenho na pista. Além disso, a comissão de frente do Boi vermelho, coreografada por David Lima, e o primeiro casal, Vinicius Antunes e Jéssica Ferreira, também se destacaram nos aproximadamente 55 minutos de ensaio da escola da Zona Oeste. * VEJA AQUI FOTOS DO ENSAIO

“Sinceridade, eu já esperava isso. Estamos ensaiando desde novembro, ensaio de canto na quadra. A gente começou e no incio foi massivamente. Mas a escola passou cantante. Sempre tem umas coisinhas e eu detectei isso durante o ensaio. Essa semana terei uma reunião com a direção de harmonia para poder vermos os detalhes e para no dia 21 (desfile) chegar à perfeição”, comentou Cícero Costa, diretor de carnaval.

Em seu esquenta, a escola de Padre Miguel cantou seu samba-exaltação, que abre a gravação de seu samba no cd da Série Ouro. Além disso, a UPM recordou um de seus maiores sucessos, também em homenagem a um orixá, Ossain. Nesse momento, uma ala da escola que trazia os orixás fez um “xirê”, junto com uma apresentação da ala de passistas e a utilização de fumaça, antes do início oficial do ensaio. O diretor de carnaval, Cícero Sousa, aproveitou para pedir o empenho e garra da comunidade.

Harmonia e Samba

Sem sombra de dúvida, a harmonia foi o principal quesito da Unidos de Padre Miguel em seu ensaio técnico. Do início ao fim, todas as alas da escolas entoavam o samba a pleno pulmões, muitas vezes impedindo que se escutasse as vozes do carro de som da escola. As alas “Semente da criação”, do início da escola e a ala 19, já perto do final, berravam o samba na Marquês de Sapucaí.

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Fotos de Nelson Malfacini/Site CARNAVALESCO

“O samba é muito bom! Temos uma grande obra. Demos uma amostra muito grande do que será o desfile da Unidos. Conseguimos fazer tudo conforme o planejado, graças a Deus na minha visão foi bem positivo. A escola cantou muito forte, principalmente nas alas. Eu acredito que foi um belo teste”, afirmou Guto.

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“É um samba bom de cantar, com o uso de notas abertas. É um grande presente que os compositores prepararam para a escola.  A harmonia foi bem legal, as pessoas cantavam com alegria e o sorriso no rosto. Isso é muito importante, o povo da Unidos de Padre Miguel, da Vila Vintém está de parabéns. O ensaio foi bem maduro. Agora nós vamos estudar para fazer ainda melhor  no dia do desfile”, completou Diego Nicolau.

O samba da UPM, composto por Sidney Myngal e companhia, cresceu e teve ótimo desempenho na avenida, impulsionando o forte desempenho do chão da escola. O refrão principal, sobretudo o trecho “É tempo de xirê no terreiro da Vintém”, no qual os componentes entoavam com orgulho o local de origem da escola, foi o mais cantado pela comunidade de Padre Miguel. O carro de som, comandado por Diego Nicolau e Guto, teve bom desempenho na avenida e também contribui para o desempenho do canto. Diego desfilou no meio da bateria da escola, interagindo com os ritmistas.

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Mestre-sala e Porta-bandeira

O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da Unidos de Padre Miguel, Vinicius Antunes e Jéssica Ferreira, também se destacou no ensaio da escola. Vestidos com uma bela roupa no vermelho da UPM, a dupla mostrou muito entrosamento e elegância na condução do pavilhão da agremiação.

No trecho “E ao reluzir o opaxorô, Seu povo pede salvação!”, o casal fazia alguns passos coreográficos afro, de acordo com o enredo da escola. Além disso, a se destacar, os dois cantavam o samba a todo instante.

“Somos um pouquinho críticos e exigentes com nós mesmos, então hoje foi um 9.8, talvez um 9.9. Até mesmo para gente poder correr atrás do 10. Nós também ainda queremos ensaiar bastante até o dia do desfile. Eu acabei de ser mãe, meu filho vai fazer cinco meses
um dia depois do meu desfile, então é um dia não só para comemorar estar aqui novamente, mas também celebrar a vida do meu filho”, comentou a porta-bandeira.

“Realmente não há palavras para esse momento aqui, porque é uma coisa somente para sentir. Nós amamos o carnaval, trabalhamos e vivemos disso, então não tem palavras para dizer, é realmente apenas sentir cada momento e vibrar”, completou o mestre-sala.

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Bateria

A bateria do boi vermelho de Padre Miguel, comandada pelo experiente mestre Dinho, teve desempenho satisfatório na avenida Marquês de Sapucaí. Com uma bandana na cabeça, os ritmistas souberam conduzir bem o ritmo e o andamento, no ensaio. No trecho do samba “Tempo, misterioso Tempo…”, a bateria realizava uma bossa com a participação de atabaques, que sustentavam o ritmo enquanto os outros instrumentos faziam a paradinha. Em outro momento, no refrão principal do samba, a bateria “jogava para o público cantar”. Durante a apresentação da escola na avenida, em diversos momentos, eram lançados papéis picados e acendia-se uma fumaça vermelha e branca sobre a bateria.

“A avaliação que eu faço do ensaio, é que foi 1000. Se melhorar, estraga. Nós vamos apresentar no desfile tudo que nós mostramos aí hoje, nem precisa de mais, são essas bossas. A fantasia está guardada, só esperando a hora, não posso revelar”, comentou mestre Dinho.

Evolução

A evolução da Unidos de Padre Miguel também teve um desempenho bem satisfatório na pista de ensaios, com as alas bem leves, soltas e com muita animação. O único porém ficou por conta do primeiro tripé levado pela escola, com um tamanho considerável, no qual estava escrito “Aqui se aprende a amar o samba” e “Sou Vila Vintém”, com um boi vermelho. Em alguns momentos, o tripé se locomovia de maneira mais lenta que o resto da escola, dando uma “travada” na evolução, mas nada que comprometesse o desempenho, nem ocasionou grandes buracos.

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Nesse quesito, o destaque ficou por conta da ala “Iroko”, que, com uma folha como acessório nas mãos, demonstrou muita animação, leveza e entusiasmo, na avenida.

Outros destaques

Coreografada por David Lima, a comissão de frente da Unidos de Padre Miguel brindou o público com uma excelente apresentação na Sapucaí, arrancando aplausos das arquibancadas. Vestidos de dourada, com pinturas no corpo, os 15 homens da comissão fizeram uma dança muito expressiva. O ponto alto da apresentação se dava quando um dos componentes era levantado pelos demais e nele se acendia uma luz de led, o que animava o público presente no Sambódromo.

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A ala das baianas da Unidos de Padre Miguel, algumas com roupa branca e outras com roupa vermelha, também deram um show na Sapucaí, com muita alegria e o samba na ponta da língua. Artigo raro nas escolas hoje em dia, a ala das crianças da UPM também se destacaram na noite, esbanjando fofura, com balões brilhosos ou em forma de coração nas
mãos.

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Com o enredo “Iroko-É tempo de xirê”, desenvolvido pelo carnavalesco Edson Pereira, a Unidos de Padre Miguel será a quinta escola a desfilar na segunda noite de desfiles da Série Ouro. A julgar pelo desempenho apresentado no ensaio técnico, o Boi vermelho da zona oeste tem tudo para rasgar a Sapucaí na quinta-feira, com ótimo desempenho de seus quesitos de chão.

Participaram da cobertura: Lucas Santos, Dyego Terra, Gabriel Gomes, Nelson Malfacini, Leonardo Damico, Ingrid Marins, Karina Figueiredo e Walter Farias

Casal e bateria brilham em grande ensaio técnico da Porto da Pedra

Penúltima escola da Série Ouro a realizar ensaio técnico no Sambódromo, a Porto da Pedra fez grande trabalho neste sábado. A escola de São Gonçalo se destacou em vários quesitos, principalmente na bateria do mestre Pablo e na competência do casal de mestre-sala e porta-bandeira, Rodrigo França e Cyntia Santos. O canto também foi um ponto alto da exibição, que passou com alguns pequenos erros de evolução. A agremiação cruzou a Marquês de Sapucaí em 58 minutos. * VEJA FOTOS DO ENSAIO

Harmonia

Dois anos longe da Avenida deixaram o canto da comunidade de São Gonçalo preso, e os componentes voltaram com tudo ao solo sagrado. A escola cantou o samba do início ao fim e embalou também os primeiros setores do Sambódromo. Várias alas se destacaram, como a ‘Guerreiros’ e a ‘Alegria do Tigre’. Vestidas com saias brancas e tecido vermelho brilhante na parte de cima, as baianas também não pouparam voz.

Com roupas pretas, uma das alas coreografadas também cantou e fez bonita apresentação. Outra mais à frente, com representação de mães e pais de santo, também chamou atenção pelo capricho na fantasia e no canto. Grande parte das alas traziam adereços para abrilhantar ainda mais o ensaio, como pompons, balões e fitas em vermelho e branco. Uma das alas também se apresentou com faixas e turbantes na cabeça e todas vieram com shorts ou bermudas brancas.

“A comunidade está com o canto na ponta da língua. Nós temos que cantar muito mais forte, e tenho certeza que a Porto da Pedra vai fazer isso. Sempre tem algo para melhorar. Por isso se chama ensaio técnico, pois nem sempre é perfeito”, disse Aluízio Mendonça, da direção de carnaval.

Mestre-sala e Porta-bandeira

Um dos grandes destaques da noite foi, sem dúvida, o casal de mestre-sala e porta-bandeira da Porto da Pedra. Rodrigo França e Cyntia Santos fizeram grande apresentação, com sintonia e dança invejáveis. Os dois mostraram bastante entrosamento e variedade nos movimentos, com direito a uma abertura de pernas ao chão sincronizada, que levantou o público no primeiro módulo. A dupla vestia roupa toda branca, ele com uma gravata dourada e ela com detalhes em dourado na parte de cima. Em dado momento, Cyntia jogava um beijo para Rodrigo, que retribuía com uma rosa na mão. O casal fez exibição de 2m07s.

“Hoje saímos satisfeitos, porque a gente mostrou muita dança e pouca coreografia. Esse ano nós queremos mostrar isso, queremos mostrar o samba. A gente que passar um recado de que a dança do mestre-sala e porta-bandeira não pode morrer. Esse chão que a gente está pisando é um solo sagrado. Acho que só quem tem a oportunidade de pisar aqui é que entende a energia de estar aqui, então é totalmente diferente. Aguardem que esse ano nós iremos vir fortes, podem ter certeza que o tigre vai rugir na avenida”, prometeu a porta-bandeira.

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Fotos de Nelson Malfacini/Site CARNAVALESCO

“O ensaio de hoje foi um sucesso, agora esperamos que ocorra tudo bem no desfile oficial que acontece no dia 20. A gente também estava com saudade do carnaval, né? Muito barulho, muita gente, muita gente gritando, então é claro que estamos esperando muita emoção e esperamos soltar nosso trabalho com tudo. Vai ter surpresas. Nós somos um casal de garra, vão ter coisas fortes”, completou o mestre-sala.

Samba

Elogiado, o samba não decepcionou na Avenida e foi cantado da comissão de frente até o último componente. Além do refrão outras partes da obra também ganham força na voz, como de ‘Okê Arô’ até ‘Bate o tambor’, e ‘O santo dança o céu relampejou’ até ‘Já escutava a voz dos terreiros’. De ‘Tem fita vermelha e branca’ até ‘Escritas à luz do luar’ não tem a mesma potência das outras partes do samba. Pitty de Menezes fez ótimo trabalho à frente do carro de som e manteve a mesma pegada durante todo ensaio.

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“Poder voltar depois de dois anos de pandemia é uma emoção muito grande. Esse samba é lindo, maravilhoso e fácil de cantar. É um samba que não precisamos fazer muito esforço, a comunicação está com o samba na ponta da língua, o mundo do samba está com o samba na ponta da língua, a obra conquista as pessoas. A comunidade cantou muito hoje, a comunidade na verdade gritou esse samba. A harmonia agiu perfeitamente com a evolução, a bateria do mestre Pablo nota mil”, enalteceu o intérprete.

Bateria

A bateria da Porto da Pedra também deu show à parte na Sapucaí. Com 250 ritmistas, mestre Pablo levará três bossas para o desfile oficial e já as adiantou no ensaio técnico. O destaque da Ritmo Feroz vai para a bossa da saída do refrão, marcada por surdos, de ‘Hoje vai ter festa no Orum’ até ‘É o caçador seu Eledá’. A Rainha de bateria, Tati Minerato, também chamou atenção, com fantasia em alusão às garras do tigre da escola de São Gonçalo.

“A avaliação de hoje, pra mim, foi mil. Graças a Deus, deu tudo certo e agora, mais um ensaio para poder finalizar e passar aqui no dia 20, nessa mesma energia, mesma pegada, que passamos hoje e estou feliz demais que deu tudo certo e, mesmo com muita dificuldade, com sabedoria e ajuda da minha diretoria, que me atura esses anos, a gente conseguiu fazer um ótimo ensaio e dia 20 estamos aí. Sempre temos uma surpresinha pra deixar pro dia do desfile e a bateria vem de ogã”, comentou mestre Pablo, que desfilará com 250 ritmistas.

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Evolução

O único quesito que deixou um pouco a desejar foi a evolução da escola. Na altura do setor 5, a agremiação abriu um pequeno buraco entre a comissão de frente e o casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira. Além disso, a Porto da Pedra também correu um pouco após a passagem do carro de som pelo segundo módulo de jurados. No entanto, os harmonias se mostraram muito empenhados na organização e com canto dos componentes no ensaio.

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Outros destaques

A comissão de frente da Porto da Pedra já demonstrou que a escola vem forte preparada para um grande Carnaval. Com bastante comprometimento dos dançarinos, o segmento fez ótima apresentação, com sincronia e bonitos movimentos. O grupo estava vestido com saia vermelha e dourada em brilhante, com turbante dourado na cabeça. Em determinado momento, eles simulam um arco e flecha na parte no verso ‘Flecha certeira de Odé’.

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O ensaio também foi marcado por duas faixas grandes trazidas pela escola, no início e no fim. Antes da comissão de frente, a agremiação trouxe escrito ‘Outra vez o Tigre mostra suas garras na Avenida’ e ao término da apresentação com ‘Cabeça feita para quando o Tigre passar’. Show pirotécnico e chuva de papel picado também foram vistos na exibição. Terceira colocada nos últimos três anos, a Porto da Pedra mostrou que mais uma vez vem na briga pelo acesso ao Grupo Especial.

Participaram da cobertura: Lucas Santos, Dyego Terra, Gabriel Gomes, Nelson Malfacini, Leonardo Damico, Ingrid Marins, Karina Figueiredo e Walter Farias

Casal e bateria e são destaques do ensaio da Bangu

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A Unidos de Bangu abriu a última noite de ensaios técnicos da Série Ouro na avenida Marquês de Sapucaí. O enredo une a história do bairro da Zona Oeste carioca, do tradicional clube de futebol e de Castor de Andrade. A cadência da bateria Caldeirão da Zona Oeste e o bailado do primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira foram os destaques do treino. A passagem da vermelho e branco pela passarela durou 58 minutos. Menção especial a presença da mascote Cartorzinho que participou do desfile com direito a blusa do Bangu, realizando embaixadinhas e saudando o público. * VEJA AS FOTOS

Harmonia e Samba

Alguns componentes das alas iniciais da Unidos de Bangu pareciam ainda não ter decorado o samba-enredo. Muitas pessoas cantavam apenas o refrão principal, o que de certa forma acabava diminuindo a empolgação dessas alas nos demais trechos do samba. A ala da “Melhor Idade” foi uma das que mais cantou o samba por completo.

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O refrão foi sem dúvida a parte do samba-enredo da Unidos de Bangu cantada com mais intensidade. “O meu palpite é forte. O mundo já sabe, respeite meu nome: Castor de Andrade!” ganhava força a cada passada. O trecho “Vai dar Bangu na cabeça” também foi gritado por todas as alas em coro.O carro de som conduziu com empolgação e segurança a obra ao longo do ensaio. O intérprete Thiago Brito, juntamente com as vozes de apoio e os instrumentos de corda mostraram entrosamento na avenida.

“O samba rendeu e o pessoal que estava na escola cantou. Esse é um samba que a comunidade abraçou com um apelo muito forte ao Castor de Andrade. A impressão que eu tive do carro de som sobre o nosso trabalho foi bem bacana. Tem algumas coisas que nós podemos ajustar, mas é normal devido ao som que não é o oficial da pista que será utilizado no dia. Senti que a galera respondeu bem, principalmente, sobre o refrão “Vai dar Bangu na cabeça”. No dia do desfile, com a Sapucaí lotada, o pessoal vai aderir ao refrão e abraçar”, garantiu o intérprete.

“Hoje foi um dia muito especial pra gente. Conseguimos desenvolver um trabalho que já estamos fazendo no Largo de Bangu. A comunidade toda abraçou a ideia, nosso projeto. A nossa equipe de harmonia nos ajudou. Eu considero a avaliação como positiva, por mais que tenha erros que serão corrigidos ainda. Foi positiva graças a comunidade e de toda a diretoria que vem trabalhando arduamente nos bastidores. Tem algumas coisas que podemos melhorar, como o recuo da bateria que precisa de alguma ajustes. Não tivemos alguns ensaios de rua por causa das fortes chuvas e isso prejudicou um pouco, porém vamos ajudar tudo isso para o dia do desfile”, explicou Vitor Oliveira, um dos diretores de harmonia.

Mestre-sala e Porta-bandeira

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Fotos de Nelson Malfacini/Site CARNAVALESCO

O casal de mestre-sala e porta-bandeira, Anderson Abreu e Eliza Xavier, apresentou o pavilhão da escola com graça, elegância e bastante sincronia. Anderson veio praticamente todo de vermelho, apenas com um lenço branco e calçando sapatos branco e dourado. Eliza vestia uma saia no mesmo tom de vermelho com muito brilho na parte de cima, usando uma sandália dourada. Além de sorrir e de cantar o samba da escola, os dois realizaram um lindo bailado ao longo dos 2min22s de apresentação em frente à cabines de julgamento.

Muito bem coreografados, o mestre-sala apontava para o público em uma parte do samba em que dizia “eu acredito” e simulou uma batida de pênalti no momento em que a letra tocava “é gol de placa”. Rolou até uma pedalada. Os dois ainda corriam do fundo para a frente da pista em determinado momento da coreografia onde seguravam juntos a bandeira firmemente, parando de forma coesa e ao mesmo tempo, enquanto olhavam com muita garra e força para os módulos pelos quais passavam.

“Foi muito bom, deu para a gente sentir a energia do desfile, quer dizer… claro que não é a mesma, né? Até, porque no dia a arquibancada vai estar bombando, mas foi tudo ótimo hoje, as nossas entradas e a sincronização com a comissão de frente. Depois nós vamos sentar para ver direitinho como é que foi, mas a empolgação e a energia foram muito boas. Eu costumo dizer que somos um dos poucos casais que passam na Sapucaí e podem estar ensaiando na sala, na cozinha, no quintal, então isso é bem legal. Também é facilidade de estar com minha esposa o trabalho emocional, fica fácil mostrar o olhar apaixonado. Tem a questão que nós somos de Bangu, então esse amor que eu olho para o pavilhão e para minha porta-bandeira é um amor super legítimo, então acaba sendo uma experiência que não tem preço. O que podemos dizer é que o que o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da Bangu vai fazer esse ano, nunca foi visto antes na Marquês de Sapucaí”, disse o mestre-sala.

“Acho que botamos tudo que a gente ensaia em prática, a energia foi maravilhosa, a escola também veio com uma pegada bacana então acho que vai dar bom. Eu amo o carnaval, acho que posso dizer que nós somos carnaval, o samba em si, porque a gente vive isso. Estar aqui agora é incrível, é emocionante”, completou a porta-bandeira.

Bateria

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Comandada por Mestre Capoeira, a bateria Caldeirão da Zona Oeste deu sustentação ao ensaio da Unidos Bangu e executou suas bossas com sucesso. Em uma das convenções, durante o trecho “Minha palavra é lei, Nunca se esqueça” acontecia um ‘apagão’ para que a escola cantasse forte “Vai dar Bangu na cabeça”. Em outro breque o repique fazia uma chamada para a bateria voltar, o que é comum em torcidas de times de futebol. Cada ritmista do naipe de chocalhos usava um meião de futebol na cor vermelha.

Em frente ao setor 10, mestre Leo Capoeira e seus ritmistas realizaram uma bossa que lembrava o ritmo de uma marchinha, mostrando versatilidade e criatividade. O recuo foi feito de maneira tranquila com a escola entrando de trás para frente.

“A avaliação de hoje, pra mim, o ensaio foi mil. Graças a Deus, deu tudo certo e agora, mais um ensaio para poder finalizar e passar aqui no dia 20, nessa mesma energia, mesma pegada , que passamos hoje e estou feliz demais que deu tudo certo e, mesmo com muita dificuldade, com sabedoria e ajuda da minha diretoria, que me atura esses anos, a gente conseguiu fazer um ótimo ensaio e dia 20 estamos aí”, contou mestre Léo Capoeira, que vai desfilar com 230 ritmistas, fazendo seis bossas e a fantasia vai representar o time do Bangu.

Evolução

A evolução da Unidos de Bangu foi contínua, dinâmica e sem grandes erros durante o ensaio, que prosseguiu no mesmo andamento até o fim. Porém, algumas alas não preenchiam completamente a pista de desfiles, ocasionando um certo espaçamento nas laterais. Enquanto a bateria ia saindo do segundo recuo a ala que vinha à frente continuou evoluindo, o que formou um pequeno buraco no final, corrigido logo depois pela direção da escola. Cada setor da escola apresentou um tripé representando as alegorias com frases de Castor e desenhos que ajudavam a ilustrar o enredo e o samba da agremiação da Zona Oeste.

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Outros destaques

As baianas da Bangu vieram todas de branco, com seus colares e fitas em rosa choque amarradas na cintura e na cabeça. Em seguida, vinha a ala do jogo do bicho, onde cada um estava fantasiado e maquiado como um dos 25 animais utilizados neste jogo tipicamente carioca. Com os homens vestidos de branco e as mulheres trajadas de vermelho, a ala dos passistas mostrou empolgação e muito samba na pé.

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A comissão de frente, coordenada por Vinícius Rodrigues, iniciou o ensaio com muita alegria. Os integrantes desfilaram descalços, vestidos de amarelo, com uma pintura dourada pelo rosto, pescoço, braços, pés e outras partes do corpo. Eles fizeram uma coreografia com muita gingado no pé e irreverência, sem deixar de cantar o samba-enredo. Na frente do grupo, um homem representava um jogador de futebol com as cores do clube (e da escola) que leva o nome do bairro.

A Unidos de Bangu realizou um bom ensaio técnico de modo geral, com alguns pontos a evoluir até o desfile. Com o enredo “Deu Castor na cabeça” para o carnaval 2022, a agremiação será a sexta a desfilar na quarta-feira, dia 20 de abril, pela Série Ouro.

Participaram da cobertura: Eduardo Fróis, Lucas Santos, Dyego Terra, Gabriel Gomes, Nelson Malfacini, Leonardo Damico, Ingrid Marins, Karina Figueiredo e Walter Farias

Ensaiando tecnicamente, Mancha Verde mostra alto nível

A Mancha Verde realizou o seu segundo ensaio técnico visando o carnaval de 2022. O treino foi marcado pela forte presença da comunidade, canto e contingente. Diferente do primeiro ensaio, onde o presidente Paulo Serdan pediu para a escola apenas ‘brincar’, desta vez, o mandatário alviverde deu o discurso e falou para a agremiação fazer a mesma coisa, só que com seriedade. Devido a isso, deu para notar mais detalhes em relação ao primeiro ensaio. Vale destacar que todos os setores foram organizados. Evolução passou corretamente e dá para dizer que se fosse para valer, a comunidade alviverde estaria totalmente pronta.

Harmonia

Como no último ensaio, a Mancha Verde teve um ótimo desempenho no canto. É algo que vem sendo trabalho há muito tempo dentro da escola e, todos os anos, só o que se faz, é aprimorar dentro do samba. Todos os setores tiveram destaque e até as baianas cantaram muito. Uma prova disso foi quando a bateria executou a bossa da paradinha do refrão principal. Todos cantaram forte a uma só voz. Uma escola totalmente leve e pronta em relação ao quesito. A felicidade antes, durante e depois do treino, era nítida. Tanto da parte dos componentes, como dos diretores. As partes mais cantadas são o refrão, principal, refrão do meio e a última estrofe: ‘à terra, deixando um clamor à humanidade, a nobre missão de preservar, nosso futuro, nosso lar’.

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Paolo Bianchi, diretor de carnaval da escola, deu um balanço geral do que foi o treino. “Acabamos de sair da conversa ali com o nosso presidente. Acho que foi o primeiro ensaio que fizemos, na história da Mancha, que a gente grava o ensaio inteiro, que tudo que a gente combinou, funcionou. Ele fica ali na bateria, mas ele é muito técnico. A avaliação dele, e a nossa, é que tudo funcionou, que a escola cantou demais. Fizemos um trabalho muito grande de canto, com reuniões de 10 em 10 pessoas, pelo Zoom às vezes, fora as alas em ensaio de quadra. Então tudo funcionou bem demais. O andamento funcionou como a gente planejou. Foi um ensaio para lavar a alma. Estamos saindo bem felizes daqui hoje”, avaliou.

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O diretor falou de pontos a serem ajustados. “Temos um trabalho combinado para essas próximas duas semanas de doutrinar essas pessoas que só chegaram agora no final. Roupas, nós temos muita roupa pronta, muitas fantasias, há muito tempo, estamos revisando tudo de novo. Sabemos que não podemos subir no salto, até porque faz muito tempo já. Temos que ter humildade, e passar para a nossa comunidade que ninguém ganhou nada. Temos muito trabalho pela frente, porque se de um ano para o outro a gente já desaprende muito, após dois anos pra frente desaprende mais ainda. É botar o pé de todo mundo no chão. Temos que revisar roupas, revisar canto e trabalhar. A Mancha vem de trabalho, mas é o que falamos ali: Trabalhar mais um pouco. Foi um grande desfile, um grande ensaio, mas tem muita coisinha que a gente olha, o pessoal nosso fala de longe, e eu também faço isso, e nós anotamos tudo. O bom é que hoje foi um dia que teve muitos elogios, mas não podemos nos perder nisso”.

Mestre-sala e Porta-bandeira

O casal Marcelo Silva e Adriana Gomes fez um ensaio satisfatório. Olhando a apresentação para a primeira cabine de jurados, a coreografia dentro do samba, mostrada em ambos os ensaios técnicos, não demonstra tanta informação. Talvez, seja uma dança suficiente para uma leitura fácil dos jurados. Ou até mesmo, podem estar trabalhando em uma situação dentro da fantasia. Contudo, em análise, o casal fez um ensaio seguro, optando por preservar movimentos, com um bailado mais leve e elegante. A porta-bandeira estava vestida de branco e com saia verde e, o mestre-sala, inteiramente de branco.

Samba

Uma das melhores obras do carnaval paulistano, o samba da Mancha Verde, pegou dentro da comunidade. A escola se mostrou muito feliz com a escolha desde o primeiro instante, há dois anos atrás e, isso vem se provando a cada ensaio, seja técnico ou de quadra.

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O refrão, além de ter um significado forte, onde fala de benzimento, purificação e sede, é aquele famoso ‘chiclete’, onde os as palavras terminadas em ‘ar’ e, dá uma facilidade ao compositor para cantar (purificar, mar). A rima ‘vida’ e ‘avenida’ também facilita bastante para o canto. Prova essa são as ‘paradonas’, onde a comunidade canta a uma só voz de uma maneira que beneficia todo o conjunto musical.

O carro de som, liderado por Fredy Vianna, também foi destaque. O cantor é fundamental e sabe perfeitamente como jogar o samba para a comunidade. Nesse aspecto, Fredy destoa muito.

Bateria

A bateria ‘Puro Balanço’ regida por mestre Guma administrou muito bem o que a escola se propôs a fazer. Como dito anteriormente, as ‘paradonas’ se destacaram e a escola alviverde cantou forte devido ao desempenho de sua batucada também. Justamente, a bossa de destaque foi a citada antes. A ‘Puro Balanço’ foi localizada para depois do abre-alas. O desenho de tamborim e os chocalhos, são ouvidos com grande nitidez e dão um tom diferente dentro da batucada de mestre Guma.

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O diretor de bateria, mestre Guma, avaliou o desempenho. “Hoje apesar de ser o último ensaio técnico, de alguma forma conseguimos desfilar de uma forma descontraída. Com responsabilidade sim, pois hoje nosso contingente era maior. Vi um ensaio como o primeiro que a energia, atmosfera estava excelente. Hoje fizemos o apagão algumas vezes na pista, e a galera cantando. Isso motivou bastante, o que eu senti ali da bateria a galera firme, vibrante com a gente, foi um grande ensaio. Gostei muito, mais do que o primeiro. Tínhamos algumas coisas tipo volta, o entrosamento do carro de som com a bateria que aqui é diferente da quadra. Corrigimos o lance do canto, as divisões, com as bossas, deixar mais sequinho. A bateria mais firme, no primeiro ensaio veio mais ralentando, mais cadenciado, corrigimos e colocamos um pouquinho mais para frente. E tudo para melhorar o canto e a evolução da escola”, analisou.

Guma também falou dos ‘apagões’ que a bateria fez, onde soltou a comunidade para cantar. “Fizemos agora, uma semana atrás que começamos a fazer o apagão. Para sentir mesmo o canto da escola, de toda a comunidade, e a prova real é aqui, lá na quadra tem algumas dificuldades técnicas, de som e tals. Ficamos um pouco preocupado, mas sabia que aqui saberíamos a verdade, e graças a Deus aconteceu, a galera cantando muito, bateria cantando muito. Não tivemos nenhuma ocorrência e o que vai para o desfile”, disse.

Evolução

A escola alviverde passou brincando e sambando na avenida. Além de compacta, a evolução fluiu de uma maneira muito satisfatória. É sempre importante analisar que mesmo as alas sendo montada dessa forma, quando se faz de maneira correta, o componente pode flutuar na pista.

Na primeira medição de alegoria, uma ala encenada veio fazendo uma coreografia que deu um destaque belo na pista, onde eram divididas em duas partes: Mulheres com espelhos e panos. Um efeito muito bacana.

A escola não tem uma coreografia padronizada, mas tem uma sincronia entre as alas. No refrão principal, os braços se mexem para o alto. Já no refrão do meio, onde se canta: ‘Iemanjá ê, Iemanjá’, os componentes se movem de um lado para o outro.

Outros destaques

A comissão de frente foi com uma coreografia onde aparentemente os orixás, fazem uma adoração às águas e, as mães de santos, dançam ao redor. Quase todas as alas carregavam uma bandeira de porte médio nas cores em verde e branco. As alas coreografadas se mostraram bem sincronizadas.