A revista Roteiro dos Desfiles é distribuída no Carnaval do Rio de Janeiro há 13 anos. Sendo uma revista bilíngue, escrita em português e inglês, ela tem como objetivo principal auxiliar o público presente na Marquês de Sapucaí a compreender os desfiles apresentados na Avenida.
Para isso, a revista apresenta o enredo do ano e uma sinopse, o samba-enredo e depois as páginas de acompanhamento do desfile. Nelas, o leitor consegue encontrar as sinopses de cada ala, informações sobre alegorias e fantasias. A revista também promove informações sobre a ordem das escolas, seus anos de formação, cores, presidência, carnavalescos, diretoria de carnaval e harmonia.

Informativa em primeiro lugar, além de ajudar o público a compreender os desfiles, ela também serve de ferramenta para os profissionais de imprensa que vem cobrir o maior espetáculo da Terra.
“Também sou tradutora da revista e realizo a tradução buscando ajudar não só os brincantes que vem de fora do Brasil, como também os profissionais de imprensa. Recebemos bons feedbacks dos profissionais estrangeiros e isso me alegra”, contou Mariana Pinho, diretora criativa e artística da revista.
Mariana faz parte de uma equipe que conta com a presença de Luciana Lima, produtora executiva e profissional preocupada no papel social do Roteiro dos Desfiles. Luciana informou que a revista, que todo ano traz um destaque em suas capas, escolheu a mulher enquanto destaque da capa e formação da equipe de 2022.
“A revista que já é gerida por um grupo de mulheres, resolveu formar a equipe de 2022 somente com mulheres pretas periféricas, porque assim como o roteiro insere o público no desfile das escolas, nós queremos contribuir na inserção da mulher preta periférica no mercado e na sociedade, colocando ela em evidência”.

Outro tema de cunho social que é pensado pela equipe, é a promoção do trabalho dos profissionais do carnaval. Sendo assim, a revista tem uma proposta editorial que visa entregar ao leitor o entendimento do tão sofisticado e complexo é o estudo realizado para produção dos desfiles das escolas de samba da capital fluminense.
“A revista procura mostrar que o nosso carnaval é feito e baseado em muitos estudos sofisticados. Através do roteiro nós buscamos evidenciar como os profissionais da nossa cultura tem um trabalho complexo e difícil para desenvolver o maior espetáculo da Terra”, afirmou Mariana Pinho
No ano de 2022 foi lançada a versão digital da revista. Com todas as edições desde 2010, é possível baixar a revista no celular através do site: roteirodosdesfiles.com.br








A julgadora Regina Oliva, para tirar um décimo de uma fantasia da Unidos da Tijuca, explicou que “a impressão causada pelas formas e exploração de materiais não ficou clara o palhaço conforme o descrito”. Entretanto esta não é a descrição da ala 17 que consta no livro abre-alas entregue pela escola aos jurados.
Segundo o documento, “Os descendentes da Arara-piranga gerariam as mais belas plumagens para enfeitar o povo sateré-mawé. O adorno tem sentido de mimetização com as qualidades da natureza, apreendendo a força, as habilidades e os poderes presentes na constituição desses encantados”. Além disso a imagem disponibilizada na defesa da fantasia conduz exatamente com o que passou na avenida.
A ala 17 que continha palhaços em sua defesa no livro abre-alas era da Grande Rio. Tanto no texto de defesa da fantasia como nas imagens disponibilizadas os palhaços estão claramente representados. A Unidos da Tijuca terminou na 9ª colocação e a julgadora Regina Oliva aplicou um 9,9 para a escola em fantasias.
Uma das maiores reclamações do público na Sapucaí nos dias de desfile foi o vazamento de som dos camarotes para a pista. Até um julgador de bateria alegou que o som vazado prejudicou a sua análise, afinal o som dos camarotes se confundia com o samba da escola que estava desfilando, atrapalhando o julgamento.

