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Ala das baianas da Mocidade emociona ao homenagear todas as ialorixás

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Mocidade02A ala das baianas da Mocidade Independente de Padre Miguel presta homenagem a todas as ialorixás – as mães de Santos, sacerdotisas dos terreiros.

Em entrevista ao CARNAVALESCO, Tia Nilda, responsável pela ala há tantos anos e referência na escola, contou o que achou da escolha do enredo da Mocidade para esse carnaval.

“Esse enredo é maravilhoso, é de alma. As pessoas precisam aprender a respeitar as religiões alheias. Eu não sou macumbeira, sou espírita do Candomblé, e com muita honra”, desabafou.

“Estou muito agradecida ao nosso Pai maior por estarmos de volta depois desses dois anos. Já tomei remédio, já me tremi, estou realmente muito emocionada. Quantos se foram não é mesmo? Vocês não medem o sentimento de ter sobrevivido a isso tudo”, concluiu emocionada.

A baiana Isabel Miguel, desfilante da escola há mais de 20 anos, afirmou ter gostado da fantasia, apesar de não ser tão leve.

“Esse ano não está tão leve não, não vou mentir. Mas independente disso, está linda e ideal para uma boa evolução na Avenida”.

“Eu amei esse enredo, é a cara da escola. Já chorei muito hoje, estar de volta era tudo que eu queria, a saudade foi de apertar o coração. Mesmo com os tempos difíceis, foi lindo demais ver todo mundo se reencontrando e dando a vida pela escola que a gente tanto ama e defende todos os anos”, contou a baiana com 22 anos de escola Nilda Barra da Silva.

Alegoria da Mocidade faz homenagem aos Mestres de Bateria que fizeram história na escola

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Mocidade01a 1Com enredo em homenagem a bateria da própria escola, o quinto e último carro da Mocidade Independente de Padre Miguel reforça esse prestígio. Composta por mestres lendários estampados nos tambores da alegoria, o batuque se conecta com a ancestralidade, o terreiro de fé e do samba, onde toda alma independente, incluindo famílias e tradições, perpetuam o conhecimento transmitido por gerações.

A alegoria é composta por alternância de cores branca e diferentes tons de verde. Na lateral, os desenhos feitos pela desenhista Orádia ilustrando mestres de bateria que marcaram a escola, como: Mestre Jorjão, Mestre Coé, Mestre Bira, Quirino da Cuíca, Mestre Dudu e Mestre André.

Um dos representantes da alegoria, Mário Sérgio, contou ao CARNAVALESCO a mensagem que a última alegoria gostaria de passar.

“A alegoria veio representando a bateria e os mestres que deixaram muito trabalho para termos chegado até hoje. O carro é lindo, muito detalhado. Sou bastante antigo na escola, trabalho em alegoria há muitos anos, sempre é uma emoção muito forte, esse ano acredito que tenha sido ainda maior”, afirmou Mário Andrade.

A componente Roberta Cavalcante, de 39 anos, também demonstrou muito agrado quanto a alegoria.

“O carro está lindo, muito brilhoso, do jeito que a Mocidade merece. Minhas expectativas são as maiores possíveis. Tenho certeza de que voltaremos como campeã no sábado”.

Estreando na escola, Janaína Cristina, afirmou estar muito satisfeita com o trabalho da escola.

Fotos: desfile da Portela no Carnaval 2022

Gaviões da Fiel 2022: galeria de fotos do desfile

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Bateria da Portela representa Oxossi em desfile sobre o Baobá

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Portela04aOxossi, o caçador, é o orixá padroeiro da bateria da Portela. E a Tabajara do Samba entrou na avenida com o figurino que o representa. O caçador da flecha certeira os protege, quando cruzam as “florestas sagradas”, sendo aquele que caça com as boas influências e as energias positivas.

Por todo o continente, as diversas etnias africanas travam disputas desde os tempos imemoriais. Com conflitos ritualizados que regem a interação com diferentes grupos.

Para o Mestre de bateria da Portela, Nilo Sérgio, vir representando o padroeiro é sentir ele mais próximo e que o axé dele os ajude a pegar os 50 pontos. O mestre conta o que sentiu quando soube do figurino.

“Quando o Renato mostrou para mim, eu falei: já comprei, é essa que quero. Oxóssi para a bateria da Portela é tudo, representa muita coisa. Ele nos abençoa e sempre, e hoje também está olhando por nós”.

Portela04bJá o ritmista Jean, de 24 anos, considera como uma emoção inexplicável estar na bateria da azul e branca de Madureira. Criado dentro do samba, vir representando a Portela na avenida é algo surreal. Ele explica a importância de estar vestido de Oxossi na bateria:

“É muito importante, pois sou ogã na minha religião que é o candomblé. Oxossi faz parte da minha vida e representar ele na escola que me abraçou há alguns anos é incrível, como se fosse da família”.

Depois de dois anos sem carnaval, voltar a Sapucaí é algo que todo ritmista queria fazer. E estavam com uma grande expectativa de que tudo desse certo. Para o técnico de informática e também ritmista da Tabajara do Samba, Thiago, de 25 anos, estar de volta a Marquês é algo mágico, ainda mais vindo vestido do orixá protetor da bateria. “É muito especial estar aqui novamente e homenageando o nosso padroeiro que sempre vem nos abençoando e hoje ele fez isso também”, comenta.

O toque de caixa da bateria da Portela é uma saudação a Oxossi, o caçador. O Mestre Nilo Sérgio explica como funciona a batida: “A batida de caixa da Portela é como se fosse o toque de Aguerê junto com a rufada. O que é uma marca registrada já da nossa bateria”.

Emocionados com a tradicional águia da escola, portelenses se derretem: ‘O maior símbolo e mais forte do carnaval’

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desfile portela 2022 026Não há como falar da Portela sem mencionar o seu maior símbolo. Cercada de expectativas, a águia altaneira de Oswaldo Cruz e Madureira desperta a emoção dos torcedores portelenses. Para o carnaval deste ano, com o enredo “Igi Osè Baobá”, em homenagem à árvore sagrada africana, a escola volta, depois de muito anos, a se reencontrar com suas raízes africanas.

Logo no abre-alas, no azul e branco do pavilhão da escola, estava ela, a tradicional águia altaneira da maior campeã do carnaval carioca. A alegoria, muito bem acabada, representava o “Berço do mundo”. Já na concentração, o carro era o principal objeto de curiosidade dos portelenses, por portar o símbolo da escola.

Em entrevista ao Site CARNAVALESCO, componentes da azul e branca de Oswaldo Cruz e Madureira, sempre muito críticos, comentaram sobre a águia desenvolvida pelo casal de carnavalescos Renato e Márcia Lage. Para o advogado Felipe Camargo, veterano desfilante da escola, a águia altaneira é o maior símbolo do carnaval carioca.

“A emoção é grande. A águia, talvez, seja o símbolo mais forte do carnaval. Para mim, que já desfilo desde 1993 seguidamente na Portela, a águia é de suma importância, ela tem de estar sempre presente. Se você pensar em um símbolo no carnaval, o primeiro que virá à mente será a águia da Portela. A Portela está com a cara da Portela, com muito azul e branco. A águia está belíssima, parabéns ao Renato e a Márcia Lage. A Portela vem para brigar porque ela está com a cara da escola.”, afirmou.

A apaixonada portelense Daniele, minutos antes de ser entrevista, estava admirando o símbolo da escola da qual é torcedora. Emocionada, expressou sua opinião acerca da águia do carnaval de 2022. Segundo ela, o animal está “imponente”, no abre-alas da escola.

“A águia deste ano está vindo imponente, com a força desse enredo da Portela sobre Baobá para, se Deus e os orixás quiserem, trazer a vigésima terceira estrela para nossa escola. A Portela merece porque ele vem com a força que ela sempre tem. Eu estava aqui me tremendo, quando vi a águia. Esse é o sentimento. Estou muito emocionada, muito feliz e agradecida por estar aqui com saúde, aos portelenses, aos baobás da Portela e aos que estão lá em cima, que também estão conosco hoje”, disse.

Já o cabeleireiro Pablo de Araújo, além de elogiar o trabalho do casal Lage, foi categórico ao falar da representatividade da águia em sua vida. Para ele, o animal é “perseverança, conquista e orgulho”.

Sou componente da Portela, sou filho da Portela e, embalada pela beleza da águia, creio que a Portela fará um belíssimo desfile. A águia altaneira está linda, grandiosa, sou um pouco suspeito para falar, mas a Portela vai entregar um desfile muito lindo. A águia é um sinônimo de perseverança, de conquista, de orgulho”, concluiu.

Portela 2022: arrancada e bateria no desfile

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Enredo da Portela, árvore Baobá é representado em segunda alegoria

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Portela01aA segundo escola adentrando a Sapucaí neste sábado (23), trouxe para os espectadores o enredo “Igi Osè Baobá” onde contou a história e a simbologia das gigantescas e milenares árvores que representam a ancestralidade, religiosidade, identidade e a memória do povo africano.

Em sua segunda alegoria, apostou em trazer a entidade representada na religiosidade africana, onde são templo e altar, ao mesmo tempo. A principal escultura do carro é um Baobá, em que ficou cercado pelos destaques que compunham o carro e representavam os Orixás Nanã, Omulu, Oxumaré e Oxum, padroeira da Azul e Branca de Madureira. Carlos Ribeiro, destaque principal da alegoria e um dos responsáveis, em entrevista ao site CARNAVALESCO, destacou alguns detalhes do carro.

“O segundo carro veio representando o enredo, o Baobá, veio trazendo também outros Orixás que são membros da família da palha, contando a história e a força dessa entidade que trouxemos esse ano.”

desfile portela 2022 038Na parte da frente da alegoria, a Escola de Madureira trouxe Xangô, o Orixá da justiça. As árvores, consideradas sagradas, vieram diretamente das cisternas naturais, o que aproxima de Nanã, primeira divindade das águas. No topo da alegoria, foi trazido o Orixá que simboliza a paz, Oxalá. Veio representado por Carlos Ribeiro que, em entrevista ao site carnavalesco, contou a importância dessa fantasia e sua composição.

“Representar Oxalá foi uma responsabilidade muito grande, é um Orixá branco que é o maior. A fantasia veio toda em branco, com muito branco, prateado, estava grande. Uma particularidade é que sou espírita e filho dele”, comentou.

Vai-Vai 2022: galeria de fotos do desfile

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Vai-Vai levanta as arquibancadas e reafirma potência em desfile com chão imponente

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Atual campeã do Grupo de Acesso, o Vai-Vai incendiou as arquibancadas, levantou o público e fez um desfile forte na segunda noite de desfiles. A escola contou a presença do maestro João Carlos Martins, que declarou seus sentimentos pela agremiação momentos antes do início do largada, e desfilou ao lado do Mestre Tadeu. * VEJA FOTOS DO DESFILE

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HARMONIA

O canto forte e intenso da comunidade foi um dos principais destaques da agremiação. Notou-se uma grande regularidade no nível do volume, e a fácil interpretação da letra do samba. Trechos como: É Dona Olímpia” e “Anansi” foram cantados com mais ênfase, sem contar os refrões.

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ALEGORIAS

O abre-alas “A Quimera de Ananse – Origem do reino axante e da sabedoria adinika”, ilustrou a passagem lendária, trazendo em sua parte frontal a representação de Ananse, como se o malandro Deus puxasse o emaranhado de teias encantadas que cintilam sobre o chão retinto. Emaranhado composto por fitas de LED.

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A segunda alegoria, “O apogeu do reino das artes”, trouxe a representação do apogeu do Reino Axante através das artes. Notórios por suas criações exuberantes, os Axantes transformavam o ouro que abundava da terra nas mais variadas formas de expressão. No canto direito, uma parte quebrou e um apoio segurou a estrutura pra que não caísse.

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Elementos de floresta e mata foram vistos na terceira alegoria, que representou “A sobrevivência da cultura ante a sinistra fortaleza”. Tal carro soltou papel picado, o que deu um ótimo efeito visual.

E a última marcou o encontro de Sankofa com a Saracura. Integrantes da velha-guarda estiveram presentes. Na coroa na parte central, a escola trouxe fotos de personalidades da história do Vai-Vai.

Comissão de frente

Seguindo na temática africana, a comissão de frente fez uma viagem ao encontro de uma África misteriosa, fascinante, soberana e imortal. Através dessa energia sintetizada, a comissão coloca o próprio Vai-Vai como a ave Sankofa. Um início forte, que colocou a escola como personagem principal da história.

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A ala contou com personagens diferentes: “Rainhas retintas” e “Africanidade que nos espera”. Um destaque visual foi o figurino dos (as) bailarinos (as), que apresentou uma estética afrofuturista, moderna, dourada com detalhes em prata. A coreografia deles tinha uma referência à forma de bater as asas e movimentar o olhar de uma ave.

Componentes estavam dentro do tripé, que no caso era o “saiote” da Rainha retinta, conduzindo o andar, e os apoios da comissão ficavam ao lado avisando o momento de parar e continuar.

Mestre-Sala e Porta-Bandeira

O casal oficial, Pingo e Ana Paula, vieram vestidos em preto e branco, com detalhes vermelho e laranja. Durante a apresentação ao segundo jurado, o casal sofreu com uma forte ventania.

Enredo

O enredo defendido pela escola tem com missão recuperar a dignidade do povo africano, através de uma conexão aos herdeiros ancestrais e civilizações, esquecidos por conta de um período escravista.

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O início marca a “redescoberta dos Adinkras”, um conjunto de imagens que detalha toda a rica ancestralidade. Por conta do Adinkras, cresce uma civilização no berço do ouro, os Axantes. Povo que, através das suas diferenças, se uniram.

No terceiro setor a escola entra na arte, como o povo Axante se comunicou atráves de artefatos. Roupas, amuletos, joias e máscaras, os Axantes fizeram de seu ofício artístico. O último setor marcou o encontro do pássaro Sankofa com o ninho da Saracura.

Evolução

O estilo de andar mais acelerado já é uma característica da escola, principalmente por sempre entrarem com um número de componentes superior as concorrentes.

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Notou-se um pequeno descompasso enquanto o segundo setor passava em frente setor B, mas foi concertado num rápido momento.

Samba

O intérprete Luiz Felipe decidiu adotar uma postura de valorizar e sustentar o samba, o que fez cacos não serem escutados com frequência.

Pro final, o cantor começou a se soltar mais, conversar com a comunidade e interagir com o público. Variações vocais femininas enriqueceram o módulo musical da escola.

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Fantasias

O Vai-Vai entrou na avenida com fantasias simples, sem grandiosidade nas composições. A ala das baianas, nomeada como “Realeza africana”, abriu a escola logo após a comissão de frente. Já a ala 7 caracterizou seus componentes como Guerreiros Selvagens, que evoluíam de forma coreografada.

Outros destaques

A ala das crianças foi um destaque da escola. Os pequenos estavam felizes e alegres, cantando o samba com muita intensidade. Logo atrás, vieram os passistas mirins. Lucas Penteado, ex-bbb, veio a frente deles.