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Prefeitura de São Paulo confirma Carnaval fora de época em julho

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A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, realizará o Esquenta de Carnaval nos dias 16 e 17 de julho. O evento foi confirmado durante reunião com representantes dos blocos que demonstraram interesse em participar. Na próxima etapa serão agendados encontros individuais com os inscritos para a confirmação ou ajuste dos trajetos.

“Vamos oferecer toda a estrutura para os blocos pequenos, médios e grandes desfilarem com segurança”, afirmou Aline Torres, secretária municipal de Cultura. “Vamos esquentar os corações da cidade, levando um carnaval único para todas as regiões, do centro à periferia”, enfatizou.

A iniciativa é resultado do diálogo com os blocos e representantes do Carnaval de Rua, que foi cancelado em virtude do avanço da pandemia da Covid-19. O esquenta é a proposta de um carnaval fora de época, que conta com o apoio da Prefeitura.

Inscrições

Para a realização foram feitas 296 inscrições de blocos no formulário aberto pela SMC, sendo 294 inscrições válidas. São 75 no Centro; 33 na Zona Norte; 51 na Sul; 33 na região Leste; 91 na Zona Oeste; e outros 11 que não especificaram o trajeto.

A Prefeitura também abriu, no último sábado (4), o Edital de Patrocínio para o Esquenta de Carnaval. Com lances a partir de R$ 10 milhões, o edital está aberto até o dia 17 de junho.

Intérprete capixaba assume o microfone principal do Sossego

O Acadêmicos do Sossego já tem uma nova voz oficial para o carnaval de 2023. Danilo Cezar chega para conduzir o carro de som da azul e branca de Niterói. Com uma grande trajetória no carnaval capixaba, onde coleciona diversos prêmios, Danilo fará a sua estreia na folia carioca.

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Foto: Divulgação

Danilo é músico por formação, compositor e intérprete oficial no carnaval capixaba desde 2010. Possui passagens pela Pega no Samba, Novo Império, Unidos da Piedade e, atualmente, é a voz oficial da Unidos de Jucutuquara.

“Estar em 2023 no carnaval carioca é a realização de um sonho. Quero agradecer o presidente Hugo Junior e toda sua diretoria pela confiança. Prometo muita garra e dedicação junto à família Sossego. Chegou a Azul e Branco de Niterói, Chegou Sossego!”,  revelou Danilo.

Com o time quase completo, o Acadêmicos do Sossego promete mais um grande desfile no carnaval de 2023, onde desfilará pela Série Ouro. Em breve a escola anunciará seu enredo, mais uma vez assinado pelo carnavalesco André Rodrigues.

Ciganerey renova com a Em Cima da Hora

A Em Cima da Hora anunciou a manutenção do intérprete Ciganerey para o desfile de 2023.

“Seguindo aquela máxima que diz “Em time que está ganhando, não se mexe”, anunciamos que Ciganerey seguirá para mais um carnaval na azul-pavão e branca de Cavalcanti. Desejamos mais um ano de muito trabalho e sucesso para você e toda sua equipe”.

Mauro Quintaes: ‘Porto da Pedra foi a escola que me projetou’

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De volta ao Porto da Pedra, escola que o projetou para o carnaval carioca, após 14 anos, o carnavalesco Mauro Quintaes celebrou seu retorno à comunidade de São Gonçalo. Depois de carnavais se dedicando exclusivamente aos desfiles de São Paulo, Mauro considera o retorno ao carnaval carioca como um “reinício” em sua carreira. * LEIA AQUI A SINOPSE

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Fotos: Gabriel Gomes/Site CARNAVALESCO

“Sem dúvida nenhuma, a Porto da Pedra foi a escola que me projetou porque, através da Porto da Pedra, quando nós fizemos quatro anos aqui, ‘O campo cidade em busca da felicidade’, ‘Carnaval dos Carnavais’, o samba do endiablado e aí, quando eu fiz o carnaval da loucura, a escola conseguiu voltar nas campeãs. Eu trago comigo essa felicidade de ter levado a Porto da Pedra a única vez ao Desfile da Campeãs e, logo depois, tivemos a infelicidade de um enredo muito ousado e esse enredo não foi aceito e a escola caiu. Aí, eu parti para o Salgueiro. Eu só consegui ir para o Salgueiro porque a Porto da Pedra impulsionou minha trajetória. Eu tenho um carinho muito grande pela Porto da Pedra e meu retorno está sendo pontuado por alegria, reencontros, eu acho bacana, é um reinício”, afirmou.

Na sinopse do enredo “A invenção da Amazônia: Um delírio imaginário de Júlio Verne”, baseado no livro “A Jangada: 800 léguas pelo Amazonas”, versará sobre o imaginário e as aventuras do escritor francês sobre a Amazônia para exaltar os contadores de história da região. Desenvolvida por Quintaes e o enredista Diego Araújo, a sinopse apresenta as letras do início de cada parágrafo formam um acróstico da palavra “Amazônia”, que será retratada pela Porto da Pedra no próximo carnaval.

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“Você quando é um carnavalesco tem de estar ligado em tudo que está em seu entorno. E, numa dessas minhas zapeadas e pesquisas, eu me deparei com esse livro chamado “A Jangada”, que é o livro do Júlio do Verne, do século 18, no qual ele relata uma Amazônia onde ele nunca pisou. É o imaginário amazônico e eu vou pegar esse mote, que é o imaginário e vou transformar em enredo. Pegamos uma coisa que é palpável, que é um livro e transformamos isso em enredo. Essa jangada sai levando Julio Verne e aí, começa a encontrar os ribeirinhos, os contadores de histórias, todos esses personagens que vão permear o imaginário amazonense”, explicou Mauro Quintaes.

O presidente de honra, Fábio Montibelo, falou sobre o processo de repatriação do carnavalesco Mauro Quintaes, que retorna à escola, após a saída de Annik Salmon rumo à Estação Primeira de Mangueira.

“A Annik me ligou, eu estava dirigindo, dizendo que tinha recebido uma proposta da Mangueira. Ela foi uma parceira da Porto da Pedra, mas eu não pude cobrir a proposta dela e liberei ela porque também é a vida dela. Aí, na hora, me deu um estalo na cabeça, ‘Vou ligar para o Mauro Quintaes’, liguei para ele, estava em São Paulo, disse para ele vir para cá, tinha uma proposta, nós estávamos em uma ascensão de brigar pelo título e a gente precisa de você para botar o carnaval na avenida. Fiz a proposta a ele, paguei a preço de ouro e consegui botar a escola, em uma segunda-feira dessa a comunidade está presente e a gente vem para brigar, com ajuda da Prefeitura de São Gonçalo, com certeza esse ano a
gente está na briga”, contou Fábio Montibelo.

Três escolas vão deixar Cidade do Samba; Império Serrano vai entrar e Imperatriz e Tuiuti vão ocupar novos barracões

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A Estácio, União da Ilha e São Clemente vão deixar os barracões na Cidade do Samba, durante o mês de junho, já que a partir deste ano quem não estiver desfilando no Grupo Especial não poderá ocupar mais o espaço. O Império Serrano, escola campeã da Série Ouro, ocupará o galpão da Estácio.

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Foto: Divulgação

Haverá duas outras mudanças. A Liesa mudará o Tuiuti e a Imperatriz. A escola de São Cristóvão ocupará o barracão da São Clemente. Já a agremiação leopoldinense ficará no que era utilizado pela União da Ilha.

Assim, a Liga utiliza o antigo espaço da verde e branco. A Liesa tem o projeto de construir um museu do samba. Ainda não foi informado como ficará o barracão que era ocupado pelo Tuiuti.

Com problemas históricos de logística por conta da localização do barracão, a Imperatriz solicitou a troca de espaços para ficar com o ex-barracão da Ilha e ceder seu galpão para a Liesa, que inclusive fica ao lado da sede da Liga. O diretor executivo, João Drumond, explicou ao CARNAVALESCO os motivos que fizeram a Imperatriz tomar essa iniciativa.

“O barracão antigo da Imperatriz, já me colocando no barracão novo, ele tem um problema logístico muito grave apesar de ele ser muito organizado, estar com tudo em dia, parte elétrica, parte estrutural, tudo bem arrumado. A gente tem um problema físico, que é o portão da Imperatriz ser de frente, o único barracão de frente para uma parede que é do barracão da Viradouro. Isso dificulta muito e ajuda a explicar também algo que é crônico na Imperatriz que são projetos alegóricos com tamanho um pouco menor em comparação com algumas escolas, porque de fato é impossível no barracão antigo ser feito um carnaval imenso porque o carro não sai. O principal motivo foi que a gente enxergou uma possibilidade de melhora para o carnaval da escola com essa transferência”.

Pré-vestibular Social tem início no Império Serrano

O Império Serrano iniciou na segunda-feira, as aulas de seu Pré-vestibular Social, projeto em parceria com a Uerj e a ONG Central Única de Produções. Com 80 alunos inscritos e divididos em duas turmas, a quadra do Reizinho de Madureira é um dos três polos que receberão os moradores da região.

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Foto: Divulgação

Diretor do Departamento Comunitário, Josimar Viana destacou o compromisso do Império Serrano em projetos de cunho social. Para ele, esse é só o início da parceria entre a agremiação, a Uerj e a CUPA.

“A importância da criação do núcleo no Império Serrano foi dar continuidade ao nosso projeto desenvolvido na Serrinha. Desta forma, estamos estreitando os laços com os demais moradores da nossa região, dando oportunidades para que possam se preparar em busca de uma vaga na universidade”, afirma Josimar Viana.

Para receber as aulas, uma sala foi totalmente reformada dentro da quadra. Todo o forro foi trocado, com nova pintura através da parceria com a Lukscolor, quadros, carteiras escolares e ventiladores, com o apoio do grande benemérito e deputado estadual Dionísio Lins. As aulas no Polo Império Serrano são de segunda a sexta-feira, às 8h e 13h.

Ele fica! Edson Pereira segue na Unidos de Padre Miguel

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O carnavalesco Edson Pereira renovou com a Unidos de Padre Miguel para o desfile de 2023. O artista, que voltou para o desfile deste ano, fez um belo espetáculo plástico na escola de Vila Vintém pela Série Ouro. No Grupo Especial, ele fará sua estreia no Salgueiro. * VEJA FOTOS DO DESFILE DA UPM EM 2022

“Ele fica!!!! Edson Pereira segue como nosso carnavalesco para o carnaval de 2023. Podem esperar mais um grande desfile!!! Vem mais surpresas por aí”, publicou a Unidos de Padre Miguel nas redes sociais.

Sinopse do enredo do Porto da Pedra para o Carnaval 2023

Apresentação do Enredo

O imaginário humano sempre foi permeado de mitos e lendas dando forma a fabulações que construíram o entendimento da humanidade sobre fatos e lugares. O delírio sempre foi parceiro dos viajantes, principalmente, por potencializar os seus imaginários, e assim, transformar o real em extraordinário. Desta forma, simples relatos se tornaram histórias que, por longos períodos, foram a única forma de revelar lugares desconhecidos ao redor do mundo.

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Foi assim, fascinado pelo poder de inventar, que Júlio Verne transportou leitores em viagens extraordinárias. Em uma destas aventuras delirantes, a mente inventiva do francês cria uma jangada – título de um de seus livros – para navegar a gigantesca extensão do Rio Amazonas. A bordo deste louco maquinário, o G.R.E.S. Unidos do Porto da Pedra, lhe convida a embarcar neste “delírio-enredo”, que apresentará as figuras que deram forma ao imaginário amazônico.

A floresta, a hileia, a mata que se ergueu feito labirinto verde. As vezes paraíso perdido, outras inferno ardente e febril. A Amazônia sempre foi objeto de cobiça pela utopia de um novo mundo imaculado. Deslumbrante, exótico, misterioso. Este fascínio pela floresta deu forma a ilusões que viraram contos, e estes, se cristalizaram no imaginário popular através dos contadores de histórias.

O pavilhão vermelho e branco de São Gonçalo, encantado com “aura de guerreiro e alma de artista” (Assayag, 1995, pg. 26), e inspirado pelo poder inventivo e criativo de Júlio Verne, celebra no Carnaval de 2023 os contadores de história da Amazônia. Figuras simples dos beiradões ou escritores. Reconhecidos ou anônimos. Mestres que repassam através das gerações o encantamento com as palavras que se eternizam na sabedoria popular e na arte cabocla entre festas, luzes e pajelanças.

É assim que essa história começa!
Os mistérios da floresta vão nos guiar.
Eis a “Invenção da Amazônia”,
A jangada vai partir!

Baseado no livro “A Jangada: 800 léguas pelo Amazonas” de Júlio Verne

Sinopse

Abra os olhos para ver,
O que Júlio Verne um dia imaginou,
É extraordinário o poder da criação!
Explorar, descobrir, sonhar,
Viajar à lua, mergulhar no fundo do mar,
Ou quem sabe parar no centro da terra?
Girar em uma rosa dos ventos,
Seguir, mirar, guiar-se,
Um mundo sem fronteiras, sem rota,
Sem certeza! Essa é a mente do aventureiro!

Mas é preciso criar! É preciso viajar!
Rascunhar, traçar, inventar!
A fantástica máquina que irá conduzir a jornada,
Uma jangada com destino à Amazônia,
Partindo deste Porto rumo ao desconhecido,
Onde a realidade é tomada pelo delírio.
A floresta se funde a mente do sonhador,
A mata em revolução delirante devora o metal,
Une-se ao devaneio, dá forma ao que nunca se viu.
Rompe os limites da fantasia, embrenha-se no maquinário,
E para quem ousar seguir viagem: Liberte a imaginação!
Entregue-se ao fantástico! Ouça as vozes da floresta!
Ela é parte de você, parte de nós! Ela está viva, ela vai se revelar!

A viagem principia navegando em águas de encantaria,
Que extasiam os olhos por sua gigante imensidão.
Águas que se confundem com tantas histórias,
Pois o rio é o caminho, estrada da vida e memória,
É Zeneida quem fala da formação de toda essa gente.

Da migração secular, Amazônia primitiva,
Andarilhos no recorte da mata, marcas das caçadas.
Marañon e Ucayali, Solimões e Negro, encontro enfeitiçado,
Lágrimas cristalinas, lua de prata, sol ardente de saudade.
Tens a beligerância da mulher indomável em seu nome,
Amazonas das terras do sem fim, força e bravura,
Tens o poder da cura, que está guardado no fundo,
Profundo, reino dos encantados, energia caruana,
Rio de mistérios que revigora o ser e fortalece a alma.

Zarpa o aventureiro para o próximo destino,
Baku é quem o recebe nas barrancas do rio-mar,
Para revelar os segredos da grande floresta.
E no ermo da mata o xamanismo revela a visão,
Invocando os protetores em defesa desse chão.
Combatendo a profanação da mata,
Jurupari, bicho folharal, caa-cy e curupira,
Matinta perera e boitatá, eis o levante!
Lutando contra a devastação da vida,
Pois este é o seu lugar!

Onde o curumim vira animal! É ritual!
E o espírito do grande felino rompe a noite,
Tatua na pele dos jovens o poder das feras,
É preciso demonstrar coragem, não temer a dor.
É a força da ancestralidade marcada na pele,
Que guarda no mito o ensinamento de eras,
Homem e floresta são apenas um,
Corpo e terra. Morada e verdade,
Flecha que aponta a eternidade.

Na reta final da jornada, a natureza inspira,
Lendária e mítica, cenário perfeito, encantador.
Girais feitos jardins suspensos, piracema de peixes,
Canoa de sonhos e esperanças ribeirinhas.
Serpenteiam igapós e igarapés, lagos infinitos,
Mãe d’água, beiradão em festa, bandeirinha e balão,
Boto romanceiro, vitória-régia a flutuar,
Tão calma, serena, cumprindo seu destino de flor,
Enquanto Verne atraca a jangada em um velho cais,
Pra ouvir Tonzinho Saunier contar essas histórias.

Inebriante poesia ao pôr do sol que mergulha nas águas,
Ao longe rufam tambores, há festas, luzes e encantamento,
No coração da floresta a arte exalta a magnitude verdejante.
Identidade, brasilidade, arte cabocla de alma indígena,
Que faz arena de sonhos para os folguedos dançarem,
Fé e Tradição. Encena o auto da cultura popular,
Cores da emoção, amor e paixão.

A aventura chega a sua conclusão delirante,
Verne se entrega a pajelança que o transforma,
Ao som dos maracás, transcende, finca raízes,
Vira gente-floresta, eterniza um novo conto,
Manifesto em favor dos povos amazônidas.
Se torna bravo e forte, mais um filho do norte,
Faz deste delírio-enredo a “Invenção da Amazônia”,
Que resiste no saber dos contadores de história,
Que nunca se encerra e nem dá ponto final,
Afinal, há sempre uma nova jangada neste Porto,
Aguardando o seu próximo destino,
Especial.

Referências Bibliográficas / Créditos
ANDRADE, Mário de. O turista aprendiz / Mário de Andrade; edição de texto apurado, anotada e acrescida de documentos por Telê Ancona Lopez, Tatiana Longo Figueiredo; Leandro Raniero Fernandes, colaborador. – Brasília, DF: Iphan, 2015.
ASSAYAG, Simão. Boi Bumbá: Festas, Andanças, Luz e Pajelanças. Rio de Janeiro. Funarte. 1995.
BOTELHO, André. A viagem de Mário de Andrade à Amazônia: entre raízes e rotas. Revista do Instituto de Estudos Brasileiros, Brasil, n. 57, p. 15-50, 2013.
CUNHA, Euclides da. À Margem da História. São Paulo. Cultrix/INL/MEC. 19375. In: GONDIM, Neide. A Invenção da Amazôna. 2ª edição / Neide Gondim. Manaus. Editora. Valer. 2007.
GONDIM, Neide. A Invenção da Amazônia. 2ª edição / Neide Gondim. Manaus. Editora Valer. 2007.
VERNE, Júlio. A Jangada: 800 léguas pelo Amazonas. Tradução de Maria Alice Araripe de Sampaio Dória. Planeta, São Paulo. 371 p. 2003.

G.R.E.S.U. Porto da Pedra / Carnaval 2023
“A Invenção da Amazônia”

Mauro Quintaes
Carnavalesco

Diego Araújo
Enredista

Enredo do Porto da Pedra para o Carnaval 2023 viaja pelas ‘aventuras de Júlio Verne’ no Rio Amazonas

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A Porto da Pedra abriu sua quadra, na noite desta segunda-feira, em São Gonçalo, para lançar o enredo para o Carnaval de 2023 e ainda apresentar sua equipe que representará o Tigre no desfile da Série Ouro no ano que vem. A escola vai “viajar nas aventuras de Júlio Verne pelo Rio Amazonas”, tudo através do livro “A jangada: 800 léguas pelo Amazonas”. O enredo recebeu o título de “A invenção da Amazônia: Um delírio imaginário de Júlio Verne”. Participaram da elaboração o carnavalesco Mauro Quintaes e o enredista Diego Araújo. * LEIA AQUI A SINOPSE DO ENREDO

Confira um trecho da explicação da escola. “A Unidos do Porto da Pedra e o carnavalesco Mauro Quintaes convidam a todos para embarcarem em uma fascinante viagem pela Amazônia, que o escritor francês Júlio Verne um dia imaginou. Baseado no livro “A Jangada: 800 léguas pelo Amazonas”, o enredo é uma aventura delirante do escritor, pai da ficção científica e de fantasia, que jamais pisou em solo brasileiro”.

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Como é o livro

Ambientado na Amazônia, este romance foi publicado originalmente em 1881. Júlio Verne, é sabido, nunca pisou na Amazônia, nem mesmo no Brasil. Sua imaginação, seus textos trabalharam, portanto, a partir de outros escritos, outras imagens. “A Jangada” conta a história de uma viagem empreendida pela família de um próspero fazendeiro instalada em Iquitos. O objetivo confesso: ir a Belém para casar Minha, a filha, com um colega de estudos do irmão. Mas Joam Garral tem também suas razões secretas: conseguir, correndo o risco da sua efetiva execução, a revisão da sentença que o condenou injustamente à morte pelo caso de um roubo de diamante vinte e seis anos antes, enquanto ele trabalhava, sob a sua verdadeira identidade de Dacosta, nas minas imperialistas brasileiras. Com o objetivo de se deslocar, visto que o projeto era familiar, o herói não imagina outro meio senão construir uma gigantesca aldeia flutuante que se deixará levar pela correnteza.

Luiz Paulo Jr e Bico Doce formam a nova dupla de intérpretes da União de Jacarepaguá

A União de Jacarepaguá ganha mais um apoio no seu quadro de segmentos. Com a renovação de Luiz Paulo, que intérprete na escola desde 2020, a agremiação acertou também com o cantor Bico Doce para compor a dupla de intérpretes oficiais à frente do carro de som.

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Foto: Divulgação

Batizado como Cremilson, Bico Doce começou sua carreira artística aos 16 anos, como cantor, instrumentista e compositor. Iniciou sua trajetória no carro de som de escolas de samba como cavaco no Leão de Nova Iguaçu, passando pelo Império Serrano em 2009, onde também foi intérprete oficial em 2015. Com passagens no carro de som de escolas como Portela, Vai-Vai e Estação Primeira de Mangueira, o cantor falou da sua chegada à União de Jacarepaguá, ao lado de Luiz Paulo.

“Sentimento de gratidão ao presidente e a toda diretoria pelo convite.É uma alegria estar fazendo dupla com o Luiz Paulo e vamos nos empenhar para trazer a nota máxima aos quesitos que o carro de som abrange”, disse.