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São Clemente 2023: samba da parceria de Cláudio Filé

Compositores: Cláudio Filé, Wanderley Monteiro, James Bernardes, Marcus Lopes, Ronie Oliveira, Kayke Vinícius, Caio Tinguinha & Danilo Gustavo.
Intérprete: Rafael Tinguinha

Manhã
Vem Guaraci com as bençãos de Tupã
No Pindorama Zona Sul
Os corpos ganham cor e a vida mais sabor
Ao contemplar o infinito azul
Um horizonte a se abrir
Jaci no céu a nos guiar
Na calmaria de partir pra dividir
O que se tem sem explorar

Terra à vista, no balanço da garoa
Vou chegando numa boa, tudo é novo em meu olhar
Selva de pedra, gente coberta,
Com apego a moeda, o que se compra, dá

Pajé, senhor da sabedoria
A fogueira que inebria
Chama pro ritual
Realizem valiosos presentes, lendas de nossa gente
Na pele a arte sem igual
Deus Tupã
A voz dos seus fiéis em oração
Das diferenças faça união!
Deixando um legado imortal
Nem colonizado, nem colonizador
Habemus carnaval
Vivemos carnaval

Pavilhão preto e amarelo
Lá no alto é o seu lugar!
Nosso povo vai a luta
Sempre vai te amar
Nunca é tarde para um recomeço
A São Clemente conta a história do avesso

Desfiles do Acesso II de São Paulo vão acontecer uma semana antes da data oficial do Carnaval 2023

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Em 2023, o Carnaval paulistano começa mais cedo. No dia 11 de fevereiro, sábado, o grupo de Acesso II abre a primeira das cinco noites dos Desfiles das Escolas de Samba de São Paulo, com entrada gratuita para as arquibancadas. Grupos de Acesso I e Especial passam pelo Sambódromo do Anhembi nos dias 17, 18 e 19 de fevereiro.

sp desfile
Foto: Divulgação Liga-SP

Veja a ordem de desfiles:
GRUPO DE ACESSO II
1- Imperatriz da Pauliceia
2- Amizade Zona Leste
3- Brinco da Marquesa
4- Primeira da Cidade Líder
5- Imperador do Ipiranga
6- Uirapuru da Mooca
7- Leandro de Itaquera
8- Unidos do Peruche
9- Unidos de Santa Bárbara
10- Torcida Jovem
11- Camisa 12
12- Dom Bosco de Itaquera

O novo formato da agenda carnavalesca estreou em 2022, motivada pela necessidade de troca de datas diante do agravamento da pandemia de covid-19. Em abril, o público lotou o sambódromo do Anhembi para prestigiar o Acesso II. Por causa do sucesso entre os sambistas paulistanos, as doze escolas do grupo abrem o Carnaval SP 2023, no dia 11 de fevereiro.

São Clemente 2023: samba da parceria de Luiz Carlos Ribeiro

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Compositores: Luiz Carlos Ribeiro, Marquinho Gravino, Alex Jouber, Leonardo Bessa, Marco Verbicaro, Rodrigo Hort e Jorge Patinha
Intérprete: Leonardo Bessa

AMANHECEU NA ARREBENTAÇÃO
BOLA DE FOGO NÃO QUER BRINCADEIRA NÃO
QUERENDO QUEIMAR CORPOS TATUADOS
VEM PRO POINT DA GALERA
PEGAR JACARÉ E TOMAR MATE GELADO
SE A FOME BATER POLVILHO VAI TER
SÓ PODE IR EMBORA QUANDO JACI APARECER
VAI TER MUITA AZARAÇÃO
TOCA DJ AQUELE PANCADÃO…
SOBE E DESCE COM O HIT DO VERÃO
VOCÊ IRREVERENTE E DANÇANDO ATÉ O CHÃO

QUE FESTA, LOUCURA!
REGADA A SUCO DE CAJU UHHH
BATE NA PALMA DA MÃO QUEBRA DE LADINHO
VEM PAJÉ SE ACABAR NO QUADRADINHO

NAVEGAR É PRECISO, O FECHAMENTO FALOU
DE BOTAFOGO TUPÃ OS GUIOU
QUANDO CHEGARAM FOI SÓ UNIÃO
FOI GENTILEZA, SAMBA NO PÉ E ATÉ ORAÇÃO
E NA PAJELANÇA PRA TIRAR A ZICA
E PURIFICAR ESSA GENTE ESTRANHA COM ROUPA ESQUISITA
NEM TODA ALDEIA TEM O CHEFE QUE MERECE
UM GRANDE LÍDER… O POVO NÃO ESQUECE
SAI PRA LÁ COM ESSE PAPO DE COLONIZAR
QUEM QUISER QUE CONTE OUTRA, O QUE EU QUERO É SAMBAR!

DE PINDORAMA AO VELHO MUNDO É CARNAVAL
A SÃO CLEMENTE CHEGA NO MAIOR ASTRAL
MAS QUE GRACINHA TODO PURPURINADO
NOSSO CACIQUE AQUI NÃO É DISCRIMINADO

Império Serrano 2023: samba da parceria de Paulinho Valença

Compositores: Paulinho Valença, Zé Paulo da Viola, Nilson Rangel, Cunha Bueno, Fernandinho Silva, Jorge Callado e Paulo Barba

OGUM
ABRE OS CAMINHOS PRA SERRINHA PASSAR
COM A POESIA DO “BOM APRENDIZ”
FELIZ A CANTAR!
O GENIAL, SAMBISTA RAIZ
QUE CONQUISTOU O SEU LUGAR
SOB A LUZ DE CANDEIA
COMPONDO EMBAIXO DA TAMARINEIRA
PAIXÕES, AMOR E CARNAVAL
AO AMANHECER, A SAIDEIRA
NO PALCO DO FUNDO DE QUINTAL
DE BANJO, “EM CADA ESQUINA UM PAGODE NUM BAR”
“BURACO E SUECA PRO TEMPO PASSAR”
“E CERVEJA PRA COMEMORAR”

TÁ NO BATUQUE, O AXÉ DE XANGÔ
O CORPO FECHADO VENCEU
VERSOS AO SOM DO TAMBOR
QUE “VÓ MARIA” BENZEU

“SAMBISTA PERFEITO”, “BATUQUEIRO DO AMOR”
AMOR À BANDEIRA E À PORTA-BANDEIRA
“ADEUS TIMIDEZ”, “A FAMÍLIA AUMENTOU”
“ALTO LÁ”, FELICIDADE CHEGOU
VAI DAR A VOLTA POR CIMA
E VER O SEU POVO BRILHAR
“IMPERIANO DE FÉ NÃO CANSA” (JAMAIS”
“É DOCE DIZER”, NA LUZ DO LUAR
POETA, AQUI É SEU LUGAR”

ENTRE BECOS E VIELAS, NA FAVELA
“O SHOW TEM QUE CONTINUAR”
IMPÉRIO E ARLINDO, O AMOR PRA VIDA INTEIRA
É DE MADUREIRA!

Império Serrano 2023: samba da parceria de Victor Mendes

Compositores: Victor Mendes, Leandro Gaúcho, Andréia Araújo, Kauã Feiju Lima, Bruno Mazonni Barros e Lucas Vapor
Intérprete: Igor Vianna

UM CANTO NO TERREIRO ECOOU
TOQUE DE ALUJÁ NO COURO DO TAMBOR
NA SERRA A FALANGE REUNIDA
UMA CENA TÃO BONITA AO RECEBER O GRANDE OBÁ
OFERENDAS, ALFAZEMA, BENJOIM
UM CHEIRO DE ALECRIM E NA GAMELA UM AMALÁ

PRA EVOCAR O GUERREIRO DE OYÓ (2x)

OGUNHÊ! É SUA FORÇA PRA VENCER TANTOS DRAGÕES
EPARREY! O VENTO SOPRA E ACALANTA CORAÇÕES
A LUZ DE CANDEIA ILUMINA
O DOM DE CANTAR ENOBRECE
UM BANJO, UMA GUIA, UMA PRECE
“SAMBISTA PERFEITO” PRO MEU CARNAVAL
FLORESCE NO FUNDO DO NOSSO QUINTAL

UM “SAMBA DE AMOR” TÃO LINDO
“O BEM ILUMINA O SORRISO”
DA FILHA DE OXUMARÊ QUE SE APAIXONOU
POR UM FILHO DE XANGÔ

COMPOSITOR, MALANDRO, SUBURBANO
MENSAGEIRO DO SAGRADO E DO PROFANO
POR BECOS E VIELAS SEMEOU AS MELODIAS QUE AO MUNDO CATIVOU
FOI TÃO “DIVINO” VER A “FESTA NO ARRAIÁ”
“ANDO LOUCO DE SAUDADE” PRA TE ENCONTRAR
VERSANDO NO IMPÉRIO SERRANO À LUZ DO LUAR (LARAIÁ LAIÁLAIÁ)
“CANTANDO EM FORMA DE ORAÇÃO”
DE JORGE UM FIEL PEREGRINO
TODO CAMINHO ME LEVA AOS “LUGARES DE ARLINDO”

MADUREIRA
“UMA GINGA EM CADA ANDAR”
MADUREIRA, SERRINHA
NO TOQUE DO AGOGÔ MAREJA O MEU OLHAR
TE VENDO DESFILAR

Ouça o samba-enredo do Império Serrano para o Carnaval 2023

Compositores: Sombrinha, Aluísio Machado, Carlos Senna, Carlitos Beto Br, Rubens Gordinho e Ambrosio Aurélio
Intérpretes: Evandro Malandro, Tem Tem Jr, Pitty de Menezes

ACORDE PARTIDEIRO SEM IGUAL, NASCIA ENTÃO, UM SAMBA DO SEU JEITO
RELUZ FEITO CANDEIA, IMORTAL, O COMPOSITOR, SAMBISTA PERFEITO
LEVADA DE TANTAM, BANJO E REPIQUE, POESIA DE UM CACIQUE, MALANDRAGEM DEU LIÇÃO
INSPIRAÇÃO DE VENTRE ANCESTRAL, O DUETO, A PATENTE VEM DO FUNDO DO QUINTAL NA BOEMIA, NO SUBÚRBIO, NA VIELA, O SEU NOME É FAVELA… MADUREIRA

DAGÔ, DAGÔ SARAVÁ, OBA KAÔ
O BRADO QUE TRAZ JUSTIÇA FAZ A VIDA RECOMPOR

DEIXA, O FIM DA TRISTEZA AINDA HA DE CHEGAR
O SHOW DO ARTISTA VAI CONTINUAR MORANDO NOS SAMBAS QUE VOCÊ FEZ PRA MIM
IMPERIANO SIM!
NO VERSO QUE AFLORA
GIRAM OS SONHOS DA PORTA BANDEIRA
O AMOR DE ORFEU, MELODIA NAMORA
SERRINHA É TEU CANTO PRA VIDA INTEIRA

DAGÔ, DAGÔ É A LUA DE ARUANDA
A ESPADA É DE GUERRA E OGUM VENCE DEMANDA

CERCADO DE AXÉ, SEMEIA O BEM, O POVO A CANTAR
RECEBA A GRATIDÃO, REIZINHO DESSE CHÃO, AQUI É O TEU LUGAR
U MA PORÇÃO DE FÉ, O FILHO DO VERDE ESPERANÇA NOS CONDUZ
ZAMBI DA COROA IMPERIAL, ABIAXÉ, ARLINDO CRUZ

FIRMA NA PALMA DA MÃO, TEM ALUJA E AGOGÔ
IMPÉRIO SERRANO FALANGE DE JORGE NO OXÊ DE XANGÔ
LAROYÊ, EPA BABÁ
HÁ DE RONCAR MEU TAMBOR
O VERSO DE ARLINDO, POEMA INFINDO, MORADA DO AMOR

Império Serrano 2023: samba da parceria de Quinzinho

Compositores: Quinzinho, Chacal do Sax, Edirley Fernandes, Junior Bicalho, Fabrício Miranda e Jota erre Marcondes
Intérpretes: Quinzinho e Marquinhos Art Samba

Ogum abraça Xangô, Serrinha
O Agogô vai marcar o teu Alujá
Artista do povo, sambista perfeito
Teu canto é nobreza de Orixá
Levanta Candeia e te ilumina
Acordes encontram tua melodia
É partido alto, favela e asfalto
É banjo , é cacique, o mais popular
De todos poetas que brotam de lá
O fundo da alma o dom de tocar

Suburbano nato, malandro de fato
Orfeu conquistou a porta bandeira
Quem cantou o amor e a pureza da flor
Também encantou Madureira

Na passarela, no altar do carnaval
No desfile principal ,refletiu na sua tela
E dentre os filhos da coroa imperial
Seu talento genial completou nossa aquarela
Óh! mãe, negritude mãe
Te fez caminhar de cabeça erguida
Fazer da caneta a lança pra realizar
O sonho da vida
O verde na pele é nossa esperança
O branco é a força de pai oxalá
Reizinho é o seu lugar

Imperiano não perde a fé
De novamente ver brilhar a sua luz
O nosso Império é inspiração e axé
Da poesia de Arlindo Cruz

Imperatriz Leopoldinense realiza audição para ala de passistas nesta sexta-feira

A direção da ala de passistas da Imperatriz Leopoldinense promove, nesta sexta-feira, uma audição para novos componentes. A seletiva será realizada na quadra da escola, que fica na Rua Professor Lacê, 235, em Ramos, Zona Norte do Rio, a partir das 19h. O processo é gratuito e será conduzido pelos diretores da ala, Wesley Rabisca e Tati Rosa. O concurso é aberto para homens e mulheres a partir de 18 anos.

passistas imperatriz
Foto: Nelson Malfacini/Divulgação

Além dos responsáveis pela condução da “Riscado da Leopoldina”, os candidatos também serão avaliados pelos coreógrafos da Imperatriz, Márcio Dellawegah e Sabrina Sant’anna, e dois convidados especiais: Thai Rodrigues, Rainha do Carnaval do Rio de Janeiro 2022, e João Paulo, presidente do prêmio “Passista Samba no Pé”.

As inscrições devem ser feitas até a data da audição através do link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdVzkEbSl0DzWeqzcIXF_NyEBr7qJdm6oTw8Y5HtxEXcwXy0w/viewform

Unidos de Padre Miguel divulga sinopse do enredo ‘Baião de Mouros’ para 2023

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“Eu era feliz vestindo os couros de cabra que outrora usava. Mais do que o sou agoraem suntuosas roupas. Se eu pudesse viveria, não neste alcáçar, mas na tenda do deserto onde muge o vento. O camelo impetuoso de passo agitado eu amo mais que a mula de pacífico passo” (Califa Moawi)

“A Música árabe veio roçar com sua asa de fogo os cantares do nosso Romanceiro, assim como os toques das nossas violas e rabecas, (…) trazendo nas cordas de seus instrumentos e nas de suas gargantas as coplas, xácaras e romances cantados em ladino.” (Ariano Suassuna)

upm enredo2023

Tudo é sertão para quem é do Nordeste. Tudo é terra para quem não a tem. Forasteiros pisaram na terra nordestina. Ao cantarem, suas músicas tinham como plateia os ouvidos mais absolutos: os meninos descalços que corriam pela terra dura da lida. Reza a lenda sertaneja que “Criança, diante de sua sabedoria, faz bem três coisas: Brincar, chorar e imitar”. De memória, o som da música dos turcos-que-nem-sempre-são-turcos passou a ser repetida. Na transversal do tempo, o vulto branco que a poeira ruiva envolvia transformou-se em palavra cantada. Virou história romanceada. Fez nascer o Rei do Baião. O Baião é árabe, talvez por conta de o acordeon de Lua e Januário terem a ver com o Maltuf de outrora. De “repente”, tudo vem do passado.

A influência árabe no Nordeste está presente em muita coisa: no chapéu do cangaceiro, nos leques e guarda-sóis, na maquiagem das sobrancelhas e olhos, no ato de recitar a tabuada, na mantilha das mulheres, no uso de tapetes, nas janelas quadriculadas e nos azulejos… do comérciodo mascate ao turbante branco muruçumim, inclusive no gibão que cobre um cabra…

Diante dos conflitos mouriscos na Península Ibérica, a expressão cultural de Portugal e Espanha fundiram-se em poemas e romances de cavalaria, que encontrariam uma nova morada em terras nordestinas, de “pedras” e “reinos” e castelos armoriais. Palavras cantadas por homensque, de lá e de cá, conhecem o Sol e o deserto, as vértebras do camelo, as dunas que fazem as vezes de florestas, as vitórias na guerra cavalhada onde uma cabeça de boi se finge de máscara…Os “beduínos do Nordeste” são nômades que seguem firmes na luta. O verbo é a arma que eles usam na disputa dos repentes.

Das feiras de Ocaz, cidade vizinha de Meca, ao canto do Guerreiro Menino de Orós. Anualmente, milhões de islâmicos do mundo inteiro refazem os passos do profeta Maomé em sua “romaria”. Todo muçulmano deve ir uma vez à meca da mesma forma como todo sertanejo deve visitar ao menos uma vez na vida o santuário de Padre Cícero, a quarta figura da Santíssima Trindade.

Nesse contexto encantado, o tempo explica esta vitalidade garrida de um povo, que, de tão único, parece lendário, armorial. Aqui, os muezins das mesquitas passaram a ter o som do aboiodos vaqueiros. Os raqs viraram pandeiros, os tabals, zabumbas, e há quem diga que o atabaque também tem sangue mourisco. Assim como a trilogia sertaneja – pífano, rabeca e viola – ainda ressoa em solo nordestino a sua música num passado andaluz. Terra onde as morenas também nascem esculpidas pelo vento. A brisa mourisca ainda respira nos pulmões o lingui-lingui – ou a lenga-lenga – na gíria dos cantadores: De Taboca à Rancharia, de Salgueiro a Bodocó, graças a Deus! (Ou seria Alhamdulillah? Arre!)

A barra do dia veio avermelhando o céu. A lâmpada maravilhosa, “Lampião” que alumia a estrada revela que tudo é migração. Tudo é êxodo. Tudo é guardado na potência da memória e na força da cultura. O barro seco do caminho que levou o árabe ao Nordeste parece ser o mesmoque leva o nordestino ao Sul. E todos têm a cor da poeira vermelha que a Unidos de Padre Miguellevanta ao desfilar. Nas terras ruivas da Rua Mesquita, tudo é Sertão, o boi é mouro e a vitória vem de Alá!

UNIDOS DE PADRE MIGUEL, 2023
Carnavalescos: Edson Pereira e Wagner Gonçalves
Texto: Vítor Antunes

Vocabulário:

“A vitória vem de Alá!”: Trecho de um amuleto malê confiscado durante a Revolta dos
Malês.

Alcácer/Alcáçar: Castelo ou fortaleza que, criado pelos mouros, era usado para hospedar reisou governantes Alhamdulillah: Graças a Deus, em árabe

Arre!: Interjeição de espanto que, supostamente, tem origem árabe

Beduínos: Nômades do norte da África

Califa: sucessor do profeta Maomé. Guia ou líder temporal e espiritual da comunidade islâmica.

Mouro/Mourisco/Mouresco/Moura: Nome pelo qual os descendentes do norte da África costumavam ser chamados na península ibérica

Muezins: Aquele que anuncia em voz alta, ao cantar, do alto dos minaretes das mesquitas, o momento das cinco preces diárias.

Muruçumim: Atribuição que os negros muçulmanos davam a si próprios. Os outros os chamavam malês. Os turbantes brancos usados nas religiões afro-brasileiras teriam origem nos filás malê/muruçumim.

Referências:
ASMAR, João. Os árabes no sertão. 1.ed. 2010. São Paulo: Kelps, 2010.
CÂMARA CASCUDO, L. da. Mouros, franceses e judeus: três presenças no Brasil. 3. ed. São Paulo: Global,2001.
DEL CAMPO, Luis Soler. Origens Árabes no Folclore Brasileiro ed.
GAIÃO, Pedro. História Islâmica, 21 de Maio de 2021.
MUSSA, Alberto. Os Poemas Suspensos. 1.ed. Rio de Janeiro. Record. 2006
RAMOS, Alex. PEREIRA, Estevão. DIAS, Rômulo. EL DROUBI, Assaf. Dos Mouros ao Baião: a influência árabe na música do nordeste brasileiro.