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Império Serrano faz ensaio no Parque de Madureira com destaque para a Sinfônica do Samba e bom canto da comunidade

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O Império Serrano realizou de terça-feira seu segundo ensaio ao ar livre em preparação para o retorno ao Grupo Especial em 2023. O treino aconteceu no Parque Madureira Mestre Monarco e teve duração de cerca de uma hora e dez minutos. Mesmo com o local fechado aos visitantes durante todo o dia por conta do jogo do Brasil na segunda-feira passada, mas disponível para a Serrinha ensaiar, os componentes imperianos mostraram o canto já afiado. O destaque ficou também por conta da Sinfônica do Samba, de mestre Vitinho, que apresentou algumas bossas, desenvolveu coreografias e mostrou o que pretende levar para a Sapucaí. No próximo carnaval o Império Serrano vai abrir a primeira noite de desfiles das escolas de samba do Grupo Especial com o enredo “Lugares de Arlindo”, desenvolvido pelo carnavalesco Alex Souza, uma grande homenagem para Arlindo Cruz.

Sabendo da difícil missão em que a escola que abre o carnaval do Grupo Especial carrega historicamente, o Reizinho de Madureira começou em novembro sua série de ensaios de preparação para o próximo desfile. A agremiação sabe que ter quesitos como bateria, samba, evolução e harmonia fortes é fundamental para um bom resultado no dia em que a escola entrará na Marquês de Sapucaí com a competição valendo. O diretor de carnaval Wilsinho Alves, apresentou ao site CARNAVALESCO uma avaliação de como anda a preparação da escola após o ensaio. * OUÇA AQUI O SAMBA-ENREDO DO IMPÉRIO SERRANO NA VERSÃO OFICIAL

“Está tudo correndo da maneira que a gente planejou, a gente evolui a cada semana, primeiro os ensaios de canto na quadra, aqui o Parque Madureira, é um excelente lugar para ensaio, gosto muito de ensaiar aqui, até mais do que na rua. Aqui a gente tem conforto, não tem carro passando, é menos perigoso. O Império Serrano dá um show. O ensaio do Império Serrano é uma coisa de maluco, eu que trabalhei em outras escolas e vim para aqui, eu me arrepio todo com a galera cantando, as alas e tudo mais, porque o pessoal aqui incorpora mesmo como o Ito gosta de falar. O Império Serrano vive um momento especial, não precisa ser imperiano para saber e entender que a escola vive um momento diferente. Subiu, está fazendo, estamos trabalhando para caramba, eu estou exausto e ainda nem chegou dezembro, porque a gente tem uma missão que é manter o Império no Grupo Especial neste primeiro momento”, admitiu o diretor de carnaval.

‘Momento diferente em que vive o Império’, diz Wilsinho alves

Wilsinho explicou que o número menor de componentes presentes neste ensaio em relação ao anterior se deveu ao fato do Parque Madureira ter ficado fechado durante todo o dia por conta do jogo do Brasil que aconteceu na segunda-feira. O diretor também ressaltou a importância dos ensaios realizados no local.

“Hoje o Parque Madureira esteve fechado por causa do jogo do Brasil ontem, mas quando o parque está aberto, isso aqui é muito legal. Porque o Império é patrimônio de Madureira. Madureira respira samba, o Império é a maior expressão do samba de Madureira e a Portela, obviamente. A gente tem um povo aqui que ama o carnaval, mudou um pouco essa questão do imperiano chegar muito em cima do carnaval. Agora a gente está com pouquíssimas vagas, deve ter fechado hoje a nossa inscrição de comunidade. A gente já está com os quadros quase 100% para o carnaval. É um momento diferente que o Império vive, e, tomara que tudo se traduza em um grande desfile”, espera o dirigente.

Por fim, Wilsinho Alves apontou o canto da comunidade e a bateria comandada por mestre Vitinho como pontos altos deste segundo treino do Império Serrano.

“A gente tem o mestre Vitinho que é um show à parte, e a Sinfônica. Porque também trabalham muito, o Vitinho é um show porque os caras ensaiam para caramba. É reunião, é ensaio, obviamente, a bateria e o canto da escola foram os destaques. A gente está há uns três meses do carnaval e já está com um canto que se o desfile fosse daqui há duas semanas, a gente estaria pronto para desfilar. Estou muito satisfeito com o que está acontecendo aqui”, garantiu Wilsinho Alves.

Harmonia e samba-enredo

O samba funcionou muito bem na voz dos componentes, principalmente, os desfilantes das primeiras alas que vinham logo atrás do primeiro casal e das baianas, que estavam na cabeça da escola. Estes cantavam com bastante intensidade, o destaque ficava para o refrão principal no “Firma na palma da mão, tem Aluja e agogô”. Também pôde-se perceber o canto bem intenso em alguns segmentos da escola, como nas próprias baianas, casais de mestre-sala e porta-bandeira, passistas e na bateria. O canto se manteve firme durante a uma hora e dez minutos de ensaio. No início, a escola treinou mais de uma vez o sincronismo na entrada do samba entre carro de som e bateria. O intérprete Ito Melodia falou sobre as possibilidades que vislumbra para o samba que tem autoria de Sombrinha, Aluísio Machado, Carlos Senna, Carlitos Beto Br, Rubens Gordinho e Ambrosio Aurélio.

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Equipe do carro de som do Império Serrano

“Segundo ensaio do Império Serrano, da Serrinha, estou muito feliz com tudo que está acontecendo, o canto da escola está muito forte, a bateria dispensa comentários, mestre Vitinho, Sinfônica do Samba, bateria incorporando perfeitamente. Além de eu estar muito feliz, a tensão é 24 horas, porque o samba é uma pancada. O samba está se encaixando nas nossas vozes, com andamento, com harmonia. É um sambaço mesmo, e o que está acontecendo é a demonstração da própria escola, o canto da escola está fazendo a gente se envolver, nos emocionar e querer cantar muito mais”, entende o cantor.

‘Um grande desfile como não se vÊ há muito tempo’ promete Ito Melodia

Visivelmente empolgado durante todo o treino, Ito Melodia, que fará sua estreia no Reizinho de Madureira em 2023, comentou o momento que a escola vive e prometeu grandes performances da agremiação e do samba não só no desfile mas nos eventos que vão anteceder o próximo carnaval.

“Se preparem mundo do samba, vocês terão um grande desfile como não se vê há muito tempo no Império Serrano. Acho que o Império voltou para o Grupo Especial se encontrando para relembrar seus tempos de glórias, seus tempos de baluartes, quando faziam aqueles sambas belíssimos que a escola toda cantava, se emocionava, se apaixonava. Eu estou tendo a felicidade e a honra de ter recebido o convite do Sandro Avelar, nosso querido presidente, que me deu oportunidade de estar junto, carregando essa bandeira dessa escola super querida que é o Império Serrano. Eu só tenho a dizer que o Império vai incorporar, sem dúvida nenhuma. O samba foi muito bem gravado, modéstia a parte, e vai crescer muito mais. A cada passagem as pessoas se emocionam e choram. Eu fico imaginando o nosso ensaio técnico na Avenida, até antes mesmo, o nosso mini desfile na Cidade do Samba, podem aguardar um grande desfile do Império Serrano. Estou muito feliz e agradecido de voltar ao Especial e voltar com o Império Serrano, onde eu fui muito bem recebido”, agradeceu o intérprete oficial da Serrinha.

Mestre-sala e porta-bandeira

Contratados após bom desempenho pela União da Ilha no carnaval passado e com experiência de Grupo Especial, Marlon Flôres e Danielle Nascimento, tiveram a missão de vir à frente da escola conduzindo os componentes do Reizinho de Madureira, já que neste treino a comissão de frente não participou. A dupla mostrou o entrosamento que já vem de outros trabalhos. Ainda sem fazer a coreografia que pretendem levar para a Sapucaí, defenderam o pavilhão com delicadeza e muita técnica nos movimentos.

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Marlon e Danielle, casal do Império Serrano

“A gente já está ensaiando a coreografia para os jurados, mas fazemos várias coreografias também para as apresentações, para o lançamento do CD. Por enquanto em público a gente não está fazendo a coreografia dos jurados, mas já esamos nos preparando, já estão intensos os nossos ensaios com o coreógrafo”, explicou a porta-bandeira.

Danielle Nascimento também falou à reportagem do CARNAVALESCO sobre a importância de se realizar ensaios como o feito no Parque Madureira

“É muito importante pelo contato com a comunidade, para sentir a bateria, o ritmo, o samba, como está evoluindo no canto, é muito importante para o nosso trabalho. É o nosso rendimento, a gente avalia tudo que a gente treinou com o nosso coreógrafo no ensaio, sentindo a bateria, o ritmo realmente que o Ito vai levar. E com a energia da comunidade é mais parecido com o desfile, tem o preparo físico também neste ensaio aqui também. A gente trabalha o nosso preparo físico para o desfile”, esclareceu Danielle.

Por fim, a porta-bandeira revelou que o primeiro contato com o figurino que vai levar para a Sapucaí em 2023 foi um momento de grande emoção e se disse satisfeita com o trabalho realizado pelo carnavalesco Alex Souza.

“Nossa fantasia está linda, maravilhosa, o Alex arrebentou, eu fiquei emocionada até chorei quando vi o figurino, está muito lindo”.

Bateria

Grande aposta da diretoria com ótima performance no carnaval passado, mestre Vitinho agora fará sua estreia no Grupo Especial, mais uma vez, comandando a Sinfônica do Samba. A bateria foi um dos grandes destaques do ensaio de terça. Ficou provado pela comunidade que no final do treino após terminado sua parte, ainda se pôde ver diversos componentes e segmentos sambando e acompanhando com muito entusiasmo o encerramento da performance dos ritmistas. Outro ponto que levantou quem acompanhava e participava dos ensaios foram as coreografias. Em uma delas, os ritmistas se agachavam e em outra faziam o já famoso “balanço” em que cada artista “quebrava” de um lado para o outro no ritmo da bossa. Mestre Vitinho explicou o que pretende levar para a Sapucaí no próximo carnaval.

“Para 2023, a gente pretende desfilar com quatro bossas. Uma bossa na cabeça do samba que a gente faz o partido alto, que o Arlindo é partido, é musicalidade, com os instrumentos que tem na bateria. Repique faz repique de mão, as caixas fazem pandeiro, surdo de segunda faz o tantan, surdo de primeira faz marcação, tamborim vem com o ‘Teleco Teco’, tem palma na mão. O agogô faz o agogô de duas bocas, o chocalho faz a intenção do reco, a cuíca aquele choro. No momento do ‘Dagô’ no samba, a gente faz uma bossa para Xangô e o Alujá de Xangô bem bacana. Da a intenção como se tivesse o atabaque, a terceira sendo o Rum, a segunda sendo o segundo atabaque. Intenção de como se a gente estivesse em um terreiro. E, no de Ogum, a gente também faz uma levada que é o toque para Ogum, que a gente fez ano passado, e esse ano vamos fazer diferente, não vamos repetir o mesmo. Graças a Deus a gente é do candomblé. Por isso, estudo bastante. E, na parte de baixo, em ‘uma porção de fé’, a gente faz uma bossa que é dentro da melodia do samba, em que a bateria faz coreografia. Lembra o toque do agogô, um toque muito antigo do Império, encaixamos na melodia do samba. Os compositores foram muito felizes ao compor este samba que toda hora tem um charme, algo que lembre o toque do agogô, uma frase que da para criar muito bem uma levada do agogô. A gente está trabalhando bastante música. O Arlindo é musicalidade. É um cara que cultiva a música. Estudamos ele o tempo inteiro e acreditamos que vamos fazer um trabalho bem bacana”, entende o comandante da Sinfônica do Samba.

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Mestre Vitinho, comandante da Sinfônica do Samba

Vitinho também falou sobre o andamento cadenciado que pretende levar para o desfile oficial. “A gente está trabalhando com o andamento de 144 BPM. Não vamos passar disso. Carnaval não precisa de correria, samba tem que ser tocado, samba tem que ser sentido. Esse samba foi aclamado, desejado, e trabalhamos, as ideias vieram, e agora a gente espera fazer um bom trabalho. Estamos adaptando muita coisa ainda, limpando algumas coisas da bateria, mas é praticamente isso que a gente vai levar, com coreografia, levando alegria, leve, com responsabilidade e musicalidade que é o que o carnaval precisa” , acredita mestre Vitinho.

Evolução

O ensaio contou com um número aparente menor de componentes. As alas, dessa forma, estavam um pouco menores. Não se notou buracos ou grande espaçamento entre os componentes, mas em alguns poucos momentos os “harmonias” tinham que intervir para chamar a atenção dos desfilantes, para evitar os espaços entre alas, gerando algum deslocamento mais rápido de algumas pessoas. Em geral, a evolução da escola foi fácil e espontânea. Muitos componentes estavam sem a camisa do Império. A bateria treinou sua entrada e saída do recuou e a arrumação dos naipes que será realizada dentro do boxe. O casal e a bateria simularam a apresentação para os jurados. Um integrante da escola colocava uma placa de madeira nos lugares escolhidos para representar as cabines de julgamento.

Outros destaques

A rainha de bateria Darlin Ferrattry e sua filha Wenny Isa, princesa da Sinfônica do Samba, estavam presentes no ensaio e vieram o tempo todo à frente dos ritmistas comandados pelo mestre Vitinho. Wenny Isa sambou durante quase todo o deslocamento e chamava a atenção por um feliz sorriso no rosto, mostrando carisma. Destaque também para parceria entre o diretor de harmonia, José Luiz Escafura, que auxiliou durante toda a uma hora e dez minutos de treino, o diretor de carnaval Wilsinho Alves no comando e orientação aos componentes. Outro ponto positivo ficou para a ala de passistas com muito samba e realizando algumas coreografias que não atrapalhavam no talento e espontaneidade do samba no pé.

‘Sou fruto dessa comunidade, sei o que representa para muitas meninas da favela’, diz Maria Mariá sobre ser rainha de bateria da Imperatriz Leopoldinense

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Anunciada recentemente como nova rainha de bateria da Imperatriz Leopoldinense, Maria Mariá, vinda da comunidade, quebrou na Verde e Branca de Ramos um ciclo de majestades famosas, como Luiza Brunet, Cris Vianna, Iza, revelando também um novo momento e caminho a ser seguido pela agremiação. A nova rainha conversou com a reportagem do site CARNAVALESCO. Passista da escola desde o mirim, ela revelou que a ficha ainda não caiu e que sua chegada ao trono à frente da Swing da Leopoldina representa uma vitória para outras integrantes da comunidade.

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Foto: Nelson Malfacini/Divulgação Imperatriz

“Ainda não caiu, eu acho que vai cair quando eu subir lá no palco e a presidente me apresentar para a comunidade. É um momento único, é uma carência que a nossa escola sentia. Espero suprir todo essa necessidade, porque eu sou fruto dessa comunidade, sou daqui, sou desse chão, eu sei a importância e a relevância que esse cargo tem, o peso, o quanto ele representa para muitas meninas da favela, para muitas meninas que são passistas, para os passistas em geral, que tem esse sonho, essa vontade, esse anseio, que acham que é uma coisa longínqua. Nos últimos anos no carnaval a gente vem percebendo, essa onda maravilhosa de trazer pessoas da comunidade para crescerem, para assumirem cargos de importância, e que entendem a relevância desses cargos. Sabem que devem colocar suas opiniões, que precisam ser bons exemplos para as crianças, para companheiros de ala, para que a comunidade entenda o que é ser uma escola de samba. O simbolismo é gigantesco. Ainda não consigo por em palavras tudo que isso representa. Não só para mim, mas para todo mundo. Representa o sonho de muita gente, vai além do meu, dizer que tudo é possível, todo esses anseios de a gente querer chegar lá, que é possível, acho que essa é a maior mensagem”, acredita Maria Mariá.

Maria Mariá é CPX na veia

A Imperatriz sempre ficou conhecida pelas grandes rainhas que teve em sua história. Mas, faltava uma rainha que saísse não só da comunidade, como da ala de passistas. Moradora do Complexo do Alemão desde que nasceu, Maria Mariá tem uma posição muito firme em relação à proximidade que a Imperatriz deve ter com sua comunidade. A nova rainha fala sobre a polêmica com o termo “CPX” desenvolvida nas últimas eleições, e conta que fez parte da caminhada de campanha do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, que percorreu várias ruas próximas ao Complexo do Alemão.

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Foto: Nelson Malfacini/Divulgação Imperatriz

“Muita gente falava que a Imperatriz parecia ser uma escola distante da comunidade. E eu chego para representar tudo isso. Eu estava lá como voluntária do “Voz da Comunidade”. Estava nesta caminhada, eu fui uma das ‘bandidas’ que estava lá com o presidente eleito naquela caminhada. Sei a importância disso, de CPX. Por isso nas postagens, eu fiz questão de deixar a CPX abreviado, para as pessoas entenderem de fato o que é, o que de fato representa”, explicou Maria.

A nova rainha espera manter sua relação de forma bem próxima com os outros segmentos. Maria não quer que a comunidade a veja de uma forma distante ou que pareça estar acima.

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Foto: Lucas Santos/Site CARNAVALESCO

“Eu quero que esse reinado seja horizontal. Que as pessoas não pensem que eu serei alguém distante, que eu mudei. Óbvio que é um cargo de responsabilidade, que é uma postura, que é um posicionamento diferente, mas as pessoas precisam entender que é uma componente, que é uma pessoas por trás dessa coroa, que tem sentimentos, que tem suas opiniões, que quer fazer o melhor para a comunidade. Trabalhar muito também para esse caneco ser nosso”, espera a nova rainha.

Até o penúltimo carnaval fazendo parte da ala mirim da Imperatriz, estreante na ala de passistas em 2022, Maria Mariá, que é aluna de comunicação na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, conta que o samba nasceu em sua vida através do pai.

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Foto: Nelson Malfacini/Divulgação Imperatriz

“Meu pai (Orlando) é o máximo. E o meu irmão também, é um sambista nato, a parte da família da minha mãe é cearense. Ela está em festa por conta do enredo sobre o nordeste, Lampião, mas a minha veia sambista vem do meu pai, carioca raiz, e é uma honra representar a minha ancestralidade, festejar a minha ancestralidade com todo mundo, com essa escola, com esse pavilhão, com essa nação incrível. Vou dar tudo que eu tenho, o meu melhor, fazer o possível e o impossível para que seja incrível”.

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Foto: Nelson Malfacini/Divulgação Imperatriz

A nova rainha também revelou rindo que ficou totalmente surpresa quando viu as parabenizações recebidas por figuras do samba. A que mais lhe impactou foi a mensagem recebida da rainha da Estação Primeira de Mangueira, Evelyn Bastos.

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Foto: Nelson Malfacini/Divulgação Imperatriz

“Eu caí para trás. Quando eu vi a mensagem da Evelyn eu achei que era mentira, ‘ela está me mandando mensagem?’. Eu não acreditei, eu parei, respirei, e fui responder. Pensando que tinha que responder de rainha para rainha , neste momento (risos). Eu já convidei, e espero ter a oportunidade de convidar todas as rainhas. Acho que essa confraternização é muito importante com essas co-irmãs, com todos os sambistas, para as pessoas entenderem o que é o samba, o que é essa união, o que é ser de escola de samba, a partir da união, do amor, em celebração”, finaliza a rainha Maria Mariá.

Sob comando do Daniel Collete, Pérola Negra faz roda de samba na Fábrica do Samba

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Em uma roda de samba mais intimista, a Pérola Negra levou sua ala musical comandada por Daniel Collete cantando para os visitantes da exposição do Bicentenário da Independência do Brasil na Fábrica do Samba. Diferente das outras apresentações que vieram com bateria, a Pérola Negra apostou em um estilo diferente de apresentação, e agradou público presente no domingo chuvoso em São Paulo. O intérprete conversou com o site CARNAVALESCO após a apresentação e comentou sobre a ideia desta produção.

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“Muito legal a gente estar podendo propagar e incentivar cada vez mais a nossa cultura, ainda mais neste dia tão especial da Consciência Negra. No nosso formato, a gente quis fazer uma coisa um tanto quanto diferente. Uma roda de samba para quem está aqui visitante poder participar, deu para perceber que as pessoas interagiram, conseguimos interagir um pouco com as pessoas. Apesar da chuva, está caindo torrencialmente, São Paulo não é fácil”.

Apresentação com roda de samba

O Pérola Negra trouxe o seu formato com a ala musical que cantou sambas populares, também interligados com a consciência negra, inclusive samba como o “Kizomba, Festa da Raça” da Vila Isabel em 1988. Uma música que levantou o público foi “Sorriso Negro” do Fundo de Quintal, que trouxe o público para cantar junto, a capela, foi bem bonito. Também o “Vou Festejar” de Beth Carvalho que também fez o público cantar junto.

“Deu para fazer legal, trouxe um grupo que sai no Pérola Negra e sempre faço shows com eles, que é a Família Collête. Com a abertura das portas novamente, e vamos todos se vacinando, todos se prevenindo para continuarmos na empreitada dos eventos. Mas foi legal, esse formato, roda de samba, cantando músicas da Consciência Negra, e músicas da Pérola Negra também, cantamos samba de 2023, que vamos para a avenida falando de Jair Rodrigues é um dos maiores intérpretes da música popular brasileira”.

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Com um cenário diferente, o público ficou sentado e cantando junto com o intérprete da Pérola Negra, que como de costume, interagiu bastante com as pessoas presentes, deixando as músicas conhecidas para cantarem. Daniel também cantou o hino de sua escola, assim como o samba-enredo de Jair Rodrigues em 2023, que é justamente uma homenagem ‘Jair Rodrigues: Festa para um Rei Negro’.

O clima chuvoso ficou somente fora do Barracão, dentro era só festa, samba, e alegria de todos os presentes. Uma família com uma criança pequena, dançava com seu avô, e interagia com sua mãe. Além de pessoas de barracões que marcaram presença para o show e visitação na exposição.

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Para 2023

A Pérola Negra segue no Grupo de Acesso I e irá homenagear Jair Rodrigues para o carnaval de 2023, é um dos enredos que mais tem chamado atenção, foi bastante citado pelos membros da escola que marcaram presença na apresentação do Bicentenário.

Programação

10/12, sábado
14h: Primeira da Cidade Líder

11/12, domingo
14h: Torcida Jovem

17/12, sábado
14h: Imperador do Ipiranga

Bicentenário — Contado por Enredos e Fantasias
Quando: a partir do dia 23 de outubro, de quarta a domingo, das 10h às 17h
Onde: avenida Dr. Abraão Ribeiro, nº 505 – Fábrica do Samba
Quanto: entrada e estacionamento no local gratuitos

Mangueira faz bom ensaio de rua e comunidade canta bastante samba aclamado para o Carnaval 2023 desde a disputa

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A Estação Primeira de Mangueira fez o seu primeiro ensaio de rua na noite de domingo com grande quantidade de componentes que demonstraram que o samba já está entrando na veia da comunidade. Claro que ainda há ajustes a serem feitos, maior uniformidade e intensidade no canto, por exemplo, mas, para um primeiro treino, a Verde e Rosa mostrou que se depender da animação da comunidade e segmentos, o samba vai funcionar muito bem na Avenida. O ensaio foi realizado na Rua Estação Primeira de Mangueira, colada à estação da Supervia do Maracanã, e teve duração de pouco mais de uma hora. Em 2023, a Mangueira vai levar para a Sapucaí o enredo “As Áfricas que a Bahia canta”, que está sendo desenvolvido pela dupla de carnavalescos Annik Salmon e Guilherme Estevão. A agremiação vai encerrar a primeira noite de desfiles do Grupo Especial.

Para um primeiro teste, a Mangueira honrou sua tradição de contagiar a comunidade e o ensaio estava bem cheio. Todos os segmentos presentes: primeiro casal, bateria com a dupla de mestres, intérpretes, carnavalescos e a comissão de frente comandada por Cláudia Motta, que inclusive já estava desenvolvendo a coreografia. A presidente Guanayra Firmino, em seu primeiro treino como mandatária da Verde e Rosa, comentou em entrevistas ao site CARNAVALESCO a importância de levar o samba e os componentes para evoluir na rua. * OUÇA AQUI O SAMBA DA MANGUEIRA NA VERSÃO OFICIAL PARA O CARNAVAL 2023

“Ensaio de rua é o pontapé para o início da preparação do nosso desfile. A gente já está ensaiando o canto da comunidade há algum tempo e agora vamos dar o nosso ponta pé inicial. Eu não tenho uma emoção diferente em relação ao que eu vinha sentindo nos últimos anos. Pra mim é uma continuidade do trabalho que eu venho fazendo há nove anos”, explicou a presidente Guanayra.

Após o ensaio, o diretor de carnaval Amauri Wanzeler avaliou que a comunidade cantou bastante o samba e que o treino superou a expectativa. “A escola está indo muito bem, a escola está ensaiando bastante, estamos fazendo ensaios de canto às quartas e quintas-feiras. Hoje foi nosso primeiro ensaio de rua, é óbvio que a gente não pode dizer que estamos 100%, mas eu te garanto que hoje nós estamos com 70% da escola pronta. O canto da escola foi muito bom, teve uma pequena oscilação, mas é normal para o primeiro ensaio de rua. Nada que nos assuste. Para o primeiro ensaio, eu diria que foi nota oito”, avalia o diretor.

Amauri Wanzeler também ressaltou a importância do ensaio de rua e dos próximos treinos para que a diretoria possa realizar os ajustes necessários em conjunto com os segmentos.

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Amaury e a presidente Guanayra Firmino

“É nesses ensaios de rua que a gente faz esses ajustes, na bateria, a gente ensaia as bossas, a gente define o andamento da escola, a gente define o tom. O ensaio de rua é fundamental para isso, ele serve exatamente para a gente tentar fazer o máximo possível do que nós vamos fazer na Marquês de Sapucaí. E para mim hoje, o ponto alto foi o canto da escola e a garra da comunidade, e essa bateria, que, com todo respeito, é fod…”.

Harmonia e samba-enredo

A obra produzida pelos compositores Gabriel Machado, Guilherme Sá, Junior Fionda, Lequinho e Paulinho Bandolim foi avassaladora na final da escola realizada no início de outubro e já vinha crescendo e ganhando corpo, mostrando que era a escolha mais acertada em cada eliminatória. Por isso, fica mais fácil entender que em um primeiro ensaio já esteja na boca dos componentes, sendo cantada com tanta vontade e intensidade pelas diversas alas e segmentos que ensaiaram no domingo. É claro que ainda há alguma oscilação, normal de um primeiro teste, mas impressiona como a comunidade parece estar feliz com o hino, inclusive, o carro de som comandado por Marquinho Art’Samba e Dowglas Diniz, e a bateria dos mestres Rodrigo Explosão e Taranta Neto. Desde já pôde ser ver um bom entrosamento entre os dois segmentos.

Mestre-sala e porta-bandeira

Aclamados desde que Cintya Santos se juntou a Matheus Olivério na Verde e Rosa e celebrados durante as apresentações na quadra, o casal finalmente fez o seu primeiro treino ao ar livre. E a dupla mostrou o entrosamento que vem crescendo desde o início da parceria. Matheus Olivério revelou que para esse primeiro ensaio a dupla ainda não colocou a coreografia que vai para o desfile oficial, que está sendo trabalhada em treinos específicos e particulares do casal.

“Ainda não estamos colocando a coreografia, a gente está bem entrosado, bem determinado no que quer, nos objetivos, no foco, estamos sendo bem orientados pela Cláudia Motta, mas aqui hoje é do sentir a nossa comunidade, só sentir o espírito de jogo, vamos dizer assim, e de estar perto da nossa comunidade, de desfraldar este pavilhão da melhor forma possível e honrar ele no solo verde e rosa, que esse é o mais importante”, entende Matheus.

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Equipe da comissão de frente da Mangueira

A dupla mostrou muita intensidade nos movimentos, principalmente, no início do ensaio, característica que traduz o apelido de “casal furacão”. Ainda não foi a coreografia oficial, mas a boa articulação entre os movimentos já impressionou em alguns momentos. Matheus Olivério se disse feliz com o retorno dos ensaios de rua.

“É nostálgico, eu estava passando, chegando aqui e estava todo bobo, assim de tipo ‘caramba, é verdade mesmo, o carnaval voltou’ e está aqui e vai começar e vambora, emocionante”, celebrou o artista.

Sobre a fantasia para o próximo desfile, o primeiro mestre-sala da Verde e Rosa resolveu manter o mistério. “Deixa para o dia, agora é só surpresa (risos)”.

Bateria

Comandada pelos mestres Rodrigo Explosão e Taranta Neto, dupla que substituiu mestre Wesley no comando em 2023, a bateria foi um dos destaques da noite, sendo elogiada por alguns dos segmentos e comunidade após o ensaio. Com 270 ritmistas sendo preparados para o próximo carnaval, a “Tem Que Respeitar Meu Tamborim” aproveitou o treino para confirmar a intenção de levar o andamento de 142 BPM para a Marquês de Sapucaí e trouxe uma bossa para trabalhar neste primeiro ensaio.

“Para o nosso primeiro ensaio de rua foi muito bom. Estamos ensaiando desde junho, já ensaiamos ritmo, já nos preocupamos com essa questão de andamento durante o samba, aí fomos para uma outra questão, porque esse andamento todo mundo gostou, achou o ideal, nós estamos tocando 142 BPM, todo mundo está gostando que está fazendo a escola evoluir bastante, o canto está sobressaindo, a bateria está encaixada dentro desse andamento e agora o que falta mais é ajuste de se acostumar carro de som com a bateria, primeiro ensaio juntos, antes era só na quadra, era diferente, agora aqui na rua ensaia andando, mas a bateria até surpreendeu a todos, e até a gente, de conseguir fazer a manutenção do andamento até o final. A gente já sabe que essa alegria que era de escolher o samba que todos queriam, isso ajudou muito nesse primeiro ensaio”, avaliou Rodrigo Explosão.

“O primeiro de tudo foi ajustar o andamento que a gente estava na cabeça de vir com 142 BPM, a gente acha melhor para o samba e a gente conseguiu manter tudo. A única bossa que fizemos hoje se saiu bem. Todo mundo acertou, o ensaio foi bom, para o primeiro eu posso dizer excelente. Agora que essa bossa já está na mente do ritmista, a gente vai passar para outra e assim sucessivamente. A gente faz esse trabalho de passar uma, quando todo mundo entendeu tudo, a gente pula para outra, para a próxima etapa”, acrescentou mestre Taranta Neto.

Mestre Rodrigo Explosão, que já sentiu o gostinho de ganhar um campeonato pela Mangueira em 2016, explicou que a ideia foi diminuir um pouco a bateria e trazer alguns instrumentos que possam remeter ao enredo.

“A gente pretende levar 270 ritmistas na Avenida, já estamos até começando a entregar as medidas, 270 até para a bateria não ficar tão exagerada, 300 é muita coisa. Só vamos com 270 porque a gente vai agregar com o jogo de alguns instrumentos como xequerê, agogô, que a gente vai colocar na bateria porque o enredo pede. Coreografia a gente vai deixar mais pra frente, mas as bossas só ensaiamos uma hoje, mas temos mais duas ainda. Nós vamos colocando aos poucos no ensaio de rua, primeiro vamos lapidando na quadra, depois vamos trazendo para o ensaio de rua. E muda bastante porque o ensaio de rua é fundamental para a bateria. É o cenário real, é céu aberto, a acústica é bem melhor, você vai ouvir a bateria, questão de afinação para a gente, melhora muito. Dentro da quadra quando tem 270 ritmistas na Mangueira a acústica não é boa, ela é boa para essa quantidade, ela roda muito, então quanto mais ensaio na rua é o melhor que tem”, explica mestre Rodrigo.

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Emoção dos mestres Rodrigo Explosão e Taranta Neto

Mestre Taranta Neto, que vai estrear no comando da “Tem Que Respeitar Meu Tamborim” em 2023, falou sobre o componente emocional que o ensaio de rua tem para simular também um pouco o dia do desfile.

“O ensaio de rua tem a emoção e o contato humano. Isso diz muito, é até bom filtrar porque a gente costuma dizer para o ritmista que a gente não pode ter emoção. Claro que é difícil não ter. A gente está ali para fazer um trabalho, então a gente não pode se emocionar. E o ensaio de rua faz parte disso, porque ele vê a família, ele vê todo mundo, mas ele sabe que tem que fazer o trabalho dele. Vai muito daqui para a Sapucaí. Eu acho que o ponto alto do ensaio de hoje foi o canto. O canto da escola hoje foi surreal. Foi o ponto mais forte que eu achei. A bateria também, mas se eu falar da bateria vai virar clichê (risos), mas eu acho que o canto da escola vai ajudar muito a gente no desfile”, entendeu Taranta Neto.

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Equipe do carro de som da Mangueira

Evolução

A evolução também foi um ponto a se destacar no primeiro treino da Mangueira, ainda que se possa esperar que uma melhoria na fluência do deslocamento dos componentes deva acontecer a cada novo ensaio. Mas no geral não se identificou buracos ou significativos espaçamentos entre as alas. E não se percebeu componentes de diferentes alas se embolando. A evolução também se deu de forma harmônica e com espontaneidade. Um ponto alto a se levantar é que praticamente todos no ensaio estavam com camisa da escola, o que facilitou a diferenciação entre componentes e público que estava assistindo. A exceção, algumas alas coreografadas, com alguns grupos que estavam todos de branco visivelmente em conformidade com a coreografia apresentada.

Outros Destaques

O público que assistiu e ficou até o final do ensaio foi bastante significativo em quantidade. No final a “Tem Que Respeitar Meu Tamborim” fazia um show para a plateia que não arredava pé da rua, enquanto os mestres Rodrigo Explosão e Taranta Neto se abraçavam visivelmente emocionados. Até a presidente Guanayra foi participar da festa enquanto a rainha Evelyn Bastos sambava cercada de crianças da comunidade. O carnavalesco Guilherme Estevão animava e incentivava os componentes a cantar com intensidade o samba ao lado da rua de treino. Ele e a carnavalesca Annik Salmon estavam visivelmente empolgados com esse primeiro ensaio pela Mangueira.

Ouça todos os sambas do Grupo Especial de São Paulo para o Carnaval 2023

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A Liga-SP divulgou os sambas oficiais do Grupo Especial de São Paulo para o Carnaval 2023. No dia 3 de dezembro, sábado, a Fábrica do Samba vai ser palco para a festa de lançamento do CD de sambas-enredo do Carnaval SP 2023. A maior festa do pré-Carnaval paulistano começa às 14h, com participação das 34 agremiações filiadas à Liga-SP e ingressos a R$ 25, dá direito ao álbum físico triplo. Os ingressos já estão à venda pelo site www.clubedoingresso.com, mas também podem ser adquiridos na porta, no dia do evento. Quem garante o ingresso através do site, precisa apresentar o QR code gerado na compra, ao entrar na Fábrica do Samba. O álbum físico é entregue no evento. Abaixo, você clica nos nomes das escolas para ouvir os sambas na versão oficial.

MANCHA VERDE
MOCIDADE ALEGRE
IMPÉRIO DE CASA VERDE 
TOM MAIOR
VILA MARIA
ÁGUIA DE OURO
DRAGÕES DA REAL
GAVIÕES DA FIEL
ROSAS DE OURO
BARROCA ZONA SUL
TUCURUVI
TATUAPÉ
ESTRELA DO TERCEIRO MILÊNIO
INDEPENDENTE TRICOLOR