O presidente da Liga das Escolas de Samba de São Paulo, Sidnei Carrioulo, assumiu o comando no ano de 2020, após o ex-presidente Sérgio Ferreira deixar o cargo. O mandatário que também comanda a escola de samba Águia de Ouro, já teve a oportunidade de presidir a entidade superior do carnaval paulistano em outras oportunidades. Presente na festa de lançamento do CD do carnaval 2023, ele conversou com o CARNAVALESCO e fez um balanço geral de sua atual gestão até o momento. Recentemente, a Liga mudou a sua sede. Anteriormente localizada em um prédio próximo ao Centro de São Paulo, agora está dentro da Fábrica do Samba. O presidente falou sobre a mudança.
Foto: Magaiver Fernandes/Site CARNAVALESCO
“É para o melhor convívio entre as escolas de samba. Isso é importante. Agora podemos resolver um assunto em 10 minutos, sem precisar se deslocar. É uma coisa de praticidade. Por enquanto ainda não temos destino para a outra sede. É própria, patrimônio da Liga e não pretende se desfazer”, disse.
O presidente Sidnei aproveitou para falar do seu mandato. Abordou questões como pandemia e contrato na TV.
“Eu sou um cara bem perfeccionista. Pra mim nunca está bom. Até acho que algumas coisas a gente pode levar em consideração. Primeiro que eu peguei a pandemia. Uma situação delicada em que as escolas não podiam abrir. De uma forma ou de outra nós fizemos com que as escolas tivessem suporte financeiro. O carnaval não aconteceu, mas se conseguiu o mínimo para que as escolas tivessem condições de se manterem abertas. Segundo, quando teve a situação do carnaval São Paulo e Rio de Janeiro, eu fui bem incisivo defendendo o carnaval paulistano e não estava defendendo meia dúzia de gato pingado que desfila lá e cá. Eu sou paulistano e se tiver que cortar 10% para beneficiar 90%, não tenha a menor dúvida que eu não vou pensar duas vezes. Tive sim peito para adiar o carnaval porque não tinha condições de ter. Depois a gente se indispôs com a Globo para não se curvar ao que eles queriam, que era desfilar de quarta para quinta e da quinta para sexta, que era dia de trabalho. Conseguimos inaugurar o resto da Fábrica, trazer a administração pra cá e dividir a Liga. Os presidentes hoje participam de vários setores. Hoje se tiver que parabenizar alguém é o Paulo Serdan, porque foi ele que administrou”, declarou.
O mandatário revelou que o carnaval de 2023 será o último dele na presidência. “Que fique bem claro o seguinte, quando eu entrei foi para colocar algumas situações e ter um tipo de administração. Valorizar a velha-guarda, melhorar serviço de Anhembi e fora outras coisas que não deu pra fazer ainda, mas eu tenho esse carnaval. Eu mudei o estatuto da Liga. Hoje o presidente da Liga são dois anos com direito a reeleição a uma vez só. E fique bem claro que eu não vou me reeleger. Só vou fazer mais esse carnaval, porque a Liga está ficando madura o suficiente para ter uma administração um pouco diferenciada de tudo o que aconteceu. Eu sei que todo mundo tem a sua opinião. Eu tenho a minha e coloquei em prática”, contou.
Sidnei também disse das possíveis relações com o novo ciclo de Governo Estadual. “Eu posso dizer que o carnaval é uma realidade. Pode acontecer de ser radical e cortar verba pública, só que o dinheiro que se coloca não é doação, é investimento. Faz crescer o mercado. A gente retorna 10 vezes mais o preço, entretenimento para a população, é algo cultural”, comentou.
Sobre mudanças de critérios e regulamento a resposta foi breve. “Os critérios praticamente são os mesmos. A única coisa que vai mudar é que vai ter um pé de igualdade muito grande. As 14 escolas vão estar muito bem estruturadas para apresentar um grande espetáculo. Quem ganha com isso é o sambista”, disse.
Também foi abordado brevemente possíveis mudanças no Anhembi. “Agora vai ter uma reforma que não vai atingir muito a gente, mas futuramente vão ter várias mudanças que nós estamos conversando muito para ver se causa o menor prejuízo possível para o nosso desfile”, encerrou.
O músico e produtor Rafael Prates, pelo segundo ano consecutivo, é o responsável pela produção do álbum dos sambas-enredo das séries Prata e Bronze, que desfilam na Intendente Magalhães. São 54 escolas que participaram dos grupos. Em entrevista ao CARNAVALESCO, ele falou sobre o projeto.
Clayton Ferreira, presidente da Superliga, e o produtor Rafael Prates
“Mais uma missão e vamos cumprir com muito zelo e carinho por esse trabalho. É muita dedicação. São quase 30 anos fazendo produções e gravando. São 54 sambas somando as séries Prata e Bronze. Vou trabalhar com muita excelência e com a identidade do povo. Vamos abrir um caminho bacana nos arranjos. Todas gravações não vão perder em nada para o Grupo Especial”, garante Rafael Prates, que completou citando novidades do produto.
“Terá um coro ao vivo e mais o profissional. A bossa será feita por cada escola. É um super projeto. O carnaval da Intendente é de muita grandeza. Todo mundo é no mesmo nível. A gente valoriza a base das escolas de samba e isso será refletido na qualidade sonora do álbum dos sambas-enredo de 2023”.
Presidente da Superliga, que organiza os desfiles na Intendente, Clayton Ferreira, citou que o trabalho para o Carnaval 2022, feito por Rafael Prates, foi aprovado por todas escolas de samba.
“A expectativa é a melhor possível. O Carnaval 2022 foi muito bem aceito. As escolas gostaram muito. O trabalho do Rafael Prates foi aprovado. Esse ano vamos melhorar ainda mais a qualidade. As escolas vão poder gravar suas bossas. Queremos fazer uma festa de lançamento e estamos desenvolvendo com alguns patrocinadores, porque o custo é elevado”.
Clayton Ferreira comemorou mais um ano da transmissão dos desfiles pela TV Alerj e revelou novidades.
“A TV Alerj vai transmitir mais um ano o carnaval da Série Prata. Queremos fazer a transmissão também no Youtube pela TV Superliga. Estamos trabalhando para fazer ainda melhor do que foi feito em 2022. A grande novidade para o ano que que é que a Série Prata levará três escolas para Série Ouro e de lá vão cair duas escolas. Essa é a grande mudança do Carnaval 2023”.
Os desfiles da Superliga começam no dia 19 de fevereiro com o Grupo de Avaliação. Já a Série Bronze se apresenta nos dias 20 e 21 de fevereiro. E buscando três vagas na Marquês de Sapucaí em 2024, as agremiações da Série Ouro encerram a festa nos dias 24 e 25 de fevereiro.
A Cidade do Samba foi palco na noite do último domingo do segundo dia de mini desfiles, com a apresentação dos sambas oficiais das escolas para o carnaval de 2023. Desfilaram as escolas que se apresentarão na segunda-feira de carnaval: Paraíso do Tuiuti, Portela, Unidos de Vila Isabel, Imperatriz, Beija-Flor e Unidos do Viradouro. A fábrica das alegorias do carnaval carioca recebeu centenas de sambistas, que ressaltaram o espetáculo proporcionado pelas escolas e o equilíbrio na apresentação das mesmas. * VEJA AQUI VÍDEOS DAS APRESENTAÇÕES
Em entrevista ao site CARNAVALESCO, os presentes na Cidade do Samba aprovaram a realização do evento de pré-carnaval, com destaque para as apresentações de Imperatriz, Beija-Flor e Viradouro. Apesar da euforia com os mini desfiles, alguns dos ouvidos apontaram pontos a melhorar para os próximos eventos do mesmo tipo.
O portelense Vitor Baetas, que foi à Cidade do Samba tocar na “Swingueira de Noel”, de mestre Macaco Branco, não teve dúvida ao apontar Imperatriz e Beija-Flor com as duas destaques da noite de mini desfiles. O som e horário do evento foram pontos negativos para o carioca da Taquara.
“A Beija-Flor veio muito forte e a Imperatriz também foi sensacional. O evento sempre tem alguma coisa para melhorar, mas acho que foi último para esse agora, já melhorou muita coisa, o som poderia ser melhor, mas de resto está show de bola. Eu faria algo mais acessível para o povo, algo mais na parte da tarde, pois amanhã (segunda) muita gente trabalha”, disse.
Já o nilopolitano Bruno Santos, além das já citadas Imperatriz e Beija-Flor, destacou o espetáculo proporcionado pela Viradouro e pelo samba da Vila Isabel, que o surpreendeu. Presente nos mini-desfiles de fevereiro deste ano, Bruno sentiu falta do esquenta feito pelas escolas no palco da Cidade do Samba.
“Eu fiquei muito surpreso com a Vila Isabel, o samba rendeu bastante, gostei muito da Imperatriz, da Beija-Flor e a Viradouro também teve um destaque. A ideia do evento é ótima, mas a execução deixa um pouco a desejar. O esquenta das escolas no palco com sambas históricos poderia retornar no próximo ano”, comentou.
Pela primeira vez na Cidade do Samba, a niteroiense Cátia não escondeu a empolgação e emoção de estar presente no evento. Sem apontar críticas, a viradourense escolheu os mini desfiles realizados por sua escola de coração e pela Imperatriz como os melhores da noite.
“A escola que eu mais gostei foi a minha escola do coração, a Viradouro, além da Imperatriz Leopoldinense que deu um show. É a primeira vez que eu venho à Cidade do Samba, gostei muito do espaço, amei, é muito fácil comprar as coisas, muitos vendedores. Está tudo perfeito”, ressaltou.
Também ritmista da “Swingueira”, bateria da Unidos de Vila Isabel, Ana Beatriz Tinoco apontou a Azul e Branca de Noel, a Portela e a Imperatriz como destaques dos minidesfiles. A niteroiense, porém, foi mais uma a apontar o som do espetáculo como aquém da qualidade das apresentações da escola, ao não ecoar de maneira igual para todos os presentes.
“Eu vim pela Vila Isabel, que fez um bom mini desfile, a Imperatriz também foi bem e a Portela. Eu estive presente ano passado e acho que estava muito mais organizado. Eu acrescentaria o som durante todo o desfile da escola para todos porque para as pessoas que não estão na pista, a gente não tem referência de som”, comentou.
Torcedora da Mocidade Independente de Padre Miguel, que se apresentou na primeira noite de mini desfiles, Marcela, moradora da Zona Oeste, não escondeu a empolgação com os sambas de 2023, principalmente, nas apresentações da Beija-Flor e da Viradouro. “Eu gostei muito da Viradouro e da Beija-Flor. O evento foi maravilhoso, tudo de bom. Hoje está tudo perfeito”, concluiu.
O Acadêmicos de Niterói anunciou a chegada de Thay Magalhães como madrinha da agremiação. A beldade é mais um nome confirmado na estreia da caçulinha da Série Ouro, na Marquês de Sapucaí. Thay tem passagens pelo carnaval paulistano, como musa do Império de Casa Verde e no Rio de Janeiro como Rainha de Bateria do Paraíso do Tuiuti e também desfilou no Acadêmicos do Sossego.
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“É com muita alegria que chego nessa escola maravilhosa e que tenho grandes amigos. Não poderia recusar o convite para um cargo tão importante. Podem esperar uma madrinha dedicada e participativa. Iremos juntos em busca do título da Série Ouro”, revelou Thay.
O primeiro compromisso da Madrinha já será neste sábado, na Cidade do Samba, na festa de lançamento dos sambas enredo do carnaval de 2023. O Acadêmicos de Niterói será a 6ª escola a desfilar, na sexta-feira de carnaval, com o enredo “O Carnaval da Vitória”.
A União de Jacarepaguá aposta em uma dupla para os vocais da escola no carnaval de 2023. Silas Leleu e Zé Paulo Miranda são as vozes que irão defender o pavilhão da verde e branco na avenida. Com mais de 20 anos de carreira no carnaval carioca, Silas Leleu iniciou sua trajetória como intérprete na Independentes da Praça da Bandeira, em 1998. Tendo em seu currículo de intérprete oficial grandes agremiações como: Unidos do Viradouro, Inocentes de Belford Roxo e Arranco do Engenho de Dentro. Uma das maiores referências na carreira do cantor foi sua passagem pela Acadêmicos da Rocinha, onde ficou por sete anos, ganhou prêmios e se tornou um dos cantores que defendeu os vocais da escola por mais tempo. Em 2019, teve seu sonho realizado no Império Serrano, quando pela primeira vez assumiu o microfone oficial de uma escola no Grupo Especial. Pela primeira vez dividindo os vocais ao lado de Zé Paulo Miranda, Leleu comemora a chegada na agremiação.
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“Me sinto honrado em poder contribuir com a União de Jacarepaguá neste projeto. Podem ter toda a certeza que todo o esforço será feito nos ensaios juntamente com meu novo parceiro Zé Paulo, o carro de som e bateria do meu amigo mestre Marquinhos. Quero agradecer ao presidente Reinaldo Bandeira e toda a diretoria pela confiança em me convidar a defender o hino da escola neste carnaval, que será o ano do nosso retorno com toda força do lugar que realmente temos que estar”, declara o cantor.
Também veterano no mundo do samba, Zé Paulo Miranda, com 17 anos de carreira e uma bagagem cheia de experiências, já foi voz oficial de agremiações conhecidas no carnaval carioca como: Alegria da Zona Sul e Arame de Ricardo. Atualmente, o cantor é um dos grandes nomes no carro de som na Unidos do Viradouro. Tendo em seu currículo passagens como apoio no carro de som da Império da Tijuca, Mocidade Independente de Padre Miguel, Unidos de Vila Isabel, Porto da Pedra, Unidos de Bangu e Estácio de Sá. O intérprete fala sobre a satisfação que é chegar na União de Jacarepaguá e carregar a missão de abrir a noite de desfiles no sábado de carnaval.
“A expectativa de estar na União ao lado do Leléu, é a melhor possível.Realizar esse trabalho é muito importante, pois é a volta da escola na Marquês de Sapucaí, com a responsabilidade de abrir o sábado de carnaval. Estou ansioso para receber as boas-vindas da comunidade e trabalhar com meu parceiro de microfone e todo o carro de som, para desenvolvermos um trabalho digno que a União de Jacarepaguá merece”, afirma Zé Paulo.
A dupla fará seu primeiro ensaio com a comunidade na próxima quinta-feira, e no sábado, será a primeira apresentação dos cantores perante ao público, no mini desfile da Liga RJ, na Cidade do Samba. Lembrando que, a União de Jacarepaguá desfilará no sábado de carnaval, sendo a primeira escola a pisar na Avenida com o enredo “Manoel Congo Mariana Crioula. Heróis da liberdade no vale do café”, a história dos escravos consagrados como heróis na revolta no Vale do Paraíba Fluminense, em 1838.
A Cidade do Samba recebeu no domingo o segundo dia dos mini desfiles do Grupo Especial. Passaram pela pista montada no local seis escolas que vão desfilar na segunda-feira de carnaval: Tuiuti, Portela, Vila Isabel, Imperatriz, Beija-Flor e Viradouro. O tom foi de apresentações muito fortes. Todas tiveram pontos de destaques. Como já era esperado, o nível está mais elevado do que o exibido no primeiro dia. A equipe do site CARNAVALESCO acompanhou o evento.
PARAÍSO DO TUIUTI: A escola de São Cristóvão pisou com muita força na Cidade do Samba. Os componentes cantaram demais, impulsionados pelo samba-enredo e a magistral condução do intérprete Wander Pires. A bateria “Super Som”, de mestre Marcão, reafirmou sua excelência no ritmo, trabalhando nas bossas e no andamento correto para execução da obra que, sem dúvida, é uma das melhores de 2023. Utilizando o evento como um cartão de visitas do que pode apresentar na Avenida no ano que vem a escola caprichou nos figurinos dos componentes, incluindo, musas e passistas. A comissão de frente teve tanto destaque que podia muito bem estar em um desfile oficial. Previsão de ótima estreia no Grupo Especial dos coreógrafos Lucas Maciel e Karina Dias. Aliás, é bom ressaltar que todas escolas em que as comissões fizeram movimentos coreógraficos, elas não precisaram de tripés para obterem bons resultados. Fica a dica para o futuro. Vale dar o passo atrás, tirar o trambolho, e facilitar o desenvolvimento do desfile. O Tuiuti não atendeu totalmente o conjunto de regras da Liesa para o evento que estipulava um número máximo de 240 integrantes por agremiação. A escola estava maior, porém, em nenhum momento, isso foi o fator fundamental para o sucesso da apresentação. O samba e a bateria do Paraíso garantiram essa atuação prefeita. O quilombo de São Cristóvão pode e deve sonhar com um carnaval inequecível. * VEJA AQUI FOTOS DA APRESENTAÇÃO
PORTELA: Escola com base forte tende a prevalecer em eventos em que o samba, comunidade e bateria são os destaques. A Portela é muito mais nestes três pontos. Perto do centenário, o portelense está muito empolgado. Disparada, a torcida foi a mais presente na Cidade do Samba. Um show na área reservada para o público. Dentro da pista, o “cala boca” da águia de Oswaldo Cruz e Madureira foi geral. O samba tão criticado teve ótimo funcionamento para a apresentação. Um dos principais responsáveis é o intérprete Gilsinho. O “casamento” dele com a bateria é a bola de segurança da escola. Nilo Sérgio tem o comando da Tabajara e, sem dúvida, já pode ser apontado como um dos principais mestres da história da azul e branco. O talento portelense tem o ápice no casal de mestre-sala e porta-bandeira, Marlon e Lucinha, que seguem dançando demais, esbanjando muito entrosamento e o perfeito encaixe da juventude dele com a experiência dela. * VEJA AQUI FOTOS DA APRESENTAÇÃO
VILA ISABEL: Surpresa da noite. A escola fez uma avalanche de fundamento do carnaval. Tinga, condutor do samba, com a bateria “Swingueira de Noel”, de mestre Macaco Branco, fizeram um espetáculo na Cidade do Samba. Destaque para uma das paradinhas, que remete as festas juninas, ritmo feito na Vila por quem conhece demais de música. Muito criticado, o samba-enredo foi cantado pelos componentes e pelo público. O “evoé” caiu no gosto popular. Quando a obra vem abraçada pela comunidade é difícil segurar. A comissão de frente trouxe diversos personagens do entretenimento. Como aconteceu em 2019 na Viradouro, o encontro Paulo Barros com Alex Neoral e Marcio Jahú gerou um algo a mais para o início do mini desfile da azul e branco. Muito entrosados, o casal Marcinho e Cris está totalmente adaptado na Vila e realizando apresentações seguras. * VEJA AQUI FOTOS DA APRESENTAÇÃO
IMPERATRIZ: Grande apresentação da Rainha de Ramos. Desde a comissão de frente, comandada pelo coreógrafo Marcelo Missailidis, com os integrantes fantasiados com requinte, passando por Phelipe e Rafaela, chegando na dupla Pitty de Menezes e mestre Lolo. A Imperatriz mostrou suas credenciais para após um longo tempo voltar a brigar pelo título do Grupo Especial, que não vem desde 2001. A comunidade não parou de cantar nenhum minuto. Mérito do cantor que fez estreia primorosa em um evento oficial da Liesa. A bateria segue perfeita. Toca para a escola e ainda consegue dar show de musicalidade. Primor! Foi muito bom ver novamente juntos o casal de mestre-sala e porta-bandeira. A dupla tem ótima sintonia. Organizada e feliz, a Imperatriz vive um clima de confiança de sua comunidade no que está sendo preparado para o desfile de 2023. O sinal dado no mini desfile é de muito competência de todos os segmentos e de emoção dos integrantes que acreditam que o “destino do valente Lampião” pode devolver o topo do Grupo Especial para Leopoldina. * VEJA AQUI FOTOS DA APRESENTAÇÃO
BEIJA-FLOR: A Baixada está em rebelião! A atual vice-campeã do Grupo Especial, está com “sangue nos olhos”, e promete “rasgar o chão do Sambódromo” em 2023. O mini desfile na Cidade do Samba reacendeu uma escola com uma gana não vista desde 2018, quando foi campeã, no último desfile de Laíla na escola. A abertura trouxe um tripé com o verso do samba “deixa nilópolis cantar”. O canto foi uniforme e feito com muita vontade pelos nilopolitanos. Os coreógrafos Saulo Finelon e Jorge Teixeira estrearam no comando da comissão de frente com um grupo que fez movimentos coreógrafos que indicam que vão ser utilizados no desfile oficial. O casal Claudinho e Selminha, com a categoria habitual, está muito bem encaixado nesta “nova Beija-Flor” que valoriza cada vez mais o quilombo da negritude. Sem a presença de Neguinho, em turnê na Europa, a equipe do carro de som teve a missão, mais uma vez, de segurar o samba e foi muito bem. A escola está muito bem servida na ala musicial. A bateria “Soberena” demonstrou a categoria rítmica e impulsionou o ótimo samba-enredo. * VEJA AQUI FOTOS DA APRESENTAÇÃO
VIRADOURO: Terceiro lugar em 2022, a Viradouro segue com um padrão de qualidade muito acima da média. No mini desfile, na Cidade do Samba, a abertura com os integrantes todos de vermelho e dançando com muito vigor deu a tônica da exibição. Sem dúvida, o trabalho dos coreógrafos Rodrigo Negri e Priscila Motta é um dos mais aguardados do ano que vem. Exuberante é a classificação ideal para apresentação do casal de mestre-sala e porta-bandeira, Julinho e Rute, sem firulas, dançando a arte do quesito que é único do carnaval. Elegância dele, o canto do samba aliado com o vigor na dança dela e o pavilhão esticado no alto são características da dupla. A organização da vermelho e branco favorece o sucesso da escola como um todo. Todos os mínimos detalhes são tratados com muito cuidado. O tripé trouxe mulheres simbilizando as várias faces de Rosa Maria Egipcíaca. A comunidade cantou forte, inclusive, na parte em que tem a responsabilida de gritar: ‘Eu sou a santa que o povo aclamou”. A dupla Zé Paulo e Ciça são patrimônios da Viradouro. O intérprete tem no comando um grande samba-enredo e está sabendo utilizar todas suas vertentes e a bateria, em um andamento confortável, tocando para o desenvolvimento uniforme do samba, sem deixar de lado o show habitual que proporciona para o público. A “ventania de Niterói” chegará, mais uma vez, com muito poder na Sapucaí. * VEJA AQUI FOTOS DA APRESENTAÇÃO
Por Gustavo Lima, Fábio Martins, Lucas Sampaio e Will Ferreira. Fotos de Magaiver Fernandes
As escolas do Grupo Especial de São Paulo se apresentaram no último sábado nos mini desfiles no evento do lançamento do álbum do Carnaval 2023, que ocorreu na Fábrica do Samba. Todas as agremiações se apresentaram e foram dentro do tempo. Com enorme organização, a Liga-SP cronometrava e indicava o tempo de desfile a todo instante para que não houvesse atrasos. Sendo assim, com tamanho suporte e estrutura, o evento terminou dentro do horário previsto, que foi por volta de 3h30. Novidades como vários food trucks e arquibancadas para melhor visão da passarela, foram apresentadas e nem a forte chuva afastou os sambistas paulistanos do grande evento. Veja abaixo análise das apresentações feita pela equipe do CARNAVALESCO.
Independente Tricolor – A comunidade tricolor abriu as apresentações do Grupo Especial de forma agradável. É sabido que a Independente tem batido muito na tecla de se recuperar após os incidentes que ocorreram. Neste mini desfile deu para notar que o caminho está sendo trilhado de maneira correta. O samba-enredo, cantado pelo intérprete Pê Santana, que é muito atuante nessa reconstrução, vem dando a cara, apesar de ser criticado no início. Talvez, a comunidade consiga dar corpo à obra e trilhar um bom caminho na avenida. A bateria do mestre Cassiano Andrade executou bossas fáceis e que se encaixaram dentro do samba. * VEJA FOTOS DO MINI DESFILE
Tatuapé – A agremiação da Zona Leste teve como destaque o seu principal atributo na história, que é o canto. A bateria Qualidade Especial, regida por mestre Igor, junto da ala musical comandada pelo intérprete Celsinho Mody, conseguiram jogar o samba para cima. É uma obra que naturalmente na melodia é parecido com uma cadência, mas graças ao trabalho feito, conseguiram adaptar isso ao ‘estilo Tatuapé’. Isso fez com que a comunidade cantasse bastante, além de se soltar na passarela da Fábrica do Samba. Vale destacar muito o show de bailado do casal de mestre-sala e porta-bandeira Diego e Jussara. Coreografias corretas e sincronizadas dentro do samba. * VEJA FOTOS DO MINI DESFILE
Barroca Zona Sul – A verde e rosa da Zona Sul contou com uma grande atuação do intérprete Pixulé e sua ala musical. Em determinadas partes do samba, os apoios faziam ‘sons indígenas’, o que dava um efeito bacana e combina muito com a melodia do samba. A consolidação da agremiação no Grupo Especial deixa tudo muito mais leve. Alas coreografadas deram um contraste a mais no desfile e devem ser lembradas. * VEJA FOTOS DO MINI DESFILE
Unidos de Vila Maria – Os componentes da ‘Vila mais famosa’ nitidamente estão felizes com o enredo que tem para desfilar. A escola levou muita torcida nas arquibancadas com presença de bandeiras no momento da apresentação do samba, que está sendo muito bem recebido pela comunidade, visto que tem uma proposta diferente do que a agremiação prega nos últimos anos. O destaque também fica para a comissão de frente. A ala já deu as caras na coreografia que provavelmente irá apresentar no dia do desfile. O casal de mestre-sala e porta-bandeira, Edgar Carobina e Laís Moreira, também foram destaques e novamente mostraram grande sincronia como em todas as apresentações. * VEJA FOTOS DO MINI DESFILE
Rosas de Ouro – A Roseira entrou cantando um enredo forte. Kindala significa luta contra o racismo e a escola respondeu. Visivelmente as pessoas negras da comunidade se emocionam com o samba A porta-bandeira Isabel Casagrande, que é criada na escola, desfilou emocionada. A “Bateria com Identidade”, regida por mestre Rafa, vem novamente com ousadia. A batucada executou bossas quilométricas que pegam todo o samba. O intérprete Royce do Cavaco também deu conta do recado e conduziu com maestria sua ala musical. * VEJA FOTOS DO MINI DESFILE
Tom Maior – Um dos destaques da noite, a vermelho e amarelo deu um show na pista. Tendo um samba que é considerado por muitos o melhor de 2023, a comunidade gritou a obra a todo instante. Vale destacar o casal de mestre-sala e porta-bandeira recém chegados à agremiação, Ruhanan Pontes e Ana Paula. É impressionante como a dupla não sentiu o peso do pavilhão. Parece que o carrega há anos. Mostraram a coreografia e sincronia dentro do samba com excelência. Outro destaque é o intérprete Gilsinho, que está cada vez mais identificado com a escola. De fato, a comunidade do Bom Retiro mostra que está para almejar coisas grandes novamente. * VEJA FOTOS DO MINI DESFILE
Gaviões da Fiel – A escola alvinegra fez um desfile seguro que se destacou pela criatividade. A mudança no refrão do samba campeão acendeu a comunidade ainda mais. O fato de ter o verso ‘amém meu coração corinthiano’, é motivo para os componentes da agremiação se orgulharem, visto que é a identidade deles. O destaque vai para a comissão de frente que promete muito. Além disso, outra ala coreografada encenava Jesus Cristo na cruz. Um teatro sensacional. Esse tipo de característica tem sido bastante aproveitado nos últimos anos pela comunidade alvinegra. * VEJA FOTOS DO MINI DESFILE
Estrela do Terceiro Milênio – A escola do Grajaú proporcionou o desfile mais leve e agradável de se assistir. O samba-enredo tem uma característica que permite que a comunidade brinque nos desfiles. Na apresentação, aconteceu algo diferente e que deixou todos surpresos positivamente. No meio do desfile, os componentes agacharam, ligaram as lanternas dos celulares, abriu-se um corredor e, após, passaram-se as fantasias que a Estrela vai levar para a avenida. O ato arrancou muitos aplausos. É uma escola que é realidade e gosta de inovar. Vale destacar o desempenho de Grazi Brasil, que tomou conta dos microfones e está totalmente familiarizada. Impressionante o crescimento da comunidade do Grajaú nos últimos anos. Nesse mini-desfile, a Estrela do Terceiro Milênio mostrou que não é apenas uma escola que é recém-promovida ao Grupo Especial. Já é uma realidade. * VEJA FOTOS DO MINI DESFILE
Acadêmicos do Tucuruvi – A agremiação da Cantareira fez um bom desfile. Porém o foco fica totalmente voltado ao intérprete Carlos Júnior e o casal de mestre-sala e porta-bandeira, Luan Caliel e Waleska Gomes. O cantor fez uma grande arrancada exaltando Bezerra da Silva, que é o enredo da escola. Vale sempre exaltar o intérprete, que sempre executa ótimas atuações, e que agora está em outra agremiação e, ao que parece, totalmente familiarizado. Já casal, identificado com a escola, mostrou elegância e imponência com o pavilhão do Tucuruvi. * VEJA FOTOS DO MINI DESFILE
Mancha Verde – Como era de se esperar, a Mancha Verde também se destacou na noite. Levou muito a sério. A escola foi grande, toda luxuosa e fantasiada com as vestimentas do carnaval 2022. O casal de mestre-sala e porta-bandeira, Marcelo Silva e Adriana Gomes, se divertiram durante o desfile. Principalmente a segunda. O intérprete Fredy Viana sabe como ninguém, dentro do carnaval, chamar o público para cantar. Mas com a performance da Puro Balanço, regida por mestre Guma, junto à ala musical, se nota que a escola quer um ritmo mais cadenciado para 2023, o que é diferente do último carnaval. Por fim, destaca-se que a entidade é completa em todos os quesitos e está muito forte. * VEJA FOTOS DO MINI DESFILE
Império de Casa Verde – Grande apresentação do ‘Tigre Guerreiro’. O samba-enredo permitiu a escola mudar a sua característica de desfile e a pegada está totalmente diferente. Os componentes estão mais soltos e cantando mais felizes. A comunidade está muito bem ensaiada, pois apesar de ser uma grande obra, é difícil de ser cantada por causa da velocidade e jogo de palavras diferentes do habitual. Porém eles estão conseguindo fazer isso muito bem e sem errar. O entrosamento com a ala musical do intérprete Tinga e com a bateria ‘Barcelona do Samba’ de mestre Zoinho, estão incríveis. No refrão final do samba há uma bossa em que todos os componentes viram e fazem uma coreografia igual. Bela sincronia entre todos. * VEJA FOTOS DO MINI DESFILE
Mocidade Alegre – Outra escola que era de se esperar uma boa apresentação, a Morada do Samba não decepcionou. O intérprete Igor Sorriso é simplesmente incrível. Entre todos os cantores da noite, o da Morada foi o que teve a melhor performance. A conexão dele com a comunidade é de outro mundo. Por muito tempo, ele ficou lado a lado com a presidente Solange Cruz na pista. A comunidade novamente deu uma aula de canto. É um ótimo samba, bom de se ouvir, fácil de se pegar e um refrão forte. A agremiação levou muitos componentes e até uma escultura gigante que simbolizava o guerreiro ‘Yasuke’, que é o enredo para o carnaval 2023. * VEJA FOTOS DO MINI DESFILE
Águia de Ouro – A escola da Pompeia chegou ‘gritando’ o samba. O trio de intérpretes formado por Douglinhas Aguiar, Chitão Martins e Serginho do Porto, estão bastante entrosados e é um dos destaques da escola. Talvez pelo samba-enredo ser pequeno, o entendimento fica muito fácil. O casal de mestre-sala e porta-bandeira, João Camargo e Lyssandra Grooters, foram muito bem. Desfilaram com garra e, na maioria das vezes, mostravam o pavilhão com bravura. * VEJA FOTOS DO MINI DESFILE
Dragões da Real – Para fechar com chave de ouro, a ‘comunidade de gente feliz’, mostra que é possível sonhar de vez com o tão sonhado campeonato. Após tantos anos de investimentos e grandes desfiles, finalmente desta vez a Dragões parece mais pronta e com um ar de vencedora. A comunidade está leve, mas ao mesmo tempo com sangue nos olhos. Parece ter energia infinita. O samba-enredo para a proposta do tema é incrível. É a cara da escola e enormemente acelerado. A bateria ‘Ritmo que Incendeia’, regida por mestre Klemen, brinca, faz apagão, bossas e dá o andamento correto ao samba. O departamento de harmonia e o carnavalesco Jorge Freitas animam bastante e coordenam a comunidade com excelência. * VEJA FOTOS DO MINI DESFILE