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Foto: Diego Campos/Divulgação Rio Carnaval

À medida que os projetos para o próximo carnaval ganham vida, a ansiedade pelo desfile de 2027 toma conta dos apaixonados pela festa. A cada ano, as expectativas dos sambistas aumentam, seja pela torcida pela escola do coração, seja pela esperança de melhorias no acesso dos cariocas à Marquês de Sapucaí. O CARNAVALESCO foi ouvir quem movimenta o mundo do samba: o público. Nas conversas, diferentes expectativas e cobranças para o próximo ano. A ancestralidade negra está presente em diversos enredos do próximo carnaval. É na Avenida que a representatividade e o respeito a quem veio antes ganham forma por meio de alegorias, fantasias, músicas e outros elementos capazes de emocionar o público.

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A modelo e dançarina Madu Queiroz, de 22 anos, torcedora da Grande Rio, ressaltou a importância das homenagens à cultura afro-brasileira.

“Tem muito enredo afro este ano, vai ser muito legal! Estou muito ansiosa para ver as comissões de frente, porque teremos muitas comissões com pessoas pretas e mulheres negras. É um setor que estou muito ansiosa para acompanhar”, comentou Madu Queiroz.

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Modelo e dançarina Madu Queiroz, de 22 anos, torcedora da Grande Rio

A Marquês de Sapucaí é, há décadas, palco de um dos maiores espetáculos do planeta. No entanto, o carioca Charles Silva, de 55 anos, chamou a atenção para a falta de democratização do acesso ao espaço. Funcionário da administração, Charles divide seu coração entre três escolas: Grande Rio, Mangueira e Salgueiro.

“Espero que eles possam abrir mais possibilidades para as pessoas, porque está se tornando algo muito voltado para o público estrangeiro. A população do nosso país, principalmente do próprio Rio de Janeiro, não está mais conseguindo assistir a essa festa maravilhosa, porque está tudo muito caro. Estão fazendo mais para os estrangeiros. Eu amo carnaval e, atualmente, nem fico mais no Rio durante o período, prefiro viajar. Essa festa reúne pessoas do mundo inteiro, mas, infelizmente, estão se afastando da história que nós construímos e buscando outro caminho, que não entendem muito”, disse Charles.

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Charles Silva, de 55 anos, chamou a atenção para a falta de democratização do acesso ao espaço

Felipe Silva, confeiteiro e passista de 26 anos, torcedor da Viradouro e, secretamente, da Mangueira, destacou os enredos do próximo ano, especialmente o da escola de Niterói. Ele espera que a agremiação mantenha o bom desempenho na Marquês de Sapucaí.

“Falando da escola pela qual desfilo, neste ano trouxemos uma homenagem em vida, que foi uma emoção enorme. No próximo ano, vamos abordar ainda mais a ancestralidade, a história e as raízes do samba e da África. A Viradouro é a escola do momento. Vamos arrebentar de novo”, disse o passista.

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Felipe Silva, confeiteiro e passista de 26 anos, torcedor da Viradouro, destacou os enredos do próximo ano

Felipe também desejou boas energias às coirmãs e espera que todas tenham condições de realizar seus desfiles sem imprevistos e disputar o título em igualdade.

“Eu amo todas, inclusive. Decoro sambas de 1900, de uma época em que eu nem era nascido. Espero ver um carnaval muito bonito e com poucos erros, porque é muito triste passar o ano inteiro trabalhando e, na hora do desfile, acontecer alguma coisa. Que tudo saia como planejado para todas elas e que vença a melhor”, completou Felipe.

A bailarina profissional Daniele Faria, de 26 anos, torcedora da Mangueira, apontou a necessidade de ampliar a divulgação e o reconhecimento dos segmentos das escolas de samba, especialmente dos profissionais que fazem o espetáculo acontecer. Para ela, é importante que esses trabalhadores também tenham seus talentos reconhecidos fora do universo do carnaval.

“Gostaria de ver mais oportunidades para os segmentos. Acho que a comissão de frente, da qual faço parte, tem potencial para ser mais explorada e receber um olhar maior, tanto para os integrantes e seus papéis profissionais quanto para os componentes. Tem muita gente que trabalha com isso há muito tempo em várias escolas e consegue ser reconhecida pelo carnaval, mas não consegue levar seu trabalho para outros espaços. Por isso, acho importante ampliar a divulgação e o olhar para essa parte”, contou Daniele Faria.

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Bailarina profissional Daniele Faria, de 26 anos, torcedora da Mangueira, apontou a necessidade de ampliar a divulgação

Uma coisa é certa: as expectativas para o carnaval 2027 vão além da disputa pelo título. Entre a valorização da ancestralidade, a democratização do acesso à Sapucaí e o reconhecimento dos profissionais do samba, o público espera um espetáculo capaz de emocionar e representar a grandeza da festa.