A Unidos da Tijuca apresentou quatro sambas em sua semifinal e a disputa mais uma vez mostrou estar bastante acirrada. Novamente, as parcerias de Júlio Alves e Totonho se destacaram em mais uma etapa do concurso que irá definir o samba-enredo da Azul e Amarela do Borel para o Carnaval 2024. O resultado será divulgado nos próximos dias através das redes sociais da agremiação. O site CARNAVALESCO acompanhou tudo através da série “Eliminatórias”, e a análise de cada um você acompanha ao longo do texto. A final acontece no dia 21 de outubro.

Foto: Divulgação/Tijuca

Em 2024, a Unidos da Tijuca apresentará o enredo “O Conto de Fados”, assinado pelo carnavalesco Alexandre Louzada, com a intenção de fazer uma viagem a Portugal, destacando diversos aspectos da história do país como fábulas, mistérios e lendas populares. A Unidos da Tijuca será a quinta agremiação a pisar na Marquês de Sapucaí na primeira noite de desfiles do Grupo Especial.

Parceria de Eduardo Medrado: A primeira parceria da noite foi composta pelos compositores Eduardo Medrado, Kleber Rodrigues, Adolpho Konder, Sandro Nery, André Braga, Luiz Pavarotti e com as participações especiais de André Diniz e Evandro Bocão. A torcida deu um show do início ao fim, com um destaque para a homenagem para a Mãe Fátima, a Nossa Senhora de Fátima logo no início. A torcida cantou bastante a obra de forma contínua. Tem-Tem Jr em mais uma ótima atuação conduziu o time no palco que era qualificado, com Rafael Tinguinha, Leandro Santos e Chicão. O refrão principal, sem dúvida, foi a parte mais cantada pela torcida e por adeptos do samba ao longo da apresentação. O segundo refrão de fácil assimilação também foi um destaque “Pra celebrar os Deuses, cultivar as flores//Desse teu caminho//E delirar em noite de luar//Ao saborear bom vinho”. O samba possui uma excelente letra e sobre a melodia, vale a pena frisar, mais uma vez, que ela é diferenciada. A apresentação foi muito boa da parceria, contagiando a galera dos camarotes.

Parceria de Totonho: Segundo samba da noite foi composto pelos poetas Totonho, Marcelo Adnet, Fadico, Dudu, Gabriel Machado e Rodrigo Alves. A obra ainda conta com as participações especiais de Claudio Mattos e Cadu Cardoso. Assim como foi na apresentação do primeiro samba, a torcida deu um grande show, com bandeirinhas até nos camarotes. O gogó estava afiado, pois cantaram bastante durante todo o tempo. Igor Sorriso cantou muito bem, com um grande destaque também para Igor Vianna. Completaram esse grande time Thiago Chaffin e Lucas Macedo. Assim como na parceria anterior, o refrão principal foi a parte mais cantada. A cada passada da obra, o refrão de cabeça erra berrado pela torcida e por simpatizantes do samba. O segundo refrão mais uma vez passou muito bem também com um canto forte. A chamada para o refrão de cabeça foi outro ponto de destaque, tanto pela beleza na letra quanto na melodia “Oh Santa! Oh Santa!//Fátima vos peço em oração//Rogai por nós, “salve rainha”//Seja luz da minha vida enquanto andar por esse chão”. Uma apresentação forte e consistente da parceria do samba 13, levantando a galera do camarotes.

Parceria de Sereno: A terceira parceria semifinalista foi composta pelos compositores Sereno, Dinny da Vila, JB Oliveira, Camila Lúcio, Deiny e Mano Kleber. A obra ainda contou com as participações especiais de Wagner Zanco e Almeida Sambista. A torcida fez a sua parte cantando o samba o tempo todo. Nino do Milênio foi o intérprete principal substituindo Wander Pires nessa apresentação. A parceria teve um ritmo bem melhor do que teve na semana passada. O refrão principal “Sou ouro de mãe//E azul pavão//Mostra teu segredo, me dê proteção//Senhora do manto, milagroso véu//Abençoa o povo do Borel”. O samba que tem uma das melhores pegadas da disputa se destaca também pela cabeça do samba “Orfeu da Conceição//Dedilha o fado em sua lira//Me dê a mão e vamos viajar//Em águas salgadas, delira”. Foi uma boa apresentação do samba 10.

Parceria de Júlio Alves: a última parceria da noite foi composta pelos compositores Julio Alves, Cláudio Russo, Jorge Arthur, Silas Augusto, Chico Alves e D’Sousa. A torcida veio com o samba na ponta da língua e cantou muito durante todo o tempo. Charles Silva, intérprete da Estácio de Sá, mostrou que está em um grande momento e cantou demais mais uma vez. O samba tem um refrão principal que foi muito cantado pela torcida, mas é o segundo refrão que contagia ainda mais “Põe no balaio um punhado de magia//Das divindades que invadiam o lugar//Põe no balaio e amassa com carinho//Que do cacho eu faço vinho//Pra colheita festejar”. Tanto na cabeça do samba, quanto no início da segunda, a obra possui força e ao longo do samba possui variações melódicas, principalmente, na segunda parte que é recheada delas. Apresentação muito forte da parceria de Júlio Alves.