
O carnavalesco Lucas Milato, da Unidos da Tijuca, defendeu a participação dos sambistas na manifestação ‘O samba não se cala’, realizada nos Arcos da Lapa, no Centro do Rio. Presente no ato em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o artista afirmou que a relação entre samba e política é direta e histórica, além de destacar a importância da mobilização dos profissionais do carnaval na defesa da arte e da cultura.
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Para Lucas, a presença dos integrantes das escolas de samba nas ruas representa uma atitude necessária para quem trabalha com cultura e acredita na importância do carnaval para a sociedade. O carnavalesco ressaltou que a mobilização também está relacionada à defesa dos profissionais do setor artístico.
“A gente está aqui fazendo o óbvio para qualquer sambista apaixonado por carnaval, não só pelo carnaval, mas pela arte e pela cultura. A gente está aqui para reverter esse jogo, virar esse jogo, porque precisamos de Lula reeleito, pela arte, pela cultura, por nós, profissionais do carnaval, profissionais da arte. A gente está aqui para seguir na missão e virar esse jogo, se Deus quiser”, afirmou.
Questionado sobre as críticas à aproximação entre carnaval e política, Lucas foi enfático ao defender que as duas áreas não podem ser tratadas de forma isolada. Na avaliação do carnavalesco, as escolas de samba desempenham uma função que ultrapassa o espetáculo e contribuem para a formação cultural e social do país.
“Eu acho que é uma relação direta e eterna, porque a arte é política, o carnaval é política, as escolas de samba são instituições culturais necessárias para a construção social do nosso país. Então, é impossível falar de samba e não falar de política. São coisas que estão o tempo inteiro unidas, e a gente precisa batalhar pelo óbvio e pelo sambista”, declarou.









