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Harmonia, samba-enredo e melhora do casal de mestre-sala e porta-bandeira marcam segundo ensaio técnico do Vai-Vai

O Vai-Vai realizou na noite de sábado o seu segundo ensaio técnico visando a preparação para o carnaval de 2023. O destaque fica para a harmonia e o samba-enredo da escola. São dois quesitos que prometem fazer a diferença para a comunidade do Bixiga. O chão do Vai-Vai novamente vem forte com a reedição do enredo “Eu também sou Imortal”. Vale ressaltar também a mudança que o casal de mestre-sala e porta-bandeira tiveram de um treino para o outro. No dia 07 de janeiro, Fabíola e Renato sofreram situações adversas no Anhembi em relação ao tempo. Porém, neste teste, a dupla se deu bem e conseguiu fazer uma apresentação satisfatória e, aparentemente, perto do esperado para o desfile da Saracura. O enredo que o Vai-Vai irá levar para a avenida se chama “Eu também sou imortal”, uma reedição do carnaval de 2005.

Comissão de frente

A ala foi inteiramente vestida com roupas brancas e pretas cobrindo o corpo todo, deixando apenas olhos e nariz de fora. A comissão de frente mostrou uma coreografia simples, porém diferente do que fizeram em 2005. Desta vez, optaram por mostrar muito samba no pé e interagir com o público, ocupando bastante espaço da pista. O preto e o branco predominante em um início de ensaio, literalmente embalou a escola para o resto da avenida.

Fotos: Fábio Martins/Site CARNAVALESCO

Harmonia

O Vai-Vai é conhecido por ter um ótimo chão. Para esse ano, somado ao fato de a escola ter um samba extremamente conhecido e famoso no carnaval paulistano, é esperado que a harmonia funcione dentro dos conformes. Hoje não foi diferente. Do começo ao fim da montagem, a comunidade entoou o seu hino com força. Destaque também para o entrosamento em que as alas fizeram esse trabalho. Todos sincronizados e sem atravessar o outro.

Mestre-sala e Porta-bandeira

Diferente do ensaio anterior, o casal Renato e Fabiola conseguiram um desempenho mais satisfatório, pois outrora a dupla havia enfrentado um forte vento. Em análise frente ao setor B, neste treino o casal mostrou sincronia adequada e não teve problemas com o pavilhão. Destaque para Renato, que mostrou o pavilhão com muita energia e garra. A dupla também executou a coreografia. É simples, porém o samba não pede tanta encenação. Além disso, fizeram os protocolares giros horários e anti-horários.

Evolução

A evolução dentro das alas do Vai-Vai foi de grande sucesso. O ritmo acelerado que a escola imprime fornece ao componente uma grande liberdade de cantar e evoluir com mais felicidade e euforia. Entretanto, isso pode atrapalhar no andamento da escola. Houve momentos do treino em que a agremiação da Saracura estava correndo demais. O próprio departamento de harmonia sinalizava uns com os outros e instruíam os componentes a dar uma ‘segurada’. É um grande ponto a se atentar, pois esse quesito não dá para reduzir consideravelmente a evolução de seu desfile. O ponto perdido é certo. Dentro do samba-enredo, não há tanta coreografia. O que se destaca é o momento em que os componentes batem palmas no verso “o povo todo aplaudiu, estremeceu, sacudiu… Sou Vai-Vai, sou imortal. Tal parte se localiza no refrão principal”.

Samba-Enredo

Vale sempre ressaltar que é uma reedição de enredo. O samba para o carnaval de 2023, vem de 2005 e é de grande sucesso na comunidade do Bixiga e no carnaval paulistano. É uma obra que pegou e promete fazer sucesso novamente no dia do desfile. A ala musical, comandada pelo intérprete Luiz Felipe, tem dado conta do recado e vem colocando os componentes para cima. Esse quesito talvez seja a principal carta na manga que a Saracura pode usar a seu favor. As partes mais cantadas são os refrões e os últimos versos. O tradicional “Vai Vai Vai Vai”, também chega com muita explosão.

Outros destaques

A bateria ‘Pegada de Macaco, regida pelos mestres Tadeu e Beto, como sempre vieram naquele ritmo acelerado com vários batimentos por minuto. Dentro da batucada, pudemos ver Beto cada vez mais atuante regendo, enquanto o longevo e experiente Tadeu dá as dicas e passa suas dicas aos componentes. A ‘Pegada de Macaco’ não é uma bateria de ficar fazendo bossas o tempo todo, porém a que se destaca é o ‘breque’ que começa no refrão do meio e termina nos primeiros versos da segunda parte do samba.

Por isso os diretores optaram por fazer algumas vezes comparado às outras escolas. Dava para ouvir um volume muito alto dos pratos, que é instrumento não muito comum nas baterias paulistanas.

Destaque para as alas coreografadas da escola, principalmente a dos homens que estava inteiramente uniformizados de pretos e outra das entidades de matriz africana.

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