
A diretora de carnaval da Portela, Elisa Fernandes, revelou durante o “Samba-Enreda”, deste sábado, no Renascença Clube, uma emoção enorme ao fazer o carnaval da escola para o próximo ano, quando a agremiação de Oswaldo Cruz e Madureira homenageará mestre Monarco, de quem é afilhada musical.
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“Tenho uma relação profundamente pessoal com ele. Monarco foi meu padrinho musical, uma figura que acompanhou minha trajetória desde a adolescência, ocupando um lugar quase ancestral em minha vida””, disse.
Elisa falou também sobre a importância que o homenageado tem para a escola, em que foi presidente de honra até o seu falecimento, em 2021.
“Para a Portela, ele representa muito mais do que um nome; era a figura acolhedora, o mestre que orientava com rigor quando necessário, sempre zelando pela excelência da escola”.
A diretora portelense também falou sobre a renovação que a Portela está passando após o carnaval de 2026, quando a escola ficou na 10ª colocação, após uma transição de gestão, fazendo com que a azul e branca abra a última noite de desfiles na terça-feira de carnaval.
“Portela vive hoje um momento de renovação sob uma nova gestão, que assume o desafio de realizar um carnaval de transição, um processo sempre complexo. O projeto atual é a oportunidade de consolidar um ciclo de trabalho e mostrar a que veio essa nova administração”.
E, quando foi comentar a preparação para o carnaval do próximo ano, ela se emocionou ao falar de como está sendo preparado o desfile da escola e que, a cada dia, é um choro no barracão. Ela brincou que, se não tivesse saído da Unidos da Tijuca, onde era diretora de carnaval em 2026, iria pedir ao presidente Fernando Horta uma licença para desfilar pela Portela por causa do enredo sobre o baluarte.
“Não sei se essa emoção vai ser dimensionada. A gente chora muito lá na Portela, está difícil, porque são muitos os momentos de emoção. Eu acho que até o carnaval a gente vai estar um pouco mais equilibrado, eu acho”.
Eisa citou o “quesito” emoção que vem sendo tocado pelas escolas, dando como exemplo a Beija-Flor e a Viradouro, que falaram sobre Laíla e Ciça, em 2025 e 2026, respectivamente, dizendo que são pessoas do samba.
“Eu acho que o diferencial do Laíla, do Ciça e agora do Monarco é que são realmente pessoas nossas. E a gente se vê nessa distância, nesses elementos. Isso pode trazer uma emoção a mais”.








