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Em Cima da Hora faz desfile com grande desempenho do canto, mas apresenta problemas em evolução e alegorias

Por Raphael Lacerda e fotos de Nelson Malfacini

Com o enredo “A Nossa Luta Continua”, do carnavalesco Rodrigo Almeida, a Em Cima da Hora foi a segunda agremiação a desfilar neste sábado de carnaval. Marcada por um desfile com um ótimo desempenho do carro de som e canto positivo entre os componentes, a agremiação de Cavalcanti pecou na evolução e apresentou falhas no acabamento das alegorias.

Comissão de frente

Sob o comando da coreógrafa Luciana Yegros, a comissão de frente representou “Minha vida é andar por este país pra ver se um dia descanso feliz”. Com 14 bailarinos – 11 homens e três mulheres -, a equipe fez uma apresentação bem tradicional e sem tripé. Marcada pela simplicidade, porém com o fácil entendimento, o segmento saiu-se muito bem em todas as cabines.

Mestre-sala e Porta-bandeira

A fantasia do casal formado por Marcinho e Winnie Lopes representou “A roda do tempo”, que simbolizou a suavidade do tempo e a complexidade do infinito. A dupla apresentou um bailado mais tradicional. Durante a apresentação na primeira cabine de jurados, o vento atrapalhou a porta-bandeira, que chegou a enrolar o pavilhão. Já no último módulo, o casal conseguiu superar as adversidades e fez uma boa apresentação. Destaque para os torneados do mestre-sala.

Enredo

O enredo “A Nossa Luta Continua!” foi assinado pelo carnavalesco Rodrigo Almeida, e prestou uma homenagem aos trabalhadores do país, com uma crítica à precarização, injustiças sociais e destacando o poder e a luta da classe operária. Para abordar o tema, a agremiação de Cavalcanti dividiu o desfile em quatro setores: “A luta entre o homem, o tempo e a máquina”; “Manifestos, revoltas e revoluções – O homem e outros ideais de luta”; “Trabalhadores do Brasil – Novos rumos, novos tempos!” e, por último, “Entre lutas e progresso, um novo tempo!”.

Alegorias

Os carros alegóricos eram de fácil entendimento, mas também apresentaram falhas ainda no início do desfile. A última alegoria, que representou os operários da folia, apresentou problemas de acabamento. O chapéu da escultura caiu ainda no início do desfile. Além disso, parte dela estava com acabamentos de isopor à mostra. Destaque para a criatividade do carnavalesco no abre-alas, que representou “Revoluções industriais – O capitalismo X O proletariado”. Uma roda de hamster fez referência a robotização da vida humana. A imagem retratou o esforço constante do proletariado, mas que não permite o escape das engrenagens do sistema.

Fantasias

As fantasias ajudaram na fácil leitura do enredo por parte do público, mas apresentaram problemas de acabamento. Entre os pontos positivos, destaque para as fantasias da ala 19, que representaram “Os operários da folia”. Com estandartes de mão, os componentes representaram ferreiros, compositores, carnavalescos e todos os demais profissionais do Carnaval. Todos os estandartes possuíam a hashtag “Não é só folia”.

Harmonia

Comandado pelo intérprete Rafael Tinguinha, o carro de som brilhou na Avenida, e conseguiu acertar todas as voltas das bossas. A comunidade abraçou o samba-enredo e mostrou um canto positivo. A harmonia da escola foi um dos destaques do desfile da agremiação de Cavalcanti.

Samba-enredo

A obra teve autoria dos compositores Richard Valença, Orlando Ambrósio, Serginho Rocco, Marquinho Bombeiro, Anderson Alemão, Rafael Pinelzinho, Lucas Macedo, Luis Caxias, Aldir de Senna, Ricardo Simpatia, Beto BR, J. Giovani e Márcio Leandro. O rendimento foi positivo entre os componentes, impulsionados pelo entrosamento entre o carro de som e a bateria da escola. Já nas arquibancadas, a recepção foi morna. O refrão final marcava o ápice da canção entre os componentes.

Evolução

A grande dor de cabeça para a Em Cima da Hora nesta noite. Ainda na primeira cabine de jurados, problemas com a última alegoria resultaram em um grande buraco. Após o segundo recuo da bateria, a escola avançou muito e resultou em um novo vão. As alas que vinham logo atrás precisaram correr para preencher o espaço vazio. Na sequência, a evolução acelerou de forma nítida. Apesar disso, a comunidade desfilou alegremente e conseguiu brincar Carnaval ao longo de boa parte do desfile.

Outros destaques

Destaque para a bateria “Sintonia de Cavalcanti”. Sob o comando do mestre Léo Capoeira, os ritmistas brilharam na Passarela do Samba. Destaque para a criatividade do segmento: durante a bossa, a direção erguia um cartaz com a frase “Estamos em greve”, em referência à luta da classe trabalhadora.

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