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Em 12 horas de festa, Imperatriz celebra aniversário em um clima muito especial

Atualmente, a escola vive uma nova fase, através da gestão da presidente Cátia Drumond, que faz um trabalho de resgate, tornando nítida a satisfação desta 'nova Imperatriz' no olhar de cada componente

O bairro de Ramos, Zona Norte da capital carioca, foi contagiado na tarde do último domingo com a festa de 63 anos da verde e branco da região, a Imperatriz Leopoldinense. Contando com um evento de 12 horas de duração, a comunidade festejou toda a trajetória de uma das agremiações mais tradicionais do carnaval. Atualmente, a escola vive uma nova fase, através da gestão da presidente Cátia Drumond, que faz um trabalho de resgate, tornando nítida a satisfação desta “nova Imperatriz” no olhar de cada componente.

Fotos: Nelson Malfacini/Divulgação Imperatriz

Ao site CARNAVALESCO, a presidente diz ver o futuro da escola no presente: “Não quero projetar nada! O que eu penso hoje é fazer um bom desfile e voltar entre as seis (sábado das campeãs). O futuro da Imperatriz nasceu no dia que eu assumi, é difícil, e, eu não imaginava que seria tanto assim, mas eu tenho certeza que é um futuro brilhante. É muita responsabilidade. A Imperatriz é minha vida, ela é minha casa! A gente abre mão da nossa família para viver isso aqui. Quando o meu pai entrou na escola eu tinha apenas cinco anos de idade, respiro e penso na Imperatriz sempre”.

Um dos responsáveis por este resgate, João Drumond, filho de Cátia Drumond, falou ao site CARNAVALESCO sobre a sua responsabilidade e o que projeta para o futuro da escola ao longo de dez anos: “Já me fizeram essa pergunta há um tempo e eu disse que não queria dar um passo maior do que perna, porque o foco sem dúvida meu e de todos que assumiram a escola é o carnaval de 2022. O marco será o que vamos apresentar, vamos brigar pelo título”, garantiu.

Ele ainda ressaltou a responsabilidade de ser tão novo e estar à frente da gestão da escola. “Os próximos anos eu não costumo pensar, eu creio que o futuro da nossa comunidade é muito promissor e se nós continuarmos com os pés nos chão, o céu é o limite. Eu sou o cara mais feliz do mundo! Tudo o que eu vivo hoje é o que eu sempre quis na minha vida. Acho que quando você respeita a história de quem chegou antes da gente, tudo fica mais fácil e conseguimos enteder o que todos querem; aquela imperatriz da década de 90 e anos 2000 e isso nos deixa à vontade para trazer esse sonho”.

Recém-chegado na Imperatriz, o intérprete Bruno Ribas é uma das apostas no conjunto de profissionais desta nova renovação. Ele disse sempre estar contagiado com cada ensaio. “Em tão pouco tempo que cheguei na escola, todos os momentos vividos aqui vem me marcando. Eu chego aqui é um dia de ensaio explosivo, no outro emocionante, num outro eletrizante e tudo isso é um conjunto que me marca bastante. A minha verdadeira estreia será no dia do desfile lá na Sapucaí, mas, viver junto de todos essa história de 63 anos, me faz me sentir muito alegre, a Imperatriz proporcionou muitos momentos felizes para esse povo”.

Arthur Franco, que dividirá o comando do carro de som com Bruno Ribas, elogiou o parceiro. “É uma honra muito grande ser, principalmente, cantor da Imperatriz Leopoldinense, uma escola com uma torcida imensa e apaixonada. Estar à frente desse microfone junto com o meu amigo Bruno Ribas é uma honra de ambas as partes. Eu já vivi muitos momentos aqui, mas quando a sirene tocou lá na Sapucaí para o desfile de 2020, foi um momento maravilhoso de poder tá trazendo – junto com toda equipe – novamente a Imperatriz de volta paro Grupo Especial. Quando demos a primeira passada do samba, tivemos a certeza de que seríamos campeões”, revelou Arthur Franco.

Além das centenas de pessoas presentes na comemoração, a quadra ficou tomada por muita emoção com a presença de uma das maiores porta-bandeiras da história do carnaval, Maria Helena, sendo mecioanda como referência pelo atual casal de mestre-sala e porta-bandeira, Thiaguinho Mendonça e Rafaela Theodoro. “Poder defender um pavilhão que foi de um dos maiores casais da história (Maria Helena e Chiquinho) é uma responsabilidade muito grande para nós”, disse Rafaela.

Perguntada sobre o que mais a emocionou na escola, a porta-bandeira citou: “Eu estou há 12 anos aqui e hoje me emociona muito plantar uma sementinha que é o projeto social e dentro dele a escola de mestre-sala e porta-bandeira, onde o nosso terceiro casal vem dele”.

Já o mestre-sala afirma ser mais marcante a sua chegada na agremiação: “Tudo aqui dentro tem sido muito especial, mas o que mais me marcou foi a minha chegada na escola. Quando o Salomão, da Renascer de Jacarepaguá, me levou na casa do Luizinho Drumond para conhecê-lo, cheguei lá era para eu assumir a vaga de mestre-sala daqui. Eu achei aquilo surpreende, um presidente abrir mão de um profissional para outro, e, eu me senti lisonjeado, foi um marco na minha vida de Imperatriz”, comentou.

A estrela Maria Helena citou sua alegria de ver a escola com a chama acesa como em tempos passados: “São 55 anos de Imperatriz, praticamente eu vivi aqui dentro. Eu sofri muito para chegar onde cheguei e ter esse reconhecimento, mas foi essa minha escola que me ajudou a ser isso tudo. Fico muito feliz em ver esse trabalho que está sendo feito, olha tem coisas que vejo agora e que até queria que fosse na minha época [riu] acho que poderia ter vindo antes, sendo que a maior felicidade que tive foi ser campeã em 1989 com a minha escola”, afirmou.

Um dos pontos altos da festa de aniversário foi a desenvoltura de mestre Lolo, que teve a missão de tocar com a sua bateria os sambas das onze coirmãs do Grupo Especial nas apresentações com os respectivos carros de som e seus pavilhões. Conseguindo imprimir a indentidade de todas as outras baterias sem nenhum erro e levando o público a se sentir em todas as quadras. “Para mim é a maior satisfação. Hoje o meu maior desafio será dar nota máxima, seremos a primeira escola e os julgadores vem com o peso na caneta”, disse o comandante de uma das melhores baterias do carnaval carioca.

Integrante da comissão de carnaval, André Bonatte, é um exemplo de caminho dentro da escola, passando por vários setores até chegar ao atual cargo. “Eu sou apenas uma peça desta grande engrenagem; já fui tamborim, da ala das crianças, presidente da ala dos compositores, harmonia e não interessa onde estou… essas cores são as minhas alegrias. A escola está sempre me proporcionando inúmeras coisas, como conhecer a minha esposa, ir na Europa, mas, sem dúvida, o que mais me marcou foi ver a minha escola chegar no Grupo do Acesso no ano de 2020 e não se envaidecer por todos os seus títulos e levar a sério está divisão com um carnaval justo e levando o título”.

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