‘Porto da Pedra, é nossa hora de vencer’, o trecho do refrão do samba-enredo do Tigre de São Gonçalo demonstrou na avenida a expectativa da comunidade gonçalense na disputa pelo tão sonhado retorno ao Grupo Especial. No carnaval de 2023, a Vermelha e Branca apresentou o enredo “A invenção da Amazônia”, do experiente carnavalesco Mauro Quintaes.

Em entrevista ao site CARNAVALESCO, componentes da Unidos do Porto da Pedra comentaram sobre a expectativa pelo título da escola. O gonçalense Waldeir Mota, desde 2010 no Tigre, acredita que, além da escola estar preparada, o título seria histórico para São Gonçalo após as recentes enchentes que atingiram a cidade da Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

“Chegou o nosso momento, foi um ano de superação para todas, mas particularmente para nossa escola, a gente sabe da situação das enchentes em São Gonçalo, tivemos perda de pessoas, de amigos, mas estamos aqui com tudo mesmo assim. Com todo respeito que temos às co-irmãs que passaram ontem, algumas com alguns problemas, mas estamos na torcida para que tudo dê certo para a Porta da Pedra e que todas sejam julgadas com pé de igualdade.”, afirmou.

O sentimento de Waldeir é compartilhado por seu colega de ala, Felipe Rodrigues. Há 2 anos desfilando na Vermelha e Branca, o gonçalense acredita que a força do samba-enredo somada a parte plástica conduzirão o Tigre ao Grupo Especial.

“A expectativa é a melhor de todas, estamos todas felizes, com a expectativa lá em cima que a gente vai subir hoje, com certeza. Esse ano vai, a escola tá muito linda, o samba é muito bom e temos um prefeito maravilhoso que ajudou muito a escola esse ano”, ressaltou o gonçalense.

Confiante no título, a gonçalense Paula, além de ser torcedora do Tigre, mora na rua da quadra da escola, no bairro Porto da Pedra, em São Gonçalo. Para ela, o entusiasmo da comunidade da Vermelha e Branca nos ensaios foi determinante para o desempenho apresentado na Marquês de Sapucaí.

“A Porto da Pedra tá linda é esse ano vamos subir se Deus quiser. Estamos com muita garra e com o samba na ponta da língua. Os ensaios foram muito entusiasmantes”, enfatizou Paula, que desfila desde 2016 na escola.

Pela primeira vez como passista da Porto da Pedra, Francisca Fernandes apontou um trunfo na busca pelo acesso da Porto da Pedra: o fato de ser pé quente. Há anos frequentando a quadra da escola, Francisca confia que “chegou a hora de vencer”.
“É a minha primeira vez na ala de passistas, antes saía na comunidade, e acredito que sou pé quente e a Porto da Pedra já chegou campeã. É a hora de vencer, a hora da comunidade do Porto da Pedra vencer”, destacou.