Após cinco anos, Leo Senna e Kelly Siqueira voltaram para a Portela com a responsabilidade de assumirem a comissão de frente no lugar de Manoel Francisco. Para os coreógrafos, em entrevista ao CARNAVALESCO, o retorno depois do campeonato de 2017 e com um enredo afro é uma oportunidade muito boa e desafiante. De acordo com Leo Senna, estar na Portela novamente é uma volta para casa, em um momento muito especial, pois estão voltando em um período após dois anos sem carnaval.

Os coreógrafos da comissão de frente da Portela. Foto: Allan Duffes/Site CARNAVALESCO

“Todo mundo está numa expectativa muito grande, nós e os portelenses. É algo que faz o coração pulsar junto, todo mundo e o que leva pra frente e para a vitória”, conta o coreógrafo.

Falar sobre “Igi Osè Baobá”, a árvore que representa a vida, tem tudo a ver com a escola. Ainda mais que durante esse período sem carnaval, a instituição perdeu muitos componentes, e o saudoso mestre Monarco. Mesmo assumindo a comissão de frente em pouco tempo, a dupla de coreógrafos optou por começar a coreografia do zero com o aval, proposta e concepção dos carnavalescos Márcia e Renato Lage. O time de bailarinos é composto só por homens negros e também conta com um bailarino africano. Os carnavalescos da Majestade do Samba deram total abertura para a dupla de coreógrafos trabalharem. A coreógrafa Kelly Siqueira citou a formação do time.

“A gente tem um time muito forte com os bailarinos, e, inclusive, temos um que é africano, trazendo uma propriedade bem original que tem tudo a ver com o enredo”.

Para Leo e Kelly, trabalhar com o Márcia e Renato Lage, é extremamente maravilhoso e a troca é muito boa. “Eles tem uma estrada, uma bagagem de muitos anos e a gente está aprendendo muito e podendo trazer isso. É uma coisa muito boa que aconteceu, porque eles permitem fazer essa troca, pergunta e está sendo maravilhoso”, diz Leo Senna.

Em entrevista ao site CARNAVALESCO, a dupla foi perguntada sobre o que a comissão de frente vem representando no desfile e abordaram também o ensaio técnico da Águia Altaneira Sapucaí.

“No ensaio trouxemos uma celebração da ancestralidade da Portela e abrindo os caminhos para ela entrar celebrando o Baobá que faz essa ligação sagrada entre o céu e a terra para os africanos”, explicou Kelly Siqueira, que fez mistério sobre a performance do desfile oficial.

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